segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

COMO MINIMIZAR CUSTOS NOS PROCESSOS DE SUPRIMENTOS


A Gestão Logística da Cadeia de Suprimentos, ou supply chain management, revolucionou completamente não somente a forma de se Comprar, como também a forma de Produzir e de Distribuir bens e serviços.

Na prática, o gerenciamento da Cadeia de Suprimentos é o Método Operacional de realização da Logística Operacional Integrada ao nível da empresa.

Hoje, os objetivos do Gerente de Suprimento  (supply chain)  são:
  • Satisfazer rapidamente o Cliente.
  • Minimizar os Custos Financeiros.
O Gestor da Cadeia de Suprimentos não é uma função, mas um Processo.

Uma cadeia bem simples representa a atividade Logística para uma unidade de Transformação / Produção. A Cadeia completa é uma combinação de cadeias simples, desde os sub fornecedores, passando por transbordos entre unidades transformadoras diferentes, dentro da empresa ou entre empresas, até chegar ao consumidor final.
Por exemplo, na indústria automobilística, as montadoras cada vez mais optam pelo recebimento de partes pré montadas (comercializadas por fornecedores). Estas partes pré montadas são elaboradas com materiais específicos de indústrias mecânicas e de transformação de plásticos (concedidas por sub fornecedores).

O que fica evidenciado neste Processo é que; o foco do Negócio tem que ser centralizado, é o que se aconselha.

O modelo clássico de relacionamento entre Comprador e Fornecedor deve ser repensado e evoluir  para o comakership (fabricação, produção compartilhada dentro da planta da montadora).

Efficient Consumer Response (ECR) (resposta rápida, eficiente ao cliente, consumidor) permite a utilização do gerenciamento por categoria, que gera uma efetiva parceria entre o Comprador e o Fornecedor. A relação entre a Kolynos (Sorriso) e as lojas de supermercados Cândia constitui-se em um bom exemplo.

A atividade Suprimento (supply chain)  pode ser fragmentada em três fases:

a)    Abastecimento;

b)    Recebimento e Armazenagem;  

c)    Operação industrial.

*      Sobre o Abastecimento, pode-se dizer que a área de Suprimentos não se encarrega apenas da função Compras. Também escolhe e Negocia com a Cadeia de Fornecedores.

O Processo de Produção deve ser o just in time, o que exige os seguintes cuidados prévios:
  • Qualificação prévia do Fornecedor – definição de pré requisitos;

  • O meio de Transporte utilizado (cresce o uso do milk run – que consiste num Planejamento de entregas, mantido por uma empresa de Transporte);

  • Negociação do Custo da embalagem entre Cliente e Fornecedor;

  • Conferir entregas, devido ao trânsito e a problemas para estacionar;
  • Deve-se controlar o que foi comprado, deve ser objeto do JIT ou não.

  • A Cadeia Total pode ser mais ou menos extensa, dependendo do tipo de produto vendido (exemplo: relógio de luxo  x  papel higiênico).
*    Sobre o Recebimento e Armazenagem, pode-se dizer que o recebimento de uma empresa é mais bem compreendido com uma combinação de cinco elementos principais:

a)    Espaço físico;

b)    Recursos de informática;

c)    Equipamentos de carga e descarga  e Docas com desnível;

d)    Pessoas e procedimentos normatizados.

Inspeção de qualidade no recebimento é um Processo dispensável quando se trabalha com Fornecedores confiáveis.

layout do Armazém deve ser funcional, seja terceirizado ou não, o que é decisivo.

*   Sobre a Operação Industrial, pode-se dizer que se deve reduzir ao máximo o Estoque em Processo de produtos acabados (PA).

O Tempo de Transporte entre postos de trabalho deve ser concebido para ser o menor possível.

O aperfeiçoamento dos métodos de trabalho, através do Mapeamento do Fluxo de Valor, é, também, um grande diferencial.


Para concluir, expomos alguns passos simples para tornar o dia a dia do Gestor de Suprimentos mais eficaz e eficiente, com a visão sistêmica para minimizar Custos e Melhoria Contínua nos Processos.

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