"A Inteligência é a Simplificação para Resiliência"
Nos dias de hoje, muitas
empresas já trabalham utilizando os princípios da Logística, que dá o suporte
necessário para o bom desempenho do SCM, e vem obtendo sucesso significativo no
mercado em que atuam.
A Logística, quando bem
planejada e estruturada, trará alguns benefícios como:
• Diminuição do valor de Estoque;
• Diminuição na falta de Material;
• Melhor atendimento aos Clientes;
• Aumento da Eficiência Operacional no Transporte e
Armazenagem;
• Estoque com níveis mais focados com a realidade do Cliente;
• Cumprir prazos de entrega para se obter maior Agilidade.
Além destes benefícios, podemos
obter outros mais, e isto dependerá do ramo de atividade em que a empresa atua.
Cada empresa deve estudar e analisar a sua Cadeia de Suprimentos para
implementar as melhores práticas.
Quando falamos de
ferramentas Logísticas, estamos falando de uma maneira apropriada de
administrar nosso estoque. Caberá a cada um de nós, Profissionais de Logística,
analisarmos e sabermos qual delas se aplicará melhor à nossa realidade.
Não adianta termos somente
os melhores softwares se não tivermos as melhores ferramentas para nos auxiliar
em nossa Logística, além de pessoal treinado e qualificado para realizá-las.
A tecnologia está sempre
presente, mas os softwares trabalham de acordo com as informações que
alimentamos nosso sistema, para se obter informações críveis que solicitarmos,
no momento em que precisarmos.
As Ferramentas Logísticas
são uma metodologia (“como será feito”) de trabalho que auxiliam as
organizações para otimização do SCM.
Aqui destaco algumas destas
ferramentas mais simples e utilizadas nas empresas, para que possamos
conhecê-las melhor e analisarmos qual delas devemos aplicar de acordo com a
realidade de nossa empresa.

JIT – Just In Time
O Just in time surgiu no Japão, em meados da década de 70. Sua ideia
básica e seu desenvolvimento, são creditados à Toyota Motor Company, que buscava um sistema de administração que
pudesse coordenar, precisamente a produção, com a demanda específica de
diferentes modelos e cores de veículos, com o tempo mínimo de produção.
O mesmo consiste no sistema
de “puxar a produção à partir da demanda, produzindo em cada estágio somente os
itens necessários, nas quantidades necessárias e no momento necessário”.
O JIT é muito mais que uma técnica ou um conjunto de técnicas de
administração da produção, é considerado como uma ferramenta que inclui aspectos
de administração de materiais, gestão da qualidade, arranjo físico, organização
do trabalho, gestão de recursos humanos, entre outros.

KANBAN
Sistema kanban é uma metodologia de programação de compras, de produção e
de controle de estoques extremamente precisa e ao mesmo tempo barata. “Kanban” é o termo japonês que significa
cartão.
Este cartão age como
disparador da produção de centros produtivos ou materiais em estoque, indicando
a necessidade a serem produzidos, reabastecidos ou comprados.

Cross-Docking
Cross-Docking é
um método que movimenta os produtos de um fornecedor através de um centro de
distribuição, ou não, sem armazenar o produto por um longo tempo (máximo 3
dias), permitindo a uma companhia acelerar o fluxo dos produtos para o consumidor.

Gerenciamento do estoque do
cliente, efetuado pelo fornecedor com parâmetros acordados entre as duas
partes.
Condomínio
ou
Just-In-Sequence
Sistema de fornecimento onde
os fornecedores estão instalados nas imediações das empresas, abastecendo as
mesmas diretamente na linha de produção. Em sequência, pré-estipula em tempos
determinados.

Consórcio
Modular
Sistema de parceria entre
modulistas e empresas, onde os fornecedores estão instalados dentro da planta
das empresas e participam diretamente da produção das mesmas.

Milk Run
É um sistema de coleta
programada de materiais, que utiliza um único equipamento de transporte,
normalmente de algum Operador Logístico, para realizar as coletas em um ou mais
fornecedores e entregar os materiais no destino final, sempre em horários
pré-estabelecidos.

Transit Point
Tem como objetivo atender a
determinada região, distante da fonte de abastecimento. Em um veículo maior,
como uma carreta, as cargas são consolidadas e enviadas, serão repassadas em um
local pré-determinado para outros veículos menores, facilitando o acesso até
entrega ao cliente.
Os fornecedores deverão
estar em sintonia com nossas implementações. Hoje, fala-se muito em alianças
estratégicas, principalmente fornecedor/cliente, pois, se ambos não trabalharem
em conjunto, dificilmente obterão bons resultados.
É necessário que ambos
dividam a responsabilidade de trocar informações à cerca do planejamento,
gestão, execução e medição de desempenho.
O trabalho em parceria facilitará
também para o fornecedor, de tal forma, que ele possa ter uma precisão maior do
que deverá ser fabricado para efetuar sua programação de produção conforme
necessidade do cliente.
Fonte: Nogueira, A.
Logística Empresarial: uma visão local com pensamento globalizado. Ed. Atlas.



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