Nos dias de hoje, muitas
empresas já trabalham utilizando os princípios da Logística, que dá o suporte
necessário para o bom desempenho do SCM, e vem obtendo sucesso significativo no
mercado em que atuam.
Mas por incrível que possa
parecer, existem Empresários de médio e até de grande porte, que ainda desconhecem
os princípios e Processos Logísticos Operacionais. Fica então assim, o fato
registrado.
A Logística, quando bem Planejada
e estruturada em seus Processos, trará benefícios como:
• Redução do valor de Estoque (investimento de 60% a 80% do capital da empresa);
• Redução na falta de Material;
• Melhoria no atendimento aos Clientes;
• Aumento da Eficiência Operacional; Transporte e
Armazenagem;
• Níveis de Estoque mais focados com a realidade da Demanda;
• Cumprimento dos prazos de entrega, por se obter maior
Velocidade.
Além destes benefícios, pode-se
obter outros mais, e isto dependerá do ramo de atividade em que a empresa atua.
Cada uma deve estudar e analisar a sua Cadeia de Suprimentos para implantar as
melhores práticas.
Quando se fala de
ferramentas ótimas em Logísticas, estar-se falando de uma maneira apropriada de
administrar o Estoque. Caberá a cada um dos, profissionais de Logística,
analisar e saber qual delas se aplicará melhor à realidade.
Não adianta ter somente os
melhores softwares se não tiver as
melhores ferramentas para auxiliar na Logística, além de pessoal treinado e
qualificado para realizá-las. A tecnologia está sempre presente, mas os softwares trabalham de acordo com as
informações que são alimentados no sistema, para dar as informações solicitadas,
no momento em que se precisa.
As ferramentas Logísticas
são uma metodologia (“como será feito”) de trabalho que auxiliam as
organizações para otimização do SCM.
Aqui se destaca algumas
destas ferramentas mais utilizadas nas empresas, para que se possa conhecê-las
melhor e analisá-las qual delas devem-se aplicar de acordo com a realidade da empresa.
JIT
– Just In Time
O Just in time surgiu no Japão, em meados da década de 70. Sua ideia
básica e seu desenvolvimento, são creditados à Toyota Motor Company, que
buscava um sistema de administração que pudesse coordenar, precisamente a
produção, com a demanda específica de diferentes modelos e cores de veículos,
com o tempo mínimo de produção.
O mesmo consiste no sistema
de “puxar a produção à partir da demanda, produzindo em cada estágio somente os
itens necessários, nas quantidades necessárias e no momento necessário”.
O JIT é muito mais que uma técnica ou um conjunto de técnicas de
administração da produção, é considerado como uma ferramenta que inclui aspectos
de administração de materiais, gestão da qualidade, arranjo físico, organização
do trabalho, gestão de recursos humanos, entre outros.
KANBAN
Sistema kanban é uma metodologia de programação de compras, de produção e
de controle de estoques extremamente precisa e ao mesmo tempo barata. “Kanban” é o termo japonês que significa
cartão. Este cartão age como disparador da produção de centros produtivos ou
materiais em estoque, indicando a necessidade a serem produzidos, reabastecidos
ou comprados.

MAPEAMENTO DO FLUXO DE VALOR
O primeiro passo para uma Produção Enxuta. O maior objetivo do Sistema Toyota
de Produção é a criação de um Fluxo de Valor Enxuto que conduz à uma empresa
enxuta, e a ferramenta que auxilia na elaboração de um plano bem estruturado é
o Mapeamento do Fluxo de Valor, conhecido como Diagrama de Fluxo de Material e
Informação pela Toyota.
O Mapeamento do Fluxo de Valor faz com que se enxergue
a empresa não pelo ponto de vista de um visitante, um auditor ou um cliente,
que circula pelo processo verificando e conhecendo somente as etapas que
agregam valor. O especialista enxuto ou
o responsável pela elaboração do mapa do fluxo de valor – normalmente alguém
que conheça muito bem o processo – inicia a visita ao contrário, começando pela
porta de saída do produto (a expedição), pois esse é o ponto de vista do
cliente. Não importa para o cliente para onde irá o material, e sim de onde ele
vem. O fluxo deve ser construído “porta a porta”, ou seja, iniciando-se pela
porta de saída (produto acabado) até a porta de entrada (matéria prima).
CROSS-DOCKING
Cross-Docking é
um método que movimenta os produtos de um fornecedor através de um centro de
distribuição, ou não, sem armazenar o produto por um longo tempo (máximo 3
dias), permitindo a uma companhia acelerar o fluxo dos produtos para o consumidor.
Gerenciamento do estoque do
cliente, efetuado pelo fornecedor com parâmetros acordados entre as duas
partes.
CONDOMÍNIO ou Just-In-Sequence
Sistema de fornecimento onde
os fornecedores estão instalados nas imediações das empresas, abastecendo as
mesmas diretamente na linha de produção. Em sequência, pré-estipula em tempos
determinados.
CONSÓRCIO MODULAR
Sistema de parceria entre
modulistas e empresas, onde os fornecedores estão instalados dentro da planta
das empresas e participam diretamente da produção das mesmas.
MILK
RUN
É um sistema de coleta
programada de materiais, que utiliza um único equipamento de transporte,
normalmente de algum Operador Logístico, para realizar as coletas em um ou mais
fornecedores e entregar os materiais no destino final, sempre em horários
pré-estabelecidos.
TRANSIT
POINT
Tem como objetivo atender a
determinada região, distante da fonte de abastecimento. Em um veículo maior,
como uma carreta, as cargas são consolidadas e enviadas, serão repassadas em um
local pré-determinado para outros veículos menores, facilitando o acesso até
entrega ao cliente.
Os fornecedores deverão
estar em sintonia com as implantações. Hoje, fala-se muito em alianças
estratégicas, principalmente fornecedor/cliente, pois, se ambos não trabalharem
em conjunto, dificilmente obterão bons resultados. É necessário que ambos
dividam a responsabilidade de trocar informações à cerca do Planejamento,
Gestão, Execução e Medição de Desempenho.
O trabalho em parceria facilitará
também para o fornecedor, de tal forma, que ele possa ter uma precisão maior do
que deverá ser fabricado para efetuar sua programação de produção conforme
necessidade do cliente.
Fonte: Nogueira, A.
Logística Empresarial: uma visão local com pensamento globalizado. Ed. Atlas.



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