quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Samsung vislumbra tablet flexível e transparente

 Um vídeo divulgado pela Samsung tenta chamar a atenção para o potencial das telas flexíveis e transparentes que a empresa vem desenvolvendo. No vídeo, um dispositivo similar a um tablet é usado para ler, fotografar, conversar usando vídeo e traduzir frases, além de exibir uma espécie de holografia de um prato num restaurante.
A Samsung já mostrou um tela flexível em pleno funcionamento no evento CES, em Las Vegas, no início deste ano. Essas telas são uma evolução da tecnologia conhecida como Amoled (sigla de “active-matrix organic light-emitting diode” ou matriz ativa de diodos orgânicos emissores de luz), que é usada em smartphones de marcas como HTC, Nokia e a própria Samsung. 
A tela flexível parece estar próxima de virar realidade. A Samsung diz que poderá usá-la em algum produto já em 2012. Mas o tablet flexível e transparente do vídeo é só um conceito em que a empresa vem trabalhando e não deverá ser fabricado num futuro próximo. No vídeo, a tela é manuseada solta, como uma folha de papel. Não há espaço para os circuitos eletrônicos nela.
Ainda assim, podemos imaginar que, se houvesse um pequeno transceptor sem fio numa das bordas, a tela poderia se comunicar com um smartphone, que ficaria encarregado do processamento das informações. Um par de câmeras montadas nesse receptor tornaria possíveis as fotos e a videoconferência. E ao menos uma parte da visão da Samsung se realizaria. Confira o vídeo a seguir.
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17 previsões para 2012 em tecnologia

Como acontece todos os anos, os principais oráculos da tecnologia começam a divulgar suas previsões para 2012. A IDC soltou uma lista há alguns dias e o Gartner Group liberou outra hoje. Ambas são baseadas em análises do mercado elaboradas pelos especialistas das respectivas empresas. Confira dez tendências em tecnologia feitas por elas para 2012 e os próximos anos.
1 A TI não perde o ritmo
A IDC prevê que, em 2012, o mercado mundial de tecnologia da informação vai movimentar 7% mais que em 2011. O crescimento previsto é similar ao deste ano, estimado em 6,9%.
2 A China ultrapassa o Japão
Do total que será investido em TI no mundo, 28% serão gastos nos países ditos emergentes. E a China deve ultrapassar o Japão em gastos com TI.
3 Tablets conquistam as empresas
Até 2016, pelo menos metade dos usuários de e-mail empresarial vão ler e escrever suas mensagens num tablet ou outro dispositivo móvel, diz o Gartner.
4 Os aplicativos saem do PC
O Gartner prevê que, até 2015, os projetos de desenvolvimento de aplicações para smartphones e tablets vão ser quatro vezes mais numerosos que os projetos de aplicativos para PCs.
5 O Kindle Fire ganha espaço
Para a IDC, o Kindle Fire vai conquistar 20% do mercado de tablets em 2012. É um número notável para uma empresa que acabou de chegar a esse mercado, onde já existem líderes consolidados como a Samsung e, claro, a Apple.
6 O mundo móvel entra em guerra
Na análise da IDC, 2012 será um ano decisivo na batalha dos sistemas móveis. O Android deve continuar na liderança, seguido pelo iOS. E o ano será crucial para Microsoft, RIM e HP, que deve voltar à disputa.
7 A Microsoft pode comprar a Netflix
Para a IDC, o sucesso do Windows 8 nos tablets é crucial para a Microsoft. Mas isso depende de a empresa comprar ou fazer uma aliança com um provedor de conteúdo na nuvem, como a Netflix.
8 O dinheiro vai para a nuvem
Para a IDC, a computação em nuvem vai crescer quatro vezes mais rapidamente que o mercado de TI em geral. Em 2012, os serviços na nuvem devem movimentar mais de 36 bilhões de dólares. Esse mercado será disputado por Amazon, Google, IBM, Microsoft, Oracle, Salesforce.com, VMware e outras.
9 Os aplicativos também vão à nuvem
A IDC vê uma migração em massa rumo à computação em nuvem em 2012. Mais de 80% dos novos aplicativos corporativos serão voltados para a nuvem. Das aplicações já existentes, 2,5% serão portadas para a nuvem.
10 A segurança preocupa
Nas contas do Gartner, no final de 2016, mais de 50% das mil maiores companhias do mundo vão armazenar dados confidenciais dos clientes em serviços terceirizados de computação em nuvem. Isso deve aumentar as preocupações com a segurança. 40% das empresas vão exigir testes de segurança independentes ao contratar esses serviços.
11 O crime cresce
Até 2016, o impacto financeiro dos crimes digitais vai aumentar 10% ao ano, diz o Gartner. A razão será a descoberta de novas falhas de segurança nos sistemas.
12 A energia encarece os serviços
Até 2015, os preços de 80% dos serviços na nuvem vão incluir uma sobretaxa global de energia, prevê o Gartner.
13 Carros e televisores entram na internet
O número de aparelhos eletrônicos de consumo conectados à internet vai superar o de computadores em 2012. A conta, da IDC, inclui desde sistemas a bordo de automóveis até televisores e outros produtos de entretenimento doméstico.
14 A montanha de dados cresce
O volume de dados digitais no planeta vai crescer 48% em 2012, atingindo 2,7 zettabytes (cerca de 2,7 sextilhões de bytes) na estimativa da IDC. Para 2015, o volume previsto é 8 zettabytes.
15 Big data é desafio
A análise de grandes volumes de dados, conhecida como big data, estará no radar das empresas em 2012. Mas, até 2015, só 15% das maiores companhias vão conseguir explorar essa tecnologia para obter vantagem competitiva, diz o Gartner.
16 A Amazon chega à maioridade
A Amazon vai entrar para o clube das empresas com faturamento superior a 1 bilhão de dólares em TI, diz a IDC.
17 A bolha estoura
Para o Gartner, há uma bolha de investimentos em redes sociais e ela vai explodir em 2013. Em 2014, será a vez das companhias que desenvolvem aplicativos sociais para empresas, área onde os especialistas veem outra bolha sendo inflada.
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É melhor ter um plano ou um modelo de negócio?

É melhor ter um plano ou um modelo de negócio? Respondido por Yuri Gitahy, especialista em startups
Empreendedores tradicionais costumam criar planos de negócio que apoiem sua decisão no início da operação de suas empresas. A premissa de uma startups, que por definição é a busca por um modelo repetível e escalável, é que um plano de negócios só deve vir após um modelo de negócios validado.
O modelo de negócios é a forma como uma empresa cria, entrega e captura valor. Em outras palavras, é a fórmula que transforma time, produto e gestão em receita, lucros e retorno para os acionistas. Raramente, uma startup conhece com precisão o problema e solução a serem tratados e, por isso, precisa trilhar um caminho de extrema incerteza.
Imagine um negócio tradicional como um restaurante. Apesar da gestão e a experiência do empreendedor serem cruciais para que ele dê certo, seu modelo de negócio é relativamente simples: custos com alimentos, pessoal e marketing. O cliente consome o produto através de um cardápio e o pagamento vem de cada prato consumido.
O segredo é vencer o desafio de manter o restaurante sempre cheio e diferenciar-se da concorrência. Para ser mais escalável, entre várias opções, ele pode criar um atendimento para delivery ou mesmo virar uma franquia. Nestes negócios, os modelos costumam ser intuitivos.
Em startups, validar um modelo de negócios significa encontrar evidências claras de que os clientes estão dispostos a pagar pela sua oferta e rapidamente saber como transformar seu produto e seus consumidores em valor e lucros.
Com um time eficiente, uma startup sabe que para cada 2 reais investidos em marketing consegue-se 5 reais de receita, que sua taxa de conversão é de cinco compradores para cada 100 visitantes e que um cliente fica em média nove meses consumindo seus produtos. O segredo é realizar ciclos curtos de validação e reorientação do modelo de negócios.
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Como conseguir verba do governo para financiar meu negócio?

Como conseguir verba do governo para financiar meu negócio? Respondido por Dariane Reis Fraga Castanheira, especialista em crédito
Comparando com as linhas de crédito oferecidas pelos bancos privados, as linhas do governo são vantajosas pelo fato de cobrarem menores taxas de juros. Os governos federais e estaduais oferecem várias linhas de crédito para investimentos, tecnologia, exportação e capital de giro.
Uma das fontes governamentais mais conhecidas é o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que oferece crédito para empresas de todos os portes para investimentos em implantação, ampliação e modernização, aquisição de bens de capital, bens de produção e serviços, capital de giro isolado, exportação e inserção no mercado internacional.
Os financiamentos mais conhecidos são o BNDES Automático, cartão BNDES e Finame. Para conseguir o crédito, a empresa interessada deverá procurar uma das instituições financeiras credenciadas.
Os bancos privados são os responsáveis pelo crédito, portanto, a empresa deverá fazer o cadastro e cumprir os requisitos do banco. Além disso, deve estar em dia com o pagamento de impostos e contribuições.
Muitas vezes, as empresas não têm acesso a linhas de crédito do BNDES por falta de garantias reais, solicitadas pela instituição financeira. Para facilitar, foi criado o FGI (Fundo Garantidor de Investimento),que dá garantia ao BNDES de que os pagamentos serão efetuados. Esta operação tem um custo que deverá ser ponderado na decisão sobre a sua aquisição.
Outra fonte importante é a agência de fomento paulista Nossa Caixa Desenvolvimento, que atende pequenas e médias empresas paulistas com faturamento anual bruto entre 240 mil e 300 milhões de reais. Há linhas para financiamento de investimentos, máquinas e equipamentos, capital de giro e franquias. A agência também opera linhas do BNDES.
Se a empresa for solicitar crédito para investimento, tanto no BNDES como na Nossa Caixa Desenvolvimento, deverá elaborar um projeto de investimento.
Vale ressaltar que, para conseguir os créditos oferecidos pelos governos, é importante que a empresa apresente suas informações financeiras, como lista de faturamentos anteriores, demonstrativo do resultado, balanço patrimonial e projeção do fluxo de caixa. É importante que a empresa mantenha um processo de registros contábeis e financeiros organizado e simples.
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O que é uma startup?

Afinal, o que é uma startup? Respondido por Yuri Gitahy, especialista em startups
 Tudo começou durante a época que chamamos de bolha da Internet, entre 1996 e 2001. Apesar de usado nos EUA há várias décadas, só na bolha ponto-com o termo "startup" começou a ser usado por aqui. Significava um grupo de pessoas trabalhando com uma ideia diferente que, aparentemente, poderia fazer dinheiro. Além disso, "startup" sempre foi sinônimo de iniciar uma empresa e colocá-la em funcionamento.
O que os investidores chamam de startup? Muitas pessoas dizem que qualquer pequena empresa em seu período inicial pode ser considerada uma startup. Outros defendem que uma startup é uma empresa com custos de manutenção muito baixos, mas que consegue crescer rapidamente e gerar lucros cada vez maiores. Mas há uma definição mais atual, que parece satisfazer a diversos especialistas e investidores: uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza. Apesar de curta, essa definição envolve vários conceitos: - Um cenário de incerteza significa que não há como afirmar se aquela ideia e projeto de empresa irão realmente dar certo - ou ao menos se provarem sustentáveis. - O modelo de negócios é como a startup gera valor - ou seja, como transforma seu trabalho em dinheiro. Por exemplo, um dos modelos de negócios do Google é cobrar por cada click nos anúncios mostrados nos resultados de busca - e esse modelo também é usado pelo Buscapé.com. Um outro exemplo seria o modelo de negócio de franquias: você paga royalties por uma marca, mas tem acesso a uma receita de sucesso com suporte do franqueador - e por isso aumenta suas chances de gerar lucro. - Ser repetível significa ser capaz de entregar o mesmo produto novamente em escala potencialmente ilimitada, sem muitas customizações ou adaptações para cada cliente. Isso pode ser feito tanto ao vender a mesma unidade do produto várias vezes, ou tendo-os sempre disponíveis independente da demanda. Uma analogia simples para isso seria o modelo de venda de filmes: não é possível vender a mesmo unidade de DVD várias vezes, pois é preciso fabricar um diferente a cada cópia vendida. Por outro lado, é possível ser repetível com o modelo pay-per-view - o mesmo filme é distribuído a qualquer um que queira pagar por ele sem que isso impacte na disponibilidade do produto ou no aumento significativo do custo por cópia vendida. - Ser escalável é a chave de uma startup: significa crescer cada vez mais, sem que isso influencie no modelo de negócios. Crescer em receita, mas com custos crescendo bem mais lentamente. Isso fará com que a margem seja cada vez maior, acumulando lucros e gerando cada vez mais riqueza.  
Os passos seguintes É justamente por esse ambiente de incerteza (até que o modelo seja encontrado) que tanto se fala em investimento para startups - sem capital de risco, é muito difícil persistir na busca pelo modelo de negócios enquanto não existe receita. Após a comprovação de que ele existe e a receita começar a crescer, provavelmente será necessária uma nova leva de investimento para essa startup se tornar uma empresa sustentável. Quando se torna escalável, a startup deixa de existir e dá lugar a uma empresa altamente lucrativa. Caso contrário, ela precisa se reinventar - ou enfrenta a ameaça de morrer prematuramente.
Startups são somente empresas de internet? Não necessariamente. Elas só são mais frequentes na Internet porque é bem mais barato criar uma empresa de software do que uma de agronegócio ou biotecnologia, por exemplo, e a web torna a expansão do negócio bem mais fácil, rápida e barata - além da venda ser repetível. Mesmo assim, um grupo de pesquisadores com uma patente inovadora pode também ser uma startup - desde que ela comprove um negócio repetível e escalável.
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DELAM CONSULTORIA - RECUPERAÇÃO DE EMPRESAS

Face à atual situação do País têm sido inúmeros casos de empresas que procuram fontes de saneamento financeiro que carecem de reestruturação para se viabilizarem.

Tem-se obtido êxito centrado na metodologia seguida, associando ao desenvolvimento de um Plano de Ação e Reestruturação Financeira que apóia a sua implantação no nível operacional para sustentar e viabilizar a empresa e seus negócios, nos seus mais diferentes níveis. 

Processo de Recuperação de Empresas envolve normalmente quatro fases:

·        Análise dos Ambientes Externo e Interno; 
·        Diagnóstico e Desenvolvimento do Plano de Ações;  
·        Saneamento Financeiro;
·        Apoio à reorganização e reestruturação da empresa, através da afetação de Interim Management para efetuar o turn round.

Abordagem para a recuperação de empresas:

A DELAM Consultoria aplica uma metodologia, baseada na experiência Profissional, desenvolvidas na criação de novas empresas, na gestão de PME, e em recuperação de grandes empresas, para identificar as causas do insucesso da gestão, da situação econômica e financeira e proceder à implantação de um plano de ações, no nível operacional, para sustentar e viabilizar o negócio em todos os níveis. 

As vantagens em contratar especialistas para recuperações são:

·        Celeridade no diagnóstico do estado da empresa;
·        Rápida intervenção para manter viabilidade da empresa;
·        Interim Management;
·        Reestruturação Financeira;
·        Desenvolvimento e implantação de um portfólio de soluções para os problemas que geraram a crise.

Como especialistas em recuperação e gestão de empresas, é providenciado serviços especializados, de gestão da crise, reestruturação empresarial e financeira, de insolvência entre outros.

 É norma da DELAM Consultoria começar com uma análise diagnóstico para determinar as áreas que requerem uma intervenção imediata. O objetivo é identificar, definir o problema e desenvolver a estratégia para a recuperação da empresa.

Durante o período de análise diagnóstico, são identificadas as áreas problemáticas e passíveis de intervenção, serão trabalhadas essas áreas a fim de providenciar a viabilidade da empresa e seus negócios. Estas ações faz parte da prestação de serviços da DELAM Consultoria de Interim Management.

O Interim Management consiste na contratação temporária de gestores seniores, com funções executivas, tendo como objetivo desenvolver uma tarefa ou projeto previamente definido e trata-se de uma solução rápida, flexível e eficaz quando se pretendem atingir objetivo concreto, notadamente:

·         Para preencher necessidades inesperadas de gestão, seja para substituição temporária de quadros, seja para preencher um período de transição;
·        Programar um projeto específico, evitando a contratação definitiva de especialistas, a preço elevado, sem ter a certeza do retorno que poderá ser obtido;
·        Reestruturar e Reorganizar;

Os Interim Management são profissionais altamente especializados com grande experiência na resolução de problemas, formulação e execução de estratégias com sucesso. Os Gestores e Consultores, permanecem o tempo que for necessário, na empresa, para solucionar o problema inicialmente definido e para solucioná-lo, implantando novas estratégias, avaliando os riscos dos processos e ações visando o desenvolvimento de mecanismos de continuidade.

Na DELAM Consultoria disponibiliza-se Interim Management com competências específicas, aptos a desenvolver uma intervenção eficaz.

A DELAM Consultoria conta com a sua colaboração para melhorar cada vez mais!  O seu contacto é crucialmente importante e a DELAM Consultoria se interessa. A sua opinião mais ainda! 

DELAM – Consultoria e Treinamento Empresarial Ltda.
Av. Visconde do Rio Branco, 1712 – 1º andar – Centro – Fortaleza-Ceará
85 3878-4150
85 9619-8872  e  85 8884-7662
gruguel@yahoo.com.br

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Como acabar com as dívidas da sua empresa

Um empresário tem dois caminhos para eliminar as dívidas: ou aporta capital ou conta com a geração de lucro. Em ambos os casos, o planejamento é ponto de partida para resultados efetivos e que contribuam para a tão sonhada estabilidade financeira. O professor de pós-graduação da Trevisan Escola de Negócios, Ricardo Cintra, diz que o endividamento das pequenas empresas costuma acontecer no primeiro ano de operação.
Neste final de ano, os índices do mercado têm demonstrado resultados positivos, como a queda de 0,3% da inadimplência das empresas, segundo a Serasa Experian, em relação ao mês de setembro. A previsão é de queda do indicador de inadimplência já no primeiro trimestre do ano que vem.
Para o consultor do Sebrae-SP, Luis Alberto Lobrigatti, os empresários acumulam dívidas, geralmente, porque fazem compras acima do necessário, vendem pouco, investem sem planejar ou fazem má administração dos recursos. Tudo isso descapitaliza o negócio.
Se as contas atrasadas estão se acumulando, analise bem a situação da empresa antes de pedir socorro ao banco. O primeiro passo para quem deseja eliminar as dívidas é saber quanto e para quem se deve.
1. Descubra sua capacidade de pagamento
“A primeira atitude indicada a quem deseja sair de um poço é parar de cavá-lo”, brinca Ricardo Cintra. Por isso, coloque no papel qual o faturamento da empresa menos os custos normais, ou seja, as despesas de funcionamento básicas. O resultado será o seu lucro. Ele ará uma ideia de quanto tempo levará para pagar a dívida. Por exemplo, se você deve 20 mil reais e gera 1 mil reais de lucro por mês, levará mais de 20 meses para normalizar a situação.
“Deve haver esforço para aumentar a chamada sobra”, comenta o professor. Uma segunda opção é alongar os prazos das dívidas, o que aumentaria os custos, mas seria o caminho para a futura quitação. “É preciso entender que é difícil pensar em solução milagrosa para extinção de dívidas”, alerta Cintra.
2. Cumpra seus compromissos
Não assuma compromissos com bancos e financiadoras se não poderá honrá-los, ainda mais por relaxamento no controle da contas. O consultor do Sebrae-SP comenta que 80% do lucro da empresa deve ser destinado à amortização da dívida e o restante para deslizes, as chamadas situações de emergência.
Neste cálculo, inclua o caixa que precisa ter ao longo do ano, como pagamento do 13º salário, férias e multas de contrato de rescisão. “O devedor racional e bem assessorado não deve ter dificuldades para compor um fundo para contingências ou uma reserva de caixa”, comenta o professor da Trevisan.
3. Gerencie a compra e venda
O descontrole sobre o que vai comprar e a projeção de quanto irá vender pode fazer com que parte do seu lucro seja estocado. Se você vende em média 500 reais e compra 800 reais, o excedente seria parte do seu lucro, que poderia servir para amortizar a dívida. O mesmo serve para a compra de materiais, no caso de uma empresa prestadora de serviços.
Preste atenção também nas vendas. Se você der muito prazo ao cliente, precisa estar preparado para o recebimento tardio, o que exige um capital de giro bem estruturado. “Ele vai deixar o lucro nas mãos do contas a receber”, comenta Lobrigatti.
4. Troque de credores
Se a sua dívida tem juros expressivos, pense na possibilidade de trocar de credor. Lobrigatti dá o exemplo de um empresário que deve no banco e paga juros de 20% ao ano. É mais interessante ele fazer um empréstimo com juros de 10% para pagar aquele banco de 20% e dever somente para esta instituição.
“Ele não vai solucionar a dívida, mas pode melhorar os prazos. O lucro é que resolve”, diz. Se você já deve para várias instituições financeiras, as chances de adquirir um novo empréstimo são mais restritas.
O problema do pagamento das dívidas é o que o professor Ricardo Cintra denomina de combinação letal: os juros altos e o prazo curto. “Juntos, estes fatores causam excessiva pressão sobre o caixa do devedor. Quanto mais esse nó for afrouxado, mais próxima estará a solução ética e definitiva.”
5. Não comprometa a operação
Um dos entraves para quem deve é acabar restringindo as atividades da empresa, como a dívida com os fornecedores, o que prejudica a geração de caixa. Ricardo Cintra recomenda que o empresário procure o fornecedor antes de atrasar o pagamento para não prejudicar negociações futuras. “Se os fornecedores forem adequadamente sensibilizados para a nova situação e se o devedor tiver um bom histórico, as possibilidades de sucesso são boas”, diz.
Mas, se não houver acordo, é mais viável substituir o endividamento para não deixar de ser abastecido. O mesmo ocorre com despesas que fazem parte da estrutura da empresa, como folha de pagamento e aluguel. Se o problema é com impostos, em 2012 haverá uma nova edição do Programa de Recuperação Fiscal, o Refis. É uma oportunidade para fazer um novo parcelamento das contas em atraso.
6. Elimine gastos
Uma alternativa para tentar acelerar o pagamento de dívidas é vender alguns bens da empresa, como máquinas ociosas ou liquidar o estoque. Você deve encontrar alternativas para reduzir os custos sem perder a eficiência e, assim, aumentar o lucro. “O empresário deve usar tudo o que tem a favor dele e enxugar as despesas e compras adequadamente”, resume Lobrigatti.
Para evitar desperdícios, mantenha o foco no negócio. Ricardo Cintra recomenda terceirizar o que possível. Em vez de permitir que a dívida de instale e tome conta do seu negócio, aja nos primeiros sinais de problemas. Se conseguir manter as contas sob controle, assim como as projeções de faturamento, quando o seu lucro for maior, veja se é possível antecipar o pagamento de parcelas.
Exame