Os motivos, de acordo com estudo, são segurança no trabalho, benefícios e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Já no setor privado, 49% preferem as companhias brasileiras

Apesar de ainda ter um rendimento inferior ao dos homens, mais da metade das mulheres brasileiras são as primeiras em suas famílias a obter um diploma universitário, de acordo com “A Batalha por Talentos Femininos no Brasil”, um novo estudo do Center for Work-Life Policy” (CWLP). Mesmo com um atraso histórico no mercado de trabalho, elas são maioria nas universidades brasileiras –60% dos universitários graduados são mulheres. O estudo também aponta que elas são mais motivadas, ambiciosas e leais.
Mas os headhunters (ou caça-talentos) estão enfrentando grandes desafios com a ala feminina. Muitas dessas mulheres qualificadas estão rejeitando o setor privado. O CWLP destacou que 65% das mulheres com graduação desejam trabalhar no setor público. E quando se trata de iniciativa privada, apenas 49% delas colocam as companhias brasileiras no topo da lista.
As razões para essas escolhas, de acordo com o estudo, estão relacionadas com poder, prestígio, projetos interessantes ou crescimento de carreira. Além disso, a mulher quer segurança no trabalho, benefícios e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Ao fazer uma comparação com as mulheres norte-americanas, 80% das brasileiras aspiram cargos mais altos,comparado a 52% das que vivem nos Estados Unidos. Surpreendentemente, 59% das brasileiras se definiram como "muito ambiciosas", frente a 36% das americanas.
O comprometimento aqui também é maior – 81% das brasileiras amam o seu trabalho, enquanto 71% das norte-americanas afirmam o mesmo. A diferença entre lealdade é mais gritante – 95% das brasileiras são leais aos seus empregadores, enquanto apenas 58% das norte-americanas permanecem no emprego por três anos ou mais.
O estudo conclui ainda que 28% das brasileiras ganham mais do que seus maridos – a maior porcentagem dos países que compõem o BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China). E o item mais importante para mantê-las em seus empregos é a segurança no trabalho, considerado por 79% delas. O medo em relação à violência e os perigos dos grandes centros é outro fator que pode ser decisivo – 62% dizem ter medo e insegurança durante o trajeto para o trabalho.
| Raixo X das mulheres brasileiras no mercado de trabalho | ||||
|---|---|---|---|---|
| Educação | 60% dos universitários graduados são mulheres | |||
| Nacionais x Multinacionais | 49% preferem trabalhar em companhias brasileiras | |||
| Retenção | 79% consideram que segurança no trabalho é o item mais importante | |||
| Carreira | 80% aspiram cargos mais altos e 81% afirmam amar o trabalho | |||
| Tempo de empresa | 95% são leais e costumam permanecer por mais tempo nas organizações | |||
| Salário | 28% ganham mais do que seus maridos – a maior porcentagem dos países que compõem o BRIC | |||
| Discriminação | 26% acreditam que há injustiça no mercado de trabalho em função do gênero e 40%decidem sair das empresas por conta dessa discriminação | |||
| Setor público x Setor privado | 65% desejam trabalhar no setor público em função da segurança no trabalho, benefícios e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho | |||
| Medo | 62% se sentem inseguras durante o trajeto para o trabalho | |||
Fonte: Center for Work-Life Policy ÉpocaNegócios | ||||
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