terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Brasil quer discutir guerra cambial na reunião da OMC

Governo rejeita a proposta de países ricos, que insistem na determinação de um compromisso para impedir a elevação de tarifas e o congelamento dos impostos de aduanas
 Desafiando a resistência dos Estados Unidos e da China, o governo brasileiro vai levar a bandeira da "guerra do câmbio" à reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) que ocorre nesta semana em Genebra.
Nesta quarta-feira, os ministros de Relações Exteriores, Antonio Patriota, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, desembarcam em Genebra. O governo será fortemente pressionado por países ricos, que insistem que um compromisso deve ser fechado para impedir governos a elevar tarifas de importação e promover um congelamento dos impostos de aduanas nos níveis atuais. O Brasil rejeita a proposta.
A reunião ministerial da OMC, tida em outros momentos com um dos principais acontecimentos políticos a cada dois anos, é um evento que não consegue atrair nem mesmo ministros. No evento, nada será decidido e a negociação da Rodada Doha sequer entrará na agenda. Na última contagem feita pela organização, pouco mais de 60 dos 152 países que fazem parte da entidade mandariam seus ministros para Genebra.
Com a Rodada Doha em um impasse há anos e sem perspectivas de um acordo, muitos governos dão sinais de estarem ignorando a OMC. Mas as principais potências - como Brasil, UE, China e Estados Unidos - travam uma batalha para definir justamente qual será o perfil da OMC diante da constatação do enterro da Rodada Doha.
O governo brasileiro chega comprometido a mostrar que não há mais como ignorar a questão do câmbio e como a variação da moeda afeta a competitividade de exportações. O Itamaraty chegou a propor que o texto final da reunião ministerial tratasse do assunto, mas foi bloqueado por Washington e Pequim, dois governos que, por motivos opostos, não querem nem ouvir falar do assunto na OMC.
O real valorizado prejudicou as exportações nacionais e permitiu que produtos estrangeiros entrassem no mercado nacional a preços mais baixos. Vários outros governos vivem a mesma situação por causa da desvalorização do dólar. O Brasil conseguiu convencer a entidade a aprovar um plano para debater o assunto dentro da entidade. O primeiro passo seria a realização de um seminário em 2012, sem valor legal e que também não compromete a OMC de tomar decisões. Agora, Brasília vai aproveitar a reunião ministerial da OMC para mandar seu recado.
Congelamento
Mas o Brasil não chega a Genebra apenas para pressionar. A partir de amanhã, será fortemente colocado em alta tensão pelos países ricos. Europeus, americanos, australianos e outros governos da OCDE estão costurando uma aliança para garantir que 50 países usem a reunião da OMC para declarar seu compromissos com o congelamento de todas as tarifas de importação.
O Brasil e outros países emergentes defendem o direito de elevar impostos até as taxas autorizadas sempre que sentirem que a medida é necessária. O combate ao protecionismo tem sido uma das bandeiras da OMC e do G-20 e, desde as primeiras cúpulas, declarações foram feitas de que governos não recorreriam a barreiras como forma de solucionar crises. O problema é que ninguém cumpriu o prometido.
Agora, os países ricos, que sofrem uma estagnação preocupante, querem tentar estabelecer alguma garantia de que continuarão a ter acesso aos mercados dos países emergentes, os únicos que seguem crescendo.
Para o Brasil, porém, aceitar a proposta seria abrir mão de instrumentos que hoje pode usar de forma legal e sem violar as leis da OMC. Os impostos de importação aplicados pelo Brasil atualmente são de cerca de 12%. Mas o País manteve seu direito na OMC de elevar tarifas até 35%. Esse espaço foi defendido por anos como margem de manobra do governo e, recentemente, foi usado e permitiu que a elevação de barreiras promovidas não ferissem as regras internacionais.
Nos últimos dois anos, mais de mil linhas tarifárias foram elevadas no Brasil, de um total de 9 mil que o País conta. Mas nada disso pode ser questionado pelos parceiros comerciais, já que o novo nível ficou ainda dentro dos 35% autorizados pela OMC. Pela declaração proposta pelos americanos, esse direito seria abolido.
Estadão

5 indicadores essenciais para o seu negócio

No meio de planilhas e cálculos, muitos empreendedores se perdem e ficam sem saber quais números são realmente mais importantes para o negócio. Os chamados indicadores podem dar um bom direcionamento sobre como está a gestão da pequena empresa.
Para Mauricio Galhardo, especialista em finanças e sócio da consultoria Praxis Education, todo empresário precisa de números sobre o seu empreendimento. “Se você não consegue medir, não sabe se o negócio está melhor ou pior”, define.
Com fluxo de caixa, demonstrativo de resultado e outras contas bem organizadas, veja quais números são imprescindíveis para avaliar a gestão da sua empresa.
1. Lucratividade
A famosa última linha do balanço é a base para calcular a lucratividade. Divida o lucro pelo faturamento para saber qual o percentual de lucratividade para a sua empresa. “Este é um número para calcular uma vez por mês”, diz Galhardo. Não adianta analisar só o lucro, já que ele está muito relacionado com a base do faturamento.
Existem percentuais de lucratividade que são considerados bons para cada tipo de negócio. Na indústria, tenha lucratividade perto de 5%. Quem é comerciante precisa ter 8%, ao menos. Os negócios de prestação de serviços têm a maior lucratividade, de 20% a 25%.
2. Vendas
Um indicador importante é o valor total de vendas ou faturamento. Este número mostra o quanto a empresa está vendendo, se o mercado anda aquecido ou não e ajuda a medir o desempenho da equipe de vendedores. “Uma boa opção é comparar o número de hoje com o do mesmo mês do ano anterior”, sugere Galhardo.
O valor de vendas é também um cálculo relativamente simples de ser feito. “É basicamente pegar os valores do fechamento do caixa. Grandes empresas acompanham hora a hora para saber se o volume de vendas está dentro do esperado”, explica.
3. Ticket médio
Outro número que pode ser tirado do resultado das vendas e serve como um bom indicador é o valor de ticket médio. “É só dividir o total do valor de vendas pelo número de vendas, o que dá uma média dos gastos por cliente”, define.
Aumentar o ticket médio é uma das formas mais eficientes e baratas de crescer no valor das vendas. “É mais fácil pegar o cliente que já está na loja e oferecer uma coisa a mais do que investir em publicidade para atrair novos consumidores”, diz o especialista.
Além disso, este indicador permite comparar a eficiência dos vendedores e avaliar quem vende mais em valores e não apenas em volume de produtos.
4. Custo de produto
Para as empresas de comércio, um número indispensável é o custo do produto em relação à venda. “Divida o valor dos custos pelo de vendas e o resultado será um percentual que pode ser controlado periodicamente”, explica.
Se o percentual for muito alto, pode significar que a empresa compra muito ou vende pouco. “No entanto, não trabalhe com um percentual muito baixo para não perder vendas por falta de estoque”, diz.
5. Despesas
Some as despesas de tempos em tempos, principalmente as fixas, ou seja, aquelas que não variam com o faturamento. Este indicador ajuda a avaliar em que tipo de coisa está sendo gasto mais dinheiro do que deveria.
A sugestão de Galhardo é que cada equipe observe seus gastos. Assim, o dono não precisa ficar com esta tarefa só para ele. “Todo mundo tem que estar envolvido com os gastos para entender porque é importante não desperdiçar”, explica.
Exame

Intel vê oportunidade na escassez de Drives

A exibição de um ultrabook Asus no Intel Developer Forum em setembro passado, em San Francisco.
SAN FRANCISCO - A Intel não vai deixar uma boa crise ir para o lixo.
A empresa, maior fabricante mundial de semicondutores, anunciou na segunda-feira que sua receita neste trimestre cairia para US $ 13,7 bilhões, de US $ 14,7 bilhões, por causa inundações na Tailândia tinha cortou drasticamente a oferta mundial de unidades de disco. Sem os discos, os fabricantes farão menos computadores pessoais e servidores, o que significa menos semicondutores serão necessários.
Enquanto notícias claramente ruim para Intel no curto prazo, a escassez de ambos os componentes e terminou computadores pessoais poderia ser uma oportunidade para a Intel, enquanto ele tenta lutar contra o ataque de computadores tablet, particularmente Apple iPad .Ele vem tentando construir um negócio na categoria emergente de computadores ultrabook ou ultrathins, que não usam discos rígidos.
Embora o impacto das enchentes sobre a indústria do disco rígido é conhecido desde outubro, os fabricantes de PCs Intel ter dito ao longo das últimas duas semanas que precisariam menos fichas.
«Isso não muda nossa opinião, que a demanda de computadores pessoais e servidores é saudável e em crescimento," disse Stacy J. Smith, diretor da Intel financeiro. Constrangimentos causados ​​pela falta de drives continuará até o primeiro trimestre de 2012, disse Smith. Na semana passada, IHS iSuppli, uma empresa de pesquisa de tecnologia da indústria, disse que esperava que as vendas de PCs para expandir em 2012 por apenas 6,8 por cento, para baixo de sua previsão anterior de 9,5 por cento.
Ultrabooks, pioneira pela Apple com o seu MacBook Air, são laptops menos de 0,8 polegada de espessura, normalmente com bateria de longa vida. Eles são, em certo sentido, como comprimidos com um teclado conectado.
Ao contrário de um PC, eles geralmente têm drives de estado sólido que utilizam chips de memória flash, e não os discos rígidos mecânicos. Enquanto ultrabooks pesar e custo um pouco mais do que os comprimidos, a tela maior eo teclado familiares torná-los alternativas potencialmente atraente para comprimidos. Intel e outros estão investindo em pesquisa para tornar as telas de toque, agora de série em comprimidos, um recurso do ultrabooks também.
Solid-state drives ainda estão prontamente disponíveis a partir de Intel e outros. Normalmente, esses aparelhos custam de cinco a 10 vezes mais do que unidades de disco. Mas solid-state drives consomem menos energia e ocupam menos espaço, tornando-os desejáveis ​​em ambos os ultrabooks e comprimidos.
Com os fabricantes de disco rígido ferir ", vamos usar isso como uma oportunidade" para aumentar as vendas de drives de estado sólido, o Sr. Smith disse a analistas. Ele não anunciou quaisquer planos imediatos para aumentar o investimento ou de produção em unidades de estado sólido ou componentes para ultrabooks, no entanto.
Ainda assim, Intel e outras empresas são susceptíveis de beneficiar da escassez de unidades de disco. "Se a Intel é dado limões, ele vai fazer limonada. É uma chance de ter um ainda maior plataforma Intel "de armazenamento e processador, disse Rob Enderle, analista do setor em San Jose, na Califórnia" Você vai ver as pessoas empurrando estado sólido um pouco agora, Samsung, Intel e outros, ", disse.
Até agora, o ultrabook best-seller é Air, da Apple, que utiliza chips Intel, mas não um Intel unidade de estado sólido. Alternativas de Acer, Asus, Toshiba e Lenovo, todos os processadores Intel usando, têm aparecido recentemente, e Intel está contando com um grande empurrão para o mercado no próximo ano. Custos mais barato da Apple Air cerca de US $ 1.000, enquanto outras ultrabooks pode custar US $ 870 a US $ 1.200.
Em agosto, a Intel anunciou um fundo de US $ 300 milhões para ultrabooks, principalmente para financiar a pesquisa para a produção de baixo custo chassis e telas sensíveis ao toque. Na semana passada, a Intel patrocinou uma série de reuniões em Taiwan entre os fabricantes de componentes e os fabricantes de Taiwan que fazem computadores para empresas como a Hewlett-Packard e Dell. Por volta do final deste ano, a Intel deverá produzir um chip chamado Ivy Bridge especificamente para ultrabooks.
Os fabricantes têm se queixado sobre a alta dos preços Intel cargas para seus processadores, mas a Intel no improvável dar-se muito sobre os preços. Na segunda-feira, a Intel disse que, além de ferir as receitas, o défice do disco rígido diminuiria suas margens de lucro bruto para 64,5 por cento, passando de 65 por cento. No curto prazo, a Intel vai provavelmente querer recuperar isso.
Produção ainda como maior e mais pesquisas, provavelmente, menor o custo relativo de unidades de estado sólido, a forma como as pessoas usam computadores está mudando a necessidade de discos rígidos. Por um longo tempo, as pessoas queriam lotes de armazenamento para manter as coisas como música e fotos. Câmeras digitais e música digital aumentou a demanda.
Cada vez mais essas coisas são armazenados na nuvem - em centros de dados remotos - e chegou através da Internet através de máquinas que os consumidores querem ser leve, portátil e com bateria de longa vida. Discos rígidos externos também estão disponíveis, e se necessário, eles podem ser ligados a ultrabooks para mais memória.
"Muitas pessoas compram comprimidos, acham que não podem fazer tanto, e mude para um MacBook Air," o Sr. disse Enderle. Produtores mais ultrabook irá aumentar as alternativas para os comprimidos, disse ele, assim como a ausência de produtores de discos rígidos para laptops regular. "Isso ajuda se o produto de menor preço não está por perto", disse ele.
Este artigo foi revisado para refletir a seguinte correção:
Correção: 13 de dezembro de 2011
Uma versão anterior deste artigo incorretamente afirmou que a Air da Apple computador ultrabook não usa chips Intel. Ele usa chips Intel.
New York Times



iTunes chega ao Brasil

A loja de conteúdo digital da Apple chega ao País com artistas como Roberto Carlos, Chico Buarque e Ivete Sangalo no catálogo
Por enquanto, o preço cobrado ainda está em dólar (US$0,69) – em destaque o álbum da cantora Maria Rita
  O iTunes chegou finalmente no Brasil. Sem nenhum anúncio oficial ainda, nesta segunda-feira, 12, a loja de conteúdo digital da Apple já apresentava artistas e filmes nacionais, além já estar traduzida para o português.
Por enquanto, a lista de músicos nacionais agrupa Roberto Carlos (com destaque), Caetano Veloso, Chico Buarque, Ivete Sangalo, Paula Fernandes, Maria Rita, Sandy Leah, Lenine, Leonardo, Michel Teló, Belo e Marisa Monte. As faixas, aparentemente, serão comercializadas a princípio em dólares.

Além da parte musical, é possível ver filmes nacionais no catálogo da loja, como o “Tropa de Elite 2″. O que evidencia a adequação da empresa à classificação indicativa do Brasil. Além dos filmes, é possível ver pela primeira vez games aparecendo na Apple Store (veja na galeria abaixo). A loja de aplicativos não tinha permissão de vender apps de games até agora porque a classificação etária de entretenimento usada nos Estados Unidos não se adequava à classificação brasileira, determinada pelo Ministério da Justiça.
Nesta semana o ‘Link’ conversou com representantes da indústria fonográfica e membros de instituições vinculadas ao zelo de direitos autorais no País e obteve afirmações sobre a chegada não só da loja, mas de escritórios e executivos da empresa no Brasil e na América Latina.
Atualização e iTunes Match no Brasil. A Apple atualizou a versão do iTunes para o número 10.5.2anunciando uma correção no áudio, que vinha distorcido quando tocado ou importado algum CD e “uma série de melhoras para o iTunes Match”.
iTunes Match é um serviço pago que permite que o usuário suba músicas para o servidor da Apple e execute todos os seus arquivos a partir de qualquer aparelho Apple conectado ao iCloud, o serviço da marca baseado na nuvem. Nos Estados Unidos, cobra-se uma anualidade de US$ 24,99 para o estoque de 25 mil músicas.
O serviço estava até então disponível somente para os Estados Unidos. A MacMagazine, no entanto, informou que foi possível assinar o serviço usando uma conta brasileira. Imagens obtidas pelo site mostram não só a página do iTunes Match toda traduzida, como também a existência de um contrato também em português.
Diz o texto traduzido: “A iTunes Match armazena a sua biblioteca de músicas inteira no iCloud, incluindo músicas de CDs, e permite que você a desfrute em qualquer lugar, a qualquer hora, nos seus dispositivos iOS, computadores ou na Apple TV. Este é um outro recurso além daqueles gratuitos que você já tem com o iTunes no iCloud.”
A assinatura feita pelo MacMagazine foi aprovada. A proposta foi feita sob o valor em dólares (US$24,99) e foi cobrada pelo seu valor equivalente em Reais (R$45,31).
Estadão

Tablet mais barato do mundo no Brasil

A empresa que fabrica o Aakash na Índia por vir para o Brasil atraída pelos benefícios da isenção fiscal
A DataWind, fabricante do tablet apontado como o mais barato do mundo, pode vir para o Brasil a fim de produzir o aparelho fazendo uso dos benefícios das leis de isenção fiscal. A empresa tem fábricas na Índia onde produz, com subsídio do governo, o tablet UbiSlate ou “Aakash”, voltado especialmente para atender estudantes. O modelo mais simples é vendido por 2.500 rupias indianas (cerca de R$87) e o modelo UbiSlate 7, por 2.999 Rs (ou R$105).
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O modelo “Aakash” – “céu” em hindi – vem com Android 2.2, possui WiFi e bateria de 2.100 mAh; enquanto o “UbiSlate 7″, que deve chegar no mercado internacional em janeiro de 2012, vem com Android 2.3, WiFi, bateria de 3.200 mAh e pode também funcionar como celular.
“Os ricos têm acesso ao mundo digital, os pobres e comuns têm sido excluídos. O Aakash terminará com a divisão digital”, disse o ministro das Telecomunicações e da Educação, Kapil Sibal, à Reuters na época em o país recebia 100 mil unidades do aparelho destinados a estudantes.
O governo brasileiro já havia demonstrado interesse em um projeto educacional semelhante, fornecendo esse tipo de equipamento para as escolas públicas do País até 2012. Ao G1, o presidente da empresa, Suneet Singh Tuli, afirmou que o Brasil tem interesse em subsidiar a produção local de tablets mirando no público estudantil.
Além do Brasil, o executivo disse ao portal que outros países como Tailândia, Trinidad e Tobago, Turquia, Egito, Panamá e Sri Lanka
também estavam dialogando com a fabricante pelo produto e por projetos semelhantes.
A empresa aposta na receita oriunda também do sistema operacional (software) e não só do aparelho (hardware). A DataWind consegue o barateamento por causa de uma estrutura diferenciada dos seus tablets, que transfere o processamento para um mecanismo baseado na nuvem, ou seja, através de servidores. O presidente diz ainda que, por isso, o custo de produção chega a ser menor do que o das fábricas chinesas.
Estadão

CARTA MENSAL IBEF - dezembro 2011

A tensão continua... Novembro 2011

                                   Mês%
                    Ano %
Ibovespa
-2,51%
-17,94%
Poupança
0,56%
6,82%
US$ (Ptax)
6,40%
8,82%
CDI
0,86%
10,59%
IPCA
0,52%
5,97%

Embora com um final de mês animador após o anúncio de ações coordenadas dos principais bancos centrais do mundo dando uma demonstração de boa vontade na busca pela solução – ou pelo menos amenização – da crise européia, o mês de outubro foi marcado por altos e baixos no humor dos mercados.

Tais ações coordenadas, lideradas pelas autoridades monetárias do Canadá, Inglaterra, Reino Unido, Suíça, Banco Central Europeu e Fed, visam ampliar sua capacidade de fornecer liquidez para o sistema financeiro global.

Desta forma, mesmo que temporariamente, pelo menos um dos objetivos foi alcançado: reduzir as pressões nos mercados financeiros. A partir do anúncio, as bolsas mundiais voltaram a subir e reduziram as perdas acumuladas durante o mês.

As conseqüências requeridas com este esfriamento nos ânimos são a mitigação dos efeitos dos apertos na oferta de crédito e incentivar a atividade econômica. Porém, estes passos demandam um pouco mais de tempo e exigem algo mais das autoridades destes países. O que vimos é que talvez 2012 seja curto para percorrer tão longo caminho.

E, assim como dissemos no mês passado, a situação continua bastante incerta, podendo este ter sido apenas o passo inicial de uma longa jornada a ser encarada pelos países europeus. As metas fiscais têm sido duras e difíceis de serem cumpridas, além disso, a luta política nos bastidores também tem deixado o caminho ainda mais tortuoso.
Não vislumbramos um bom início de ano para os mercados, com investidores desconfiados e bastante descrentes a cerca de um desfecho rápido e satisfatório. As próprias autoridades não têm dado sinais claros sobre a magnitude dessa crise.

Internamente, assim como outubro, novembro foi um mês de poucas novidades. Como previsto, o Banco Central reduziu novamente a Selic. O “ambiente global mais restritivo” foi o argumento utilizado para justificar a redução da taxa. A próxima reunião será apenas em janeiro do próximo ano e a expectativa é de que o Copom continue o processo de ajuste na Selic.
Já no primeiro dia deste mês, numa tentativa de manter a roda da economia brasileira girando, o governo anunciou medidas de estímulo ao consumo. Redução do IPI para a linha branca e do IOF sobre operações de crédito para pessoas físicas, além de zerar o IOF incidente sobre o investimento externo em ações e zerar também a alíquota de PIS/Cofins sobre massas.

Considerando o fraco crescimento do PIB no terceiro trimestre e que a bandeira deste governo é o crescimento econômico, tais medidas visam acelerar o quarto trimestre para que o ano feche com crescimento acima de 3%.
Em relação ao mercado de capitais, como esperado, novembro não foi um bom mês para a bolsa brasileira que devolveu parte dos ganhos acumulados em outubro.

Em dezembro, não conseguimos enxergar motivos para uma alta no índice Bovespa. Com a situação ainda indefinida na Europa e o clima político fervilhando nos Estados Unidos, a volatilidade deve estar bem presente nos pregões deste mês. Porém, para os mais chegados ao passado, há motivo para acreditar numa valorização das ações: nos últimos 12 anos o mês de dezembro sempre terminou no campo positivo, e em 31 dos 43 anos de existência do Ibovespa prevaleceu o sinal de alta no último mês do ano.
Para o mercado de juros, continuamos acreditando em pouca oscilação, mantendo a tendência de leve baixa.

O dólar talvez apresente maior volatilidade devido à incerteza externa, porém a tendência também deve ser de baixa, principalmente após o Governo retirar o IOF sobre operações de estrangeiros em bolsa, que deve atrair recursos para o país.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Apple abre sua maior loja do mundo em Nova York

 O gigante tecnológico Apple inaugurou nesta sexta-feira na emblemática estação Grand Central de Nova York sua maior loja do mundo, um acontecimento que provocou longas filas e encheu de curiosos o hall da terminal.
Algumas pessoas chegaram inclusive a passar a noite para ser os primeiros a entrar no local, que abriu suas portas às 10h entre os gritos da multidão, dos trabalhadores e de centenas de entusiastas que tiravam fotos sem parar e faziam vídeos com seus IPhones e iPads.
Os primeiros 4.000 clientes receberam como presente uma camiseta vermelha com o conhecido logo em forma de maçã da companhia, cuja maior loja própria ficava até agora no Covent Garden de Londres.
É incrível, a MacStore mais completa que jamais vi, tem absolutamente de tudo, declarou à Efe Jeff Mulligan, que esperou nove horas na fila.
A loja conta com 315 empregados e um espaço de mais de 2.100 metros quadrados em Grand Central, onde ocupa a metade do andar superior do vestíbulo da estação, uma das mais transitadas do mundo e uma atração turística da Big Apple.
No interior dispõe de dois Genius Bars - um serviço gratuito de consultas técnicas no balcão de um bar - e também oferece conversas de graça de 15 minutos sobre produtos da Apple para captar novos clientes e entreter os viajantes que esperam seu trem.
A Apple fez um acordo em julho passado com a Autoridade Metropolitana de Transporte de Nova York de um contrato de dez anos de aluguel e pagou US$ 5 milhões ao restaurante que ocupava o espaço.
O gigante tecnológico tem 361 Macstores em 11 países e outras quatro em Nova York, entre elas a loja subterrânea e com entrada em forma de cubo situada na Quinta Avenida.
Exame

Primeiro filme feito com smartphone estreará nos EUA

O primeiro filme inteiramente gravado com um smartphone fará sua estreia nos Estados Unidos nesta semana.
O filme “Olive” foi totalmente gravado com um smartphone Nokia N8 e o diretor, Hooman Khalili, adaptou apenas uma lente de 35mm no aparelho para adicionar uma profundidade de campo. E o conjunto todo foi montado sobre um tripé.
Khalili disse que teve a ideia ao constatar que os smartphones estavam evoluindo muito rapidamente e como nada parecido já havia sido feito até então, decidiu dar o primeiro passo.
“A tecnologia está se movendo tão rapidamente e os celulares futuramente serão aquela coisa que faz tudo. Por isso o escolhi para esse projeto inovador. E sim, nossas lentes podem ser grandes e pesadas, mas é assim que as primeiras gerações de tecnologia são”, relatou Khalili.
Embora o diretor sul-coreano Park Chan-Wook tenha gravado seu filme de terror “Paranmanjang” somente com iPhone 4, o curta tinha apenas 30 minutos. Já “Olive” é o primeiro longa-metragem gravado desta forma.
“Olive” narra a história de uma jovem garota de 10 anos que transforma a vida de outros três personagens. Com custo inferior a US$ 500 mil, o filme fará sua estreia nesta semana em Los Angeles e conta com a participação de atores consagrados, entre eles a atriz duas vezes indicada ao Oscar, Gena Rowlands.  
Exame

Mercado reduz previsão de inflação, Selic e PIB em 2012

 O mercado financeiro voltou a reduzir as previsões para a inflação oficial e a Selic em 2012, ao mesmo tempo em que diminuiu as estimativas para o crescimento da economia neste ano e no próximo, mostrou o relatório Focus do Banco Central (BC) nesta segunda-feira.
O documento foi divulgado com atraso devido a problemas técnicos, segundo o BC.
A estimativa para a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - referência para o regime de metas de inflação no Brasil - em 2012 caiu para 5,42 por cento, ante 5,49 por cento na semana anterior. A expectativa para 2011 ficou inalterada em 6,50 por cento, exatamente no teto da meta do governo, que tem centro em 4,5 por cento e tolerância de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
"Este movimento de queda deverá persistir nas próximas semanas, à medida que o mercado incorpora a mudança de pesos na POF e as medidas de estímulo recém-divulgadas pelo governo (que terão impacto baixista sobre a inflação de duráveis)", afirmou a LCA Consultores em nota.
A queda na estimativa do IPCA para 2012 mostrada pelo Focus ocorre poucos dias após o BC também informar redução em sua estimativa para a inflação no próximo ano, de acordo com a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), quando a taxa básica de juros, a Selic, foi reduzida a 11,00 por cento ao ano.
Na ata, a queda na projeção de inflação para 2012 veio acompanhada de uma perspectiva mais deteriorada da economia internacional. A autoridade monetária continuou a considerar que o impacto na economia brasileira será de 25 por cento do visto na crise internacional de 2008 e 2009.
A crise internacional foi a justificativa dada pelo BC para os três cortes seguidos sobre a Selic desde agosto, que já tiraram 1,50 ponto percentual da taxa. As fracas perspectivas para a economia global e seus impactos sobre a atividade doméstica têm levado investidores a preverem a manutenção do ciclo de afrouxamento monetário no próximo.
Nesse contexto, investidores voltaram a reduzir o prognóstico para a Selic em 2012 para 9,50 por cento ao ano, queda de 0,25 ponto percentual comparado à previsão de 9,75 por cento trazida pelo documento anterior.
Apesar do estímulo via política monetária e medidas fiscais, o mercado seguiu diminuindo as perspectivas para o crescimento econômico neste ano e no próximo. Para 2011, a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu para 2,97 por cento, ante 3,09 por cento no documento anterior. A previsão para 2012 também foi cortada: para 3,40 por cento, contra 3,48 por cento no Focus da semana passada.
Tais previsões são as primeiras pelo Focus após a divulgação de que a economia brasileira teve crescimento nulo no terceiro trimestre ante o segundo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o país voltou a acelerar neste quarto trimestre, mas admitiu que um crescimento de 3,8 por cento neste ano não é mais possível e citou uma faixa de aumento do PIB entre 4 e 5 por cento para 2012, abaixo da de 4,5 e 5 por cento informada ao divulgar medidas de estímulo à economia neste mês.
Exame

Cientistas descobrem forma simples e barata de capturar energia solar

Cientistas norte-americanos descobriram uma nova maneira de concentrar o calor do sol sem o uso de espelhos. A novidade deve permitir uma forma mais simples e barata de aproveitar a energia solar usando sistemas compactos.
O dispositivo criado foi descrito em um relatório na revista Nanoscale Research Letters, por Peter Bermel e outros pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Um dos métodos tradicionais de aproveitamento da energia solar envolve o uso de células fotovoltaicas (PV), materiais que captam a luz solar e a transformam em eletricidade.
Outros métodos térmicos solares usam uma matriz de espelhos para focar e concentrar a luz solar, o suficiente para ferver a água e executar uma turbina a vapor para gerar eletricidade.
Uma terceira abordagem menos comum é a utilização de dispositivos chamados termofotovoltaicos (TPV, sigla em inglês). Que são dispositivos no estado sólido, que geram eletricidade diretamente a partir do calor emitido pelo sol ou qualquer outra fonte de calor radiante, como combustível.
O princípio básico de seu funcionamento é semelhante ao das células fotovoltaicas tradicionais com a diferença que o calor radiante não é absorvido diretamente pelo material fotovoltaico, mas sim por um absorvente seletivo na sua camada superior, fazendo com que emitam luz, que é então convertida em eletricidade pela célula fotovoltaica.
Bermel explica que se você colocar um material de absorção de luz e calor comum, de cor escura, em luz solar direta, "não pode ficar muito mais quente do que água fervente", porque o objeto irá irradiar calor quase tão rápido quanto irá absorvê-lo.
 Mas para gerar energia de forma eficiente, você precisa de temperaturas muito mais elevadas do que isso. Ao concentrar a luz solar com espelhos parabólicos ou uma grande variedade de espelhos planos, é possível obter temperaturas muito mais elevadas - mas às custas de um sistema muito maior e mais complexo.
"O que eu estou procurando é uma alternativa para esse paradigma concentrando a luz solar térmica", diz Bermel. A proposta é capturar a luz e refleti-la de volta ao material.
O resultado, diz ele, é que o dispositivo pode absorver tanto calor como um objeto preto padrão, mas "na prática, podemos deixá-lo extremamente quente, e não irradiar grande parte desse calor", explicou.
Para a operação eficiente do sistema TPV, o material que absorve e emite radiação de calor deve operar em altas temperaturas, o que significa que estes dispositivos solares também requerem o uso de espelhos para concentrar a luz do sol e assim fornecerem temperaturas razoáveis.
Os pesquisadores do MIT descobriram uma maneira de construir dispositivos TPV solares sem a necessidade de grandes e caros espelhos para concentrar a luz do sol.
Eles conseguiram isso usando o chamado cristal fotônico e adequando sua estrutura de tal forma que o calor absorvido é impedido de escapar do material. Assim é possível atingir temperaturas muito altas.
 Isso, dizem os pesquisadores, é um pouco parecido com o efeito estufa, onde a radiação infravermelha emitida pela superfície da Terra é impedida de escapar, pelos gases de efeito estufa, assim, o calor fica preso e o planeta aquecido.
No caso dos dispositivos TPV, esse bloqueio é feito por uma série de furos microscópicos precisamente espaçados, no cristal fotônico, que permite que os raios caiam dentro de uma faixa muito pequena de ângulos para escapar, enquanto o restante permanece no material, aquecendo-o.
Segundo os pesquisadores, a geometria - precisamente projetada do material fotônico, preferencialmente emite luz em uma direção e comprimento de onda que é ideal para a conversão fotovoltaica.
Isso permite que o dispositivo converta em média 36% da energia solar incidente em eletricidade - que é maior do que o máximo teórico que poderia ser alcançado pelas células solares fotovoltaicas tradicionais.
"Em grande escala [o sistema], é eficiente o suficiente para competir com as formas mais convencionais de energia. Esta é uma alternativa para concentradores", declarou Bermel. Segundo o relatório, estes dispositivos TPV podem ser fabricados usando tecnologia de fabricação-padrão de chip.
Exame

5 projeções para os países emergentes até 2050

 Há 10 anos a equipe econômica do banco Goldman Sachs, liderada por Jim O’Neill, passou a acompanhar mais de perto o crescimento das principais economias emergentes. Foi naquela época que O’Neill criou o termo BRIC para se referir ao grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China, os emergentes com as perspectivas mais promissoras.
Nesta semana o Goldman divulgou um estudo com projeções para os emergentes nas próximas três décadas. Segundo os economistas responsáveis, os números são “tão incríveis quanto eram há dez anos”. De acordo com o estudo, os BRICs estarão entre as cinco maiores economias do mundo até 2050. Veja abaixo cinco projeções do Goldman Sachs para os países emergentes.
Os BRICs estarão no “Top 5” em 2050
O relatório do Goldman Sachs diz que as projeções para os BRICs são “tão incríveis quanto eram há dez anos”, quando o banco começou a dar maior atenção para o grupo de países. A expectativa dos analistas é que em 2050 estas economias estejam entre as cinco maiores do mundo.
O “top 5” será, pela ordem: China, Estados Unidos, Índia, Brasil e Rússia. Neste cenário, o banco estima que a China ultrapasse os Estados Unidos em 2026. Os BRICs, juntos, devem somar uma economia maior do que a dos países do G7 em 2032.
“Não-BRICs” crescem também (e muito)
Nas próximas três décadas outros países emergentes fora dos BRICs também terão uma fase de forte crescimento econômico. É o caso de Egito, Vietnã, Indonésia, Bangladesh, dentre outros. Na última década, 27% do crescimento da economia mundial correspondeu à contribuição destes países.
Em 2050, esta proporção deve aumentar para mais de 40%. O relatório do Goldman observa, entretanto, que estas projeções dependem de investimentos que sustentem o crescimento sustentado destes países. 
Emergentes vão reduzir desigualdades...
As projeções do Goldman para a distribuição de renda nos países emergentes é otimista também. Os analistas esperam uma redução na desigualdade dentro de cada nação, mas também entre nações. 
Assim, a classe média nas economias emergentes deve aumentar nas próximas décadas, e o número de países de renda média vai crescer também. “Como resultado do crescimento continuado dos BRICs e de outras economias emergentes, vemos um aumento constante na distribuição de renda nestes países”, diz o relatório.
...mas ainda ficam longe dos países ricos
Apesar do crescimento, os emergentes ainda vão ficar muito atrás dos países ricos quanto ao PIB per capita. Até 2050, a renda por habitante de Brasil e Rússia vai aumentar quatro e seis vezes, respectivamente. Na China, o aumento será de nove vezes. 
“Mas apesar deste crescimento, o PIB per capita destes países continuará sendo apenas uma fração do dos Estados Unidos. Isto ressalta algo que já havíamos dito em nossas primeiras projeções para os BRICs: o processo de convergência de renda leva muito tempo”, dizem os analistas do Goldman.
BRICs e companhia vão deixar o ambiente mais tenso
À medida que a distância entre economias desenvolvidas e emergentes diminuir nas próximas décadas, a tensão entre os países deve aumentar, por causa da sensação de maior competitividade no cenário global. Esta situação complicada pode, por sua vez, estimular países a preferir o isolamento político em vez de maior integração. 
Exame