segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Wiliam Ury: Quem está ganhando seu casamento? II

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Para Ury, movimentos como o Occupy Wall Street são a prova de que os cidadãos querem envolver-se mais nos rumos da sociedade. O resultado é a necessidade ainda maior de negociação
Por que então você acha que existem tantos conflitos no mundo? Do ponto de vista antropológico, o momento atual é inédito. Pela primeira vez na história da humanidade, todas as ‘tribos’ da Terra, por meio da internet, estão se reunindo, como se fosse um encontro familiar. E como em muitas reuniões de família não é tudo paz. Existe injustiça, ressentimento, desigualdade, raiva, medo. Além disso, atualmente as mudanças estão acontecendo muito rápido e as mudanças trazem conflito. Portanto, nós estamos tendo que negociar mais do que nunca. Quanto tempo você passa negociando na sua vida? Você negocia com seus filhos, cônjuge, chefe, empregados, pares, clientes, governos, vendedores, bancos etc. Sob o meu ponto de vista, existe uma revolução acontecendo. Eu a chamaria de uma revolução da negociação.
B. Simpson Cairocamels
Hoje um ponto turístico, a Península do Sinai foi motivo de muito atrito entre árabes e israelenses. O texto do acordo de Camp David, que redundaria mais tarde na desocupação israelense do território egípcio, precisou ser reescrito 23 vezes

E o que caracterizaria esta revolução?
É uma mudança na forma como os seres humanos tomam decisões. Porque, historicamente, até uma geração ou duas atrás, e ainda em muitas partes do mundo, a forma tradicional de tomar decisões era: as pessoas no topo da hierarquia dão as ordens e a base as segue. Hoje, os cidadãos querem fazer parte da sociedade, envolver-se. Tome como exemplo a Primavera Árabe e o movimento Occupy Wall Street. As empresas também estão passando de um modelo piramidal para outro baseado em redes. Há dez anos, negociava-se muito menos. Somos a primeira geração a negociar todos esses conflitos e desafios com outras culturas, globalmente, pela internet. Estamos inventando uma nova maneira para tomar rápidas decisões. E tudo isso significa uma necessidade maior de negociar.

E os CEOs e gerentes estão preparados para essa nova realidade?
Eu acho que eles estão começando a ficar. Quando eu iniciei meus estudos em negociações, uns 30 anos atrás, não havia cursos sobre o assunto para se fazer, mas agora qualquer escola de negócios está ensinando negociação, assim como as empresas, que também perceberam que essa é uma habilidade central. É algo que qualquer líder e gestor precisa ter. Negociação e liderança são dois conceitos muito interligados para mim. Um bom líder também deve ser um bom negociador. E o contrário também é verdade.

Com quem é mais difícil negociar: conhecidos ou desconhecidos? As negociações que as pessoas acham mais difíceis são precisamente aquelas com indivíduos conhecidos que teoricamente estão jogando pelo mesmo time e têm os mesmos objetivos.
Wikipedia
"Negociar é algo entre entre uma arte e uma ciência, mas é como jogar tênis, qualquer um pode aprender"
Mas como alguém pode aprender a ser um bom negociador? Antigamente se dizia que as pessoas nasciam ou não sabendo negociar. É verdade que negociar exige certa arte, mas mesmo Michelangelo era um aprendiz. A questão é que negociar é algo entre uma arte e uma ciência. Existem traços de personalidade que fazem ser mais fácil para certas pessoas negociar, como ser paciente, colocar-se no lugar do outro, ser criativo e ter habilidade para tolerar ambigüidade e paradoxos. Tudo isso são características que favorecem um bom negociador. Mas é como qualquer esporte. É como jogar tênis, qualquer um pode aprender. Como você muda o jogo de uma negociação? Como ao invés de se atacarem os dois lados decidem atacar juntos o problema, para chegar a uma solução que seja razoável para as duas partes? Esse é o grande desafio. Perguntar quem está ganhando uma negociação entre republicanos e democratas, árabes e judeus, é mais ou menos como perguntar quem está ganhando o seu casamento. Se você se pergunta isso, seu casamento corre sérios riscos.

E qual é o segredo então para virar o jogo? O ponto chave de uma negociação bem-sucedida é conseguir se distanciar da situação. É como se você se imaginasse negociando em um estádio e a sua mente fosse para a arquibancada, para que você pudesse manter a perspectiva e se lembrar exatamente do que precisa. Em uma negociação, é muito fácil perder essa perspectiva. A maior barreira para chegarmos onde precisamos, a meu ver, não é uma pessoa difícil do outro lado, somos nós mesmos. É a nossa tendência humana de reagir sem pensar. Nós ficamos bravos, e é como dizem: nervoso, você fará o melhor discurso de que você se arrependerá para sempre.

Você poderia dar um exemplo em que isso foi feito de uma maneira bem-sucedida? Eu tinha uma cliente que veio a uma das minhas aulas em Harvard. Ela era advogada chefe de uma grande companhia de tecnologia que estava processando seu principal cliente, um grande fabricante de computadores, por quebra de propriedade intelectual. A ação pedia uma indenização de centenas de milhões dólares, talvez fosse o maior processo de propriedade intelectual da época e ele corria há anos. Ela é uma advogada e estava acostumada a processar, mas pensou que poderia haver uma maneira melhor de resolver o caso. A chave é olhar para o que está por trás do que está sendo discutido, por trás dos US$ 100 milhões ou US$ 200 milhões. Os verdadeiros desejos, aspirações e preocupações envolvendo a negociação são o que motivam as pessoas. Se você conseguir perceber isso, fica mais fácil de negociar. Ela decidiu então ligar para o advogado chefe da outra companhia e perguntou quais eram as preocupações reais da firma dele por trás do processo. O outro advogado respondeu que o maior problema era como explicar para o CEO e para os acionistas o pagamento daquela indenização, além de evitar que o preço das ações caísse. Eles começaram a negociar novamente. Em três dias, chegaram a um acordo que à época foi o maior acordo de propriedade intelectual já feito, de US$ 4 milhões. As empresas concordaram em fazer um comunicado em conjunto para explicar a situação, para que o CEO pudesse explicar o ocorrido para os acionistas, e para que houvesse o menor impacto possível no preço dos papéis. Além disso, as companhias também concordaram em estender o contrato que tinham entre si de três para dez anos. Então, mesmo numa situação bastante adversa, ao perguntar o que o outro realmente precisa e ser criativo, eles foram não só capazes de resolver o imbróglio como também de reforçar o relacionamento.

Mas se esse processo corria há anos por que eles não tiveram essa conversa antes? Pode parecer óbvio, mas a maneira tradicional de se negociar é: eu quero esse preço, eu pedi um desconto, enquanto o correto seria entender quais são as suas necessidades, as do consumidor, as do fornecedor e de seus parceiros. Faça a pergunta mágica: por que você quer isso? Daí, você irá poder estabelecer o que os dois lados querem e encontrar diversas maneiras de resolver o problema. Negociar é chegar a uma solução, não é uma competição. É claro que isso não é fácil. As pessoas têm ego, mas se você tratar uma negociação como um jogo de futebol, não vai dar certo.
Existe algum truque que pode ajudar as pessoas a chegarem mais fácil a esse ponto de vista comum? Muitos anos atrás, quando era um estudante de graduação em Harvard, eu participei de um grupo que aconselhou o governo americano nas negociações políticas de Camp David [que resultaria na desocupação do Sinai, território egípcio, por Israel, em 1982]. Naquela ocasião, nós sugerimos que, ao invés de começar a negociar a partir de textos com a posição israelense e a egípcia, os americanos iniciassem o diálogo com um texto próprio e pedissem para que as duas partes o criticassem. Dessa forma, novas versões iriam surgindo. Até o final das negociações, o documento foi reescrito 23 vezes. Podemos também levar essa ideia, que ajudou em Camp David, para o mundo dos negócios. Quando vários departamentos estão tentando concordar em uma estratégia para a área de tecnologia, e o marketing e o financeiro, por exemplo, têm opiniões completamente diferentes, essa pode ser uma estratégia a ser usada.

Como o aspecto psicológico pesa numa negociação?
Para negociar, temos que ter uma cabeça de engenheiro, mas precisamos também ter a cabeça de um psicólogo para saber lidar com o ego e os sentimentos das pessoas. É preciso ser os dois. Há sete anos, eu estive envolvido em negociações entre Chávez e a oposição venezuelana, em um momento em que a população estava muito dividida. Havia o aspecto psicológico do problema. A primeira vez que eu me encontrei com o Chávez ele me disse: “como você quer que eu negocie? Você sabe o que a oposição diz na TV sobre mim? Eles me chamam de macaco”. Ele estava muito ofendido. Esse era o aspecto psicológico. A oposição também estava enfurecida por Chávez ter ido à TV nacional e os chamado de os quatro cavaleiros do Apocalipse. Eu percebi que se por um lado existia uma disputa de poder, por outro havia um aspecto psicológico substancial. As pessoas estavam muito bravas, sentindo-se quase humilhadas, com certeza desrespeitadas.
EFE

Para negociar, é preciso ser um pouco de engenheiro e psicólogo, diz Ury. Aspectos psicológicos contam muito para o desfecho de um possível acordo. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chegou a se negar a negociar com a oposição, porque esta o havia chamado de macaco
Quem você classificaria como um ótimo negociador atualmente? 
Nelson Mandela. Ele ficou preso por quase 30 anos e negociou sua saída de dentro da cadeia. Ele disse que não iria aceitar nenhuma condição para ser libertado. E, então, ele negociou com o governo, que tinha todo o poder em suas mãos. Na prisão, Mandela estudou a psicologia, a história, as regras e a língua dos africâneres. Ele pôde assim explicar a eles, no idioma deles, porque era do interesse deles ceder poder para a democracia. E foi um exemplo magnífico de negociação. Além disso, Mandela também teve a habilidade de explicar a seu povo, que tinha sido tão oprimido, que ele precisava perdoar e deixar o passado ser o passado e seguir adiante para construir uma África do Sul que funcionasse para negros e brancos.

É mais difícil negociar com pessoas de outros países? Pode ser mais complicado, porque muitas vezes a língua é diferente. E mesmo que você fale a língua, existem as diferenças culturais, que são a língua não falada. Isso pode atrapalhar. Mas como já falei, muitas vezes as pessoas acham as negociações com as pessoas mais próximas as mais difíceis. Uma razão é que quando você se envolve em negociações externas, você se prepara. Você pensa sobre seus próprios interesses, você pensa sobre o interesse do outro lado. De alguma forma, quando se trata da pessoa do seu lado, você não pensa nisso como uma negociação, não se prepara e aí se mete em todo tipo de problema. Para mim, preparação é fundamental para uma negociação.

E qual é a melhor maneira de se preparar para uma negociação? A primeira coisa é arranjar tempo para se preparar. Hoje, com tantas coisas acontecendo, nós não nos preparamos. Levamos os papéis como uma lição de casa para ler à noite e eles voltam para o escritório do mesmo jeito que foram para casa. A melhor maneira de se preparar é treinando com alguém, mesmo que você vá negociar sozinho. Use um amigo ou colega para te ajudar. Prepare-se considerando quais são os seus interesses e também os do outro lado e estude opções para a conciliação. Uma das perguntas mais importantes a ser feita, e que por sinal quase nunca o é, é o que eu terei que fazer se eu não alcançar um acordo com a outra parte? Qual é a minha alternativa à negociação? Se você pensar nisso com antecedência, será mais eficiente ao negociar.
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Nunca, sob hipótese alguma, negocie por email. A ferramenta é péssima para tratar de assuntos delicados, segundo o especialista
Hoje a internet permite que os profissionais fiquem conectados 24 horas por dia. Dá certo negociar por e-mail?
Muitas negociações estão sendo travadas por email atualmente. Antes, as pessoas te mandavam um memorando. Você o analisava e podia até ficar nervoso, mas tinha tempo para pensar antes de responder. No e-mail, existe um botão tentador para você responder rapidamente com o que lhe vem à cabeça. E o que é ainda pior: mandar com cópia para todos a resposta. Aí, você só vê o conflito ir piorando. Faça o contrário, aproveite o botão pouco usado de rascunho e vá extravasar ou conversar com um amigo no café antes de voltar para a mesa. Tentar solucionar uma situação difícil por email é muito ruim. Ele é uma ferramenta péssima. Você não consegue sentir as emoções, o tom da mensagem.

É importante trabalhar com uma terceira parte em negociações? Quando isso deve ser feito? Muitas vezes não é necessário, porque as partes conseguem chegar a um acordo sozinhas. Mas se é um conflito difícil, como o do Oriente Médio, pode ser muito útil ter uma terceira parte. Ela pode ajudar cada lado a identificar seus próprios interesses e ajudar também a explicar um para o outro o que está em jogo. Quando há muita emoção, como medo e raiva, pode ser muito difícil se comunicar. Os israelenses não vão aceitar uma proposta palestina por ser uma proposta palestina e vice e versa. Mas eles talvez aceitem uma europeia ou americana. Uma terceira parte é boa também para garantir que um acordo uma vez alcançado seja mantido. Para tudo isso funcionar, no entanto, é preciso que a terceira parte seja reconhecida pelas duas outras em disputa.

Em sua carreira, você trabalhou com tribos, políticos e executivos. O que você diria que eles têm em comum? Todos são humanos, e como tal têm necessidades e desejos. Os princípios básicos de negociação são os mesmos para essas três arenas. Eu me lembro de um trabalho que fiz com tribos em guerra na Nova Guiné. Lá, quando uma tribo mata alguém da outra, é preciso que a outra mate alguém da tribo adversária em retribuição. Eles ficaram extasiados ao perceber que poderiam também ir à arquibancada, parar por um momento e perceber que se eles matassem sempre alguém da outra tribo essa espiral nunca acabaria. As tribos agora se encontram em círculos e trocam porcos como compensação. Mas é claro que há diferenças. A situação fica mais complicada quando tratamos de negócios e política. Os políticos são muito preocupados com sua imagem e os executivos em colocar seus produtos no mercado e obter lucro. As pessoas têm diferentes motivadores, mas, de forma geral, tendo trabalhado nos três ambientes, eu creio que as similaridades são muito maiores do que você imagina e maiores do que as diferenças.
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Executivos, políticos e povos aborígenes. Na hora da negociação, há "mais semelhanças do que diferenças"
Quais são as habilidades específicas necessárias para se negociar no mundo dos negócios?
Uma coisa fundamental é saber ouvir. Embora pensemos que negociar é mais sobre falar, na realidade, é muito mais sobre ouvir. O que você está tentando fazer quando negocia é influenciar o outro e mudar sua opinião. Como você pode mudar a opinião de alguém se você não sabe qual é a opinião dele? Em encontros de negócios, é muito comum negociar em grupos. Geralmente, escolhe-se um porta-voz que irá falar pelo time. Eu acho que também é importante escolher alguém que tenha como função exclusivamente ouvir. Esta será uma tarefa de tempo integral, porque é muito difícil falar e realmente escutar ao mesmo tempo.

No mundo globalizado de hoje, como negociar com empresas de outros países? Como você negocia através de barreiras culturais? Tente entender a sua própria cultura e a do outro. Negociações são fenômenos culturais. Nos EUA, por exemplo, as pessoas tendem a ser bastante impacientes. Temos o ditado “Tempo é dinheiro”. Para muitos, no entanto, principalmente no Oriente, isso não é verdade. Os empresários não irão se apressar em fechar um negócio sem se conhecer e aprender a confiar um no outro, garantindo que um acordo fechado será cumprido. Nos EUA, usa-se advogados para obter essa garantia. Fazemos contratos e, quando eles são quebrados, vamos à Justiça. O resultado? No Japão, há menos advogados do que na cidade de Los Angeles. Entender essas sutilezas culturais é importante.

Existe alguma cultura que tenha naturalmente maior habilidade para negociar?
Acho que sim. O Brasil, por exemplo. As pessoas aqui tendem naturalmente a negociar. Eu não descreveria a cultura brasileira como uma cultura combativa. As pessoas gostam de se dar bem. Árabes e judeus podem estar brigando no Oriente Médio, mas fazem negócios aqui. Os brasileiros se dão bem um com o outro, porque estão sempre tentando arranjar uma maneira de dar um jeito nas coisas. Eu acho que o Brasil está posicionado como cultura para ser um líder mundial em negociação. Será preciso um pouco mais de treinamento, foco e disciplina, mas creio que o país pode se dar muito bem. Culturas de maior diversidade, como a brasileira, são mais flexíveis. Onde há muita homogeneidade acaba sendo mais difícil negociar.

Qual foi a situação de negociação mais difícil na qual você esteve envolvido?
Trabalhei com o presidente Chávez e no Oriente Médio, mas creio que a mais difícil foi quando estive envolvido em negociações entre os líderes da Rússia e da Chechênia. Obviamente, não era a minha língua, havia muita violência, uma guerra acontecendo e nós tentando pará-la. Existia muita desconfiança e uma longa história de conflito, além amargor e uma economia devastada. Havia negociações secretas. Ficávamos em um quarto no meio da Sibéria e você achava que está tendo uma conversa cara a cara, mas havia câmeras secretas. Foi muito desafiador. Conseguimos negociar uma trégua, mas ela não conseguiu ser mantida.

Como é possível negociar com alguém que obviamente é muito mais poderoso do que você? Vou te dar um exemplo. Houve uma negociação há uns anos atrás entre a Microsoft e uma de suas empresas parceiras, chamada Citrix. Alguns anos após o fechamento da parceria entre as duas, a Microsoft decidiu que queria explorar o segmento de computação virtual sozinha e anunciou isso publicamente. Bom, o preço das ações da Citrix despencou e os empregados se desesperaram com medo de perder o emprego. Afinal, a entrada da Microsoft sozinha no mercado poderia levá-la à falência. O que o CEO e os executivos da Citrix fizeram? Eles foram à arquibancada. Eles determinaram que sua prioridade era continuar a fazer software, escolheram quatro de seus funcionários mais técnicos e os enviaram da Flórida para a costa oeste dos EUA. Alugaram quatro apartamentos por um ano, mandando uma mensagem clara de que eles estavam lá para ficar, e que queriam entender o que a Microsoft desejava e quais eram suas preocupações. Os funcionários começaram então a perguntar os motivos da decisão da Microsoft e também a questioná-la.Vocês realmente pensaram bem a respeito disto? Quanto tempo vocês vão demorar para fazer este software? E, se falirem um parceiro, já pensaram o sinal que estarão mandando para seus futuros parceiros? E se trabalharmos juntos? Com nossas experiências conjuntas podemos dominar o mercado e fazer o melhor software. Depois de dois meses, a Microsoft decidiu que eles estavam certos. A parceria com a Citrix foi mantida e até hoje eles estão fazendo negócios juntos.

 Época NEGÓCIOS

Wiliam Ury: Quem está ganhando seu casamento?


Ele já negociou com Chávez, o Kremlin, a Casa Branca e tribos da Nova Guiné, e garante que a pergunta acima é tão estranha quanto indagar quem está ganhando uma negociação. Veja como se tornar um negociador mais hábil com as dicas de William Ury, um dos maiores especialistas do ramo

Reprodução Internet
Os últimos 30 anos da vida do americano William Ury foram dedicados a fazer com que os seres humanos se entendam, tarefa nada fácil, sejamos honestos. Um dos maiores especialistas mundiais em negociação, Ury parece não ter ficado carrancudo ou sem paciência, após passar três décadas ouvindo reclamações e impropérios. Ao contrário, simpático, o americano não perde o bom humor, e explica com simplicidade um dos pontos cruciais para uma negociação bem-sucedida:negociar não é uma competição. “Perguntar quem está ganhando uma negociação é mais ou menos como perguntar quem está ganhando um casamento. Não faz sentido. O que está em jogo é tentar encontrar uma solução para um problema que agrade a todas as partes”.
Acontece que o simples não é necessariamente fácil de atingir. Afinal, não é a toa que cada vez mais as escolas de negócios incorporam em suas grades curriculares disciplinas voltadas a formar um bom negociador. Antropólogo de formação, com graduação por Yale e Ph.D em Harvard, Ury conhece bem as dificuldades de uma negociação. O americano já trabalhou com conflitos tribais e enfrentou discussões complexas no mundo dos negócios e da política. O guru traz em seu currículo participações como mediador em negociações com a Casa Branca, o Kremlin e mais recentemente com o presidente venezuelano Hugo Chávez. Ury também atuou nas conversas que resultaram no acordo de Camp David, um dos poucos sucessos na história de árabes e israelenses.
Um dos pioneiros a levar os estudos de negociação para dentro das universidades, o americano é um dos criadores do Programa de Negociação da Universidade de Harvard. Junto com o ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, Ury também fundou a International Negotiation Network, uma organização não governamental com objetivo de acabar com as guerras civis ao redor do globo.
O americano também se consagrou como escritor ao lançar, em parceria com Roger Fischer, o best-seller Como Chegar ao Sim [Getting to Say Yes: Negotiating Agreement Without Giving In], que vendeu oito milhões de cópias e foi traduzido para mais de 30 idiomas.
Com toda sua experiência no assunto, Ury garante que, seja nos negócios ou na política, um dos segredos ao ir para uma mesa de negociação é saber ouvir. “As pessoas costumam achar que negociar é saber falar, mas é, na realidade, muito mais sobre ouvir”. ‘Ouçamos’ então um pouco do que William Ury, que visitou o Brasil em dezembro a convite da HSM Educação, tem a dizer sobre como se tornar um bom negociador.

A natureza humana favorece as negociações? 
Creio que sim. Eu acho que não estaríamos aqui se não fôssemos capazes negociar. Há tantos conflitos ao redor do mundo atualmente, tantas mudanças, e os seres humanos têm tanta engenhosidade para criar máquinas de destruição, que sem negociação não acho que ainda estaríamos vivos. Uma vez eu escrevi um livro sobre a evolução dos conflitos humanos, onde propus que chamássemos os seres humanos de homo negociador. Tome como exemplo o que aconteceu na Europa nos últimos 50 anos. É surpreendente. A região era um dos lugares com mais conflitos do mundo. Se logo após a Segunda Guerra Mundial, você fosse a lugares como Paris e Berlim, e dissesse que a Europa seria em 50 anos a região mais próspera e pacífica do mundo, as pessoas pensariam que você era louco. Ainda assim, através de uma economia, história e cultura comuns, eles foram capazes de criar uma comunidade [União Europeia].
ÉpocaNegócios

sábado, 14 de janeiro de 2012

Além de ser conectada, nova geração de TVs tem controle por voz e gestos

As TVs com imagem 3D, que foram promessa de sucesso no ano passado, acabaram sendo ultrapassadas no gosto dos consumidores pelos aparelhos ligados à internet 
Quem comprar uma televisão em 2012, encontrará nas prateleiras cada vez mais aparelhos com internet e imagem 3D. Essas tecnologias chegaram no Brasil a partir de 2010, mas ainda representam cerca de um quarto das vendas de TV. Em 2012, elas estarão em quase metade dos aparelhos vendidos no País, segundo estimativas de fabricantes consultados pelo ‘Estado’.
Mas as duas tecnologias tiveram crescimento expressivo em 2011 - 429% para a TV conectada e 1.165% para a 3D. Até novembro, as TVs de tela fina somaram 7,6 milhões de unidades. O número fechado de 2011 ainda não foi divulgado pela GfK. A expectativa das fabricantes é que fique em torno de 11 milhões de unidades (incluindo TVs de tubo), mais do que as 9,4 milhões de TVs vendidas em 2010.A TV com internet hoje faz mais sucesso que a 3D no Brasil. Em 2011, até novembro, foram vendidos 424 mil aparelhos com imagem 3D e quase 1,5 milhão com internet, segundo dados da consultoria GfK. Um dos motivos é que ela é mais barata. A média de preços da TV com internet foi de R$ 2.520, comparada a R$ 3.576 da 3D, segundo a Gfk.
No ano que vem, a projeção é de estabilidade, mas de maior migração para novas tecnologias. A a grande aposta da indústria deve ser a TV conectada. Nesta semana, os fabricantes exibiram suas novidades para o ano na feira Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas. Diferente dos dois anos anteriores, em que os lançamentos exaltavam as funcionalidades da TV 3D, o evento deste ano focou em inovações para aprimorar a TV conectada, como aparelhos que respondam a comandos de voz e movimentos e integrados com outros eletrônicos.
"A TV 3D não cresceu como o esperado pela falta de conteúdo", disse o gerente sênior da área de áudio e vídeo da Samsung, Rafael Cintra. Segundo ele, a tecnologia continuará a existir e virá junto com a TV conectada. "Antes, vendíamos uma TV 3D que vinha com internet. Agora, será o inverso", disse.
A LG é outra que apostará na integração da TV 3D com a Smart TV, nome que usa para divulgar a TV com internet. "O conteúdo em 3D virá mais forte com a Smart TV", disse a gerente da área na LG, Fernanda Summa. Essas televisões permitem que o usuário baixe aplicativos que trazem conteúdo 3D.
Movimento
Neste ano, uma das principais novidades que a LG trará ao mercado brasileiro é o Magic Remote, uma evolução do controle remoto de suas TVs conectadas. Ele vem com microfone, roda de seleção (como um mouse) e será sensível a movimentos, capaz de produzir um efeito parecido ao do videogame Wii. "Se você falar uma palavra, como, por exemplo, ‘Michael Jackson’, a TV te indica vídeos no YouTube ou aplicativos que tenham relação com a palavra", diz Fernanda.
Aparelhos integrados com outros eletrônicos, como tablets, notebooks e smartphones, também são tendência para 2012. "Já é possível baixar um aplicativo que transforma o seu iPhone no controle da TV", disse o gerente da linha Bravia da Sony Brasil, Luciano Bottura.
O que impulsionará a venda de TVs com internet no Brasil é a queda de preços. Hoje, uma TV conectada de 32 polegadas custa em média R$ 100 a menos do que outra TV sem a função, com a mesma tela, segundo a LG.
A Google TV, já disponível em TVs da LG e da Sony no exterior, não tem data para chegar ao Brasil, segundo os fabricantes.
Tela mais fina. Este ano também deve ser o primeiro em que a tela de LED vai superar a LCD no Brasil, segundo estimativas da Sony com base em dados da GfK. O mercado brasileiro vendeu em torno de 3,3 milhões de TVs com tela LED e 5 milhões com LCD em 2011, de acordo com a Sony. Neste ano, a expectativa é que as TVs de LED somem 5,6 milhões de unidades, 70% a mais, e as de LCD caiam para 4 milhões.
A TV de tubo fica cada vez mais ultrapassada. Fechou 2011 com cerca de 2,4 milhões de unidades vendidas no Brasil, segundo estimativas da Sony, e terá, no máximo, 1 milhão em 2012.
Estadão

‘Facebook, contrate-me’

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Entre incontáveis currículos que o Facebook recebe, o de Bertrand Noirhomme não deve ter passado batido. Ele enviou uma torta dentro de uma caixa de metal decorada com imagens, suas experiências pessoais e um QR code que remete a seu site: fb-hire.me — em português, “Facebook, contrate-me”. (QR Code é um código de barras que pode ser escaneado por celulares.)
Nele, Noirhomme se apresenta em um vídeo e dá “F8 razões”, em tom de brincadeira, para que a empresa o contrate. Uma delas é a de ele já contribuir para o desenvolvimento do Facebook, dado o tempo que ele gasta na rede social, “incluindo fins de semana e feriados”. (“F8” é também o nome da conferência de desenvolvedores do Facebook.)
O rapaz ainda mostra que pode conquistar os funcionários do Facebook pela boca, no argumento de número 8: “Eu cozinhei para vocês uma torta. Imaginem só o que vocês poderão achar na mesa do escritório na Páscoa”.
Na razão número 3, ele diz que, depois de um mestrado e muitas viagens, ele mal pode esperar para administrar 800 milhões de contas ativas (número de usuários do Facebook).
O site mostra o making of do “currículo-torta” em fotos. Não se sabe se Mark Zuckerberg ou algum funcionário da maior rede social do mundo experimentou o quitute.
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Estadão

Vendas do Tesouro Direto crescem 58% em 2011

Títulos indexados ao IPCA foram os mais procurados e encerraram o ano com participação de 51% nas vendas
Tesouro Direto crescm 58%
As vendas de títulos públicos pela internet para pessoas físicas cresceram 58% em 2011 e chegaram a R$ 3,5 bilhões, de acordo com o Balanço Anual do Tesouro Direto, divulgado hoje. O número de investidores cadastrados no sistema cresceu 29% no ano passado, para 276.373 pessoas.
Em um ano marcado pela preocupação com a inflação, os títulos com maior procura foram os indexados ao IPCA (NTN-B e NTN-B Principal), com uma participação de 51% nas vendas. Em seguida, vieram os prefixados (LTN e NTN-F), com 36%.
Quase dois terços das vendas foi de papéis com prazo de vencimento entre um e cinco anos. Outros 30% tinham prazo acima de cinco anos. De acordo com o Tesouro Nacional, mais da metade das operações foi de até R$ 5 mil e quase 25% das aplicações ficou na faixa de R$ 10 mil até R$ 50 mil.
O estoque total de aplicações chegou a R$ 7,5 bilhões, aumento de 61%. Os títulos remunerados por índices de preços representam 52,3% do estoque, seguidos pelos prefixados (34,6%) e pelos papéis indexados à taxa Selic (13,1%).
Estadão


Comece pelo fim

Quer mudar algo? Aja como se já tivesse acontecido


Ilustração: Gabriel Goes
Um dos caminhos para atingir algum objetivo ou concretizar uma ideia é agir como se já tivesse chegado lá. Enganação? Não, você não está manipulando as pessoas ao fingir ser o que não é. Você está sendo aquilo que deseja ser.
Em seu livro Awake at the wheel (“Desperto ao volante”), Mitchell Lewis Ditkoff, presidente da consultoria Idea Champions e responsável pelo blog Heart of Innovation (“Coração da inovação”), chama isso de “começar tendo o fim em mente”, expressão emprestada do consultor em gestão Stephen Covey. É um estado mental oposto à dúvida. A pessoa que você quer ser é um projeto, diz Ditkoff.
O segredo é saber como realizá-lo. Ele sugere três caminhos: ignore as dúvidas, sinta que sua Grande Ideia já se concretizou e se expresse a partir desse ponto, com autenticidade, estilo e senso de humor.
Quanto ao processo mais amplo da origem das ideias, Ditkoff aconselha: se você está fascinado com uma ideia, não a descarte como trivial, pois a fascinação é uma forma de a natureza atrair sua atenção. Ouça seu subconsciente, tolere a ambiguidade dos resultados iniciais, estabeleça conexões com outras ideias e não se aferre muito à lógica, deixando espaço para acasos felizes surgirem.
Época Negócios


O chão que você pisa


 Marcos Camargo

Sua empresa usa computadores? Então você pode precisar dessa montanha de entulho

 Marcos Camargo
Paschoal (esq.) e Jubilut, sobre o piso que inventaram: mais leve e ecológico
Você já deve ter ouvido essa: hoje em dia, todo mundo tem de estar preparado para mudanças. O administrador de empresas Paulo Vinícius Jubilut percebeu isso no dia a dia. Em meados dos anos 90, Jubilut trabalhava na fabricante de condutores AMP. Então notou que as empresas estavam cheias de computadores e a toda hora precisavam mudá-los de lugar. Era reforma, ampliação de pessoal, redução de pessoal, mudança de sede... qualquer coisa, lá ia o pessoal da AMP instalar os cabos de luz, telefone e internet.
Foi aí que, em 1997, ele resolveu também mudar. Propôs sociedade ao engenheiro mecânico Paulo César Paschoal, seu colega na AMP, e fundou a Remaster, que fabrica pisos elevados para escritórios. Com seu produto, uma empresa pode mudar em minutos todo o emaranhado de fios escondidos sob os pés de seus funcionários.
Logo de cara, a Remaster enfrentou concorrentes de peso. Mas era essa a sua vantagem. Em vez dos 45 quilos do metro quadrado das placas de alumínio, até então usadas para cobrir a fiação, Paschoal (o segundo Paulo), um sujeito pacato criado em Bragança Paulista, inventou uma solução de 12 quilos. Trata-se de placas de polipropileno (PP) reciclado encaixadas sobre pés fixados na laje, de alturas variáveis. Os fios, em vez de presos em canos de PVC, são inseridos em um cabo flexível que pode ser desconectado facilmente.
No começo, Paschoal tentou mesclar resíduos plásticos vindos da indústria e das casas das pessoas. Não deu certo. As placas fediam. Era o cheiro das embalagens pós-consumo. A partir de 2005, ele decidiu comprar a matéria-prima de um único processador de resíduos plásticos. São 100 toneladas por mês de PP reciclado. Ráfia de sacos de rações, fibras de tapetes, cadeiras e peças de máquinas de lavar roupa transformam-se em pellets (pequenas pelotas) pretos. Na fábrica da Remaster, em Bragança Paulista, os pellets tomam a forma do produto final.
Essa consciência ambiental lhes valeu, no final de outubro, o prêmio na categoria “Inovação Sustentável” do GBC Brasil, conselho brasileiro de construção sustentável, braço do conselho global (WGBC). E tem ajudado no crescimento da empresa. No início, eles só vendiam para órgãos públicos que faziam reforma nos seus escritórios (como a Receita Federal). Em 2007, Jubilut percebeu que as construtoras iam atrás de certificação para prédios sustentáveis e passou a lhes apresentar seu produto para escritórios, banheiros, áreas externas e lajes.
Em alguns de seus projetos, as construtoras Queiroz Galvão, Cyrela, Odebrecht, Brookfield e Rossi têm recomendado o piso. “Não conheço outra empresa que faça um produto como o deles. Usar material reciclado é fantástico”, diz Miguel Portela, superintendente de projetos da Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário em São Paulo. O Edifício Serrador, alugado por Eike Batista no centro do Rio de Janeiro, também terá o piso. Jubilut fez campanha ainda com os arquitetos. Em 2009, levou 25 deles para Chicago para mostrar a nova invenção da empresa: o piso para jardins (com furos para deixar passar a água da chuva e armazená-la, permitindo a irrigação das plantas sem uso de bombas). Esse piso já nasce com um grande promotor – o paisagista Benedito Abbud, que teve a ideia original e ajudou a concebê-lo.
O faturamento da empresa ainda é modesto, em torno de R$ 50 milhões – 30% do mercado de pisos elevados. A meta é dobrá-lo até 2015. “Já recebi propostas para vender a empresa. Tenho muito apego a isso aqui, mas não descarto uma negociação. Ainda mais se mantivermos um percentual da companhia”, diz Jubilut.
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Época Negócios

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Empresa mais produtiva? É só dar férias ilimitadas aos funcionários


Um empreendedor americano diz que ao dar aos funcionários o que eles querem e quando eles querem, o resultado é um padrão de qualidade alto e um clima bom dentro da empresa

Shutterstock
Uma semana de correria no trabalho, outra de férias na praia: e sem prazo para acabar...
As regras da moderna gestão confirmam que trabalhar apenas para bater ponto já era. Da mesma maneira, há quem acredite que a cultura da empresa deve mudar sua postura também em relação às férias dos funcionários. Em vez de 30 dias, por que não férias ilimitadas?
A proposta foi abraçada por Joe Reynolds, empreendedor americano que fundou a Red Frog, companhia de eventos que hoje vale US$ 45 milhões. Em artigo publicado na revista americana Inc, ele afirma que o segredo é fazer com que o funcionário tenha vontade de vir para o trabalho. Ao oferecer como recompensa férias ilimitadas, fica fácil encontrar gente disposta a adotar como padrão um trabalho de qualidade e ser mais produtivo no dia a dia.
Na Red Frog, os funcionários são encorajados a tirar férias. E, garante Reynolds, ninguém abusa. Nunca. Todo mundo garante que o trabalho está sendo (muito) bem feito e o próprio funcionário conversa com os colegas ou chega para o chefe com a solução para a cobertura do período em que estará fora do escritório.
E o que o chefe faz? Aceita tudo sem problemas.
Segundo Reynolds, os empreendedores e chefes mais pessimistas dizem que esse é o tipo de cultura de empresa que gera abusos e não funciona. A questão, diz o empreendedor, é que é preciso construir uma empresa em que o respeito mútuo e o trabalho em grupo são primordiais. O resultado de se adotar uma política mais aberta de férias é, diz Reynolds, a melhoria nos resultados pessoais, desenvolvimento de projetos e produtividade. Para quem quer tentar o esquema, eis as dicas:
Trate os funcionários como adultos
Afinal, eles são mesmo adultos, não é mesmo? Se achar que eles são incapazes de lidar com a responsabilidade que deriva do conceito de ferias ilimitadas, isso significa que eles também não sabem lidar com outras responsabilidade. Então, a solução é a seguinte: não contrate uma pessoa assim
Férias ilimitadas reduzem custos
Em vez de perder tempo somando quantos dias o funcionário já tirou de férias, quantos ainda tem à sua disposição, esse controle deixa de fazer sentido. Quem normalmente cuida dessa tarefa poderá se dedicar a outros trabalhos mais importantes e interessantes
Você mostra que reconhece o esforço dos funcionários
Pelo novo esquema, os seus funcionários poderão se ausentar de maneira inesperada. Alguns, inclusive, vão tirar mais dias do que outros. Ao dar a sua equipe o que eles querem e quando eles querem, você mostra deixa claro que reconhece seus esforços e, imediatamente, eles se sentem dispostos a agir de modo recíproco oferecendo um ótimo desempenho
É uma ótima ferramenta de recrutamento
Pense bem: além de cantar em prosa e verso as vantagens da empresa, você pode fechar a apresentação dizendo “e nós oferecemos férias ilimitadas”. Não é o melhor marketing do mundo? Com uma cartada dessas, fica mais fácil contratar um funcionário excepcional, que sentirá logo de início disposição para criar e produzir mais para a companhia. Combinar um bom clima empresarial com benefícios desse tipo é a definição de uma oferta matadora.
Para provar que não está só pregando da boca para fora, o empreendedor Joe Reynolds, que recentemente recebeu o prêmio Inovação do Ano em Chicago, diz que o exemplo tem que vir de cima. Durante uma semana, ele trabalhou mais de 100 horas. E, ao finalizar o projeto, simplesmente pegou o avião rumo ao Havaí. Bom, né?
 Época NEGÓCIOS

Busca social do Google sob acusação

Grupo enviou carta à Comissão de Comércio dos EUA denunciando violação de privacidade de nova busca do Google

 O Google recentemente vinculou páginas e comentários da sua rede social, o Plus, aos resultados de buscas, personalizando-os. A mudança virou assunto e irritou muita gente preocupada com um possível abuso por parte do Google, sugerindo que com a medida a empresa estaria priorizando conteúdos vinculados ao Google+ e rebaixando resultados possivelmente mais relevantes para o usuário.
A reclamação enviada ao FT.
A empresa chama a nova funcionalidade de “Search Plus Your World” ou “Busque mais seu Mundo”.
O caso chegou na Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (Federal Trade Commission, em inglês; ou FTC) graças a uma denúncia protocolada pelo Centro de Informação de Privacidade Eletrônica (Epic, na sigla em inglês).C gerou resultados. A Comissão quer que o Google seja submetido a auditorias externas que avaliarão se as recentes mudanças geridas pelo Google ferem regras de privacidade.
“Embora os dados de um usuário do Google+ não seja exibido publicamente, as mudanças do Google tornam os dados pessoais dos usuários mais acessíveis”, disse a Epic pelo seu site.
Por ser dono do algoritmo de buscas mais usado no mundo (65.9%, segundo a comScore), qualquer alteração que afete a ordem (ou PageRank) dos seus resultados chama a atenção. Com a novo modelo de buscas, dados pessoais, como fotos e contatos podem aparecer nos resultados do Google.
A mudança, porém, não está disponível a todos os usuários — é preciso ter uma conta do Google e estar logado no Google+ para ver a camada social nos resultados. Quem não estiver logado também verá posts do Google+ relacionados à buscas, mas só as publicações gerais e públicas.
O que é importa? Danny Sullivan, do Search Engine Land, mostrou suas preocupações quanto a dois pontos: à legalidade da mudança, sugerindo que o Google poderia estar afetando a competitividade do mercado; e à reformulação do que são resultados relevantes.
“O trabalho do Google como um sistema de buscas é direcionar os usuários às informações mais relevantes da rede, não apenas às informações que interessam ao Google. Essas sugestões seriam melhores se incluíssem outros serviços, e esse é o padrão de buscas que o Google deveria mirar para voltar a ser o melhor”, escreveu.
Quando o Google anunciou o novo modelo de buscas, um de seus engenheiros, Amit Singhal, afirmou: “Há um mundo na internet, o das redes sociais, que gira em torno de um que não aparece nas buscas. Isso muda a partir de hoje: levamos seu mundo pessoal à página de resultados”.
O Twitter entra na lista de empresas infelizes com o “Search Plus”. O site avalia que as mudanças foram “ruins” e chama a atenção para o problema da prioridade.
“Como vimos repetidas vezes, as notícias urgentes surgem primeiro no Twitter. Como resultado, contas do Twitter e tweets são muitas vezes os resultados de busca mais relevantes”, afirmou a companhia em comunicado. ”Estamos preocupados com a possibilidade de que, como resultado das mudanças no Google, encontrar essas informações fique mais difícil para todos. Acreditamos que as mudanças são ruins para as pessoas, editores, organizações noticiosas e usuários do Twitter”, afirma o comunicado da empresa.
Para ler a carta enviado pela Epic à FTC, clique aqui.
Estadão


Dez dicas para você se tornar um líder nota 10

O bom chefe consegue manter a equipe motivada. E um time de funcionários motivados pode render mais
Felipe Rau/AE
Desenvolver um produto ou serviço inovador é fundamental para o sucesso de um negócio. Planejar a empresa – antes, durante e após o início das atividades – também. Capital de giro para tocar o empreendimento, dizem os especialistas, é fundamental.

A diferença entre o sucesso e o fracasso do seu empreendimento, porém, pode estar na maneira como você conduz o negócio. E, nesse ponto, ser um bom líder é fundamental. Pensando nisso, o Estadão PME elaborou uma lista com dez ações efetivas que podem transformá-lo em um bom chefe.
Ao seguir essas recomendações, você só tem a ganhar. Principalmente porque conseguirá reter talentos em sua equipe de trabalho. “Nos pequenos negócios, o profissional pode ter contato com diversas áreas e possui também mais poder de agir para modificar o funcionamento das coisas. E isso é bastante valorizado pelos trabalhadores modernos”, afirma Fernando da Costa, diretor da Human Brasil, empresa especializada em recrutamento e seleção.

O especialista já deu uma dica: conceda autonomia aos funcionários. Agora, confira a lista para ser um bom chefe.

1) Quando ocorrer um erro, aborde o funcionário com imparcialidade e procure orientá-lo.

2) Seja transparente e justo

3) Compartilhe os bons resultados com a equipe, valorizando e reconhecendo o mérito do time.

4) Em situações de instabilidade, tome decisões conjuntas e assuma a responsabilidade.

5) Comunique a visão da empresa aos funcionários.

6) Procure identificar líderes potenciais e contribua para a formação deles.

7) Delegue tarefas.

8) Em caso de falha, busque com os funcionários aprender com os erros e identificar suas causas.

9) Realize feedback com frequência.

10) Seja comprometido com resultados e transmita isso para a equipe por meio de desafios.

Mas é claro que cada caso é um caso e o pequeno empresário precisa olhar a sua realidade, quais são seus problemas específicos. É o caso do empreendedor Erick Vils, fundador da webSoftware, uma pequena empresa de tecnologia da informação do Rio de Janeiro.

Cansado dos atrasos frequentes de funcionários, ele resolveu chamar a equipe para uma conversa. Descobriu que o trânsito e a distância de casa para o trabalho eram as causas do problema. Para solucionar o problema, a empresa subsidia entre 70% e 80% do aluguel de uma casa em Jacarepaguá, onde hoje moram seis dos 18 funcionários. Além disso, colocou à disposição da equipe uma van gratuita. Deu certo.

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Estadão

O futuro de gadgets é a simplicidade

lenovo smartphones ion

Os destaques de Eletrônica desta semana International Consumer Show, em Las Vegas incluídas mais inteligente ainda TVs mais simples, dezenas de novos laptops ultrabook fino, e telefones celulares da Nokia e Sony, com novos recursos projetados para ajudar a ganhar mais adeptos no mercado dos EUA.
Fabricantes de televisores inteligentes têm sido constantemente emagrecer os seus conjuntos para tornar-se leve e bonita, enquanto perversamente bingeing em apps, cramming funcionalidades em interfaces superlotadas e em seguida, adicionando um excesso de botões para controles remotos.

Mais

NESTA HISTÓRIA

NA GESTÃO

No entanto, na edição deste ano do Consumer Electronics, ficou claro que este tipo de complexidade está sendo ditched. Os modelos mais recentes estão em uma dieta de comandos de voz, gestos e até mesmo o reconhecimento facial, que será ativado por processadores mais rápidos, built-in câmeras e microfones.
Estas formas mais naturais de convocação de conteúdo, com controles remotos mais simples e menus, deve tornar o acesso aos aplicativos e serviços muito mais fácil.
LG adicionou reconhecimento de voz para seu controlador remoto Magic Motion, enquanto Sony simplificou seus próprios controles remotos diabolicamente complexo , em parte, fazendo o mesmo.
Samsung anunciou Interação Smart - incorporando comando de voz, sensor de movimento e reconhecimento facial - que pode identificar os diferentes membros de uma família e oferecer sua própria interface personalizada para entretenimento.
Google aparelhos de TV também estavam sendo mostrado pela LG e outros, com a versão 2.0, oferece uma interface simplificada e mais aplicativos atraentes.
Alguns fabricantes de TV foram determinados a ser exagerados na parte externa - Sharp anunciou novos modelos de 80in, enquanto Mitsubishi mostrou um premiado conjunto de 92in.
Havia também algumas tecnologias de tela stunning. Estande da Samsung na CES foi cravejado com uma série de wafer-thin TVs 55in OLED - fabricantes estão finalmente conseguindo fazer este state-of-the-art-work tecnologia de tela para os tamanhos de tela maior - mas você deve esperar preços mais altos quando os da Samsung e LG à venda ainda este ano.
Sony apresentou um protótipo de Cristal Display LED TV que oferece contraste muito maior.
Em termos de definição de tela, os novos conjuntos são capazes de quatro vezes o detalhe do actual formato de alta definição completa. Mas não há atualmente pouco conteúdo que é capaz de usá-lo e Toshiba visivelmente utilizado o modelo de mostrar uma melhora, óculos sem
experiência em 3D.
Ultrabooks foram os outros grandes história do show, com fabricantes de PC backing novo padrão da Intel para fino, leve, instant-on laptops.
Entre eles, o HP Envy Spectre classe oozes e vidro - ele usa vidro temperado para superfícies, tais como a tampa, bem como para a exibição. No entanto, é sobre o lado pesado em cerca de £ 4 e caro demais em US $ 1.400. Lenovo mostrou a forma de "thins para vir" com o seu laptop Yoga, que tem uma dobradiça inovadora e um ecrã táctil que vira em uma posição de cavalete ou achata para se tornar um tablet híbrido. Fiquei satisfeito ao ver que era a execução do novo, Windows muito mais atraente 8.
Havia mais anúncios do telefone do que o habitual na CES, com a Intel fazendo sua estréia em smartphones, e Sony e Nokia tentando fortalecer seu apelo para os consumidores dos EUA. Xperia da Sony Ion parecia altamente desejável e é o seu primeiro telefone a rodar em rede AT & T de 4G LTE, enquanto Lumia Nokia 900 é o maior de seus celulares baseados no Windows até hoje.
Por fim, gostei da qualidade de som e piquenique cesta-styling de Beolit ​​Bang & Olufsen com 12 alto-falante portátil , o primeiro de uma linha de preço justo para a marca de luxo - mas em US $ 800 ainda vai parecer demasiado caro um dock para iPod para muitos.
Financial Times