segunda-feira, 2 de julho de 2012

Julian Assange diz que não irá se entregar

 O criador do WikiLeaks, Julian Assange, declarou à rede BBC que não irá se entregar à polícia britânica. Assange era esperado para se apresentar na delegacia do bairro de Belgravia, em Londres, hoje, às 11h30 (horário inglês). 
Em entrevista concedida por meio de telefone, o ativista australiano disse temer um plano secreto para ser extraditado para os Estados Unidos.
"Analisando casos anteriores, tanto domesticamente quanto internacionalmente, o Reino Unido tem precedentes de extradição. Portanto, certamente eu não me apresentarei", respondeu o ativista de 40 anos ao programa "BBC2´s Newsnight".
Desde a semana passada, Assange permanece dentro da embaixada do Equador em Londres. O ativista pede asilo político para o país sul-americano a fim de evitar sua extradição para a Suécia, onde é acusado de abuso sexual.
Na terça-feira, o presidente equatoriano Rafael Correa recebeu uma carta enviada por celebridades, como os cineastas Michael Moore, Danny Glover e Oliver Stone;  as escritoras Naomi Wolf e Jemima Khan, e o filósofo Noam Chomsky, pedindo que ele aceite o pedido do ativista.
A Justiça sueca busca Assange para julgá-lo por acusações de abuso sexual, feitas por duas ex-colegas do Wikileaks. Assange diz que os atos foram consensuais.
Questionado ontem sobre as acusações, Assange disse que não é culpado. "Todos os dados da acusação são insuficientes", afirmou ele.
No final do mês de maio, a Suprema Corte da Grã-Bretanha decidiu que Assange deveria ser extraditado para o país europeu.
As acusações contra Assange surgiram em 2010, pouco depois de o WikiLeaks ter divulgado uma série de documentos secretos dos Estados Unidos. Desde então, ele vivia sob regime de prisão domiciliar no interior da Inglaterra.

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