quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Real tem pior desempenho do mundo com desaceleração global II

Um representante do BC, que pediu para não ser identificado em obediência à política interna, se recusou a fazer comentários para esta reportagem.

‘Tempestade perfeita’
“É uma tempestade perfeita”, disse Diego Donadio, estrategista para América Latina do BNP Paribas Brasil SA, em São Paulo. “Os participantes do mercado estão esperando um ciclo de alívio maior. Isso tende a ter impacto no câmbio.”
O ex-diretor do BC, Paulo Vieira da Cunha, disse que a depreciação do real está em linha com outros ativos de alto rendimento e que a moeda vai se recuperar se o sentimento do mercado melhorar.
“Os fundamentos não mudaram”, disse Vieira da Cunha, que hoje é sócio do fundo de hedge Tandem Global Partners LLC, de Nova York.
A queda do real também foi exacerbada pela cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras em derivativos cambiais e investimentos estrangeiros em renda fixa, disse Rostagno, do WestLB.
Em outubro de 2010, o governo triplicou para 6 por cento o IOF sobre investimentos estrangeiros em renda fixa para conter a disparada do real. Em julho, foi aplicada alíquota de 1 por cento sobre derivativos cambiais depois de a taxa de câmbio ter chegado a R$ 1,529, o maior nível para o real em 12 anos.
“Isso, por si só, já favoreceria o enfraquecimento do real,” disse Rostagno. “O que diferencia o real são as medidas do governo, como a taxação de derivativos de câmbio, que continuam valendo. Isso acaba aprofundando a desvalorização do real”.
Exame

Nenhum comentário:

Postar um comentário