sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Paris Hilton: Faturei US$ 1,3 bilhão em seis anos

 Paris Hilton faz muito mais do que torrar a fortuna da família em baladas. A patricinha é também uma mulher de negócios - muito lucrativos, como se pode concluir em uma entrevista concedida por ela à revista britânica FHM, que chega às bancas nesta semana. A herdeira americana revelou que, em seis anos, teve um faturamento de 1,3 bilhão de dólares (cerca de 2,4 bilhões de reais). Além de farras e escândalos de alcova, a patricinha de Beverly Hills, na Califórnia, se tornou uma máquina de fazer dinheiro.
"Desde 2005 a minha linha de perfumes rendeu mais de 1 bilhão de dólares", disse ela, e acrescentou uma lista de empreendimentos que levam seu nome ou sua chancela, como produtos licenciados a clubes noturnos. "Eu tenho 35 lojas e 17 linhas de produtos", contou sobre a lista de coisas que lhe rendem dinheiro, que vão de bolsas, sapatos, batons a objetos para cachorros.
O futuro para a aparentemente tresloucada loirinha significa mais dinheiro. "O próximo passo é a expansão do Paris Hilton Praia Clube", disse ela, contando que o primeiro empreendimento será inaugurado nas Filipinas. O clube que leva seu nome é um complexo de lazer que inclui hotel, restaurantes, boates e academias.
E, como quem tem dinheiro tem também o direito de gastar com o que quiser, Paris revelou à FHM que pretende lançar um disco de música eletrônica, focado no gênero house. Em resumo, uma equação simples: ganhar dinheiro com perfumes e gastá-lo espancando os ouvidos alheios. Além da capa, Paris estrela um ensaio sensual na revista, em que aparece de topless, com as longas madeixas loiras cobrindo os seios.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

EMPREGO OU GERENCIAR O PRÓPRIO NEGÓCIO?







A riqueza de uma nação é medida por sua capacidade de produzir, em quantidade suficiente, bens e serviços necessários ao bem estar da população.  Por este motivo, acredito que o melhor recurso de que dispomos para solucionar os graves problemas sócio econômicos pelos quais o Brasil atravessa é a liberação da criatividade (reavaliar currículo nas escolas), dos empreendedores, através da livre iniciativa, para produzir bens e serviços.
O economista Joseph A. Schumpeter descreveu a contribuição dos empreendedores, na formação da riqueza de um país, como o processo de “destruição criativa”. Este processo que, de acordo com Schumpeter, é “o impulso fundamental que aciona e mantém em marcha o motor capitalista”, produzindo constantemente novos produtos, novos métodos de produção e novos mercados; revoluciona sempre a estrutura econômica, destrói sem cessar a antiga e, continuamente cria outras.
Foi o processo de destruição criativa que tornou obsoleta a caneta-tinteiro em favor da esferográfica, a válvula eletrônica em favor do transistor, hoje chip, a régua de cálculo em favor da calculadora eletrônica, a locomotiva a vapor evoluiu para elétrica.
Em todos estes casos e em muitos outros, foi a criatividade dos empreendedores que substituiu um produto ou serviço mais caro e menos eficiente por outro mais barato, que executa melhor sua função.
As vantagens para todos são evidentes. Constantemente somos beneficiados por bens e serviços melhores e mais acessíveis.
Com o processo de destruição criativa estamos desenvolvendo a capacidade do País em produzir, em quantidade suficiente e a preços cada vez mais acessíveis, os bens e serviços necessários ao bem-estar de nossa população.
Ser empresário no Brasil é sempre desafiador, correr riscos não mensuráveis, e mais que isso ser empreendedor. O significado disso tudo é a capacidade e necessidade de realizar coisas novas, pôr em prática idéias próprias, buscar tecnologia para soluções no dia-a-dia do próprio negócio.
Pessoas com vontade de realizar, cuja imagem social não está em conflito com as atividades necessárias para iniciar um negócio próprio, com disposição de assumir riscos, e cujo capital social é favorável a empreender, há dois tipos de condições que se tornam críticas: a primeira é como se vêem preparadas para o empreendimento e a segunda é o número de outros interesses e obrigações que elas vêem inibindo sua decisão; a ênfase de que o importante é como as pessoas se vêem, já que não há nenhuma forma de medir a sua preparação ou o nível de outros interesses e obrigações.
A avaliação mais objetiva do nosso preparo para empreender um negócio próprio é a percepção que temos de nós mesmos, que se reflete em autoconfiança.
Por analogia, é raro alguém ousar fazer uma travessia a nado, se não se considerar razoavelmente preparado para realizá-la, tendo, por isto mesmo, a autoconfiança necessária. O mesmo acontece com o potencial empreendedor. Ele se sente preparado para iniciar um negócio próprio, em função do domínio que possui sobre as tarefas que deverá desenvolver nesse negócio.
        O que aprendemos na escola, universidade, no trabalho e através da observação do mundo a nossa volta é acumulado ao longo de nossa vida. A maioria aprende mais rapidamente na juventude, quando tudo é novidade, diminuindo esse ritmo à medida que os anos avançam. Portanto, o preparo de um indivíduo para iniciar um negócio próprio cresce com o seu domínio sobre as tarefas necessárias para o seu  desenvolvimento, com o aumento de sua capacidade gerencial e com o crescimento de sua visão empreendedora refletida no seu domínio sobre a complexidade do negócio.
No entanto, o sucesso e a satisfação no emprego e na vida particular são fatores que mais inibem as pessoas a tomar a decisão de se tornar empresário. Elas não têm nenhuma motivação de assumir a incerteza e o risco de um negócio próprio, se tudo vai bem.
Além disso, com sucesso no emprego surgem as obrigações normais da classe média; como aquisição da casa própria, gastos com automóveis, empregados, filho na escola, clubes, rodas sociais que acabam envolvendo as pessoas a ponte de, sem garantia do salário, se sentirem inseguras. Para elas é aterrorizante a idéia de ter de abrir mão de algumas dessas conquistas, em razão de um possível revés num negócio próprio.
Do exposto, conclui-se que todo potencial para empreender está sujeito a duas condições: a primeira é sua percepção sobre seu preparo, que aumenta a autoconfiança em iniciar um negócio próprio; e a segunda é sua visão de outros interesses e obrigações que minam essa autoconfiança. Como, geralmente, estas duas condições estão deslocadas no tempo, a maioria dos potenciais empreendedores tem um período de livre escolha. É o período em que se sentem preparados antes de estarem demais comprometidos com outros interesses e obrigações.
PROF. Ms. DELANO GURGEL DO AMARAL
Sócio-Administrador DELAM-Consultoria e Treinamento Empresarial Ltda.

BMW defende no Planalto mudança na política de IPI


Presidente da montadora no país afirma que a empresa tem planos de construir uma fábrica no Brasil, mas aguarda uma definição sobre a tributação

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presidente da BMW no Brasil, Henning Dornbusch, esteve hoje (29/12) com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para pedir uma mudança na política do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) deautomóveis importados para empresas que tenhamplanos de se instalar no Brasil. Dornbusch afirmou que a empresa tem planos de construir uma fábrica e já procura locais, mas a decisão ainda não foi tomada porque a empresa aguarda uma "definição de uma política com relação às empresas que estão entrando com novos investimentos no país".
O presidente da empresa não recebeu uma resposta de Gleisi além de que o governo está estudando o tema. "O governo está analisando. Não somos a única empresa que leva a mesma preocupação para o governo. O governo está ciente disso e está trabalhando para uma solução. Temos que aguardar", disse o executivo.
Dornbusch afirmou que a decisão de montar uma fábrica no Brasil ainda não está 100% confirmada por conta da alta no IPI. "Primeiro queremos definir com relação ao governo qual será a política para novos investimentos. Após definido isso, a BMW irá se pronunciar sobre onde serão, qual estado onde serão alocados os novos recursos", disse. "A questão básica é: os novos investimentos que entram no Brasil têm prazo de maturação para gerar receitas. Durante esse período, como você lida com esse fluxo operacional? Esse é o grande entrave hoje que as empresas têm no Brasil quando vêm se instalar", avaliou.
Há cerca de duas semanas, no entanto, o presidente-executivo da BMW mundial, Norbert Reithofer, disse em entrevista à agências internacionais que a intenção da empresa é aumentar sua presença nos mercados emergentes e a decisão de montar uma fábrica no Brasil estaria, sim, tomada.
Época NEGÓCIOS

Por que você nunca pode parar de aperfeiçoar seu negócio


Os empresários mais bem-sucedidos, assim como os melhores atletas, sabem: é preciso trabalhar duro e aprender mais rápido que o cara ao lado

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Não basta praticar. É preciso praticar sempre e bem
A rotina nas empresas mostra que o ditado que prega “a prática leva à perfeição” não é verdadeiro. Para valer é preciso adicionar uma palavra: “Prática perfeita leva à perfeição”. Quem cunhou esta frase foi o treinador de futebol americano Vince Lombardi. Há também uma citação atribuída ao violinista Jascha Heifetz: “Se eu não praticar um dia, percebo. Dois dias, os críticos percebem. Três dias, o público percebe”.
Quando se trata da sobrevivência de uma empresa, as citações acima são verdades absolutas. Atletismo e artes não são metáforas perfeitas para um negócio, mas não são ruins. Em todos os três, o talento só vai te levar até certo momento. Daquele ponto em diante, é uma questão de determinação e habilidade.
A revista americana Inc. listou uma série de dicas para que você, sua empresa e os funcionários atinjam todo esse potencial por meio do treinamento constante.
Comprometer-se com a excelência. É preciso querer ser o melhor. Ser bom não é suficiente. Pessoas que querem entrar na disputa entre os melhores abraçam a prática. Eles não lamentam uma concorrência acirrada. Elas procuram isso.
Trabalho duro. Tem que estar disposto a se esforçar e fazer sacrifícios necessários. Os maiores atletas são os mais trabalhadores.
Construir a verdadeira autoestima. E isso não é sinônimo de arrogância. É uma combinação de habilidades físicas e mentais, aprendidas durante a prática dos conceitos certos. A confiança em si mesmo permite que você realize o melhor de suas habilidades porque sabe o que funciona e o que não funciona.
Concentração. Se tiver total concentração, você terá o controle de si mesmo. Grandes atletas mantêm seu equilíbrio e concentração, estejam eles à beira da vitória ou encarando a derrota. O mesmo vale para o mundo dos negócios. É uma questão de se concentrar para atingir a melhor execução.
Estar fisicamente muito bem. A fadiga automatiza suas habilidades e seu julgamento, deixando-o cego para buscar soluções criativas. É o atleta mais bem condicionado, e não o mais talentoso, que geralmente ganha quando as coisas ficam difíceis.
Lidar bem com a pressão. Para ser um campeão, você tem que aprender a lidar com o estresse e a pressão. Mas se você estiver preparado mentalmente e fisicamente, você não precisa se preocupar.
O mundo dos negócios está cheio de histórias de empresários que pensavam que tinham atingido o topo e poderiam levar suas empresas sem ter de se preocupar em melhorar seus produtos ou serviços. É incrível como esses empreendedores descobriram rápido que seus mercados podem migrar para outras companhias ou, pior, desaparecer. 

Época NEGÓCIOS 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Dez problemas que espantam talentos das grandes empresas


Burocracia, falta de um projeto, chefes medíocres e falta de visão e de acompanhamento estão entre elas

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Seja uma empresa de alta tecnologia ou um conglomerado mais estabelecido, as grandes empresas têm dificuldade em manter os seus melhores e mais brilhantes executivos na casa. Arevista Forbes fez uma lista das dez principais razões pelas quais as companhias não conseguem reter talentos. Quer descobrir se é o seu caso? Confira abaixo as dicas. 

1. A burocracia da grande empresa. Esta é provavelmente a razão número 1 citada por empregados desencantados. No entanto, esse normalmente é um motivo que mascara o verdadeiro motivo. Ninguém gosta de regras que não fazem sentido. Mas, quando os talentos reclamam, é geralmente um sinal de que eles se sentem como se não tivessem participação nas regras. Eles simplesmente receberam a ordem de acompanhar e seguir o programa. 

2. Não encontrar um projeto que acenda a paixão de um talento. As grandes empresas têm muitas divisões. Portanto, elas geralmente não têm pessoas perguntando a seus funcionários de destaque se eles estão desfrutando de seus projetos atuais ou se querem trabalhar em algo novo, no qual estejam realmente interessados e que poderia ajudar a empresa. As pessoas de Recursos Humanos costumam estar muito ocupadas com outras coisas para chegar a este ponto. Os melhores talentos não são movidos por dinheiro e poder, mas pela oportunidade de fazer parte de algo grande, que possa talvez mudar o mundo, e pelas quais estejam realmente apaixonados. 

3. Péssimos relatórios anuais de desempenho. Você ficaria espantado com a forma como muitas empresas não fazem um trabalho eficaz na avaliação de desempenho anual dos funcionários. Ou, quando têm essa ferramenta, fazem de maneira apressada, por meio de um formulário preenchido rapidamente e enviado para o RH. A impressão que fica para o empregado é que o chefe – e, portanto, a empresa – não está realmente interessado no seu futuro a longo prazo. E se você é talentoso o suficiente, por que ficar? 

4. Falta discutir o desenvolvimento de carreira. Aqui está um segredo para a maioria dos chefes: a maioria dos funcionários não sabe o que estará fazendo em 5 anos. Cerca de menos de 5% das pessoas poderiam responder a essa pergunta. No entanto, todo mundo quer ter uma discussão com você sobre o futuro. A maioria dos chefes nunca pergunta até onde eles querem chegar na carreira. Uma boa prática é separar um tempo para discutir anualmente com os empregados – fora das reuniões de revisão de desempenho – o planejamento de sucessão ou de desenvolvimento de carreira. Se um talento sabe que você acha que há um caminho para ele daqui para frente, eles estarão mais propensos a ficar por perto. 

5. As empresas que tentam construir uma incubadora em torno de seu talento, dando-lhes novos projetos emocionantes para trabalharem, devem ser aplaudidas. mas além disso, as empresas devem se preocupar manter esses projetos até que sejam concluídos. Os melhores talentos odeiam ser “empurrados com a barriga”. Se você se comprometer com um projeto liderado por eles, você tem de dar a chance de eles entregarem o que realmente prometeram. 

6. Não prestar acompanhamento ou dizer-lhes como fazer seus trabalhos. Embora não seja possível “ir levando” os grandes talentos, é um erro tratá-los como “intocáveis”, quando estiverem conduzindo um projeto. Não quer dizer que seja necessário interferir no projeto de alguém ou dizer-lhe o quê fazer. No entanto, os melhores talentos requerem acompanhamento e não se importam de serem responsabilizados pelos seus projetos. Portanto, mantenha pontos de contato regulares com seus funcionários de destaque nesse processo. Eles vão apreciar suas ideias, observações e sugestões – desde que eles não virem uma pregação. 

7. Grandes talentos gostam de outros grandes talentos. Como são os funcionários que convivem com seus maiores talentos? Muitas organizações mantêm algumas pessoas na folha de pagamento que, racionalmente, não deveriam estar lá. Você ouvirá uma ladainha de justificativas explicando por que elas estão lá, se questionar. “É muito difícil encontrar um substituto...” “Agora não é o momento...” Se você quer manter suas melhores pessoas, certifique-se que elas estão cercadas por outras grandes pessoas. 

8. A falta de visão. Isto pode parecer óbvio, mas você considera o futuro de sua organização emocionante? Que estratégia está executando? Qual é a visão que você quer que esta pessoa talentosa cumpra? Será que eles têm uma palavra a dizer, ou algo a acrescentar nesta visão? Se a resposta for não, há trabalho a fazer – e rápido. 

9. Não ter a menta aberta. As melhores pessoas querem compartilhar suas ideias e serem ouvidas. No entanto, muitas empresas têm uma visão de que elas estão tentando jogar contra e, muitas vezes, encaram opiniões opostas à sua estratégia como um aborrecimento ou um sinal de que o funcionário não está jogando no mesmo time. Se seus melhores talentos estão deixando a empresa e estão em desacordo com a estratégia, resta à empresa um monte de pessoas dizendo “sim” ou as mesmas coisas uns aos outros. É preciso ser capaz de ouvir pontos de vista diferentes, sempre incorporando as melhores partes dessas sugestões. 

10. Quem é o chefe? Se algumas pessoas que se reportavam ao mesmo patrão saíram recentemente, provavelmente esta não é uma coincidência. Consultores com frequência recebem o pedido de “consertar” alguém que é um grande vendedor, um engenheiro, ou dirigente que está levando a equipe à loucura. Infelizmente, o coaching executivo costuma funcionar em apenas um terço desses casos. A melhor saída, então, é tentar encontrar outra posição para eles na organização – ou, ao menos, não superestimar o talento que você deseja manter. 

A retenção de talentos nunca é uma via de mão única. Os melhores têm que assumir alguma responsabilidade quanto à organização. No entanto, com a escassez de talentos – o que só vai aumentar nos próximos cinco anos – organizações inteligentes são aquelas que saem na frente nesses dez tópicos. 
ÉpocaNegócios

Sete passos para se tornar mais produtivo

Dicas práticas para aumentar seu potencial e explorar grandes projetos. O importante é se planejar

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Começar o ano com resoluções para equilibrar a vida pessoal e profissional é fácil. Difícil é manter o pique durante o ano. Para garantir que 2012 pode (e deve) ser mesmo o ano para se chegar mais longe, o especialista Jeff Haden ofereceu sete dicas de como aumentar a produtividade pessoal a cada dia aos leitores da revista americana Inc.com.

1. Estou ocupado, hoje só amanhã Não há nada pior do que tentar se concentrar em uma tarefa e ser interrompido a cada cinco minutos. Interrupções acabam com a concentração e “matam” a produtividade. Portanto, avise aos colegas de trabalho que você está planejando um dia para cuidar de um certo projeto. Se você mantém contato com clientes, faça o mesmo – sempre com o cuidado de nomear alguém para cuidar de assuntos em caso de emergência. Libere sua agenda totalmente e diga que vai responder aos e-mails e ligações no dia seguinte. Além de se dedicar completamente ao projeto, existe o benefício de que ao tornar essa informação pública, você se sentirá obrigado a fazer isso em um dia.
2. Ter um objetivo é tudo
Não planeje o seu dia para cuidar de um projeto baseado em métricas do tipo “vou trabalhar enquanto der” ou “não vou parar até me sentir bem produtivo”. Antes de se lançar ao projeto, calcule quanto tempo será necessário para finalizar a tarefa e aí, sim, faça sua programação. Se concluir que vai precisar de três dias, programe-se de acordo para equilibrar as outras tarefas, sempre lembrando-se de avisar sua equipe. Ao saber que vai trabalhar muitas horas, sua mente vai assimilar a informação e, com isso, o tempo passará rápido.
3. Trocando as horas
Ao sair da rotina e mudar seu horário de trabalho, a sua perspectiva de tempo também vai se alterar. Começar às cinco horas ou às seis da tarde para varar a noite representa uma mudança que pode ser muito benéfica para abordar um projeto com uma nova perspectiva.
4. Eu mereço? Não, só depois
Aquilo que seus pais faziam quando você era criança, oferecendo prêmios somente depois de ver uma tarefa concluída pode ser uma boa maneira de começar o projeto. Digamos que você gosta de ouvir música enquanto trabalha. Experimente tirar a música ou ouvi-la por apenas duas horas. Assim, quando o seu entusiasmo estiver precisando de uma injeção de ânimo, você poderá ouvir música novamente e se sentir reenergizado. Quaisquer coisas que você use para animar seu dia, seja tomar um café mais demorado, deixe para (bem) depois. Assim, quando chegar a hora, você se sentirá realmente premiado.
5. Bateria se carrega antes de acabar a carga
O princípio é o mesmo usado por atletas. Esperar para beber água até que a sede seja insuportável não é produtivo. O mesmo se aplica ao trabalho. Então, faça uma boquinha um pouco antes do horário habitual ou de sentir muita fome. Quanto às grandes refeições, é bom se planejar. Em vez de tirar uma hora para o almoço, prepare a comida com antecedência para que você possa parar e comer quando chegar a hora. Experimente também se alongar ou caminhar um pouco, após horas sentado na cadeira diante do computador. Com isso, o seu corpo não vai acusar o desconforto e não ficará tão dolorido, o que poderá diminuir sua motivação.
6. Quem faz paradinha é jogador de futebol
Em vez de fazer intervalos, pense que eles também devem ser produtivos. O importante é manter o pique, o fluxo de trabalho. Nada de parar para assistir à TV ou navegar pela internet. Alguns minutos de inatividade são suficientes para quebrar o ciclo de trabalho produtivo. Os intervalos devem ser usados com atividades ligadas ao projeto. Por exemplo: anote o que você ainda tem que de fazer, quem precisa ser informado, etc. E volte a trabalhar.
7. Só acaba quando termina
Parar de trabalhar porque você está cansado ou entediado pode ser negativo. Lembre-se que você é capaz de fazer muito mais do que imagina. Se a única coisa entre você e o trabalho pronto é falta de motivação, você precisa passar por essa barreira. Em um dia normal, é comum pensar “pronto, só consigo chegar até aqui”. Com o tempo, isso se transforma em hábito, o que pode acabar com suas chances de explorar mais seu potencial. Ir além é algo que todo mundo pode desenvolver. Vai doer? Sim, um pouco, mas ultrapassar limites vai te ajudar a se tornar mais produtivo a cada dia. 
ÉpocaNegócios

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Na busca por profissionais de TI, vale até fazer luau

Como as empresas estão enfrentando o apagão de mão de obra na cada vez mais essencial área de tecnologia da informação
A Viva Experiências se firmou na internet, há dois anos, vendendo vales-presente pouco convencionais, de reservas em restaurantes a salto de paraquedas. Mas, ao contrário do que o nome sugere, o início de sua história não foi uma experiência tão boa.

Na inauguração, em outubro de 2009, seu proprietário, André Susskind, montou um quiosque num shopping na zona sul de São Paulo para divulgar o site. Até aí, tudo certo. Internautas de fato tentaram comprar. Mas o serviço de tecnologia da informação (TI) contratado para criar o site falhou: o primeiro pedido levou mais de um mês para ser finalizado. Resultado: o faturamento no período ficou mais de 50% abaixo do previsto.
O caso não é único. No mundo, uma infinidade de negócios - especialmente em e-commerce - depende de TI e está ameaçada pela falta de gente qualificada. O problema tende a se aprofundar no Brasil, caso a previsão da Faculdade Getúlio Vargas (FGV) se concretize: em quatro anos, haverá déficit de um milhão de profissionais.
Fernando de Souza Meirelles, fundador do Centro de Tecnologia Aplicada da FGV, explica que não necessariamente cargos deixarão de ser ocupados. Nesse "apagão de mão de obra capacitada", como define, há dois vieses: o de profissionais despreparados e, aí sim, o das vagas abertas sem ninguém para assumir.
A corrida para preenchê-las no Peixe Urbano criou uma situação inusitada para o diretor de tecnologia da empresa, Alexander Ferraz Tabor. Há dois anos, quando estava de olho em possíveis talentos num evento em São Paulo, viu um desconhecido à sua frente tentando acessar, sem sucesso, o site de vendas coletivas. "Entrei no sistema pelo meu computador na mesma hora para tentar deixá-lo mais veloz", conta. O episódio reforçou o que ele já sabia: os acessos cresciam mais do que o suportado e era preciso ampliar o quadro de seis programadores da época.
Churrasco
Dificuldades para achar gente gabaritada o bastante são dribladas à exaustão. Dois recrutadores do Peixe Urbano trabalham estritamente para aumentar o time atual de TI de 60 funcionários, dos quais 50 são programadores. Até luau e churrasco com universitários são feitos. Outra tática é oferecer recompensa de R$ 1,5 mil por indicações de profissionais que passem ao menos seis meses na empresa. O próximo passo é captar no exterior brasileiros que queiram voltar à terra natal.
Os mais estabelecidos no mercado também encontram nos jovens solução paliativa. Por meio de um programa de aceleração de carreira, a Microsoft treina universitários com a ideia de retê-los. "Das vagas criadas hoje, perto de 40% são ocupadas por pessoal sem os conhecimentos técnicos necessários", diz Alexandre Ullman, gerente de recursos humanos da multinacional no Brasil.
Nenhuma solução foi mais radical que a encontrada pela We do Logos, startup que conecta designers a empresas. No início, o próprio fundador, Gustavo Mota, cuidava sozinho do site. Quando o tráfego cresceu, o empresário teve de contratar um especialista, que também não deu conta do recado. Mota, então, terceirizou o serviço de TI para a Digital Craft. Não foi suficiente. Hoje, as duas empresas são sócias. "Tecnologia é a alma do negócio. Ficava mais em conta."
Esse déficit, em parte, reflete um gargalo histórico nas escolas e nas universidades. Além da baixa qualidade do ensino básico público, investir na área de Exatas nunca foi prioridade das grandes faculdades. Por exigirem laboratórios, esses cursos são mais caros e, fora isso, as ciências humanas tendem a ter mais apelo. Afinal, trabalhar o dia inteiro e, à noite na escola, conseguir se concentrar em matérias como cálculo exige bem mais que disposição.
Outro ponto sensível é o fato de o ensino técnico ser preterido pelos estudantes em favor da universidade. Para Marco Stefanini, presidente da consultoria de TI Stefanini, essa opção pode ser equivocada: "Às vezes, uma pessoa com formação técnica pode ser mais bem remunerada". Segundo ele, a presidente Dilma já reconheceu a importância do assunto. Há dois meses, sancionou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, iniciativa que pretende gerar 8 milhões de vagas em cursos técnicos de vários setores até 2014.
A ausência de base técnica é justamente um dos principais obstáculos para o crescimento do setor de TI, diz a analista Virginia Duarte, do Observatório Softex. "Se nada mudar, setores brasileiros de serviços e softwares de TI devem perder receita de até R$ 115 bilhões até 2020." Na internet, velocidade é ouro.
Estadão