terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Lumia 800: o regresso do rei

NokiaLumia800
O NOKIA LUMIA 800 é um smartphone apaixonante, desde o momento em que o ligamos. O seu ecrã de 3,7 polegadas tem um óptimo contraste e cores vivas. A peça única em policarbonato que constitui a estrutura do seu corpo oferece resistência e um toque robusto. O Windows Phone 7.5 da Microsoft encaixa que nem uma luva. As suas semelhanças com o último modelo de topo da Nokia, o N9, ficam- -se pelo design exterior. São facilmente confundíveis (até no preço), mas altamente distintos.
Como os Android, o Lumia 800 tem três botões frontais: voltar atrás, regressar ao início e pesquisar no Bing português. A câmara de 8MP é bastante rápida na resposta, mas revela um pouco de ruído em zonas de menor luminosidade, e os 16GB de memória interna servirão para guardar muitos bons momentos. O mais surpreendente do Lumia 800 está no seu coração: um processador de um núcleo com 1,4 GHz. Parece impossível que um sistema operativo designado “Windows” tenha um desempenho fascinante com tão pouco gás, mas aqui está a prova de que estes americanos se aplicaram na plataforma, pois vai deixar os utilizadores de queixo no chão.
Office, Internet Explorer 9, Lifecooler, TVI, iBrisa e outras aplicações instaladas de raiz (também no modelo da Vodafone que testámos) têm excelente resposta e o SkyDrive tem 8GB de alojamento grátis em rede para os seus ficheiros. A Nokia pretendia surpreender com esta nova família Lumia e com este 800 cumpriu.
iGNotícias

Protesto de comércio está planejado na véspera da visita de um líder chinês

Trabalhadores da montagem da bateria para o grupo Wanxiang, uma fabricante de autopeças, em Hangzhou, China
HONG KONG - A Casa Branca se prepara para uma visita de Washington pelo homem que é esperado para executar China para a próxima década, as tensões comerciais entre os Estados Unidos e Pequim estão em ascensão.
Na terça-feira, uma coalizão de grandes sindicatos americanos, políticos democratas e grupos de defesa comercial planeja começar a campanha para o governo Obama para apresentar uma série de casos de comércio contra a China na indústria automobilística. Eles acusam Pequim de subsidiar injustamente partes montadoras chinesas e ilegalmente restringindo as exportações de matérias-primas cruciais que os fabricantes estrangeiros peças precisam para se manter competitivo.
O grupo diz que um aumento de 900 por cento das importações de autopeças da China na última década, para quase US $ 12 bilhões por ano, é a culpa pela perda de empregos em Michigan, Ohio e Pensilvânia - três estados decisivos que a administração não pode prescindir facilmente em um presidenciais ano eleitoral.
"Os chineses têm enganado", disse o senador Sherrod Brown, democrata de Ohio, que é um líder do Congresso do esforço de comércio, juntamente com o senador Debbie Stabenow, democrata de Michigan.
O grupo tem vindo a preparar sua campanha há meses. Mas pode ser uma nova oportunidade de sensoriamento depois que o presidente Obama sinalizou uma postura mais dura contra a China o comércio em seu discurso do Estado da União na semana passada, dizendo que iria criar uma unidade de aplicação de comércio para investigar as práticas desleais de chineses.
Separadamente, o Departamento de Comércio considerar a possibilidade de impor tarifas punitivas contra China sobre tecnologia verde de energia. E na segunda-feira, Washington foi do lado vencedor de uma decisão da Organização Mundial do Comércio contra a China por suas restrições à exportação de minerais industriais.
Todos que promete testar a diplomacia de ambos os lados durante uma visita à Casa Branca 14 de fevereiro pelo presidente da China vice, Xi Jinping, que está prevista para suceder o presidente Hu Jintao no próximo inverno como líder da China.
As autoridades chinesas negaram veementemente que elas violam os acordos de comércio internacional. "Nos últimos 10 anos, a China aplicou integralmente seus compromissos na OMC, e seu comércio e do investimento a liberalização e facilitação foram aumentadas significativamente", o presidente Hu disse no mês passado.
O senador disse Brown apetite de Washington para uma política comercial mais agressiva foi aguçado no mês passado, por imposição da China de tarifas íngremes em 4,9 bilhões dólares por ano de importações de veículos utilitários esportivos e carros grandes dos Estados Unidos.
Na esperança de reduzir as tensões comerciais antes visitar o Sr. Xi, as autoridades chinesas estão se preparando para enviar pelo menos seis delegações comerciais na compra de viagens para os Estados Unidos, disseram pessoas familiarizadas com os planos, mas não autorizada a discuti-los, disse. Delegações semelhantes têm precedido visitas passado por principais líderes chineses a Washington e se concentraram em agregação compras planejadas de jatos Boeing, grão-americanos e outras exportações em contratos multibilionários que pode ser assinada em elaboradas cerimônias.
A administração Obama também fez alguns pequenos movimentos conciliatórios. O Departamento de Comércio planeja emitir uma decisão preliminar em 13 de fevereiro sobre a possibilidade de impor tarifas sobre Chinese painéis solares para compensar os subsídios à exportação chinesa relatou. Mas quando os Estados Unidos ea China concordaram na semana passada que 14 de fevereiro seria a data para a visita do vice-presidente Xi para Washington, o departamento adiado a sua decisão até 2 de março.
Mas pequenos gestos podem não superar o choque entre autoridades comerciais americanas e executivos da indústria de automóveis no mês passado, quando a China impôs tarifas sobre veículos americanos.
Um conselheiro do ministério chinês do Comércio, que insistiu no anonimato porque não estava autorizado a comentar, disse que a decisão foi baseada principalmente na disputa entre as facções chinesa sobre a necessidade de mostrar resistência em relação aos Estados Unidos e não sinal de uma mudança mais ampla na políticas chinesas.
O movimento chinês veio como sindicatos americanos, políticos democratas, grupos de pesquisa política e advogados comerciais já estavam nos estágios finais da campanha de auto peças que eles pretendem anunciar em Washington na terça-feira. Além de numerosos membros democratas do Congresso, a coalizão inclui a United Steel Workers sindicato, o United Automobile Workers união, a mão-de-backed Instituto de Política Econômica e do comércio de advocacia Stewart e Stewart, bem como o Grupo de Wessel, empresa de estratégia comercial.
New York Times

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

14 propostas da Nasa para esfriar a Terra

 Um estudo feito pela Nasa propõe medidas para reduzir o aquecimento global. Ao todo, são 14 meios capazes de amenizar as mudanças climáticas.
Segundo a pesquisa, que foi publicada na revista Science, uma ação abrangente para combater a emissão de gás metano (um dos causadores do aquecimento glocal), bem como a poluição por fuligem, pode reduzir a temperatura média da Terra entre 2,2 e 1,7 grau centígrado até 2050.
Isto significa que uma região onde a temperatura média é de 32 graus, por exemplo, pode ver essa taxa cair para algo entre 31 e 29 graus com as medidas.
Segundo os cientistas, investir nas 14 propostas compensa porque os custos do aquecimento global sobre a saúde pública e agricultura seriam muito maiores que o valor do investimento preventivo.
O combate à emissão do gás metano ajudaria os produtores rurais, já que este tipo de gás estimula o surgimento de ozônio em baixas altitudes, o que prejudica a respiração das plantas e, na prática, diminui a produtividade da agricultura. Atualmente, o principal vetor de emissão de metano são as criações extensivas de gado.
Outro mal a ser combatido é a emissão de fuligem, item que também contribui para a mudança climática quando se acumula sobre a neve e o gelo, pois atrapalha a capacidade da água congelada refletir a radiação solar para fora do planeta.
Para completar, a Nasa adverte que as emissões de carbono também devem ser reduzidas, apesar do estudo focar suas ações no metano e na fuligem.
Abaixo, conheça as 14 propostas da Nasa:
Contra o metano
1 - Estender técnicas capazes de evitar o vazamento de gás em minas de carvão;
2 - Eliminar as perdas e queimar o gás que escapa de poços de petróleo atualmente;
3 - Diminuir vazamentos em gasodutos;
4 - Separar o lixo biodegradável para reciclagem, compostagem, bem como o uso da biomassa;
5 - Aprimorar o tratamento de esgoto a fim de capturar o metano capaz de escapar das estações;
6 - Controlar emissões de poluentes provenientes da pecuária por meio de um tratamento especial para o esterco;
7 - Arejar as plantações de arroz a fim de reduzir as emissões em plataformas alagadas.
Contra a fuligem
1 - Substituir a frota de veículos antigos responsáveis por emitir muitos poluentes na atmosfera;
2 - Instalar filtros especiais em veículos movidos a diesel;
3 - Proibir a queima de resíduos de agricultura ao ar livre;
4 - Substituir fornos a lenha por fornos a gás ou combustíveis alternativos de queima limpa;
5 - Levar a tecnologia de fornos por queima de biogás aos países pobres;
6 - Substituir tijolos de barro por vigas verticais ou por tijolos de fornos de maior eficácia;
7 - Substituir fornos a queima de coque - subproduto do carvão - por fornos mais eficientes.
INFONotícias

Se nós fecharmos, YouTube e Dropbox serão os próximos, diz Rapidshare

 O Rapidshare não deve ceder a pressão das associações de estúdios de cinema e de gravadoras a fim de retirar conteúdo do ar, após o bloqueio do Megaupload.
Em entrevista à revista FastCompany, o porta-voz da empresa, Daniel Raimer, declarou que, caso o Rapidshare seja fechado, o YouTube, o iCloud, o Microsoft SkyDrive e o Dropbox também devem ser.
Raimer não classificou o Megaupload como culpado ou inocente, mas disse discordar da política do site de remunerar usuários que publicam conteúdo com alta procura para download.
Ele defendeu que a tecnologia por trás do Megaupload e do Rapidshare são semelhantes, assim como a do Microsoft Skydrive e do iCloud, da Apple, o que os difere é o ponto de vista ético.
"A principal diferença é o modelo de negócio. Você está ajudando a pirataria? É a sua intenção de ganhar dinheiro atraindo piratas e chamando a atenção das associações que protegem os direitos autorais? Ou você quer ter clientes grandes e manter relações longas com eles? Isso é exatamente o que fazemos", afirmou Raimer.
O porta-voz afirmou ainda que o Rapidshare possui um filtro que evita a republicação de conteúdos já removidos anteriormente. Ele afirmou também nunca ter falado com Kim Dotcom, o criador do Megaupload.
Na semana passada, a justiça neozelandesa concedeu liberdade condicional a dois executivos ligados ao Megaupload. Por outro lado, Kim Dotcom teve seu pedido negado. O juiz considerou que ele oferecia risco de fuga por ser milionário e possuir mais de um passaporte.
INFONotícias

Nova patente de bateria da Apple pode trazer aparelhos mais finos

Nova patente da Apple
Nova patente da Apple
Foi publicada a imagem de uma patente da Apple nos Estados Unidos, para um novo design de uma bateria. Segundo informações do desenho, o novo design é bem mais fino do que a bateria utilizada hoje, o que pode significar aparelhos ainda menores.
Cada vez mais o mercado de aparelhos móveis tenta reduzir a espessura de seus gadgets, e a Apple não está parada neste quesito. Prova disto é o registro de uma patente de bateria, com nova forma, que pode garantir que alguns aparelhos emagreçam ainda mais. A nova forma de disposição dos eletrodos na bateria permite que ela tome formas não retangulares, como um L ou um leque.
Como a disposição das células da bateria está organizada de outra forma, a Apple pode inserir mais células em locais menores do que os tradicionais retângulos. Isso significa a possibilidade de aparelhos menores e com design ainda mais distinto. Claro que uma patente não é sinônimo de produto novo, mas dá pra sonhar.

Nova patente de bateria da Apple pode trazer aparelhos mais finos
Foi publicada a imagem de uma patente da Apple nos Estados Unidos, para um novo design de uma bateria. Segundo informações do desenho, o novo design é bem mais fino do que a bateria utilizada hoje, o que pode significar aparelhos ainda menores.

Cada vez mais o mercado de aparelhos móveis tenta reduzir a espessura de seus gadgets, e a Apple não está parada neste quesito. Prova disto é o registro de uma patente de bateria, com nova forma, que pode garantir que alguns aparelhos emagreçam ainda mais.

iGNotícias

Nokia Belle pode ser disponibilizado a partir do dia 08 de fevereiro

Nokia Belle
Nokia Belle
O Nokia Belle, que chegará para suceder o Symbian Anna, poderá ser disponibilizado para uma série de aparelhos já a partir do dia 8 de fevereiro. Entre os aparelhos beneficiados estariam o Nokia N8X7C7,C6-01E6 e E7.
A informação foi revelada pelo site da própria Nokia no Vietnã, mas a página logo rapidamente removida (veja aqui em cache). É provável que a página não deveria ter ido ao ar, e acabou por revelar a data da atuaização antes do programado.
O Nokia Belle trará novidades como widgets redimensionáveis, barra de notificações semelhante ao do Android, suporte a NFC e seis telas iniciais personalizáveis, além de outras melhorias de performance. Devido ao tamanho do update, ele provavelmente será disponibilizado apenas via Nokia Suite - em outras palavras, esquecem a atualização via OTA.
A Nokia também já avisou que o Nokia N8 e C7 estão começando a serem vendidos já com o Nokia Belle em algumas regiões, assim como o Nokia 710 desde seu lançamento.
iGNotícias

A infraestrutura ainda é o calcanhar de Aquiles do Brasil

Para presidente do Bid, Luís Alberto Moreno, país precisa investir bem mais do que 2,5% do PIB para sanar sua carências

Portos brasileiros, como o do Rio, ainda são gargalo para as exportações
A infraestrutura do Brasil é vista como o ponto fraco do país a partir de seu modelo econômico de sucesso, que criou 14 milhões de empregos em menos de uma década. "A infraestrutura é ainda um dos principais desafios para o Brasil", disse o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, para quem toda a América Latina vive o mesmo problema.
O Brasil, disse, "provavelmente investe 2,5% do PIB no setor, mas isso não é suficiente", disse Moreno, lembrando que é mais caro transportar um contêiner da Colômbia para o Brasil do que para o Canadá.
O secretário-executivo do ministério brasileiro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Alessandro Teixera, recordou que durante mais de duas décadas o Brasil vive um 'apagão' neste setor, tendo sido obrigado a reconstruir estradas, aeroportos e portos.
Outros desafios são a questão dos impostos cobrados no país e a reforma da Previdência Social, admitiu Teixeira. No entanto, a sexta economia mundial, apresenta uma folha memorável: um desemprego de 4% que poderá chegar ao final de 2012 em 3,5% (13% há dez anos), uma previsão de crescimento de 4% para este ano - superior ao do ano passado, apesar da crise na Europa, que se faz sentir em outras partes do mundo -, uma inflação abaixo de 5%, dívida reduzida e exportações de 256,041 bilhões de dólares no ano passado.
O país possui um sistema econômico que soube conjugar crescimento com inclusão social, elogiam os esecialistas. Muitos criticam o fato de ainda ser um exportador de commodities, mas não se pode esquecer, recordou Teixera, que é o terceiro produtor mundial, atrás da China, com quem mantém superávit comercial.
"A qualidade do comércio com a China não é a ideal, porque estamos exportando sobretudo commodities e importando produtos acabados", disse o chanceler Antonio Patriota. "Por isso estamos insistindo na agenda internacionalPatriotaaparceiros que nos possam trazer benefícios nos setores científico, tecnológico, além de novas oportunidades econômicas", disse Patriota.
O chanceler voltou a afirmar que o país não tem vocação para se transformar em potência militar, nem nuclear, advogando, ao contrário, a diplomacia e o diálogo. "Estamos num momento em que o Brasil se afirma como força no campo econômico mundial", disse Patriota, considerando que "talvez não haja tanta necessidade mais, como no passado, de tentar convencer os líderes mundiais" da solidez da economia brasileira e da importância que assumiu no panorama geopolítico mundial.
iGNotícias

Saiba avaliar quanto vale seu negócio

Evitar usar a intuição é uma das cinco dicas da avaliadora Hilco para que o microempresário não se perca na hora de atribuir valor

A sua empresa pode ter um valor inestimável para você e sua família. Mas na hora de pedir um financiamento no banco ou de fazer um seguro, o sentimentalismo não vai contar a seu favor. Por isso, vale a pena deixar o coração e a intuição de lado e adotar certo distanciamento para atribuir valor ao seu negócio.
Sabendo da dificuldade dos empresários para avaliar diferentes aspectos de suas empresas, Antônio Lopez, diretor da avaliadora de companhias Hilco Appraisal Brasil, elaborou um pequeno guia com cinco pontos relevantes que podem ajudar na avaliação. Veja abaixo:
1) Lucro: A avaliação da empresa começa pelo conhecimento do lucro do negócio, diz Lopez. Mas a maior dificuldade dos empresários, segundo o especialista, é de ter uma contabilidade organizada. Muitos não têm balanços dos últimos anos, não sabem o que é Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e não têm perspectivas para lucros futuros condizentes com a realidade. Segundo ele, é imprescindível ter contabilizados os ganhos anteriores e as estimativas para o futuro, sendo que os lucros futuros devem ser trazidos a valor presente.
Muitas vezes os empresários afirmam que o contador é honesto, como se isso fosse justificativa para não ter todos os números de anos anteriores e projeções contabilizados, diz Lopez. "Mas não se trata apenas disso. Hoje já é necessário ter mais rigor com as demonstrações contábeis." Ele comenta que mesmo os negócios menores já estão sendo mais controlados pelo fisco. "Logo as leis para grandes empresas serão aplicadas a todas, então é bom já seguir padrões,” diz Lopez.
Ainda neste aspecto, os empresários devem avaliar a longevidade do negócio, que pode estar entre 5 e 30 anos, dependendo de sua dependência tecnológica, por exemplo. “Negócios mais tradicionais e menos dependentes de atualização tendem a ter maior longevidade, o que significa mais valor,” diz.
2) Ativos: Quanto mais independente dos ativos, mais valor tem o negócio. Essa avaliação costuma não receber a devida atenção dos empresários, segundo Lopez, uma vez que eles tendem apenas a considerar os valores dos ativos, principalmente aqueles cujas compras foram registradas.
A dica do especialista é que o empresário para acertar neste quesito é verificar o quão prejudicado seria com a falta de um dos ativos. “Por exemplo, uma fábrica de parafusos exige máquinas operatrizes que podem ser facilmente repostas no mercado. Neste caso, o empresário terá maior valor do negócio independente do ativo imobilizado,” diz.
O oposto acontece quando o valor do negócio é constituído basicamente pelo processo industrial e pelas marcas que constituem os produtos, algo comum na indústria alimentícia, por exemplo, onde as marcas são conhecidas pelo consumidor, que deposita confiança nas mesmas.
3) Passivo: Na hora de avaliar o valor de seu negócio, os empresários não podem esquecer das dívidas trabalhistas, fiscais e tributárias. “A correta apropriação dos passivos é fundamental na determinação do valor do seu negócio, pois os cálculos contábeis desses itens vão ajudar a determinar a saúde financeira da empresa,” diz o especialista da Hilco.
Segundo ele, é comum identificar um certo amadorismo em algumas das pequenas e médias empresas com relação à falta de rigor dos controles contábeis relacionados aos passivos. "Mas quanto mais fácil for para rastrear os acontecimentos da empresa, mais atrativo e confiável será o negócio," afirma.
4) Clientes: Uma maior base de clientes determina uma maior capilaridade e, por sua vez, uma maior atratividade do negócio, diz Lopez. Além disso, quanto maior influência e abrangência regional, mais valor terá uma empresa. Ele explica que a relação é assim pois, ao ter mais clientes, e em regiões diversas, a empresa reduz seus riscos. Se perde um cliente - ou se tem um problema em uma região -, poderá contar com os demais para manter a atividade.
5) Marca: O valor que se pode atribuir a uma marca depende de sua notoriedade. “Quando a marca não é notória, muitas vezes seu valor se confunde com outros valores do negócio, como o valor do fundo do comércio, que, em outras palavras, é o lucro futuro trazido a valor presente,” diz Lopez.
A complexidade para se obter o valor da marca é grande pois esse quesito envolve a análise de mercado, o fundo de comércio, a capacidade de alavancagem (de lançamento de novos produtos) e a amplitude geográfica da ação da marca. Em geral, quanto mais ligada ao consumidor, mais vale a marca.
Quanto menos notória pelos clientes, menos ela vale. “Por mais paixão que o dono tenha por sua marca, ele tem que saber que pode ser que ela não valha nada. Muitas vezes é o ponto que vale mais. Ou seja, se ele for substituído por outra empresa, o novo empreendimento vai dar certo. Mas o dono do negócio não percebe,” diz Lopez.
Para um cálculo preciso, o empresário deverá procurar um profissional experiente com conhecimentos específicos sobre o mercado de atuação da empresa.
Em todos os aspectos, o especialista sugere que o empresário evite ser intuitivo na hora da atribuição de valor. “A intuição pode levar a diversos erros. Um deles é a supervalorização de alguns bens, feita por uma leitura mais emocional do que técnica. ,” afirma.
Outro erro é a avaliação equivocada de aspectos econômicos. Para ilustrar esta situação, ele diz que um empresário pode ter pagado um valor X por uma máquina importada da Alemanha, por exemplo, a um dólar mais alto. Passados seis meses, a cotação do dólar pode ter baixado e, ao mesmo tempo, fornecedores chineses podem ter passado a vender a mesma máquina a um preço menor. O empresário não percebe que a máquina dele agora vale bem menos do que o X que ele pagou.
Além disso, Lopez lembra que o empresário deve estar sempre preparado para o valor que o banco atribuirá a seus bens quando for pedir um financiamento. Em geral, a instituição bancária aplica um fator de deságio de cerca de 30% sobre o valor de mercado. Se a máquina valia R$ 100 mil, eles podem avaliar como R$ 70 mil.
Por isso, um balanço mais completo e tranparente, um conhecimento técnico mais avançado de seus ativos e passivos e de sua marca podem ajudar bastante na hora das negociações.
Ig Negócios

domingo, 29 de janeiro de 2012

Conheça a verdade por trás das sacolas plásticas

 As leis aplicadas em diversas cidades brasileiras contra o uso das sacolas plásticas levantaram uma série de questionamentos por parte dos consumidores e abriram caminho para o mercado publicitário.
Os usuários, que há muitos anos reaproveitavam as sacolas plásticas distribuídas gratuitamente nos supermercados como sacos de lixo, se perguntam quais são as alternativas plausíveis para o descarte de resíduos, diante das constantes proibições.
Parte da indústria se aproveitou dessa dúvida para vender a ideia de que as sacolas oxibiodegradáveis ou biodegradáveis são opções mais ecológicas para substituir as sacolas plásticas tradicionais. No entanto, especialistas alertam que nem sempre a imagem vendida condiz com a realidade.
Sacolas Oxibiodegradáveis
As oxibiodegradáveis, por exemplo, ainda são alvos de estudos, pois sua eficiência é considerada “obscura”. Essa falta de comprovações motivou o ex-governador de São Paulo José Serra a vetar um projeto de lei que tornava o uso desse produto obrigatório, para substituir os modelos tradicionais. Além disso, diversos especialistas se mostram contra a utilização das sacolas oxibiodegradáveis.
O projeto “Fotodegradação e fotoestabilização de blendas e compostos poliméricos”, do professor Guilherme José Macedo Fechine (Universidade Mackenzie), mostra que apesar de se decompor em micropartículas, este tipo de plástico não é consumido por fungos, bactérias ou protozoários, uma das características essenciais para garantir que os resíduos realmente serão eliminados do ambiente.
 A mesma opinião é compartilhada pelo especialista norte-americano Joseph Greene, que realizou o estudo responsável por impedir que a Califórnia adotasse o plástico oxibiodegradável. A pesquisa mostra que esses resíduos não se desintegram, apenas se tornam invisíveis aos olhos.
Segundo Fechine, a única diferença entre o polímero oxibiodegradável e o comum é o tempo de fragmentação, menor no primeiro caso. Mas, em termos ambientais não existe benefício algum.
Sacolas Biodegradáveis
A palavra biodegradável também tem se tornado marca registrada nos carimbos das sacolas plásticas. Na maioria dos casos, ela exerce apenas uma função publicitária, para vender a imagem de que o item é ecológico.
Segundo o Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida), os materiais realmente biodegradáveis são aqueles provenientes de fontes naturais, capazes de ser totalmente consumidos por microorganismos e que se degradam em até 180 dias.
O Instituto alerta também para os perigos dessas propagandas, que distorcem o impacto real dos materiais no meio ambiente e que dessa forma incentivam o consumidor a não buscar alternativas para os resíduos que produz.
Soluções
O uso das sacolas plásticas deve ser motivo de constante preocupação entre os consumidores, que precisam ser incentivados a criar essa consciência ecológica. As novas legislações, que seguem modelos já aplicados em outros países, são uma das maneiras de fazer o consumidor refletir, mesmo que forçadamente, sobre os impactos das sacolas plásticas no meio ambiente.
 As duas alternativas apresentadas, oxibiodegradáveis e biodegradáveis, já foram cogitadas como possíveis soluções, mas hoje se sabe que resolver esse problema não é uma tarefa simples.
Por isso, a melhor solução que pode existir é dizer não às sacolas plásticas. Nos casos em que o uso for inevitável e extremamente necessário, elas podem ser reutilizadas para originar outros produtos, através de técnicas artesanais, ou então, devem ser encaminhadas à reciclagem.
Mesmo assim, é preciso lembrar que a reciclagem dos sacos plásticos ainda é pouco atraente para o mercado devido aos altos custos do processo. Uma das alternativas é optar pelos saquinhos feitos de jornal para o lixo seco e utilizar composteiras caseiras no caso do lixo orgânico. Lembre sempre dos 3Rs: reduzir, reutilizar e reciclar.
Exame

Philips projeta uso de OLED em painéis solares

 Os painéis de OLED, usados na fabricação de telas de computador, podem ser a novidade usada nos tetos automotivos. Este é o projeto no qual a Philips e a Basf têm trabalhado, para captar a luz solar e transformá-la em energia.
A sugestão das empresas não é que essa energia seja usada para manter o carro em funcionamento. Trata-se de um projeto inovador, que permitiria a passagem da luminosidade durante o dia, e aproveitaria a energia armazenada para deixar o interior do carro iluminado durante a noite.
O sistema ofereceria ao condutor a sensação de estar dirigindo em um espaço aberto, conforme explicado por Feliz Gorth, líder do projeto. Além disso, os designers projetaram um sistema em que a claridade fosse suave e espalhada pelo automóvel, para não atrapalhar a visibilidade do condutor.
A tecnologia foi testada em um Smart, mas pode ser adaptado a qualquer automóvel e até mesmo em outros ambientes. Nos carros, o sistema funciona de maneira equivalente aos tradicionais, inclusive em seu acendimento automático assim que as portas são abertas.
Em declaração ao Daily Mail, o gerente geral de OLED da Philips, Dietrich Bertram, declarou-se feliz com o potencial do projeto, que apresenta a diversidade em possibilidades da utilização da tecnologia. A empresa aposta na eficiência energética da iluminação para adentrar ao setor automotivo.
Exame

3 coisas que só um contador pode fazer por sua empresa

 Primeira empresa, plano de negócios, contratações, estoque, equipamentos, investimentos e muitas outras coisas para pensar. Em meio a tantas decisões, alguns impostos, levantamentos ou registros podem passar despercebidos e gerar problemas futuros para os empreendedores.
Para evitar que o empresário se perca, especialistas ouvidos por Exame.com destacam o contador como o profissional essencial a todo negócio, alguém que pode auxiliar nas questões burocráticas, mas também nas tomadas de decisão.
Como destaca a professora do Núcleo de Empreendedorismo da ESPM Rosemary Lopes, outros profissionais podem ser necessários em alguns momentos, como advogados, para fazer contratos, definir tipos de sociedade e formas de deixar a empresa. “Mas nenhum deles é tão importante quanto o contador, com quem o empresário vai interagir mesmo que não queira, ainda que se esqueça dele”, brinca.
Segundo o presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Juarez Domingues Carneiro, o profissional de contabilidade não é mais o profissional que cuida apenas das contas. “Sua atuação não se limita mais aos aspectos puramente técnicos, mas também está presente no assessoramento e consultoria em gestão, bem como no desenvolvimento e crescimento das empresas.” Veja em quais momentos este profissional é indispensável para sua empresa.
Abertura
Abrir um negócio envolve minúcias muitas vezes desconhecidas. Além de ter claros os objetivos e a área de atuação da empresa, é preciso  pensar em como será a constituição societária, o tipo jurídico da empresa, onde estará alocada, além do capital social e o planejamento financeiro. 
O vice-presidente do CFC, Enory Luiz Espinelle, afirma que, em todas essas situações, o contador deve estar presente. “Ele também ajuda a estruturar o contrato ou estatuto social da empresa e organiza a parte contábil”, diz.
Espinelle explica que há dois tipos de contabilidade hoje em dia: a societária e a fiscal. A primeira, segundo ele, cuida de atos práticos e registros e dão sustentação para demonstrações contábeis de prestação de contas. A outra diz respeito a todo o processo de informações das obrigações fiscais, das atividades da empresa, da incidência de tributos, débitos e créditos e da apuração de impostos devidos. “Tudo deve ser pensado pelo contador”.
A professora Rosemary Lopes ressalta essas atribuições. “Normalmente, é o profissional que orienta sobre o formato jurídico que a empresa deve adotar. Além disso, ajuda a definir quais os procedimentos, licenças e autorizações precisa obter, como registrar a empresa e qual o melhor regime tributário”, ressalta da professora.
Em operação
Além de fazer balanços mensais e anuais das contas da empresa e lembrar o pagamento de contas, o profissional de contabilidade deve estar por dentro de possíveis modificações na legislação brasileira. “Acontece de o governo decidir mudar a forma como faz o recolhimento de impostos ou a cobrança de tributos”, afirma Rosemary. O contador também pode auxiliar nas discussões sobre alterações societárias.
Também são atribuições do contador da empresa, que pode ser um funcionário ou uma empresa de contabilidade que presta o serviço, os controles financeiros, de planejamento, fluxo de caixa e orçamentos. “É fundamental ter um controle da gestão baseado em informações, organização financeira, prestações de contas, balancetes mensais e demonstrações contábeis anuais”, avalia Espinelle.
Encerramento
O contador pode alertar, ainda, para os passos necessários para fechar o negócio, prazos e exigências. Ao optar por essa decisão, o empresário precisa de um balanço de encerramento das atividades, inventário, pagamento de credores e levantamento de recebíveis.
Além disso, é preciso definir como se dará o compartilhamento de bens. “Gerado todo o processo de liquidação, será feito o distrato comercial a ser levado à junta comercial, as declarações fiscais de encerramento e baixas em órgãos em que a empresa mantem registro”, explica Espinelle. 
Exame

IOF sobe 12,14% mesmo com ações para conter crédito

Mesmo adotando medidas para conter o crescimento do financiamento no ano passado, o governo não conseguiu controlar todo o ímpeto da tomada de crédito, que acabou avançando no país em 2011. Com isso, o governo se beneficiou de uma forte arrecadação de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que cresceu 12,14% no ano passado, para um total de R$ 32,564 bilhões.
A arrecadação proveniente das operações de crédito de pessoas físicas merece destaque. Houve um aumento de 44,09% do recolhimento de IOF no ano passado (R$ 11,244 bilhões) ante 2010 (R$ 7,803 bilhões). Quase toda a diferença de arrecadação desse imposto de um ano para o outro, um total de R$ 3,525 bilhões, foi resultado do aumento do crédito para pessoa física, de R$ 3,441 bilhões.
O recolhimento só não foi maior porque as ações do governo tiveram um efeito mais claro sobre o crédito para Pessoa Jurídica e na entrada de capitais externos. O crescimento dos financiamentos para PJ avançaram 5,49% no ano passado, um ritmo bem mais lento, passando de R$ 9,360 bilhões para R$ 9,874 bilhões.
No caso dos fluxos de capital externo, o aumento da alíquota do IOF fez com que a arrecadação desse imposto caísse 15,67% nas entradas de moeda, passando de R$ 5,544 bilhões para R$ 4,676 bilhões.
"O governo adotou medidas para conter o consumo e elas não tinham cunho arrecadatório. São decorrentes das políticas macro para reduzir o ritmo da atividade econômica", disse o secretário da Receita Federal, Carlos Barreto.
Exame