sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Banda larga móvel sofre com burocracia no Brasil

 Apesar de abrigar quase 40% de todos os assinantes de telefonia celular da América Latina, o Brasil deixou de liderar o processo de massificação da banda larga móvel na região, de acordo com relatório da GSMA (organização mundial que presta consultoria no setor de telecomunicações).
Segundo o documento, o País esteve na vanguarda da implantação e ampliação da cobertura das redes 3G, mas apresenta dificuldades em dar os próximos passos. O estudo aponta basicamente três requisitos para que as empresas possam investir em redes capazes de suportar o imenso aumento no fluxo de dados nos próximos anos.
O primeiro deles é a necessidade de um regime regulatório transparente e previsível, mas a redução da tributação também é citada, bem como a importância de um mapa nítido de alocação do espectro eletromagnético. "O enfoque regulatório brasileiro não é ruim, mas consideramos que há abusos em alguns casos", avalia o diretor da GSMA para a América Latina, Sebastian Cabello. "As regras municipais para a instalação de antenas é um exemplo de norma que impede o avanço do serviço", aponta o executivo.
Segundo ele, o Brasil é o campeão da região na cobrança de altos impostos no setor. "Logicamente, isso também significa preços maiores sendo cobrados aos usuários brasileiros. É mais caro que praticamente qualquer país latino", acrescenta.
Mas o maior atraso, na opinião de Cabello, é a indefinição das autoridades brasileiras quanto ao destino do dividendo digital da faixa de 700 megahertz (MHz), que atualmente é utilizada para a transmissão analógica de TV. Enquanto países da região como Uruguai, Argentina, Peru, Colômbia e México já definiram a destinação do espectro para a telefonia de quarta geração (4G), o Brasil resolveu esperar até o chamado "apagão analógico", em 2016, para regulamentar o novo uso da faixa.
"O Brasil foi a principal liderança no continente para a implantação da TV digital, inclusive levando com sucesso o padrão brasileiro para os demais países. Mas o adiamento da decisão sobre os 700 MHz foi na contramão desse avanço", critica o executivo. Por esses motivos, a evolução do setor em países vizinhos passou a ser mais rápida.
Em 2008, o chamado Índice de Prontidão de Banda Larga Móvel (IPBLN) do Brasil era o maior da América Latina. Mas em 2010 os brasileiros já tinham sido ultrapassados pela Argentina e pelo Chile, que assumiu a liderança desse ranking. "O Brasil ainda é exemplo no setor em diversos sentidos para os demais países latinos, mas em outros está ficando para trás", conclui Cabellos.
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Mercado de alto luxo no Rio carece de comprador

AP Photo
As avenidas Delfim Moreira e Vieira Souto são sinônimos de status no Rio de Janeiro. Sonho e desejo de nove entre cada dez cariocas, além de outros brasileiros e muitos estrangeiros, os preços dos imóveis com vista para o mar fazem este mercado andar na contramão da maior parte das negociações imobiliárias no Rio. Enquanto em outros trechos da zona Sul, um apartamento com preço menor é vendido, na maioria das vezes em menos de um mês, imóveis de alto luxo, não só na linha do mar, como também na Lagoa, ou ainda casas de alto luxo no Jardim Botânico e na Gávea, levam até um ano para serem negociadas. Isto, mesmo sem uma grande oferta no mercado.
Com preços que começam em R$ 5 milhões e podem chegar a R$ 40 milhões, esses imóveis não são beneficiados pelo farto crédito do mercado financeiro e, por isso, são negociados à vista.
O Rio de Janeiro é uma cidade cara. Na maior parte das cidades no mundo, imóveis de alto luxo começam com preços em torno de US$ 1 milhão. Aqui, imóveis no Leblon ou Ipanema de três quartos perto da praia podem custar R$ 2 milhões, R$ 2,5 milhões, lembra Patrícia Judice, diretora da Judice & Araujo. A corretora faz parte da Christie's International Real State, uma rede de imobiliárias que negocia imóveis em mais de 40 países, com um volume de vendas estimados em US$ 100 bilhões por ano.
Patrícia explica que apartamentos na Delfim Moreira chegam a custar R$ 40 mil o metro quadrado, o dobro da média no Leblon que é de R$ 20 mil, o bairro mais caro do Rio. Só para se ter uma ideia dos preços no Rio, um imóvel de 70 metros quadrados na Gávea chega a custar R$ 1 milhão. "Mas para eles, há sim fila de espera".
Já para os apartamentos de alto luxo da zona Sul do Rio, a busca ainda é inversa. "Quando surge um imóvel de alto padrão é necessário buscar um comprador", conta a diretora. "Muitas vezes, acionamos nossa rede mundial através da Christie's", completa. Patrícia acrescenta que há investidores estrangeiros interessados neste mercado, mas há também famílias cariocas que estão enriquecendo e procuram morar num imóvel que traga mais status.
A diretora conta que no ano passado vendeu um apartamento na Delfim Moreira para um casal, no segundo casamento, que já morava numa rua interna do Leblon, mas queria ter um imóvel com vista para o mar. Os dois pagaram cerca de R$ 10 milhões por um apartamento de 300 metros quadrados.
Mas não é fácil encontrar esse comprador. Rodrigo Feliciano, diretor Comercial da Brasil Brokers Ética, conta que, como as negociações são com valores altos, elas são mais lentas. "Quem vende, não quer ser muito incomodado com as visitas. E quem compra não quer aparecer tanto", diz o diretor. Mas, para facilitar o negócio, já há quem aceite parcelar o pagamento em duas ou três vezes, num prazo de seis meses. "E também existem casos em que outros imóveis entram no pagamento".
Um exemplo da longa negociação da Brasil Brokers Ética foi um apartamento de três suítes, com três vagas na garagem, na Prudente de Moraes, a segunda rua de Ipanema, que foi posto no mercado por R$ 4,5 milhões. Foram sete meses esperando um comprador e, no fim, o imóvel foi vendido a R$ 4 milhões.
Apesar disso, os dois diretores ainda veem bom negócios na região. "Há muitos imóveis que são vendidos em herança", diz Patrícia. "A zona Sul continua sendo o desejo de carioca. Muitos querem, mas poucos podem comprar", conclui Feliciano.
ValorEconômico 



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Velocidade da inovação traz desafio para grupos de TI


O mercado de tecnologia da informação (TI) vive um dos melhores momentos de sua história. A despeito da instabilidade econômica internacional, a previsão é que os gastos em TI no mundo vão crescer 3,7% neste ano, chegando a US$ 3,8 trilhões, segundo a consultoria Gartner. O valor é equivalente a uma vez e meia o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.
Esse cenário positivo, no entanto, contrasta com o quadro apresentado por algumas das maiores companhias de TI. Empresas que já foram líderes em seus setores, ou estão lutando arduamente para manter essa posição, têm encontrado dificuldades lidar com a velocidade da inovação - que impõe projetos mais arriscados para conquistar o consumidor -, e ao mesmo tempo agradar os acionistas. O resultado se reflete em uma crise de gestão, que já levou muitos desses grupo s trocar de executivo-chefe. A lista inclui Hewlett-Packard (HP), Yahoo, Research In Motion (RIM) e Nokia.
Os novos chefes têm o desafio de não só recuperar a participação no mercado perdida para concorrentes como tornar as companhias mais lucrativas.
Piora de desempenho é o principal motivo das substituições, mas há exceções, como a morte de Jobs na Apple
"A rápida adoção de dispositivos móveis e de software como serviço acessado pela internet (computação em nuvem) tem exigido das companhias mais agilidade na tomada de decisões", afirma Jairo Okret, sócio da consultoria Korn/Ferry International. Uma decisão errada provoca perda de participação rapidamente, diz.
Adequar-se a novas situações é um desafio em qualquer setor, mas no de TI o esforço é redobrado porque as decisões precisam ser muito rápidas. Quando o executivo-chefe não consegue fazer isso a tempo, tornam-se o alvo mais visível da insatisfação dos acionistas. "Dificilmente o executivo-chefe responsável pela implementação de um modelo de negócios consegue implantar um novo. Por isso, os investidores cobram essa troca", diz Carlos da Costa, executivo-chefe do Institute of Performance and Leadership (IPL).
A teoria de que "não se ensina truque novo a cachorro velho" fez as ações da RIM caírem mais de 6% na semana passada, depois de a companhia anunciar Thorsten Heins, então diretor de operações de produtos e vendas, como presidente, em substituição aos copresidentes-executivos Mike Lazaridis e Jim Balsillie. Analistas consideraram que a companhia precisaria de um executivo de outra empresa para fazer as mudanças necessárias.
Visto como um executivo com pouca experiência em direção estratégica, Heinz tem o desafio de devolver à RIM a imagem de inovadora. "A RIM já foi admirada por sua estrutura organizacional e pelo BlackBerry, tido como um celular de alta qualidade. Mas não teve velocidade para competir com os novos smartphones", avalia Costa.
A demora em lançar tecnologias também colocou em maus lençóis o atual executivo-chefe da Nokia, Stephen Elop. As vendas de smartphones da empresa caíram 30% no quarto trimestre. Em 2011, a companhia vendeu 417 milhões de celulares e ficou com 26,9% do mercado global. A RIM tem perdido a briga para a Apple, dona do iPhone. Elop anunciou recentemente que fará mudanças para que a Nokia eleve as vendas de smartphones.
  
Na ânsia de mudar, algumas companhias anunciam decisões estratégicas radicais, que, em muitos casos, acabam sendo revistas. A HP já passava por turbulências quando anunciou Leo Apotheker como executivo-chefe, em substituição a Mark Hurd, envolvido em um caso com uma funcionária de uma empresa parceira da HP.
Em menos de um ano, Apotheker provocou perplexidade no mercado ao anunciar a venda da divisão de computadores da HP - um negócio de US$ 40 bilhões anuais. Apotheker foi demitido e substituído por Meg Whitman, ex-executiva-chefe da companhia bilionária de comércio eletrônico eBay. Reconhecida pelo seu profundo conhecimento em TI, Meg Whitman não perdeu tempo: já anunciou que a HP não venderá o negócio de PCs e que planeja lançar tablets e ultrabooks neste ano para atacar mercados nos quais ainda não atuava.
Ricardo Chisman, líder na área de TI da Accenture, diz que essas companhias ainda podem ser favorecidas pelo cenário de consolidação de tecnologias relacionadas à mobilidade e à computação em nuvem. "Este ano será de amadurecimento de tecnologias. As empresas capazes de apresentar serviços e produtos de maneira inovadora têm chances de recuperar mercado", afirma.
Transformar a imagem de uma empresa madura em inovadora é o principal desafio do Yahoo. Um dos sites mais visitados no mundo, nos últimos quatro anos o Yahoo perdeu audiência e receita para o Google e o Facebook. Neste mês, a companhia anunciou Scott Thompson, ex-executivo-chefe do PayPal, serviço de pagamentos controlado pelo eBay , para assumir a direção no lugar de Carol Bartz, demitida em setembro.
Thompson terá de acalmar investidores e parceiros asiáticos como o Alibaba e o Softbank, enquanto leva adiante a tarefa de reconquistar anunciantes com uma reformulação de serviços e conteúdo. Ele também estuda aquisições "que possam gerar novas fontes de receitas", conforme afirmou em entrevista recente à Reuters.
Para Larry Page, que voltou ao cargo de executivo-chefe do Google após quase dez anos longe do comando da gigante de internet, a questão-chave é conferir foco à empresa, sem perder talentos. Page já cancelou mais de 25 projetos e comprou a Motorola Mobility, em agosto, para competir na área de equipamentos. Ele também tenta levar adiante o projeto de tornar a rede social Google+ a maior do mundo. A rede social tem em torno de 90 milhões de usuários, contra 850 milhões do Facebook.
"Executivos como Page têm de ser uma espécie de evangelizadores, para convencer clientes e atrair e reter bons profissionais", afirma Costa, do IPL. O analista também considera essencial a capacidade de manter boas parcerias no mercado, pois ao desistir de um projeto ou adotar um novo, a empresa pode ter de mudar a rede de fornecedores. "Encontrar alguém com essas qualidades é muito difícil", diz Costa. Por essa razão, observa, as companhias trocam de presidentes entre si, mas raramente elegem um novato.
Para um grupo específico de companhias, a tarefa é mostrar aos investidores que seus negócios são sustentáveis: são as empresas que entraram recentemente no mercado de capitais, como LinkedIn e Netflix, ou que pretendem fazê-lo em breve, caso do Facebook.
Em alguns casos, convencer os acionistas pode exigir mudanças no primeiro escalão da companhia. Costa diz que Mark Zuckerberg, executivo-chefe e cofundador do Facebook, terá de dividir o comando da empresa para agradar os investidores. "Zuckerberg preserva a imagem de visionário, mas não tem paciência para responder aos acionistas. Em algum momento ele precisará dividir a liderança com um executivo do mercado", avalia o analista.
A Apple passou por situação semelhante. Em 1985, em meio a uma grave crise financeira, o conselho de administração demitiu o cofundador Steve Jobs. À época, Jobs não conseguiu cumprir o papel de presidente de uma companhia de capital aberto, diz Costa. "Ele tinha dificuldades em falar com os acionistas. Mas foi pior sem ele. Jobs e a Apple tiveram de aprender de uma forma cruel como lidar com o mercado para retomar a sua confiança", afirma. Jobs voltou ao comando 12 anos depois para se consagrar como um visionário e levar a Apple à posição de companhia mais valiosa do mundo.
No ano passado, a Apple voltou a enfrentar temores dos investidores, mas fez uma transição tranquila ao nomear Tim Cook como executivo-chefe, substituindo Jobs, que se retirou para uma licença médica. Após a morte de Jobs, em outubro, a empresa lançou o iPhone 4S, que se tornou o celular mais vendido no mundo no quarto trimestre, com 37 milhões de unidades.
O episódio de Jobs mostra que embora os problemas de gestão sejam os motivos mais comuns para trocar o comando, há casos de substituições provocadas pela morte do executivo-chefe, como ocorreu na Apple, ou por aposentadoria. É o caso da IBM. A companhia empreendeu mudanças importantes na estrutura organizacional e na estratégia de negócios nos últimos anos, afirma Costa. Por isso, a expectativa é de que Virgina Rometty, que substituiu Sam Palmisano na presidência da "Big Blue", não terá problemas em levar a companhia a atingir a meta de elevar a receita global - de US$ 99 bilhões no ano passado - em mais US$ 20 bilhões até 2015. Enquanto as concorrentes enfrentam um mar tempestuoso, a IBM é uma das poucas a navegar com tranquilidade
ValorEconômico

Dell reposiciona a marca e começa a oferecer serviços

 A Dell detalha sua estratégia de reposicionamento no Brasil e apresenta o mote “O Poder de Fazer Mais” para mostrar as novas ideias da empresa. Com esta frase, a marca pretende transmitir para os clientes corporativos que a tecnologia nada mais é que uma ferramenta para potencializar a capacidade humana. A tática da companhia é apresentar funcionalidades práticas que ajudem empresários a produzir mais e apresentar um melhor desempenho nos negócios, oferecendo, mais do que hardwares, soluções completas.
A mudança de planejamento da Dell surgiu de uma percepção de mercado que fez a empresa se aprofundar no setor de tecnologia oferecendo serviços complementares para englobar a oferta. A iniciativa pretende agregar valor aos produtos e, para brigar com a concorrência, a companhia também expandiu seus canais de venda para o varejo.
O novo conceito ressalta as mudanças de gestão da companhia que passou recentemente de apenas uma fornecedora de hardware à provedora de serviços e soluções tecnológicas. “As pessoas têm as ideias, os objetivos e as aspirações, portanto a tecnologia dever servir para elas como uma ferramenta de produção que permita elevar o nível e a rapidez do trabalho”, diz Fabiana Marcon, diretora de marketing da Dell Brasil.
Medidas estratégicas
Para concretizar estas medidas, durante dois anos a Dell adquiriu 12 empresas de software e serviços que ajudam a facilitar a vida dos usuários de computadores. Em abril do ano passado, a companhia anunciou o investimento de US$ 1 bilhão em novas soluções e opções baseadas em nuvem para todos os países onde possui operação, com o objetivo de permitir que os clientes desfrutem dos benefícios consequentes dos avanços da área de informática.
Pesquisas realizadas pela empresa apontam que 99% dos clientes compram tecnologia baseados nas vantagens oferecidas. Seguindo esta lógica, as mudanças na companhia buscam transmitir aos consumidores um conceito de produtos atrelados a serviços como, por exemplo, de instalação, gestão de dados e virtualização, atendendo a uma crescente demanda dos consumidores.
Com um faturamento mundial de US$ 15,4 bilhões no último trimestre, a categoria de serviços e soluções apresentou uma receita de US$ 1,1 bilhão, elevada por um ganho de 18% em servidores, 23% em serviços e 9% em gestão de dados. Nos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o faturamento da Dell cresceu 14%, em relação ao mesmo período do ano anterior.
Investimentos no Brasil
Atualmente, o Brasil está entre os 10 mercados que mais recebem investimento em marketing, pessoas, produtos e consolidação da marca da Dell. A empresa mantém seu posicionamento global no país, mas buscando atender necessidades peculiares do público brasileiro, tanto relacionadas ao portfólio de produtos quanto aos meios de comunicação direcionados aos consumidores.
“Sempre discutimos estratégias exclusivas de mercado, o Brasil é um dos países de atuação da empresa que possui um planejamento individual. Isso demonstra uma importante representatividade e um investimento não apenas em dinheiro, mas também em discussões estratégicas. Hoje, o Brasil está cotado como o terceiro ou quarto país que mais consome tecnologia no mundo, então, daqui a algum tempo, estaremos mais perto do top 5 da Dell”, conta Fabiana.
Com o foco no mercado nacional, a empresa lançou em novembro de 2011 o programa Dell Experts, que oferece um modelo de atendimento exclusivo a consultores de tecnologia, com representantes 100% dedicados para treinar os profissionais de TI. O serviço surgiu de acordo com uma percepção das estruturas de pequenas e médias empresas no país, que não possuem um profissional de tecnologia dentro da companhia e, normalmente, o serviço é terceirizado.
Com este recurso, a Dell espera que os consumidores a vejam com uma referência em auxílio tecnológico. O programa nasceu para atender uma necessidade específica do Brasil, no entanto, a empresa já estuda outros países que se encaixam na proposta e deve começar a implementá-lo a partir de março. Comprometida com a estratégia de expansão de serviços, a empresa prevê um crescimento total no faturamento de 17% a 23% até o fim de 2012.
Mudanças nos canais de venda
Outro reposicionamento estratégico da Dell foi a ampliação, há três anos, dos canais de venda, passando da negociação direta, pelo Call Center e loja virtual, para o comércio das grandes cidades por meio de varejistas como Magazine Luiza, Fnac, Ponto Frio e Fastshop. A proposta inicial da marca mudou por conta de uma percepção de mercado de que o varejo está crescendo e se popularizando cada vez mais.
Com a mudança, a empresa tinha como objetivo estar mais próxima dos clientes e impactar novos consumidores que não eram atraídos pela venda direta. A entrada no varejo foi uma iniciativa importante de expansão e conhecimento de marca para a companhia no mercado. A abertura ampliou os negócios da Dell, principalmente na região Nordeste, onde os consumidores não eram adeptos da compra direta.
“A presença no varejo popularizou a marca, mas não mudou a classe social do nosso público. Os produtos da Dell são mais seletivos, possuem uma faixa de preço e configurações mais caras do que as outras marcas populares, nosso posicionamento é diferenciado. Percebemos, no entanto, que os pais de família tendem a comprar o produto no varejo, enquanto os setores jurídicos, que já trabalham com a máquina, acabam comprando mais online”, expõe Fabiana.
Relacionamento com o cliente
Apesar dos serviços tecnológicos e sua divulgação serem focados no público corporativo, a Dell tem desenvolvido produtos e ações para os consumidores domésticos, já que eles representam 55% das aquisições de desktop e notebook. O lançamento do Inspiron 15 R, que possibilita trocar a capa dos aparelhos, ganhou uma promoção na fan page da Dell Brasil, estreitando o relacionamento com os consumidores.
Para a divulgação do conceito “O Poder de Fazer Mais”, a empresa também prepara um aplicativo interativo para os internautas a ser lançado em março. Já há na página uma pergunta para os usuários opinarem sobre o novo lema da marca. Para ouvir reclamações, críticas e sugestões dos consumidores, além da rede social, a Dell possui ainda um chat online e um canal de feedback no site. Procurando atender as necessidades dos clientes, a empresa realiza duas vezes por ano um encontro com grupos de usuários da marca para discutir melhorias no atendimento, na venda, na entrega e no portfólio de produtos.
O reposicionamento da marca proporcionou à Dell uma maior abrangência de mercado, ganhando concorrentes como a Microsoft e a IMB, além das fabricantes de hardware, como a Hewlett-Packard (HP). “Acreditamos que o papel da tecnologia é permitir que o usuário entregue resultados melhores e que produza mais. Seríamos uma empresa rasa, se acreditássemos que apenas o hardware é capaz disso. Temos como padrão que não podemos apenas vender computadores, mas entregar uma tecnologia completa, que faça com que o cliente cresça e prospere. Este é o nosso papel como empresa no mundo”, declara a diretora de marketing da Dell Brasil.
Exame

Lumia 800: o regresso do rei

NokiaLumia800
O NOKIA LUMIA 800 é um smartphone apaixonante, desde o momento em que o ligamos. O seu ecrã de 3,7 polegadas tem um óptimo contraste e cores vivas. A peça única em policarbonato que constitui a estrutura do seu corpo oferece resistência e um toque robusto. O Windows Phone 7.5 da Microsoft encaixa que nem uma luva. As suas semelhanças com o último modelo de topo da Nokia, o N9, ficam- -se pelo design exterior. São facilmente confundíveis (até no preço), mas altamente distintos.
Como os Android, o Lumia 800 tem três botões frontais: voltar atrás, regressar ao início e pesquisar no Bing português. A câmara de 8MP é bastante rápida na resposta, mas revela um pouco de ruído em zonas de menor luminosidade, e os 16GB de memória interna servirão para guardar muitos bons momentos. O mais surpreendente do Lumia 800 está no seu coração: um processador de um núcleo com 1,4 GHz. Parece impossível que um sistema operativo designado “Windows” tenha um desempenho fascinante com tão pouco gás, mas aqui está a prova de que estes americanos se aplicaram na plataforma, pois vai deixar os utilizadores de queixo no chão.
Office, Internet Explorer 9, Lifecooler, TVI, iBrisa e outras aplicações instaladas de raiz (também no modelo da Vodafone que testámos) têm excelente resposta e o SkyDrive tem 8GB de alojamento grátis em rede para os seus ficheiros. A Nokia pretendia surpreender com esta nova família Lumia e com este 800 cumpriu.
iGNotícias

Protesto de comércio está planejado na véspera da visita de um líder chinês

Trabalhadores da montagem da bateria para o grupo Wanxiang, uma fabricante de autopeças, em Hangzhou, China
HONG KONG - A Casa Branca se prepara para uma visita de Washington pelo homem que é esperado para executar China para a próxima década, as tensões comerciais entre os Estados Unidos e Pequim estão em ascensão.
Na terça-feira, uma coalizão de grandes sindicatos americanos, políticos democratas e grupos de defesa comercial planeja começar a campanha para o governo Obama para apresentar uma série de casos de comércio contra a China na indústria automobilística. Eles acusam Pequim de subsidiar injustamente partes montadoras chinesas e ilegalmente restringindo as exportações de matérias-primas cruciais que os fabricantes estrangeiros peças precisam para se manter competitivo.
O grupo diz que um aumento de 900 por cento das importações de autopeças da China na última década, para quase US $ 12 bilhões por ano, é a culpa pela perda de empregos em Michigan, Ohio e Pensilvânia - três estados decisivos que a administração não pode prescindir facilmente em um presidenciais ano eleitoral.
"Os chineses têm enganado", disse o senador Sherrod Brown, democrata de Ohio, que é um líder do Congresso do esforço de comércio, juntamente com o senador Debbie Stabenow, democrata de Michigan.
O grupo tem vindo a preparar sua campanha há meses. Mas pode ser uma nova oportunidade de sensoriamento depois que o presidente Obama sinalizou uma postura mais dura contra a China o comércio em seu discurso do Estado da União na semana passada, dizendo que iria criar uma unidade de aplicação de comércio para investigar as práticas desleais de chineses.
Separadamente, o Departamento de Comércio considerar a possibilidade de impor tarifas punitivas contra China sobre tecnologia verde de energia. E na segunda-feira, Washington foi do lado vencedor de uma decisão da Organização Mundial do Comércio contra a China por suas restrições à exportação de minerais industriais.
Todos que promete testar a diplomacia de ambos os lados durante uma visita à Casa Branca 14 de fevereiro pelo presidente da China vice, Xi Jinping, que está prevista para suceder o presidente Hu Jintao no próximo inverno como líder da China.
As autoridades chinesas negaram veementemente que elas violam os acordos de comércio internacional. "Nos últimos 10 anos, a China aplicou integralmente seus compromissos na OMC, e seu comércio e do investimento a liberalização e facilitação foram aumentadas significativamente", o presidente Hu disse no mês passado.
O senador disse Brown apetite de Washington para uma política comercial mais agressiva foi aguçado no mês passado, por imposição da China de tarifas íngremes em 4,9 bilhões dólares por ano de importações de veículos utilitários esportivos e carros grandes dos Estados Unidos.
Na esperança de reduzir as tensões comerciais antes visitar o Sr. Xi, as autoridades chinesas estão se preparando para enviar pelo menos seis delegações comerciais na compra de viagens para os Estados Unidos, disseram pessoas familiarizadas com os planos, mas não autorizada a discuti-los, disse. Delegações semelhantes têm precedido visitas passado por principais líderes chineses a Washington e se concentraram em agregação compras planejadas de jatos Boeing, grão-americanos e outras exportações em contratos multibilionários que pode ser assinada em elaboradas cerimônias.
A administração Obama também fez alguns pequenos movimentos conciliatórios. O Departamento de Comércio planeja emitir uma decisão preliminar em 13 de fevereiro sobre a possibilidade de impor tarifas sobre Chinese painéis solares para compensar os subsídios à exportação chinesa relatou. Mas quando os Estados Unidos ea China concordaram na semana passada que 14 de fevereiro seria a data para a visita do vice-presidente Xi para Washington, o departamento adiado a sua decisão até 2 de março.
Mas pequenos gestos podem não superar o choque entre autoridades comerciais americanas e executivos da indústria de automóveis no mês passado, quando a China impôs tarifas sobre veículos americanos.
Um conselheiro do ministério chinês do Comércio, que insistiu no anonimato porque não estava autorizado a comentar, disse que a decisão foi baseada principalmente na disputa entre as facções chinesa sobre a necessidade de mostrar resistência em relação aos Estados Unidos e não sinal de uma mudança mais ampla na políticas chinesas.
O movimento chinês veio como sindicatos americanos, políticos democratas, grupos de pesquisa política e advogados comerciais já estavam nos estágios finais da campanha de auto peças que eles pretendem anunciar em Washington na terça-feira. Além de numerosos membros democratas do Congresso, a coalizão inclui a United Steel Workers sindicato, o United Automobile Workers união, a mão-de-backed Instituto de Política Econômica e do comércio de advocacia Stewart e Stewart, bem como o Grupo de Wessel, empresa de estratégia comercial.
New York Times

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

14 propostas da Nasa para esfriar a Terra

 Um estudo feito pela Nasa propõe medidas para reduzir o aquecimento global. Ao todo, são 14 meios capazes de amenizar as mudanças climáticas.
Segundo a pesquisa, que foi publicada na revista Science, uma ação abrangente para combater a emissão de gás metano (um dos causadores do aquecimento glocal), bem como a poluição por fuligem, pode reduzir a temperatura média da Terra entre 2,2 e 1,7 grau centígrado até 2050.
Isto significa que uma região onde a temperatura média é de 32 graus, por exemplo, pode ver essa taxa cair para algo entre 31 e 29 graus com as medidas.
Segundo os cientistas, investir nas 14 propostas compensa porque os custos do aquecimento global sobre a saúde pública e agricultura seriam muito maiores que o valor do investimento preventivo.
O combate à emissão do gás metano ajudaria os produtores rurais, já que este tipo de gás estimula o surgimento de ozônio em baixas altitudes, o que prejudica a respiração das plantas e, na prática, diminui a produtividade da agricultura. Atualmente, o principal vetor de emissão de metano são as criações extensivas de gado.
Outro mal a ser combatido é a emissão de fuligem, item que também contribui para a mudança climática quando se acumula sobre a neve e o gelo, pois atrapalha a capacidade da água congelada refletir a radiação solar para fora do planeta.
Para completar, a Nasa adverte que as emissões de carbono também devem ser reduzidas, apesar do estudo focar suas ações no metano e na fuligem.
Abaixo, conheça as 14 propostas da Nasa:
Contra o metano
1 - Estender técnicas capazes de evitar o vazamento de gás em minas de carvão;
2 - Eliminar as perdas e queimar o gás que escapa de poços de petróleo atualmente;
3 - Diminuir vazamentos em gasodutos;
4 - Separar o lixo biodegradável para reciclagem, compostagem, bem como o uso da biomassa;
5 - Aprimorar o tratamento de esgoto a fim de capturar o metano capaz de escapar das estações;
6 - Controlar emissões de poluentes provenientes da pecuária por meio de um tratamento especial para o esterco;
7 - Arejar as plantações de arroz a fim de reduzir as emissões em plataformas alagadas.
Contra a fuligem
1 - Substituir a frota de veículos antigos responsáveis por emitir muitos poluentes na atmosfera;
2 - Instalar filtros especiais em veículos movidos a diesel;
3 - Proibir a queima de resíduos de agricultura ao ar livre;
4 - Substituir fornos a lenha por fornos a gás ou combustíveis alternativos de queima limpa;
5 - Levar a tecnologia de fornos por queima de biogás aos países pobres;
6 - Substituir tijolos de barro por vigas verticais ou por tijolos de fornos de maior eficácia;
7 - Substituir fornos a queima de coque - subproduto do carvão - por fornos mais eficientes.
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