domingo, 26 de fevereiro de 2012

As bobagens financeiras que custam caro


Os erros bastante comuns que podem custar milhares de reais

Não fazer um pacto pré-nupcial
A socialite Val Marchiori não serve de exemplo para ninguém, mas pode ilustrar bem o que pode acontecer quando um relacionamento dá errado. A loira de “Mulheres Ricas” tem trocado insultos com o pai de seus filhos gêmeos, Evaldo Ulinski. O que antes eram juras de amor eterno hoje se transformou em constrangimento para ambos, com a exposição midiática da luta da socialite para manter a pensão de 200.000 reais mensais. É lógico que quem sobe o altar acredita que o casamento será uma fonte de felicidade sem fim. Mas é sempre bom estar preparado para o pior. No caso de um casamento em que um dos cônjuges possui um patrimônio que chama a atenção, nada mais prudente do que ele ou ela protegê-lo com um acordo pré-nupcial. Esse tipo de acordo simplesmente estabelece o regime de partilha dos bens em caso de divórcio ou também pode incluir as regras detalhadas do que ficaria com quem no momento da separação. Quando a vontade do casal é documentada, a chance de ocorrer uma desgastante disputa pela partilha dos bens diminui consideravelmente. O acordo pré-nupcial, é importante lembrar, é oneroso para o casal, já que o contrato será elaborado por advogados, com uma escritura registrada em cartório. Mesmo os honorários advocatícios, no entanto, serão bem menores do que em caso de um posterior divórcio litigioso.
 
Elevar a franquia de um seguro para pagar menos
Esse é um erro muito comum das pessoas que vão contratar um seguro de carro, por exemplo. Assustadas com o valor que terá de ser desembolsado para contratar a cobertura, muita gente acaba aumentando a franquia do seguro ou reduzindo o valor da cobertura de prejuízos de terceiros. O resultado é que um seguro que custaria 5.000 reais pode realmente sair por 2.500 por reais. Em caso de sinistro, no entanto, o barato pode sair caro. Um limite de 30.000 reais para prejuízos de terceiros pode ser muito baixo em caso de acidentes que envolvam um carro importado, por exemplo. Já uma franquia de 5.000 reais pode deixá-lo sem cobertura em caso de acidentes de gravidade média. Mais inteligente do que isso é fazer uma busca aprofundada entre as seguradoras para encontrar a apólice mais barata. No Brasil, já existem sites que, com o preenchimento de apenas um formulário pela internet, farão pesquisas no banco de dados de até 14 diferentes seguradoras e apresentarão em menos de uma hora as opções mais baratas para os clientes. Realizar uma ampla pesquisa no caso de seguros é particularmente importante porque, quando uma empresa do setor considera seu perfil arriscado, joga o preço da apólice lá para cima ao invés de recusar a cobertura.
Entrar no crédito rotativo do cartão
Tomar dinheiro emprestado no Brasil é quase proibitivo, já que o país tem uma das maiores taxas de juros para pessoas físicas do mundo. Endividar-se no cartão de crédito, então, é praticamente uma insanidade. Considerando que os cartões cobram juros médios de 10% ao mês, alguém que deixa de pagar uma dívida de 1.000 reais hoje levará pouco mais de seis anos para dever ao banco nada menos do que 1 milhão de reais, segundo cálculos do professor Anísio Castelo Branco, professor da PUC-SP e presidente do Ibrafin. A modalidade de cartões de crédito de loja é ainda mais perigosa. Alguns plásticos oferecidos por grandes varejistas embutem juros efetivos demais de 1.000% ao ano. Quem não quer ver sua dívida crescer como uma bola de neve deve pagar a fatura do cartão de crédito integralmente na data do vencimento – opção que não inclui juros. A pessoa que pagar somente uma parte da fatura e rolar o resto da dívida por alguns meses corre o sério risco de não conseguir retomar o controle da situação. Quem passa por uma emergência financeira e não tem como arcar com todos os compromissos pode buscar uma solução no próprio banco onde possui conta. Outras modalidades de crédito voltadas para pessoa física – como o crédito pessoal, o crédito consignado, a antecipação da restituição do Imposto de Renda e o refinanciamento imobiliário – possuem taxas de juros bem mais atrativas que o cartão.
Não domar os próprios nervos na bolsa
O erro mais comum de qualquer pessoa física que resolve investir em bolsa é não controlar os nervos e vender a carteira de ações num momento de queda livre dos papéis para evitar uma dilapidação ainda maior do patrimônio. O que esses investidores parecem não saber é que, ao vender o portfólio na bacia das almas, eles estão dando um grande passo rumo à ruína financeira. O interessante é que até os investidores mais amadores sabem que ganha dinheiro na bolsa quem compra ações na baixa e vende na alta. Momentos de pessimismo generalizado, portanto, são excelentes oportunidades para comprar ações, e não o contrário. O que explica o movimento inverso das pessoas físicas em todas as crises recentes é a falta de controle sobre os próprios nervos. Chamuscados por perdas iniciais, os investidores fogem antes que as coisas piorem. Aqueles que ficam na bolsa, entretanto, costumam recuperar o dinheiro perdido meses depois. Segundo um estudo de Flavio Sznajder, sócio da gestora de recursos Bogari Capital, quem investiu na bolsa após as fortes quedas dos últimos anos teve ganhos extraordinários. Um dado interessante do estudo é que quem comprou na baixa sempre ganhou. Investir em ações quando todo mundo só vê riscos pode ser menos arriscado do que parece, portanto.
Exame



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