sexta-feira, 30 de março de 2012

Gadget alemão purifica a água em poucos minutos


O Hyquator é pequeno o suficiente para ser levado no bolso e usa células solares para recarregar uma pequena bateria

São Paulo - Os alemães Friso Krahmer e Lars Gerd Piwkowski criaram o Hyquator, um dispositivo movido a energia solar. A tecnologia pode filtrar a água suja ou inativar e impedir o crescimento de todos os tipos de micro-organismos em poucos minutos.
O Hyquator é pequeno o suficiente para ser levado no bolso e usa células solares para recarregar uma pequena bateria. Seus criadores garantem que ele é capaz de fornecer até cem copos de água potável em uma carga da bateria. Para isso, o gadget não usa filtros, nem luz ultravioleta. Além disso, ele não necessita de componentes químicos adicionais.
Krahmer e Piwkowski afirmam que o aparelho consegue higienizar até mesmo água com altos níveis de partículas em suspensão, que costuma acontecer em áreas afetadas pelas inundações, ou águas barrentas de lagos e rios.
O aparelho é controlado por um microprocessador e equipado com sensores capazes de medir os parâmetros ambientais. Então, a luz vermelha indica que água não está pronto para o consumo, enquanto a a luz verde acompanhada de um sinal sonoro mostra que a água já pode ser ingerida.
O projeto foi promovido pela Kickstarter Project Funding Platform. Ela é considerada a maior plataforma mundial para financiamento de projetos criativos. Porém, ele ainda não está sendo produzido. O problema é que o prazo disponibilizado pelo site já acabou, mas a quantia atingida foi inferior a necessária.
Exame

Einstein estava certo sobre os neutrinos - é claro


Cientistas divulgam que o suposto neutrino mais veloz que a luz foi resultado de um erro no experimento e que a teoria da relatividade continua valendo

São Paulo - Einstein estava certo, afinal. A descoberta de partículas mais velozes que a luz, divulgada em setembro de 2011, era alarme falso. Logo, a teoria da relatividade continua valendo. Os físicos europeus que mediram a velocidade desses neutrinos supervelozes encontraram uma falha no experimento que invalida os resultados divulgados antes. 
Partículas minúsculas - com massa diminuta até para os padrões da física nuclear - e desprovidas de carga elétrica, os neutrinos podem atravessar objetos sólidos e vêm intrigando os cientistas desde a década de 1960. O experimento europeu mediu a velocidade de um feixe de neutrinos viajando do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), na Suíça, ao laboratório subterrâneo de Gran Sasso, na Itália, distante 730 km.
Os resultados divulgados no ano passado indicavam que as partículas subatômicas chegavam ao destino 60 nano-segundos antes do tempo previsto pelos físicos. Se isso estivesse correto, os neutrinos estariam viajando mais rapidamente que a luz, algo que iria contra a teoria da relatividade. Einstein determinou que nenhuma partícula pode ser deslocar no universo em velocidade superior à da luz, de 300 mil km/s. Assim, toda a física moderna teria de ser repensada.
Agora, o site da revista Science informa que um erro no experimento levou aos resultados incorretos. A culpa, dizem os físicos, é de um problema na conexão entre o GPS e o computador, feita por um cabo de fibra óptica. Os cientistas haviam estimado o atraso na transferência dos dados incorretamente. 
Quem conhece o assunto não se surpreende com a descoberta do erro. A notícia de que a teoria da relatividade podia estar errada correu o mundo no ano passado. Mas nenhum cientista sério assinou embaixo. O físico brasileiro Marcelo Gleiser, que leciona no Dartmouth College, nos Estados Unidos, fez este comentário na época: "Aposto dez dólares que em duas semanas eles vão descobrir o erro".
Os próprios autores do experimento foram muito cautelosos ao divulgá-lo. Eles estavam intrigados com o que viam. "Em vista do enorme impacto que este resultado pode ter para a física, são necessárias medições independentes para que o efeito observado possa ser refutado ou formalmente estabelecido", destacou um comunicado do Centro Nacional de Pesquisa Científica francês (CNRS), que participou da análise dos dados.
Recentemente, Sergio Bertolucci, diretor de pesquisas do CERN, falou sobre o caso em tom de brincadeira: "Acho difícil acreditar nisso porque nada na Itália chega antes do horário", disse ele durante um congresso científico. Uma das primeiras revisões formais do experimento foi feita por outra equipe do laboratório de Gran Sasso. O grupo do chamado Projeto Icarus refutou, em novembro, a existência dos neutrinos supervelozes.
Essa equipe adotou um método diferente para abordar o problema, estudando a energia contida nos neutrinos. Se viajassem em velocidade superior à da luz, as partículas perderiam a maior parte da energia pelo caminho. No entanto medições mostraram que isso não aconteceu. Era uma prova clara de que os neutrinos haviam respeitado o limite de velocidade teórico. Depois disso, só faltou descobrir a causa do resultado incorreto, o que acabou exigindo mais algumas semanas. Agora, finalmente, Einstein pode descansar em paz. 
Exame

Cientista que desafiou Einstein pede demissão


Físico Antonio Ereditato detectou neutrinos que supostamente viajavam mais rápido que a luz

Roma - O físico italiano Antonio Ereditato, porta-voz do experimento Opera, que detectou neutrinos que supostamente viajavam mais rápido do que a luz, algo que contradizia a Teoria da Relatividade de Einstein, apresentou sua demissão.
O anúncio foi divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Física Nuclear (INFN) italiano, cujo vice-presidente, Antonio Masiero, indicou que a entidade "tomou conhecimento da renúncia do professor Antonio Ereditato como porta-voz do experimento Opera".
A decisão de Ereditato foi tomada depois que alguns de seus colegas no projeto apresentaram uma proposta na qual defenderam sua demissão e apesar de não ter sido aprovada, gerou uma divisão entre os pesquisadores que levou o cientista italiano a apresentar a renúncia, segundo a imprensa italiana.
Em setembro, os responsáveis do experimento Opera confirmaram ter constatado a existência de neutrinos, um tipo de partículas subatômicas, que viajavam a uma velocidade superior à da luz, algo que a física considerava impossível até o momento.
O experimento consistiu em lançar feixes dessa partícula subatômica por terra do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), em Genebra, para o italiano de Gran Sasso, situado a 730 quilômetros de distância, com o qual foi obtida em várias ocasiões uma conclusão surpreendente: os neutrinos chegavam 60 nanossegundos antes da luz.
No entanto, em fevereiro, os responsáveis do Opera no CERN advertiram que as conclusões do experimento que questionou a Teoria da Relatividade de Einstein poderiam ter sido produzidas por uma série de problemas técnicos nos aparelhos.
Um mês depois, um novo experimento do laboratório italiano de Gran Sasso refutou as conclusões preliminares do Opera e confirmou que os neutrinos não são mais velozes do que a luz.
Exame

Globo emite US$ 200 milhões para reduzir custo da dívida


Notas irão substituir papéis emitidos anteriormente e não representarão mais caixa

São Paulo - A Globo anunciou nesta quinta-feira a emissão de 200 milhões de dólares em notas seniores com vencimento em 2022 no exterior para reduzir o custo da sua dívida. A empresa irá recomprar os papéis emitidos em 2007, alterá-los e recolocá-los no mercado com um juro abaixo de 7,25% ao ano. Ou seja, a operação não irá colocar dinheiro algum no caixa.
A agência de classificação de risco Moody?s atribuiu a nota Baa2 e a Fitch Ratings o rating BBB , as duas na escala de grau de investimentos. Segundo a Bloomberg, os bancos HSBC e Itaú Unibanco foram contratados para coordenar reuniões com investidores do mercado de renda fixa no exterior, segundo uma pessoa a par das discussões.
"A empresa demonstrou progresso em sua diversificação no segmento de conteúdo e programação, o qual tem maior margem e atingiu 26% das receitas líquidas em 2011 e, embora ainda seja um ponto fraco da empresa, a Globo tem progredido no campo de governança corporativa com o desenvolvimento de um programa interno de governança corporativa através do qual adicionou dois novos membros de fora da família Marinho ao conselho de administração da empresa", disse o analista para o mercado local da Moody?s Marcos Schmidt.
O caixa da Globo, ao final de 2011, tinha um total de 5,2 bilhões de reais, valor muito acima da dívida de 1,1 bilhão de reais. A empresa teve uma geração de caixa de 2,8 bilhões de reais no ano passado, um crescimento de 20% na comparação com 2010. As receitas avançaram 11,9%, chegando a 11 bilhões de reais.
"Os ratings da Globo refletem a continuidade de seu forte perfil de negócios como principal rede de emissoras de TV no Brasil e maior provedora de programação para operadoras de TV por assinatura no país. A sólida posição financeira e de liquidez da companhia é reforçada por sua geração de fluxo de caixa livre positivo e seu confortável perfil de vencimento da dívida. Os ratings da Globo também contemplam a correlação entre o mercado brasileiro de propaganda e a atividade econômica local", ressalta Alberto Moreno, da Fitch.
Exame

A maior fortuna do nordeste vem da M. Dias Branco


Com a M. Dias Branco, Francisco Ivens se tornou o nono homem mais rico do Brasil. Agora, ele aposta em infraestrutura para multiplicar sua fortuna

Fortaleza - De uma Mercedes vinho ano 1993, desce um senhor grisalho, vestindo uma camisa verde militar e uma calça preta surrada. Ele cumprimenta algumas pessoas e segue rumo a seu helicóptero.
A bordo dele, voará por cerca de 2 horas sobre os arredores de Fortaleza, a fim de vistoriar do alto alguns de seus principais empreendimentos: uma empresa de cimento, um moinho de trigo, um dos maiores complexos turísticos da América Latina, que está sendo erguido numa faixa de 12 quilômetros à beira da praia, uma pista de pouso de 1?800 metros, de onde sai seu avião Challenger 300, avaliado em 20 milhões de dólares, e as aeronaves de outros empresários e políticos da região e, finalmente, a sede da M. Dias Branco, a maior fabricante de massas e biscoitos do país.
O homem discreto, entusiasmado com a própria descrição dos detalhes de seus principais negócios, é o quase octogenário Francisco Ivens Dias Branco. Com uma fortuna estimada em 3,8 bilhões de dólares, Ivens, como é mais conhecido, passou a fazer parte da lista de bilionários da revista Forbes neste ano.
De acordo com o ranking, é o nono homem mais rico do Brasil, com um patrimônio superior ao dos banqueiros André Esteves e Pedro Moreira Salles e ao dos empresários Elie Horn, dono da Cyrela, e Rubens Ometto, presidente do conselho da Cosan. "Conseguir alguma coisa no Ceará é como tirar leite de pedra", diz Ivens a EXAME.
Ele se refere à pobreza histórica da região, a um ambiente que por décadas foi habitado por pouquíssimas grandes empresas - fatos que fazem de sua declaração uma manifestação do próprio orgulho. Ivens conseguiu tirar leite de pedra durante muito tempo, ganhou espaço com isso e aproveitou como poucos os sopros de crescimento do Nordeste brasileiro nos últimos dez anos.
As marcas da M. Dias Branco, seu principal negócio, já eram imbatíveis na região quando multinacionais como Kraft e Nestlé começaram a montar suas fábricas e investir agressivamente na região. Com os biscoitos Richester e os macarrões Fortaleza, a empresa é líder, dominando metade do mercado local.
Nos anos 90, o mais novo bilionário brasileiro da Forbes decidiu avançar para as regiões Sul e Sudeste e, em 2003, comprou a tradicional marca Adria. Hoje, a M. Dias Branco - com suas 12 fábricas, em sete estados - possui 25% do mercado nacional de massas e biscoitos.
Nos últimos oito anos, o faturamento da companhia triplicou, chegando a 2,9 bilhões de reais. A rentabilidade, de cerca de 20% ao ano, continua bem superior à média do setor, que varia de 5% a 8%, segundo os analistas.
Uma parte do sucesso da M. Dias Branco pode ser creditada a práticas que - até pouco tempo atrás - seriam consideradas obsoletas. Seu modelo de distribuição está concentrado em pequenos e médios varejistas, que normalmente negociam descontos menores que os grandes.
Ivens também insistiu na produção integrada. O grupo produz metade do volume que utiliza de farinha e gordura vegetal, suas principais matérias-primas. Desde 2001, Ivens é dono de um terminal portuário na Bahia. É lá mesmo que ele mói o trigo, transportado para a fábrica local por meio de esteiras.
Trata-se de um modelo de baixo custo, apoiado numa particularidade do Nordeste brasileiro: os agressivos incentivos fiscais usados por vários estados para atrair investimentos. Segundo estimativas de analistas, cerca de 40% do lucro da M. Dias Branco vem daí. 
O Nordeste na bolsa
É impossível calcular o valor adicionado pelo recente crescimento do mercado de consumo nordestino ao negócio de Francisco Ivens. Criada na década de 50 a partir de uma padaria em Fortaleza, a M. Dias Branco se tornou a empresa certa, no lugar certo, num momento em que investidores e multinacionais despertaram para o poder da nova classe média brasileira.
Por duas vezes, nos últimos cinco anos, Ivens foi sondado para vender sua empresa. A primeira oferta partiu da americana Kraft e, segundo pessoas próximas às negociações, não foi fechada por uma questão de preço. A segunda veio da  Pepsico - e também não prosperou.
Naquela altura, Ivens já havia se tornado o primeiro empresário do Nordeste a abrir o capital na Bovespa. Em 2006, no auge da onda brasileira de IPOs, captou 411 milhões de reais numa emissão secundária - e, assim, todo o dinheiro investido por seus novos acionistas foi parar diretamente em seu bolso. 
"Ele acreditava que estar na bolsa melhoraria a gestão, porque a cobrança por resultados é praticamente diária", diz José Vita, sócio do banco BTG Pactual, que estruturou a abertura de capital. Desde a estreia na bolsa, o valor de mercado da M. Dias Branco mais que dobrou, atingindo 5,5 bilhões de reais. 
Em 2010, a companhia fez uma nova oferta de ações, também secundária, para atender a uma exigência de liquidez do Novo Mercado. Com as duas operações, Ivens aumentou sua já considerável fortuna em cerca de 1 bilhão de reais. "Só fará sentido realizar uma oferta primária quando quisermos fazer uma grande aquisição", diz Geraldo Luciano Mattos, vice-presidente financeiro e o único executivo do alto escalão que não pertence à família Dias Branco. Seguindo a tradição patriarcal nordestina, os cinco filhos de Ivens trabalham no grupo.
O homem mais rico do Nordeste é um empreendedor típico, fruto de uma organização familiar. No início da década de 50, foi convencido pelo pai a abandonar a escola para trabalhar na rede de padarias da família - Ivens tinha, então, 18 anos e jamais terminaria o segundo grau. Foi dele a ideia de sair do varejo e montar uma fábrica de massas e biscoitos.
Hoje, seu maior desafio é acelerar a expansão da M. Dias Branco fora do Nordeste, em regiões onde a companhia não domina a cadeia de suprimentos. "A questão é como crescer mantendo as margens de lucro elevadas", diz Joseph Giordano, analista da corretora Raymond James.
Enquanto não resolve o problema, Ivens toca outros quatro negócios dentro de seu próprio território: um porto, uma empresa de cimentos, uma construtora e investimentos em hotéis. A cimenteira Apodi foi criada em meados do ano passado para competir no mercado nordestino com as gigantes Votorantim, Camargo Corrêa, Cimpor e Holcim.
Metade do investimento - de 600 milhões de reais - foi feita pelo empresário. O restante veio de investidores. Ivens é sócio do Aquiraz Riviera, um dos maiores empreendimentos turísticos da América Latina. Sua construtora, a Idibra, tem projeto de criar uma cidade planejada ao lado da sede da M. Dias Branco, no município de Eusébio, próximo de Fortaleza.
O porto de Aratu, na Bahia, foi concebido inicialmente para atender a M. Dias Branco, mas se tornou uma operação independente, que escoa para exportação a soja e o milho produzidos no oeste baiano. Hoje, esses negócios, somados, faturam pouco mais de 250 milhões de reais, uma fração da receita da M. Dias Branco.
"Mas, em dez ou 20 anos, essas empresas poderão dar tanto dinheiro quanto o restante do grupo", diz Ivens. Aos 77 anos, ele não tem um sucessor indicado para o mercado. Pessoas próximas apontam Ivens Júnior, vice-presidente industrial da M. Dias, como o candidato favorito. Seu estilo, dizem, é muito parecido com o do pai. Enquanto o momento da sucessão não chega, Francisco Ivens Dias Branco vai reinando em um recém-descoberto pedaço do Brasil.
Exame

quinta-feira, 29 de março de 2012

Cientistas têm última chance de questionar a RIO+20

São Paulo - Cientistas de diversos países que realizam pesquisas na área ambiental terão, esta semana, a última oportunidade de manifestar seus pontos de vista e questionamentos e tentar influenciar a agenda de discussões e as decisões que deverão ser tomadas durante a RIO+20.
Eles estarão reunidos em Londres em um grande evento da comunidade científica internacional em meio ambiente que antecede a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será realizada no Rio de Janeiro nos dias 20 a 22 de junho.
Intitulado "Planet Under Pressure" ("planeta sob pressão"), o evento foi organizado pelos quatro programas da Organização das Nações Unidas (ONU) voltados para a área ambiental: International Programme of Biodiversity Science (Diversitas), International Human Dimensions Programme on Global Environment Change (IHDP), World Climate Research Programme (WCRP) e International Council of Scientific Unions (ICSU).
A expectativa dos pesquisadores é que as discussões que serão realizadas durante o encontro em Londres resultem em um documento que possa ser encaminhado por intermédio do ICSU à RIO+20, com um posicionamento em relação à temática da conferência.
"Será a última oportunidade de manifestar nossos pontos de vista e questionamentos e destacar que a ciência já avançou o conhecimento e tem contribuições significativas para dar às discussões ambientais e para tentar evitar que a RIO+20 se torne um evento puramente político", disse Carlos Joly, coordenador do programa BIOTA-FAPESP e diretor do Departamento de Políticas e Programas Temáticos da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Na avaliação de Joly, apesar da proximidade da RIO+20, ainda é possível que os pesquisadores e especialistas reunidos no encontro em Londres possam influenciar a agenda e balizar as discussões que ocorrerão na conferência no Rio de Janeiro. Isso porque o ICSU, apesar de não poder votar, tem direito a voz e assento nas reuniões da ONU.
"Mesmo estando em cima da hora, a posição do ICSU poderá ser apresentada durante as discussões na RIO+20 e certamente antes da conferência o documento resultado do encontro em Londres será distribuído para as delegações dos países", disse Joly.
"O encontro em Londres está sendo realizado em um momento bastante oportuno, escolhido especialmente pelos organismos internacionais da área ambiental. Se ocorresse duas semanas depois, dificilmente alguma coisa poderia sair dele. Ainda estamos dentro do limite de tempo", disse.

De acordo com Joly, as discussões durante o "Planet Under Pressure" serão influenciadas, mas não pautadas, pelo documento preparatório da RIO+20. Conhecido como Zero Draft, o documento foi considerado excessivamente genérico pelos pesquisadores da área ambiental.
Como contraponto ao Zero Draft, um comitê composto por pesquisadores e especialistas na área ambiental de diversos países, designado por Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, elaborou outro documento, o Resilient people, resilient planet: a future worth choosing.
Publicado em fevereiro, o relatório aponta os principais problemas ambientais mundiais e quais as alternativas para solucioná-los ou, ao menos, minimizá-los.
"O documento é mais objetivo e não se prende a questões geográficas e econômicas como o Zero Draft, que, para ser aprovado por 193 países, logicamente teve que ter uma retórica e abordagem mais genérica", disse Joly.
Durante o encontro em Londres, Joly participará na segunda-feira (26/03) de um dos principais painéis de discussão que serão realizados durante o evento, sobre o atual estado do planeta e os desafios econômicos e políticos que terão de ser enfrentados e superados nas próximas décadas. O painel é coordenado por John Beddington, conselheiro científico chefe do Reino Unido.
No mesmo dia, Joly também participará de outro painel sobre contribuições à RIO+20, coordenado pelo presidente do ICSU, Yuan-Tseh Lee. Na ocasião, Joly apresentará os resultados do BIOTA-BIOEN-Climate Change Joint Workshop: Science and Policy for a Greener Economy in the context of RIO+20, promovido em conjunto pelos programas BIOTA, BIOEN e Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG). Realizado no início de março, o objetivo do evento foi contribuir para as discussões sobre os tópicos que estarão em pauta na RIO+20.
Belmont Forum
Glaucia Mendes de Souza, professora do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) e membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), apresentará durante o "Planet Under Pressure" um pôster explicativo do programa BIOEN.

"Fiquei um pouco surpresa porque a conferência não tem muitas sessões voltadas para a questão da energia, que permeia toda a discussão sobre a pressão sobre o planeta e é responsável, em parte, pelas medidas emergenciais que estão sendo tomadas para controlar as mudanças climáticas", disse.
Além dos programas de pesquisa da FAPESP, também serão apresentados durante o evento em Londres resultados de outros projetos apoiados pela Fundação, como os do Temático "Urban growth, vulnerability and adaptation: social and ecological dimensions of climate change on the coast of São Paulo", que teve cinco trabalhos selecionados para exibição.
"Isso mostra que estamos realizando pesquisas de alta qualidade no Brasil, em uma realidade na qual praticamente só nós, brasileiros, trabalhamos, com uma grande diversidade de ambientes, pressões e o maior remanescente de floresta tropical do mundo", disse Joly.
Na quarta-feira (28/03), também será lançado durante o encontro na capital inglesa a primeira chamada de propostas do Belmont Forum.
Criado em 2009, o grupo, integrado pela FAPESP, é formado pelas principais agências financiadoras de projetos de pesquisa sobre mudanças climáticas globais. Entre elas estão a National Science Foundation (NSF), dos Estados Unidos, e o Natural Environment Research Council (Nerc), do Reino Unido. O objetivo do grupo é tentar promover uma nova maneira de se realizar colaboração internacional em pesquisas na área ambiental.
A chamada de propostas de pesquisa envolve duas áreas: segurança hídrica, com coordenação da Agence Nationale de la Recherche (ANR), da França; e vulnerabilidade costeira, que será liderada pela NSF.
Na ocasião, Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, fará uma apresentação sobre os futuros projetos do Belmont Forum. Entre eles está o lançamento de uma chamada de propostas em 2013 sobre segurança alimentar e bioenergia, que deverá ser liderado pela FAPESP.
"A FAPESP está se propondo a organizar um workshop para formatar uma proposta para que possa gerenciar a chamada internacional sobre esses temas", disse Reynaldo Victoria, coordenador do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG) e representante da FAPESP no Belmont Forum.
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Cientistas participam de mostra de nanoarte em Israel


 Pesquisadores do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC) - um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP - e do Instituto Nacional de Ciência dos Materiais em Nanotecnologia participam de uma mostra de nanoarte que termina nesta terça-feira (27/03), em Israel.
Os brasileiros estão expondo as obras Spirals hematite, de Rorivaldo Camargo, Tenis bol silver nanoparticles, de Ricardo Tranquilim, e Dreams by Van Gogh e Status quo, de Enio Longo.
As obras são resultados de projetos realizados por pesquisadores no CMDMC e no Instituto Nacional de Ciência dos Materiais em Nanotecnologia coordenados por Elson Longo, professor do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araraquara.
De acordo com a Unesp, o grupo de pesquisadores sediado em São Carlos (SP) criou, em 2009, o projeto Nanoarte para transformar imagens obtidas a partir de nanopartículas de materiais cerâmicos em objetos pictóricos.
"A nanoarte é uma expressão artística recente, surgida com a nanotecnologia. As imagens são de materiais em nanoescala, isto é, com dimensão um milhão de vezes menores que um milímetro, obtidas por intermédio de microscópios eletrônicos de alta precisão", disse Longo.
Segundo Longo, um dos elementos que diferenciam essas imagens artísticas invisíveis a olho nu das nanoimagens científicas tradicionais é a maneira como as primeiras são coloridas pelos pesquisadores.
A partir da pigmentação, usada originalmente para ressaltar aspectos e propriedades do objeto observado, esses registros feitos por microscópios de varredura de alta resolução ou de transmissão ganham vida e relembram objetos "visíveis" da natureza e do cotidiano humano.
Longo ressalta que a técnica de colorir já ultrapassou os limites artísticos. Imagens de fragmentos em nanoescala pintadas estão, cada vez mais, sendo publicadas nas principais revistas científicas do mundo. "Não é coincidência que países que têm tradição artística, como Espanha e França, estejam entre os que produzem mais nanoarte, ao lado dos Estados Unidos e da Rússia", disse.
Alguns exemplares de nanoarte podem alcançar preços de até US$ 15 mil. O alto valor é devido ao alto custo do equipamento, que pode chegar a US$ 1 milhão, e ao fato de serem imagens originais que, em geral, não podem ser reproduzidas.
Algumas das obras criadas pelos pesquisadores brasileiros estão reunidas no sitewww.cmdmc.com.br/nanoarte. O acervo digital inclui exposições de fotos, vídeos no YouTube e material didático para escolas do ensino fundamental e médio.
Cachorra tem o tamanho de um iPhone
A cachorra Dachshund Beyoncé é uma filhote tão pequena pode se tornar o menor cão do mundo. Para se ter uma noção do seu tamanho, ela mede a mesma coisa que um iPhone.
Cuidadores do centro Grace Foundation, no condado de El Dorado, no norte da Califórnia disseram que a cachorra era tão pequena quando nasceu que cabia em uma colher.
Grace Fundation está envolvida com o caso da Dachshund Beyoncé porque a mãe da cachorrinha do tamanho do iPhone foi resgatada das ruas quando estava grávida. Pouco tempo depois, ela deu à luz a cinco cachorrinhos.
A Dachshund Beyoncé foi a última a chegar ao mundo. Tão pequena e frágil que não tinha batimentos cardíacos. Mas, felizmente, os veterinários conseguiram ressuscitar a pequena com compressão peitoral e respiração boca-a-boca.
Depois, ela teve que ser alimentada com mamadeira a cada hora porque a boca era pequena demais para que ela conseguisse se alimentar normalmente. Depois de duas semanas, ela já media o equivalente a um cartão de visitas. Agora, com 19 dias, ela tem o tamanho de um iPhone. Porém, os funcionários não acreditam que ela vá ficar muito maior que isso.
A fundação disse que ela já estará pronta para adoção em duas semanas e já pediu ao Guinness World Records que ela seja reconhecida como o menor cão do mundo.
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Equipe da UnB consegue violar urna eletrônica

 Uma equipe da Universidade de Brasília (UnB) conseguiu violar um dos dispositivos de segurança da urna eletrônica.
Durante uma série de testes públicos da máquina feitos por especialistas em computação e segurança da informação, professores e alunos da UnB conseguiram descobrir a sequência dos votos digitados na urna eletrônica. Mas não conseguiram identificar os autores dos votos.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o episódio registrado pela equipe da UnB foi uma grande contribuição para o aperfeiçoamento do sistema eletrônico de votação. Os testes foram realizados na sede do tribunal, sob a supervisão de integrantes da Secretaria de Tecnologia da Informação, e contaram com a participação de nove grupos. Diante desse resultado, técnicos do tribunal começaram a trabalhar para tentar resolver a vulnerabilidade do software.
Após as modificações, o sistema será novamente testado hoje pelos especialistas. O tribunal explicou que os votos digitados na urna são embaralhados, o que impede o sequenciamento. O grupo da UnB conseguiu desembaralhar os dados, refazendo a ordem de digitação.
O TSE garantiu que, apesar de ter refeito o sequenciamento, a equipe da UnB não quebrou o sigilo do voto. Isso porque eles não conseguiram relacionar o nome dos eleitores com os votos digitados na urna. Segundo o tribunal, o teste da UnB reforça a segurança do sigilo do voto.
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Estúdios tentaram acordo com Megaupload, diz jornal

São Paulo - Estúdios de cinema por trás do pedido de prisão do fundador do site Megaupload, Kim Dotcom, tentaram fazer acordos com o empresário antes de o acionarem na Justiça.
Segundo o jornal New Zealand Herald, executivos de estúdios como Disney, Warner Bros e Fox enviaram propostas a Dotcom propondo acordos de compartilhamento de conteúdo e de publicidade conjunta em troca da suavização das acusações de pirataria.
Dotcom teria recusado as propostas uma vez que teria planos para realizar um pivô no Megaupload, transformando-o em uma espécie de gravadora, com os preços das músicas bem abaixo dos cobrados pelo mercado.
Segundo os advogados do Megaupload, cerca de 490 mensagens foram enviadas à empresa por membros da Associação do Cinema dos EUA (MPAA) e da Associação de Indústria Fonográfica dos EUA (RIAA). MPAA e RIAA são mandantes da ação contra Dotcom.
De acordo com o NZH, a defesa também tentará provar que cerca de 1000 funcionários de instituições oficiais americanas, como FBI, Nasa e órgãos judiciais, trocaram arquivos protegidos por direitos autorais por meio do serviço. Outros 15 mil militares teriam carregado 340 mil arquivos no serviço.
Imbróglio financeiro
Na semana passada, a Justiça da Nova Zelândia autorizou o recebimento de 60 mil dólares mensais a Dotcom. O dinheiro virá de investimentos em títulos do governo do país e de reservas do empresário.
Dotcom estava com seus bens congelados desde o último dia 20 de janeiro, quando foi preso.
Ao mesmo tempo, a empresa Carpathia Hosting, responsável pelo armazenamento dos arquivos do Megaupload, diz não ter mais condições de arcar com os custos do serviço.
Segundo a Carpathia, são necessários 1100 servidores para armazenar os 25 petabytes (25 milhões de gigabytes) enviados ao Megaupload. O custo seria de 9 mil dólares por dia.
INFONotícias

Google Drive chegará em abril, diz site

São Paulo - O Google Drive, serviço de armazenamento em nuvem, será lançado em abril, segundo fontes próximas ao projeto revelaram ao site GigaOm.
O serviço, também conhecido como GDrive, seria lançado durante a primeira semana de abril em uma versão para testes.
O Google não se manifestou sobre o assunto, porém rumores antigos afirmam que o serviço oferecerá gratuitamente apenas 1GB de espaço para armazenar arquivos. Para ter espaço adicional o usuário terá de pagar por isso.
A oferta do Google chega com atraso e defasado, se considerarmos os serviços similares que estão disponíveis atualmente. O Dropbox oferece gratuitamente até 2GB de espaço e o SkyDrive, da Microsoft, oferece 25GB de graça.
No entanto, as fontes ouvidas pelo site afirmam que o Google pode lançar o serviço com apenas 1GB durante o período de testes, para em uma versão final oferecer maior quantidade de espaço gratuito e se tornar competitivo no mercado.
A intenção do Google, com o lançamento do GDrive, seria unificar os usuários de seus outros serviços como Google Docs e Gmail em uma única conta, para popularizar seu programa de armazenamento em nuvem.
INFONotícas

Microsoft faz piada com novo Google Docs

Prestes a lançar a versão online da suíte Office, a Microsoft tirou um sarro das novas funcionalidades do Google Docs, anunciadas nesta semana.
Em seu blog, o gerente sênior de produtos do Microsoft Office, Andrew Kisslo, ridicularizou as mudanças anunciadas nesta semana pelo pessoal de Mountain View. “Foi acrescentada uma régua ao Google Docs. Há rumores de que a equipe do WordPad está bem preocupada com o salto de produtividade que isso poderá causar”, escreveu. Em seguida, o texto duramente critica as mudanças, além de fazer uma propaganda do futuro Office online. “Os consumidores esperam mais produtividade e melhores ferramentas de colaboração.” Pode ser uma bela conversa para boi dormir. Ninguém sabe ainda se o serviço da Microsoft dará para o gasto.
É fato, porém, que o Google está muito preocupado com a chegada do rival. Talvez o lançamento das mudanças tenha sido precipitado. No calor da batalha, os desenvolvedores resolveram soltar o que tinham, antecipando-se à Microsoft. Levando-se em conta que o Google Apps tem milhões de clientes, definitivamente não foi uma decisão acertada. Nesse campo, transtornos resultam em gente insatisfeita e menos dinheiro na conta.
As mudanças no Google Docs não foram tão bem recebidas pelos usuários. Muita gente tem usado os fóruns do Google para reclamar de bugs na nova versão do editor de textos, que começou a ser ativada progressivamente nesta semana. Enquanto algumas funções importantes simplesmente deixaram de funcionar, outras passaram a ficar escondidas em menus. A empresa afirma que adicionará alguns dos recursos reivindicados em breve, mas não informou quanto tempo isso vai levar.
Um dos principais problemas apontados foi o desligamento do modo offline, que funcionava com o plug-in Google Gears. Sem internet, o acesso aos arquivos torna-se simplesmente impossível. Nesse caso, não há previsão alguma para que isso veja a ocorrer. Arquivos com grande número de páginas também chegam a demorar dezenas de segundos para serem abertos, em vez do carregamento quase instantâneo da versão anterior.
As opções de formatação melhoraram, mas ainda estão bem distantes das oferecidas por processadores de texto mais tradicionais, como o Word, ou mesmo por rivais na nuvem, como o Buzzword, da Adobe. Para quem escreve trabalhos acadêmicos, por exemplo, a impossibilidade de ver o layout da página em tempo real torna praticamente impossível a utilização do editor de textos. E não é só isso. Há falhas na hora de inserir notas de rodapé e, depois, tentar visualizar a impressão: as referências simplesmente desaparecem.Também não é mais possível criar um Sumário com o conteúdo do documento.
INFONotícias



O Google Drive está escondido no Docs

O misterioso Google Drive, que permitirá a sincronização de arquivos no seu PC com os servidores do Google, está escondido dentro do Google Docs.
Uma das maiores provas da existência do serviço foi encontrada pelo desenvolvedor brasileiro Felipe Zorzo, que publicou um pequeno tutorial no blog Gemind. Nosso guru do INFOlab, Luiz Cruz, testou o passo a passo e conseguiu fazer a opção “Faça o Download do Google Drive” surgir dentro do menu de Upload do Google Docs (veja a imagem acima). Zorzo escreveu o post na terça-feira (1º), mas até as 16h30 desta quinta-feira (3) as instruções ainda funcionavam (acesse a página do Gemind para vê-las). Não sabemos por quanto tempo vai durar a festa.
Conhecido internamente pelo codinome de Platypus (que quer dizer “ornitorrinco”, em inglês), o GDrive foi criado em 2006. Havia muitos bugs, o que adiou o lançamento do serviço. De acordo com Stephen Levy, autor do livro In the Plex, o projeto continuou, foi aperfeiçoado e, em 2008, estava prestes a chegar ao público. Foi aí que Sundar Pichai, um dos executivos da empresa, disse para o responsável pelo produto, Bradley Horowitz (hoje no Google+), que a ideia não era mais necessária. “Arquivos são tão 1990. Não precisamos mais de arquivos”, afirmou. Como diria Didi Mocó: Cuma? Para Pichai, o Google Docs eliminava a necessidade de se criar e armazenar documentos, porque tudo ficava na nuvem e podia ser acessado de qualquer lugar. Essa história inacreditável foi reproduzida pelo blog Google Operating System.
Parece que a ideia foi abandonada apenas por um tempo. O sucesso de serviços como Dropbox e SugarSync mostrou que ainda há uma enorme demanda por produtos capazes de sincronizar dados com a nuvem, mantendo-se cópias locais, gravadas no disco rígido da máquina. O Google parece ter decidido ressuscitar a ideia, até porque é uma maneira de integrar o produto com o Android (e, assim, concorrer com essa funcionalidade no iCloud). Pobre Dropbox… Pobre SugarSync…
Apesar de o tutorial de Zorzo mostrar a opção para download do software, o link não leva a lugar algum por enquanto. As pastas do Google Docs passam a ficar dentro de um menu com o nome “Meu Google Drive”. Mas não dá para ver muito além disso. O Docs mudará de nome para Google Drive ou o Google Drive será uma funcionalidade dentro do Docs? Se ninguém boicotar o serviço de novo, é bem possível que ele saia do papel em um futuro não muito distante.
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