terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

REDUÇÃO DE CUSTOS ATRAVÉS FERRAMENTAS LOGÍSTICAS


Nos dias de hoje, muitas empresas já trabalham utilizando os princípios da Logística, que dá o suporte necessário para o bom desempenho do SCM, e vem obtendo sucesso significativo no mercado em que atuam.


Mas por incrível que possa parecer, existem Empresários de médio e até de grande porte, que ainda desconhecem os princípios e Processos Logísticos Operacionais. Fica então assim, o fato registrado.

A Logística, quando bem Planejada e estruturada em seus Processos, trará benefícios como:
•          Redução do valor de Estoque (investimento de 60% a 80% do capital da empresa);

•          Redução na falta de Material;

•          Melhoria no atendimento aos Clientes;

•          Aumento da Eficiência Operacional; Transporte e Armazenagem;

•          Níveis de Estoque mais focados com a realidade da Demanda;

•          Cumprimento dos prazos de entrega, por se obter maior Velocidade.

Além destes benefícios, pode-se obter outros mais, e isto dependerá do ramo de atividade em que a empresa atua. Cada uma deve estudar e analisar a sua Cadeia de Suprimentos para implantar as melhores práticas.

Quando se fala de ferramentas ótimas em Logísticas, estar-se falando de uma maneira apropriada de administrar o Estoque. Caberá a cada um dos, profissionais de Logística, analisar e saber qual delas se aplicará melhor à realidade.

Não adianta ter somente os melhores softwares se não tiver as melhores ferramentas para auxiliar na Logística, além de pessoal treinado e qualificado para realizá-las. A tecnologia está sempre presente, mas os softwares trabalham de acordo com as informações que são alimentados no sistema, para dar as informações solicitadas, no momento em que se precisa.

As ferramentas Logísticas são uma metodologia (“como será feito”) de trabalho que auxiliam as organizações para otimização do SCM.

Aqui se destaca algumas destas ferramentas mais utilizadas nas empresas, para que se possa conhecê-las melhor e analisá-las qual delas devem-se aplicar de acordo com a realidade da empresa.


JIT – Just In Time

O Just in time surgiu no Japão, em meados da década de 70. Sua ideia básica e seu desenvolvimento, são creditados à Toyota Motor Company, que buscava um sistema de administração que pudesse coordenar, precisamente a produção, com a demanda específica de diferentes modelos e cores de veículos, com o tempo mínimo de produção.

O mesmo consiste no sistema de “puxar a produção à partir da demanda, produzindo em cada estágio somente os itens necessários, nas quantidades necessárias e no momento necessário”.

O JIT é muito mais que uma técnica ou um conjunto de técnicas de administração da produção, é considerado como uma ferramenta que inclui aspectos de administração de materiais, gestão da qualidade, arranjo físico, organização do trabalho, gestão de recursos humanos, entre outros.

KANBAN
Sistema kanban é uma metodologia de programação de compras, de produção e de controle de estoques extremamente precisa e ao mesmo tempo barata. “Kanban” é o termo japonês que significa cartão. Este cartão age como disparador da produção de centros produtivos ou materiais em estoque, indicando a necessidade a serem produzidos, reabastecidos ou comprados. 
 

MAPEAMENTO DO FLUXO DE VALOR

O primeiro passo para uma Produção Enxuta. O maior objetivo do Sistema Toyota de Produção é a criação de um Fluxo de Valor Enxuto que conduz à uma empresa enxuta, e a ferramenta que auxilia na elaboração de um plano bem estruturado é o Mapeamento do Fluxo de Valor, conhecido como Diagrama de Fluxo de Material e Informação pela Toyota.

O Mapeamento do Fluxo de Valor faz com que se enxergue a empresa não pelo ponto de vista de um visitante, um auditor ou um cliente, que circula pelo processo verificando e conhecendo somente as etapas que agregam valor. O  especialista enxuto ou o responsável pela elaboração do mapa do fluxo de valor – normalmente alguém que conheça muito bem o processo – inicia a visita ao contrário, começando pela porta de saída do produto (a expedição), pois esse é o ponto de vista do cliente. Não importa para o cliente para onde irá o material, e sim de onde ele vem. O fluxo deve ser construído “porta a porta”, ou seja, iniciando-se pela porta de saída (produto acabado) até a porta de entrada (matéria prima).


CROSS-DOCKING

Cross-Docking é um método que movimenta os produtos de um fornecedor através de um centro de distribuição, ou não, sem armazenar o produto por um longo tempo (máximo 3 dias), permitindo a uma companhia acelerar o fluxo dos produtos para o consumidor.

VMI – Vendor Managent Inventory

Gerenciamento do estoque do cliente, efetuado pelo fornecedor com parâmetros acordados entre as duas partes.

CONDOMÍNIO ou Just-In-Sequence

Sistema de fornecimento onde os fornecedores estão instalados nas imediações das empresas, abastecendo as mesmas diretamente na linha de produção. Em sequência, pré-estipula em tempos determinados.

CONSÓRCIO MODULAR

Sistema de parceria entre modulistas e empresas, onde os fornecedores estão instalados dentro da planta das empresas e participam diretamente da produção das mesmas.

MILK RUN

É um sistema de coleta programada de materiais, que utiliza um único equipamento de transporte, normalmente de algum Operador Logístico, para realizar as coletas em um ou mais fornecedores e entregar os materiais no destino final, sempre em horários pré-estabelecidos.

TRANSIT POINT

Tem como objetivo atender a determinada região, distante da fonte de abastecimento. Em um veículo maior, como uma carreta, as cargas são consolidadas e enviadas, serão repassadas em um local pré-determinado para outros veículos menores, facilitando o acesso até entrega ao cliente.

Os fornecedores deverão estar em sintonia com as implantações. Hoje, fala-se muito em alianças estratégicas, principalmente fornecedor/cliente, pois, se ambos não trabalharem em conjunto, dificilmente obterão bons resultados. É necessário que ambos dividam a responsabilidade de trocar informações à cerca do Planejamento, Gestão, Execução e Medição de Desempenho.

O trabalho em parceria facilitará também para o fornecedor, de tal forma, que ele possa ter uma precisão maior do que deverá ser fabricado para efetuar sua programação de produção conforme necessidade do cliente.


Fonte: Nogueira, A. Logística Empresarial: uma visão local com pensamento globalizado. Ed. Atlas.

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