Hoje, no Brasil, como parte integrante dos departamentos de Logística está o estudo e a busca pela diminuição em massa do chamado “Custo Brasil”.
Esse, que por sua vez, está formado por itens como impostos, estradas (rodoviárias e ferroviárias), sistemas de armazenagem, transportes hidroviários (fluviais e de cabotagem), sistemas portuários e encargos de mão-de-obra é pauta de constante busca de redução pelos departamentos logísticos de todas as empresas e pelo próprio governo brasileiro. Para isso, o mais utilizado é a busca de constante aproveitamento do transporte de ida e volta para uma melhor ergonomia no preço do frete.
À medida que o transporte fica mais barato e de fácil acesso, contribui para aumentar a competição no mercado, garantir a economia de escala e reduzir os preços das mercadorias. Na falta de um bom sistema de transporte, o mercado fica limitado à produção local, e, com melhores serviços de transporte, o custo de mercados distantes pode ser bastante competitivo.
Exemplo:
Suponha que as laranjas de Limeira podem ser produzidas a $ 0,40 a dúzia, e as laranjas do Paraná por $ 0,50 a dúzia. Os custos de transportes são de $ 0,15 a dúzia para colocar laranjas de Limeira no mercado paranaense. Assim, a competição é muito limitada. Por outro lado, se os custos de transporte baixassem para $ 0,08, a competição naturalmente seria incentivada.
O sistema de distribuição é composto de diversos tipos de movimentação denominado modal. Podemos destacar os seguintes modais: Rodoviário, Ferroviário, Hidroviário, Aeroviário, Dutoviário e Multimodal. Entre esses modelos, qual seria o mais vantajoso? Como poderemos avaliá-lo? Para cada localidade podem existir vários modais ou às vezes um só, porém, deveremos efetuar uma análise criteriosa de custos, em que não somente será visto o custo de peso por quilometragem, seguros, manipulação e estocagem (custos tangíveis), mas também todos os intangíveis (rapidez, facilidade, confiabilidade segurança, rastreabilidade, garantia, perfeição e satisfação). A análise do custo-benefício é fator determinante na escolha do melhor modal de distribuição de nossos produtos.
Existem também fatores restritivos em certos modais. Por exemplo: aeronaves não transportam produtos com risco de explosão, mesmo que em concentrações pequenas. Produtos químicos só são aceitos se encaminhados por empresas especializadas em coleta e embalagem especiais (térmicas, antivazamentos, etc).
No Brasil, a utilização dos modais de transportes está assim distribuída: rodoviário, 57,5%; ferroviário, 21,2%; hidroviário, 17,4%; dutoviário, 3,5%; e aéreo, 0,3%.
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