terça-feira, 5 de junho de 2012

Procedimento para instalação de nova cadeia de certificados no Portal e-CAC


Prezado Cliente, a partir do dia 05/06/2012 às 19h (horário de Brasília) o Portal e-CAC somente poderá ser acessado se as novas cadeias de certificados estiverem instaladas em seu computador.
Para instalá-las, acesse um dos três links abaixo, àquele a que se refira a Autoridade Certificadora emissora do seu certificado digital:
  1. ICP-BRASIL v2
  2. Autoridade Certificadora da Secretaria da Receita Federal v3
  3. Autoridade certificadora do SERPRORFB v3

Sistema Operacional
  • Se o sistema operacional for Windows, confirme se a versão instalada é Windows XP com Service Pack 3 ou superior;
  • Se o sistema operacional NÃO for Windows, verifique junto ao fornecedor se o sistema suporta o uso da função de hash SHA-2.

Para mais informações acesse o passo-a-passo de instalação da nova cadeia.

Fonte: https://cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx

Estamos à disposição para maiores esclarecimentos.

A Consultoria
Fortaleza-CE, 05 de junho de 2012.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O combustível por um fio

A base é de Lotus Europa, mas a cara não nega parentesco com o Dodge Viper

Andamos no Dodge EV, o cupê que antecipa a maior revolução no mundo dos carros nos últimos 100 anos


Toda primeira vez na vida é um momento especial. Minha mais recente aconteceu no dia 2 de março deste ano, no Centro de Treinamento de Trânsito de Genebra, onde sentei-me ao volante de um carro elétrico, o Dodge Circuit EV. Movido por baterias de íon de lítio, semelhantes às de celular ou computador portátil, este esportivo faz parte de uma estirpe que promete colocar em xeque a hegemonia secular do motor a combustão. Essa revolução parece distante? Nem tanto. A se concretizar a previsão da Chrysler, o modelo desembarca nas concessionárias americanas ainda em 2010.

Por tudo o que promete (e cumpre, pude conferir depois), a aparência do Circuit EV está longe de ser tão futurista assim. Assim como o Tesla, estrela pioneira do mundo dos elétricos, montado sobre a estrutura de um Lotus Elise, o carro elétrico da Chrysler é baseado na plataforma do cupê Lotus Europa, lançado em 2006. É um carro com chassi e carroceria de alumínio, 3,90 metros de comprimento e capacidade para uma dupla de passageiros e 155 litros de bagagem.

Quanto mais olho para o Circuit EV, mais vejo um carro esportivo convencional. Tem bancos esportivos e painel revestidos de couro, acionamento com botões D, N e R, como qualquer modelo com câmbio automático, equipamentos como rádio e ar-condicionado. Uma sutil diferença são as barras que medem a energia ainda estocada nas baterias. Mas nada muito diferente de um medidor de combustível.

Meu primeiro contato com o Circuit EV em pleno funcionamento foi no banco do passageiro, ao lado de Douglas Quigley, o Doug, engenheiro e diretor do programa de desenvolvimento do programa elétrico da Chrysler. Aperto os cintos, pouco antes de ele pisar fundo no acelerador e o carro, literalmente, disparar. Pudera: para ir de 0 a 100 km/h, o EV gasta pouco menos que 5 segundos. Boa parte desse ótimo resultado vem do excepcional torque de 66 mkgf, que coloca no bolso um puro-sangue como a Ferrari Scaglietti (53 mkgf) e praticamente empata com o Porsche GT2, com seus 68 mkgf. "Outro dia nós o colocamos para fazer dois duelos de arrancada com o Dodge Challenger SRT8 e ele ganhou, fácil", diz o engenheiro. Fui conferir no YouTube e vi que ele não havia exagerado. E olhe lá que o Challenger, uma máquina com motor 6 litros e 442 cv, comeu poeira em dois duelos. No quesito velocidade, o Dodge chega a 193 km/h. Nenhum espanto para um esportivo, mas nada mau para um automóvel recarregável na tomada.
Cleber Bonato{txtalt}
De 0 a 100 km/h em pouco menos de 5 segundos. E sem dar um pio
PRESSÃO SILENCIOSA

Chega, enfim, minha vez de me instalar no banco do motorista. Seguindo as orientações do engenheiro, seleciono o D, de Dirigir (ou Drive, do inglês), piso firme no acelerador e, sem precisar engatar marcha alguma (não há pedal de embreagem e muito menos câmbio, seja automático, seja manual neste automóvel), acelero a máquina. Novamente ele dispara, ligeiro e silencioso. Tão rápido que sinto o corpo pressionado ao banco, pelo torque. "Que tal?", pergunta Doug, enquanto me preparo para uma volta ainda mais ligeira, com o ponteiro do velocímetro agora já passando das 80 milhas por hora (mph). Se houvesse mais asfalto, passaria facilmente das 100 mph, algo como 160 km/h.

O único barulho que escuto enquanto acelero o Circuit EV é o discreto assobio que vem do atrito dos pneus rolando pelo asfalto da pista do Centro de Treinamento de Genebra. E só. "Essa é outra vantagem dos automóveis elétricos", afirma Doug, agora sentado no banco do passageiro, enquanto eu me divirto cada vez mais com o silencioso brinquedo. "Mas, por incrível que pareça, há muita gente que implica com o silêncio e talvez o som do motor chegue a este tipo de carro como um opcional." Pergunto o que Doug acha disso e a resposta vem categórica. Ele é contra a poluição sonora, ainda que ela venha de um V8.

A aceleração do motor com 268 cv (ou, mais apropriadamente, 200 quilowatts) de potência vem homogênea, sem trancos. Com a experiência de trabalhar desde 2007 no projeto dos carros elétricos da Chrysler, Doug aposta que muita água ainda passará debaixo dessa ponte. "A tendência é que nos próximos meses tenhamos muito progresso nessa área." Dito e feito. Na tarde seguinte, no primeiro dia do Salão de Genebra, a Mitsubishi anunciou um sistema de recarregamento de baterias em que 80% da potência é obtida com meia hora na tomada.

A próxima geração de baterias promete massificar para o mundo dos automóveis a mesmíssima tecnologia das pilhas de íon de lítio, usada em telefones celulares e computadores portáteis. Elas surgiram no mundo dos carros, em 2003, meio por teimosia de um engenheiro elétrico norte-americano, Martin Eber­hard, envolvido no projeto. Ele cismou de colocar 6 871 baterias para telefones celulares no protótipo do Tesla. Deu certo. Capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 4 segundos e de atingir 205 km/h, o modelo tornou-se um cult entre estrelas do cinema, como Leonardo DiCaprio e George Clooney, e Larry Page, o fundador do Google, que têm um desses na garagem. Resultado: hoje não há montadora, gigante ou nanica, que não tenha seu projeto de carro movido a eletricidade. Segundo as previsões de Carlos Ghosn, o todo-poderoso presidente da Aliança Renault-Nissan, em meros cinco anos, cerca de 15% dos carros produzidos deverão ser movidos a bateria.

"Há muita gente trabalhando duro na busca de novas maneiras para estocar energia em baterias menores, com mais durabilidade e mais baratas, e os progressos que os fabricantes de baterias alcançam a cada dia é incrível", diz Doug. Hoje um carro elétrico carrega cerca de 150 kg em baterias. Certamente haverá bem menos peso a bordo quando as primeiras novidades desembarcarem nas lojas dos Estados Unidos, Japão, China e Europa.
Cleber Bonato{txtalt}
O aerofólio reforça a pegada esportiva do EV
MENORES E MELHORES

Com tanta procura, o preço das baterias está caindo a uma média de 10% ao ano, enquanto a quantidade de energia armazenada por volume cresceu em torno de 5% no mesmo período. Ou seja, estão ficando menores e mais baratas. Outros grandes progressos devem vir no quesito autonomia. Hoje em dia, uma vez carregado, o Circuit EV percorre pelo menos 241 km. Pode rodar 81 km a mais, desde que se pegue leve no pé direito. Com tudo isso, deverá cair bastante o preço das baterias, hoje estimado entre 10 000 e 20 000 dólares, dependendo da tecnologia.

"Recarregar um carro desses é simples, basta plugar numa tomada e esperar algumas horas", afirma o argentino Ariel Gavilan, porta-voz da Chrysler. Quanto tempo leva? Depende da intensidade da corrente disponível. Com 110 volts, como em cidades como São Paulo ou Rio de Janeiro, seriam oito horas. Metade disso se a recarga for em uma tomada com 220 volts. E uns 50% menos ainda com 440 volts. A boa notícia é que, mesmo que o consumo aumentasse drasticamente, isso não seria problema. "O impacto seria o mesmo que o de uma véspera de Natal, data em que os fornos elétricos trabalham mais", diz Doug. Sem falar que deverá haver melhorias no sistema de recuperação de energia cinética, que ajudará a recarregar as baterias a cada freada.

E quando um carro como este Dodge poderá chegar às concessionárias? "Já anunciamos que venderemos nosso primeiro elétrico em 2010, nos Estados Unidos", diz Gavilan. No momento, além do Circuit EV, há dois candidatos: a minivan Chrysler Town & Country EV e um Jeep. Só que eles não rodam 100% a eletricidade, como o Circuit EV: ambos usam um gerador movido por um pequeno motor a gasolina, mesma fórmula do Volt, da GM. Com 30 litros de gasolina, têm 640 km de autonomia, 10% só em modo totalmente elétrico. Até pelo sucesso que o modelo da Tesla, também um cupê, faz no mercado norte-americano, alguns executivos da Chrysler apostam que este poderá ser o primeiro carro elétrico de série. "Existe muito mais entusiasmo de potenciais compradores com um modelo desse tipo que com qualquer outro", afirma Doug. E por quanto ele estaria disponível? "É prematuro dizer", diz Gavillán, que aposta em escala para baixar o custo.

Em busca de preço e tecnologia, a Chrysler trabalha com vários fabricantes de baterias. E não descarta usar motores elétricos nas rodas. "Essa tecnologia está explodindo e muita novidade aparecerá nos próximos anos", diz Gavilan. "Esta primeira geração de elétricos foi montada sobre a base de antigos carros a gasolina e será bem mais eficiente quando for pensada para um novo modelo de mobilidade." Os da segunda geração podem receber pneus com menos resistência e painéis solares para acionar ar-condicionado e luzes, entre outras inovações. O Dodge EV mostra que falta mesmo pouco para que os carros comecem uma nova era em sua mais que centenária história.

CIRCUIT EV

O Circuit EV ainda não tem preço definido. Uma vez em produção, deverá custar menos que o pioneiro esportivo elétrico Tesla, que vale 109 000 dólares.

LIGADONA
Não foi coincidência a escolha da Lotus como fornecedora da base para os elétricos Dodge EV e Tesla. A posição traseira do motor permite acomodar baterias e balancear peso. Os britânicos também trabalham com a Honda numa versão de competição do híbrido Insight. A engenharia da Lotus é considerada referência quando o assunto é elétrico.

FICHA TÉCNICA
Motor:
 elétrico, traseiro com comando eletrônico para dosar o fluxo de energia
Baterias: íon de lítio, com Kers, autonomia entre 240 e 322 km
Potência: 268 cv (200 kW) a 1 rpm
Torque: 66 mkgf
Câmbio: 1 marcha à frente e ré
Carroceria: alumínio, cupê, 2 portas, 2 lugares
Dimensões: comprimento, 390 cm; largura, 171 cm; altura, 115 cm; entre-eixos, 233 cm
Peso: 1.181 kg
Peso/potência: 4,4 kg/cv
Peso/torque: 17,9 kg/mkgf
Volumes: porta-malas, 155 litros
Tempo de recarga: 4 horas (em tomada de 220 V)
Suspensão: Dianteira: independente, braços elásticos, eixo triangular transversal.
Traseira: independente, braços elásticos, barra de conexão
Freios: disco nas 4 rodas com ABS, ESP opcional
Rodas e pneus: liga leve, 195/45 R 17

VEREDICTO: O comportamento do Dodge EV avaliza a viabilidade dos elétricos. Preço, que é determinante, ainda é incógnita.

Veja também:

A galinha (de ouro) do vizinho
O coração do carro elétrico
A próxima grande extinção
Este sal é o combustível do futuro

Green Battery

O Lightning GT é o primeiro carro elétrico veloz. Para dirigir e para recarregar


Considerado o veículo do futuro, o carro elétrico nunca chegou a empolgar muito por ser lento, ter baixa autonomia e exigir muito tempo de recarga. Não admira que a inglesa Lightning Car Company – venha fazendo sucesso com o protótipo de um carro muito mais viável. Esportivo que usa a nanotecnologia para alcançar 209 km/h, o Lightning GT só precisa de dez minutos na tomada para rodar 320 km sem recarga.
Duas novidades tornam possível essa eficiência. O sistema Hi-Pa Drive, desenvolvido pela britânica PML Flightlink, faz com que os 700 cv de potência do GT não estejam concentrados em um único motor, e sim divididos entre quatro motores instalados nas rodas, o que permite a tração total em qualquer rotação e dispensa dispositivos convencionais, como câmbio e eixo de transmissão. As baterias NanoSafe, feitas com liga de titânio, produzem energia mesmo em alta temperatura, eliminando um problema que acontecia com as feitas de íons de lítio. Submetidas a recargas de dez minutos, têm vida útil estimada em mais de 12 anos, o equivalente a 15 mil operações. 

Além dessa tecnologia, o GT traz tudo o que se pode esperar de um esportivo de dois lugares, produzido com carroceria de fibra de carbono. No futuro, deve ganhar uma nova versão – um utilitário que tem tudo para se tornar imbatível. Sem o motor ocupando espaço na carroceria, poderá oferecer um dos mais generosos compartimentos de carga do mercado. As vendas do GT começam entre este ano e o ano que vem. Seu preço estimado é de 120 mil libras (algo em torno de 470 mil reais). A fábrica já aceita reservas. Basta depositar 3,5 mil libras e não ter muita pressa. 
Não se desespere. Afinal, o futuro está próximo. 

Notícias»Tecnologia pessoal Microsoft libera Windows 8 Release Preview

A Microsoft liberou o download nesta quinta-feira da última versão de testes do seu novo sistema operacional Windows 8.
A versão Windows 8 Release Preview será a última antes do lançamento da edição oficial, prevista para outubro, e fornecerá mais detalhes de como será o sistema final da Microsoft para tablets e computadores.
São esperadas melhorias nas aplicações embutidas na interface Metro, novos aplicativos na Windows Store e algumas adições de desenvolvedores terceiros.
Esta última versão para testes chega mais completa e com modificações pontuais. A principal delas provavelmente é a inclusão do suporte limitado ao Flash no novo estilo Metro do Internet Explorer. A Microsoft já havia informado que apenas a versão clássica do browser que suportaria o Flash, pois o browser na nova interface não terá suporte para outros plugins, o que gerou revolta de concorrentes como Mozilla Firefox e Google Chrome.
Segundo Steven Sinofsky, presidente da divisão Windows, se os testes desta versão atenderem às expectativas da Microsoft é possível que o sistema seja liberado dentro de até 2 meses para as fabricantes. A ideia da empresa é que os primeiros dispositivos com o novo sistema cheguem a tempo das festividades de final de ano.
A Microsoft também confirmou o esquema de upgrade para o Windows 8 Pro. A partir de 2 de junho a empresa abrirá uma pré-venda do novo sistema para aqueles que comprarem um computador com Windows 7. O upgrade custará US$ 14,99 (nos Estados Unidos) e será válido até o dia 31 de janeiro de 2013 em 131 países. No Brasil esse pacote custará R$ 29.
Para quem já possui um computador com sistema Windows 7, as ofertas de upgrade serão divulgadas em breve pela empresa.
O Windows 8 representa uma grande aposta para a Microsoft. O novo sistema traz a mudança de interface com o Metro, novos tipos de aplicações e pela primeira vez irá suportar ambos os processadores para PC, Intel e AMD, além das arquiteturas móveis ARM, Qualcomm, Nvidia e Texas Instruments utilizadas em tablets e smartphones.
O download do Windows 8 Release Preview já está disponível para computadores 32 ou 64bits. Possui em média 3GB e exige espaço mínimo de 16GB para versão com 32bits e 20GB para 64bits. O download está disponível em 14 línguas, incluindo português brasileiro.
O Windows 8 virá com 4 versões. São eles o Windows 8, Windows 8 Pro (para hardware com arquitetura x86), Windows RT (para hardware baseado em ARM) e Windows 8 Enterprise.

INFONotícias

Tablets com Windows 8 chegam nesta semana

São Paulo - As fabricantes chinesas Acer e Asus e a japonesa Toshiba se preparam para anunciar seus novos tablets equipados com o Windows 8 entre os dias 5 e 9 de junho.
Segundo a publicação financeira Bloomberg, estes serão os primeiros tablets oficialmente divulgados com o novo sistema operacional da Microsoft. De acordo com fontes da publicação, os lançamentos ocorrem durante a maior feira de tecnologia do continente asiático, a Computex 2012, sediada em Taipei, na China.
Enquanto a Acer anunciará somente um tablet com o Windows 8, a Toshiba irá lançar dois dispositivos: um tablet e um gadget muito parecido com um notebook.
Já a Asus investiu em uma proposta parecida com seu atual modelo já existente chamado Transformer, que possui modelos com teclado descartável e processadores da Nvidia Tegra e da Intel.
Através da nova interface Metro, a proposta do Windows 8 é de trazer seu uso para telas sensíveis ao toque, como em tablets e smartphones. O sistema operacional trabalha com dois tipos diferentes de área de trabalho: o desktop convencional já conhecido no Windows 7, e o novo layout, apelidado de Metro.
Com previsão de chegada para o fim deste ano, o Windows 8 terá suporte a processadores móveis baseados na tecnologia da fabricante ARM, utilizada em tablets e smartphones, o que é uma aposta para concorrer fortemente com o avanço do iPad.

INFONotícias

Asus exibe ultrabook com duas telas e Windows 8


São Paulo - A Asus revelou seu primeiro ultrabook com duas telas de LED, sendo uma multi-touch localizada na parte de trás do computador.
O Asus Taichi foi apresentado hoje pela empresa durante o evento Computex 2012, que ocorre em Taiwan.
O Taichi funciona como um ultrabook comum, com teclado QWERTY, backlit nas teclas e trackpad. Mas ao ser fechado, o computador pode ser usado como um tablet com suporte a caneta stylus.
O computador virá em duas versões, uma com tela de 11,6 polegadas e outro com 13,3 polegadas (a resolução será de 1920 x 1080 pixels).
As configurações são similares. Contam com portas USB 3.0, mini VGA e micro DVI, processador Core i7 Ivy Bridge, 4GB de RAM, armazenamento em drive SSD, conexão dual-band 802.11n e duas câmeras.
Os ultrabooks rodarão com sistema Windows 8, no entanto a versão final do sistema operacional da Microsoft só estará disponível a partir de outubro. A data de lançamento e os preços para o Asus Taichi também não foram revelados.

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INFONotícias

Norman Gall: ‘Falta de água na China causará mais conflitos do que comunismo’

Considerado o maior de Beijing, na China, o reservatório de Miyun está secando

Com 19% da população global, a China abriga um terço das cidades que estão no ranking das que mais sofrem com escassez de água e possui 16 dos 20 municípios mais poluídos do mundo, em termos de recursos hídricos. Paralelo ao problema, a densidade demográfica do país não para de crescer e, até 2030, a demanda por água dobrará. Para Norman Gall, diretor executivo do Instituto Braudel, a falta do recurso causará na China mais conflitos do que o comunismo já provocou até hoje e enfraquecerá o país na economia global.


Nas últimas três décadas, a China cresceu, em média, 10% ao ano, tornando-se a segunda maior potência econômica do mundo e com grandes chances de subir para a primeira posição nos próximos cinco ou dez anos. Tamanho desenvolvimento, no entanto, pode ter um preço alto: "Por mais de dois mil anos, a gestão em larga escala da água foi uma ferramenta extremamente necessária para o crescimento da nação chinesa. Mas o que foi força no passado está se transformando em fonte de fraqueza", disse Norman Gall, jornalista norte-americano e diretor executivo doInstituto Fernand Braudel de Economia Mundial, durante a palestra A crise da água na China, apresentada na FAAP, dia 29 de maio. 

O especialista fez uma imersão de seis semanas na potência oriental com o objetivo de analisar os desafios da questão da água no país e chegou a seguinte conclusão: "A escassez do recurso é mais aparente a cada dia e, claramente, ameaça a sobrevivência do povo chinês. A falta de água causará mais conflitos do que o comunismo já provocou até hoje no país e enfraquecerá a China no cenário econômico global", afirmou. 

As previsões de Gall são baseadas nos números. Atualmente, com 19% da população global - cerca de 1,3 bilhão de habitantes -, a China abriga um terço das cidades que estão no ranking mundial das que mais sofrem com escassez de água e possui 16 dos 20 municípios mais poluídos do mundo, em termos de recursos hídricos. Além disso, desde a década de 90, o câncer é a principal causa de morte no país - sobretudo o de fígado, por conta da água poluída - e a necessidade de buscar água cada vez mais fundo, nos poços subterrâneos, está fazendo a China afundar, literalmente. "Já existem no país poços com cerca de mil metros de profundidade e o bombeamento de água que está sendo feito para suprir a demanda é mais rápido do que a capacidade da natureza de repor o recurso. Como consequência, a terra afundou cerca de dois metros em aproximadamente 50 cidades da China e, inclusive, está ameaçando o funcionamento das ferroviais de alta velocidade do país, sobretudo a linha Xangai-Pequim", contou Norman. 

A situação é ruim e a tendência é piorar. "Até 2025, a população da China ganhará mais 400 milhões de pessoas. É o dobro da população do Brasil. E, até 2030, a demanda por água duplicará, com relação a 1980. Se as pessoas já sofrem hoje com a falta de água, imaginem na próxima década. As contas simplesmente não fecham", disse Norman, que completa: "O problema está, apenas, no começo. Eu desejo ao povo chinês sorte". 

NEM TUDO ESTÁ PERDIDO
Gesner Oliveira
, professor da FGV-SP e ex-presidente da Sabesp, também participou da palestra A crise da água na China e disse não acreditar na tese malthusiana de que a população crescerá e faltarão recursos para todos. "Os números chineses são assustadores, mas eles são capazes de enfrentar o problema, se derem uma grande guinada rumo à inovação tecnológica", afirmou Gesner. 

Para o professor, superar a crise de água na China e em tantos outros países que também sofrem com o problema, em menor ou maior escala - como Brasil, Índia e Bangladesh -, depende, essencialmente, de dois processos: 
- a precificação da água, somada à conscientização para o uso racional do recurso e 
- o estímulo a um ciclo produtivo

"Muitos governos são relutantes em cobrar a água de acordo com seu real custo. Assim, cria-se uma ideia errônea de que o recurso é livre, o que causa um grave problema de fornecimento", disse Gesner. "O preço, claro, não é tudo. Mas quando vemos na rua alguém lavando a calçada com uma mangueira e, pior, mirando em uma folhinha para jogá-la no bueiro, percebemos que algo está errado. A água está muito barata". 

Quanto ao estímulo a um ciclo produtivo, Gesner explica que desperdiçamos o recurso em seu processo de produção e descarte. "No geral, perde-se 40% da água em sua produção. Se investíssemos em eficiência e diminuíssemos esse índice de perda pela metade, aumentaríamos a oferta em 33%. Além disso, devemos reaproveitar a água que vai para o ralo, transformando-a em recurso de reuso. Até o lodo dessa água pode ser reutilizado para a fabricação de materiais de construção, geração de energia e produção de fertilizantes", disse. "É tudo uma questão de gestão, planejamento e educação", concluiu.