Prestes a lançar a versão online da suíte Office, a Microsoft tirou um sarro das novas funcionalidades do Google Docs, anunciadas nesta semana.
Em seu blog, o gerente sênior de produtos do Microsoft Office, Andrew Kisslo, ridicularizou as mudanças anunciadas nesta semana pelo pessoal de Mountain View. “Foi acrescentada uma régua ao Google Docs. Há rumores de que a equipe do WordPad está bem preocupada com o salto de produtividade que isso poderá causar”, escreveu. Em seguida, o texto duramente critica as mudanças, além de fazer uma propaganda do futuro Office online. “Os consumidores esperam mais produtividade e melhores ferramentas de colaboração.” Pode ser uma bela conversa para boi dormir. Ninguém sabe ainda se o serviço da Microsoft dará para o gasto.
É fato, porém, que o Google está muito preocupado com a chegada do rival. Talvez o lançamento das mudanças tenha sido precipitado. No calor da batalha, os desenvolvedores resolveram soltar o que tinham, antecipando-se à Microsoft. Levando-se em conta que o Google Apps tem milhões de clientes, definitivamente não foi uma decisão acertada. Nesse campo, transtornos resultam em gente insatisfeita e menos dinheiro na conta.
As mudanças no Google Docs não foram tão bem recebidas pelos usuários. Muita gente tem usado os fóruns do Google para reclamar de bugs na nova versão do editor de textos, que começou a ser ativada progressivamente nesta semana. Enquanto algumas funções importantes simplesmente deixaram de funcionar, outras passaram a ficar escondidas em menus. A empresa afirma que adicionará alguns dos recursos reivindicados em breve, mas não informou quanto tempo isso vai levar.
Um dos principais problemas apontados foi o desligamento do modo offline, que funcionava com o plug-in Google Gears. Sem internet, o acesso aos arquivos torna-se simplesmente impossível. Nesse caso, não há previsão alguma para que isso veja a ocorrer. Arquivos com grande número de páginas também chegam a demorar dezenas de segundos para serem abertos, em vez do carregamento quase instantâneo da versão anterior.
As opções de formatação melhoraram, mas ainda estão bem distantes das oferecidas por processadores de texto mais tradicionais, como o Word, ou mesmo por rivais na nuvem, como o Buzzword, da Adobe. Para quem escreve trabalhos acadêmicos, por exemplo, a impossibilidade de ver o layout da página em tempo real torna praticamente impossível a utilização do editor de textos. E não é só isso. Há falhas na hora de inserir notas de rodapé e, depois, tentar visualizar a impressão: as referências simplesmente desaparecem.Também não é mais possível criar um Sumário com o conteúdo do documento.
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