segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Os MBAs preferidos das empresas na hora de contratar

Um levantamento anual mostra quais são as 200 escolas queridinhas das maiores companhias no mundo. Dez delas são latino-americanas. FGV e Business School São Paulo representam o Brasil no ranking

 Getty Images
Quando o assunto é educação executiva, os EUA dão um olé no resto do mundo. A Universidade de Harvard (na foto) e Wharton estão entre as cinco melhores em todas as áreas avaliadas pelo estudo
Pensado em fazer MBA? Pois então você deve dar uma olhada nesta lista. Nesta segunda-feira (05/12), foi divulgado o levantamento anual feito pela especialista em educação executiva QS. O QS Global 200 Business Schools Reportmostra quais são os 200 MBAs preferidos das empresas na hora de contratar em todo mundo.
Na América Latina, dez escolas conseguiram entrar no ranking. Dessas, duas são brasileiras, a Business School São Paulo, em 2° lugar no ranking regional latino-americano, e a Fundação Getúlio Vargas, em 3° lugar.
Veja abaixo as dez escolas preferidas das companhias na América Latina:
As 10 mais  da América Latina
ColocaçãoNome
1Pontifícia Universidade Católica do Chile
2Business School São Paulo (Brasil)
3Fundação Getúlio Vargas (Brasil)
4Universidade do Chile
5EGADE - Tecnológico de Monterrey (México)
6IAE Business School, Universidade Austral (Argentina)
7INCAE Business School (Costa Rica)
8Instituto Tecnológico Autônomo do México (ITAM)
9ESAN - Escola de Administração de Negócios para Graduados (Peru)
10IPADE Business School, Universidade Panamericana (México)
Fonte: TopMBA

A pesquisa também mostra as preferências na hora de contratação por áreas de atuação: finanças, gestão internacional, marketing, empreendedorismo, gestão de operações, gestão de informação, estratégia, liderança, responsabilidade social e inovação.
Confira os MBAs mais prestigiados em cada setor:  
As preferidas em finanças
EscolaPaís
WhartonEUA
Chicago, BoothEUA
London Business SchoolReino Unido
Stern School of Business (NYU)EUA
HavardEUA


Gestão internacional
EscolaPaís
INSEADFrança
HavardEUA
ThunderbirdEUA
WhartonEUA
Marshall School of BusinessEUA


Marketing
EscolaPaís
Kellogg, NorthwesternEUA
WhartonEUA
HarvardEUA
Judge Business School (Cambridge)Reino Unido
Universidade de Michigan, Ross School of BusinessEUA


Empreendedorismo
EscolaPaís
HarvardEUA
StanfordEUA
WhartonEUA
INSEADFrança
IE Business SchoolEspanha


Gestão de operações
EscolaPaís
MIT-SloanEUA
HarvardEUA
WhartonEUA
StanfordEUA
INSEADFrança


Gestão da informação
EscolaPaís
MIT-SloanEUA
HavardEUA
WhartonEUA
INSEADFrança
StanfordEUA


Estratégia
EscolaPaís
HarvardEUA
WhartonEUA
INSEADFrança
StanfordEUA
London Business SchoolReino Unido


Liderança
EscolaPaís
HarvardEUA
WhartonEUA
INSEADFrança
StanfordEUA
London Business SchoolReino Unido


Responsabilidade social
EscolaPaís
HarvardEUA
StanfordEUA
INSEADFrança
WhartonEUA
Tuck School of Business at DarmouthEUA


Inovação
EscolaPaís
MIT-SloanEUA
StanfordEUA
HarvardEUA
WhartonEUA
INSEADFrança

 Para elaborar o ranking, a QS recebeu cerca de 2 mil respostas de empresas vindas de 42 países.
ÉpocaNegócios

Cuidados evitam perdas na hora de vender a empresa

Consultores recomendam que sejam observados fatores capazes de influenciar o valor do negócio, como ter as contas auditadas 
O sonho do casal Vanja e Julio Nepomuceno era ter um negócio. Ao saberem da venda de um restaurante já estabelecido, chamaram os cunhados, Márcia e Otávio Costa para serem seus sócios. A parceira deu certo e no início de agosto o quarteto assumiu o restaurante Patroni Pizza, instalado na praça de alimentação de um shopping em São Paulo. "O potencial de crescimento da loja nos atraiu muito e apostamos no negócio", revela Márcia. Para efetivar a compra, os sócios tiveram apoio de um consultor do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP). Mas o que leva um empresário a vender um negócio consolidado e que está operando no azul?
O primeiro motivo é a aposentadoria, seguido pelo cansaço decorrente da rotina de trabalho, associado ao desejo de fazer coisas novas, afirma o consultor da Sunbelt Business Brokers, Batista Gigliotti. A empresa é uma franquia da companhia americana que atua em 30 países na intermediação de negócios.
Problemas de saúde, mudança geográfica, divórcio, ou briga entre sócios, também são fatores que levam à venda negócios positivos. Muitas vezes, o empresário sabe que precisará investir em melhoria tecnológica ou em ampliação, mas não tem esse capital. "Esse é um momento interessante para a venda, mas não é bom esperar muito tempo, porque o negócio começa a decair e o valor da empresa vai baixando", diz Gigliotti.
Ao decidir pela venda, o empresário precisa observar vários aspectos antes de definir o preço. "Existem 80 tipos de metodologias para calcular o valor da empresa, mas o próprio mercado já estabelece um certo preço", afirma o consultor do Sebrae-Santos, Ricardo Curado. "O ideal é que vendedor e comprador nos consultem juntos para que compreendam os métodos empregados no cálculo."
Para o sócio-diretor da Naxentia, especializada em transições críticas, fusões e aquisições, Vincent Baron, é importante considerar o momento da empresa, porque ela pode ter crescido muito nos últimos anos, mas estar num momento de estagnação.
"Nesse caso, recomendamos que o proprietário faça uma reestruturação e espere que o negócio volte a crescer por mais um ano." Dessa forma, o vendedor terá um parâmetro razoável para apresentar ao investidor, porque quanto maior o potencial de crescimento da companhia, maior será o valor de venda.
Baron também orienta o empreendedor a deixar tudo arrumado e criar, por exemplo, um programa de eficiência operacional de redução de custos e de melhores práticas de gestão. Medidas como essas influenciam de forma positiva o valor do resultado operacional da empresa.
O que também melhora a percepção do comprador é ter nas mãos números auditados pelo menos um ano antes da venda. "Ter uma companhia de auditoria confirmando os números apresentados pelo vendedor, traz mais conforto para o investidor", afirma Baron.
Gigliotti reforça esse aspecto e diz que pequenas coisas como o registro de patente e da marca, assim como a contagem física do estoque, agregam valor ao negócio. "Não dá para vender uma empresa sem fazer uma avaliação criteriosa e profissional do negócio, que leve em conta o que ele realmente gera e não apenas o que os livros dizem."
Os consultores destacam a importância do valor de ativos intangíveis, que muitos empresários não levam em consideração. Processos e desenvolvimento de tecnologia interna, que demandaram horas de trabalho, marcas já compradas, websites, contratos de parceria, contrato de exclusividade e carteira de clientes, valorizam consideravelmente o valor do negócio.
Para quem quer comprar, a grande dificuldade é saber se o vendedor diz a verdade. "A melhor recomendação é procurar conhecer os números da forma mais real possível. Além de passar um período vivenciando o negócio", recomenda Curado.
Estadão

Após Copom, mercado reduz projeção para juro e inflação em 2012

Segundo pesquisa Focus, IPCA deve fechar 2012 em 5,49% e juro básico, em 9,75% ao ano
O mercado espera tanto uma inflação como um juro mais baixo no próximo ano. De acordo com a pesquisa Focus divulgada há pouco pelo Banco Central, a mediana das estimativas para o IPCA em 2012 recuou de 5,56% para 5,49% na primeira pesquisa realizada pelo BC após a divulgação da nova metodologia de cálculo do IPCA anunciada na semana passada. Há um mês, a projeção estava em 5,57%.
O mercado financeiro reduziu a estimativa para o patamar do juro básico da economia brasileira (Selic) no fim de 2012, de 10,00% para 9,75%. A queda das projeções acontece na primeira pesquisa realizada após a última reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom), quando a taxa foi reduzida de 11,50% para 11,00%. Além disso, é a primeira vez que o mercado financeiro acredita em Selic de um dígito ao final do próximo ano desde 22 de setembro de 2009. Nas duas pesquisas anteriores, o mercado mantinha a previsão de taxa em 10,00%.
Já as estimativas para a inflação em 2011 seguiram em trajetória de alta e passaram de 6,49% para 6,50%, na segunda alta seguida e exatamente no teto da meta de inflação.
Também caiu a projeção suavizada para o IPCA nos próximos 12 meses, que passou de 5,58% para 5,47%, na segunda redução seguida. Há um mês, a expectativa estava em 5,63%.
De acordo com a pesquisa, o BC deve manter o ritmo de cortes do juro em 0,50 ponto porcentual nas reuniões marcadas para janeiro e março de 2012. Em abril do ano que vem, a velocidade dos cortes seria reduzida para 0,25pp, quando a Selic cairia para 9,75%. A partir daí, a taxa seria mantida até o fim do ano.
PIB e déficit
A previsão para o crescimento da economia brasileira em 2012 apresentou ligeira melhora. De acordo com o levantamento, a mediana das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano - índice que mede o tamanho da economia - subiu ligeiramente, de 3,46% para 3,48%, ante 3,50% registrados quatro semanas antes.
Para 2011, os números seguiram em trajetória contrária e a expectativa de crescimento da economia caiu pela segunda seguida, passando de 3,10% para 3,09%. Há um mês, o mercado previa alta para o PIB de 3,20% em 2011.
A pesquisa Focus mostrou melhora das estimativas para o déficit em transações correntes do Brasil. No levantamento, a mediana das estimativas para o saldo negativo em conta corrente em 2012 caiu de US$ 68,46 bilhões para US$ 68,15 bilhões. Para 2011, a previsão de déficit também recuou, passando de US$ 54,72 bilhões para US$ 54,53 bilhões. Há um mês, a expectativa de rombo das contas externas estava em US$ 68,86 bilhões para o próximo ano e em US$ 55 bilhões para 2011.

A pesquisa também mostrou que a expectativa de superávit comercial em 2012 seguiu em US$ 17 bilhões, a primeira manutenção após a duas quedas seguidas. Para 2011, a projeção subiu pela segunda semana seguida e passou de US$ 28,22 bilhões para US$ 28,70 bilhões. Quatro pesquisas atrás, o mercado previa saldo comercial positivo de US$ 18,90 bilhões no próximo ano e de US$ 27 bilhões em 2011.

Câmbio
Analistas elevaram a previsão para o patamar do dólar no fim de 2011. A mediana das expectativas para a taxa de câmbio no fim de dezembro subiu de R$ 1,75 para R$ 1,79. Essa foi a primeira alta após sete pesquisas seguidas sem alteração dos números.

Para 2012, porém, foi mantida expectativa de que a taxa deve recuar e a moeda norte-americana deve terminar o próximo ano sendo trocada de mãos a R$ 1,75. Essa aposta foi mantida pela oitava pesquisa consecutiva.
Estadão

domingo, 4 de dezembro de 2011

Distância entre aviões é reduzida pela metade para melhorar tráfego nos aeroportos

 O governo reduziu pela metade a distância entre as aeronaves em movimentação no ar para aumentar a capacidade do espaço aéreo e melhorar o tráfego aéreo no fim de ano nos principais aeroportos do país. O procedimento será implementado em Brasília, São Paulo, no Rio de Janeiro e na Região Sul.
“Com isso, eu consigo ter aerovias mais próximas umas das outras e aumentamos o número de aeronaves que podem estar voando simultaneamente no espaço aéreo”, explicou o diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), tenente-brigadeiro Ramon Borges. Segundo ele, a redução da distância entre as aeronaves de dez milhas para cinco milhas faz parte de um planejamento que já vinha sendo feito pelo órgão “há bastante tempo”.
A medida foi anunciada hoje junto com uma série de iniciativas da Secretaria de Aviação Civil para evitar problemas com o aumento do fluxo de passageiros nos principais aeroportos no final do ano. De acordo com o ministro, Wagner Bittencourt, as ações foram elaboradas em conjunto pelas autoridades do setor aéreo e as empresas que operam na prestação desses serviços. “A gente tem certeza que as medidas vão atender porque foi planejado por pessoas que conhecem a operação do aeroporto”, ressaltou.
As ações levam em conta um aumento de 12% no tráfego aéreo em dezembro, com o embarque de 16 milhões de passageiros, 85% deles nos terminais de Brasília, Guarulhos (SP) e do Galeão (RJ). Esse aumento de público, entretanto, não deverá causar, segundo Bittencourt, grandes problemas nos terminais. “Existe toda uma ação planejada em conjunto entre o setor público e o privado para que a gente possa atender ao usuário da melhor forma”.
A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) vai escalar 200 funcionários por turno para tirar dúvidas de usuários. “Estão capacitados para identificar as pessoas que têm dificuldade de usar os aeroportos”, destacou Bittencourt.
Também participarão da mobilização a Polícia Federal, que aumentará o efetivo médio em 70% em dezembro e janeiro e a Receita Federal, com um incremento de 50% nas equipes. As companhias aéreas se comprometeram a reduzir o tempo de espera no check-in e evitar overbooking.
Exame

O mercado explodiu

Junte um mercado liberado para os estrangeiros, uma economia em crescimento, um monte de projetos de infraestrutura e um setor pouco explorado. O que se tem? Uma avalanche de oportunidades

Ilustração: Rafael Pera
Da central de rastreamento vem o alarme: o idoso, portador de uma pulseira eletrônica, ultrapassou a área demarcada e corre risco. Imediatamente, um funcionário da seguradora entra em contato com o parente mais próximo cadastrado na apólice e avisa. Corta. Em outra cena, os sistemas da seguradora detectam, graças a um dispositivo instalado no veículo, que ele tem sistematicamente passado a noite fora do endereço registrado no contrato. Ou flagram manobras arriscadas ou excesso de velocidade. A seguradora então cancela o desconto dado ao cliente em troca do compromisso de manter o carro em local considerado mais seguro e de dirigir com prudência.
Futurista? Invasivo? São situações próximas da realidade. No caso dos automóveis, já há nos países mais ricos testes de dispositivos capazes de vigiar os clientes. No Brasil, quem topar instalar um rastreador pode ganhar desconto na apólice contra furto ou roubo. É pouco, ainda. Alguns laboratórios de seguradora pensam em muito mais. Vivem uma agitação estranha para um setor tão conservador – pela própria essência do negócio.
Os seguros existem há mais de 4 mil anos. O primeiro registro histórico vem de condutores de caravanas da Mesopotâmia e da Babilônia, que se cotizavam para cobrir a perda de animais usados no transporte de carga. Exemplos assim se repetiram durante séculos, em várias culturas, até o estabelecimento de um modelo parecido com o atual, num balcão de bar londrino onde se encontravam navegadores. Foi em 1678, no bar de Edward Lloyd. Até hoje, o Lloyd’s é o grande centro mundial de negociação de seguros. Por lá passam contratos de cerca de 200 países.
O crescimento da economia, a inclusão social, a exploração do pré-sal e as obras do PAC, da Copa e da Olimpíada prometem multiplicar os negócios nos próximos anos

A agitação no Brasil de hoje vem do fato de o mercado ter ficado maior, mais complexo e mais disputado. De 2005 a 2010, o faturamento anual das seguradoras cresceu 38% em termos reais. Chegou a R$ 124 bilhões, segundo a consultoria especializada Siscorp, com base em dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). E não há sinal de desaceleração. Em 2010, o avanço foi de 7,9%, fora a inflação. No primeiro semestre deste ano, houve aumento nominal de 21,6% em comparação com o mesmo período de 2010 (sem incluir o seguro-saúde, cujos dados não tinham sido divulgados).
A principal razão é a estabilidade da economia, que dá mais condições de as pessoas se planejarem – seguro e previdência são formas de poupança, de proteção e de garantia do futuro. O espaço para crescer ainda é grande: a participação dos seguros no PIB está em 3,5%, bem inferior à dos Estados Unidos (8%), do Japão (10%), do Reino Unido (12%) e até de outros emergentes, como Índia (5,1%) e China (3,8%). A média mundial é de 6,9%, segundo a resseguradora Swiss Re. O setor deve se beneficiar do crescimento da economia, da inclusão social, dos investimentos no pré-sal e das obras de infraestrutura do PAC, da Copa e da Olimpíada. Só em infraestrutura, a Confederação Nacional de Seguros (CNSeg) prevê investimentos de R$ 300 bilhões até 2016, que levarão a receitas de R$ 8 bilhões para segurar as obras. Levando em conta apenas a mobilidade social, o setor deve dobrar até 2015, para 7,5% do PIB, diz Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros, a maior do setor. Claro que as oportunidades crescem. “Teremos uma nova seguradora dentro do grupo”, diz Rossi.
O bolo está maior, mas tem muito mais convidados. A desregulamentação gradual – desde a permissão, em 1996, de grupos estrangeiros controlarem nacionais – culminou com a quebra em 2008 do monopólio do resseguro, a operação em que uma seguradora repassa a outra o valor acima do seu limite legal. O fim do monopólio do estatal Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) trouxe as grandes companhias internacionais. O que era uma virou 103 resseguradoras registradas na Susep.
103 resseguradoras passaram a atuar no mercado brasileiro depois da quebra do monopólio do IRB, em 2008, e hoje engrossam o número de competidores no mercado
Ou inova ou faz parcerias
Não vai parar por aí. A consultoria internacional Accenture prevê que nos próximos dez anos 60% dos novos negócios das seguradoras virão dos mercados emergentes. “E o Brasil será o principal destino, porque aqui a regulamentação é mais avançada e sofisticada”, diz Acácio Queiroz, CEO no Brasil da americana Chubb.
As que aqui já estão têm duas formas de enfrentar a concorrência: estruturar-se para inovar e se associar para ganhar escala. A inovação tem levado a vários novos produtos (leia na próxima reportagem). A SulAmérica, por exemplo, criou uma diretoria de estratégia e inteligência. “Ninguém mais lança produto sem fazer uma detalhada pesquisa”, diz seu presidente, Thomaz Menezes.
Está em curso uma onda de parcerias entre os grandes: do Banco do Brasil com a Mapfre, do Itaú Unibanco com a Porto Seguro e, a mais recente, do Santander com a suíça Zurich

Em associações, o jogo tem sido bem jogado, geralmente por gente grande . Já em operação, a recente união do Banco do Brasil com a espanhola Mapfre, que se tornou a maior seguradora de bens do país. Na previdência aberta, o BB renovou no ano passado a associação com a americana Principal na BrasilPrev e concentrou as operações de capitalização na Icatu Seguros. O objetivo é que, até 2013, a participação de seguros, previdência e capitalização no lucro do banco passe dos atuais 14% para 25%. Há dois anos era de 9%. “O objetivo é, também, a liderança”, afirma Paulo Rogério Caffarelli, vice-presidente do Banco do Brasil. Na líder Bradesco, a área de seguros contribui com 28% dos lucros do banco.
60% dos novos negócios das seguradoras do mundo virão de mercados emergentes, como o Brasil, nos próximos dez anos, segundo estimativa da consultoria Accenture

Sem revelar números, o Itaú Unibanco também quer que seguros, previdência e capitalização adquiram mais importância relativa. “É o nosso maior desafio”, diz um de seus diretores executivos, Marcos Lisboa. Em 2009, quando já era líder em seguro residencial, o grupo associou-se à Porto Seguro, líder no ramo de carro. Também em 2009, desfez parceria até então mantida com a XL e assumiu o comando da operação de grandes riscos.
Outro grande, o Santander, acertou, este ano, parceria com a suíça Zurich. “Em cinco anos, estaremos entre os três maiores grupos seguradores do Brasil”, afirma Marcus Vinicius Martins, CEO de seguros gerais da subsidiária brasileira da Zurich. Mesmo a Caixa Seguros, dona de mais de 70% do rentável seguro habitacional – na esteira de uma formidável carteira de crédito imobiliário do banco, a maior do mercado –, quer mais. Criou a Caixa Seguros Saúde para oferecer seguro médico-hospitalar e odontológico. Não há como ficar parado no novo cenário.
Quando esta edição fechava, a francesa Axa e a japonesa Tokio Marine disputavam a participação de 36% do ING na SulAmérica, negócio avaliado em mais de US$ 1 bilhão
   Reprodução
ÉpocaNegócios

Saiba se as lojas estão embolsando ou repassando a queda no IPI

Instituto calculou quanto pode cair o preço de cada produto; você notou diferença nas lojas?
 A redução do IPI (Imposto sobre produtos industrializados) permite aos varejistas darem um desconto de 5,5% no preço da geladeira e da máquina de lavar. No entanto, é possível que os lojistas não repassem essa vantagem ao consumidor.
Veja abaixo quanto pode cair o preço de cada produto. O cálculo foi feito pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário).
- Refrigerador 2 portas Brastemp: 5,5%;
- Lavadora 9 kg Electrolux: 5,5%;
- Tanquinho 6 kg Arno: 5,3%;
- Fogão 4 bocas Continental: 2,7%.
Com base nesses números, você pode ver se o lojista está repassando ao consumidor a redução do IPI.
Estadão

Empresas brasileiras colocam ativos à venda para reforçar o caixa

Companhias que nos últimos anos se mostraram compradoras vorazes, como Marfrig, Lupatech e Hypermarcas, refazem as contas e mudam de rumo
Com elas, ninguém podia. Aquisições milionárias eram rotina, suas ações dobravam de valor a cada ano e nem o céu parecia ser limite para seu crescimento. Hoje, porém, o cenário é outro. Companhias como Hypermarcas, Usiminas, Marfrig, Suzano e Lupatech, que chegaram a fazer mais de dez aquisições por ano, agora estão vendendo ativos, muitas delas para reforçar o caixa.
Uma das primeiras empresas brasileiras a assumir esse novo papel de vendedora foi a Fibria, maior fabricante brasileira de celulose. A companhia já se desfez este ano de duas fábricas e uma distribuidora de papel, negócios que adicionaram R$ 1,8 bilhão ao seu caixa.
Com exceção da Usiminas, que pretende vender 250 ativos imobiliários, as demais companhias podem se desfazer de ativos que são - ou já foram - estratégicos, como fábricas e usinas.
A Hypermarcas é um exemplo. Desde que abriu seu capital, em 2008, até o início deste ano, a empresa fez 23 aquisições, que somaram R$ 8,4 bilhões. Agora, com ações acumulando queda de mais de 60% neste ano, a companhia do empresário João Alves Queiroz Filho, o Júnior, passou de compradora voraz a vendedora.
Já negociou as marcas Assim (detergente e amaciante) e Mat Inset (inseticida) para a Flora, divisão de limpeza do grupo JBS, por R$ 140 milhões. No pacote, foram também as marcas Sim, Gato, Fluss e Sanifleur, além de uma fábrica em Itajaí, Santa Catarina.
A companhia também quer vender a fábrica de produtos de limpeza da Assolan, em Goiânia, e a marca Etti, de molhos de tomate, incluindo ainda sua linha de produção, em Araçatuba (SP). Todos esses negócios estão avaliados em R$ 230 milhões, conforme estimativas de mercado. Analistas acreditam que eles possam ser vendidos até o fim do ano. As interessadas seriam a Química Amparo (Ypê) e ainda a JBS. Fala-se também em Bombril e Reckitt Benckiser. No caso da Etti, especula-se que as interessadas seriam a Bunge e as americanas Campbell e McCormick.
Papel
Já a Suzano só confirma a venda de terrenos no Estado de São Paulo e de uma fatia de 17% na usina hidrelétrica Amador Aguiar, mas admite que estuda vender ativos no segmento de papel e celulose. "Venderemos tudo o que pudermos para diminuir a dívida", disse o presidente da companhia, Antonio Maciel Neto, durante a divulgação dos resultados da Suzano no terceiro trimestre, no fim de outubro.
"Elas precisam de caixa", diz o professor de planejamento estratégico da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Mackenzie, Marcos Morita. A maioria dessas empresas vem de uma fase de expansão agressiva, financiada com dívida. "Passamos por um momento em que, pela primeira vez, o Brasil foi a bola da vez. Muitos empresários foram otimistas demais e superestimaram os resultados", diz Morita.
O caso da fabricante de equipamentos Lupatech é um dos mais emblemáticos. Apenas entre 2006 e 2008, a empresa fez 16 aquisições, boa parte delas financiada com dívida. Mas, no último balanço trimestral, assustou investidores ao apresentar uma dívida de R$ 1,2 bilhão, mais de 17 vezes o volume de caixa gerado por ano. Suas ações chegaram a acumular desvalorização de mais de 70% no ano.
Durante esta semana, porém, houve alguma reação, com alta de aproximadamente 30%, uma vez que o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), que tem participação de 11,4% na empresa, confirmou que está em discussão com a Lupatech a respeito de "alternativas de mercado para o fortalecimento da estrutura de capital da companhia". Mas, mesmo com a ajuda do banco, a companhia ainda terá de se reestruturar. E, para isso, pretende levantar até R$ 200 milhões com venda de ativos.
Virada
Mas a Lupatech não está sozinha no time das empresas que em pouco tempo passaram de compradoras para vendedoras. A Suzano estava em uma fase de aquisições até o início do ano. Investiu R$ 1,4 bilhão na compra da participação da Fibria no Consórcio Paulista de Papel e Celulose (Conpacel) e mais R$ 50 milhões para comprar a distribuidora de papel KSR. Mudou sua estratégia depois de apresentar queda de 36% na sua geração de caixa e aumento de 37,4% na sua dívida líquida no terceiro trimestre deste ano. "A venda de ativos é uma das alternativas da empresa para reduzir o nível de alavancagem no médio e no longo prazo e seguir com o perfil da dívida alinhado com o fluxo de caixa da companhia e dos projetos em andamento", disse a empresa, em nota.
O frigorífico Marfrig terminou o segundo trimestre com uma dívida bruta de R$ 10,3 bilhões. A empresa vale hoje na bolsa R$ 2,7 bilhões, menos da metade do seu patrimônio líquido e cerca de 25% da sua dívida total. Ao todo, a segunda maior exportadora de aves e suínos do Brasil fez 40 aquisições em um período de quatro anos, reunindo agora 151 unidades em 22 países.
No ano passado, o Marfrig comprou a Seara, da Cargill, e a americana Keystone Foods, uma das principais fornecedoras globais para a rede McDonald’s. Parte dessa mesma empresa foi negociada há dois meses. O grupo vendeu por US$ 400 milhões a divisão de logística da Keystone para a Martin Brower. O Marfrig ainda busca se desfazer de um terminal que tem no porto de Itajaí, em Santa Catarina. Outros ativos também poderão ser vendidos, conforme fontes do mercado (veja quadro).
"O mundo mudou, houve a crise na Europa, a desaceleração econômica aqui e nos Estados Unidos e também as medidas macroprudenciais que o governo brasileiro começou a reverter. Tudo isso afetou os planos de muitas empresas, que tiveram de passar de compradoras a vendedoras", diz Daniela Bretthauer, analista-chefe da divisão de bens de consumo da Raymond James Brasil. Mas, segundo ela, não foram apenas os fatores externos que fizeram a companhia mudar de rota. "Houve também erro de cálculo", diz. "Algumas companhias supervalorizaram seu potencial de crescimento e acabaram comprando mais ativos do que deveriam", disse outro analista de mercado, que preferiu não se identificar.
O Estado entrou em contato com todas as empresas citadas na reportagem, mas elas não quiseram conceder entrevista.
Estadão

Software que escuta mentiras

Dan Jurafsky de Stanford está entre aqueles que têm sido ensinar os computadores como identificar os padrões de expressão emocional - o tipo que refletem decepção, raiva, amizade, e até mesmo flerte.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Governo reduz imposto da linha branca para estimular o consumo

Ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ainda que novas medidas podem ser tomadas “à medida que for necessário”

Geladeira
               Fogões foram isentos do IPI e geladeiras e máquinas de lavar tiveram 10% de redução
Depois de cortar a taxa Selic em meio ponto percentual na noite de ontem, hoje o governo anunciou um pacote de medidas para estimular a economia brasileira. Uma das ações é a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os produtos da linha branca.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou em entrevista coletiva alguns números da desoneração. No caso dos fogões, a alíquota de 4% foi zerada e para as geladeiras, o imposto passou de 15% para 5%. Máquinas de lavar roupa também tiveram 10% de isenção.
“Temos uma forte produção da linha branca. Eu falei com produtores e constatei isso. Por isso estamos estimulando o consumo”, disse o ministro.
Ele acrescentou que pode haver novas medidas no futuro, “à medida que forem necessárias. Queremos garantir um mercado forte, uma geração de empregos forte, e manter investimentos ocorrendo no país”.
Mantega afirmou ainda que vai desonerar a produção de massas. O governo zerou a alíquota de PIS/Cofins sobre massas, que era de 9,25%. A isenção de imposto sobre a farinha de trigo e pão, que vencia no dia 31 de dezembro, foi prorrogada por mais um ano.
Outra medida anunciada foi a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A alíquota caiu de 2% para zero sobre os investimentos externos em ações, capital de risco (venture capital). O governo também reduziu de 6% para zero o imposto cobrado sobre aplicações de não-residentes em títulos privados de longo prazo com duração acima de quatro anos. 
Exame