segunda-feira, 11 de junho de 2012

CGU apura novo esquema no Banco do Nordeste


A auditoria, feita pela CGU e pelo banco, detectou fraudes de R$ 100 milhões na liberação de crédito para investimentos e compra de carros e máquinas

Brasília - Às vésperas do julgamento do mensalão, a Controladoria-Geral da União (CGU) descobriu novo esquema de desvio de recursos no Banco do Nordeste (BNB), entre o fim de 2009 e o início de 2011. A auditoria, feita pela CGU e pelo banco, detectou fraudes de R$ 100 milhões na liberação de crédito para investimentos e compra de carros e máquinas. Segundo a revista Época, os recursos foram creditados para empresários ligados ao PT do Ceará. A suspeita é de que dez militantes estejam envolvidos.
Conforme a auditoria, a empresa dos cunhados do atual chefe de gabinete do BNB, Robério Gress do Vale, recebeu R$ 12 milhões. Ele foi o quarto maior doador, pessoa física, da campanha de 2010 do atual deputado José Guimarães (PT-CE), irmão do ex-presidente do PT José Genoíno.
Guimarães foi seu maior doador, como pessoa física. Em seguida, vêm José Alencar Sydrião Júnior, diretor do BNB e filiado ao PT, e o também petista Roberto Smith, ex-presidente do banco. O atual presidente, Jurandir Vieira Santiago, foi o 11.º.
Em julho de 2005, auge do escândalo do mensalão, um assessor do então deputado estadual José Guimarães foi detido em São Paulo com US$ 100 mil em espécie, dentro da cueca. Na ocasião, as investigações apontaram que o dinheiro era propina recebida pelo então chefe de gabinete do BNB e ex-dirigente do PT Kennedy Moura.
O promotor do caso, Ricardo Rocha, afirmou que vê grandes indícios de esquema de caixa 2 para campanhas eleitorais.
Em entrevista ao Estado, Guimarães nega tráfico de influência no BNB e se diz revoltado com o envolvimento de seu nome com o suposto desvio. Robério Gress do Vale, chefe de gabinete do presidente do BNB, Jurandir Satiago, diz que não passam por ele processos de concessão de crédito e que não tem nenhum envolvimento no caso.
Em nota divulgada ontem, o BNB diz colaborar com a CGU na apuração e ressalta que, entre 2010 e 2011, o banco contratou "5,8 milhões de operações de crédito, sendo que as irregularidades envolveram operações contratadas por 24 clientes". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Exame

A lógica da grana na remuneração dos executivos brasileiros


A remuneração dos executivos brasileiros está entre as mais altas do mundo. Com tanto dinheiro em jogo, renasce a dúvida: qual o jeito certo de pagar os funcionários?

São Paulo - O executivo brasileiro é um dos mais bem pagos do mundo. Desde 2007, o número de homens e mulheres de negócios que recebem mais de 1 milhão de reais por ano dobrou. No ano passado, chegou a 41% dos presidentes e diretores das maiores empresas do país, segundo a consultoria de recursos humanos Hay Group.
Entre salários, bônus anuais e incentivos de longo prazo, o presidente de uma grande companhia brasileira recebe, em média, 2,7 milhões de reais por ano. Os bônus anuais também crescem em ritmo intenso. Hoje, um diretor ganha oito salários extras por ano, três mais que a média de 2007.
Em termos de bônus, é a maior bolada do mundo - tanto em valores absolutos como em proporção do salário. Com tanto dinheiro na mesa, renasce uma das mais antigas perguntas do mundo corporativo: qual o jeito certo de remunerar? Ter executivos tão bem pagos traz retorno para o acionista? Dá para criar um plano que retenha os melhores sem esfarelar o caixa? 
Essa discussão ganhou mais relevância nos últimos meses. Nos Estados Unidos, o presidente do banco JP Morgan, James Dimon, está sendo pressionado a tomar de volta parte da remuneração dos executivos depois que o banco anunciou perdas de 2 bilhões de dólares no último ano.
Dimon trouxe de volta à tona um termo que causa arrepios em Wall Street - os clawbacks. Trata-se de uma ferramenta criada em 2002 que obriga os funcionários a devolver bônus e ações já pagos caso o desempenho da companhia não se sustente. Convém às empresas brasileiras acompanhar o debate americano com atenção.
A disputa crescente pelos melhores profissionais está forçando a criação de sistemas cada dia mais complexos também por aqui. Segundo o Hay Group, hoje nove em cada dez empresas brasileiras oferecem bônus anuais a seus executivos, um volume recorde.
Além disso, 35% delas possuem também um plano de incentivos de longo prazo, que pode incluir ações, opções de ações ou até bônus em dinheiro. Remunerar da maneira correta é mesmo difícil.
Cerca de 80% das empresas, de acordo com o Hay Group, apenas copiam modelos da concorrência e não levam em conta sua estratégia. Uma análise dos três modelos mais comuns e das tendências em remuneração no Brasil pode ajudar.
Conservador
Pode parecer antiquado, mas o modelo tradicional ainda tem muito apelo - inclusive entre algumas das empresas mais bem-sucedidas do país. Inclui, basicamente, os salários mensais e um pacote de benefícios com mimos como carro corporativo e um plano de previdência generoso - sem bônus.
Funciona para empresas com tradição de contratar seus funcionários para a vida inteira e oferecer carreira estável e ascensão em doses homeopáticas. A ideia é que, lá na frente, haja um bom dinheiro à disposição de quem fez carreira.
Um exemplo é o Bradesco, que tem tradição de formar os altos executivos dentro de casa e que investiu no ano passado 200 milhões de reais em previdência para seus 87 diretores - o dobro do valor gasto com salários.
Nos últimos anos, esse modelo tem perdido o poder de atrair e reter os melhores, em especial executivos com ambição de crescer rapidamente e sem paciência de esperar a aposentadoria para ficar rico. Os 15 diretores do Itaú levaram, em 2011, 37 milhões de reais em bônus -  dinheiro que, nas empresas tradicionais, só viria depois de muito tempo. 
Metas anuais 
É o modelo da moda no Brasil e no mundo. Além dos salários anuais, os executivos recebem um bom dinheiro no fim do ano se conseguirem atingir metas de crescimento e lucratividade. Sua grande vantagem é a transparência: os executivos só recebem caso consigam cumprir objetivos preestabelecidos.
Por outro lado, é um modelo que pode levar as empresas a seguir um mau caminho. A crise financeira de 2008 foi, em larga medida, consequência de ações para inflar os resultados de curtíssimo prazo dos bancos envolvidos na farra do mercado imobiliário americano.
Outra crítica ao modelo de bônus é seu baixo poder de retenção. Afinal, os ciclos duram apenas 12 meses, e, depois disso, o executivo está livre para negociar com a concorrência. Para atenuar esse problema, 6% das companhias brasileiras já adotaram o chamado bônus diferido, segundo o Hay Group.
Funciona assim: as metas são anuais, mas o pagamento é parcelado. Foi o que fez a Souza Cruz em 2009. Para evitar o assédio a um grupo de 90 gerentes e diretores, a empresa passou a reter 40% do bônus. No ano passado, o bônus médio dos diretores foi de 1 milhão de reais - mas 400?000 reais não foram para a conta bancária dos executivos.
Para receber o valor, eles terão de ficar mais três anos na empresa. "Desde que criamos o mecanismo, nossa rotatividade não passa de 10% ao ano", diz Fernando Teixeira, diretor de RH da Souza Cruz. 
Longo prazo 
Relaciona a remuneração dos executivos ao crescimento da companhia em períodos que variam de três a dez anos. Em vez de dinheiro, eles recebem um lote de ações, ou opções de comprar ações no futuro a preço reduzido. Foi  consagrado pela ascensão das empresas de tecnologia americanas nos anos 80.
Sem dinheiro para contratar executivos, elas ofereceram ações. No caso da Microsoft, o plano deu muito certo. Nos dez anos após a abertura de capital, em 1986, o valor de mercado da empresa cresceu 100 vezes, o que transformou 10?000 funcionários em milionários.
No Brasil, ganhou força com a Ambev, que criou seu programa de opções de ações em 1990. Atualmente, 460 executivos da empresa participam do programa. Para os nove diretores, as ações responderam por 26 milhões dos 42 milhões de reais recebidos em 2011.
Cada vez mais empresas criam mecanismos para tornar o modelo interessante, mesmo em períodos de queda na bolsa. No caso da petrolífera OGX, os cinco diretores podem comprar ações com 50% de desconto em relação ao valor de mercado.
Mesmo que os papéis andem de lado nos três anos seguintes (em que eles não podem ser vendidos), o ganho potencial é enorme. Para os executivos da OGX, é uma maravilha. Se será ou não uma boa para o acionista, é cedo para dizer.

Exame

Como lucrar com imóveis em três ou quatro anos?


Jovem de 18 anos deseja comprar um imóvel com parte dos lucros após três ou quatro anos

Dúvida do internauta: Tenho 18 anos e estou no primeiro ano do curso de Economia. Trabalho como segundo câmera e editor para um fotógrafo da minha cidade e, há um ano, comecei a poupar para comprar um carro, o qual devo adquirir em agosto ainda com o benefício da redução do IPI. Pretendo pagar 25.000 reais por ele. Com a poupança que estabeleci e a quantia que ganho no trabalho, conseguirei pagá-lo à vista. Meu próximo objetivo é comprar um terreno, permanecer com ele por algo em torno de três ou quatro anos, e vendê-lo em seguida para comprar um imóvel. Mas seria mais vantajoso comprar logo o imóvel, ao invés do terreno?
Resposta do economista Luiz Calado*:
Nossa história de início de carreira é parecida. Também precisei atuar em outras áreas, que não Economia, para ter o suficiente para comprar meu carro e investir. Ler um relato como o seu é estimulante e me incentiva a continuar auxiliando as pessoas com seus investimentos.
Respondendo à sua dúvida: no seu caso é mais vantajoso comprar o imóvel. A razão é o curto prazo indicado como sua intenção para lucrar com o terreno. Investimentos em terrenos, no geral, exigem prazos maiores do que quatro anos para possibilitar um retorno excepcional. Além disso, você ficaria com o risco muito concentrado num único tipo de investimento, apesar de isso não caracterizar um problema para jovens de perfil agressivo, como parece ser o seu.
Dentro do prazo de investimento que você menciona, você poderia pensar em comprar o terreno e construir, porém precisaria estar preparado para lidar com os desafios do mercado da construção civil, o que lhe exigiria extrema determinação. Só com a burocracia perde-se 1 (um) ano, e ainda sem a garantia de que será bem sucedido. Veja o que aconteceu com um empreendimento em São Paulo que pronto, mas não consegue obter a licença para funcionar.
Um bom investidor em terreno identifica regiões com bom preço e que serão beneficiadas na próxima década com a expansão da cidade e de sua infraestrutura. Isso inclui construção de shoppings, praças, e chegada de transporte público. Mas dez anos é um prazo que você não deseja esperar.
Considerando isso, a melhor opção é comprar um imóvel. O qual, por sua vez, não será garantia de lucro imediato. O mercado está se adaptando às quedas de preço que vêm acontecendo desde 2010 (ainda que os "indicadores" não captem). Eu não aposto numa nova alta de preços, os balanços das incorporadoras nos mostram estoques altíssimos, na ordem de 30 bilhões de reais, como mostra a edição da Revista EXAME da segunda quinzena de Abril. Mas isso não significa que seja impossível lucrar. Há duas maneiras de comprar por um preço abaixo do mercado e vender com resultado positivo.
1. Imóveis em leilões: já é pública a informação de que a inadimplência está aumentando e aumentará ainda mais. A consequência disso é que muitas famílias não conseguirão pagar os imóveis que financiaram. Sendo assim, os leilões serão cada vez mais comuns e, nestas ocasiões, existe a possibilidade de fechar bons negócios.
2. Imóveis com problemas: aqueles que necessitam de reformas que ninguém quer fazer, mas só funcionam se você tiver tempo e paciência para lidar com o ambiente das construções.
Aproveito para elogiar o seu estilo empreendedor. Ter um carro aos 18 anos é a realização de um grande sonho para a maioria dos jovens. Se eu fosse um famoso "pedagogo financeiro" diria: atente-se ao custo do carro, do seguro e do IPVA. Mas quer saber? Realize seu sonho, seja feliz e que isso lhe permita ter mais fôlego para trabalhar e conquistar ainda mais!
*Luiz Calado é economista, doutorando em finanças sustentáveis e autor dos livros "Imóveis: seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio" e "Fundos de investimento: Conheça antes de investir".
Dúvidas, observações ou críticas sobre a resposta acima? Deixe seu comentário abaixo!
Envie outras perguntas sobre imóveis para seudinheiro_exame@abril.com.br.

Exame

8 maneiras de ganhar dinheiro gastando mais


De comprar roupa a terceirizar serviços veja dicas de gastos que podem ser lucrativos

Alguns gastos, quando bem pensados, perdem o caráter de despesa e podem se tornar verdadeiros investimentos. Gastar dinheiro com inteligência, além de evitar gastos inúteis, que podem causar grandes arrependimentos, pode trazer enormes retornos financeiros a curto e longo prazo.
A reportagem da EXAME.com selecionou oito dicas de gastos que, além de se pagarem, aida podem trazer lucros. Veja a seguir:
1) Vestir-se bem no trabalho
Uma pesquisa do site CarreeBuilder.com, um dos maiores sites de empregos dos Estados Unidos, revelou que 41% dos empregadores acreditam que pessoas que se vestem bem ou de maneira mais adequada ao ambiente profissional são promovidas com mais frequência do que outras.
Segundo a pesquisa, vestir-se bem pode ser mais importante em algumas áreas do que outras. No setor financeiro, 55% dos entrevistados disseram que quem se veste de maneira adequada tem mais chances de ser promovido e 51% dos respondentes do setor de vendas, contra 37% dos profissionais de TI.
Um outro estudo, encomendado pela Procter & Gamble e executado pela Harvard em parceira com a Boston University mostrou também que a maquiagem aumenta a percepção de confiabilidade e competência sobre a mulher no ambiente profissional. Em outras palavras, as pesquisas mostram que em matéria de vestimentas, em alguns casos, o caro pode sair muito barato.
O professor do presidente do Instituto Brasileiro de Finanças, Perícias e Cálculos (Ibrafin), Anísio Castelo Branco explica que alguns gastos, quando bem pensados, se revertem em investimentos. "Uma mulher, por exemplo, que percebe que ao comprar uma roupa terá uma grande satisfação pode aumentar a autoestima e, portanto, pode trazer retornos financeiros, então vale a pena comprar", comenta.
2) Aprimorar os investimentos
Apenas ganhar um bom salário não é sinônimo de enriquecemento, é preciso também saber como gastar, como poupar e como multiplicar a renda. Sobretudo no cenário atual, de queda nas taxas de juros, alguns investimentos como a poupança já não garantem mais um retorno tão vantajoso. Para obter as mesmas rentabilidades da época em que as taxas eram altas, novas formas de investimento devem ser pensadas.
Aplicações em Tesouro Direto, CDBs e fundos DI, já oferecem condições mais vantajosas que a poupança em alguns prazos. Até mesmo em um cenário de crise do mercado,aplicações em renda variável menos voláteis podem ser boas alternativas, como as ações quem pagam bons dividendos, os fundos imobiliários e os títulos e fundos de crédito privado.
E onde entra o gasto? Entra justamente na contratação de um consultor financeiro ou uma corretora para auxiliar a guiar os investimentos. Com a nova dinâmica de juros baixos, ampliar o patrimônio pode se tornar uma tarefa mais complexa e um olhar profissionalizado pode cair muito bem.
Além do conforto imediato de saber que alguém com experiência está cuidando dos seus investimentos, contratar um especialista libera tempo para maior dedicação à carreira, o que já pode trazer alguns retornos, e pode levar a um melhor aproveitamento do dinheiro. Mas, é importante ressaltar, que mesmo contando com a ajuda de um profissional, é fundamental acompanhar os rendimentos e se certificar de que os investimentos estão sendo revertidos a aplicações que condizem com as suas filosofias.
3) Contratar profissionais para se economizar tempo com algumas tarefas
Muitas vezes o tempo pode ser o ativo mais importante. Por isso, neste item, a principal recomendação é pensar um pouco sobre a relação custo-oportunidade. O raciocínio básico consiste em avaliar se o valor da sua hora de trabalho superaria o gasto com a hora de trabalho de uma outra pessoa, que seria designada a realizar uma tarefa que antes era feita por conta-própria.
Por exemplo, alguém que faz o serviço doméstico e com isso consome quatro horas do dia, se a hora de trabalho custar 30 reais estará gastando 120 reais por dia. Contratando alguém que faça o serviço doméstico por 5 reais a hora, seriam gastos 40 reais por dia. Se as horas gastas antes com o trabalho doméstico forem convertidas no trabalho principal, serão gastos pelo serviço doméstico 40 reais por dia, mas serão obtidos 120 reais a mais, o que resultaria um ganho de 80 reais a mais por dia.
Se trabalhar mais horas está fora de cogitação para você, o tempo livre obtido pode ainda ser usado apenas para relaxar, pensar em novos investimentos e estudos que podem abrir espaço para boas ideias e melhorar o desempenho no trabalho. São atitudes que trazem retornos não tão paupáveis a curto prazo, mas que podem ter resultados bastante significativos a longo prazo.
A dica vale ainda para outros âmbitos, como contratar algum profissional para realizar algum trabalho que não precisa necessariamente ser feito pessoalmente, como organizar uma apresentação, traduzir algum documento ou catalogar informações. Se estes serviços forem mais baratos que a sua hora de trabalho, vale o investimento
4) Fazer uma pós-graduação
Uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas mostrou que cada ano de pós-graduação cursado, incluindo os MBAs, corresponde a mais de 40% de aumento na renda mensal.
Para verificar o retorno deste investimento, vamos pegar o exemplo dos cursos de MBA da própria FGV. Lá um MBA custa por volta de 20.000 reais semestrais. Para bancar um MBA de 40.000 reais anuais, seriam necessários aproximadamente 3.300 reais mensais. Ou seja, seguindo a lógica da pesquisa, uma pessoa com um salário de 8.250 reais, com o MBA teria um aumento de 40% mensais, ou de 3.300 reais, o suficiente para bancar o curso apenas com o aumento recebido.
Se em um ano o salário passou a 11.550, depois de dois anos de curso, com mais um aumento de 40%, o salário teria um acréscimo de 4.620 e passaria a 16.170, o suficiente para no segundo ano pagar as mensalidades de 3.300 reais e ainda obter 4.620 reais a mais do que os 8.250 reais iniciais (16.170 - 3300 - 8250 = 4.620). Sendo assim, em um ano é possível anular os gastos com o curso e em dois anos, além de neutralizar os gastos, superar os gastos ganhando um adicional de 4.620 reais.
Outro estudo, realizado pela Robert Half, empresa de recrutamento especializado, também revelou as vantagens da pós-graduação. Segundo a pesquisa, 66% dos profissionais com um MBA tiveram aumento salarial após a realização do curso e 48% dos entrevistados foram promovidos. Entre os profissionais que tiveram aumento salarial após a conclusão do MBA, 22% receberam mais que o dobro do salário que ganhavam e mais de 30% tiveram aumento de remuneração entre 20% e 50%. A pesquisa entrevistou 50 executivos das áreas de tecnologia da informação (TI), marketing e vendas, engenharia, finanças, contabilidade e mercado financeiro.
5) Contratar um consultor para reavaliar dívidas
Contratar um consultor financeiro para reavaliar suas dívidas é um ótimo exemplo de como gastar menos, principalmente com as novas oportunidades que surgem com a queda nas taxas de juros cobradas pelos bancos em algumas linhas de crédito. Um bom consultor pode fazer a simulação, por exemplo, da transferência de um financiamento de imóvel de um banco para outro e pode levar o cliente a obter economias de mais de 100.000 reais.
Na Caixa, por exemplo, algumas linhas de financiamento imobiliário caíram para 9% ao ano. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Finanças, Perícias e Cálculos (Ibrafin), Anísio Castelo Branco, as taxas cobradas por outros bancos variam em torno de 12%. Tomando como exemplo um financiamento de 450.000 reais, em 30 anos, com uma taxa de juros de 12% ao ano, se o cliente transferir a dívida para a Caixa quando ainda tiver um saldo devedor de 375.000 reais e ainda restarem 25 anos de parcelas é possível economizar um total de 128.761 reais migrando a dívida.
A portabilidade de crédito é um direito do consumidor previsto pela Resolução 3.401/2006 do Banco Central. Segundo a medida, quem já possui um empréstimo ou financiamento pode transferir sua dívida para outra instituição sem a cobrança de taxas.
O consultor pode mostrar também opções de empréstimos com taxas de juros menores, que podem ser interessantes para quitar uma dívida com juros altos. Segundo a Proteste - Associação de Consumidores, as taxas de juros anuais do crédito rotativo podem chegar a até 621,38% no caso de cartões de supermercados e alcançar 549% ao ano nos cartões de postos de combustível. E de acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a taxa média do rotativo do cartão de crédito é de 238,3% ao ano. Se estas dívidas forem pagas e refinanciadas pelo crédito consignado (que desconta as parcelas diretamente da folha de pagamento) pode haver uma grande economia, já que as taxas são algumas das menores do mercado e custam em média 1,93% ao mês (23,16% ao ano), segundo dados da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central do mês de abril.
6) Comprar utensílios e adotar tecnologias que aumentem sua eficiência
O mesmo conceito de custo-oportunidade também deve ser pesado nesta dica. Se a sua hora de trabalho é mais cara do que o preço despendido em uma ferramenta que pode ajudar na economia de tempo, vale o investimento. Com mais horas de trabalho, algumas vezes é possível compensar o custo do objeto comprado e ainda ter um salário maior no final do mês.
Os exemplos vão desde uma máquina de fazer café, um barbeador elétrico e um secador de cabelos - que podem ajudar a economizar alguns minutos de manhã - até a compra de um smartphone. Com o celular conectado é possível resolver pendências a qualquer hora. Ele pode servir para adiantar um trabalho durante um tempo que seria perdido na espera de uma reunião externa atrasada ou de uma consulta médica, por exemplo, além de reduzir gastos com deslocamentos para reuniões e pagamento de contas.
Algumas aplicações também podem trazer mais eficiência. O software Gotomeeting, por exemplo, permite reunir várias pessoas em locais diferentes e através de diferentes aparelhos, como computador ou tablete. A ferramenta ajuda a organizar desde uma simples reunião até um treinamento mais elaborado. A versão mais básica do produto custa a partir de 49 dólares por mês. E outra ferramenta interessante é o Thinkfree, uma versão do pacote Office na nuvem. Com 1 GB de espaço, é possível editar e visualizar documentos como planilhas, PDFs e apresentações. A ferramenta pode ser usada em qualquer sistema operacional e em aparelhos móveis.
7) Fazer Networking
Uma pesquisa feita com 200 diretores de recursos humanos da consultoria norte-americana especializada em carreira, Challenger, Gray and Christmans, constatou que estabelecer bons contatos é a melhor forma de conseguir recolocação profissional. O networking levou a nota mais alta (5) de 48% dos entrevistados, seguido pelas redes sociais com 43%.
Gastar dinheiro para participar de eventos, encontros de investidores ou empreendedores, fazer um curso, investir em participações em sociedades profissionais, além de jantares angariadores de fundos podem ajudar bastante a fortacelecer a rede de relacionamentos e futuramente trazer grandes retornos.
Tatiana Almendra Dutra, consultora na área de desenvolvimento e carreira da Fundação Instituto de Administração (FIA) dá ainda uma outra dica de gasto que pode trazer retornos. "Contratar um coaching e fazer uma sessão de aconselhamento profissional. Não só ajuda a ampliar a rede de contatos, mas dá um foco, você começa a procurar coisas que você não procuraria antes", diz.
Tatiana explica que atualmente a média cobrada pelo mercado para uma sessão de coaching está por volta de 250 a 300 reais por uma hora e meia. Além de auxiliar o cliente a aprimorar a rede de contatos, a consulta pode levar o cliente até mesmo a perceber que seu salário está desvalorizado e mostrá-lo como conseguir uma recolocação ou pedir um aumento.
8) Gastar com saúde
Corpo são, mente sã. O famoso provérbio poderia facilmente ser convertido para: Corpo são, mente sã e retorno financeiro garantido. Exageiro? Com certeza não. Um estudo feito pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná, intitulado "Qualidade de vida no trabalho e saúde: evolução histórica e perspectivas de inovação", reuniu diversas pesquisas sobre a relação entre saúde e produtividade e concluiu que a saúde física e mental é um dos fatores econômicos mais importantes para o padrão de vida, estando a falta de saúde diretamente associada ao fracasso para boa produtividade e à diminuição da renda familiar.
O estudo cita uma experiência realizada por uma empresa americana que adotou estratégias de investimento em saúde dos profissionais e obteve um retorno de 3,93 dólares a cada dólar investido. Outro estudo citado, feito também nos Estados Unidos, mostrou que o investimento de cada dólar em atividade física (tempo e equipamento) resulta na economia de 3,20 dólares em despesas com a saúde.
Desde exemplos mais factíveis, como pagar um tratamento qualificado para parar de fumar, economizando imediatamente com cigarros e com um eventual tratamento de saúde futuramente, até a realização de atividades físicas ou mesmo o pagamento de uma terapia podem ajudar não só a manter saúde física e mental como financeira. Os retornos podem ir desde o aumento na eficiência até o aumento da criatividade, que pode abrir portas para retornos financeiros imensuráveis.

Exame

terça-feira, 5 de junho de 2012

Procedimento para instalação de nova cadeia de certificados no Portal e-CAC


Prezado Cliente, a partir do dia 05/06/2012 às 19h (horário de Brasília) o Portal e-CAC somente poderá ser acessado se as novas cadeias de certificados estiverem instaladas em seu computador.
Para instalá-las, acesse um dos três links abaixo, àquele a que se refira a Autoridade Certificadora emissora do seu certificado digital:
  1. ICP-BRASIL v2
  2. Autoridade Certificadora da Secretaria da Receita Federal v3
  3. Autoridade certificadora do SERPRORFB v3

Sistema Operacional
  • Se o sistema operacional for Windows, confirme se a versão instalada é Windows XP com Service Pack 3 ou superior;
  • Se o sistema operacional NÃO for Windows, verifique junto ao fornecedor se o sistema suporta o uso da função de hash SHA-2.

Para mais informações acesse o passo-a-passo de instalação da nova cadeia.

Fonte: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx

Estamos à disposição para maiores esclarecimentos.

A Consultoria
Fortaleza-CE, 05 de junho de 2012.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O combustível por um fio

A base é de Lotus Europa, mas a cara não nega parentesco com o Dodge Viper

Andamos no Dodge EV, o cupê que antecipa a maior revolução no mundo dos carros nos últimos 100 anos


Toda primeira vez na vida é um momento especial. Minha mais recente aconteceu no dia 2 de março deste ano, no Centro de Treinamento de Trânsito de Genebra, onde sentei-me ao volante de um carro elétrico, o Dodge Circuit EV. Movido por baterias de íon de lítio, semelhantes às de celular ou computador portátil, este esportivo faz parte de uma estirpe que promete colocar em xeque a hegemonia secular do motor a combustão. Essa revolução parece distante? Nem tanto. A se concretizar a previsão da Chrysler, o modelo desembarca nas concessionárias americanas ainda em 2010.

Por tudo o que promete (e cumpre, pude conferir depois), a aparência do Circuit EV está longe de ser tão futurista assim. Assim como o Tesla, estrela pioneira do mundo dos elétricos, montado sobre a estrutura de um Lotus Elise, o carro elétrico da Chrysler é baseado na plataforma do cupê Lotus Europa, lançado em 2006. É um carro com chassi e carroceria de alumínio, 3,90 metros de comprimento e capacidade para uma dupla de passageiros e 155 litros de bagagem.

Quanto mais olho para o Circuit EV, mais vejo um carro esportivo convencional. Tem bancos esportivos e painel revestidos de couro, acionamento com botões D, N e R, como qualquer modelo com câmbio automático, equipamentos como rádio e ar-condicionado. Uma sutil diferença são as barras que medem a energia ainda estocada nas baterias. Mas nada muito diferente de um medidor de combustível.

Meu primeiro contato com o Circuit EV em pleno funcionamento foi no banco do passageiro, ao lado de Douglas Quigley, o Doug, engenheiro e diretor do programa de desenvolvimento do programa elétrico da Chrysler. Aperto os cintos, pouco antes de ele pisar fundo no acelerador e o carro, literalmente, disparar. Pudera: para ir de 0 a 100 km/h, o EV gasta pouco menos que 5 segundos. Boa parte desse ótimo resultado vem do excepcional torque de 66 mkgf, que coloca no bolso um puro-sangue como a Ferrari Scaglietti (53 mkgf) e praticamente empata com o Porsche GT2, com seus 68 mkgf. "Outro dia nós o colocamos para fazer dois duelos de arrancada com o Dodge Challenger SRT8 e ele ganhou, fácil", diz o engenheiro. Fui conferir no YouTube e vi que ele não havia exagerado. E olhe lá que o Challenger, uma máquina com motor 6 litros e 442 cv, comeu poeira em dois duelos. No quesito velocidade, o Dodge chega a 193 km/h. Nenhum espanto para um esportivo, mas nada mau para um automóvel recarregável na tomada.
Cleber Bonato{txtalt}
De 0 a 100 km/h em pouco menos de 5 segundos. E sem dar um pio
PRESSÃO SILENCIOSA

Chega, enfim, minha vez de me instalar no banco do motorista. Seguindo as orientações do engenheiro, seleciono o D, de Dirigir (ou Drive, do inglês), piso firme no acelerador e, sem precisar engatar marcha alguma (não há pedal de embreagem e muito menos câmbio, seja automático, seja manual neste automóvel), acelero a máquina. Novamente ele dispara, ligeiro e silencioso. Tão rápido que sinto o corpo pressionado ao banco, pelo torque. "Que tal?", pergunta Doug, enquanto me preparo para uma volta ainda mais ligeira, com o ponteiro do velocímetro agora já passando das 80 milhas por hora (mph). Se houvesse mais asfalto, passaria facilmente das 100 mph, algo como 160 km/h.

O único barulho que escuto enquanto acelero o Circuit EV é o discreto assobio que vem do atrito dos pneus rolando pelo asfalto da pista do Centro de Treinamento de Genebra. E só. "Essa é outra vantagem dos automóveis elétricos", afirma Doug, agora sentado no banco do passageiro, enquanto eu me divirto cada vez mais com o silencioso brinquedo. "Mas, por incrível que pareça, há muita gente que implica com o silêncio e talvez o som do motor chegue a este tipo de carro como um opcional." Pergunto o que Doug acha disso e a resposta vem categórica. Ele é contra a poluição sonora, ainda que ela venha de um V8.

A aceleração do motor com 268 cv (ou, mais apropriadamente, 200 quilowatts) de potência vem homogênea, sem trancos. Com a experiência de trabalhar desde 2007 no projeto dos carros elétricos da Chrysler, Doug aposta que muita água ainda passará debaixo dessa ponte. "A tendência é que nos próximos meses tenhamos muito progresso nessa área." Dito e feito. Na tarde seguinte, no primeiro dia do Salão de Genebra, a Mitsubishi anunciou um sistema de recarregamento de baterias em que 80% da potência é obtida com meia hora na tomada.

A próxima geração de baterias promete massificar para o mundo dos automóveis a mesmíssima tecnologia das pilhas de íon de lítio, usada em telefones celulares e computadores portáteis. Elas surgiram no mundo dos carros, em 2003, meio por teimosia de um engenheiro elétrico norte-americano, Martin Eber­hard, envolvido no projeto. Ele cismou de colocar 6 871 baterias para telefones celulares no protótipo do Tesla. Deu certo. Capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 4 segundos e de atingir 205 km/h, o modelo tornou-se um cult entre estrelas do cinema, como Leonardo DiCaprio e George Clooney, e Larry Page, o fundador do Google, que têm um desses na garagem. Resultado: hoje não há montadora, gigante ou nanica, que não tenha seu projeto de carro movido a eletricidade. Segundo as previsões de Carlos Ghosn, o todo-poderoso presidente da Aliança Renault-Nissan, em meros cinco anos, cerca de 15% dos carros produzidos deverão ser movidos a bateria.

"Há muita gente trabalhando duro na busca de novas maneiras para estocar energia em baterias menores, com mais durabilidade e mais baratas, e os progressos que os fabricantes de baterias alcançam a cada dia é incrível", diz Doug. Hoje um carro elétrico carrega cerca de 150 kg em baterias. Certamente haverá bem menos peso a bordo quando as primeiras novidades desembarcarem nas lojas dos Estados Unidos, Japão, China e Europa.
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O aerofólio reforça a pegada esportiva do EV
MENORES E MELHORES

Com tanta procura, o preço das baterias está caindo a uma média de 10% ao ano, enquanto a quantidade de energia armazenada por volume cresceu em torno de 5% no mesmo período. Ou seja, estão ficando menores e mais baratas. Outros grandes progressos devem vir no quesito autonomia. Hoje em dia, uma vez carregado, o Circuit EV percorre pelo menos 241 km. Pode rodar 81 km a mais, desde que se pegue leve no pé direito. Com tudo isso, deverá cair bastante o preço das baterias, hoje estimado entre 10 000 e 20 000 dólares, dependendo da tecnologia.

"Recarregar um carro desses é simples, basta plugar numa tomada e esperar algumas horas", afirma o argentino Ariel Gavilan, porta-voz da Chrysler. Quanto tempo leva? Depende da intensidade da corrente disponível. Com 110 volts, como em cidades como São Paulo ou Rio de Janeiro, seriam oito horas. Metade disso se a recarga for em uma tomada com 220 volts. E uns 50% menos ainda com 440 volts. A boa notícia é que, mesmo que o consumo aumentasse drasticamente, isso não seria problema. "O impacto seria o mesmo que o de uma véspera de Natal, data em que os fornos elétricos trabalham mais", diz Doug. Sem falar que deverá haver melhorias no sistema de recuperação de energia cinética, que ajudará a recarregar as baterias a cada freada.

E quando um carro como este Dodge poderá chegar às concessionárias? "Já anunciamos que venderemos nosso primeiro elétrico em 2010, nos Estados Unidos", diz Gavilan. No momento, além do Circuit EV, há dois candidatos: a minivan Chrysler Town & Country EV e um Jeep. Só que eles não rodam 100% a eletricidade, como o Circuit EV: ambos usam um gerador movido por um pequeno motor a gasolina, mesma fórmula do Volt, da GM. Com 30 litros de gasolina, têm 640 km de autonomia, 10% só em modo totalmente elétrico. Até pelo sucesso que o modelo da Tesla, também um cupê, faz no mercado norte-americano, alguns executivos da Chrysler apostam que este poderá ser o primeiro carro elétrico de série. "Existe muito mais entusiasmo de potenciais compradores com um modelo desse tipo que com qualquer outro", afirma Doug. E por quanto ele estaria disponível? "É prematuro dizer", diz Gavillán, que aposta em escala para baixar o custo.

Em busca de preço e tecnologia, a Chrysler trabalha com vários fabricantes de baterias. E não descarta usar motores elétricos nas rodas. "Essa tecnologia está explodindo e muita novidade aparecerá nos próximos anos", diz Gavilan. "Esta primeira geração de elétricos foi montada sobre a base de antigos carros a gasolina e será bem mais eficiente quando for pensada para um novo modelo de mobilidade." Os da segunda geração podem receber pneus com menos resistência e painéis solares para acionar ar-condicionado e luzes, entre outras inovações. O Dodge EV mostra que falta mesmo pouco para que os carros comecem uma nova era em sua mais que centenária história.

CIRCUIT EV

O Circuit EV ainda não tem preço definido. Uma vez em produção, deverá custar menos que o pioneiro esportivo elétrico Tesla, que vale 109 000 dólares.

LIGADONA
Não foi coincidência a escolha da Lotus como fornecedora da base para os elétricos Dodge EV e Tesla. A posição traseira do motor permite acomodar baterias e balancear peso. Os britânicos também trabalham com a Honda numa versão de competição do híbrido Insight. A engenharia da Lotus é considerada referência quando o assunto é elétrico.

FICHA TÉCNICA
Motor:
 elétrico, traseiro com comando eletrônico para dosar o fluxo de energia
Baterias: íon de lítio, com Kers, autonomia entre 240 e 322 km
Potência: 268 cv (200 kW) a 1 rpm
Torque: 66 mkgf
Câmbio: 1 marcha à frente e ré
Carroceria: alumínio, cupê, 2 portas, 2 lugares
Dimensões: comprimento, 390 cm; largura, 171 cm; altura, 115 cm; entre-eixos, 233 cm
Peso: 1.181 kg
Peso/potência: 4,4 kg/cv
Peso/torque: 17,9 kg/mkgf
Volumes: porta-malas, 155 litros
Tempo de recarga: 4 horas (em tomada de 220 V)
Suspensão: Dianteira: independente, braços elásticos, eixo triangular transversal.
Traseira: independente, braços elásticos, barra de conexão
Freios: disco nas 4 rodas com ABS, ESP opcional
Rodas e pneus: liga leve, 195/45 R 17

VEREDICTO: O comportamento do Dodge EV avaliza a viabilidade dos elétricos. Preço, que é determinante, ainda é incógnita.

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Considerado o veículo do futuro, o carro elétrico nunca chegou a empolgar muito por ser lento, ter baixa autonomia e exigir muito tempo de recarga. Não admira que a inglesa Lightning Car Company – venha fazendo sucesso com o protótipo de um carro muito mais viável. Esportivo que usa a nanotecnologia para alcançar 209 km/h, o Lightning GT só precisa de dez minutos na tomada para rodar 320 km sem recarga.
Duas novidades tornam possível essa eficiência. O sistema Hi-Pa Drive, desenvolvido pela britânica PML Flightlink, faz com que os 700 cv de potência do GT não estejam concentrados em um único motor, e sim divididos entre quatro motores instalados nas rodas, o que permite a tração total em qualquer rotação e dispensa dispositivos convencionais, como câmbio e eixo de transmissão. As baterias NanoSafe, feitas com liga de titânio, produzem energia mesmo em alta temperatura, eliminando um problema que acontecia com as feitas de íons de lítio. Submetidas a recargas de dez minutos, têm vida útil estimada em mais de 12 anos, o equivalente a 15 mil operações. 

Além dessa tecnologia, o GT traz tudo o que se pode esperar de um esportivo de dois lugares, produzido com carroceria de fibra de carbono. No futuro, deve ganhar uma nova versão – um utilitário que tem tudo para se tornar imbatível. Sem o motor ocupando espaço na carroceria, poderá oferecer um dos mais generosos compartimentos de carga do mercado. As vendas do GT começam entre este ano e o ano que vem. Seu preço estimado é de 120 mil libras (algo em torno de 470 mil reais). A fábrica já aceita reservas. Basta depositar 3,5 mil libras e não ter muita pressa. 
Não se desespere. Afinal, o futuro está próximo.