A riqueza de uma nação é medida por sua capacidade de produzir, em quantidade suficiente, bens e serviços necessários ao bem estar da população. Por este motivo, acredito que o melhor recurso de que dispomos para solucionar os graves problemas sócio econômicos pelos quais o Brasil atravessa é a liberação da criatividade (reavaliar currículo nas escolas), dos empreendedores, através da livre iniciativa, para produzir bens e serviços.
O economista Joseph A. Schumpeter descreveu a contribuição dos empreendedores, na formação da riqueza de um país, como o processo de “destruição criativa”. Este processo que, de acordo com Schumpeter, é “o impulso fundamental que aciona e mantém em marcha o motor capitalista”, produzindo constantemente novos produtos, novos métodos de produção e novos mercados; revoluciona sempre a estrutura econômica, destrói sem cessar a antiga e, continuamente cria outras.
Foi o processo de destruição criativa que tornou obsoleta a caneta-tinteiro em favor da esferográfica, a válvula eletrônica em favor do transistor, hoje chip, a régua de cálculo em favor da calculadora eletrônica, a locomotiva a vapor evoluiu para elétrica.
Em todos estes casos e em muitos outros, foi a criatividade dos empreendedores que substituiu um produto ou serviço mais caro e menos eficiente por outro mais barato, que executa melhor sua função.
As vantagens para todos são evidentes. Constantemente somos beneficiados por bens e serviços melhores e mais acessíveis.
Com o processo de destruição criativa estamos desenvolvendo a capacidade do País em produzir, em quantidade suficiente e a preços cada vez mais acessíveis, os bens e serviços necessários ao bem-estar de nossa população.
Ser empresário no Brasil é sempre desafiador, correr riscos não mensuráveis, e mais que isso ser empreendedor. O significado disso tudo é a capacidade e necessidade de realizar coisas novas, pôr em prática idéias próprias, buscar tecnologia para soluções no dia-a-dia do próprio negócio.
Pessoas com vontade de realizar, cuja imagem social não está em conflito com as atividades necessárias para iniciar um negócio próprio, com disposição de assumir riscos, e cujo capital social é favorável a empreender, há dois tipos de condições que se tornam críticas: a primeira é como se vêem preparadas para o empreendimento e a segunda é o número de outros interesses e obrigações que elas vêem inibindo sua decisão; a ênfase de que o importante é como as pessoas se vêem, já que não há nenhuma forma de medir a sua preparação ou o nível de outros interesses e obrigações.
A avaliação mais objetiva do nosso preparo para empreender um negócio próprio é a percepção que temos de nós mesmos, que se reflete em autoconfiança.
Por analogia, é raro alguém ousar fazer uma travessia a nado, se não se considerar razoavelmente preparado para realizá-la, tendo, por isto mesmo, a autoconfiança necessária. O mesmo acontece com o potencial empreendedor. Ele se sente preparado para iniciar um negócio próprio, em função do domínio que possui sobre as tarefas que deverá desenvolver nesse negócio.
O que aprendemos na escola, universidade, no trabalho e através da observação do mundo a nossa volta é acumulado ao longo de nossa vida. A maioria aprende mais rapidamente na juventude, quando tudo é novidade, diminuindo esse ritmo à medida que os anos avançam. Portanto, o preparo de um indivíduo para iniciar um negócio próprio cresce com o seu domínio sobre as tarefas necessárias para o seu desenvolvimento, com o aumento de sua capacidade gerencial e com o crescimento de sua visão empreendedora refletida no seu domínio sobre a complexidade do negócio.No entanto, o sucesso e a satisfação no emprego e na vida particular são fatores que mais inibem as pessoas a tomar a decisão de se tornar empresário. Elas não têm nenhuma motivação de assumir a incerteza e o risco de um negócio próprio, se tudo vai bem.
Além disso, com sucesso no emprego surgem as obrigações normais da classe média; como aquisição da casa própria, gastos com automóveis, empregados, filho na escola, clubes, rodas sociais que acabam envolvendo as pessoas a ponte de, sem garantia do salário, se sentirem inseguras. Para elas é aterrorizante a idéia de ter de abrir mão de algumas dessas conquistas, em razão de um possível revés num negócio próprio.
Do exposto, conclui-se que todo potencial para empreender está sujeito a duas condições: a primeira é sua percepção sobre seu preparo, que aumenta a autoconfiança em iniciar um negócio próprio; e a segunda é sua visão de outros interesses e obrigações que minam essa autoconfiança. Como, geralmente, estas duas condições estão deslocadas no tempo, a maioria dos potenciais empreendedores tem um período de livre escolha. É o período em que se sentem preparados antes de estarem demais comprometidos com outros interesses e obrigações.
PROF. Ms. DELANO GURGEL DO AMARAL
Sócio-Administrador DELAM-Consultoria e Treinamento Empresarial Ltda.
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