terça-feira, 13 de dezembro de 2011

CARTA MENSAL IBEF - dezembro 2011

A tensão continua... Novembro 2011

                                   Mês%
                    Ano %
Ibovespa
-2,51%
-17,94%
Poupança
0,56%
6,82%
US$ (Ptax)
6,40%
8,82%
CDI
0,86%
10,59%
IPCA
0,52%
5,97%

Embora com um final de mês animador após o anúncio de ações coordenadas dos principais bancos centrais do mundo dando uma demonstração de boa vontade na busca pela solução – ou pelo menos amenização – da crise européia, o mês de outubro foi marcado por altos e baixos no humor dos mercados.

Tais ações coordenadas, lideradas pelas autoridades monetárias do Canadá, Inglaterra, Reino Unido, Suíça, Banco Central Europeu e Fed, visam ampliar sua capacidade de fornecer liquidez para o sistema financeiro global.

Desta forma, mesmo que temporariamente, pelo menos um dos objetivos foi alcançado: reduzir as pressões nos mercados financeiros. A partir do anúncio, as bolsas mundiais voltaram a subir e reduziram as perdas acumuladas durante o mês.

As conseqüências requeridas com este esfriamento nos ânimos são a mitigação dos efeitos dos apertos na oferta de crédito e incentivar a atividade econômica. Porém, estes passos demandam um pouco mais de tempo e exigem algo mais das autoridades destes países. O que vimos é que talvez 2012 seja curto para percorrer tão longo caminho.

E, assim como dissemos no mês passado, a situação continua bastante incerta, podendo este ter sido apenas o passo inicial de uma longa jornada a ser encarada pelos países europeus. As metas fiscais têm sido duras e difíceis de serem cumpridas, além disso, a luta política nos bastidores também tem deixado o caminho ainda mais tortuoso.
Não vislumbramos um bom início de ano para os mercados, com investidores desconfiados e bastante descrentes a cerca de um desfecho rápido e satisfatório. As próprias autoridades não têm dado sinais claros sobre a magnitude dessa crise.

Internamente, assim como outubro, novembro foi um mês de poucas novidades. Como previsto, o Banco Central reduziu novamente a Selic. O “ambiente global mais restritivo” foi o argumento utilizado para justificar a redução da taxa. A próxima reunião será apenas em janeiro do próximo ano e a expectativa é de que o Copom continue o processo de ajuste na Selic.
Já no primeiro dia deste mês, numa tentativa de manter a roda da economia brasileira girando, o governo anunciou medidas de estímulo ao consumo. Redução do IPI para a linha branca e do IOF sobre operações de crédito para pessoas físicas, além de zerar o IOF incidente sobre o investimento externo em ações e zerar também a alíquota de PIS/Cofins sobre massas.

Considerando o fraco crescimento do PIB no terceiro trimestre e que a bandeira deste governo é o crescimento econômico, tais medidas visam acelerar o quarto trimestre para que o ano feche com crescimento acima de 3%.
Em relação ao mercado de capitais, como esperado, novembro não foi um bom mês para a bolsa brasileira que devolveu parte dos ganhos acumulados em outubro.

Em dezembro, não conseguimos enxergar motivos para uma alta no índice Bovespa. Com a situação ainda indefinida na Europa e o clima político fervilhando nos Estados Unidos, a volatilidade deve estar bem presente nos pregões deste mês. Porém, para os mais chegados ao passado, há motivo para acreditar numa valorização das ações: nos últimos 12 anos o mês de dezembro sempre terminou no campo positivo, e em 31 dos 43 anos de existência do Ibovespa prevaleceu o sinal de alta no último mês do ano.
Para o mercado de juros, continuamos acreditando em pouca oscilação, mantendo a tendência de leve baixa.

O dólar talvez apresente maior volatilidade devido à incerteza externa, porém a tendência também deve ser de baixa, principalmente após o Governo retirar o IOF sobre operações de estrangeiros em bolsa, que deve atrair recursos para o país.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Apple abre sua maior loja do mundo em Nova York

 O gigante tecnológico Apple inaugurou nesta sexta-feira na emblemática estação Grand Central de Nova York sua maior loja do mundo, um acontecimento que provocou longas filas e encheu de curiosos o hall da terminal.
Algumas pessoas chegaram inclusive a passar a noite para ser os primeiros a entrar no local, que abriu suas portas às 10h entre os gritos da multidão, dos trabalhadores e de centenas de entusiastas que tiravam fotos sem parar e faziam vídeos com seus IPhones e iPads.
Os primeiros 4.000 clientes receberam como presente uma camiseta vermelha com o conhecido logo em forma de maçã da companhia, cuja maior loja própria ficava até agora no Covent Garden de Londres.
É incrível, a MacStore mais completa que jamais vi, tem absolutamente de tudo, declarou à Efe Jeff Mulligan, que esperou nove horas na fila.
A loja conta com 315 empregados e um espaço de mais de 2.100 metros quadrados em Grand Central, onde ocupa a metade do andar superior do vestíbulo da estação, uma das mais transitadas do mundo e uma atração turística da Big Apple.
No interior dispõe de dois Genius Bars - um serviço gratuito de consultas técnicas no balcão de um bar - e também oferece conversas de graça de 15 minutos sobre produtos da Apple para captar novos clientes e entreter os viajantes que esperam seu trem.
A Apple fez um acordo em julho passado com a Autoridade Metropolitana de Transporte de Nova York de um contrato de dez anos de aluguel e pagou US$ 5 milhões ao restaurante que ocupava o espaço.
O gigante tecnológico tem 361 Macstores em 11 países e outras quatro em Nova York, entre elas a loja subterrânea e com entrada em forma de cubo situada na Quinta Avenida.
Exame

Primeiro filme feito com smartphone estreará nos EUA

O primeiro filme inteiramente gravado com um smartphone fará sua estreia nos Estados Unidos nesta semana.
O filme “Olive” foi totalmente gravado com um smartphone Nokia N8 e o diretor, Hooman Khalili, adaptou apenas uma lente de 35mm no aparelho para adicionar uma profundidade de campo. E o conjunto todo foi montado sobre um tripé.
Khalili disse que teve a ideia ao constatar que os smartphones estavam evoluindo muito rapidamente e como nada parecido já havia sido feito até então, decidiu dar o primeiro passo.
“A tecnologia está se movendo tão rapidamente e os celulares futuramente serão aquela coisa que faz tudo. Por isso o escolhi para esse projeto inovador. E sim, nossas lentes podem ser grandes e pesadas, mas é assim que as primeiras gerações de tecnologia são”, relatou Khalili.
Embora o diretor sul-coreano Park Chan-Wook tenha gravado seu filme de terror “Paranmanjang” somente com iPhone 4, o curta tinha apenas 30 minutos. Já “Olive” é o primeiro longa-metragem gravado desta forma.
“Olive” narra a história de uma jovem garota de 10 anos que transforma a vida de outros três personagens. Com custo inferior a US$ 500 mil, o filme fará sua estreia nesta semana em Los Angeles e conta com a participação de atores consagrados, entre eles a atriz duas vezes indicada ao Oscar, Gena Rowlands.  
Exame

Mercado reduz previsão de inflação, Selic e PIB em 2012

 O mercado financeiro voltou a reduzir as previsões para a inflação oficial e a Selic em 2012, ao mesmo tempo em que diminuiu as estimativas para o crescimento da economia neste ano e no próximo, mostrou o relatório Focus do Banco Central (BC) nesta segunda-feira.
O documento foi divulgado com atraso devido a problemas técnicos, segundo o BC.
A estimativa para a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - referência para o regime de metas de inflação no Brasil - em 2012 caiu para 5,42 por cento, ante 5,49 por cento na semana anterior. A expectativa para 2011 ficou inalterada em 6,50 por cento, exatamente no teto da meta do governo, que tem centro em 4,5 por cento e tolerância de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
"Este movimento de queda deverá persistir nas próximas semanas, à medida que o mercado incorpora a mudança de pesos na POF e as medidas de estímulo recém-divulgadas pelo governo (que terão impacto baixista sobre a inflação de duráveis)", afirmou a LCA Consultores em nota.
A queda na estimativa do IPCA para 2012 mostrada pelo Focus ocorre poucos dias após o BC também informar redução em sua estimativa para a inflação no próximo ano, de acordo com a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), quando a taxa básica de juros, a Selic, foi reduzida a 11,00 por cento ao ano.
Na ata, a queda na projeção de inflação para 2012 veio acompanhada de uma perspectiva mais deteriorada da economia internacional. A autoridade monetária continuou a considerar que o impacto na economia brasileira será de 25 por cento do visto na crise internacional de 2008 e 2009.
A crise internacional foi a justificativa dada pelo BC para os três cortes seguidos sobre a Selic desde agosto, que já tiraram 1,50 ponto percentual da taxa. As fracas perspectivas para a economia global e seus impactos sobre a atividade doméstica têm levado investidores a preverem a manutenção do ciclo de afrouxamento monetário no próximo.
Nesse contexto, investidores voltaram a reduzir o prognóstico para a Selic em 2012 para 9,50 por cento ao ano, queda de 0,25 ponto percentual comparado à previsão de 9,75 por cento trazida pelo documento anterior.
Apesar do estímulo via política monetária e medidas fiscais, o mercado seguiu diminuindo as perspectivas para o crescimento econômico neste ano e no próximo. Para 2011, a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu para 2,97 por cento, ante 3,09 por cento no documento anterior. A previsão para 2012 também foi cortada: para 3,40 por cento, contra 3,48 por cento no Focus da semana passada.
Tais previsões são as primeiras pelo Focus após a divulgação de que a economia brasileira teve crescimento nulo no terceiro trimestre ante o segundo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o país voltou a acelerar neste quarto trimestre, mas admitiu que um crescimento de 3,8 por cento neste ano não é mais possível e citou uma faixa de aumento do PIB entre 4 e 5 por cento para 2012, abaixo da de 4,5 e 5 por cento informada ao divulgar medidas de estímulo à economia neste mês.
Exame

Cientistas descobrem forma simples e barata de capturar energia solar

Cientistas norte-americanos descobriram uma nova maneira de concentrar o calor do sol sem o uso de espelhos. A novidade deve permitir uma forma mais simples e barata de aproveitar a energia solar usando sistemas compactos.
O dispositivo criado foi descrito em um relatório na revista Nanoscale Research Letters, por Peter Bermel e outros pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Um dos métodos tradicionais de aproveitamento da energia solar envolve o uso de células fotovoltaicas (PV), materiais que captam a luz solar e a transformam em eletricidade.
Outros métodos térmicos solares usam uma matriz de espelhos para focar e concentrar a luz solar, o suficiente para ferver a água e executar uma turbina a vapor para gerar eletricidade.
Uma terceira abordagem menos comum é a utilização de dispositivos chamados termofotovoltaicos (TPV, sigla em inglês). Que são dispositivos no estado sólido, que geram eletricidade diretamente a partir do calor emitido pelo sol ou qualquer outra fonte de calor radiante, como combustível.
O princípio básico de seu funcionamento é semelhante ao das células fotovoltaicas tradicionais com a diferença que o calor radiante não é absorvido diretamente pelo material fotovoltaico, mas sim por um absorvente seletivo na sua camada superior, fazendo com que emitam luz, que é então convertida em eletricidade pela célula fotovoltaica.
Bermel explica que se você colocar um material de absorção de luz e calor comum, de cor escura, em luz solar direta, "não pode ficar muito mais quente do que água fervente", porque o objeto irá irradiar calor quase tão rápido quanto irá absorvê-lo.
 Mas para gerar energia de forma eficiente, você precisa de temperaturas muito mais elevadas do que isso. Ao concentrar a luz solar com espelhos parabólicos ou uma grande variedade de espelhos planos, é possível obter temperaturas muito mais elevadas - mas às custas de um sistema muito maior e mais complexo.
"O que eu estou procurando é uma alternativa para esse paradigma concentrando a luz solar térmica", diz Bermel. A proposta é capturar a luz e refleti-la de volta ao material.
O resultado, diz ele, é que o dispositivo pode absorver tanto calor como um objeto preto padrão, mas "na prática, podemos deixá-lo extremamente quente, e não irradiar grande parte desse calor", explicou.
Para a operação eficiente do sistema TPV, o material que absorve e emite radiação de calor deve operar em altas temperaturas, o que significa que estes dispositivos solares também requerem o uso de espelhos para concentrar a luz do sol e assim fornecerem temperaturas razoáveis.
Os pesquisadores do MIT descobriram uma maneira de construir dispositivos TPV solares sem a necessidade de grandes e caros espelhos para concentrar a luz do sol.
Eles conseguiram isso usando o chamado cristal fotônico e adequando sua estrutura de tal forma que o calor absorvido é impedido de escapar do material. Assim é possível atingir temperaturas muito altas.
 Isso, dizem os pesquisadores, é um pouco parecido com o efeito estufa, onde a radiação infravermelha emitida pela superfície da Terra é impedida de escapar, pelos gases de efeito estufa, assim, o calor fica preso e o planeta aquecido.
No caso dos dispositivos TPV, esse bloqueio é feito por uma série de furos microscópicos precisamente espaçados, no cristal fotônico, que permite que os raios caiam dentro de uma faixa muito pequena de ângulos para escapar, enquanto o restante permanece no material, aquecendo-o.
Segundo os pesquisadores, a geometria - precisamente projetada do material fotônico, preferencialmente emite luz em uma direção e comprimento de onda que é ideal para a conversão fotovoltaica.
Isso permite que o dispositivo converta em média 36% da energia solar incidente em eletricidade - que é maior do que o máximo teórico que poderia ser alcançado pelas células solares fotovoltaicas tradicionais.
"Em grande escala [o sistema], é eficiente o suficiente para competir com as formas mais convencionais de energia. Esta é uma alternativa para concentradores", declarou Bermel. Segundo o relatório, estes dispositivos TPV podem ser fabricados usando tecnologia de fabricação-padrão de chip.
Exame

5 projeções para os países emergentes até 2050

 Há 10 anos a equipe econômica do banco Goldman Sachs, liderada por Jim O’Neill, passou a acompanhar mais de perto o crescimento das principais economias emergentes. Foi naquela época que O’Neill criou o termo BRIC para se referir ao grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China, os emergentes com as perspectivas mais promissoras.
Nesta semana o Goldman divulgou um estudo com projeções para os emergentes nas próximas três décadas. Segundo os economistas responsáveis, os números são “tão incríveis quanto eram há dez anos”. De acordo com o estudo, os BRICs estarão entre as cinco maiores economias do mundo até 2050. Veja abaixo cinco projeções do Goldman Sachs para os países emergentes.
Os BRICs estarão no “Top 5” em 2050
O relatório do Goldman Sachs diz que as projeções para os BRICs são “tão incríveis quanto eram há dez anos”, quando o banco começou a dar maior atenção para o grupo de países. A expectativa dos analistas é que em 2050 estas economias estejam entre as cinco maiores do mundo.
O “top 5” será, pela ordem: China, Estados Unidos, Índia, Brasil e Rússia. Neste cenário, o banco estima que a China ultrapasse os Estados Unidos em 2026. Os BRICs, juntos, devem somar uma economia maior do que a dos países do G7 em 2032.
“Não-BRICs” crescem também (e muito)
Nas próximas três décadas outros países emergentes fora dos BRICs também terão uma fase de forte crescimento econômico. É o caso de Egito, Vietnã, Indonésia, Bangladesh, dentre outros. Na última década, 27% do crescimento da economia mundial correspondeu à contribuição destes países.
Em 2050, esta proporção deve aumentar para mais de 40%. O relatório do Goldman observa, entretanto, que estas projeções dependem de investimentos que sustentem o crescimento sustentado destes países. 
Emergentes vão reduzir desigualdades...
As projeções do Goldman para a distribuição de renda nos países emergentes é otimista também. Os analistas esperam uma redução na desigualdade dentro de cada nação, mas também entre nações. 
Assim, a classe média nas economias emergentes deve aumentar nas próximas décadas, e o número de países de renda média vai crescer também. “Como resultado do crescimento continuado dos BRICs e de outras economias emergentes, vemos um aumento constante na distribuição de renda nestes países”, diz o relatório.
...mas ainda ficam longe dos países ricos
Apesar do crescimento, os emergentes ainda vão ficar muito atrás dos países ricos quanto ao PIB per capita. Até 2050, a renda por habitante de Brasil e Rússia vai aumentar quatro e seis vezes, respectivamente. Na China, o aumento será de nove vezes. 
“Mas apesar deste crescimento, o PIB per capita destes países continuará sendo apenas uma fração do dos Estados Unidos. Isto ressalta algo que já havíamos dito em nossas primeiras projeções para os BRICs: o processo de convergência de renda leva muito tempo”, dizem os analistas do Goldman.
BRICs e companhia vão deixar o ambiente mais tenso
À medida que a distância entre economias desenvolvidas e emergentes diminuir nas próximas décadas, a tensão entre os países deve aumentar, por causa da sensação de maior competitividade no cenário global. Esta situação complicada pode, por sua vez, estimular países a preferir o isolamento político em vez de maior integração. 
Exame

12 tendências de consumo para 2012

 Em 2012, marcas humanas - e portanto, passíveis de falhas - serão mais admiradas por consumidores. A ideia do crowdsourcing continuará sacudindo processos comerciais, mas será facilitada, e empresas estenderão tapetes vermelhos para chineses. Destacadas no levantamento anual da empresa de pesquisa de tendências de consumo Trendwatching, esses fenômenos, somados a outros nove, são alguns dos que devem sacudir o mercado no próximo ano.
De acordo com a empresa, muitas das tendências que já correram 2011 adentro - como o recomércio e a troca por descontos, por exemplo - continuarão a influenciar a maneira de shoppers decidirem o que e como comprar e forçarão as marcas a aderirem posturas honestas e transparentes
Veja o que vai guiar o consumo em 2012:
1 Tapete vermelho para chineses
Pessoas residentes na China fizeram mais de 30 milhões de viagens para países estrangeiros apenas na primeira metade de 2011, 20% a mais em relação a 2010, segundo o Ministério de Segurança Pública da China.
A Organização Mundial do Turismo estima que o número de turistas internacionais que saem da China vai chegar a 100 milhões em 2020, de acordo com o Trendwatching.  "Não é para menos que tapetes vermelhos são estendidos em todos os lugares onde políticos e CEOs chineses colocam os pés", afirma a empresa. 
Isso significa que de lojas de departamentos e serviços de turismo a empresas de aviação e hotelaria pelo mundo farão de tudo para mimar clientes chineses com serviços exclusivos, atenção e respeito. Indianos e brasileiros estarão na posição de receptores dessa tendência.
2 Saúde: faça você mesmo
A ideia do "Do It Yourself (DIY, ou "Faça Você Mesmo") ganhará força e se aproximará da saúde de consumidores no próximo ano, com novos aplicativos, aparelhos e recursos que permitirão autonomia no monitoramento de exercícios, dietas e tratamentos médicos.
A App Store da Apple, por exemplo, disponibiliza hoje 9 mil aplicativos móveis de saúde, entre eles, apps ligados a exercícios físicos aeróbicos, dieta, controle de estresse, relaxamento e saúde feminina.
Segundo o Trendwatching, a empresa de pesquisa Technavio prevê que o mercado global de aplicativos móveis ligados à saúde deve chegar US$ 4,1 bilhões até 2014, em relação a US$ 1,7 bilhões em 2010.
Veja outros exemplos:
Up, da Jawbone: pulseira sincronizada com um aplicativo de iPhone que monitora padrões de movimento, alimentação e sono do usuário.
Play It Down: aplicativo que testa a audição.
Withings Blood Pressure Monitor: aplicativo que pode ser conectado a um iPad, iPhone ou iPod Touch e mede a pressão sanguínea do usuário.
Skin Scan: permite aos usuários escanear e monitorar pintas na pele com o passar do tempo
3 A busca por ofertas
Chamada de "Dealer-chic", a busca por pechinchas e ofertas passará a ser mais admirada por outros consumidores, além de ser motivo de status. "Tem que ver com a emoção, a caça, o controle e a sensação de esperteza", justifica o Trendwatching. De acordo com a empresa, um "ecossistema de ofertas" cobrará das marcas mais personalização, esquemas de fidelidade e esforço.
Com acesso móvel ou via internet, o acesso instantâneo a ofertas e também a avaliações dará aos consumidores a certeza de que estão pagando o melhor preço pelo melhor produto ou serviço.

4 A tendência verde 
Chamado de "Eco-cycology", este é o fenômeno das marcas que ajudam os consumidores a reciclar ao recolher peças antigas dos compradores e transformá-las em objetos construtivas. Às vezes estimulados por novas legislações, outras vezes, por marcas mais ecologicamente ativas, diversos programas surgirão para não deixar nenhuma desculpa para os consumidores não reciclarem em 2012.
Dois exemplos: 
O programa Dell Reconnect, em parceria com a Goodwill Industries, permite que os usuários levem seus equipamentos elétricos de qualquer marca para uma das mais de 2.200 locações participantes da Goodwill nos EUA ou no Canadá, onde então são reparados ou reciclados.
O serviço Reuse-A-Shoe, da Nike, coleta e recicla tênis gastos da marca, assim como restos do processo da produção dos calçados.
5 Sem dinheiro vivo
Apesar de ser algo bastante discutido já há alguns anos, deixar moedas e dinheiro vivo de lado para adotar formas rápidas de pagamento ganhará força em 2012, e importantes empresas como Google e Mastercard trabalharão ativamente suas iniciativas "cash-less".
Inicialmente, o atrativo será somente a conveniência, mas com o tempo, os pagamentos móveis poderão gerar históricos de compra, sistema de recompensas e ofertas. Muitas dessas iniciativas incorporam a tecnologia conhecida como NFC (Near Field Communication – Comunicação de Campo Próximo), que permite troca de dados criptografados entre dois aparelhos próximos.
Por exemplo: um leitor instalado ao lado da caixa registradora de uma loja de varejo permitirá que os clientes que tiverem as informações de seu cartão de crédito armazenadas em seus smartphones NFC possam pagar pelas compras aproximando o telefone do leitor ou encostando-o nele, em vez de usar um cartão de crédito, de fato. 
6 A base da pirâmide urbana
Mais do que nunca, consumidores da base da pirâmide desejarão - e poderão - comprar, mas para isso exigirão inovações criadas exclusivamente para suas circunstâncias, de questões ligadas à saúde e falta de espaço - no caso de imóveis - passando pela cobrança por durabilidade.
7 A contribuição sem esforço
O crowdsourcing, assim como em 2011, continuará agitando e facilitando processos comerciais, mas em 2012, ganhará facilidade.
"As pessoas gostam, e sempre vão gostar, de contribuir com algo que é maior do que elas mesmas. Mas a realidade é que a maior parte dos consumidores – apesar de desejarem contribuir – acham que é muito difícil e dá trabalho demais", explica o Trendwatching.
É por isso que no próximo ano nascerão inúmeros produtos e serviços que fazem com que seja absolutamente simples para contribuir com qualquer coisa, desde informar sobre ruas que precisam de conserto até "encontrar sinais de vida extraterrestre".
8 Flawsome (o que mesmo?)
Foi assim que o Trendwatching chamou a tendência de humanização das marcas, inclusive mostrando suas falhas e fraquezas. Para consumidores, ganharão pontos as empresas que souberem admitir seus erros e melhorar atitudes. "Marcas que são honestas a respeito de suas falhas, que demonstram empatia, generosidade, humildade, flexibilidade, maturidade, humor e, se nos permite dizer, algum caráter e qualidades humanas", serão mais admiradas.
Em julho de 2011, por exemplo, a Dominos lançou uma campanha promocional de um mês em Nova York. Em um enorme espaço de outdoor em Times Square, a marca transmitiu ao vivo opiniões de consumidores (boas e ruins) enviadas por meio do Twitter para o painel digital.
9 Screen culture
"Em 2012, a vida vai acontecer por meio de telas cada vez mais difundidas, pessoais, envolventes e interativas", explica a empresa. Menos uma tendência e mais um meio pelo qual muitas das tendências já listadas acontecerão, a cultura da tela virá na forma da convergência de megacorrentes tecnológicas. As telas serão (ainda mais) onipresentes, móveis, baratas, interativas e intuitivas.
10 Recomércio: troca por pontos será o "novo comprar"
Aproveitar o valor de compras antigas será amplamente utilizado por comerciantes e consumidores. Além de bens grandes e duráveis como carros e casas, quase tudo estará pronto para ser revendido no próximo ano, de aparelhos eletrônicos a roupas.
Novos programas de recompra pelas marcas, esquemas de troca, plataformas online e mercados em tecnologia móvel oferecerão opções inteligentes e convenientes para os consumidores dispostos à “troca por descontos para obter um produto melhor”, além de aliviarem preocupações ambientais e éticas.
11 Maturialismo emergente
Consumidores com experiência e com a cabeça aberta em mercados emergentes tradicionalmente “conservadores” vão adotar campanhas e produtos que sejam sinceros ou até arriscados.  
Adeptos de um mundo sem censura e com opiniõs firmes, esses shoppers não se chocam facilmente, nem toleram ser tratados como se isso acontecesse. Capazes de conduzir conversas transparentes, aceitar e experimentar inovações ousadas, admiram cada vez mais marcas que extrapolam os limites.
12 Point & Know
2012 trará uma mistura de recursos conhecidos como apps, realidade aumentada e códigos QR para dar aos consumidores todo tipo de informação sobre objetos - e até pessoas - do mundo real de modo instantâneo. Assim como algumas tendências, a multiplicação de smartphones vai alimentar o auge do "aponte e saiba". 
Se tornará mais comum - e cada vez mais possível - adicionar profundidade de informações, comunicar histórias, fazer comparações de preço, avaliações e comprar com esses recursos.
Pelo Google Goggles, por exemplo, é possível fazer buscas com base em fotografias tiradas por um aparelho portátil, por reconhecimento de imagens. Ao tirar fotos de objetos, lugares ou códigos de barras de produtos, os usuários podem receber mais informações.
Em outubro deste ano, a Starbucks revelou uma promoção com códigos QR feita para mostrar aos consumidores seu aplicativo de pagamentos móveis e falar sobre seu café.
Exame