quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Avanços como Romney, Private Equity se torna parte do Debate

Mitt Romney, em 1994, quando ele era chefe da Bain Capital, que anunciou sua candidatura no Senado
Os titãs de private equity há muito temia este momento. Como Mitt Romney estabeleceu-se como o favorito para a nomeação republicana, não só tem seu registro na Bain Capital estão sob intenso escrutínio e ataques devastadores - mas assim como a indústria de private equity.
Multimídia
Romney adversários são o mais alto, acusando essas empresas de escultura de empresas e cortando empregos.Newt Gingrich disse no fim de semana que Bain saquearam as empresas e os empregados demitidos, e Rick Perry chamou na terça-feira empresas de private equity "abutres". Um documentário anti-Romney chama de "predatório raider corporativa."
Os ataques nervosos executivos buyout muitos - especialmente aqueles que têm usado por muito tempo suas fortunas para apoiar o Partido Republicano. Como rivais de Romney têm procurado transformar as primárias em um referendo sobre sua carreira de negócios, a indústria de private equity se encontra debaixo de fogo daqueles que achava que eram amigos.
E se o Sr. Romney enfrenta uma bem financiada Obama campanha de reeleição, altos funcionários do setor sabem que o presidente vai continuar a empurrar o retrato de Romney como uma gordura gato-job-destruindo fabricante de negócio.
"Nós estávamos nos preparando para isso, mas não estamos ainda na eleição geral ainda", disse um executivo sênior de capital privado, que falou sob condição de anonimato. "Espere mais dor."
Assim como Romney e seus assessores estão defendendo o seu trabalho na Bain, a indústria também está tentando blunt alguns dos ataques. Para um grupo de executivos de Wall Street, que preferem operar fora dos holofotes, as repercussões podem ser consideráveis. Entre as coisas que a indústria quer preservar é o tratamento fiscal favorável para os lucros em negócios de private equity.
"Há muita desinformação ser, puramente para fins políticos e em ambos os lados do corredor, no que se refere ao patrimônio privado", Steve Judge, presidente interino e chefe executivo do grupo da indústria de lobby, o Private Equity Growth Capital do Conselho , disse na segunda-feira como os ataques montado em New Hampshire.
O conselho vai lançar uma campanha de imagem em breve, de acordo com duas pessoas com conhecimento direto dos planos que pediu anonimato porque não foram autorizados a discuti-los publicamente.
Os economistas divergem sobre a eficácia eo impacto das empresas de private equity, que muitas vezes emprestado grandes quantias de dívida para comprar empresas antes de vendê-los, espero que para um lucro. Apesar das críticas e as defesas montadas pela indústria, a pesquisa é um pouco menos do que claro, em parte porque muito do que essas empresas fazem é privado e não sujeitos a divulgação completa.
Um documento de trabalho lançado em setembro mostra que private equity empresas públicas lançar trabalhos ligeiramente mais do que empresas similares, embora a diferença foi muito pequena. No total, eles perdem empregos de cerca de 1 por cento mais.
O estudo - por Steven J. Davis, da Universidade de Chicago; John C. Haltiwanger da Universidade de Maryland; Josh Lerner, da Harvard, e Ron Jarmin e Javier S. Miranda do Census Bureau - olhou para cerca de 3.200 aquisições realizadas entre 1980 e 2005.
Ele descobriu que as empresas compradas por empresas de private equity deixar ir uma maior proporção de trabalhadores do que empresas semelhantes, diminuindo sua força de trabalho de cerca de 6 por cento mais sobre uma janela de cinco anos. Mas as empresas compradas por empresas de private equity também tendem a abrir mais novo filiais, escritórios e fábricas e contratar funcionários mais novos, em parte, compensar a perda de empregos.
Alguns economistas argumentam que as aquisições de private equity faz sentido econômico bom no longo prazo, mesmo que resultar em mais demissões no curto prazo, tornando as empresas mais eficientes.
"As empresas de private equity têm um impacto sobre a produtividade", disse R. Glenn Hubbard, reitor da Columbia Business School e um dos assessores econômicos de Romney. "Isso não significa que as pessoas não percam seus empregos. Mas a questão de saber se private equity agrega valor? Está resolvido entre os economistas. "

7 empresas recrutam para trainees e estágios

 Que tal começar o ano já com promessas de começar um  trainee ou estágio em uma boa companhia?  Confira quais são as empresas que estão com as inscrições abertas em ordem crescente de término das inscrições:
Banco BNP Paribas – estágio Há oportunidades para estudantes dos cursos de secretariado executivo, secretariado bilíngue, automação de escritório, letras ou relações públicas. Para participar, é preciso ter previsão de conclusão da graduação entre dezembro de 2012 e dezembro de 2013. Salário: 1.550 reais, além de benefícios Inscrições: pelo site da Cia de Talentos
 Sodexo|Puras – trainee Ao todo, são 59 oportunidades no Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Amazonas, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Alagoas, Bahia, Sergipe, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e do Sul, Pará, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Goiás.
Há oportunidades para formados em nutrição, engenharia de alimentos, gastronomia, administração de empresas, economia doméstica e hotelaria.
Salário: não informado Inscrições: até 15 de janeiro pelo site da Puras 
INDG – trainee São 150 oportunidades para formados em administração de empresas, ciência da computação, ciências econômicas, engenharias e estatística entre dezembro de 2009 e dezembro de 2011.
 Há vagas em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Para participar, é preciso ter bom desempenho acadêmico, inglês ou espanhol avançado e disponibilidade para viagens. Salário: 3.108 reais, além de benefícios como notebook, celular e participação nos lucros e resultados Inscrições: até 15 de janeiro pelo site INDG
Promom – estágio Há oportunidades para estudantes das áreas de arquitetura, administração de empresa, ciências contábeis, engenharias, análise de sistemas e sistemas de informação. A previsão de formatura deve ser entre dezembro de 2012 e dezembro de 2013. As vagas estão distribuídas pelas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Salário: 10,40 reais por hora para alunos do penúltimo ano e 11 reais para alunos do último ano. O vale refeição é de 20 reais por dia. Inscrições: até 23 de janeiro pelo site da Cia de Talentos
Oi – estágio Podem se inscrever estudantes com previsão de formatura em julho de 2013 até fevereiro de 2014. No caso de estudantes de engenharia e TI o prazo máximo para formatura é de dois anos e meio.
O programa de estágio da Oi tem duração de um ano, prorrogáveis por mais um ano.
Inscrições: até 31 de janeiro no site da Oi Salário: não divulgado
Suzano Papel e Celulose – estágio Há oportunidades nas cidades de Embu (SP), Imperatriz (MA), Itapetininga (SP), Limeira (SP), Mucuri (BA), São Paulo (SP), Suzano (SP) e Teresina (PI). Os candidatos devem estar cursando o penúltimo e o último ano do curso de ensino superior, além de nível avançado ou intermediário de inglês. Inscrições: até 31 de janeiro no site da Suzano www.suzano.com.br
BG Brasil - trainee O programa tem duração de dois anos. Por pelo menos seis meses, os trainees devem trabalhar em uma unidade da BG no exterior. São 24 opções de países.
Ao todo, são 13 oportunidades para as áreas de engenharia de petróleo e reservatório, engenharia de poços, geologia, operações, comercial e geofísica. Os candidatos devem se formar até julho de 2012 e ter inglês fluente.
Inscrições: até 31 de maio pelo site da BG Salário: a empresa não divulga
Exame

Corretora que mais acertou em 2011 revela estratégia

 Enquanto o Ibovespa caiu mais de 18% em 2011, a carteira recomendada pela corretora Souza Barros rendeu 6,74% no período. Segundo Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora, a principal estratégia para as recomendações mensais foi buscar companhias fora do Ibovespa. “Tentamos sair um pouco das ações tradicionais. Além disso, também buscamos aumentar a exposição em empresas mais voltadas ao consumo interno”, afirma.
Na carteira recomendada para janeiro, por exemplo, a corretora incluiu os papéis ON da M. Dias Branco e os units da SulAmérica, ativos listados no Índice Small Cap da Bolsa (SMLL). A carteira recomendada também incluiu as ações da Localiza, que embora estejam listadas no Ibovespa, estrearam na última prévia do índice, válida para o período entre janeiro e abril. As outras duas recomendações da carteira de cinco papéis são de empresas grandes, mas que seguem a filosofia de apoio no mercado interno: Pão de Açúcar e Cemig.
“O perfil de nossa carteira é entre conservador e moderado”, resume Vieira. Ele aposta que essa filosofia de investimento deve continuar prevalecendo durante 2012, em especial ao longo do primeiro semestre, quando a bolsa não deve se desvencilhar das incertezas externas e continuar com alta volatilidade.
Para ficar de olho
Prever o futuro é difícil, ainda mais quando o assunto é o mercado financeiro. Mas é possível ter uma ideia de que papéis e setores têm uma boa chance de saírem bem durante 2012. Clodoir Vieira aponta quais ações o investidor deve olhar de perto neste ano para esperar o melhor momento de compra-las:
Ambev
Voltada para o consumo interno, a empresa pode apresentar um bom desempenho neste ano e pode se destacar também por seus dividendos.
Construção civil
O setor sofreu bastante durante 2011, mas, dependendo de políticas governamentais que possam ser lançadas, algumas empresas podem apresentar boas oportunidades.
Bancos
Sempre bem recomendados, os bancos brasileiros estão muito bem capitalizados e com espaço para crescer. As ações preferidas são as do Itaú Unibanco e do Banco do Brasil. Os papéis do Itaú Unibanco já figuram inclusive na carteira anual de recomendações. Confira:
EmpresaAçãoPreço-justo
América Latina LogísticaALLL3R$ 19,50
BR MallsBRML3R$ 19,16
CemigCMIG4Em revisão
Itaú UnibancoITUB4R$ 45,50
PetrobrasPETR4R$ 35,00*
TotvsTOTS3R$ 40,00*
*Estimativa da Lopes Filho
Exame

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

7 promessas furadas de Ano Novo

 “Muito dinheiro no bolso / Saúde pra dar e vender” são versos de uma das músicas mais populares de Ano Novo e dão a dimensão de como o dinheiro faz parte dos sonhos das pessoas. Para muita gente, melhorar de vida chega a ser sinônimo de ganhar mais dinheiro. É a partir dessa constatação que muita gente faz promessas ou simpatias de Ano Novo que, de alguma forma, envolvem as finanças pessoais. EXAME.com apresenta abaixo algumas das resoluções mais comuns para o ano que acaba de nascer e explica por que tantas vezes os objetivos não são atingidos:
1 - Ficarei rico (apostando na Mega Sena)
Sem dúvida nenhuma, esse é um dos principais desejos das pessoas que pulam sete ondas na praia na virada de ano. O problema é que muita gente não para para pensar em um plano que vai permitir a acumulação de riqueza. “Não adianta alguém achar que vai se tornar milionário fazendo as mesmas coisas que já estão sendo feitas”, diz o educador financeiro Mauro Calil. “É preciso elaborar um plano que, no longo prazo, leve ao crescimento do patrimônio.” Quando a única ideia existente é jogar na Mega Sena, dificilmente a pessoa vai progredir. A matemática mostra que a chance de acertar as seis dezenas com apenas um jogo é de uma em 50 milhões.
O segundo jeito mais rápido de ganhar muito dinheiro honestamente é abrir o próprio negócio. É inegável que existem grandes oportunidades a serem aproveitadas em um país emergente como o Brasil. O risco de perder todo o dinheiro investido, no entanto, é proporcional ao potencial de retorno dos novos negócios. Antes de colocar o dinheiro, é interessante estudar a fundo o mercado potencial para os produtos ou serviços que serão oferecidos. Questionar as próprias convicções, levantar os riscos e não subestimar a possibilidade de tropeços também fazem parte de uma estratégia prudente. É impossível entender a complexidade de qualquer mercado sem estudá-lo durante ao menos seis meses.
2 - Vou ganhar mais (pressionando meu chefe a me dar um aumento)
Essa é outra forma de simplificar a solução para os problemas financeiros. Empresas que podem ser consideradas generosas raramente promovem mais de 15% ou 20% dos funcionários a cada ano. Muita gente realmente merecedora fica de fora dessa lista. Não seria estranho, portanto, se este ano terminar e excelentes funcionários não tiverem sido contemplados. O professor Mauro Calil explica que as formas de aumentar as chances de obter um reajuste salarial variam de acordo com o cargo da pessoa. Quem é funcionário público muitas vezes não tem como ganhar promoções sem prestar novos concursos públicos – o que geralmente implica em estudar.
Já na iniciativa privada também existe a possibilidade de fazer cursos e aprimorar o conhecimento. O leque de opções, entretanto, é um pouco mais amplo. Transferir-se de um grande centro para uma cidade do interior do país onde não há mão de obra capacitada é uma forma interessante de obter um reajuste – principalmente em um momento em que diversas regiões brasileiras crescem mais que São Paulo ou Rio de Janeiro. Já quem não pode arrastar a família ou simples mente não quer ir para outra cidade deve investir em networking e buscar oportunidades em outras empresas – nem que seja para arrancar um reajuste na própria companhia quando uma proposta melhor surgir.

3 - Vou me livrar das dívidas (sem mexer no meu padrão de vida)
Quem está endividado não tem tempo para elaborar um plano para abrir o próprio negócio ou esperar o chefe se convencer que um aumento seria merecido. O enforcado precisa com urgência juntar o dinheiro necessário para honrar as próprias dívidas e evitar ser incluído em cadastros de inadimplentes. A forma mais rápida de levantar recursos é reduzir as despesas – e não aumentar as receitas.

Quem não está atolado em dívidas tem a chance de se livrar delas simplesmente sendo mais organizado financeiramente. Para o educador financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro “Livre-se das Dívidas”, o primeiro passo é anotar todos os gastos que são feitos durante um mês. Em seguida, é necessário analisá-los um a um e classificá-los por ordem de necessidade. “Ao analisar tudo que foi gasto, as pessoas costumam descobrir que mesmo entre as despesas de primeira necessidade, como alimentos, bens de consumo, energia, água e telefone, é possível cortar cerca de 20% dos custos apenas evitando o desperdício”, diz ele. “Esse percentual é ainda maior entre as despesas com supérfluos.”
Se com o dinheiro poupado após essa revisão financeira ainda não for possível acabar com as dívidas, pode ser necessário renegociá-las. O professor Mauro Calil recomenda que os débitos mais caros sejam identificados para que depois possam ser substituídos por empréstimos mais baratos. Um trabalhador com carteira assinada pode, por exemplo, tomar um empréstimo consignado para cobrir o rombo do cheque especial, economizando muito com juros. Se ainda assim não der para pagar tudo, Calil recomenda que as dívidas mais baratas deixem de ser pagas para evitar que as mais caras cresçam como uma bola de neve.
4 - Não usarei o cartão de crédito (só darei um pulinho rápido no shopping)
Consumidores vorazes geralmente podem ser identificados pela frequência com que usam o cartão de crédito. Por ser uma linha de crédito pré-aprovada que permite o pagamento de apenas 15% da fatura no mês seguinte, os plásticos se tornaram o meio mais comum de endividamento dos brasileiros. Como os cartões também possuem as maiores taxas do mercado (os juros podem ser maiores até mesmo que os cobrados por agiotas), as dívidas podem explodir quando os gastos são feitos de maneira descontrolada.
Muita gente que já usou o cartão irresponsavelmente no passado pode ter prometido simplesmente não tocar nele neste ano. A primeira dica para quem acabou de adotar uma atitude drástica como essa é não se expor ao consumo, indo a shopping centers e lojas com liquidações ou então navegando em sites de compras coletivas. Mas apenas isso pode não ser suficiente, alerta o consultor financeiro André Massaro, da MoneyFit. Em alguns casos, um consumidor descontrolado precisa procurar ajuda psicológica profissional. Para a maioria das pessoas, entretanto, basta força de vontade.
5 - Pouparei mais (sem recaídas)
Os consultores financeiros ouvidos por EXAME.com relatam que não são raros os casos de pessoas que possuem excelentes salários, como 50.000 ou 60.000 reais por mês, e que possuem menos do que isso poupado no banco. A explicação é que muita gente até consegue guardar dinheiro durante algum tempo, mas logo tem uma recaída e torra tudo para realizar um enorme desejo, como uma viagem exótica ou um carro de luxo.
O educador financeiro Reinaldo Domingos, presidente do instituo DSOP, ensina que a forma correta de poupar dinheiro é, em primeiro lugar, estabelecer sonhos de curto, médio e longo prazo. É preciso definir quanto custa cada sonho, quanto será poupado a cada mês para cada um deles e por quanto tempo. A poupança que for realizada para cada um desses objetivos é feita de forma simultânea. O dinheiro deve ser guardado assim que o salário cai na conta. Quem só guarda o que sobra após todas as despesas corre mais risco de não cumprir os três objetivos.

O ideal é que as pessoas poupem ao menos 10% da renda todos os meses. Quem quer parar de trabalhar logo deve elevar esse percentual. Em um mês, uma pessoa pode, por exemplo, poupar 1.000 reais para um sonho de curto prazo como uma viagem de férias, 2.000 reais para o sonho de médio prazo como a compra de um carro novo e 3.000 reais para atingir um objetivo de longo prazo como a compra de um imóvel. O dinheiro deve ser separado em contas ou investimentos diferentes de forma que a pessoa não se sinta tentada a sacrificar o futuro distante em nome da realização imediata do sonho de curto prazo.
6 - Vou ganhar muito dinheiro na bolsa (após um curso de um dia de análise técnica)
O bilionário Lírio Parisotto, maior investidor da Bovespa, costuma dizer que o uso da análise técnica no mercado acionário só serve para jovens perderem o dinheiro dos pais. Trata-se, obviamente, de um exagero, uma vez que grandes bancos e corretoras contratam grafistas para identificar bons pontos de entrada e saída da bolsa. Mas quase nenhum gestor profissional de fundos de ações acredita que somente isso já é suficiente para ficar milionário. O conhecimento da análise gráfica é complementar à avaliação dos fundamentos da economia brasileira e mundial, dos setores produtivos e das companhias listadas. Esse conjunto de conhecimentos é que dá a um investidor vantagem competitiva para negociar ações em bolsa.
Muita gente, entretanto, sai de um curso de análise técnica com duração de um dia achando que está preparado para nadar entre os tubarões. Ledo engano. A fuga de 27.000 investidores da Bovespa no último ano mostra que muita gente simplesmente não estava suficientemente preparada para investir em renda variável, perdeu dinheiro e desistiu. Para os especialistas ouvidos por EXAME.com, pode ser interessante comprar ações, principalmente quando os papéis estão com preços baixos. O dinheiro que será colocado na bolsa, entretanto, deve ser meticulosamente separado.
O recurso que serve como reserva de emergência ou que está sendo poupado com o objetivo de realizar sonhos de curto prazo deve ser aplicado apenas em investimentos de alta liquidez e baixo risco, como a caderneta de poupança, CDBs de bancos grandes e fundos DI. Os recursos de médio prazo devem ser colocados no Tesouro Direto, em CDBs de bancos médios e fundos de renda fixa ou multimercados – de preferência, aqueles geridos por administradores de recursos com excelente reputação. Já a poupança de longo prazo pode ser destinada a fundos de previdência complementar, Tesouro Direto ou bolsa. Não é prudente, portanto, aplicar mais de 30% ou 40% do patrimônio no mercado acionário.
7 - Vou garantir minha aposentadoria (quando der)
Quando questionado sobre a importância de poupar para a aposentadoria, qualquer brasileiro com um mínimo de bom senso dirá que essa é uma de suas preocupações. Muito pouca gente, no entanto, poupa com a visão de garantir o próprio futuro e da família após a idade produtiva. Para o consultor financeiro André Massaro, todo mundo acha a poupança para a aposentadoria importante, mas ninguém toma isso como algo urgente. É natural, já que pessoas com 30 ou 40 anos costumam ter problemas mais imediatos para resolver. O problema é que os juros compostos fazem com que a previdência funcione melhor com pequenos aportes desde cedo. Quem deixa para pensar nisso só no final da vida corre o sério risco de encarar momentos de stress e angústia. “É por isso que só 1% dos brasileiros consegue manter o padrão de vida após a aposentadoria”, diz Reinaldo Domingos. 
Exame

Manter um carro fica 7,86% mais caro em 2011

O custo de manutenção de um carro subiu acima da inflação em 2011, segundo a Inflação do Carro divulgada pela Agência AutoInforme nesta segunda-feira. O índice teve alta de 7,86%, acima da inflação medida pela FIPE, de 6,55%, e do IPCA, que ficou em 6,5%. Os vilões dessa alta foram os preços do etanol e dos estacionamentos.
A Inflação do Carro mede os preços de uma cesta de peças, serviços, impostos, combustíveis e seguros. O que mais pesou no custo dos carros em 2011 foi o etanol, que ficou 15,4% mais caro. Em seguida, veio o preço médio do estacionamento para duas horas, que cresceu 14,5%, acumulando a maior alta do índice nos últimos cinco anos: 116% desde 2006. A gasolina também teve uma alta importante, de 8,2%.
O combustível é o item da cesta que tem maior peso no bolso do motorista, tendo representado 32,52% do total dos gastos dos proprietários de veículos no ano passado. Ou seja, dos 991,61 que o brasileiro gastou, em média, com seu carro, 322,48 reais foram destinados ao combustível.
A cesta de Serviços – revisões, balanceamento de rodas, alinhamento de direção, limpezas, estacionamento, lavagem etc. – encareceu 9,44%, bem mais que a cesta de peças, que teve aumento de 4,25% em 2011. Os únicos itens da inflação do carro que viram deflação foram a limpeza do bico injetor, que caiu 1,71%, e a lavagem simples, que reduziu 3,27%. Jogo de velas, estacionamento mensal, seguro obrigatório e inspeção veicular foram outros itens que viram aumento de mais de 10% em 2011.
Exame

Em 2011, 20% das empresas contrataram aposentados

O descompasso entre aquecimento da economia e oferta de profissionais com qualificação suficiente no Brasil fortaleceu um fenômeno curioso em 2011: o retorno de profissionais aposentados para o mercado de trabalho.
De acordo com levantamento da Hays Consulting Group, no ano passado, 20% das companhias atendidas pela consultoria contrataram profissionais que já haviam pausado (oficialmente) suas carreiras. O maior volume de contratações de pessoas que já estavam curtindo a aposentadoria aconteceu para preencher cargos técnicos. Segundo o levantamento, 72% das companhias recrutam aposentados para esse tipo de oportunidade. Para cargos na diretoria, o índice é de 33% das empresas. O setor de serviços é o que mais se aproveitou desta estratégia. De acordo com a pesquisa, 25% das companhias do setor contrataram aposentados, seguido pela área de bens de consumo (10%), telecomunicações (8%) e setor farmacêutico (7%). De acordo com a pesquisa, metade dessas contratações foram motivadas pela falta de profissionais em idade ativa com experiência e qualificação suficiente para tocar determinados projetos.
Tipo de cargoPorcentagem das empresas
Técnico72%
Diretoria33%
Gerência28%
Conselho17%
Presidência6%
Exame