quarta-feira, 1 de abril de 2015

FERRAMENTAS LOGÍSTICAS PARA REDUÇÃO DE CUSTOS



"A Inteligência é a Simplificação para Resiliência"

Nos dias de hoje, muitas empresas já trabalham utilizando os princípios da Logística, que dá o suporte necessário para o bom desempenho do SCM, e vem obtendo sucesso significativo no mercado em que atuam.

A Logística, quando bem planejada e estruturada, trará alguns benefícios como:

•          Diminuição do valor de Estoque;
•          Diminuição na falta de Material;
•          Melhor atendimento aos Clientes;
•          Aumento da Eficiência Operacional no Transporte e Armazenagem;
•          Estoque com níveis mais focados com a realidade do Cliente;
•          Cumprir prazos de entrega para se obter maior Agilidade.

Além destes benefícios, podemos obter outros mais, e isto dependerá do ramo de atividade em que a empresa atua. Cada empresa deve estudar e analisar a sua Cadeia de Suprimentos para implementar as melhores práticas.


Quando falamos de ferramentas Logísticas, estamos falando de uma maneira apropriada de administrar nosso estoque. Caberá a cada um de nós, Profissionais de Logística, analisarmos e sabermos qual delas se aplicará melhor à nossa realidade.

Não adianta termos somente os melhores softwares se não tivermos as melhores ferramentas para nos auxiliar em nossa Logística, além de pessoal treinado e qualificado para realizá-las.

A tecnologia está sempre presente, mas os softwares trabalham de acordo com as informações que alimentamos nosso sistema, para se obter informações críveis que solicitarmos, no momento em que precisarmos.

As Ferramentas Logísticas são uma metodologia (“como será feito”) de trabalho que auxiliam as organizações para otimização do SCM.

Aqui destaco algumas destas ferramentas mais simples e utilizadas nas empresas, para que possamos conhecê-las melhor e analisarmos qual delas devemos aplicar de acordo com a realidade de nossa empresa.
 
 JIT – Just In Time
O Just in time surgiu no Japão, em meados da década de 70. Sua ideia básica e seu desenvolvimento, são creditados à Toyota Motor Company, que buscava um sistema de administração que pudesse coordenar, precisamente a produção, com a demanda específica de diferentes modelos e cores de veículos, com o tempo mínimo de produção.

O mesmo consiste no sistema de “puxar a produção à partir da demanda, produzindo em cada estágio somente os itens necessários, nas quantidades necessárias e no momento necessário”.

O JIT é muito mais que uma técnica ou um conjunto de técnicas de administração da produção, é considerado como uma ferramenta que inclui aspectos de administração de materiais, gestão da qualidade, arranjo físico, organização do trabalho, gestão de recursos humanos, entre outros.
KANBAN
Sistema kanban é uma metodologia de programação de compras, de produção e de controle de estoques extremamente precisa e ao mesmo tempo barata. “Kanban” é o termo japonês que significa cartão.

Este cartão age como disparador da produção de centros produtivos ou materiais em estoque, indicando a necessidade a serem produzidos, reabastecidos ou comprados.  
   
Cross-Docking
Cross-Docking é um método que movimenta os produtos de um fornecedor através de um centro de distribuição, ou não, sem armazenar o produto por um longo tempo (máximo 3 dias), permitindo a uma companhia acelerar o fluxo dos produtos para o consumidor.
VMI – Vendor Managent Inventory
Gerenciamento do estoque do cliente, efetuado pelo fornecedor com parâmetros acordados entre as duas partes.

Condomínio ou Just-In-Sequence
Sistema de fornecimento onde os fornecedores estão instalados nas imediações das empresas, abastecendo as mesmas diretamente na linha de produção. Em sequência, pré-estipula em tempos determinados.
Consórcio Modular
Sistema de parceria entre modulistas e empresas, onde os fornecedores estão instalados dentro da planta das empresas e participam diretamente da produção das mesmas.
Milk Run
É um sistema de coleta programada de materiais, que utiliza um único equipamento de transporte, normalmente de algum Operador Logístico, para realizar as coletas em um ou mais fornecedores e entregar os materiais no destino final, sempre em horários pré-estabelecidos.
Transit Point
Tem como objetivo atender a determinada região, distante da fonte de abastecimento. Em um veículo maior, como uma carreta, as cargas são consolidadas e enviadas, serão repassadas em um local pré-determinado para outros veículos menores, facilitando o acesso até entrega ao cliente.

Os fornecedores deverão estar em sintonia com nossas implementações. Hoje, fala-se muito em alianças estratégicas, principalmente fornecedor/cliente, pois, se ambos não trabalharem em conjunto, dificilmente obterão bons resultados.

É necessário que ambos dividam a responsabilidade de trocar informações à cerca do planejamento, gestão, execução e medição de desempenho.

O trabalho em parceria facilitará também para o fornecedor, de tal forma, que ele possa ter uma precisão maior do que deverá ser fabricado para efetuar sua programação de produção conforme necessidade do cliente.

Fonte: Nogueira, A. Logística Empresarial: uma visão local com pensamento globalizado. Ed. Atlas.

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