O que se tem observado na
cidade de Fortaleza, nos últimos anos, é o crescimento exacerbado de shoppings, centros comerciais, edifícios
comerciais, residenciais se concentrando em bairros já totalmente sem uma mínima
infraestrutura de locomoção da população. Isto que estar acontecendo, é
preocupante, por falta de Planejamento, pelo poder público, no que se refere ao
gabarito e Plano Diretor da Cidade.
Existem quadras no bairro da
Aldeota com quatro torres de edifícios residenciais com uma população em torno
de quatro mil moradores. Pode-se prever que para cada unidade familiar, com
renda média alta, existam dois carros, totalizando cerca de oito mil veículos
circulando nas adjacências. Nesse caso dessa área, o caos estar formado.
Somando-se a isso, se tem
ainda, circulando, os péssimos serviços de transportes coletivo, de carga, que
fazem os seus roteiros, para dificultar ainda mais a mobilidade, em horários de
pico, sem nenhum planejamento logístico para distribuição de mercadorias para os
shoppings e centros comerciais nos bairros de Fortaleza.
Desde que foi aumentado, em
Fortaleza, o gabarito dos edifícios, no início da década de 90, tanto
residencial quanto comercial, de dez, doze pavimentos tipo para vinte e dois ou
mais, tem-se registrado esse trânsito maluco e caótico, a qualquer hora do dia.
Aumentou-se o gabarito sem planejamento logístico e sem a menor preocupação com
as vias de acesso para os enormes empreendimentos imobiliários.
A frota de veículos em
Fortaleza, na última década, mais que dobrou. No ano de 2001 eram 379.408 veículos
que circulavam pelas vias de Fortaleza. Em
2012 já, maioria particular, circulavam
pelas mesmas vias que foram construídas há mais de vinte anos. Daí esse caos que
se verifica, assustadoramente, todos os dias.
A qualquer hora do dia,
circular pelas ruas de Fortaleza, se tornou uma verdadeira maratona do desperdício
e stress. Os congestionamentos de algumas
das avenidas tem uma quantidade de veículos circulando da ordem de 45.000 a
50.000, segundo AMC. As de maiores ranking
são as avenidas Antonio Sales, Aguanambi, Engº Santana Júnior, Abolição, só
para citar algumas.
O Executivo Municipal tem
que acelerar e apresentar urgentemente as soluções para Mobilidade Urbana de
Fortaleza, sob pena de haver paralisações em trechos com grandes gargalos, causando
enormes prejuízos à população.
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