sexta-feira, 2 de março de 2012

SALVE SUA EMPRESA ANTES DA INTERVENÇÃO JUDICIAL



Uma das principais características observadas em
empresas sólidas e duradouras é o profundo e arraigado
espírito de austeridade presente nos funcionários e
dirigentes da organização. Parece incoerente empresas
prósperas e lucrativas lutarem para economizar algumas
“moedas”, mas na verdade não é. Ao contrário, esse é
um dos fatores que explica a rentabilidade e a longevidade
dessas organizações.
A viabilidade da recuperação financeira de uma
empresa é percebida por alguns sintomas que permitem o
diagnóstico da situação. O grande comprometimento com
despesas financeiras pode ser o primeiro sinal de
deficiência no fluxo de caixa. A freqüente renovação de
créditos de curto prazo demonstra a necessidade da
empresa de financiar seu capital de giro, bem como sinaliza
a falta de planejamento para a alavancagem desse capital.
Recorrer aos bancos nessa hora é muito perigoso. Nesse
momento, mais vale o remédio amargo que a postergação
de uma situação inevitável de insolvência futura.
Entretanto, o agravamento da situação financeira pode
ser sanado. Dívidas podem ser renegociadas, saneadas e
reestruturadas de acordo com a capacidade da empresa.
Tais medidas podem significar a recuperação da empresa
e a retomada do crescimento. Crise exige transparência.
As pessoas lembrarão depois não da solução técnica
brilhante, mas da postura delas diante da crise. Nessa
condição, deverá ser efetuado um estudo do novo ponto
de equilíbrio financeiro e econômico, para examinar a
viabilidade do negócio nesse novo estágio.
Para a recuperação de empresas fragilizadas, devem
ser desenvolvidos: uma análise da viabilidade econômica,
técnica e comercial no mercado onde elas atuam; os
cenários alternativos dentro desse estudo de viabilidade;
a estratégia de renegociação de passivos, visando à sua
recuperação. Além disso, deve-se implantar programas
de reestruturação operacional, administrativa, financeira
e comercial.
A redução de custos é comum em situações de crise.
Se for imprescindível, deve ser feita rapidamente e de
uma única vez. Quando essa redução acontece aos poucos,
em uma área, depois em outra, todos ficam ansiosos por
saber onde ocorrerão os próximos cortes. Quando for
necessário dispensar funcionários, deve-se atentar para o
fator emocional. O tratamento dado às pessoas que são
desligadas da empresa ficará na memória daquelas que
nela permanecerem e repercutirá na relação de confiança
estabelecida entre empresa e trabalhador.
Prevenção é sempre o melhor remédio. Por isso,
deve-se:
• dar a devida importância aos pequenos ferimentos;
• identificar a causa antes da solução;
• acompanhar a reação do mercado;
• esclarecer a situação da empresa e os riscos reais;
• investir no time gerencial;
• identificar os custos fixos e indiretos;
• ser realista (contas a receber?, estoques?);
• se necessário, aplicar um orçamento base zero;
• conferir sempre os indicadores-chaves;
• não encarar uma situação de crise como um período
catastrófico, mas como mais um desafio.
Felizmente existem soluções para quase todos os males.
Existem inúmeros recursos para salvar uma empresa
viável antes da traumática intervenção judicial.

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