quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

5 previsões da IBM para os próximos 5 anos

Divulgada anualmente pela empresa, lista com previsões para o futuro próximo considera possível até mesmo ler a mente humana

IBM
IBM divulga lista com previsões de como será a vida no planeta no futuro próximo
A Big Blue é internacionalmente conhecida por ser o nome por trás deinovações importantíssimas que mudaram a maneira como nos relacionamos com a tecnologia. E anualmente desde 2005, a IBM anuncia em meados de dezembro previsões sobre ideias que podem ser tiradas do papel e colocadas em prática nos próximos anos.
A lista atual acabou de ser divulgada e traz ideias no mínimo curiosas acerca das transformações que podem impactar a vida moderna em breve. A empresa baseou suas previsões em dois fatores: a viabilidade tecnológica para que tais ideias sejam finalmente realizadas e quais são as chances de que sejam produzidas em larga escala.
Confira abaixo as 5 previsões da IBM para os próximos 5 anos:
1 – Será possível abastecer a casa com energia criada por você mesmo
Como? Bom, de acordo com a IBM absolutamente tudo que se move tem o potencial de gerar energia, desde o tênis que é usado em exercícios físicos até a água que passa pelo encanamento da casa. Ainda de acordo com a empresa, avanços na área de energias renováveis vão poder, em breve, ajudá-lo a coletar toda a energia criada por tais canais, por exemplo, para abastecer casas, escritórios e até cidades.
2 – Esqueça estratégias para criar senhas invioláveis
Todo mundo sabe que impressões digitais, por exemplo, são “pessoais e intransferíveis”. No futuro, a construção biológica de uma pessoa será a maneira mais segura de proteger a sua segurança e privacidade na web. A senha de email vai deixar de a manjada data de nascimento do animal de estimação e vai passar a ser a estrutura da íris, por exemplo, ou mesmo a composição do seu DNA.
3 – Ler a mente de outra pessoa deixa de ser ficção científica
Para a IBM, em cinco anos o mundo vai começar a conhecer maneiras que tornam possível ler o que se passa na cabeça dos seres humanos. Uma tecnologia como essa vai fazer com que a medicina tenha acesso ao enigmático cérebro dos portadores de autismo, por exemplo. A IBM já está estudando maneiras de conectar o cérebro humano a gadgets eletrônicos em geral. Quem sabe no futuro, o processo de digitar um texto seja realizado pela transmissão do que se quer escrever diretamente para o computador.
4 – Tecnologias móveis vão ajudar a diminuir diferenças sociais
A riqueza de um país também é medida pelo nível de acesso a informação que seu povo tem. A massificação das tecnologias móveis vai tornar conhecimento e informações ainda mais acessíveis para todas as camadas sociais de um país.
Um exemplo é o Brasil. Aqui, o preço que se paga por smartphones e notebooks é cada vez mais baixo, fato que impulsiona a aproximação entre povo e tais tecnologias. E, de acordo com a previsão da IBM, em cinco anos, 80% da população mundial terá um aparelho móvel conectado a internet em mãos.
5 – Spam deixa o ostracismo da lixeira eletrônica e vira prioridade
Em 5 anos, será possível filtrar automaticamente todos os e-mails recebidos, spam inclusive, afim de encontrar as mensagens que contém informações importantes. Pode ser o fim da correria pelo ingresso de um show, por exemplo. Se o smartphone detectar que a banda favorita do seu dono vem à cidade, poderá reservar ingressos em seu nome. Os gadgets vão conhecer afundo a personalidade do usuário e ainda terão o aval para agir em seu nome.
Exame

sábado, 24 de dezembro de 2011

Um terço dos usuários dos smartphones deve sofrer ataque virtual


O sistema operacional Android é o programa mais popular e o mais vulnerável para os criminosos

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Os smartphones revolucionaram e simplificaram as atividades mais mundanas dos consumidoresmas não escapam da engenhosidade dos hackers que, com seus truques, conseguem driblar o sistema de segurança eacessar os dados privados de seus usuários.
Um estudo recente da empresa californiana Lookout Inc. revelou que o chamado malware (do termo em inglês malicious software) - que agora também infiltram nos celulares - aumentou significativamente, e os que incorporam o sistema Android da Google têm 2,5 vezes mais probabilidades de enfrentar uma ameaça em seus celulares em comparação há seis meses.
É a nova fronteira dos hackers que, não contentes em roubar a informação confidencial de milhões de internautas, agora incomodam quem faz download de aplicativos em seus celulares. "Vimos um grande aumento de malware, em comparação a janeiro. Com mais consumidores se adaptando aos smartphones, os criminosos encontraram um mercado lucrativo e põem à prova novos modelos de negócios para fazer dinheiro por conta de consumidores ingênuos", diz Kevin Mahaffey, co-fundador da Lookout Mobile Security e autor do estudo.
"Enquanto estiverem navegando na web, os usuários destes telefones no mundo todo devem ter cuidado ao fazerem download de aplicativos e clicar em links, como fariam em seus computadores de casa", recomendou Mahaffey em um e-mail.
O relatório da Lookout analisou dados de mais de 700 mil aplicativos e 10 milhões de celulares no mundo todo e, segundo seus cálculos, um terço dos usuários sofrerá alguma "ameaça". Segundo a Lookout, entre 500 mil e 1 milhão de usuários já se "contagiaram" com algum tipo de malware entre janeiro e junho deste ano.
Ao longo de 2011, três de cada 10 usuários têm a probabilidade de cair em um site que roube seus dados financeiros. No primeiro semestre de 2011, o número de aplicativos com malware aumentou de 80 para 400, sendo DroidDream e GGTracker as duas ameaças mais frequentes.
Os autores do DroidDream, por exemplo, lançaram no mercado mais de 80 aplicativos infectados com variações do mesmo malware, com a ideia de interceptar mensagens e conseguir o controle do celular a partir de um servidor.
Além de manter um registro das chamadas feitas e recebidas em um telefone celular - algo normal nestes dispositivos -, alguns desses programas podem gravar o conteúdo sem que o usuário saiba ou autorize.
Mais de 135 milhões de consumidores no mundo todo usam o sistema operacional Android - em parte porque a Google o oferece de graça aos fabricantes -, o que o transforma no programa mais popular e o mais vulnerável para os criminosos
A Apple, por sua vez, aplica um rigoroso processo de aprovação para todo aplicativo e, mesmo assim, seus iPhones e iPads sofreram um problema de segurança no mês passado, que foi corrigido imediatamente.
É fácil cair na armadilha, porque os hackers escondem o malware em aplicativos que parecem legítimos, em uma fraude eletrônica, o que no jargão do setor é conhecida como phishing. Uma de suas táticas preferidas é o chamado malvertising (do termo em inglês malicious advertising), no qual anúncios pela rede móvel convidam o usuário a acessar endereços web e, ao entrar, ativa um download automático do aplicativo. Outra tática é publicar inicialmente um aplicativo livre de suspeitas e, quando aumentar sua base de usuários, lançam uma atualização infectada.
É mais uma epidemia do século XXI que, justamente pelos múltiplos usos do celular e pelo imediatismo da internet, se estende de forma veloz e ameaça milhões de usuários. Há "antídotos" no mercado, mas os usuários devem ficar alertas aos "sintomas", como mensagens de textos incomuns, custos adicionais na fatura do telefone, e um desgaste súbito da bateria.
ÉpocaNegócios

As profissões que estarão em alta em 2012

Confira a lista para saber quais serão os cargos mais procurados no ano que vem pelas empresas

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Com a crise, profissionais que saibam gerenciar riscos serão muito procurados pelas empresas no ano que vem
Em tempos de crise, as empresas se armam e ficam mais cautelosas. Aumenta a demanda por profissionais que saibam gerenciar riscos, tenham muita capacidade analítica e busquem constantemente a inovação. Esse será o cenário em 2012, segundo Marcelo de Lucca, diretor executivo da consultoria Michael Page do Brasil. “O ano de 2011 foi muito positivo em relação ao mercado de trabalho, mas no ano que vem será preciso mais cautela. Uma das áreas com maior demanda será a financeira, que reúne funções que podem gerar receita adicional de uma outra forma, que não seja por vendas”, diz.
Os cargos mais buscados no setor financeiro serão o de gerente tributário, gerente contábil e business controller (suporte financeiro às áreas de negócio), de acordo com levantamentos da Michael Page e da HAYS, produzidos com exclusividade para Época NEGÓCIOS. O cargo de gerente tributário, segundo Lucca, será peça-chave nas companhias. A importância desses profissionais está na capacidade em fazer uma boa análise fiscal. “É uma área muito importante em função do conhecimento sobre o aspecto tributário do país”, afirma Lucca. Já o gerente contábil será essencial em um momento em que as empresas ainda estão se adaptando ao novo modelo contábil, o Internacional Financial Reports Standards (IFRS) – que passou a ser obrigatório no Brasil no final do ano passado.
O mercado de tecnologia continuará aquecido. Os cargos mais procurados serão o de arquiteto de tecnologia, gestor de serviços, programadores de J2ME (plataforma Java para dispositivos móveis) e gerente de Desenvolvimento de Sistemas.
O foco em sustentabilidade e o ritmo acelerado do pré-sal também colocarão em destaque os engenheiros dos mercados de energias renováveis e meio ambiente. E a Copa do Mundo de 2014 e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) pedirá por engenheiros de grandes obras de infraesturutura.
O levantamento revela ainda que haverá uma alta demanda por cargos gerenciais. A média de contratação para conquistar um posto de gerente, segundo Lucca, é entre 28 e 35 anos. “As empresas buscam um profissional que saiba se adaptar a cenários e situações diferentes e seja muito bom em lidar com pressão”, afirma.
Profissões em alta em 2012
Engenheiro de grandes obras de infraestruturaInvestimento em estradas e grandes estradas; foco no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e na Copa do Mundo
Engenheiro mecânico ou do mercado de óleo e gásConstrução de turbinas e equipamentos rotativos para gerar energia nas sondas de petróleo
Engenheiro de meio ambiente ou de mercado de energias renováveisDemanda em função do ritmo acelerado do pré-sal
Gerente de auditoria ou complianceCumprimento de normas legais, políticas e diretrizes estabelecidas pelo negócios e provisão de informações gerenciais relevantes para a tomada de decisões
Gerente de Recursos Humanos ou Business Partner (RH)Suporte a todas as necessidades da área: recrutamento e seleção, treinamento, desenvolvimento e projetos específicos
Gerente tributário/contábil/financeiro ou Business ControllerSuporte financeiro da empresa. Foco nas atividades de planejamento financeiro e controladoria
Gerente de marketing digital ou gerente de comunicação com ênfase em plataformas digitaisDomínio das mídias sociais. Conhecimento do mercado digital e gerenciamento da exposição de companhia, com experiência em marketing ou comunicação
Gerente/coordenador/técnico de crédito ou de riscosAvaliação e redução de riscos em um cenário macroeconômico global muito volátil
Gerente comercial de alta renda em bancos, luxo ou bens de consumoConhecimento do mercado de investimento para alta renda, luxo e serviços associados ao topo da pirâmide de consumo
Engenheiro mecânico ou do mercado de óleo e gásConstrução de turbinas e equipamentos rotativos para gerar energia nas sondas de petróleo
Gerente de Desenvolvimento de Sistemas, Arquiteto de Tecnologia ou Programadores de J2ME (plataforma Java para dispositivos móveis)Conhecimento de tecnologias para plataforma mobile, necessidade de aplicação do desenho estrutural tecnológico da companhia e busca por inovação
Fonte: Michael Page e HAYS Recruiting Experts Worldwide.
*O levantamento não foi feito em conjunto. Época NEGÓCIOS selecionou os cargos em comum enviados por cada companhia
Época NEGÓCIOS 

Entrar com um toque ou uma frase (Tudo menos uma senha)

Uma senha de reconhecimento de toque envolve transformar uma imagem de uma fechadura de combinação de 90 graus.
As senhas são uma dor de lembrar. E se um wiggle rápida de cinco dedos em uma tela de log que você pode em vez disso? Ou falar uma frase simples?
Multimídia
Fred R. Conrad / The New York Times
Em outra alternativa para a palavra-passe, pode-se assinar o próprio nome em uma tela pequena.
Fred R. Conrad / The New York Times
Nasir Memon de Polytechnic Institute da Universidade de Nova York tem trabalhado em reconhecimento de toque em iPads.
Nem idéia é absurda. Cientistas da computação em Brooklyn estão treinando seus iPads para reconhecer seus donos pelo toque de seus dedos como eles fazem um gesto de acariciar. Bancos já estão usando o software que reconhece a sua voz, que completa o PIN padrão.
E depois de anos de prever sua morte, pesquisadores de segurança estão renovando seus esforços para complementar e talvez um dia apagar a senha antiga.
"Se você me perguntar o que é o maior problema hoje, eu diria que é as 40 senhas diferentes que tenho para criar e mudar", disse Nasir Memon, um professor de ciência da computação no Instituto Politécnico da Universidade de Nova York em Brooklyn que está liderando a iPad projeto.
Muitas pessoas concordam. A senha tornou-se um macaco nas costas digital - uma chave essencial para a nossa muitos dispositivos e contas, mas cada vez mais uma fonte de exasperação e de insegurança.
O braço de pesquisa do Departamento de Defesa está à procura de maneiras de usar pistas como peculiaridades de uma pessoa escrevendo continuamente verificar a identidade - no caso, por exemplo, laptop de um soldado acaba nas mãos do inimigo no campo de batalha. Em um exemplo mais comum, o Google recentemente começou a cutucar os usuários consideram um log-in de duas etapas do sistema, combinando uma senha com um código enviado para seus telefones. Mais recente do GoogleAndroid software pode desbloquear um telefone quando reconhece rosto do dono ou - não tão seguro - quando se é enganado por alguém segurando uma fotografia do rosto do dono.
Ainda assim, apesar desses avanços recentes, pode ser prematuro anunciar o fim das senhas, como Bill Gates fez famosa em 2004, quando ele disse que "a senha está morto."
"A suposição incorreta espetacularmente 'senhas estão mortos" tem sido pesquisa, desencorajando prejudiciais sobre como melhorar o lote de cerca de dois bilhões de pessoas que os utilizam ", Cormac Herley, um pesquisador da Microsoft, a empresa que Gates fundou, escreveu em um artigo recente . Sr. Herley sugeriu vez que os desenvolvedores tentam "para melhor apoiar o uso de senhas" - por exemplo, ajudar as pessoas a proteger suas conexões sem fio de bisbilhoteiros. "Senhas", o Sr. Herley continuou, "revelaram-se uma oponente à altura: todos aqueles que tentaram substituí-las ter falhado."
A abordagem do touch-screen de Professor Memon em Brooklyn funciona porque, como acontece, cada pessoa faz o mesmo gesto de forma exclusiva. Seus dedos são diferentes, eles se movem em velocidades diferentes, eles têm o que ele chama de diferentes Ele quer fazer login para ser fácil "flair.", ". Creepy", além disso, ele disse, algumas pessoas acham as medidas biométricas, como uma varredura da íris para ser
Em sua pesquisa, os gestos mais popular acabou por ser os que se sentem mais intuitiva.Uma delas foi transformar a imagem de uma combinação do bloqueio de 90 graus em uma direção. Outro era um sinal do nome na tela. Em princípio, o gesto pode ser usado para desbloquear um dispositivo, ou um app no dispositivo que seguramente possui uma variedade de senhas.
Apesar de sua resistência, as senhas são fracas, nomeadamente porque os seus utilizadores têm memória limitada e uma fraqueza para deixar escapar segredos. A maioria das pessoas precisam de dezenas deles, e eles tendem a escolher aqueles que são tão complexos que precisam ser escritas, ou tão simples que pode ser facilmente adivinhada.Recentemente, os criminosos se tornaram hábeis em roubar senhas de sneaking software malicioso em computadores ou enganar os usuários a digitá-los em um site ilegítimo.
Empresas como Facebook e Twitter têm procurado enfrentar a frustração com senhas, permitindo que os seus nomes de usuário e senhas para abrir a porta para milhões de sites, uma conveniência que traz riscos óbvios. Um ladrão com acesso a um nome de usuário e senha mestre pode ter acesso a uma série de contas.
Rachna Dhamija, um cientista da computação da Califórnia virou empresário, procurou combater os pontos fracos, quebrando-se a senha. O primeiro usuário efetuar login no serviço que Ms. Dhamija construído, UsableLogin , e sinais com ela própria senha parcial.Nos bastidores, o serviço verifica se o usuário estiver em um dispositivo autorizado, e puxa a terceira peça a partir da nuvem, gerando uma senha exclusiva para qualquer site que o usuário deseja fazer login para - Facebook, por exemplo. Em outras palavras, uma parte da senha fica com o usuário, outra é armazenada em seu dispositivo, e uma terceira peça é mantida online.
"Você toma um segredo e você espalha-lo em toda", disse Dhamija, cujo serviço foi recentemente adquirida pela Webroot Software, com sede em Broomfield, Colorado "Você está se espalhando o risco. A senha não é armazenada em sua forma inteira em qualquer lugar. "
Mas mesmo que um usuário tenha sido autorizado no início de uma sessão, que se alguém tiver acesso ao seu computador uma hora mais tarde? Darpa, o braço do Departamento de Defesa de pesquisa de tecnologia, convidou pesquisadores de segurança para desenvolver maneiras de se verificar um usuário a cada instante, com base na maneira como o indivíduo utiliza a máquina - "por exemplo, como o usuário lida com o mouse e como o artesanato usuário linguagem escrita em um e-mail ou documento ", explica em seu site .
Cada uma dessas técnicas é impulsionado pela noção de que uma senha por si só é um meio insuficiente para verificar a identidade online. Pense neles como uma fortificação: uma senha mais.
Muitas empresas utilizam um cartão inteligente ou um segurança "dongle" - um pequeno pedaço de hardware que se conecta ao computador e funciona como uma chave - como a segunda etapa de verificação para permitir acesso a redes internas. Hoje, a biometria - um indivíduo é único traços físicos - estão emergindo como uma alternativa.
Pelo menos uma meia dúzia de bancos nos Estados Unidos pedem que seus clientes para verificar quem são recitando uma frase de dois segundos para um computador através do telefone, além de socos em seus PINs. Poderia ser tão simples como "no meu banco", e um milhão de clientes poderia recitar a mesma frase e ainda som único, de acordo com a Nuance Communications, uma empresa sediada em Burlington, Massachusetts, que faz a tecnologia.
Como telefones móveis tornam-se apêndices corporais para pessoas em todo o mundo, eles também estão surgindo como instrumentos para verificar a identidade. Google introduziu o seu processo de duas etapas no início deste ano. Ele envia um código de seis dígitos para uma aplicação no telefone celular de um usuário do Google para ser inserido, juntamente com uma senha, no momento da assinatura em uma conta do Google em um computador ou tablet. O código também pode ser enviado como mensagem de texto para aqueles que não têm smartphones, ou pode ser transmitida através de um telefonema.
A etapa extra não é obrigatória, ea empresa não vai dizer como ele tem sido amplamente adotado. Mas tão vulneráveis ​​como as senhas são de roubo e de compromisso, o Google diz, é cada vez mais importante para a identidade de um usuário para ser verificada através de outro canal - um celular, neste caso.
"Eu acho que nós vamos começar a ver as pessoas que utilizam seus dispositivos móveis como os seus identificadores pervasive", disse Brendon Wilson, um pesquisador de segurança da Symantec. "A senha não será mais o árbitro final que você é você. Você vai ver as camadas de cima. "
New York Times

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Mulheres brasileiras preferem trabalhar no setor público

Os motivos, de acordo com estudo, são segurança no trabalho, benefícios e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Já no setor privado, 49% preferem as companhias brasileiras

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Apesar de ainda ter um rendimento inferior ao dos homens, mais da metade das mulheres brasileiras são as primeiras em suas famílias a obter um diploma universitário, de acordo com “A Batalha por Talentos Femininos no Brasil”, um novo estudo do Center for Work-Life Policy” (CWLP). Mesmo com um atraso histórico no mercado de trabalho, elas são maioria nas universidades brasileiras –60% dos universitários graduados são mulheres. O estudo também aponta que elas são mais motivadas, ambiciosas e leais.

Mas os headhunters (ou caça-talentos) estão enfrentando grandes desafios com a ala feminina. Muitas dessas mulheres qualificadas estão rejeitando o setor privado. O CWLP destacou que 65% das mulheres com graduação desejam trabalhar no setor público. E quando se trata de iniciativa privada, apenas 49% delas colocam as companhias brasileiras no topo da lista.

As razões para essas escolhas, de acordo com o estudo, estão relacionadas com poder, prestígio, projetos interessantes ou crescimento de carreira. Além disso, a mulher quer segurança no trabalho, benefícios e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Ao fazer uma comparação com as mulheres norte-americanas, 80% das brasileiras aspiram cargos mais altos,comparado a 52% das que vivem nos Estados Unidos. Surpreendentemente, 59% das brasileiras se definiram como "muito ambiciosas", frente a 36% das americanas.
O comprometimento aqui também é maior – 81% das brasileiras amam o seu trabalho, enquanto 71% das norte-americanas afirmam o mesmo. A diferença entre lealdade é mais gritante – 95% das brasileiras são leais aos seus empregadores, enquanto apenas 58% das norte-americanas permanecem no emprego por três anos ou mais.
O estudo conclui ainda que 28% das brasileiras ganham mais do que seus maridos – a maior porcentagem dos países que compõem o BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China). E o item mais importante para mantê-las em seus empregos é a segurança no trabalho, considerado por 79% delas. O medo em relação à violência e os perigos dos grandes centros é outro fator que pode ser decisivo – 62% dizem ter medo e insegurança durante o trajeto para o trabalho.
Raixo X das mulheres brasileiras no mercado de trabalho
Educação 60% dos universitários graduados são mulheres
Nacionais x Multinacionais49% preferem trabalhar em companhias brasileiras
Retenção79% consideram que segurança no trabalho é o item mais importante
Carreira80% aspiram cargos mais altos e 81% afirmam amar o trabalho
Tempo de empresa95% são leais e costumam permanecer por mais tempo nas organizações
Salário28% ganham mais do que seus maridos – a maior porcentagem dos países que compõem o BRIC
Discriminação26% acreditam que há injustiça no mercado de trabalho em função do gênero e 40%decidem sair das empresas por conta dessa discriminação
Setor público x Setor privado65% desejam trabalhar no setor público em função da segurança no trabalho, benefícios e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho
Medo62% se sentem inseguras durante o trajeto para o trabalho
Fonte: Center for Work-Life Policy
ÉpocaNegócios

“Eu tive muita sorte”, diz presidente da Ferrari

Em rara entrevista a um jornal inglês, Luca di Montezemolo diz que a grande conquista da montadora italiana é fazer carros modernos e não ficar prisioneira do passado

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Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari: "Eu tive sorte"
O futuro da Ferrari é brilhante. Com uma equipe vencedora em Fórmula 1 e automóveis que são hoje a epítome do que um supercarro tem de ser, Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, espera a chegada de mais um ano de sucesso para a companhia que dirige há 20 anos. Com presença em 58 mercados, incluindo o Brasil, a Ferrari registra um lucro comercial de € 300 milhões. Pode parecer pouco diante de gigantes de telefonia e tecnologia. A diferença é que seus produtos, suas Ferrari, dão a seu proprietário o sentimento de valer um bilhão de dólares.
“Eu tive sorte”, disse Montezemolo em rara entrevista ao jornal britânico “The Telegraph”. Quando ele assumiu a direção da companhia foi por indicação direta de Enzo Ferrari, o lendário criador da montadora. Formado em Direito, ele herdou uma empresa cheia de dívidas e cujo bem mais precioso era um passado de glória. Ele transformou a Ferrari em um negócio lucrativo. De 1993 para cá, a Ferrari saltou de uma produção de 2.366 para 7 mil unidades, com um volume de negócios que veio de € 230 milhões para € 2 bilhões. O lucro comercial saltou de um prejuízo de a € 3,8 milhões para os tais € 300 milhões. E, em termos de Fórmula 1, não há disputa: 11 títulos no ranking dos Construtores e oito pilotos campeões. A Ferrari é um grande sucesso. E a carreira de Montezemolo também.
Considerado um dos executivos de maior sucesso na Itália, ele tem uma fortuna pessoal de mais de € 300 milhões. Ele comandou a Fiat após as mortes de Giovanni e de Umberto Agnelli em 2003 e 2004. A ele é creditado o papel de salvador da indústria automobilística italiana ao desenvolver o padrão que ainda é seguido pela companhia. Também salvou a Maserati, ao comprar 50% da companhia quando já estava no comando da Ferrari, em 1997, remodelou sua linha e depois a vendeu de volta para a Fiat, em 2005.
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Luca di Montezemolo junto à equipe de Fórmula 1 da Ferrari durante o Grande Prêmio de Abu Dhabi: conquista
O único “golpe de sorte” da carreira de Montezemolo talvez tenha sido mesmo o encontro cara a cara com Enzo Ferrari. Ele defendeu a montadora em uma entrevista, o que levou Ferrari a dizer “Eu quero encontrar este homem”. E quando se conheceram, ele foi contratado para tocar a equipe de F-1. Quando assumiu a companhia inteira, ele repaginou e redesenhou o modelo de trabalho em Maranello, sede da empresa. “Enzo Ferrari foi e é uma grande referência para mim”, afirmou. “Giovanni Agnelli também é importante. Jean Todt [que dirigiu a equipe de F-1 da Ferrari F1 e agora é o chefe da FIA], Michael Schumacher e Sergio e Andrea Pininfarini e, o mais importante nos meus 20 anos aqui, os homens e mulheres que trabalham para nós. Se você quer fazer produtos incríveis, você precisa de pessoas incríveis.”
Seu maior sucesso? “Tenho muita sorte de ter uma equipe fantástica trabalhando para mim, mas eu me sinto mais feliz por ter atingido meus três grandes objetivos”, disse. “O primeiro é que fomos capazes de olhar para frente e fazer Ferraris modernas sem ficarmos presos ao passado. Segundo, abrir novas páginas na organização do trabalho, em nossas relações com fornecedores, nossos parceiros e nossos designers. Terceiro, trazer a equipe de Fórmula 1 de volta ao pódio e isso eu posso dizer, foi muito, muito difícil”.
E seus erros? “Cometi muitos erros. Se fosse começar a falar deles, não pararia nunca. Houve mais erros na minha vida privada do que na pública, mas o importante é aprender com eles”, disse.
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Montezemolo na apresentação mundial da Ferrari 599 GTB Fiorano durante o Salão de Geneva
Como empresário, Montezemolo mantém atividades que não estão ligadas à indústria automobilística. Ele chegou a capitanear o comitê encarregado pela Copa do Mundo na Itália em 1990, por exemplo. Ele e o sócio Paolo Borgomanero compraram a colônia Acqua di Parma e venderam por um lucro considerável à LVMH. Juntamente com o filho Matteo, ele controla o fundo de private equity Charme, especializado em investimento de luxo.
Outro investimento é a companhia NTV, que deve inaugurar a primeira linha privada de trem rápido no próximo ano. Batizada de Italo, a empresa vai administrar trens no trajeto entre Milão e Roma.
Mas seu orgulho ainda é mesmo falar sobre a Ferrari. Ano passado foi inaugurado o Mundo da Ferrari, um parque temático de proporções gigantescas em Abu Dhabi. A Ferrari não é proprietária do negócio e nem opera o parque. Mas é ela que concede a licença para que seja usado o nome e a marca em todas as atrações, incluindo quiosques de alimentação e “experiências de consumo únicas”. “Nós já recebemos outras propostas de parques”, admitiu Montezemolo. Até agora ele preferiu recusar as ofertas.
E o futuro? A Ferrari está investindo no projeto de um carro híbrido com motor turbo que ainda está sendo desenvolvido. Mas Montezemolo diz que não pensa em uma Ferrari compacta. “Jamais faria uma Ferrari pequena”, disse. “Seria uma Ferrari com algo a menos. Teoricamente, poderíamos fazer um veículo mais urbano, mas eu jamais faria algo que prejudicasse a marca.”
“Cada dia dos últimos 20 anos foi intenso. Agora estamos no meio do processo de criar uma nova Enzo [modelo de Ferrari que se tornou um ícone da marca], um trabalho muito difícil, em parte porque não podemos voar. Além disso, como vamos chamá-lo? Eu espero que daqui a 100 anos, eles se lembrem de mim e o batizem de Luca!” 
Época NEGÓCIOS 


COMO FAZER A GESTÃO FINANCEIRA DA SUA EMPRESA

Você fez seu plano de negócios com perfeição. Achou o ponto ideal. Demorou, mas conseguiu contratar os colaboradores ideais para dar o melhor atendimento possível aos seus clientes, cada vez mais satisfeitos. Você já tem um site, ume-commerce, já está com vários seguidores nas redes sociais e seu faturamento até podia ser melhor, mas você também não pode se queixar. Agora, é só segurar o leme e deixar o barco seguir o seu curso, quem sabe até tirar uma semaninha de férias, não é mesmo?
Que nada. Para você tirar as férias dos sonhos, é necessário saber com a precisão de um engenheiro como está o estado de saúde financeira da sua empresa. Sem isso, aquilo que parece lucro pode esconder uma bomba-relógio capaz de destruir seu negócio da noite para o dia. Como resolver isso? “Pode-se definir como planejamento estratégico como sendo a junção dos planejamentos operacionais e financeiros”, diz o superintendente Nacional de Micro e Pequena Empresa da Caixa Econômica Federal, Dário Araújo. “Depois do planejamento, vêm as fases de execução e controle do negócio com acompanhamento dos resultados versus os planejados.”
Na sexta e última reportagem da série Soluções de Sucesso, Dário Castro de Araújo aborda com exclusividade para o Empreendedores como o empreendedor deve se guiar na jornada empresarial se posicionando no mercado e conseguindo ter seus produtos e serviços reconhecidos pelos consumidores. “Para isso, pode-se, de forma simplificada, definir o funcionamento da empresa nos aspectos operacional e financeiro tratando como dois “departamentos técnicos”, ambos exercidos pelo empreendedor.” Ele acrescenta que, na prática, “gestão operacional e gestão financeira andam juntas e são fatores determinantes para o sucesso do empreendimento.”
Departamento Operacional
Esse departamento é responsável pela gestão do negócio em relação aos produtos. Aqui é necessário avaliar as oportunidades de mercado e clientes potenciais. Selecionar insumos, matérias-primas, fornecedores e empregados que atendam às condições para realizar a produção, vendas, entregas nas condições negociadas e manter relacionamento com os clientes para futuros negócios são tão importantes quanto cuidar do processo de compra, conservação – no caso de comida, processamento, e estocagem.
Operacional: perguntas que todo empreendedor deve se fazer
- Qual a demanda esperada e a capacidade/interesse da empresa em atender no curto, médio e longo prazo em quantidade de vendas (kg) – respectivamente no 1º ano, 2º e 3º em diante?
- Quais as metas de venda, produção e entrega por semana/mês para atingir os objetivos?
“Respostas a essas perguntas requerem estudos de mercado quanto a fornecedores, consumidores, matérias-primas, sazonalidades, domínio pelo empreendedor do processo produtivo e outras afins que vão compor o chamado planejamento operacional da empresa”, diz Araújo.
Departamento Financeiro
É o departamento responsável pelo dinheiro do empreendimento. Ele define a composição das fontes de financiamento entre recursos próprios, fornecedores e bancos. Alocar os recursos próprios, negociar com fornecedores e bancos condições, tais como volumes de crédito, prazos e formas de pagamento e orientar as condições de compra e venda, como volumes de contas a pagar e receber, prazos e formas de pagamento/recebimento.
Para qualquer empresa funcionar, é necessário avaliar os dois recursos financeiros:
capital de investimento, que significa montar a estrutura física com máquinas e equipamentos; e capital de giro, que é como o empreendedor garante o fluxo de caixa para manter as despesas de curto prazo enquanto aguarda as entradas de receitas.
Financeiro: perguntas que todo empreendedor deve ser fazer
- Considerando os custos e receitas esperadas em função dos objetivos de curto, médio e longo prazos em volumes financeiros – respectivamente no 1º ano, 2º e 3º em diante – o empreendimento é viável?
- A realização da metas de produção e venda por semana/mês gera receitas suficientes para saldar os compromissos com fornecedores/bancos nos prazos acordados e margem de lucro adequada ao negócio?
“Nesse caso, as respostas dependem de estudos financeiros que incluem definição de custos de produção, preços de venda, orçamentos de receitas e despesas, contas a pagar e a receber, necessidade de capital de giro, fluxo de caixa, remuneração do empreendedor e outros integrantes do planejamento financeiro da empresa”, explica Araújo.
ÉpocaNegócios