“A Inteligência é a Simplificação para Resiliência”
Antes de mais nada, gostaria
que leitor atentasse bastante para os conceitos aqui explicitados. São
perfeitamente aplicados no dia a dia de pequenos, médios e grandes Negócios.
São experiências vivenciadas ao logo de mais de vinte cinco anos.
O gerenciamento da Cadeia de
Suprimentos abrange o Planejamento e a gerência de todas as atividades da Logística.
Inclui também a coordenação e a colaboração com parceiros da Cadeia, como os Fornecedores,
Distribuidores e Clientes.
Nessas atividades existem
inúmeros Desperdícios (que são Custos Invisíveis) como, por exemplo:
• Estoques de segurança e
pulmão devido à ineficiência, falta de confiabilidade nos Processos, variação
errática e artificial da demanda;
• Transportes a longas
distâncias devido à falta de Planejamento de rotas, equipamentos
subutilizados na planta pela inexistência de uma adequada Engenharia de Processos,
pagamento de taxas por atraso de entrega devido a não utilização de janelas de
entregas programadas;
• Áreas de Estoques desnecessários,
investimento em Sistemas de Armazenagem caros devido aos níveis elevados de Estoque;
• Esperas com subutilização da
mão de obra, equipamentos, materiais parados;
• Embalagens sendo
solicitadas além da necessidade, ou transportando simplesmente “ar”, além de
desperdícios por embalagens danificadas.
• Retrabalhos(que também são Custos Invisíveis) , entre outros.
1.
Logística Lean
Para gerenciar uma Cadeia de
Suprimentos de maneira Lean, com menos desperdícios, é necessário ter uma
Logística Lean, que está baseada em três conceitos fundamentais:
1. Reduzir o tamanho do lote;
2. Aumentar a frequência de
entrega;
3. Nivelar o fluxo de
entrega.
Trata-se de implantar um
Sistema Puxado com reposição nivelada e frequente em pequenos lotes, definidos
entre as plantas ao longo do fluxo de valor da Cadeia de Suprimentos
para trabalhar de forma mais sincronizada possível com o consumo real.
É comum observar empresas
que são abastecidas por seus fornecedores através de entregas em grandes e inconstantes lotes, baseado em previsões
de vendas.
As mudanças repentinas de
pedidos tanto em volume como no mix, causam muitas vezes transtornos para todos os
lados, gerando diversos tipos de desperdícios e aumento nos Custos de toda
natureza e minimizando os lucros.
Ao adotar uma Logística Lean, à medida que os produtos são
consumidos pelo cliente, cria-se um sinal de puxada nas empresas informando a quantidade
exata de produtos para ser reposto por seus fornecedores, que por sua vez,
enviarão um sinal de puxada para seus subfornecedores informando a mesma
quantidade consumida para repor e assim sucessivamente ao longo da cadeia.
A Logística Lean requer alguns elementos básicos
tais como:
• Mecanismo de sinais de
puxada como Sistemas Kanban,
dispositivos sinalizadores que autorizam e dão instruções para a produção ou retirada
de itens em um sistema puxado. Os cartões kanban
(palavra
de origem japonsesa que significa “cartão”), são os exemplos mais conhecidos e utilizados.

• Dispositivo de nivelamento
como heijunka box (palavra de origem
japonesa que significa: nivelar ou tornar ) em cada etapa do fluxo de
valor entre plantas, nivelando a demanda em incrementos pequenos de intervalo
de tempo (a cada hora ou a cada turno, dia ou semana) e também por mix, garantindo que todos os
produtos sejam produzidos e reabastecidos em ritmo constante, em pequenos
lotes.
• Planejamento de rotas e
entregas frequentes em pequenos lotes utilizando o milk run (veiculo de transporte de materiais; interno ou externo; que
faz o abastecimento ponto a ponto de acordo com as necessidades just in time),
um método de acelerar o fluxo de materiais entre plantas em que os veículos
seguem uma rota para fazer múltiplas cargas e entregas em diversas plantas, em
vez de esperar para acumular materiais para a expedição de carga direta com
caminhão cheio.
Desta forma é possível reduzir os estoques e o tempo de reação ao
longo de um fluxo de valor. É semelhante ao conceito de rotas de movimentação
de material dentro das plantas.
Os produtos são apenas descarregados dos veículos que chegam e transportados aos veículos que os transportarão a outros locais. Se estas saídas forem frequentes é possível esvaziar o cross-dock a cada 24 horas.
Significado dos termos
japoneses, observações e grifes: Prof. Ms. Delano Gurgel do Amaral
FONTE:
Nishida,
Lando – Lean Institute Brazil.


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