segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Mini One, R$ 70 mil, é novo degrau de acesso ao 'mundinho descolado'

Mini One tem pacote de itens simplificado e motor com menos de 100 cv
Mini One tem pacote de itens simplificado e motor com menos de 100 cv
A representação brasileira da BMW e da estilosa Mini apresentou a parte da imprensa nacional, nesta quarta-feira (13), o Mini One, versão que assume o posto de "carro de entrada" para quem quer fazer parte do mundinho colorido, esperto e divertido da marca. O carro já está sendo comercializado por R$ 69.950 e entrega a que veio logo no bordão, que prega que este é "seu primeiro Mini".
Por este preço, que é R$ 10.800 mais em conta que o valor pedido pela versão Salt (R$ 80.750), o Mini One entrega menos conteúdo e potência que o restante da linha, claro, mas mantém um padrão condizente com o nicho de carros de imagem. Estão incluídos no pacote rodas aro 15 com pneus 175/65, faróis de neblina, ar condicionado analógico, bancos dianteiros com ajuste de altura, rádio/CD Player com entrada AUX-IN e LEDs de iluminação da cabine com 11 diferentes tons. A garantia de fábrica segue sendo de dois anos, com o mesmo plano de revisões.

EM BLOCO

  • Divulgação
    Na foto acima, temos o polivalente motor 1.6 que equipa a gama Mini. Aliado ao turbo, ele gera 186 cavalos no Mini Cooper S ou 213 cv no esportivíssimo JCW. Aspirado, entrega 122 cv na versão Cooper. No One, seu ímpeto foi reduzido para 99 cv, mas a esperteza segue presente.
O preço mais baixo levou a simplificações em relação a outras configurações do Mini: o farol não conta com luzes de xênon, a tampa do porta-malas e dos retrovisores externos é pintada de preto fosco, a grade frontal em filetes horizontais tem acabamento preto brilhante (piano black) e o couro reveste apenas o volante e uma faixa central das portas, deixando os bancos apenas com revestimento de tecido. A paleta de cores também ficou reduzida, mas não é por isso que você está liberado para estragar tudo encomendando um na cor prata, insossa demais na opinião de UOL Carros.
A segurança, porém, ainda é de gente grande e o Mini One coloca freios com ABS de 8ª geração e auxílio para aclives e declives, seis airbags e controles de tração e de estabilidade na retaguarda do condutor e de outros três ocupantes -- os dois que viajam no banco traseiro penam para entrar no carro, tendo que empurrar os bancos dianteiros e dar show de contorcionismo, mas depois contam com bom espaço para pernas e cabeça, algo até surpreendente.
MAIS URBANO, NÃO MENOS DIVERTIDO
O motor da versão One segue sendo o bloco a gasolina de 1,6 litro, aspirado, mas sua calibração reduz a potência máxima para 99 cv (98 hp), com torque de 15,6 kgfm. O ponto alto deste conjunto mecânico está na coordenação feita pelo câmbio manual de seis marchas que faz com que o hatchzinho (o diminutivo aqui fica por conta dos 3,72 metros de comprimento) se mantenha ágil como poucos no trânsito pesado e ainda deslanche à frente em trechos de pista livre.
Um curtíssimo test drive promovido pelo Grupo Caltabiano, que possui a maior concessionária da marca Mini no Brasil, precedeu a apresentação do modelo, impedindo qualquer avaliação apresentável. A fábrica, porém, afirma que o Mini One tem vocação extremamente urbana (mais que seus antecessores), sendo praticamente "um carro para o dia-a-dia". Em conversa informal, os instrutores do evento citaram um consumo médio de 9,6 km/l nas vias paulistanas.
Claro, não adianta espernear e dizer que o carro é muito caro pelo tamanho que oferece, que pelo preço seria possível comprar um sedã médio ou médio-grande, com muito mais conforto. Sim, isso seria possível tanto aqui no Brasil, quanto no Reino Unido, onde ele custa 13.400 libras (cerca de R$ 34 mil). Mas o Mini One é feito para um público que troca o prático e lógico pelo descolado. Ou você teria de coragem de sair por aí vestido de camiseta estampada com a foto do seu "sedã de tiozão" preferido? Então, é isso.
UOLNotícias

Land Rover vai expandir fábrica do Evoque na Inglaterra

Land Rover vai expandir fábrica do Evoque na Inglaterra
Crossover deve impor novo ritmo de produção – e vendas – à marca britânica
Em meio às incertezas provocadas pela crise financeira que toma conta da Europa, o sucesso comercial do Range Rover Evoque está estabelecendo uma nova fase na expansão das operações da Land Rover no continente. Conhecido por lá pelo carinhoso apelido de “Baby Ranger Rover”, o Evoque deve capitanear o crescimento da marca inglesa daqui em diante. 

A fábrica de Halewood, em Liverpool, irá receber investimentos de 100 milhões de libras, cerca de R$ 288 milhões, e terá sua capacidade de produção ampliada, das atuais 100 mil unidades anuais para mais de 150 mil veículos a cada ano. O quadro de funcionários, com 3 mil trabalhadores, deve ganhar o reforço de mais 1.500 empregados. 

Com o êxito comercial do Evoque, a Jaguar Land Rover já estima lucro recorde de 1,5 bilhão de libras, ou R$ 4,3 bilhões, para 2012. Até então, o índice mais alto já alcançado pela marca do grupo indiano Tata Motors havia sido batido em 2010, com 1,1 bilhão de libras – R$ 3,1 bilhões –, em grande parte graças à demanda crescente oriunda de mercados emergentes.

A Jaguar Land Rover também constrói uma nova fábrica de motores em Wolverhampton, com investimentos totais de 355 milhões de libras (R$ 1,02 bilhão), e quer retomar os tempos de pompa de sua unidade em Solihull, que esteve perto do fechamento recentemente. Esta unidade produz o Range Rover, Range Rover Sport, Defender e Discovery, mas deve incrementar ainda mais o portfólio de produtos nos próximos anos.

 

Veja mais: Land Rover cumpre promessa e traz Evoque por iniciais R$ 164.900
Veja também: Teste: Range Rover Evoque é o novo senhor do castelo

sábado, 7 de janeiro de 2012

GESTÃO DE COMPRAS E NEGOCIAÇÃO COM FORNECEDORES -UNIFOR




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Objetivos
Geral
Apresentar aos participantes novos conceitos e adequações aos processos de Compras no mercado.
Específicos
Apresentar e discutir conceitos, métodos relacionados às atividades compras e suprimentos para profissionais interessados nesse campo da administração de negócios.
Transmitir, com base na experiência profissional do docente e dos próprios participantes, uma visão prática aplicada das técnicas e processos envolvidos.
Benchmarking entre os participantes.
Público Alvo
Todos os profissionais envolvidos com os processos de Compras e Suprimentos Logísticos; (Diretores, Gerentes, Supervisores, Coordenadores, Analistas, etc.), atuantes nas etapas da Cadeia de Suprimentos (compras, produção, vendas, marketing, financeiro, transportes, distribuição, administrativo), bem como aqueles profissionais que buscam iniciar atividades dentro da área.
Calendário
Período de inscrições: Até 28 de janeiro de 2012 ou enquanto houver vagas.
Período do curso: de 31 de janeiro a 15 de fevereiro de 2012.
INSCRIÇÕES: Clique AQUI e siga as instruções indicadas;
Confirmação de inscrição: Clique 
AQUI
Horário
18h às 22h (3ª a 5ª)     Carga Horária 32h
Conteúdo Programático
DEFINIÇÃO DO PROCESSO COMPRAS
A FUNÇÃO COMPRAS E OBJETIVOS 
O CICLO DE COMPRAS
FORMAS DE COMPRAR
ESTRATÉGIAS DE AQUISIÇÃO DE MATERIAIS
COMPRAS E DESENVOLVIMENTO DE FORNECEDORES
NEGOCIAÇÃO COM FORNECEDORES (PREÇO E PRAZO)
SELEÇÃO DOS FORNECEDORES
PROGRAMAÇÃO DAS COMPRAS EDI (Eletronic Data Interchange)
PLANEJAMENTO DE COMPRAS DENTRO DO ORÇAMENTO
FATORES CONDICIONANTES DA ATIVIDADE DE COMPRAR
NÍVEL DE INFORMATIZAÇÃO: Nenhum, Automatizado, B2B
PODER DOS FORNECEDORES: Fonte Única, Múltipla ou Simples
PODER DE NEGOCIAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO COMPRADORA
SETOR DE ATUAÇÃO: Regulamentação Forte (ANFISA) ou Não
COMÉRCIO ELETRÔNICO (E-Commerce; E-Procurement) 
DECISÃO DE FAZER OU COMPRAR
MANUAL DO COMPRADOR
ESTUDO DE CASO E EXEMPLOS PRÁTICOS
Corpo Docente
Delano Chaves Gurgel do Amaral
Administrador-Sócio da DELAM SERVIÇOS DE TREINAMENTO E CONSULTORIA EM EDUCAÇÃO LTDA. Coordenador do MBA Gerenciamento de Projeto para Colaboradores da Grendene no Instituto Executivo de Formação. Consultor Logístico Gestão de Contratos Orçamentários (Quarteirização) – Proconsult. Ex-Diretor de Negócios e Empreendedorismo da Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial-NUTEC. Autor do Projeto dos Cursos Extensão de Logística pela Universidade de Fortaleza-UNIFOR. Ex-Professor Curso Pós-Graduação em Gerenciamento de Marketing-UECE. Ex-Consultor da Ernst &Young. Gerente de Shopping. Doutorando em Gestão pela Universidade Lusíada Portugal. Professor Pós-Graduação Instituto Educare Curso Engenharia da Produção para Colaboradores da Grendene e Votorantim. Mais de vinte anos de experiência treinamentos in company. Consultor Organizacional e tem vários artigos publicados.
Vagas
30 Vagas     Forma de Pagamento  R$ 220,00 (duzentos e vinte reais).
À VISTA, pode ser pago em qualquer agência bancária, casa lotérica ou farmácia.
PARCELADO, em até 6 vezes, nos cartões VISA ou MASTERCARD; imprima o boleto e apresente-o na Tesouraria da UNIFOR, para efetuar o parcelamento.
Certificado
Será conferido Certificado de Participação ao aluno que obtiver frequência igual ou superior a 85% da carga horária.
Informações
Universidade de Fortaleza 
Vice-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação
Divisão de Pós-Graduação Lato Sensu e Educação Continuada
Av. Washington Soares, 1321 
Bairro Edson Queiroz 
CEP – 60.811-905 
Fortaleza – Ceará 

Por que a Tok&Stok precisa se repaginar (com ou sem dono novo)

 Por trás dos vários ambientes decorativos espalhados pelas 35 lojas da rede Tok&Stok em São Paulo, se encontra uma estratégia de negócios que precisa de uma nova demão de tinta, segundo os especialistas.
Repaginar a rede fica ainda mais complicado, no momento em que a Tok&Stok volta a ser alvo de rumores de que está à venda. A informação é do jornal Valor Econômico. O negócio, porém, enfrentaria um desalinhado cenário societário entre os donos e fundadores da rede, Regis e Ghislaine Dubrule. Os dois estariam discordando sobre a hora certa de se desfazer do negócio da família.
Os empresários teriam contratado o BTG Pactual para assessorar a venda da empresa, por estimados 900 milhões de reais. Essa não seria a primeira vez (nem a segunda) que os donos colocam a empresa à venda e sondam potenciais interessados.
Arrumando a casa
Seja sob um novo dono, seja com os Dubrule, o fato é que a Tok&Stok já tem uma lista de tarefas estratégicas a partir deste ano, de acordo com o especialista em varejo Eugênio Foganholo, da consultoria Mixxer Desenvolvimento Empresarial.
A primeira delas é saber para quem a empresa quer vender. “A marca Tok&Stok é forte, tem bons produtos e sabe que atende, em especial, solteiros e jovens casais. Falta saber de quais classes sociais eles são”, afirma Foganholo. Com isso definido, a empresa pode oferecer seus produtos a preços alinhados aos que seu público alvo quer e pode pagar.
Outro desafio é o de vender produtos de maior valor agregado, como móveis. Isso porque, neste segmento, a empresa perde consumidores para centros comerciais que oferecem maior opção de lojas e fabricantes. “Dificilmente quem visita a loja da Tok&Stok uma vez compra um produto mais caro lá sem procurar outras opções no mercado”, diz o especialista.
Concorrentes
Por último, a Toks&Stok precisa reforçar a marca para concorrer com quem está entrando no setor de decoração e com as antigas conhecidas dos consumidores: as lojas de material de construção. Essas redes decidiram apostar nas vendas de produtos de decoração para os mesmos clientes que estavam lá procurando itens para reformar ou construir. “Desde então, tem aumentado suas receitas com as vendas desses itens e se dedicado a ampliar os negócios no ramo”, diz o consultor.
O ano passado, a Tok&Stok faturou cerca de 800 milhões de reais em um negócio considerado tão lucrativo quanto complexo pelo mercado. “Exige muitos fornecedores, lojas grandes e um amplo mix de produtos. Mas é promissor o suficiente para atrair qualquer investidor”, diz ele.
Exame

Conheça 5 profissões promissoras para 2012

A área de TI no Brasil está aquecida e as empresas deste ramo procuram profissionais qualificados para preencher as vagas abertas.
O Brasil é o 8º maior mercado de TI do mundo e deve crescer 7,5% em relação a 2010, de acordo com a IDC, consultoria especializada em TI. "Um mês atrás a empresa onde trabalho possuía 60 vagas e procuramos alucinadamente por profissionais com a qualificação exigida", diz Hamilton Berteli, CTO da Avanade Brasil,  empreendimento conjunto da Accenture e da Microsoft.
Segundo Berteli, a grande oferta de vagas em diversas áreas reflete como o mercado de TI está aquecido. O diretor, com base em pesquisas internas, tendências da tecnologia e estudos de consultorias, acredita que profissionais especializados em determinadas áreas irão se destacar em 2012.
Veja abaixo:
1 - Programador de aplicações móveis - A criação de apps para dispositivos móveis será destaque nos próximos meses, especialmente para os profissionais com conhecimento em linguagem multiplataforma, segundo Berteli. "Haverá grande procura pela tecnologia HTML 5 porque esta plataforma roda em mais de um sistema operacional, seja iOS, Android ou Windows Phone", diz.
2 - Engenheiro especializado em tecnologias colaborativas - De acordo com o CTO, a implementação de plataformas sociais dentro das empresas é uma forte tendência. "Esta cultura começa a penetrar nas companhias, que estão acostumadas a manter a comunicação apenas por e-mail. Para esta área, o profissional deverá ter conhecimentos em organizações de portais, especializações em Web 2.0 e até biblioteconomia por causa do modelo de busca", diz.
3 - Inteligência empresarial (BI) - Os profissionais desta área serão requisitados para coletar e organizar qualquer operação que envolva a corporação, inclusive estudos com base em divulgações dos usuários nas redes sociais. "A disparidade gigante de sistemas e dados não estruturados exige a demanda do profissional especializado em Big Data e, principalmente, saber integrar estes dados dentro da visão de inteligência de negócios", diz Berteli.
4 - Analistas de governança corporativa - Até o ano passado, o forte era a arquitetura orientada a serviços (SOA). Hoje, a atenção está voltada para a segurança dos dados e serviços que estão na nuvem, segundo o diretor. "Os analistas deverão orientar e assegurar a área de negócios, por exemplo, o controle das informações que não estão em casa", diz.
5 - Gerente de TI e gerente de projetos - Dificilmente estes cargos saem de moda, principalmente por causa das novidades, mas é necessário reciclar o conhecimento, diz Berteli. "A faculdade proporciona parte do conhecimento da área, mas é importante contar com uma boa infra-estrutura no local de trabalho, pois o profissional também aprende na prática", afirma. Além disso, é recomendável realizar treinamentos, participar de simpósios, trocar informações com outros profissionais e obter certificações para provar que domina o assunto, diz o diretor.
INFONotícias

7 grandes fracassos tecnológicos vergonhosos de 2011

Se é verdade que os fracassos trazem boas lições a ser aprendidas, 2011 foi um ano bastante pedagógico. Google, Microsoft, Sony, Nokia, HP e RIM são algumas das empresas que devem estar digerindo os erros que cometeram e prometendo fazer melhor em 2012. Confira, a seguir, sete dos mais importantes fracassos tecnológicos do ano.
1 - O Chromebook não decolou
Já que a computação em nuvem é uma das tecnologias do momento, o Google resolveu radicalizar. Em maio, a empresa anunciou seus chromebooks, laptops baseados no sistema operacional Chrome OS. Eles rodam aplicativos que, em vez de ficar no próprio computador, residem em servidores da internet, ou seja, na nuvem. Os primeiros chromebooks começaram a ser vendidos em junho pela Samsung (foto ao lado) e pela Acer, nos Estados Unidos e na Europa.
A ideia até seria atraente se o acesso à internet estivesse sempre disponível. Mas, como sabemos, não é o que acontece. Na maioria dos aviões, por exemplo, um chromebook é quase inútil. Além disso, os aplicativos online ainda estão longe de oferecer todos os recursos dos programas instalados nos PCs. E para completar, os modelos apresentados têm preços nada atraentes. Em novembro, o noticiário Digitimes, de Taiwan, divulgou a previsão de que o ano terminaria com menos de 30 mil unidades vendidas. É um número insignificante.
2 - HP TouchPad acabou liquidado
O TouchPad, com que a HP pretendia superar a Apple no mercado de tablets, chegou às lojas nos Estados Unidos em julho, encalhou nos estoques e foi descontinuado apenas um mês e meio depois. Foi um fracasso espetacular, mas não por falta de preparação. A HP vinha desenvolvendo seu tablet desde 2005, o mesmo ano em que a Apple começou a trabalhar no iPad e no iPhone. A primeira tentativa fracassada foi o Slate, lançado em 2010, que rodava o Windows 7.
Persistente, a HP tentou novamente com o TouchPad, que usava tecnologia da Palm. O novo produto seguiu o modelo da Apple, com soluções exclusivas e controle rígido do hardware e do software. Mas o tablet era caro e faltavam aplicativos para ele. Quase ninguém se interessou. Depois de anunciar seu fim, a HP acabou liquidando o estoque por 99 dólares a unidade, um quinto do preço original.
3 - O Windows Phone encalhou
O sistema operacional Windows Phone, da Microsoft, já conta com mais de 50 mil aplicativos e recebe elogios por ser prático, elegante e fácil de usar. Mesmo assim, o Gartner Group estima que, entre o terceiro trimestre de 2010 e o mesmo período de 2011, a participação do sistema da Microsoft no mercado caiu de 2,7% para ridículos 1,5%.
Os principais motivos para o encalhe podem ser resumidos pela expressão inglesa "too little, too late" - muito pouco e tarde demais. O Windows Phone chegou atrasado e não trouxe vantagens significativas em relação aos concorrentes. Além disso, a Microsoft, diferentemente do Google, tentou ditar regras aos fabricantes de celulares e operadoras, definindo coisas como o hardware mínimo para rodar o Windows Phone e a maneira de atualizar o software. Isso acabou custando, a ela, o apoio de alguns desses parceiros.
Empresas de pesquisa de mercado preveem que o Windows Phone deve ganhar espaço nos próximos anos, principalmente por causa da parceria da Microsoft com a Nokia, que só agora começa a dar frutos. Mas ninguém espera que vá ameaçar a Apple e a turma do Android num futuro visível.

4  - A Nokia afundou com o Symbian
No terceiro trimestre de 2010, o sistema operacional Symbian, da Nokia, liderava com folga o mercado de smartphones. Estava presente em 36% dos aparelhos vendidos no mundo, segundo o Gartner Group. Um ano depois, sua participação tinha caído para 17%, ainda em segundo lugar, mas com clara tendência a despencar para o fim da fila. A participação da Nokia no mercado caiu na mesma proporção. Foi a mais dramática queda registrada no ano.
Lançado em 1997 (com o nome de Epoc32), o Symbian contribuiu para que a Nokia se tornasse o maior fabricante mundial de smartphones. Mas o sistema envelheceu e se tornou incapaz de competir com Android e iOS. No início deste ano, a empresa finlandesa o jogou para escanteio e adotou o Windows Phone. A troca custou a ela a liderança do mercado, hoje ocupada pela Samsung. Mesmo que tenha sucesso com o Windows Phone, é improvável que a Nokia recupere a posição que tinha no passado. A manutenção do Symbian é, agora, feita pela Accenture. Mas os dias de glória do software ficaram para trás.
5 - A morte anunciada do Google Buzz
Em outubro, menos de dois anos depois de anunciar com estardalhaço o Google Buzz, o Google divulgou que iria encerrar o esse serviço de mensagens curtas. Ele ainda durou até novembro, quando sumiu definitivamente. O Buzz, que lembrava o Twitter e o painel de atualizações do Facebook, foi inaugurado em fevereiro de 2010. Funcionava integrado ao Gmail e a outros serviços do Google. Permitia compartilhar links, fotos, vídeos e mensagens pessoais. Foi a terceira tentativa do Google de criar uma rede social, depois do Orkut e do Friend Connect.
Quando apareceu, o Buzz foi criticado por criar automaticamente uma rede com os contatos que o usuário tinha no Gmail, algo que muita gente viu como violação de privacidade. O serviço nunca se livrou da má imagem inicial. Com o tempo, os usuários passaram a ignorá-lo. Foi o início do fim. Agora, a empresa investe numa quarta tentativa de se firmar no mundo das redes sociais com o Google+.
6 - O vexame da PlayStation Network
Em 19 de abril, a PlayStation Network, a rede que conecta os consoles de jogos da Sony, foi desativada depois de ser invadida. O ataque hacker comprometeu 130 servidores, 50 sistemas de software que rodavam nessas máquinas e 77 milhões de contas de usuários. Dados como nome, endereço e senha dos usuários caíram nas mãos dos criminosos. Numa etapa posterior, a empresa descobriu  que a rede Sony Online Entertainment também havia sido violada.
Só em 14 de maio, quase um mês depois de constatada a invasão, a Sony começou a reativar gradualmente suas redes. Em alguns países, a Sony ofereceu compensações aos usuários que tiveram suas informações roubadas. Nos Estados Unidos, ela chegou a contratar uma empresa especializada para ajudá-los a se proteger contra fraudes. Mas a Sony também se garantiu com um contrato de uso dos serviços que proíbe os usuários de processá-la em caso de invasão. Resta esperar que os engenheiros da Sony tenham reforçado a segurança da rede.
7 - O BlackBerry parou no tempo
Nos últimos três anos, o valor de mercado da Research in Motion (RIM), fabricante da linha BlackBerry, caiu de 83 bilhões de dólares para apenas 13,6 bilhões. A empresa que, durante anos, impulsionou o mercado entrou numa estagnação desanimadora. Sua participação ainda era de respeitáveis 11% no terceiro trimestre deste ano, segundo o Gartner Group. Mas vem caindo continuamente. Basta comparar um BlackBerry com o iPhone e com os smartphones que rodam Android para perceber o motivo. Se o BlackBerry parecia avançado em 2007, hoje ele parece pertencer ao passado. E a RIM não tem nenhum produto grandioso a caminho capaz de reverter esse quadro.
Um dos seus fracassos de 2011 é o tablet PlayBook. Caro para um tablet de 7 polegadas, o PlayBook ainda conta com poucos aplicativos. Além disso, tem limitações quase inacreditáveis, como não permitir o acesso direto aos serviços BlackBerry Mail e Messenger. Para usar esses recursos, é preciso ter também um smartphone BlackBerry, que age como intermediário. É difícil imaginar que algum usuário possa gostar dessa tortuosa solução.
INFONotícias

Veja o que esperar para a CES 2012


 
 Entre 10 e 13 de janeiro, Las Vegas recebe a feira de tecnologia Consumer Electronics Show (CES). Nela fabricantes e desenvolvedores apresentam seus conceitos e produtos que irão ditar as tendências tecnológicas para todo o ano.
Com sua primeira edição em junho de 1967, a CES mudou muito ao longo dos anos e se tornou uma espécie de "Fashion Week" para o mercado de tecnologia. Por ela já passaram as principais tendências tecnológicas, como os aparelhos de DVD, TVs HD, discos e players de Blu-ray e os primeiros aparelhos 3D. Além de apresentar o que será lançado ao longo do ano, os expositores fazem questão de demonstrar seus produtos conceito. Tudo o que pode se tornar tendência nos próximos 10 anos costuma dar as caras durante a CES.
Para a edição 2012 a INFO estará de olho nos principais lançamentos. Como de costume, fabricantes já dão informações sobre os principais produtos que serão apresentados.
LG, a Hipster
A LG tomou a dianteira e tratou de anunciar três grandes produtos que serão exibidos em detalhes durante a feira. O primeiro e mais inovador é a TV OLED de 55 polegadas, com somente 5 milímetros de espessura e uma gama de cores maior do que a das LCD convencionais. Outro produto já revelado é a linha de televisores de plasma sensíveis ao toque. A LG deve apresentar os modelos de 60 e 50 polegadas, que segundo a empresa chegam ao Brasil em Abril deste ano, por 5.999 e 2.699 reais respectivamente. Outra novidade será a linha de óculos 3D com tecnologia passiva. Mais leves e agora com cores, os óculos terão design para gostos diferenciados.
Apesar de ainda não apresentarem detalhes, outras fabricantes de televisores irão demonstrar todas as inovações possíveis. Uma batalha ainda não resolvida acontece no campo do 3D. De um lado há a LG com sua tecnologia passiva, que imita o cinema com óculos e ângulos de visão melhores, do outro há a tecnologia ativa, com promessas de melhora no efeito de profundidade e taxa de atualização.
O despertar do Windows 8
A edição deste ano é provavelmente a última da Microsoft. O anúncio mais esperado da empresa é uma versão mais sólida e com menos bugs do novo sistema operacional, o Windows 8. O principal rumor sobre a questão revela uma versão beta para usuários domésticos. Por conta da briga entre Microsoft e a organização da CES, os anúncios da empresa devem ser contidos e reservados para seus eventos próprios.
Os tablets e o sanduíche de sorvete

Os tablets se desenvolveram ao longo de 2011 e fecharam o ano na cabeça de praticamente todo consumidor voraz de tecnologia. Em 2012 essa tendência deve se manter. Durante a CES as empresas devem apresentar seus produtos com o novo Android 4, o Ice Cream Sandwich. O sistema é muito aguardado por conta das promessas do Google em relação às melhorias na interface, conversão de aplicativos de telas menores para as telonas dos tablets e novos recursos.
Menores, mais leves e potentes
Outra categoria que promete crescer durante a feira são os ultrabooks. Acer, Sony Vaio e Asus devem apresentar seus novos modelos com configurações de cair o queixo e carcaças magras e muito leves.
Na contramão da miniaturização estão os smartphones, que devem chegar com hardware ainda mais potente, telas de maior resolução e formatos de 4 ou mais polegadas para os modelos topo de linha.
A INFO fará uma cobertura completa da CES 2012 para que os boatos sejam confirmados ou desmentidos, e para que os leitores fiquem à par das principais novidades.
INFONotícias

iPad 3 pode custar menos de US$ 300

A Apple está considerando lançar mais modelos da terceira geração do iPad 3, e que devem contar com preços na casa dos U$300. De acordo com reportagem da CNET, os taiuaneses do Digitimes ouviram fontes ligadas a Apple e que confirmaram a intenção da empresa de ampliar a família do tablet.
Os modelos seriam equipados com processadores A6, a diferença, porém, estaria na resolução da tela do iPad 3. Uma versão mais avançada contaria com display 2048x1536 e seu preço estaria na mesma linha dos lançamentos anteriores da empresa, que começa em U$499 para os modelos mais básicos. Já a que seria a nova versão de entrada para a família do tablet teria o mesmo padrão de tela do iPad 2, 1024x768 e custaria bem menos que o modelo atual, cerca de $299.
As informações, entretanto, são vistas pela CNET com certo ceticismo. O repórter Josh Lowensohn lembra o quanto custa a fabricação do iPad 2, cerca de U$333, segundo números de uma das fornecedoras da Apple. E a tela de LCD é considerada a peça mais cara do tablet, valendo cerca U$127. Bom, se o boato de fato se confirmar é bem possível que as regras do jogo no disputado mercado de tablets também mudem, tanto quanto o preço do iPad, atual líder de vendas da categoria.
E vai afetar especialmente o Kindle Fire, da Amazon. O tablet foi lançado no ano passado por U$199, ou seja, menos da metade do valor atual atribuído pela Apple ao modelo de entrada do iPad. Tudo bem que o aparelho de Jeff Bezos não oferece exatamente as mesmas características do concorrente. Mas parece que o público não ligou para isso e ajudou o Fire a registrar um bom desempenho em 2011, tendo atingido a incrível marca de 1 milhão de unidades vendidas em apenas uma semana.
INFONotícias

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

2012 será ano de economia “paranormal”, adverte Bill Gross

 Bill Gross, gestor da maior empresa de investimento em títulos do mundo, a Pimco (Pacific Investment Management Company), divulgou hoje uma carta com suas previsões para a economia mundial em 2012. Em resumo: muitas dívidas, pouca confiança e um cenário muito pouco animador.
Gross categorizou o instável momento da economia como “paranormal” e alertou que o ano será de aversão a risco e poucos incentivos para a oferta de crédito.
"É como se a Terra tivesse agora duas luas em vez de uma e ambas estivessem crescendo em tamanho, como um tumor canceroso que pode ameaçar as marés e oceanos financeiros e a vida econômica como a conhecemos na última metade de século", disse Gross em uma carta carregada de metáforas aos investidores.
Segundo Gross, o termo “novo normal”, cunhado no passado por seu parceiro no comando da Pimco, Mohamed El-Erian, para definir uma economia com pouco crescimento e altas taxas de desemprego já não é suficiente para descrever a situação atual – apenas o “paranormal” descreve o cenário, que deve piorar ainda mais este ano, segundo ele.
“O que resta são rendimentos perto de zero e credores que não confiam em ninguém e em muito poucos países. Os mercados financeiros estão implodindo lentamente – desalavancando – porque há muito papel e muito pouca confiança", disse ele.
Diante deste cenário, o investidor prevê dois caminhos, ambos pouco animadores: desalavancagem ou aumento da inflação via Banco Central. Ele alertou ainda que os investidores devem reduzir suas expectativas, projetando retorno entre 2% e 5% para investimentos em ações, títulos e commodities neste ano.
Exame

Confiança no setor de serviços cai pelo quinto mês seguido

À espera de demanda menor nos próximos meses, os empresários do setor de serviços voltaram a mostrar sinais de humor negativo. É o que informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao anunciar recuo de 0,7% para o Índice de Confiança de Serviços (ICS) em dezembro de 2011. Além ser a quinta queda consecutiva para o indicador, foi mais forte do que a de novembro (-0,6%) e a mais intensa desde agosto (-1,3%).
Em uma escala de até 200 pontos, o ICS desacelerou de 128,9 pontos para 128,0 pontos de novembro para dezembro do ano passado, o mais baixo nível desde outubro de 2009 (126,0 pontos). De julho a dezembro de 2011, o ICS acumulou perda de 3 5%, e se posicionou, no último mês do ano passado, em patamar 3 2% inferior ao de dezembro de 2010.
Assim como nos quatro meses anteriores, a queda do ICS em dezembro voltou a ser mais intensa que a magnitude da elevação do Índice da Situação Atual - S (ISA-S), um dos dois sub-indicadores do ICS e que repetiu alta de 1,4% entre novembro e dezembro. Isso, na prática, confirma quadro de desaceleração da atividade no setor.
Já o Índice de Expectativas - S (IE-S) caiu 2,5%, ao passar de 138,4 para 134,9 pontos, de novembro para dezembro, o menor desde junho de 2009 (130,2), e 0,5% inferior ao de dezembro de 2010. Isso porque a fatia de empresas consultadas que preveem aumento da demanda caiu de 44,5% para 40,9% de novembro a dezembro. No mesmo período, o porcentual das que esperam queda aumentou de 8,6% para 9,8%.
A pesquisa para o ICS ocorreu entre os dias 1 e 28 de dezembro. O total de 2.809 empresas consultadas era responsável por mais de 754 mil pessoas ocupadas no mercado de trabalho ao final de 2008, segundo informações apuradas pela FGV.
Exame

Inflação oficial registra maior taxa desde 2004

 A inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2011 com uma taxa acumulada de 6,5%, o maior resultado desde 2004, quando o índice subiu 7,6%.
O indicador também superou o resultado de 2010, quando a taxa ficou em 5,91%, e atingiu o teto da meta estipulada pelo Banco Central (BC) para 2011, de 4,5%, com margem de 2 pontos percentuais para baixo ou para cima.
No resultado mensal, o IPCA subiu 0,5% em dezembro de 2011, após aumentar 0,52% em novembro. Em dezembro de 2010, a taxa havia ficado em 0,63%. O IPCA é o índice oficial utilizado pelo governo para definir o regime de metas de inflação no país.
Os dados foram divulgados hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Exame

Paris Hilton: Faturei US$ 1,3 bilhão em seis anos

 Paris Hilton faz muito mais do que torrar a fortuna da família em baladas. A patricinha é também uma mulher de negócios - muito lucrativos, como se pode concluir em uma entrevista concedida por ela à revista britânica FHM, que chega às bancas nesta semana. A herdeira americana revelou que, em seis anos, teve um faturamento de 1,3 bilhão de dólares (cerca de 2,4 bilhões de reais). Além de farras e escândalos de alcova, a patricinha de Beverly Hills, na Califórnia, se tornou uma máquina de fazer dinheiro.
"Desde 2005 a minha linha de perfumes rendeu mais de 1 bilhão de dólares", disse ela, e acrescentou uma lista de empreendimentos que levam seu nome ou sua chancela, como produtos licenciados a clubes noturnos. "Eu tenho 35 lojas e 17 linhas de produtos", contou sobre a lista de coisas que lhe rendem dinheiro, que vão de bolsas, sapatos, batons a objetos para cachorros.
O futuro para a aparentemente tresloucada loirinha significa mais dinheiro. "O próximo passo é a expansão do Paris Hilton Praia Clube", disse ela, contando que o primeiro empreendimento será inaugurado nas Filipinas. O clube que leva seu nome é um complexo de lazer que inclui hotel, restaurantes, boates e academias.
E, como quem tem dinheiro tem também o direito de gastar com o que quiser, Paris revelou à FHM que pretende lançar um disco de música eletrônica, focado no gênero house. Em resumo, uma equação simples: ganhar dinheiro com perfumes e gastá-lo espancando os ouvidos alheios. Além da capa, Paris estrela um ensaio sensual na revista, em que aparece de topless, com as longas madeixas loiras cobrindo os seios.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

EMPREGO OU GERENCIAR O PRÓPRIO NEGÓCIO?







A riqueza de uma nação é medida por sua capacidade de produzir, em quantidade suficiente, bens e serviços necessários ao bem estar da população.  Por este motivo, acredito que o melhor recurso de que dispomos para solucionar os graves problemas sócio econômicos pelos quais o Brasil atravessa é a liberação da criatividade (reavaliar currículo nas escolas), dos empreendedores, através da livre iniciativa, para produzir bens e serviços.
O economista Joseph A. Schumpeter descreveu a contribuição dos empreendedores, na formação da riqueza de um país, como o processo de “destruição criativa”. Este processo que, de acordo com Schumpeter, é “o impulso fundamental que aciona e mantém em marcha o motor capitalista”, produzindo constantemente novos produtos, novos métodos de produção e novos mercados; revoluciona sempre a estrutura econômica, destrói sem cessar a antiga e, continuamente cria outras.
Foi o processo de destruição criativa que tornou obsoleta a caneta-tinteiro em favor da esferográfica, a válvula eletrônica em favor do transistor, hoje chip, a régua de cálculo em favor da calculadora eletrônica, a locomotiva a vapor evoluiu para elétrica.
Em todos estes casos e em muitos outros, foi a criatividade dos empreendedores que substituiu um produto ou serviço mais caro e menos eficiente por outro mais barato, que executa melhor sua função.
As vantagens para todos são evidentes. Constantemente somos beneficiados por bens e serviços melhores e mais acessíveis.
Com o processo de destruição criativa estamos desenvolvendo a capacidade do País em produzir, em quantidade suficiente e a preços cada vez mais acessíveis, os bens e serviços necessários ao bem-estar de nossa população.
Ser empresário no Brasil é sempre desafiador, correr riscos não mensuráveis, e mais que isso ser empreendedor. O significado disso tudo é a capacidade e necessidade de realizar coisas novas, pôr em prática idéias próprias, buscar tecnologia para soluções no dia-a-dia do próprio negócio.
Pessoas com vontade de realizar, cuja imagem social não está em conflito com as atividades necessárias para iniciar um negócio próprio, com disposição de assumir riscos, e cujo capital social é favorável a empreender, há dois tipos de condições que se tornam críticas: a primeira é como se vêem preparadas para o empreendimento e a segunda é o número de outros interesses e obrigações que elas vêem inibindo sua decisão; a ênfase de que o importante é como as pessoas se vêem, já que não há nenhuma forma de medir a sua preparação ou o nível de outros interesses e obrigações.
A avaliação mais objetiva do nosso preparo para empreender um negócio próprio é a percepção que temos de nós mesmos, que se reflete em autoconfiança.
Por analogia, é raro alguém ousar fazer uma travessia a nado, se não se considerar razoavelmente preparado para realizá-la, tendo, por isto mesmo, a autoconfiança necessária. O mesmo acontece com o potencial empreendedor. Ele se sente preparado para iniciar um negócio próprio, em função do domínio que possui sobre as tarefas que deverá desenvolver nesse negócio.
        O que aprendemos na escola, universidade, no trabalho e através da observação do mundo a nossa volta é acumulado ao longo de nossa vida. A maioria aprende mais rapidamente na juventude, quando tudo é novidade, diminuindo esse ritmo à medida que os anos avançam. Portanto, o preparo de um indivíduo para iniciar um negócio próprio cresce com o seu domínio sobre as tarefas necessárias para o seu  desenvolvimento, com o aumento de sua capacidade gerencial e com o crescimento de sua visão empreendedora refletida no seu domínio sobre a complexidade do negócio.
No entanto, o sucesso e a satisfação no emprego e na vida particular são fatores que mais inibem as pessoas a tomar a decisão de se tornar empresário. Elas não têm nenhuma motivação de assumir a incerteza e o risco de um negócio próprio, se tudo vai bem.
Além disso, com sucesso no emprego surgem as obrigações normais da classe média; como aquisição da casa própria, gastos com automóveis, empregados, filho na escola, clubes, rodas sociais que acabam envolvendo as pessoas a ponte de, sem garantia do salário, se sentirem inseguras. Para elas é aterrorizante a idéia de ter de abrir mão de algumas dessas conquistas, em razão de um possível revés num negócio próprio.
Do exposto, conclui-se que todo potencial para empreender está sujeito a duas condições: a primeira é sua percepção sobre seu preparo, que aumenta a autoconfiança em iniciar um negócio próprio; e a segunda é sua visão de outros interesses e obrigações que minam essa autoconfiança. Como, geralmente, estas duas condições estão deslocadas no tempo, a maioria dos potenciais empreendedores tem um período de livre escolha. É o período em que se sentem preparados antes de estarem demais comprometidos com outros interesses e obrigações.
PROF. Ms. DELANO GURGEL DO AMARAL
Sócio-Administrador DELAM-Consultoria e Treinamento Empresarial Ltda.