sábado, 2 de junho de 2012

15 insights de marketing que você pode ter deixado passar


Fique por dentro do que aconteceu em publicidade durante a semana

Faceboook no Reclame Aqui: a exibição de posts patrocinados de páginas não seguidas por usuários da rede social tem gerado várias queixas nos últimos dias. Uma delas, relacionada a posts de Luciano Huck e Marcelo Tas, foi parar no Reclame Aqui.
O "canguru da Samsung" e o dragão: uma resposta bem-humorada de Drew Bomhof, gerente de comunidades online da Samsung Canadá, a Shane Bennett, um fã que pedia um Galaxy S III, virou sensação na internet.
Anderson Silva: veja em filme e fotos a estreia do lutador na nova campanha da Philips. A marca diz que Anderson representa "o perfil do novo homem brasileiro". Você concorda?
Top 50 (foto): você sabe quem são as 50 marcas que estão transformando o mundo, na opinião do guru Peter Fisk? Dica: Pinterest, Apple, IBM, Nintendo, Baidu e Spotify estão na lista. Veja o ranking, com comentários do autor.
Sadia: a marca lança hoje uma promoção que dará quase R$ 3 milhões em prêmios e envolverá tanto consumidores quanto varejistas. Trata-se da "maior promoção de sua história", disse a empresa.
10 mandamentos da Post-it: em entrevista, o norte-americano Art Fry detalha o processo de criação do famoso bloco de anotações e dá 10 dicas para manter a inspiração em alta.
Infográfico: veja a evolução dos logotipos dos Jogos Olímpicos desde 1896.
GM x Facebook: Há duas semanas, a GM anunciou uma retirada de 10 milhões de dólares em publicidade paga no Facebook. Na época, a montadora chegou a receber umaprovocação da Ford por causa do argumento apontado para o cancelamento - a falta de eficácia dos anúncios. Mas segundo o Ad Age, o motivo não foi bem esse.
"Juntos num só ritmo": a Fifa e o COL anunciaram na noite da última terça-feira o slogan da Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil. E aí? O que achou?
Top of Mind: C&A, Nike e Hering são as marcas mais lembradas no Brasil, de acordo com uma pesquisa do Instituto Qualibest. Veja quem são as outras citadas.
Sucessos de compartilhamento: sabe aqueles virais fofos de gatos que tomaram conta do YouTube? A ONG Oito vidas escolheu os vídeos de maior sucesso e substituiu os felinos por humanos para chamar a atenção ao abandono dos animais.
Nova Schin: a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT - enviou uma carta ao Conar pedindo a imediata retirada do ar do comercial "Festa de São João", da marca de cerveja, afirmando que a propaganda é discriminatória. A Nova Schin se defendeu: "não houve intenção de ofender ou discriminar qualquer pessoa"
Brahma x Kaiser: a primeira cerveja desbancou a segunda e fechou de uma só vez patrocínio ao Corinthians, Palmeiras, Santos e ao São Paulo, o G4 paulista. 
Mobile marketing: 5 dicas de Paul Gelb, vice-presidente e fundador da área de mobile da Razorfish, para entrar com o pé direito em smartphones e tablets.
Fiat para crianças: a montadora se juntou à Brinquedos Bandeirantes para lançar o Uno Passeio e o Uno Elétrico, inspirados no Novo Uno, em versões infantis. Os produtos estão disponíveis na loja virtual Fiat Fashion e em pontos de venda especializados do Brasil.

Exame

As habilidades que todo empreendedor deve ter


Dominar técnicas de gestão e ser determinado são capacidades encontradas em empreendedores de sucesso

 Ter uma boa ideia e paixão pelo negócio não bastam para que você seja um empreendedor de sucesso. Para Fernando Campos, investidor-anjo e gestor da Devise, dominar técnicas de gestão de negócios é a habilidade que ele mais sente falta nosempreendedores brasileiros. "Você pode ter capacidade técnica, domínio de conhecimento e ótimas ideias, mas também é preciso ter visão de negócios, saber gerir e liderar pessoas", afirma.
Edison Kalaf, professor de inovação e empreendedorismo da Business School São Paulo (BSP), conta que o essencial é acreditar no negócio e se dedicar. "É o trabalho que importa, não basta só investir", diz.
Com a ajuda de Campos, Kalaf e Rose Mary Lopes, coordenadora do Centro de Empreendedorismo da ESPM, Exame.com listou algumas habilidades indispensáveis para ser um empreendedor de sucesso.
Ser determinado
Por mais que uma pessoa tenha cursos e certificados, dificilmente acertará seu negócio de primeira. "Tem que ser persistente usando a razão, pois alguns empreendedores se apaixonam pela ideia e não conseguem enxergar além disso", explica Kalaf.
Para Campos, o empreendedor não pode desistir por qualquer barreira. "É preciso ter essa energia para, por exemplo, ligar para amigos e pedir indicações e também para bater na porta de clientes", afirma. "Um empreendedor tem que matar vários leões por dia, mas tem que ter claro quais são os seus objetivos para poder casar com as oportunidades que surgirem", explica Rose.
Dominar técnicas de gestão
Contabilidade, recursos humanos e áreas de suporte ao negócio exigem conhecimento formal. Mesmo em uma empresa muito pequena é preciso identificar em quais áreas ele precisa de ajuda e gerir. "Uma boa forma de aprender é frequentar competições de startups, quem ganha fala de seus negócios e conta como se prepara", explica Campos.
Kalaf conta que o empreendedor precisa assumir que não é genial para tudo. "Improvisação em geral dá certo, mas não dá para improvisar sempre", afirma. Para Rose, não é um aprendizado fácil: um empreendedor tem que aprender a demitir pessoas, por exemplo.
Manter-se informado
Para os especialistas, além da importância de se atualizar sobre o mercado em que atua, é preciso estar atento também com o que está acontecendo dentro de sua empresa. "Verifique se há insatisfações. Cocê pode não estar canalizando talentos adequadamente", explica Rose.
"De nada adianta entrar em um negócio em que pouco se entende. Naturalmente que o empreendedor não precisa ter anos de experiência em um determinado segmento para poder empreender, mas ele deverá no mínimo fazer um belo dever de casa estudando tudo o que puder sobre o tema antes de se aventurar", explica Campos.
Além disso, é bom o empreendedor circular em eventos de outros setores e trocar informações com pessoas de seu segmento.
Saber ouvir
"Muita gente acha que tem essa capacidade, mas alguns empreendedores têm uma postura muito confiante e não estão dispostos a ouvir opiniões que podem lhe ajudar e ajudar seus negócios", afirma Campos. Ele explica que um empreendedor precisa, sim, ser confiante, mas precisa aceitar que algumas vezes ele pode estar errado. "Alguns fingem que sabem ouvir, mas depois acabam ignorando ou abandonando tudo que você falou ", diz.
Saber se comunicar
Kalaf diz que todo empreendedor precisa saber vender suas ideias e produtos bem. "Ele tem que ser capaz de comunicar a sua visão de negócios e valores para outros e conseguir inspirar as pessoas com quem trabalha", explica. Essa habilidade o tornará líder para conseguir apoio para suas ideias e incentivará inovação.
Ter autocrítica
O empreendedor precisa se conhecer bem para identificar quais são os seus pontos fortes e fracos. "Caso contrário, ele pode extrapolar no otimismo, na sua vontade de achar que pode dar tudo certo e que pode fazer tudo sozinho", afirma.
Ela explica que muitos empreendedores não conseguem perceber alguns sinais de alerta, como de que precisam de um parceiro que seja experiente em uma área que ele não domina.

Exame

sexta-feira, 1 de junho de 2012

BUSINESS INTELLIGENCE




Acesso no momento certo à informação relevante sempre foi um aspecto crítico do sucesso nos negócios. Agora, com o uso generalizado da Internet, tecnologias de coleta de dados — com ou sem fio — como a RFID e o conseqüente aumento das fontes de dados, isso é ainda mais importante.Empresas Business Intelligence (BI) fornecem um quadro completo  para satisfazer as várias necessidades dos usuários finais, profissionais de TI e gerentes executivos. Elas reúnem uma poderosa infra-estrutura de inteligência de negócios, um conjunto abrangente de ferramentas, capacidades de planejamento e simulação e funcionalidades de data-warehousing — tudo entregue por meio de uma tecnologia de portal corporativo.

Com o Sistema BI, você pode integrar dados de toda sua empresa e de outros lugares, transformando-os em informação prática e atualizada que resulta em tomadas de decisão seguras, ações bem direcionadas e resultados sólidos de negócios. Ele suporta:

  • Data-warehousing – Gestão de data warehouse; modelagem de negócios; extração, transformação e carregamento que permitem a você construir data warehouses, modelar a arquitetura de informação de acordo com a estrutura de negócios e gerenciar dados de múltiplas fontes.
  • Inteligência de negócios – analíticos online, data mining e alertas dão base para acessar e apresentar dados, procurar por padrões e identificar exceções.
  • Planejamento de negócios – Um framework de planejamento de BI com funcionalidades seguras de fluxo de trabalho suporta planejamento e orçamento — usando a Web ou o Microsoft Excel — baseados em dados corporativos consolidados para planejamento bottom-up ou top-down.
  • Percepção de negócios – A criação personalizada de pesquisas, relatórios e análises, assim como o design de aplicativos Web, permite que você crie relatórios de análise, dê suporte a decisões em todos os níveis e apresente software de inteligência de negócios na Web.
  • Medições e gerenciamento – Gestão de conteúdo de negócios, gerenciamento de metadados e inteligência de negócios colaborativa monitoram o progresso, oferecem templates de relatórios, asseguram informação consistente e ajudam os tomadores de decisão a trabalharem em conjunto.
  • Serviços open-hub – As funcionalidades dos serviços open-hub permitem a distribuição de informação empresarial auditada e de alta qualidade por meio de webservices para aplicativos. Troca massiva de dados, change data capture (CDC) e funcionalidades de modelagem simplificam o desenvolvimento e permitem operações de baixo custo.
  • Broadcast de informação – As funcionalidades de transmissão de informação suportam a distribuição em massa de informação para grandes audiências de forma personalizada e segura. Você pode transmitir informação como um documento offline ou um relatório ao vivo por e-mail personalizado ou pela Internet de acordo com uma agenda ou com eventos-chave.
  • Aceleração da inteligência de negócios – Baseada em compressões, processamento de memória em paralelo e tecnologias de busca, a funcionalidade SAP NetWeaver BI Accelerator, por exemplo, melhora a performance de pesquisas, reduz as tarefas de administração e encurta os processos em batch. Desenvolvido como uma ferramenta para os processadores Intel, o acelerador oferece consistentemente tempos de resposta rápidos, mesmo com aumento do volume de dados, número de usuários e análises.
SAP NetWeaver BI Accelerator

quarta-feira, 30 de maio de 2012

PIS/Pasep e COFINS - Despesas com aluguéis de veículos automotores não geram direito a crédito


Como regra geral, o direito ao crédito do PIS/PASEP e da COFINS nasce com a aquisição, em cada mês, de bens e serviços que, na fase anterior da cadeia de produção ou de comercialização, se sujeitaram às mesmas contribuições e cuja receita da venda ou da revenda integrem a base de cálculo do PIS/PASEP e da COFINS "não cumulativos".
Vale ressaltar que, as vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência do PIS/PASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor, dos créditos vinculados a essas operações (aquisição).
Com o intuito de reforçar o entendimento sobre os gastos que podem gerar direito a crédito do PIS/PASEP e da COFINS não cumulativos, nesta ocasião em destaque às despesas com aluguéis de veículos automotores, a 3ª Região Fiscal da Receita Federal do Brasil (Ceará, Piauí e Maranhão) publicou a Solução de Consulta n° 18 de maio de 2012, transcrita adiante:

MINISTÉRIO DA FAZENDA
SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL
 SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 18 de 22 de Maio de 2012

ASSUNTO: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - Cofins
EMENTA: CRÉDITOS. INSUMOS. ALUGUÉIS. VEÍCULOS. DEPRECIAÇÃO. Somente geram direito ao desconto de créditos, para fins de determinação dos valores devidos da Cofins, nos moldes da disciplina introduzida pelo art. 3º da Lei nº 10.833, de 2003, os custos, despesas e encargos estritamente nele discriminados, não havendo previsão legal para a apuração de créditos sobre outros custos, despesas ou encargos da pessoa jurídica no desenvolvimento de suas atividades, ainda que necessários a elas. Consideram-se insumos, para fins de apuração de créditos da Cofins não cumulativa, os bens e serviços adquiridos de pessoas jurídicas, utilizados na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda. No caso de bens, para que estes possam ser considerados insumos, é necessário que sejam consumidos ou sofram desgaste, dano ou perda de propriedades físicas ou químicas em função da ação diretamente exercida sobre o serviço que está sendo prestado ou sobre o bem ou produto que está sendo fabricado. As despesas com aluguel de prédios, máquinas e equipamentos utilizados nas atividades da empresa, pagos a pessoa jurídica, geram direito ao desconto de créditos, para fins de determinação dos valores devidos da Cofins, mas não têm amparo legal a apuração e desconto de créditos sobre despesas com aluguéis de veículos automotores. Os encargos de depreciação de veículos de propriedade do sujeito passivo, incorporados ao ativo imobilizado e utilizados na prestação de serviços, geram direito ao desconto de créditos, para fins de determinação dos valores devidos da Cofins.
(grifos nossos)

MINISTÉRIO DA FAZENDA
SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL
 SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 18 de 22 de Maio de 2012

ASSUNTO: Contribuição para o PIS/Pasep
EMENTA: CRÉDITOS. INSUMOS. ALUGUÉIS. VEÍCULOS. DEPRECIAÇÃO. Somente geram direito ao desconto de créditos, para fins de determinação dos valores devidos da Contribuição para o PIS/Pasep, nos moldes da disciplina introduzida pelo art. 3º da Lei nº 10.637, de 2002, os custos, despesas e encargos estritamente nele discriminados, não havendo previsão legal para a apuração de créditos sobre outros custos, despesas ou encargos da pessoa jurídica no desenvolvimento de suas atividades, ainda que necessários a elas. Consideram-se insumos, para fins de apuração de créditos da Contribuição para o PIS/Pasep não cumulativa, os bens e serviços adquiridos de pessoas jurídicas, utilizados na prestação de serviços e na produção ou fabricação de bens ou produtos destinados à venda. No caso de bens, para que estes possam ser considerados insumos, é necessário que sejam consumidos ou sofram desgaste, dano ou perda de propriedades físicas ou químicas em função da ação diretamente exercida sobre o serviço que está sendo prestado ou sobre o bem ou produto que está sendo fabricado. As despesas com aluguel de prédios, máquinas e equipamentos utilizados nas atividades da empresa, pagos a pessoa jurídica, geram direito ao desconto de créditos, para fins de determinação dos valores devidos da Contribuição para o PIS/Pasep, mas não têm amparo legal a apuração e desconto de créditos sobre despesas com aluguéis de veículos automotores. Os encargos de depreciação de veículos de propriedade do sujeito passivo, incorporados ao ativo imobilizado e utilizados na prestação de serviços, geram direito ao desconto de créditos, para fins de determinação dos valores devidos da Contribuição para o PIS/Pasep.
(grifos nossos)

Fundamentação Legal:
 - As já citadas no texto.

A Consultoria
Fortaleza-Ce, 30 de Maio de 2012.

terça-feira, 29 de maio de 2012

5 visões nada animadoras sobre a crise mundial


Do colapso da zona do euro à recessão global, não faltam previsões pessimistas sobre a economia mundial nos próximos meses; conheça algumas

 Em meio às incertezas que cercam a possível saída da Grécia da zona do euro, não faltam palpites sobre os rumos da economia mundial no futuro próximo.
Enquanto alguns analistas minimizam os potenciais efeitos da decisão, outros enxergam um cenário bastante sombrio - com ou sem "Grexit".
Confira, a seguir, algumas visões pouco animadoras de economistas gabaritados sobre os rumos que a crise deve tomar nos próximos meses:
A economia americana vai piorar
Apesar dos sutis sinais de recuperação da economia americana no início do ano, como a melhoria nos índices de desemprego, para Lakshman Achuthan, CEO do Economic Cycle Research Institute, este não será um bom ano para os Estados Unidos. Analisando previsões para os indicadores de produção, emprego, renda e vendas, o instituto concluiu que o "crescimento econômico dos Estados Unidos está, na verdade, piorando e não se revitalizando".
A zona do euro vai desmoronar
Para Albert Edwards, estrategista da Societe Generale (SocGen), não só a economia americana vai escorregar de novo para a recessão, como a bolha de crédito na China vai estourar e a zona do euro vai desmoronar.  "Se você acha que as coisas estão ruins agora, elas estão prestes a ficar piores", disse ele, em entrevista ao The Globe and Mail
O câncer do crédito está em metástase
Para Bill Gross, o megainvestidor fundador da Pimco, o problema na Europa é apenas um tumor localizado, mas o "câncer no crédito pode estar em metástase". Em sua coluna no Financial Times, ele disse que o sistema monetário global é "fatalmente falho", com rendimentos cada vez menores e mais arriscados, produzidos por crises de dívida e as respostas políticas a ela.
O pior ainda está por vir
Para Peter Schiff, CEO da Euro Pacific Capital e autor do livro "The Real Crash: How To Save Yourself And Your Country" ("O verdadeiro crash: como salvar a você mesmo e a seu país", sem versão em português), o pior da crise ainda está por vir. Ele defende que a economia americana não está melhorando, mas sim ficando mais "doente" e que verdadeira crise não está no passado e sim no futuro. Para o analista, ao tentar evitar a "dor" da cura, os Estados Unidos só adiaram o sofrimento, que será ainda maior.
100% de chance de recessão global
Para Marc Farber, investidor e autor da newsletter Gloom Boom & Doom Report, pode haver uma recessão global já no quarto trimestre deste ano ou no início do próximo. Para o investidor, há "100% de chance" que isso aconteça. Em entrevista à CNBC.com, ele destacou que, enquanto o mundo se preocupa apenas com a Grécia e com a Europa, há sinais preocupantes de que a atividade econômica na China e na Índia está diminuindo.  

Exame

Brasil é pouco competitivo? Errado, diz Deloitte


Contrariando a percepção de que o Brasil não consegue fazer frente à competição internacional, líder da consultoria Deloitte afirma que país é o 5º melhor para se investir

 Não é de hoje que se diz que a indústria brasileira não tem condições de competir globalmente com nações que oferecem um sistema tributário bem mais simples, onde o custo da energia não é proibitivo e a mão de obra é barata ou ao menos qualificada, entre outros atributos, que, notoriamente, faltam ao Brasil. Mas segundo o líder Global da Deloitte, Joe Vitale, o Brasil e a indústria vão bem, obrigado. "Competitividade é a composição de vários fatores", defende ele.
Para Vitale, "nenhum país é perfeito". Por isso, com todos os problemas, o Brasil ocupa a 5ª posição no Índice de Competitividade Global da Manufatura da Deloitte, atrás apenas de China, Índia, Coreia do Sul e Estados Unidos. Com isso, fica a frente da Alemanha, padrão de excelência em competividade da indústria, que ocupa o 8º lugar. A expectativa é ainda que o Brasil supere os EUA até 2015. O índice foi montado a partir de entrevista com 406 CEOS de pequenas, médias e grandes empresas de 17 países.
Vitale esteve no Brasil para o lançamento do livro da Deloitte, "Brasil Competitivo - Desafios e estratégias para indústria da transformação", da qual foi coautor. Ele explica porque o Brasil, apesar de todas as dificuldades, está melhor que muitas nações desenvolvidas no estudo.
EXAME.com - Afinal, o Brasil é um país competitivo?
Joe Vitale - Se você está no top 10 (do índice Deloitte), você é competitivo.
EXAME.com - Mas e os problemas exaustivamente repetidos, como a burocracia brasileira e o complexo sistema tributário?
Vitale - Todos os países têm diferentes problemas. Os brasileiros são muito orgulhosos, tendem a ser muito duros consigo mesmos. Vocês reconhecem seus desafios, mas há desafios em todos os países. No Brasil se tem ótimo acesso a recursos naturais, bom acesso a recursos humanos para indústria de manufatura, salários competitivos em nível global, experiência em certos setores, um mercado crescente e serviços. Há muito acontecendo. Isso o faz um país desejável para companhias direcionarem investimentos porque reconhecem que o Brasil será um importante player na área da manufatura e se tornará crescentemente poderoso a longo prazo, em comparação com o Reino Unido, por exemplo, que perdeu sua presença da indústria e onde acesso a materiais e energia são muito caros.
EXAME.com - Mas se poderia dizer que o Brasil é mais competitivo que a Alemanha?
Vitale - Quando um CEO olha para onde vai investir, ele reconhece que nenhum país é perfeito, sem desafios associados para lidar com a competitividade da indústria manufatureira. Mas há certas coisas que são mais fáceis de consertar que outras. Sabemos que impostos são um problema para empresas atuando no Brasil, mas isso é algo que pode ser mudado, por exemplo.
EXAME.com - No Brasil, a palavra desindustrialização tem sido usada com constância. A participação do setor no PIB baixou de 16,2% para 14,6% entre 2010 e 2011. Alguns defendem que este processo é normal.
Vitale - Seria um erro qualquer país considerar normal ou que faz parte do desenvolvimento da nação mudar da manufatura para uma economia baseada em serviço. Nós temos lidado com este problema há décadas nos Estados Unidos. A indústria da manufatura é importante, aumenta o padrão de vida de um país e todas as pesquisas que fizemos confirmam isso.
EXAME.com - Porque se espera que o Brasil suba no índice de competitividade global da Deloitte?
Vitale - Espera-se que os BRICS cresçam mais do que os mercados maduros. A indústria automotiva é um exemplo. De 2012 a 2020, 70% ou mais do crescimento da indústria virá de mercados emergentes, criando grandes oportunidades dentro desses mercados. Há mais oportunidade para crescimento no Brasil do que nos EUA. O Brasil é visto como tendo características  desejáveis, como acesso a recursos naturais, acesso a recursos de manufatura e baixo custo de mão de obra, comparado a EUA e Alemanha. Eu acredito que os CEOs (que fizeram parte da pesquisa) reconhecem que o Brasil pode precisar aperfeiçoar a infraestrutura e o sistema tributário, mas acreditam que esses problemas em particular são solúveis, e acreditam que o governo fará a coisa certa para dar suporte aos projetos.
EXAME.com - Então não seria correto dizer que índice mede mais a atratividade para investimentos que a competitividade de um país? 
Vitale - Competitividade da indústria de manufatura seria: "onde está o local que eu posso criar os produtos com menor custo, maior qualidade e entregá-lo ao consumidor de maneira eficiente"? Você pode ter a maior capacidade manufatureira no mundo, mas se demora um mês e tem custos significativos para chegar ao consumidor, pode não ser tão desejável. Quando olhamos para a competitividade da manufatura, olhamos para muitas dimensões: acesso a recursos humanos e naturais, baixo custo de energia e acesso a financiamento para dar suporte aos investimentos de planos, bens de capital.
Além disso, a taxa de crescimento do país é um fator, por exemplo. Uma nação que tem uma taxa maior será mais desejável, todo o restante sendo igual, porque o país poderá suportar a própria produção. Há ainda acesso a tecnologias e inovação.  Se você tem acesso ao Silicon Valley, por exemplo, e é uma empresa de software, pode ser importante para o seu sucesso. Existe ainda a infraestrutura, o papel do governo. Tudo isso impacta quão competitivo é um pais. Quando olhamos para uma nação e dizemos que o Brasil tem maior atratividade e nível de competitividade, é a composição de todos esses fatores. Alemanha pode ter maior inovação e acesso a tecnologia, mas o custo de energia e do trabalho podem não ser tão atrativos.

Exame

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Brasil não é mais "bola da vez" - e daí?


Para economistas, não ser mais o "queridinho" dos investidores não é motivo para alarde, mas país precisa de reformas estruturais para continuar fazendo jus à posição conquistada


 
São Paulo - Quando a Economist estampou o Cristo Redentor decolando em sua capa, em novembro de 2009, o clima era de euforia. Uma das revistas de economia mais gabaritadas do mundo reconhecia o sucesso econômico do país e sentenciava que o Brasil finalmente fazia jus ao B de BRIC. Dias atrás, a mesma revista jogou um balde água fria no entusiasmo verde e amarelo, sugerindo que a fase mais pujante do crescimento do país ficou para trás e destacando as fraquezas que o governo terá que endereçar se quiser manter seu lugar ao sol.
O pragmatismo é compartilhado por grandes instituições financeiras, como MorganStanley e Credit Suisse, que já reduziram a recomendação de investimento no país, e pelo HSBC, que na última semana publicou um relatório avaliando o país como o menos interessante dos BRICs para se investir no momento. 
Fatores como o arrefecimento do crescimento da economia - o menor entre os BRICs no ano passado e, potencialmente, neste também - e os altos custos de se fazer negócio no Brasil ofuscam o brilho do país aos olhos dos investidores internacionais. Mas há motivo para preocupação?
Para Octávio de Barros, economista-chefe do Bradesco, não há razão para alarde. "O Brasil se graduou internacionalmente e adquiriu um status que pouquíssimos países emergentes têm do ponto de vista de maturidade institucional e macroeconômica. Pelo fato de o mundo hoje estar vivendo um período de aversão ao risco, praticamente desapareceram os ?queridinhos? do mercado. Essa figura do ?queridinho? tirou férias temporariamente", pondera o economista.
Para ele, a cautela do investidor estrangeiro é apenas circunstancial. "O investidor financeiro global naturalmente se retrai com a depreciação temporária do real e com a velocidade da queda de juros no Brasil, mas isso é apenas um ?freio de arrumação?, que não muda em nada a visão construtiva de médio e longo prazo que se tem do país", avalia. 
Coordenador do núcleo de estratégia e economias emergentes da Fundação Dom Cabral, Aldemir Drummond concorda com o diagnóstico. "É um momento de ultraincerteza, os investidores estão buscando segurança. Isso afeta todos os países emergentes, que são vistos como um risco maior", diz.
Segundo Barros, o problema é que o Brasil paga o preço por ser muito líquido. "Qualquer coisa ruim que ocorre mundialmente, o mercado vende Brasil porque sabe que compra de volta muito rápido. Ou seja, quando as coisas vão bem, o Brasil vai melhor do que os outros e quando as coisas vão mail o pais piora mais do que os outros", argumenta o economista.
Mas apesar dos pesares, para os especialistas, o Brasil não ficou para trás em relação aos outros BRICs e ainda se destaca em alguns aspectos, como a estabilidade política e maturidade do ambiente de negócios. "O Brasil é, de longe, o mais previsível e arrumado país dos BICSs e oferece oportunidades compatíveis com a dimensão de sua economia. Tem muita gente vendo ?pelo em ovo?", diz Barros.  
Oportunidade
Se não chega a ser motivo para arrancar os cabelos, o olhar mais cético do mercado em relação ao Brasil sinaliza que há questões urgentes a serem resolvidas se o país quiser continuar fazendo jus à posição que conquistou na última década. 
A lição de casa incluiu reformas estruturais, necessárias para pavimentar o crescimento daqui para frente. "As transformações sociais e econômicas no Brasil são tão significativas que isso suscita alguns debates sobre os novos vetores do crescimento brasileiro nos próximos 10 anos. São inquietações naturais. Que bom que elas estejam ocorrendo", diz Barros.
"Questões ligadas ao déficit de educação e de eficiência do governo estão ficando mais evidentes na medida em que o país está perdendo o bônus da estabilização. É preciso atacar questões estruturais, como a melhoria da competitividade. Só a expansão de crédito não é suficiente para sustentar o crescimento", argumenta Drummond. 
Para o professor, este momento deve ser enxergado como um copo meio-cheio - e não meio-vazio.

Exame