sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Um flyer alta agora bandeiras

Após uma década de crescimento, a maior nação da América Latina entrou em uma recessão que irá testar os políticos, escreve Joe Leahy
Dilma Rousseff
Em busca do progresso: Presidente do Brasil Dilma Rousseff, um economista duro conhecido como tropical Margaret Thatcher. Eleitores quente para sua abordagem no-nonsense
Eu n seu discurso de fim de ano, Dilma Rousseff atingiu o tipo de nota otimista que os brasileiros se acostumaram a após quase uma década de crescimento econômico. "Nada é melhor para uma mãe ou um pai de família do que ser capaz de dizer na véspera de Natal que, apesar de seus desafios, este ano foi bom eo próximo será ainda melhor", o presidente disse aos cidadãos 200m da América a nação mais populosa da América. "A maioria dos brasileiros pode dizer que deste novo ano."
Dilma Rousseff e outros brasileiros certamente têm muito a comemorar. Uma vez uma criança problema econômico, o Brasil é hoje, mais de um espectador em crises financeiras do mundo do que um participante. Acredita-se ter ultrapassado o Reino Unido no ano passado como a economia mundial a sexta maior. Em um nível pessoal, Dilma Rousseff é um dos presidentes mais populares do país já nesta fase do seu mandato.

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NA ANÁLISE

No entanto, o otimista máscaras discurso televisionado sérias dificuldades que Dilma Rousseff e sua coligação dos Trabalhadores do partido governista liderada deve superar este ano. Taxa de crescimento do Brasil na Ásia-like de 7,5 por cento em 2010 caiu para menos da metade do nível que no ano passado - mesmo parando em uma base trimestral nos três meses até setembro - como inimigo histórico do país, a inflação, encenou um revival teimoso. Mesmo o México, cujas fortunas são ditadas pela economia dos EUA lutam, espera-se ter alcançado um crescimento mais rápido produto interno bruto do Brasil em 2011. Na frente política, Dilma tem sofrido uma série de escândalos de corrupção que ameaçam desestabilizar a coalizão de difícil controle.
Este ano, ela terá de reavivar a economia e mostram que o Brasil merece a sua reputação como um membro de alto crescimento dos "Brics" clube dos grandes mercados emergentes, que também inclui Rússia, Índia e China - ou correm o risco de perder a confiança dos investidores. "O panorama ainda é bastante construtiva e as oportunidades estão lá, mas eu acho que aos poucos eles estão percebendo que têm que trabalhar para que isso aconteça", Alberto Ramos, economista do Goldman Sachs, diz que as autoridades de Brasília. "O crescimento do PIB potencial é muito baixo."
Na luta contra essa tarefa, Dilma Rousseff tem uma matriz dos atributos necessários. A economista do desenvolvimento e leitor voraz com o olho de um burocrata para o detalhe, ela é conhecida por ser uma taskmistress dura, sem medo de humilhar publicamente funcionários ou até mesmo ministros que aparecem em reuniões mal preparadas. É uma atitude que lhe rendeu uma reputação como um tropical Margaret Thatcher.
Embora a primeira presidente mulher da potência emergente da América Latina global pode falta o carisma de Luiz Inácio Lula da Silva , seu antecessor popular, os eleitores parecem ter aquecido a sua abordagem no-nonsense. "As pessoas se identificam nela uma seriedade de propósito e um estilo reservado, que é uma espécie de alívio depois dos anos frequentemente muito narcisista e alto de Lula", diz Paulo Sotero no Woodrow Wilson International Center for Scholars, em Washington.
Estas qualidades ajudaram a enfrentar uma série de casos de corrupção no ano passado que teria destruído outros presidentes. Seu ministro mais antigo, chefe de gabinete Antonio Palocci , foi o primeiro a cair em um escândalo moral. Ele foi seguido por sua agricultura, transportes, turismo, desporto e ministros de trabalho que foram acusados ​​de corrupção. Todos os vigorosamente negou as acusações. Mas em cada caso, eventualmente, Dilma Rousseff descartou a titular do escritório, deleitando-se um público acostumado a ver seus políticos superar tais encargos.
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Talvez por essa razão, os escândalos parece ter ajudado ao invés de atrapalhá-la presidência. Sua taxa de aprovação pessoal como presidente foi de 72 por cento no final do ano passado e que de seu governo de 56 por cento. "Ela é o presidente certo na hora certa", diz Christopher Garman, analista do Eurasia Group, uma consultoria de risco político. Ele aponta para o seu apelo a uma nova classe média que quer que os políticos que se concentram mais na prestação de serviços públicos ao invés de lutas internas.
Os céticos advertem, no entanto, que Dilma Rousseff terá de pôr fim aos escândalos de corrupção este ano, em meio a preocupações de que eles são prejudiciais para um governo cuja agenda legislativa já está lotada com as contas de movimentos lentos e contenciosa. Estes incluem o código florestal - uma lei ambiental, cuja passagem é crucial para a indústria agrícola do país, bem como pensão significativos, mineração e contas de royalties do petróleo.
"Além de limpar a corrupção, é difícil verificar que a estratégia do governo de Dilma longo prazo realmente é", diz João Augusto de Castro Neves, escrevendo em A Economia Brasileira, uma publicação da Fundação Getúlio Vargas, um instituto local acadêmico. "O governo parece ter abandonado qualquer ímpeto para reformas importantes e revisão da legislação."
Talvez o maior desafio, porém, será para voltar a economia para níveis mais elevados de crescimento. Durante o terceiro trimestre, o PIB se contraiu 0,04 por cento a partir de três meses anteriores e cresceu apenas 2,1 por cento em comparação com o ano anterior. Para todos os de 2011, os economistas estimam um crescimento de menos de 3 por cento. O desempenho das indústrias importantes, como o setor automotivo, que em 2010 ultrapassou a Alemanha como a quarta maior do mundo em vendas unitárias, mergulhou no terceiro trimestre. Outros, tais como têxteis e de calçados têm sido pressionadas por crescentes importações chinesas ea força do real contra o dólar dos EUA.

Em meio a diplomacia pragmática, um lado emerge steelier

Um mapa incomum paira sobre Antônio Patriota escritório em Brasília. Sobre ela, o hemisfério sul fica no topo das nações subordinadas norte - uma ilustração, diz o ministro das Relações Exteriores, do país pragmático "multipolaridade cooperativa", que dá um peso igual a todas as nações,escreve John Paul Rathbone.
Os céticos podem zombar.Entretanto, o Brasil tomou esta visão do mundo muito antes da era do Presidente Dilma Rousseff, que chegou ao poder há um ano, ou Luiz Inácio Lula da Silva, seu antecessor. Henry Kissinger, secretário de Estado EUA, escreveu no final de 1970: "O interesse do Brasil em assuntos mundiais - [estratégica fala de limitação de armas], a abertura para a China, distensão, o Oriente Médio - é o interesse de homens sérios ... pois eles pensam que têm um papel a desempenhar mundo. "
Quão sério é um papel muito debatido. Certamente, o Brasil é "arco-íris" estratégia produziu dividendos a partir de economias em desenvolvimento começaram a superar o norte após a crise financeira 2008-09. Ela agora tem mais embaixadas na África do que o Reino Unido.Interesses comerciais, liderados por empresas nacionais como a mineradoraVale , raramente foram muito atrás. Ao mesmo tempo, a liderança da força de paz da ONU no Haiti ganhou elogios para a "paz e amor" abordagem que tem, mais controversa, também abraçou Cuba e Iran.
Embora haja poucos sinais dessas políticas vai mudar muito com Dilma Rousseff, pode haver variações sutis.Brasília agora se sente menos necessidade de polegar o nariz para os EUA. "Nós não queremos desperdiçar o tempo no engajamento fúteis sobre questões de menor relevância. O valor da relação dos EUA é mais clara do presidente Rousseff ", diz um diplomata. Um caso de amor no início com a China esfriou queixas da indústria seguintes sobre as importações baratas.Significativamente, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad não vai visitar o Brasil em sua turnê regionais esta semana, como fez em 2009.
Enquanto isso, em casa, um lado steelier está emergindo.Brasília tem levado a criação de alianças regionais - nomeadamente a união de nações sul-americanas, excluindo o outro poder regional: o México.Combinados com projetos de infra-estrutura pan-continental, que vai chamar o resto da América do Sul mais apertado em órbita econômica do país, este levou a chama, por alguns, de "amarelo e verde" do imperialismo. Kissinger também previu isso há 40 anos, quando ele observou que, entre seus vizinhos, o tamanho do Brasil e do senso de grandeza poderia torná-lo mais temido do que amado.
"Quando vou a feiras em Paris, Milão ou Nova York, as pessoas sempre me perguntam de onde eu sou", diz Geane Silva, gerente da Cavage, fabricante de calçados de luxo em Novo Hamburgo no Rio Grande do Sul, o tradicional centro da indústria de calçados do Brasil. "Quando eu respondo Brasil, eles sempre dizem 'wow, o mercado deve ser grande por lá, mas eu digo-lhes que têm completamente a idéia errada sobre o Brasil. Não sei onde essa idéia veio de que tudo está maravilhoso aqui. Não é. "
Economistas argumentam que a rápida desaceleração expôs as limitações estruturais da economia do Brasil. O rápido crescimento de 2010 foi principalmente o resultado de estímulo fiscal para combater os efeitos da crise financeira de 2008, mas que foi adiado em 2010, um ano eleitoral.
Dilma Rousseff retirou o estímulo no ano passado e que o banco central começou a elevar as taxas de juros para combater a subida dos preços. Mas a inflação ainda terminou 2011 em 6,5 por cento ea economia perdeu vapor. "A reversão súbita ... levanta dúvidas sobre fontes subjacentes do Brasil de crescimento e sua capacidade de sustentar uma expansão como a que em 2010 ", Alfredo Coutino no Analytics Moody escreve em um relatório recente.
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O público tem ainda a sentir a desaceleração. De desemprego, de 5,2 por cento a partir de novembro, permanece em mínimos históricos. O governo está ajudando, com um aumento de 14 por cento no salário mínimo.
A maioria dos economistas acreditam que a desaceleração não é mais do que cíclico, com a economia deverá crescer cerca de 3 por cento este ano e um pouco mais em 2013. A questão é se o país pode alcançar taxas de crescimento superiores a 4 por cento ou assim tem sido em média na última década, muito menos recuperar o pico de 2010.
Para fazer isso, os economistas dizem que o Brasil tem que fazer as "correções duro" necessários para melhorar a sua competitividade a longo prazo. Seu sistema tributário é notoriamente oneroso e mais gastos são necessários na educação, formação, investigação e desenvolvimento e infra-estrutura.Investimento, em cerca de 19 por cento do produto interno bruto, está bem aquém das necessidades do país e de níveis na China e na Índia.
No entanto, Marcos Troyjo, diretor do BricLab na Universidade de Columbia, afirma que em vez de focar na competitividade internacional, as administrações Lula-Dilma estão silenciosamente perseguindo uma versão atualizada das políticas de substituição de importações que os governos anteriores implementado entre 1950 e 1970. O governo está usando uma variedade de medidas para proteger e incentivar a produção local, incluindo controles de moeda, impostos mais elevados sobre bens importados (tais como um aumento de impostos de 30 por cento em carros de fabricação estrangeira no ano passado) e rigorosos requisitos de conteúdo local, nomeadamente no indústria do petróleo.
Mas desta vez a política, que o Sr. Troyjo chama de "industrialização por substituição de importações de 2,0", não só beneficiam as empresas brasileiras - os estrangeiros que estabelecem fábricas no Brasil também são elegíveis para os benefícios. O projeto está sendo subscrita pelo boom nos setores de energia e da agricultura, particularmente a promessa da descoberta do país de imensas reservas em águas profundas de petróleo que vai entrar em funcionamento na próxima década. Os defensores de tais políticas apontam para o elevado volume de investimento directo estrangeiro derramando no Brasil no ano passado - um recorde de US $ 60 bilhões a partir de novembro, um aumento de 82 por cento sobre um ano antes - como evidência de que os investidores externos estão comprando na política.
"É como se a promessa do Brasil vai ser tão grande, tudo vai ser tão maravilhoso e maravilhosa, que todos os [investimento] nos próximos vai permitir que o governo não tomar as medidas que no curto prazo ", diz Troyjo.
Dilma pode não ser um reformador mas ela tem se mostrado ser um pragmático. Confrontados com dificuldades revisão estatal aeroportos a tempo de sediar a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e os Jogos Olímpicos dois anos depois, ela apresentou a projetos para o setor privado. Ela é um defensor de longa data do investimento em infraestrutura e reconhece a importância de controlar os gastos do governo.
Mas em um mundo no qual os modelos tradicionais dos EUA ou da economia europeia estão quebrados, enquanto o Brasil está procurando resiliente, será difícil para seu governo para avançar com reformas dolorosas. Mais fácil é se engajar em arrogância.
"Podemos ultrapassar os grandes economias nos próximos anos, principalmente porque o Brasil continua a crescer a um ritmo acelerado", disse Guido Mantega, ministro das Finanças, após um estudo no mês passado estimou que a economia tinha superado a do Reino Unido em tamanho. Ele prevê uma expansão de 5 por cento este ano, além maioria das previsões.
Márcio Gomes Pinto Garcia, professor associado de economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, oferece um prognóstico mais direto: "Eu acho que ainda vamos fazer o bem, mas vamos fazer muito pior do que nós poderíamos estar fazendo, se não fizermos as coisas que sabemos que temos que fazer. "

Financial Times

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

LinkedIn abre escritório no Brasil


A rede social profissional inaugura o seu primeiro escritório no País, com sede em São Paulo, e terá como diretor geral Osvaldo Barbosa de Oliveira

  Divulgação
O diretor geral do LinkedIn Brasil, Osvaldo Barbosa de Oliveira: seis milhões de assinantes no país
A rede social profissional LinkedIn está inaugurando o seu primeiro escritório no País. Com sede em São Paulo, a empresa terá como diretor geral Osvaldo Barbosa de Oliveira, que tem como missão ampliar o número de usuários brasileiros e criar parcerias estratégicas, além de estabelecer operações de marketing e vendas. A chegada oficial ao Brasil é estratégica, no momento em que o país atinge 6 milhões de usuários e apresenta o mais rápido crescimento entre os 70 - transformando-se ainda em base para os planos de avanço na América Latina.
Durante o anúncio da abertura de operações no Brasil, realizado nesta quarta-feira (30/11), Osvaldo de Oliveira explicou que o LinkedIn ganha dois novos usuários por segundo e que 75% das empresas listadas na Fortune 100 usam a rede para recrutar candidatos. “O LinkedIn é a homepage profissional de cada um. É o espaço que as pessoas usam para fazer negócios, conhecer alguém através de alguém que você conhece e explorar novas oportunidades”, diz. Segundo ele, dos 135 milhões de usuários existentes, 18% atualmente buscam emprego, mas 60% estão abertos a receber propostas – que é o que o LinkedIn chama de "candidatos passivos".
A renda da companhia vem 50% das ferramentas exclusivas para agências de head hunting e recrutamento, como é o caso do Recruiter e do Talent Pipeline, que será lançado no ano que vem. O LinkedIn também fatura com marketing, oferecendo às empresas a chance de atingir uma audiência segmentada por tipo de indústria ou perfil profissional, por exemplo, e com as assinaturas Premium, em geral adotadas por candidatos em busca de emprego imediato.
Com a criação da subsidiária brasileira, a companhia pretende ampliar a sua base de usuários e expandir negócios, que já alcançam hoje empresas como Itaú, BTG, Petrobras, Einstein e Anhembi Morumbi. “O Brasil representa hoje a quarta maior audiência e é um dos países com ritmo mais rápido de crescimento dentro do LinkedIn”, diz Oliveira. “Comparando as taxas de crescimento com a de outros países, acredito que em breve o Brasil possa se firmar como a terceira maior audiência”.
Hoje, o ranking do LinkedIn lista os Estados Unidos como o maior mercado, seguido da Índia e do Reino Unido. O Linkedin ganhou versão em português em 2010 e hoje soma 6 milhões de usuários. Na América Latina são mais de 14 milhões, incluindo países como Argentina, Colômbia, México e Peru.
“No momento vamos concentrar nossas operações no Brasil para fortalecer este mercado, para que estejamos prontos para ir para América Latina assim que surgir o momento”, diz Oliveira. Para ele, o crescimento da chamada geração Y e sua entrada no mercado de trabalho representam uma grande oportunidade para a companhia. “Queremos fazer com que os estudantes já comecem a sua história profissional ainda dentro da universidade. É uma área de grande interesse para nós”, diz.
Oliveira atuou por 21 anos na Microsoft do Brasil e nos Estados Unidos. Sua experiência internacional e seu entendimento do mercado brasileiro foram cruciais para o cargo de diretor geral do LinkedIn no Brasil. Isso e, segundo ele, o fato de usar as ferramentas e possibilidades da rede social para ir atrás do emprego. "Eu sou a prova de que funciona de verdade", diz.
Sem divulgar números de investimento ou projeções de crescimento ("vamos crescer bastante em 2012, é só o que posso dizer"), ele ao menos arrisca sua opinião sobre o crescimento do serviço no Brasil que até o ano passado possuía um milhão de assinantes - e cresceu seis vezes desde que foi lançada a plataforma em português. "O brasileiro gosta de se expressar e usa as redes sociais para dizer o que pensa. Isso acontece também na área profissional", diz. Se muitos executivos utilizam o LinkedIn como janela para buscar um emprego no exterior, o mesmo pode acontecer também com profissionais estrangeiros que se sentiriam atraídos pelas oportunidades em empresas brasileiras, principalmente nos setores de petróleo, mineração e pesquisa e desenvolvimento. "Sem contar as empresas, que enxergam uma possibilidade de reforçar o employment brand, ou seja, o conceito de boa empresa para trabalhar, que ainda pode ser bem mais explorado no Brasil".
Para o executivo, o desempenho econômico do Brasil.
 Veja as palavras mais usadas por profissionais em 2011

A rede profissional LinkedIn aponta as palavras mais utilizadas por brasileiros em seus perfis: multinacional, planejamento estratégico e criativo

A palavra “multinacional” foi a mais citada pelos profissionais brasileiros em seus perfis no LinkedIn em 2011, de acordo com uma pesquisa da rede profissional divulgada nesta terça-feira (13/12).
Nos Estados Unidos e Reino Unido, a palavra da vez é"criativo", o que mostra a importância desse atributo nod mercados profissionais norte-americano e britânico. Na Austrália, Canadá, Alemanha e Holanda, a palavra também ocupa o primeiro posto do ranking. No Brasil, "criativo" aparece em terceiro lugar, atrás de "planejamento estratégico".
Em 2010, a palavra mais usada pelos brasileiros foi dinâmico. A palavra multinacional não figurou no ranking desse ano.
A rede profissional conta com 135 milhões de usuários, sendo seis milhões no Brasil. No dia 30 de novembro, a empresa inaugurou o seu primeiro escritório no país. De acordo com Osvaldo de Oliveira, diretor geral do escritório brasileiro, 18% dos usuários do LinkedIn buscam emprego na rede, mas 60% estão abertos a receber propostas. As dicas da empresa para aumentar as chances de concorrer a vagas são preencher todo o histórico profissional no perfil, não esquecer de colocar uma foto e solicitar recomendações de antigos chefes e clientes.
Veja aqui quais são as palavras mais usadas por usuários da rede no Brasil e no mundo.
As palavras mais usadas por profissionais brasileiros em 2010
ColocaçãoPalavra
1Multinacional
2Planejamento estratégico
3Criativo
4Efetiva
5Multidisciplinar
6Especializado
7Novos desafios
8Experiência internacional
9Amplo conhecimento
10Novas tecnologias
Fonte: LinkedIn
  
As palavras mais utilizadas por profissionais estrangeiros
PaísesPalavra
Austrália, Canadá, Alemanha, Holanda, Reino Unido e Estados UnidosCriativo
FrançaDinâmico
ÍndiaEfetivo
ItáliaSolução de problemas
IrlandaMotivado
EspanhaGerencial
CingapuraHistórico 
Fonte: LinkedIn

ÉpocaNegócios

Como usar o LinkedIn a seu favor


Dicas preciosas para procurar emprego, conquistar uma promoção de trabalho e divulgar produtos e serviços nesta rede social

   Divulgação
LinkedIn deixou de ser uma pequena rede social para se tornar uma ferramenta importante para quem busca se relacionar profissionalmente. Com mais de 100 milhões de usuários, espalhados em mais de 200 países – só no Brasil são 3 milhões -, a rede ganhou mais força após sua estreia na bolsa de Nova York. Não é para menos. De acordo com a revista Fortune, 73% das maiores companhias do mundo usam serviços da rede social para contratar pessoas ou se aproximar de sua comunidade de negócios.
Como em todas as redes sociais, os usuários do LinkedIn também devem seguir algumas regras. Época NEGÓCIOS garimpou boas dicas com Guy Kawasaki, ex-evangelizador da Apple e especialista em redes sociais.
1 - A rede classifica a conexão entre os usuários em contatos de 1º, 2º e 3º graus. O ideal é conectar-se com pelo menos 50 pessoas conhecidas e em quem você confia. É a partir deste número que o usuário começa a ter mais visibilidade e consegue visualizar conexões (de primeiro, segundo e terceiro graus) que podem ajudá-lo a se aproximar de outras pessoas. Neste caso, vale a pena importar sua lista de contatos profissionais para saber quem já faz parte da rede.
2 - Para começar a conquistar mais “amigos” no LinkedIn é importante deixar seu perfil sempre atualizado, com informações sobre onde está trabalhando agora, quais empresas já trabalhou, universidades e cursos que já estudou. Isso vai ajudá-lo a encontrar pessoas de diferentes fases de sua vida.
3- Adicione suas habilidades e não se esqueça de inserir uma foto. Profissionais com foto têm sete vezes mais chances de serem vistos, em geral. 
4- Embora o LinkedIn tenha uma mensagem padrão para o envio de convites, o ideal é fazer um convite personalizado, algo que transmita uma noção de proximidade. Por isso, antes de fazer um contato com uma pessoa, verifique algumas informações que possam ser importante para esse processo de aproximação. Lembre-se que fazer contato nesta rede social pode também ter uma nuance de contato pessoal. 
5 – Use a rede para divulgar os novos produtos da empresa em que trabalha ou artigos interessantes sobre a sua área de atuação. Estimule a troca de informações sobre questões de negócios de seu interesse deixando perguntas no mural. Vale a pena sincronizar suas contas do Twitter e LinKedIn para que as atualizações apareçam nas duas redes.
6- A rede social apresenta um recurso chamado de Recommendations (recomendações); local em que contatos – na maioria ex-colegas de trabalho – deixam suas impressões sobre o desempenho profissional do dono do perfil. É bem semelhante a uma carta de recomendação do mundo real. O ideal é ter no mínimo três recomendações, afirma Kawasaki. Embora isso não influencie no posicionamento dos usuários em pesquisas por contatos na rede. Kawasaki afirma que é importante pedir recomendação para pessoas que você tenha afinidade. "Não é porque você viu a pessoa duas vezes que vale fazer esse tipo de pedido", alerta o consultor.
7- Quem quiser aparecer no topo dos resultados de busca, vale personalizar o endereço (URL) do seu LinkedIn. Assim, depois do endereço linkedin.com pode aparecer seu nome (linkedin.com/seunome). Para isso, basta entrar em configuração de página. Divulgar seu endereço de LinkedIn em seu cartão de visitas pode fazer com que mais pessoas façam parte de sua rede. Utilize o sistema que permite encurtar a URL (bit.ly, por exemplo) para saber quantas vezes o perfil foi acessado. 
8 - Para quem está procurando um novo emprego, é importante preencher as informações corretamente. Pessoas com uma experiência profissional relatada na rede costumam ter mais chance do que aqueles que não preenchem seus dados. Vale colocar entre essas informações palavras-chave para que os empregadores possam encontrar mais facilmente a descrição de seu perfil. No LinkedIn, diferentemente do Facebook, erros e dados inconsistentes não são aceitos. Informações imprecisas podem prejudicar sua presença digital na rede profissional.
9- Busque mentores e colegas que possam ajudar nessa promoção. O sistema LinkedIn Advanced People Searchpermite identificar profissionais que tenham o cargo que você deseja. Com essa ferramenta, é possível estreitar esse relacionamento e render bons conselhos.
10- Grupos costumam ser uma boa opção para interagir com pessoas que tenham os mesmos interesses que você e que podem ajudar a responder questões relacionadas à sua área de atuação. Por isso, é importante participar de grupos relacionados ao setor que trabalha e à região onde mora. O mesmo pode valer para obter informações sobre clientes potenciais.
11 – Na seção Empresas é possível “seguir” companhias em que está interessado e saber  sobre novas contratações, promoções e mudanças na companhia. Basta clicar em Empresas, no topo da página, e digitar o nome da companhia, palavras-chave ou setor em que está interessado. Acesse a página da empresa, no topo, do lado direito, há a opção Seguir empresa. Enquanto estiver na página da companhia, é possível pesquisar se alguém da sua rede de contatos trabalha na empresa.
ÉpocaNegócios

Apple fará evento sobre educação

Apple confirma que evento a ser realizado no dia 19 tratará de educação. Rumor aponta para livros didáticos feitos para iPad


Evento marcado pela Apple para o dia 19 deste mês de janeiro deve tratar de uma tema diferente dos de costume pela empresa: educação. Sobre a data, especulou-se ser a oportunidade para o lançamento do iPad 3 ou de uma nova versão da Apple TV. Nada disso.
O que se confirma até agora (graças ao convite da Apple acima) é que a reunião deve tratar de educação; rumores, no entanto, já sugerem o aprimoramento do iTunes University (também chamado de iTunes U), segmento da loja digital especialmente dedicado a armazenar textos de propósito pedagógico, relacionando-o ao iBooks. A ideia é que a Apple fechará acordos com universidades para que o material didático referente ao ano esteja baseado na loja, sendo facilmente acessado por um iPad pelos alunos.
Marcado para acontecer no Museu Guggenheim, em Nova York – cidade mais próximas das grandes editoras norte-americanas –, o evento deve tornar real um dos desejos de Steve Jobs. O ex-CEO já tratava deste tema e imaginava na real possibilidade de contratar escritores de livros didáticos para criar versões desses materiais para tablet, disse Clayton Morris, âncora do programa Fox and Friends, que não menciona a fonte pela qual obteve tais informações.
Nada de lançamento de aparelho. A imprensa americana especula que educação poderá ser um dos principais assuntos do evento que a Apple deve realizar para a imprensa neste mês em Nova York, conforme reportado pelo All Things D.
As novidades estarão relacionadas ao “iTunes University”, um sistema que permitiria a faculdades a entrega gratuita de conteúdo educacional a usuários do iTunes, informa Clayton Morris, âncora do programa Fox and Friends, como observa o Business Insider.
Ele diz saber por fontes envolvidas no assunto que Steve Jobs estava intimamente ligado ao projeto antes de falecer. Além disso, ele conta que o evento ocorrerá em Nova York em vez de no Vale do Silício porque a metrópole está localizada mais ao centro para a indústria editorial e de livros didáticos.
O Business Insider lembra que Jobs era apaixonado pelo tema da educação e muito tinha a dizer sobre o assunto. Sua biografia, escrita por Walter Isaacson, oferece algumas ideias que denotam sua ligação com o ato de adquirir conhecimento:
- Jobs abandonou a faculdade. Sentiu-se culpado por gastar tanto dinheiro dos seus pais com uma educação que não valia a pena. Não via interesse na maioria das disciplinas e, depois, acabou assistindo, como ouvinte, apenas a aulas que lhe pareciam atraentes, como a de caligrafia.
- Livros didáticos eram vistos por ele como um próximo negócio a transformar. Ele acreditava que o iPad resolveria o problema de crianças carregarem livros pesados. Sua ideia, diz o BI, era contratar grandes escritores de livros didáticos para criar versões digitais e colocá-los no iPad. Jobs acreditava que os computadores tinham provocado, surpreendentemente, pouco impacto nas escolas até hoje — menos que a mídia, a medicina e o direito.
Estadão

Uma executiva improvável chega ao comando da GE Brasil

Pela primeira vez, em 92 anos de País, a gigante americana tem uma mulher no mais alto cargo da empresa
 - Tiago Queiroz/AE
 Enquanto atendia aos pedidos do fotógrafo para ficar de pé em frente à uma janela, virar o rosto mais à direita ou cruzar os braços, Adriana Machado não se desligou de nenhum detalhe. "Essa sujeirinha no vidro não dá pra ver não, né?", perguntou a executiva, que se dividia entre olhar para a câmera e checar o ambiente.
A observação minuciosa, tipicamente feminina, é um sinal prosaico de que o comando da General Electric no Brasil está diferente. Pela primeira vez, em 92 anos de País, a gigante americana tem uma mulher no mais alto cargo da empresa. Aos 43 anos, Adriana assumiu no mês passado uma subsidiária com 8 mil funcionários e um faturamento de US$ 2,6 bilhões em 2010 - para 2011, a expectativa é de um crescimento de pelo menos 30%.
"Você não imagina a quantidade de funcionárias que nunca haviam falado comigo e me mandaram e-mails contando do orgulho de ter uma mulher nessa posição", diz a executiva. "Isso ainda chama a atenção. Muitas vezes sou a única mulher nas reuniões. Mas, se a cobrança é maior, a torcida também é."
Mundo feminino
A executiva faz parte de um universo que vem aumentando nos últimos anos, mas ainda é tímido no mundo corporativo. Nos Estados Unidos, onde nomes como Indra Nooyi, à frente da Pepsico, Ursula Burns, da Xerox, e Ellen Kullman, da DuPont, servem de referência para o resto do mundo, apenas 18 das 500 maiores empresas da lista da revista Fortune são comandadas por mulheres. O número, que apesar de modesto é recorde, já contempla Virginia "Ginni" Rometty, da IBM, e Heather Bresch, da fabricante de genéricos Mylan, que neste mês assumiram o comando dessas empresas.
No Brasil, ao lado de executivas como Luiza Trajano, do Magazine Luiza, ou Grace Lieblein, presidente da GM Brasil, Adriana passou a integrar um grupo que representa cerca de 11% do total de presidentes de empresa no País, segundo dados do Fórum Econômico Mundial.
Mãe de dois meninos, um de seis e outro de 13 anos, a executiva não vê dilemas entre vida pessoal e profissional. "Sou uma melhor mãe trabalhando do que o tempo todo em casa. Eu sempre trabalhei e acho que ter uma vida profissional deixa mais rica a relação com meus filhos", diz a presidente da GE Brasil, que começou ainda na adolescência a dar aulas de balé e de inglês. "Não sei se é bom ou ruim, mas eles já estão acostumados a uma mãe que viaja ou interrompe a brincadeira para fazer um call", afirma.
Projetos
Diante da missão que Adriana tem pela frente, é provável que as interrupções fiquem cada vez mais constantes. Com US$ 550 milhões em investimentos até 2013, a subsidiária brasileira é uma das maiores apostas para o avanço global da GE. No início do ano passado, a companhia decidiu dar mais autonomia às operações internacionais, que hoje respondem por 60% da receita. Com isso, só a GE Brasil ganhou mais mil funcionários no período.
Entre as prioridades do plano de investimentos está a construção do quinto centro de pesquisa global da empresa, orçado em US$ 120 milhões, que ficará no Parque Tecnológico do Fundão, onde está o campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O centro, que deve estar pronto no primeiro semestre de 2013, vai abrigar 200 PhDs e desenvolver trabalhos principalmente no setor de óleo e gás, área estratégica para a companhia.
De olho nas oportunidades do pré-sal, a multinacional também montou há cerca de seis meses um time de fusões e aquisições. Entre os objetivos, está a vontade de transformar a GE na maior provedora de equipamentos da Petrobrás. Batizado de Rio4Real, o grupo tem ainda a tarefa de prospectar negócios relacionados aos Jogos Olímpicos e à Copa do Mundo. Nas contas da companhia, o Estado do Rio de Janeiro deverá receber até 2016 investimentos da ordem de US$ 100 bilhões e a empresa pode se beneficiar diretamente de pelo menos 1% desse montante.
Trajetória
Para comandar a gigante no País - que além de energia, atua em iluminação, saúde, transporte e aviação -, a GE escolheu uma executiva que, ao contrário da grande maioria dos presidentes de empresa, não tem experiência na gestão de negócios. Nascida em Niterói, mas criada em Brasília, Adriana se formou na primeira turma de Ciência Política da Universidade de Brasília. Foi consultora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), passou pelo Instituto de Pesquisas Aplicadas (Ipea) e trabalhou na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência. Foi ainda assessora política na Embaixada Americana no Brasil e Diretora de Assuntos Estratégicos na Câmara de Comércio Americana (Amcham).
A nova presidente chegou à multinacional há menos de três anos, quando a companhia, que tem excelência em relações governamentais nos Estados Unidos, estava criando as primeiras funções voltadas para essa área fora do país de origem. Adriana, até então diretora de relações governamentais da Intel Brasil, tinha ido à GE apenas para "dar um palpite" na criação da nova função. "Fui convidada para falar porque a Intel tem uma tradição forte nessa área", explica a executiva. "Acabei numa conversa com o presidente da GE, que me vendeu tão bem a ideia que me convenceu a ficar."
Apesar do pouco tempo de empresa, a possibilidade de assumir o comando não pegou a executiva de surpresa. "Já estava sendo preparada para isso. Só não achei que seria neste momento, porque a companhia ainda está estruturando a área de relações governamentais", admite. Adriana teve treinamento em liderança na Universidade Crotonville, principal centro de educação executiva da GE, próximo a Nova York, em setembro do ano passado.
A formação pouco comum no mundo dos negócios - dos quatro colegas da turma de faculdade, por exemplo, só Adriana está no setor privado - não intimida a executiva. "Pode ser novo, pode ser diferente da tendência até aqui, mas acho que é uma função que te coloca em contato com o dia a dia dos negócios e com os desafios de execução dos projetos", defende Adriana. "Nessa área, você tem de criar o caminho da conversa, da estratégia, mas tem também o lado tático. Você entra a fundo na operação." Segundo a presidente, foi justamente a diretoria de relações governamentais que a permitiu conhecer em pouco tempo todas as áreas de negócios da empresa.
Para Patricia Epperlein, sócia presidente da Mariaca, consultoria da área de capital humano, a presidência da GE tem peculiaridades que se encaixam à formação de Adriana. "Como é um cargo que tem diversas áreas de negócios debaixo dele, a presidência da GE não exige um perfil operacional tão forte. É muito mais importante um executivo que tenha capacidade de coordenação e articulação e que saiba interagir com os diversos públicos", diz Patricia.
Rede
Há três anos, juntamente com outras poucas mulheres que atuavam na área de relações governamentais, Adriana ajudou a criar uma rede de afinidade batizada informalmente de Midas ( Mulheres Internacionais Dinâmicas e Articuladas Sempre). "Foi um brainstorm de várias mulheres em uma mesa de restaurante. E foi engraçadíssimo chegar nesse S", diverte-se Adriana. Apesar da informalidade, o grupo funciona como um espaço de troca de informações e convida palestrantes para discutir diferentes assuntos. Um dos últimos convidados pelo grupo foi o embaixador Rubens Ricupero, que falou sobre as questões de gênero no trabalho.
A rede de mulheres conta hoje com 50 profissionais que, de alguma forma, exercem funções ligadas às relações governamentais. A única restrição é não estar no governo. "Bem a exemplo da visão de rede comum nos Estados Unidos, na Midas trocamos experiências e acabamos virando mentoras das mais novas", diz Flávia Sekles, ex-diretora de relações institucionais da Embraer e hoje diretora de comunicação da fabricante de aviões, responsável por lançar a ideia da rede para as colegas.
Grazielle Parenti, diretora de comunicação da Diageo, diz que entrar para o grupo deu início a um grande processo de aprendizagem. "Somos mulheres de lugares diferentes, de formações distintas e com idades que vão de 25 a 50 anos. Há um espaço muito grande para a troca", afirma a executiva. "E Adriana certamente é uma mentora".
Fazem parte da turma ainda a ex-embaixadora dos Estados Unidos no Brasil Donna Hrinak , que assumiu em novembro a Boeing Brasil; Renata Bley, diretora de relações governamentais da Braskem; e Regina Nunes, presidente da Standard & Poors no Brasil. "A gente gosta de dizer que os homens têm uma inveja danada de não poder participar", brinca Adriana.
Um amigo - impedido por razões óbvias de participar - chegou a rebatizar a Midas de Mulheres Impossíveis Destinadas ao Sucesso. A trajetória de Adriana até aqui se enquadra bem no significado alternativo dado para a sigla. Mas, na presidência da GE, o desafio da executiva está só começando.
Estadão

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Como os executivos investem

Uma pesquisa exclusiva revela o que a elite dos trabalhadores brasileiros faz com seu dinheiro – e o que é preciso melhorar

Foto: Victor Affaro; edição de imagens: Artnet
Atitude. É este o segredo para o sucesso profissional, para a boa ventura amorosa – e também para obter bons resultados financeiros. Trata-se de cultivar bons hábitos, colher informações, dedicar tempo à análise de cenários e ter discernimento e disciplina para fazer boas escolhas, consistentemente.
Esse conjunto de qualidades sempre foi necessário. Mas é mais necessário hoje. E o será ainda mais no ano que vem. Com juros declinantes, inflação à espreita, possível impacto da crise mundial, incertezas no câmbio e, ao mesmo tempo, um mercado interno ainda dinâmico e repleto de oportunidades, a vida se torna bem diferente do que foi há apenas alguns meses.
O problema é que o brasileiro médio ainda pensa como antigamente. Não o antigamente de 2010. Um antigamente mais antigo, da década de 80, quando a inflação comia os salários e a opção mais inteligente era estocar produtos e se proteger em aplicações baseadas nos juros pagos pelo governo.
Não é que esse mundo tenha desaparecido por completo. Mas o quadro já é outro há algum tempo. Ninguém melhor do que os executivos de grandes empresas para saber disso. Eles formam a elite financeira do país, e as empresas que comandam sentem no dia a dia os impactos da realidade brasileira – pela inflação, pelo câmbio, pelo endividamento, pelas oportunidades.
E, no entanto...
Uma pesquisa realizada pela empresa de pesquisas Ipsos com exclusividade para Época NEGÓCIOS revela que os executivos brasileiros ainda precisam de treinamento financeiro. Mesmo aqueles ligados à área financeira, por ofício mais atentos e equipados para lidar com dinheiro, escorregam em hábitos e escolhas duvidosos – como investir em demasia na caderneta de poupança, cujo retorno é seguro, porém pífio.
A Ipsos ouviu 122 executivos, em cargos de diretoria e alta gerência, de diversos setores de atividade. A amostra foi dividida em duas partes: de um lado os que trabalham nos departamentos financeiros das companhias, de outro os das demais áreas. Estatisticamente, é um universo que permite a generalização. Ou seja: trata-se de um retrato de como os executivos brasileiros lidam com o dinheiro. O resultado da pesquisa está distribuído nos quadros ao longo desta reportagem. Destacamos algumas das principais conclusões, cotejando as respostas dos executivos com as recomendações de analistas e com exemplos de presidentes e diretores.
Nas reportagens seguintes, apresentamos os cenários mais prováveis para 2012, alguns exemplos de investimentos diferentes, desde a arte até ser anjo em empresas novas, as principais armadilhas mentais em que incorremos na hora de aplicar nosso capital e, finalmente, uma análise de como investir no seu principal ativo – você.
Este não é um guia que enumera os fundos que mais renderam no ano. Por dois motivos: o primeiro é que, como diz qualquer anúncio de produtos financeiros, resultados pregressos não garantem retornos futuros – especialmente não no momento em que a economia, tanto a mundial quanto a brasileira, está sofrendo tantas mudanças. O segundo motivo é que os produtos financeiros devem ser escolhidos caso a caso. Não apenas para o tipo de risco que você aceita, mas também para o momento que você vive, para os objetivos que tem, para o seu estilo de vida. O início de tudo é a atitude. O que este guia propõe é que você conheça o seu jeito de ser e investir, e promova as mudanças necessárias.
Saber qual é o seu perfil é essencial. Só assim você poderá fazer o dinheiro trabalhar a seu favor
Infográfico_Flávio Pessoa
1. Conceda-se um aumento
Pense em quanto você trabalha. Em quanto você é competente. Em quanto seu talento faz diferença. É claro que você está merecendo um aumento. Então que tal ganhar um salário a mais por ano? Ou tirar proventos maiores da sua empresa? Melhor: sem precisar entrar em negociação com o conselho de administração, nem fazer campanha para o chefe. Segundo o consultor financeiro Marcos Silvestre, autor do recém-lançado livro Investimentos à prova de crise, ganhar um salário a mais por ano só depende de você. Basta reservar 15% dos seus rendimentos todos os meses e aplicá-los em um investimento conservador – porém mais dinâmico que a poupança. Algo como os títulos do Tesouro Nacional (cujo rendimento líquido médio é de 0,3% ao mês acima da inflação). Num período de 20 anos, os juros compostos dariam um ganho de 42,6% acima do valor poupado – o equivalente a quase 17 salários.
Parte significativa dos executivos já se conscientizou da necessidade de poupar com regularidade: 39% deles separam uma parte do salário para investir todo mês. Entre os executivos financeiros, a taxa é um pouco mais alta: 45%. Mas uma parte expressiva é completamente desregrada: 32% só fazem aplicações quando recebem algum tipo de renda extra, como bônus ou 13º salário. E 18% só investem quando sobra algo no fim do mês.
A desculpa para poupar pouco é que os gastos se impõem. “Não é verdade”, diz Silvestre. “Pode ser que você não consiga poupar o ideal, que seria 30% do rendimento mensal, mas qualquer percentual já é válido.”
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2. Não minta para si próprio
Quase metade dos executivos brasileiros se diz moderada (45%). É quase tanto quanto a parcela conservadora (48%). E apenas 7% se identificam como arrojados. Até aí, nada de errado. O problema é que, quando se analisa a carteira de seus investimentos, fica claro que eles são bem mais conservadores do que admitem. Seis em cada dez executivos têm dinheiro na poupança, e 16% têm praticamente todos os seus investimentos (mais de 90%) lá. É muita coisa para uma aplicação que rende tão pouco.
Não chega a ser uma catástrofe. “Realmente a poupança está longe de ser um bom investimento. Mas ela não é de todo ruim”, diz Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central e sócio da Tendências Consultoria Integrada. “As pessoas fazem isso porque sabem que irão garantir algum ganho sem risco e com uma grande liquidez.”
Classificar-se erroneamente traz problemas. Se você se considera mais conservador do que na verdade é, pode estar perdendo oportunidades – assumindo menos risco do que tolera. No caso oposto, quem se considera mais arrojado do que é costuma ficar insatisfeito com seus ganhos: espera retornos altos, sem apostar no risco. Quem classifica mal seus prazos de investimento aumenta a probabilidade de fazer maus negócios (se você só vai usar o dinheiro em dez anos, mas acha que precisará dele em dois, deixa de investir mais arrojadamente, em ações, por exemplo – o que poderia fazer, mesmo sendo conservador, porque o tempo dilui o risco). “Se você não tem certeza do seu perfil, chega sempre no fim da festa. É importante definir o grau de tolerância à perda para abraçar oportunidades”, afirma João Albino Winkelmann, diretor do private bank do Bradesco, divisão do banco responsável pela administração de grandes fortunas.
Conhecer o próprio perfil não é tão simples quanto preencher um teste e escolher entre as opções conservador, moderado ou arrojado. Há que levar em conta o seu momento de vida – se está começando a ganhar dinheiro agora, se tem filhos pequenos, se planeja fazer uma pós-graduação em breve, comprar um apartamento ou reservar um capital para quando se aposentar. “O ser humano é muito mais complexo do que essas classificações. Nenhum investidor segue à risca os perfis”, diz William Eid Junior, coordenador do Centro de Estudos em Finanças (CEF) da Fundação Getulio Vargas (FGV).
As teorias sobre finanças comportamentais mostram que os indivíduos dividem seus investimentos numa espécie de pirâmide. Na base estaria o dinheiro poupado para proteção contra a pobreza. Mais acima estaria uma quantidade menor de capital, depositada em aplicações menos conservadoras (e com maior potencial de rentabilidade). Na ponta da pirâmide ficaria a parcela destinada à busca por oportunidades – um investimento arriscado, mas com chances de um alto retorno. As pessoas que só colocam dinheiro na base da pirâmide têm problemas. Querem apenas não ficar pobres. Não fazem o dinheiro trabalhar para elas. É o caso de boa parte dos executivos.
3. Há vários modos de ser fiel ao seu estilo
Barcellos é conservador de outro modo. Um quinto de sua economia mensal vai de forma automática para três planos de previdência privada: um para ele e um para cada filha. O objetivo é que elas tenham dinheiro para pagar o ensino superior. “Pensei em abrir uma poupança para elas, mas, conversando com uma amiga que investia em previdência, mudei de ideia.” Ele só aplica em renda fixa e em ações quando entra algum dinheiro extra (bônus, participação nos lucros, venda de um imóvel). Hoje, 50% dos seus recursos estão na previdência privada, 15% em ações e o restante em renda fixa.
Winkelmann, do Bradesco, é arrojado. Tem 40% do portfólio em ações e 60% em renda fixa. Antes da crise, os percentuais eram invertidos: 60% em ações. Mas é um arrojado cauteloso. Só compra ações de grandes empresas, especialmente as que distribuem dividendos, como as do setor de telefonia e energia elétrica. “Os valores que elas me pagam mensalmente equivalem a uma aplicação em renda fixa. Mesmo que a ação não suba num ano, vou ganhar”, diz. Apesar de acompanhar mensalmente suas aplicações, Winkelmann não especula. Costuma manter as ações por pelo menos três anos. “Investir em small caps (empresas menores e menos populares) é arriscado. Num ano você pode ganhar muito, no outro pode perder tudo.”
Não é preciso ser arrojado para ser bem-sucedido. O que é preciso é adequar-se ao seu estilo. E, dentro dele, há várias opções. Loyola, da Tendências, é um conservador bem diferente de Marco Barcellos, diretor de marketing da Cisco. “Eu tenho mentalidade de servidor público, sou bem mais conservador que meus amigos”, diz Loyola. O grosso de suas aplicações está em renda fixa. Uma pequena parcela, de 10% a 15%, em ações. “Acho bobagem ter algo no meio-termo, perfil moderado.” A pequena parcela em que ele decide arriscar, arrisca de verdade.
O executivo brasileiro não investe tanto quanto é recomendado. Só 8% poupa mais de 30% do salário
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4. Eleve a barra
Para quem não é especialista nem tem tempo de acompanhar o vaivém dos mercados, a sugestão é optar por uma carteira recheada de empresas de primeira linha, como Vale e Petrobras, tendo em mente um horizonte de longo prazo: pelo menos cinco anos. E apostar também na renda fixa, especialmente nos títulos do Tesouro Nacional. Nos últimos dez anos, a rentabilidade média mensal das ações mais negociadas na BM&F Bovespa foi de 0,6% acima da inflação. A poupança teve rentabilidade média de 0,1% e os títulos do Tesouro, de 0,3%.
Winkelmann, do Bradesco, é exemplo de disciplina. Ele diz separar cerca de 40% do salário para investimentos. Nos meses em que recebe seu bônus – fevereiro e agosto – o aporte é bem maior: eles são integralmente aplicados. Em dezembro, coloca o equivalente a 12% do seu rendimento anual num plano de previdência do tipo PGBL, como forma de planejamento tributário.
Há um outro modo de se comprometer com um alto valor para a sua carteira: mirar num objetivo concreto (viagem, curso, apartamento, aposentadoria), estabelecer um período para cumpri-lo e estimar o rendimento mensal da sua aplicação. A partir daí, calcule a “mensalidade” a ser paga – ou seja, aplicada todo mês.
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5. Faça as contas
Ter meta ajuda a conter a ânsia de consumo, anabolizada pela recente expansão do crédito no país. “Temos toda uma geração que não viveu o período de hiperinflação e, ainda assim, é ignorante quando o assunto é educação financeira”, diz Eid, da FGV. Sua avaliação é de que o brasileiro consome sem considerar o custo do dinheiro. Parte dos executivos brasileiros está enredada nesse consumo imediatista: 29% pretendem usar o 13º salário para pagar dívidas (na área financeira, são 25%, nas demais, 32%).
6. Peça ajuda
Winkelmann, que tem a função de orientar grandes investidores, não dispensa ajuda para si próprio. “Tenho a síndrome da falta de tempo, como a grande maioria dos executivos que atendo. Conto com a gerente do banco para me mostrar as oportunidades de investimento e também falar sobre o vencimento de aplicações. Em 80% das vezes acato suas sugestões.”
Marco Stefanini, executivo-chefe da empresa de tecnologia Stefanini, também pede a ajuda de um consultor especializado. Além disso, terceiriza o controle do patrimônio para sua mulher. É ela quem lida diretamente com os consultores do banco. Como a maioria dos executivos, porém, Stefanini não é muito disciplinado. “Não tenho meta nem sobre a quantidade nem sobre a periodicidade das aplicações. Invisto de acordo com a renda que me sobra no mês. Algumas vezes, não separo nada, em outras coloco um bom dinheiro no banco.” Seu portfólio é dividido em ações (cerca de 10% do total), hegde funds (15%) e os demais 75% em fundos de renda fixa ou opções ainda mais conservadoras.
É uma carteira equilibrada e mais variada do que a dos executivos em geral. Quando respondem onde colocarão seu capital nos próximos 12 meses, somente 20% dizem que pretendem investir em ações. A preferência é por imóveis (51%), uma escolha controversa – seu preço subiu muito nos últimos anos, mas havia ficado imóvel durante três décadas, e sobre este investimento ainda incorre o custo de manutenção. Em segundo lugar, vêm as aplicações em renda fixa. Logo em seguida fica a caderneta de poupança, escolha de 44%.
Marco Barcellos, da Cisco, faz parte do pequeno grupo mais ousado. Ele pretende complementar o investimento em previdência privada com a compra de ações de empresas de primeira linha. A volatilidade dos últimos anos na bolsa de valores, porém, tem adiado a decisão.
O executivo brasileiro não poupa tanto quanto pregam os especialistas. Apenas 8% deles investem mais de 30% do salário (o recomendado). A maior parte (45%) guarda de 6% a 20% dos rendimentos. Um quinto aplica entre 21% e 30%. Também lhes falta diversificação. Há uma grande concentração na poupança e em imóveis. É possível ir além da poupança e manter o controle sobre o risco. Não é recomendado colocar tanto dinheiro em algo com um rendimento baixo – mesmo se for importante ter liquidez.
Embora deixem a desejar quando o assunto é diversificar, os executivos acertam na hora de buscar ajuda para suas apostas no mercado, especialmente aqueles do setor financeiro – 52% deles fazem suas escolhas sozinhos, mas sempre consultam um profissional especializado. O consultor é importante para comparar as aplicações e para coletar oportunidades e novidades do mercado. Mas você precisa saber o que significa cada uma das alternativas. “As pessoas precisam entender que o gerente de banco, o broker da corretora têm os próprios interesses, além do bem-estar do cliente”, diz Eid. “Não tem ninguém que cuide melhor do seu dinheiro do que você mesmo.”
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