"A Inteligência é a Simplificação para Resiliência"
Você já parou para
pensar no que é tecnologia? Basicamente, tecnologias são “ferramentas que
ajudam a solucionar problemas”. Nesse sentido, papeis e canetas são tecnologias
úteis quando você precisa escrever, certo?
A boa notícia é que as
tecnologias evoluem com o tempo, ajudando a resolver problemas de maneiras cada
vez mais práticas. Para ganhar agilidade, você pode contar com um computador ao
invés de papel e caneta. Da mesma maneira, em lugar de alimentar os dados
manualmente em planilhas, você pode dar dinamismo à gestão de sua frota
utilizando softwares de gestão e o sistema de telemetria.
Mas antes mesmo de falar
sobre como o uso da telemetria pode ajudar nas tarefas do Gestor de Frotas e
reduzir Custos Logísticos para a empresa, tema deste artigo, precisamos
primeiramente definir o que é essa tecnologia.
Dito de maneira simples:
“tele” significa “de forma remota” e “metria” quer dizer “medição”. Portanto,
telemetria é basicamente a medição de dados do veículo e a transmissão remota
desses dados para uma central de monitoramento que a empresa monta para
acompanhar e saber como está a operação dos veículos, a condução dos
motoristas, o consumo de combustível, entre outros.
Esses dados podem ser
coletados de maneira analógica ou digital. No formato analógico, o
acompanhamento é feito sensor a sensor. Se você precisa ler, por exemplo, o RPM
(contagiro) do veículo, é preciso instalar um fio no sensor responsável pelo
RPM.
Dessa forma, é possível
fazer o cálculo do valor do contagiro, baseando-se nos pulsos que esse sensor
envia e em uma calibração que é realizada veículo por veículo. Se precisar medir
o odômetro, é a mesma coisa. E assim por diante, sensor por sensor.

A outra forma de fazer a
leitura de telemetria é por meio da central eletrônica do veículo – presente
nos veículos mais modernos. Em veículos pesados, a central troca informações
com os componentes eletrônicos do veículo através da rede CAN (Controller Area
Network).
De 2009 em diante,
começaram a ser estabelecidos alguns padrões no mercado, o que facilita essa
leitura digital. Por exemplo: o motor recebe dados de vários sensores e, com
isso, a central eletrônica sabe se ele precisa mandar mais ou menos
combustível, de acordo com a situação dos sensores que medem nível do oxigênio,
qualidade do combustível etc.
A rede CAN também aponta
as diversas falhas que acontecem no sistema. Se o veículo está com uma falha no
sensor que monitora o nível de oxigênio existente nos gases de escape, esse
erro é apontado e fica nesse computador de bordo do veículo.
A grande vantagem da
telemetria digital é o fornecimento de informações muito mais seguras e
precisas. Por meio desse modelo, é possível coletar dados do odômetro, RPM,
consumo de combustível, velocidade e muito mais.

A telemetria digital
também é muito mais eficiente para identificar falhas em tempo real e o veículo
pode ser consertado o quanto antes, evitando desperdícios, gerando mais
economia e dando mais segurança às operações. Todas as informações de
telemetria são consolidadas dentro de um equipamento embarcado no veículo
(computador de bordo), que transmite esses dados para a central de monitoramento
que, geralmente, fica na própria empresa.
Essa transmissão é
realizada pela rede de telefonia celular. Diferente do modelo analógico, em que
é necessário fazer a ligação em diversos sensores, no modelo digital é preciso
apenas conectar um par de fios na rede CAN para saber todas as informações
sobre o veículo. Você pode imaginar que a rede CAN é como se fosse uma rede de
computadores e o sistema de telemetria conecta-se a ela para saber tudo que
está acontecendo por ali.
O uso dessa tecnologia
gera diversos benefícios para a gestão dos veículos. Com a telemetria, você
consegue elaborar “rankings de motoristas” e saber, por exemplo, quem são seus
melhores motoristas e quem são os piores, acompanhando a maneira como eles
estão conduzindo os veículos.
Você pode ainda
identificar quem são aqueles que estão rodando muito tempo com o RPM lá em
cima, na faixa vermelha, ou seja, com consumo de combustível muito alto,
desgastando as peças do veículo de forma prematura. Isso no caso de caminhões e
ônibus, principalmente, ocasiona um aumento de gastos significativos com
combustível e de retífica de motor.
Além disso, o gestor
consegue identificar quanto cada motorista gastou, em quais viagens, em quais
horários, quais rotas etc. Tudo isso de uma forma muito mais detalhada. A
partir dessas informações, é possível identificar falhas na operação ou mesmo
no veículo e criar planos de ação.
A economia que isso gera
é real e pode ser percebida na prática. Por meio da telemetria acompanhada da
conscientização dos motoristas, a economia média projetada para empresas com
cerca de 400 veículos assistidos por essa tecnologia é de R$ 2 milhões por ano,
principalmente em diesel e retífica de motores.
Outro benefício da
telemetria é que ela funciona de forma totalmente autônoma. Você não precisa
ter uma pessoa responsável por cadastrar as informações no sistema – tudo é
feito de forma automatizada por meio da coleta das informações na rede CAN.
Com base nos dados de
telemetria mais avançados, é possível trabalhar uma gestão apoiada em
indicadores. É um trabalho que demanda pouca gestão em cima do sistema em si.

Por meio da telemetria,
o gestor tem todos os dados e indicadores que precisa para saber de que forma
gerenciar melhor sua frota. O trabalho mais pesado vem depois: fazer a gestão
dessas informações para melhorar o desempenho das operações, orientando e
acompanhando os motoristas.
A telemetria também
proporciona a redução de acidentes. Como você consegue acompanhar a velocidade
exatamente igual à do painel do veículo, é possível alertar os motoristas em
casos de excesso de velocidade.
Para dar ainda mais
eficiência a esse controle, o gestor pode cadastrar qual é a velocidade
permitida em cada trecho da viagem. Por exemplo: 40 km/h no máximo dentro da
cidade, 80 km/h fora, 20 km/h no trecho perto da polícia rodoviária e 40 km/h
em região de serra, e assim por diante. Você configura a malha de velocidade da
rota que os veículos fazem, e estes vão ser monitorados por tais parâmetros.
Enfim, a telemetria gera
centenas de parâmetros para que você possa acompanhar e monitorar. No entanto,
na hora de escolher um sistema de telemetria, algumas questões devem ser
levadas em conta.
É possível encontrar
alguns equipamentos de telemetria muito mais baratos que a média do mercado.
Porém, fique alerta com o que pode parecer uma vantagem no começo. Esse tipo de
equipamento dá muito mais manutenção, pois não é desenvolvido especificamente
para o ambiente automotivo, fazendo com que o veículo tenha que parar
constantemente para fazer trocas e reparos.
Por último, vale dizer
que quando você buscar um sistema, pense também em todo o contexto em que este
irá atuar. O sistema precisa “conversar” com todas as questões que envolvem as
operações de seus veículos. Por isso um sistema de telemetria que possibilite
integração com um Sistema de Gestão de Frota atuará de maneira mais abrangente
e efetiva do que um software que não tenha essa possibilidade de integração,
limitando a aplicação prática das funcionalidades no dia-a-dia.
FONTE: Revista TecLogística

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