segunda-feira, 26 de março de 2012

SEFAZ-CE divulga tabela de valores de referência do ICMS sobre serviços de transporte rodoviário de carga


Tópicos principais:

1. Divulgada nova tabela com valores de referência da base de cálculo do ICMS sobre transporte rodoviário de cargas, vigente a partir de 01.04.2012;
2. Fica concedido crédito fiscal presumido de 20% do valor do ICMS devido nas prestações de serviço de transporte rodoviário de carga;
3. Trajetos inferiores a 50 km têm como base de cálculo do imposto o valor efetivo da prestação, que não será inferior à proporção dos valores divulgados no Anexo Único da Instrução Normativa SEFAZ/CE nº 08/2012;
4. Via de regra, na prestação de serviço de transporte realizado por transportador autônomo ou empresa transportadora de outra Unidade da Federação não inscrita no cadastro de contribuintes do Estado de início da prestação, o pagamento do imposto será efetuado pelo contribuinte antes do início da prestação de serviço;
5. O DAE acompanhará o transporte, podendo ser dispensada a emissão do CTRC, desde que a guia (DAE) contenha determinadas informações sobre a operação.


1A Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará (SEFAZ-CE), através da Instrução Normativa nº 08/2012, publicada em 15.03.2012, estabeleceu nova tabela com os valores de referência de base de cálculo do ICMS incidente sobre a prestação de serviço de transporte rodoviário de cargas, com vigência a partir de 1º de Abril de 2012.

2O cálculo do imposto será efetuado considerando-se os valores constantes do Anexo Único do ato em fundamento, na forma determinada pelo Decreto nº 24.569/97 (RICMS-CE), Art. 64, V, mediante a aplicação dos percentuais a seguir indicados:
a) tratando-se de prestações com alíquota de 17% - carga tributária de 13,6%;

b) tratando-se de prestações com alíquota de 12% - carga tributária de 9,6%.
O tratamento tributário descrito nas letras “a” e “b” estabelece uma carga reduzida de 20% e será utilizado opcionalmente pelo contribuinte em substituição ao regime normal de tributação, sendo vedado, no caso de sua utilização, o crédito fiscal dela decorrente.

Os transportadores autônomos sem organização administrativa também terão direito à opção por um dos regimes de tributação previstos nos Convênios ICMS nºs 106/1996 e 46/1997, relativos à presunção de crédito e redução de base de cálculo, respectivamente, em virtude do princípio da isonomia de tratamento tributário previsto na Constituição Federal, Art. 150, II.

3Na prestação de serviço de transporte, com percurso inferior a 50 km, a base de cálculo do ICMS será o valor efetivo da prestação informado pelo prestador de serviço, que não será inferior ao valor proporcional estabelecido no Anexo Único da Instrução Normativa SEFAZ/CE nº 08/2012.
Na hipótese de subcontratação de prestação de serviço de transporte de carga, fica atribuída a responsabilidade pelo pagamento do imposto devido à empresa transportadora contratante, desde que inscrita no cadastro de contribuintes do Estado de início da prestação. Vale ressaltar que o disposto nesse parágrafo não se aplica ao transporte intermodal.
No transporte de carga realizado por transportador autônomo ou por empresa transportadora de outra Unidade da Federação não inscrita no cadastro de contribuintes do Estado de início da prestação, a responsabilidade pelo pagamento do imposto devido poderá ser atribuída:
I - ao alienante ou remetente da mercadoria, exceto se produtor rural ou microempresa, quando contribuinte do ICMS;
II - ao depositário da mercadoria a qualquer título, na saída da mercadoria ou bem depositado por pessoa física ou jurídica;
III - ao destinatário da mercadoria, exceto se produtor rural ou microempresa, quando contribuinte do ICMS, na prestação interna.
Nas hipóteses acima, o transportador autônomo e a empresa transportadora de outra unidade da Federação não inscrita no cadastro de contribuintes do Estado do início da prestação ficam dispensados da emissão de conhecimento de transporte, desde que na emissão da Nota Fiscal que acobertar o transporte da mercadoria sejam indicados, além dos requisitos exigidos, os seguintes dados relativos à prestação do serviço:
I - o preço;
II - a base de cálculo do imposto;
III - a alíquota aplicável;
IV - o valor do imposto;
V - identificação do responsável pelo pagamento do imposto.
4Excetuadas as hipóteses previstas acima, na prestação de serviço de transporte realizado por transportador autônomo ou empresa transportadora de outra Unidade da Federação não inscrita no cadastro de contribuintes do Estado de início da prestação, o pagamento do imposto será efetuado pelo contribuinte antes do início da prestação de serviço.
5O documento de arrecadação (DAE) acompanhará o transporte, podendo ser dispensada a emissão de conhecimento de transporte, devendo o DAE conter, além dos requisitos exigidos, as seguintes informações, ainda que no verso:
I - o nome da empresa transportadora contratante do serviço, se for o caso;
II - a placa do veículo e a unidade da Federação, no caso de transporte rodoviário, ou outro elemento identificativo, nos demais casos;
III - o preço do serviço, a base de cálculo do imposto e a alíquota aplicável;
IV - o número, série e subsérie do documento fiscal que acobertar a operação, ou identificação do bem, quando for o caso;
V - o local de início e final da prestação do serviço, nos casos em que não seja exigido o documento fiscal.
Ressalta-se que, o valor de pauta, relacionado na Tabela (Anexo Único) exposta na Instrução Normativa em análise, é fixado pelo valor mínimo da prestação tributável, prevalecendo, no entanto, o valor da prestação, quando este for superior àquele.
Segue abaixo endereço para download da tabela referida (Anexo Único da IN 08/2012):

Fundamentação Legal:
-    Instrução Normativa SEFAZ/CE nº 8/2012 - DOE CE de 15.03.2012.

A Logística Portuária Eficiente, Eficaz e Inteligente

Nos dias atuais, discutir se devemos ou não ter uma estrutura portuária adequada aos padrões globais pode até parecer sem sentido.
Porém, percebemos que Governo Federal, Estadual e Municipal tem avançado muito pouco nesta discussão, mesmo a necessidade sendo óbvia e latente. O exemplo mais claro vem do Porto de Santos/SP e do Porto de Vitória/ES.
O maior porto da América Latina, com volumes estimados para 90 milhões de toneladas para 2010,  sofre com a falta de ampliação há tempos, e só recentemente recebeu a promessa de investimentos da ordem de 5 bilhões de dólares.
Quando isto acontecer, Santos será o primeiro Hub Port do país, especializado em contêinerdo país, chegando a movimentar mais de 230 milhões de toneladas, algo próximo ao que oporto de Hong Kong movimenta hoje. Hong Kong é um dos maiores terminais de carga do mundo, mesmo estando em uma pequena ilha administrada pela China.
Para a capital do Espírito Santo, desde 2008 vem se discutindo o projeto do superporto de águas profundas para contêineres. Com o novo terminal, a movimentação TEUs saltará de 300 mil/ano para 1,2 milhão/ano. Somados aos empregos diretos e indiretos, impostos arrecadados e os efeitos da economia, trata-se do maior investimento feito nas últimas décadas no Estado.
Nem no Brasil e tão pouco na América Latina há portos para a movimentação desta quantidade de mercadorias, como Santos e Vitória depois dos investimentos feitos. Mas o que é importante, ainda fica no plano teórico e sem qualquer avanço político ou prático. Prova disso é que recentemente a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) deu novo tom a este debate ao afirmar que o Decreto 6.620 fecha o Brasil para a iniciativa privada para a construção de novos portos.
Na opinião da senadora, paga-se 200 milhões de dólares/hora por navio de fertilizando que está parado à espera de atração, por conta da ineficiência operacional dos portos públicos. Mas o regime de concessão de portos, o arrendamento e a autorização de instalações portuárias marítimas não avançaram e o Decreto só veio para atrapalhar.
Situações como esta, em que a intervenção governamental não é para ajudar, e sim para piorar a administração arcaica, incompetente e ineficaz, atrapalha o desenvolvimento econômico do país. Porém, algumas alternativas precisam ser enaltecidas, como é o Porto de Suape/PE.
Melhor porto público do Brasil, segundo pesquisa do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos) junto aos operadores portuários, que obteve nota 7,8, enquanto Vitória obteve 6,5 (terceiro pior porto) e Santos/SP 6,5 (segundo pior), os pernambucanos estão fazendo diferente e melhor, mesmo sendo uma administração pública.
Entre 2008/2009, Pernambuco investiu, com dinheiro público, R$1,3 bi no porto. A máxima de que o governo precisa dar a infraestrutura necessária é mantra entre as autoridades portuária daquele estado.
Pensando nisto, e na boa competência da administração de Suape, uma comitiva de políticos e de autoridades capixabas conheceu o melhor porto do país e o que eles podem ensinar.
Viram que questões como dragagem, canal de acesso, estradas, falta de planejamento, licenças ambientais, e outros pontos  que atrapalham o investimento privado, são discutidas e resolvidas com a sinergia dos poderes público e privado.  Mais de 70 empresas já estão instaladas ou em fase de instalação no porto, inclusive a Petrobrás com a refinaria Brasil/Venezuela Abreu e Lima.
As autoridades portuárias de Vitória e de Santos precisavam fazer um curso intensivo em Suape.  Precisavam entender o motivo de em tão pouco tempo, um porto saiu do papel, foi instalado, colocado em funcionamento, deu toda a segurança jurídica aos investidores e empresários e trouxe crescimento para a economia pernambucana e do Brasil.
Somente com um planejamento estruturado, em que administradores públicos pensam com a cabeça da iniciativa privada, é que se transforma a logística portuária em eficiente, eficaz e inteligente.
Suape já faz isto.
Comexblog



sexta-feira, 23 de março de 2012

Os dedos-duros que apontam quem burla o IR


Entenda por que é muito difícil enganar a Receita Federal na hora de entregar a declaração do Imposto de Renda

Os brinquedinhos de luxo
Quem gosta de comprar brinquedinhos de luxo pode ser vigiado mais de perto pela Receita. O órgão tem acesso a todas as negociações envolvendo veículos (via Renavam), barcos e lanchas (via Capitania dos Portos) e aeronaves (via Anac). Quem compra um iate de milionário, por exemplo, e declara não ter uma renda condizente à Receita está se expondo a um alto risco de levar uma multa tributária.
Os bancos
Quando o governo ainda cobrava CPMF sobre movimentações financeiras, a Receita possuía um importante instrumento para verificar se o contribuinte não estava realizando transações suspeitas em relação ao patrimônio declarado. O fim da contribuição diminuiu - mas não eliminou - a capacidade do Fisco de “espionar” a atividade financeira dos contribuintes. Os bancos são obrigados a informar, por meio da Dimof (Declaração de Informações sobre Movimentações Financeiras), todas as transações bancárias dos clientes que superem 5.000 reais a cada semestre. São olhadas com lupa, entretanto, aquelas transações de 100.000 reais ou mais. Não que isso, por si só, constitua crime. Alguém que compra um imóvel provavelmente terá de passar cheques e fazer transferências de muitos milhares de reais ao vendedor, e não há nada de ilícito nisso. Movimentações muitos volumosas de dinheiro, entretanto, chamarão a atenção dos auditores da Receita, que poderão chamar os contribuintes a comprovar o origem do dinheiro.
Os próprios parentes
Muita gente se esquece de combinar com o próprio cônjuge que informações serão prestadas à Receita e ficam sujeitas a cair na malha fina. Se o marido inclui um filho como dependente e a mulher também faz a mesma coisa, dificilmente os auditores da Receita não vão perceber o erro. O mesmo pode acontecer quando um filho começa a trabalhar, mas ainda é declarado como dependente. “A renda do filho deve ser somado à renda do pai no cálculo do imposto devido em uma situação como essa”, alerta Samir Choaib, sócio do escritório Choaib, Paiva e Justo Advogados. Outra situação comum é quando a ex-mulher recebe pensão do ex-marido. Ela terá de declarar os valores recebidos e recolher o IR à Receita. Caso a ex-mulher se esqueça de fazer isso, mas o ex-marido inclua a informação na própria declaração, podem ocorrer problemas.
Os cartórios
Assim como as imobiliárias, os cartórios também são obrigados a informar a Receita sobre a compra e a venda imóveis de qualquer valor com a entrega da DOI (Declaração sobre Operações Imobiliárias). Trata-se, portanto, de mais uma informação que a Receita poderá utilizar para identificar eventuais erros ou fraudes. Os cartórios também podem dedurar que tenta incluir dependentes que não existem no IR. Se alguém que declara irregularmente que possui oito filhos para reduzir o imposto devido, por exemplo, o cartório fornecerá à Receita a informação de que essas pessoas não existem.
As imobiliárias
Quem vendeu um imóvel ou recebeu aluguéis e fechou os contratos relativos a essas operações com a intermediação de uma imobiliária está sujeito a um flagrante da Receita se declarar ganhos inferiores à realidade. Operações de venda de imóvel podem gerar a necessidade de pagar IR quando o preço de alienação é maior que o da compra. Nesses casos, pode ser necessário pagar 15% sobre o ganho de capital (diferença entre os preços de compra e venda). Já sobre a renda dos aluguéis, as pessoas físicas podem ser obrigadas a recolher até 27,5% para o Fisco. Quem deixar de pagar IR sobre essas operações pode ser facilmente pego porque as imobiliárias são obrigadas a informá-las à Receita por meio da Dimob (Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias). O documento inclui valores de venda, de aluguéis e de comissões pagas à imobiliária. “A empresa de intermediação imobiliária que não passar essas informações para a Receita fica sujeita a uma multa de 50.000 reais”, afirma Fabiana de Almeida Chagas, tributarista do escritório Glézio Rocha Advogados. A chance de o contribuinte cair na malha fina se declarar ao Fisco algo distante da realidade é grande, portanto.
As empresas
Para quem trabalha em uma única empresa com carteira assinada, não é boa ideia tentar burlar o Fisco. “As empresas precisam entregar à Receita até o final de fevereiro de cada ano a Dirf (Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte), onde devem constar todos os pagamentos realizados a pessoas físicas e jurídicas sujeitos a tributação”, afirma Rogério Kita, diretor da NK Contabilidade. Isso quer dizer que se a empresa declara que o funcionário recebe 10.000 reais por mês, é tolice preencher a declaração informando que o salário é de 5.000 reais para ter uma restituição mais gorda. O golpe será facilmente flagrado pelos computadores da Receita Federal. “Esse tipo de problema é mais frequente com trabalhadores autônomos que prestam serviços para um grande número de empresas e podem acabar omitindo uma fonte pagadora, muitas vezes por desorganização ou esquecimento”, afirma Juliana Ono, especialista em IR do FiscoSoft. Independente de haver a intenção de pagar menos IR ou não, esse contribuinte muito provavelmente terá como destino a malha fina.
Os planos de saúde, hospitais e médicos
As despesas com saúde declaradas pelas pessoas físicas são olhadas com lupa pela Receita Federal. Essa é a dedução mais suspeita porque não há nenhum tipo de limite para abater o IR – ao contrário do que acontece com as deduções de dependentes, dos gastos com educação, das despesas com a contribuição previdenciária das empregadas domésticas e das doações. Alguém que gastou 10.000 reais com uma cirurgia pode, portanto, se sentir tentado a declarar que o procedimento médico custou 30.000 reais para pagar menos IR. “Só que quem declara gastos elevados com saúde tem grandes chances de cair na malha fina e ser chamado a comprovar as despesas”, afirma Fabiana de Almeida Chagas, tributarista do escritório Glézio Rocha Advogados.
O contribuinte precisa informar os planos de saúde, hospitais e consultórios médicos onde foram realizados os procedimentos de saúde e o valor das despesas. Já as empresas precisam informar o CPF dos pacientes e os custos dos tratamentos. Para identificar uma fraude ou erro, a Receita terá apenas que cruzar as duas informações – algo que pode ser feito facilmente por seus computadores.

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quinta-feira, 22 de março de 2012

Real vira a pior moeda do mundo com medidas cambiais


Esforços do governo brasileiro para proteger exportadores está gerando prejuízos para investidores estrangeiros que optam pelo real
Nova York - O real acumula a maior queda entre as principais moedas do mundo neste mês, gerando prejuízos para investidores estrangeiros. A baixa é resultado dos esforços do governo para proteger os exportadores.
A moeda perdeu 5,4 por cento em relação ao dólar desde o início do mês, o pior desempenho do mundo depois da rúpia do Sri Lanka. A desvalorização do real fez com que investidores de títulos em moeda local acumulassem perdas de 5,5 por cento em março em dólares, comparado ao ganho de 0,5 por cento para a dívida em peso mexicano, de acordo com dados do Bank of America.
O governo acelerou o ritmo de corte da taxa básica de juros no início de março para diminuir a atratividade dos títulos de renda fixa do País e frear investimentos que impulsionam os ganhos cambiais. A equipe econômica, que também elevou o Imposto sobre Operações Financeiras de empréstimos no exterior este mês, adota postura diferente do México, que tem evitado intervir no mercado de câmbio mesmo com a valorização de 9,8 por cento do peso, a maior alta entre as principais moedas.
"As autoridades brasileiras são muito mais intervencionistas que o Banco Central do México", disse Nick Chamie, diretor global de mercados emergentes da RBC Capital Markets em Toronto, em entrevista por telefone. "No Brasil, o que parcialmente reforça a essa postura intervencionista é que eles querem manter a indústria competitiva, mas a valorização da moeda é vista como predatória para a indústria."
O rendimento das Notas do Tesouro Nacional série F com vencimento em 2021 avançou 17 pontos-base, ou 0,17 ponto percentual, este mês para 11,46 por cento, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.
?Principal defesa?
O Banco Central reduziu a taxa básica de juros em 75 pontos-base, ou 0,75 ponto percentual, em 7 de março para 9,75 por cento, um corte maior do que a expectativa da maioria dos economistas sondados pela Bloomberg. O BC já baixou a Selic em 275 pontos-base desde agosto.
"A principal defesa do Brasil é a administração do câmbio", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em depoimento ao Senado em 13 de março.
Em viagem à Alemanha no começo do mês, a presidente Dilma Rousseff prometeu tomar todas as providências necessárias para proteger a economia do que ela chamou de "tsunami monetário" criado pelos esforços de desvalorização cambial das nações desenvolvidas. O governo ampliou a cobrança da alíquota de 6 por cento do Imposto sobre Operações Financeiras em empréstimos tomados no exterior e títulos emitidos lá fora para incluir também captações com prazos de até cinco anos. A cobrança do IOF, que originalmente se aplicava a captações com prazo de até dois anos, já havia sido estendida em 1º de março a empréstimos de três anos.
O Banco Central e o Ministério da Fazenda não quiseram comentar o assunto, segundo e-mails de suas assessorias de imprensa.
?Assento traseiro?
Enquanto o Índice de Preços ao Consumidor Amplo se desacelerou para 5,85 por cento nos 12 meses até fevereiro, a inflação continua acima da meta de 4,5 por cento, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
"O crescimento e o valor do real subiram na lista de prioridades estabelecidas pelo governo, com a inflação provavelmente ocupando um assento traseiro", escreveram os economistas do Barclays Plc Guilherme Loureiro e Marcelo Salomon em relatório divulgado ontem. "O Banco Central se uniu aos esforços para conter a valorização do real e estimular o crescimento ainda mais com um corte mais agressivo."
Loureiro e Salomon não estavam disponíveis para fazer comentários adicionais para esta reportagem ontem, depois do horário comercial.
O Banco de México é o único entre os principais bancos centrais da América Latina que deixou a taxa básica de juros inalterada no último ano. A autoridade monetária mexicana mantém o juro básico no menor nível histórico, de 4,5 por cento, desde julho de 2009.
?Hiperativo?
"O que se vê no caso de um banco central hiperativo é um esforço para corrigir esses desequilíbrios artificialmente", disse o ministro da Fazenda do México, José Antonio Meade, durante entrevista na sede da Bloomberg em Nova York este mês. "No caso do México, temos uma posição equilibrada que não exige o tipo de políticas intervencionistas para corrigir -- em alguns casos artificialmente -- os desequilíbrios que se vê. É algo de que podemos nos orgulhar."
Eduardo Suarez, estrategista de câmbio do Bank of Nova Scotia em Toronto, disse que a inflação no Brasil vai limitar o espaço para reduções maiores de juros pelo BC.
O real vai se valorizar 6,8 por cento, o maior ganho no mundo todo, até o fim do ano, de acordo com a estimativa mediana de uma sondagem da Bloomberg com 26 economistas.
"As pessoas estão começando a questionar se o Banco Central pode continuar cortando juros sem empurrar a inflação para cima", disse Suarez.
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7 expressões proibidas na hora de vender

 Provadores de lojas de roupas costumam ser cenário de uma clássica cena no mundo dos vendedores. A atendente, nitidamente constrangida, diz que a peça ficou ótima na cliente que mal consegue respirar vestindo uma roupa tão apertada. No fim das contas, a venda não acontece.
Muitas vezes, o vendedor fica com fama de mentiroso, mesmo que a intenção não seja exatamente esta. "Essa abordagem de venda faz o cliente ficar ainda mais em dúvida", explica Mário Rodrigues, diretor do IBVendas.
Mentir, não deixar o cliente falar e ser pouco profissional são erros fatais na hora de vender. Um empreendedor que sabe vender deve ser também um consultor e evitar algumas expressões que pegam mal com a clientela e podem até manchar a imagem da sua pequena empresa.
1. "O produto foi feito para você"
O clássico dos provadores ainda é muito usado pelos vendedores na tentativa de convencer o cliente. O produto pode ter ficado bem no consumidor, mas, levada ao pé da letra, a expressão é mentirosa. "É óbvio que aquilo não foi feito sob medida para o cliente. Se ele estiver inseguro, vai ficar em dúvida", diz.
2. "Tenho uma condição especial só para você"
Este é mais um caso de expressão que pode soar altamente falsa. A sugestão do especialista é evitar frases que não pareçam reais. "Está na cara que é uma mentira. O cliente percebe e deixa de confiar no vendedor", conta Rodrigues. No fim, esta expressão mostra mais que o vendedor está interessado na comissão da venda e do que no bem estar dos clientes.
3. "O nosso produto é melhor"
É muito comum, segundo Rodrigues, a tática de desmerecer a concorrência para tentar convencer o consumidor. "Antes de falar que o seu produto é melhor, saiba o que o cliente quer. Ele pode rebater o seu argumento e a situação ficaria chata", explica. Além disso, é importante construir uma imagem própria para a sua marca, que não deve ser só baseada na comparação com os concorrentes.
4. "Você nunca vai conseguir uma proposta melhor"
Neste caso, a intenção do vendedor pode ser valorizar o seu produto e a sua marca. Mas acaba correndo o risco de ofender os clientes. "Dizer ?nunca? subestima a capacidade do cliente em conseguir uma oferta melhor. É uma expressão muito negativa e o cliente pode se indispor mais facilmente", afirma. Mais uma vez, vale a pena valorizar o seu negócio indicando os seus diferenciais no mercado.
5. "Esta é a nossa política. Não há como mudar"
Quando o vendedor se vê em dificuldade, ele pode usar a empresa como desculpa para o cliente. "Não fale mal da sua própria empresa ou produto por mais que o cliente esteja pressionando", ensina Rodrigues. Em uma negociação, o melhor a fazer é tentar uma proposta dentro das condições do cliente e da empresa.
6. "O concorrente é muito ruim"
Mais uma vez, os vendedores usam com frequência a tática de diminuir o concorrente com o objetivo de valorizar a própria empresa. "Normalmente, quando o cliente está pendendo para a concorrência ele já tende a achar que ela é melhor. O desafio é convencê-lo que a solução da sua empresa é melhor", explica.
7. "Amiga, querida..."
Intimidade demais faz mal para as vendas também. "Não pode chegar chamando o cliente de amigo. Demora anos para se tornar amigo de alguém. Soa falso", explica Rodrigues. O ideal, nestes momentos, é sentir qual é o comportamento do consumidor: se ele é tímido, extrovertido ou mesmo indiferente. "Existe um mito do quebra-gelo. É louvável estabelecer empatia, mas é um engano achar que simular intimidade é uma forma de conquistar o cliente", diz. Por isso, nada de apelidos ou adjetivos. Chame o cliente pelo nome apenas.

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8 ´mentiras` de carreira que você conta para si mesmo

São Paulo - Comodismo não deve fazer parte do vocabulário de quem quer crescer na carreira. "Quando um profissional se sabota, geralmente é porque não tem um plano B para evoluir profissionalmente", afirma Mike Martins, diretor executivo da Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC).
Para João Mendes de Almeida, coach e consultor de carreira da Vicky Bloch Associados, a tendência das pessoas se acomodarem no emprego é compreensível: para evitar sair da zona de conforto elas criam obstáculos, muitas vezes mentais.
Confira abaixo, algumas frases que, segundo os especialistas sinalizam a auto sabotagem profissional.
1 - Não trocarei seis por meia dúzia
Almeida afirma que o profissional que utiliza este argumento diante de uma nova oportunidade, normalmente, acredita que as empresas de sua área se parecem, quando nem sempre é verdade.
Para os especialistas, é preciso fazer uma pesquisa, conversar com profissionais de outras empresas e colocar no papel as vantagens e desvantagens de cada companhia. Às vezes, há uma oportunidade melhor, mas a iniciativa tem que partir do profissional.
2 - Meu emprego é ruim, mas é melhor do que nada
"O desconhecido é difícil, mas esta frase é típica de um profissional que não faz esforço para mudar", afirma Almeida.
De acordo com Martins, é a mesma situação de quando uma pessoa é questionada sobre como vai o emprego. "Com o clássico 'estou levando', é possível identificar de que algo está acontecendo", diz. E que o profissional tem uma postura passiva diante disso.
3 - Não gosto do que faço, mas ganho razoavelmente bem
Típico de quem acha que não conseguirá achar um emprego melhor e demonstra apego ao salário. "Com o tempo, aquela quantia de dinheiro não será mais suficiente e ele estará no mesmo lugar e infeliz", explica Almeida.
4 - Ficarei aqui temporariamente, daqui a dois ou três anos acontecerá alguma coisa melhor
Segundo os especialistas, o profissional que aguarda que fatores externos ajudem no plano de carreira corre o risco até de perder seu emprego. Depender de que a empresa mude ou que seu superior saia para você conquistar o cargo não é uma atitude inteligente.
5 - Para mudar de emprego preciso fazer um curso de especialização, mas não tenho nem tempo e nem dinheiro
Para Almeida, neste caso o profissional devia se perguntar o que é viável de acordo com as condições dela. "O mais difícil é a pessoa identificar o que pode fazer para sair daquela situação. Há maneiras de sair do comodismo com cursos online ou bolsas de estudo", afirma.
Martins explica que o profissional que está sempre pensando em várias hipóteses e culpa o chefe e a empresa por não ter oportunidades, tem que parar e listar quais ações são necessárias para alcançar seu objetivo.
6 - Meu chefe não reconhece meus méritos
Não ser reconhecido no trabalho é um problema. Entretanto, para Martins, essa atitude passiva faz com que o profissional se acostume a culpar os outros.
A frustração, muitas vezes, impede que o profissional avance e dedique a outros projetos e se destaque, em vez de ficar reclamando.
7 - Eu faço meu trabalho bem, um dia as pessoas se lembrarão de mim
Mais uma vez, de acordo com Almeida, o profissional aguarda um reconhecimento do chefe ou dos colegas de trabalho. Mas alerta: ele não conseguirá isso só esperando "É preciso fazer um marketing pessoal e fazer networking no ambiente de trabalho", afirma.
8 - Sou bom no que faço, pois atuo nessa área há muitos anos
Para os especialistas, o profissional que acredita que é bom e que está a salvo pode ser facilmente passado para trás se não "provocar" o mercado.
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