segunda-feira, 17 de novembro de 2014

MELHORANDO FLUXO DE CAIXA COM PLANEJAMENTO LOGÍSTICO


Vamos recapitular o conceito da Logística Operacional: é o processo de planejar, operar e controlar, desde ponto de origem, que é a compra da matéria prima do Fornecedor, passando pelo fluxo e Armazenagem, tanto Produtos em Processo como Produtos Acabados, processando Informações, para entrada de dinheiro no Caixa, de forma econômica, eficiente e efetiva ao ponto de destino (cliente) para  satisfazer suas necessidades e preferências.

Para que isso ocorra, de conformidade com a conceituação, no dia a dia, de forma consistente e contínua temos que estar sempre atentos ao Operacional, (pessoas da linha de frente, vendedor) que é quem alimenta o Caixa de todo e qualquer Negócio. Só para citar um exemplo numa instituição de ensino; o Operacional é o Professor em sala de aula.

Na nossa cultura empresarial, com raras exceções, subestima-se e negligencia-se para a necessidade de Treinamentos Logísticos Operacionais eficazes para um atendimento que transforme o produto ou serviço em valor efetivo para que o cliente perceba. Treinamento não é custo, é investimento.

Ano após ano empresários e executivos Planejam suas Estratégias. Quando perguntamos: qual foi o percentual da efetivação e execução do Planejamento? A resposta sempre é desoladora; no máximo trinta a quarenta por cento. Se fizer um cálculo do ROI do Planejamento, lhe garanto, foi só custos e quase zero de benefícios.

Apresentado o problema; a solução está formulada nos segundo e terceiro parágrafos.
Durante o Planejamento da Estratégia Logística Operacional devemos nos acautelar quanto aos Níveis hierárquicos e suas interações com estes Níveis para então podermos tomar as Decisões. Mas temos uma observação importante a fazer sobre o Processo Decisório:

*      O Processo Decisório deve ser participativo na sua formulação, não na decisão.

*      Participar não é decidir.

*      Participar é ser ouvido, questionar, opinar e acatar as decisões de quem de direito, a competência.

*     Nível Estratégico - (objetivos comerciais, estratégia de marketing, exigências de serviço);

*   Nível Estrutural - (fazer/comprar, número/localização/tamanho das instalações, modalidades de transporte, ...);

*      Nível Funcional  - (seleção de instalações, transferência de estoques, seleção de transportador/vendedor, ...);

*      Nível Operacional  - (políticas operacionais Treinamentos, regras de controle de operações, procedimentos operacionais, como programação de horários e de rotas de veículos, por exemplo).

Para finalizar, apresentamos alguns erros cruciais no dia a dia das empresas quanto ao Fluxo de Caixa.
Sabemos que o Fluxo de Caixa é uma ferramenta indispensável para a visualização das entradas e saídas de dinheiro da empresa. Com ele, as empresas têm em mãos dados que permitem a tomada de decisões quanto a Planejamento de pagamentos futuro, cortes de despesas, investimentos e outras movimentações financeiras.

Mas se não conseguimos controlar o Fluxo de Caixa ou estamos fazendo isso sem termos um resultado positivo ou podemos estar fazendo algo de errado. Senão, vejamos.

O Fluxo de Caixa não ter categorias.
Apesar de existirem softwares e programas que auxiliam empresários no Fluxo de Caixa, a maneira mais simples é montar uma planilha. Apenas para registrar todos os gastos e despesas não é o suficiente para tomar decisões. O ideal é separar os valores em categorias.

Aconselhamos a fazer colunas para custos com ocupação, como aluguel, IPTU e até água e luz, para custos com pessoal, incluindo salários e recolhimentos com benefícios, e também para custos administrativos e relacionados a vendas. Desta forma, fica mais fácil identificar, por exemplo, onde a empresa gasta mais e até como seria possível reduzir custos.

O Fluxo de Caixa não ter um acompanhamento diário.
O padrão mais comum de Fluxo de Caixa é mensal, ajudando o empresário a avaliar o desempenho do Negócio naquele mês. Na prática, é melhor acompanhar diariamente, pois este tipo de relatório não serve para ver quanto se está gastando, para falar de passado, mas sim para ajudar com o futuro.

Lançar vendas e não recebimentos no Fluxo de Caixa.
Uma nova venda sempre é recebida pela empresa como dinheiro no bolso e muitos empresários se precipitam e lançam os valores na planilha. No Fluxo de Caixa, o que deve ser lançado são as receitas e não as vendas. A receita é aquilo que entrou de dinheiro.
Se fizer uma venda em três vezes, por exemplo, vai ter que lançar o pagamento em três vezes também. O mesmo vale para pagamentos. Se você recebeu um prazo maior, por exemplo, para quitar uma dívida, o registro desta saída deve ser mudado de data. Este é o ponto de partida para um Fluxo de Caixa bem feito.

Não ser realista com Fluxo de Caixa da empresa.
É com o acompanhamento diário que o empresário vai aprendendo como o negócio se comporta mês a mês e pode se preparar para períodos de baixa durante a sazonalidade do Negócio. Isso só acontece se os dados usados estiverem de acordo com a realidade. Empresas projetam Fluxo de Caixa de até dois anos, com o que imaginam que vai ser a atividade. Cada vez que aumentam as expectativas de venda, aumentam os gastos também.


Então não percamos tempo, adaptemos nossa rotina e incluamos a produção do Fluxo de Caixa no Planejamento Logístico Operacional da sua empresa. Façamos desta ferramenta um importante aliado na manutenção do seu Negócio.

FONTE: Endeavor
Prof. Ms. Delano Gurgel do Amaral

Nenhum comentário:

Postar um comentário