segunda-feira, 9 de julho de 2012

Alguns bancos deixam cliente fazer má escolha ao sacar da poupança


Além da falta de clareza nos extratos, certos bancos oferecem a opção de resgatar da poupança anterior às novas regras mesmo quando há dinheiro novo disponível

São Paulo - Muito foi falado sobre as novas regras da poupança, mas na prática algumas questões ainda não ficam tão claras para os clientes. Além da falta de clareza dos bancos para diferenciar os novos e antigos depósitos nos extratos, alguns deles ainda permitem ao cliente sacar dos depósitos antigos mesmo quando existem depósitos feitos após a data das mudanças nas regras. Isso na prática prejudica o poupador e vai contra o texto da Medida Provisória 567/12, que instituiu as mudanças.
A "antiga poupança" é remunerada por uma regra mais vantajosa que a "nova poupança", sendo portanto prejudicial ao poupador resgatar dos depósitos anteriores às mudanças. Isso só deveria ocorrer quando acabasse o dinheiro depositado a partir do dia 4 de maio, quando entraram em vigor as novas regras da poupança. Questionada sobre alguns padrões utilizados por bancos para informar os clientes sobre as novas regras, uma fonte do governo federal admitiu que alguns deles não respeitam a Medida Provisória.
Consta na MP a seguinte disposição: "Os demonstrativos de movimentação da conta de poupança evidenciarão ao titular da conta, de modo claro, preciso e de fácil entendimento, os saldos segregados". Mas, segundo apuração da reportagem de EXAME.com com seis grandes bancos, algumas instituições não estão seguindo esta clareza à risca.
A maioria dos bancos separa os rendimentos da "antiga poupança" (0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR)) e da "nova" (TR mais 70% da Selic quando estiver igual ou menor a 8,5%) pela data em que a MP começou a valer. Pressupõe-se, portanto, que o cliente saiba que as novas regras entraram em vigor no dia 4 de maio de 2012.
Para a fonte do governo, separar os rendimentos por datas não seria um problema se houvesse informações adicionais. "Poderia ser mantido o padrão da data, desde que fosse informado, em uma legenda, por exemplo, que o rendimento até o dia 3 é 0,5% mais TR", diz a fonte, que acompanhou de perto as mudanças nas regras da poupança.
No caso do Banco do Brasil, a informação pode ser ainda menos clara. Na hora de fazer um saque na conta poupança, o cliente se depara com a seguinte questão: "Você deseja fazer o saque pela variação 01 ou pela variação 51?". Mesmo os mais entendidos podem não saber que a variação 01 é a poupança antiga. "Deveria ter no mínimo alguma legenda embaixo dizendo o que é variação 01 ou o que é 51, não é o ideal" comenta a fonte do governo.
Além disso, a MP determina que, quando o cliente fizer o saque, o banco sempre debite o valor automaticamente dos valores mais novos depositados. O texto diz: "Caso não haja manifestação formal em contrário pelo titular da conta, os saques em conta de poupança serão debitados: inicialmente, do saldo dos depósitos efetuados a partir da data de entrada em vigor desta Medida Provisória, até seu esgotamento". Isto evita que o cliente retire o dinheiro da poupança mais rentável por não conhecer as regras.
Porém, tanto o BB quanto o Itaú deixam a cargo do cliente escolher se deseja resgatar do dinheiro novo ou do dinheiro depositado antes das novas regras. Na prática, se resgatar por engano ou desconhecimento do dinheiro antigo, o consumidor estará fazendo algo desvantajoso para si.
A fonte do governo defende que é natural que algumas falhas sejam percebidas na prática, e acrescenta que o governo pode enviar uma circular com orientações aos bancos para que essas observações sejam feitas. "Na realidade é a primeira vez que chega essa informação para nós, mas o Banco Central pode passar aos bancos algumas orientações via circular", diz.
A gerente jurídica do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Maria Elisa Novais, explica que, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, os bancos deveriam considerar que a informação deve ser compreendida até por um cliente que tem um grau mínimo de compreensão. "Não adianta achar que todo mundo viu as novas regras no jornal e na internet". Segundo ela, se o cliente se sentir lesado, ele pode fazer uma reclamação no Banco Central e no Procon do seu estado, e alguns casos podem ser puníveis até mesmo como infração administrativa.
Uma boa alternativa para não se confundir ou ser induzido a erro - notadamente nos bancos que permitem ao cliente sacar da poupança antiga enquanto ainda existe "dinheiro novo" - é abrir uma nova conta poupança. Assim, quem não quiser perder a rentabilidade garantida de 0,5% ao ano mais TR, pode deixar a poupança antiga intacta e apenas mexer nos depósitos novos.
EXAME.com ouviu seis bancos para saber como as informações sobre as novas regras da poupança chegam ao cliente no momento do saque e nos extratos:
Banco do Brasil
Saque - Quando o cliente faz um saque da conta poupança, o sistema pergunta de qual variação o cliente deseja fazer a retirada, se pela "variação 01" ou "variação 51". "Quando o banco dá um número sobre contribuição não fica claro para o consumidor", diz a gerente jurídica do Idec.
Segundo o banco, a explicação sobre o tipo de variação da conta é passada no início do relacionamento do cliente com o banco. Um cliente que iniciou a conta em 1992, por exemplo, teria que fazer um certo esforço para lembrar que a variação 01 é a antiga.
Além disso, a Medida Provisória define que o banco faça automaticamente o saque da nova conta poupança, sem dar opções. "Isso não me parece muito adequado, porque a lei manda que o resgate sempre seja feito dos depósitos mais recentes. Abrir essa hipótese para o consumidor está fora da lei e acaba sendo prejudicial quando consumidor não entende a variação", defende Maria Elisa.
Por outro lado, o Banco do Brasil acertou ao informar seus clientes diretamente sobre as mudanças das regras, sem confiar que eles estariam informados pela internet ou por outros meios. Depois das mudanças, na primeira vez que o cliente inseriu seu cartão no caixa, o terminal emitiu uma papeleta com a informação de que os depósitos feitos a partir de 04/05 criaram nova variação de poupança e quais eram essas variações.
A assessoria de imprensa do BB informou que no início de julho as transações de saque apresentarão como padrão o débito na variação nova e depois da antiga e se o cliente desejar algo diferente disso, ele vai indicar as opções.
Extrato - O BB destaca no extrato a remuneração aplicada em cada depósito. No extrato das variações antigas aparece sempre TR 0,5% e no extrato das variações novas aparece 70% da Selic TR. Por mais que o cliente não tenha acompanhado as notícias sobre as novas remunerações, ele pode identificar qual rendimento é o maior.
Mas ainda assim, o cliente menos informado pode não conhecer o patamar da Taxa Selic e fazer confusão. Novamente, os padrões podem não seguir por completo a orientação do Código de Defesa do Consumidor, que define que as empresas disponibilizem as informações de forma a atender o cliente menos informado.
Bradesco
Saque - Os correntistas do Bradesco têm o valor debitado automaticamente da poupança que possui o novo rendimento. Apenas se o valor desejado for maior do que o disponível na nova poupança, a parte do valor que faltar será retirada da antiga poupança. Isso garante que o cliente não se prejudique retirando dinheiro de sua poupança mais rentável.
Como toda a operação acontece automaticamente, o banco não informa ao cliente no ato se parte do dinheiro retirado está saindo da poupança antiga. Contudo, o Bradesco informou que, de acordo a experiência do banco, esta informação não teria tanta relevância. "A preocupação do cliente é mínima nesse caso, se o saldo da poupança antiga não for o suficiente, e avançar para a poupança velha, o cliente não vai deixar de sacar por isso", avalia.
Extrato - O Bradesco disponibiliza no extrato a visualização dos saldos antigos e das aplicações realizadas a partir do dia 4 de maio, quando passaram a valer as novas regras. O problema, mais uma vez, é a suposição de que o cliente saiba quando foram instituídas as novas regras. "Até o dia 30 de maio, nós estávamos separando em poupança fácil e poupança nova, mas chegamos ao entendimento de que ficaria mais fácil separar por data", explica uma fonte do banco.
Caixa
Saque - Também na Caixa, qualquer saque é feito prioritariamente dos depósitos com o rendimento da nova poupança e o débito só avança para a poupança antiga se o saldo não for suficiente. Durante as operações de saque também não há nenhum tipo de informe no qual o cliente possa perceber exatamente se o dinheiro movimentado está saindo com a nova ou a antiga rentabilidade.
A gerente jurídica do Idec diz que é muito difícil dizer taxativamente que deveria ser uma obrigação dos bancos explicar que os saques chegaram ao depósito mais antigo. "Mas o que os bancos deveriam ter feito seria passar a informação previamente, de forma clara, enviando uma correspondência, por exemplo, a todos os clientes com conta poupança".
Extratos - Na Caixa, os rendimentos aparecem como "Depósitos feitos até o dia 03/05/2012" e "Depósitos feitos a partir de 04/12/2012". Maria Elisa Novais também afirma que seria recomendável que as datas viessem acompanhadas de outras informações. "Os bancos poderiam colocar depósitos realizados até dia tal, segundo a Medida Provisória 567, e quem quisesse poderia pesquisar a MP depois".
HSBC
Saque - Durante as movimentações, o HSBC também faz a retirada automática do saldo da poupança nova e o saldo da poupança antiga somente é utilizado após o esgotamento dos recursos da poupança com as regras atuais. Se algum cliente quisesse resgatar os recursos da poupança em uma ordem diferente, ele teria que fazer um pedido formal junto ao banco.
Aqui cabe a mesma discussão que nos outros casos. Com o processo automático, o correntista evita sacar dinheiro da poupança antiga, mas durante a operação ele não é informado explicitamente se, ao sacar determinada quantia, parte do valor poderá avançar para a parcela da poupança mais rentável.
Extrato - Os extratos de poupança do HSBC também estão ajustados de maneira a demonstrar, separadamente, os lançamentos e saldos da poupança nova e da poupança antiga por data, contando, portanto, com o conhecimento do cliente sobre o início das mudanças.
Itaú
Saque - Quando o cliente opta por fazer um saque, o sistema pergunta de qual das poupanças ele deseja retirar o dinheiro. Conforme explicaram tanto a fonte do governo, quanto a gerente do Idec, o banco não poderia oferecer esta opção, pois deveria debitar sempre e de forma automática da poupança com as regras novas. "O saque só deve sair da antiga poupança caso não haja saldo a recorrer da nova poupança, ou no caso de o cliente requerer isso formalmente", explica a fonte do governo.
Extrato -  No extrato do Itaú, os rendimentos são separados de acordo com o novo rendimento e o antigo, mas como em outros bancos o divisor de águas é a data em que entrou em vigor a Medida Provisória. Assim, também supõe-se que o cliente do Itaú saiba que exatamente o dia em que as novas regras começaram a valer.
Santander
Saques - Segundo o banco, os saques são feitos prioritariamente do saldo de depósitos acumulados a partir de 4 de maio, ou seja, do "dinheiro novo", e a rentabilidade anterior só é afetada na falta de saldo da nova poupança. Também no Santander o processo é automático, e o cliente não é informado antes de sacar que parte do dinheiro pode ser retirado da antiga poupança. Extrato - As demonstrações de rendimento da poupança apresentam de forma separada as informações das aplicações realizadas antes e depois de 4 de maio, assim como o extrato retirado no caixa eletrônico e no internet banking. De novo, a questão cai na suposição de que o cliente entenda o que significam as datas. Já o extrato mensal fica bem mais claro, pois mostra todos os rendimentos pela data de aniversário das aplicações e tem uma marcação específica sinalizando para o cliente quais os valores sujeitos à nova regra.

Exame


Mais caro recorde mundial casa-definido pelo La Leopolda



  Riviera Francesa, França - Ter os melhores pontos de vista dos mares franceses, proximidade com Monte Carlo, 10 hectares de terreno imaculado tenderam por 50 jardineiros e em cascata até o resort de Villefranche na Riviera Francesa ... e um preço de US $ 500 milhões, La Leopolda define o recorde mundial para a casa mais cara.  
Foto: villa La Leopolda  
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 A propriedade está localizada na aldeia de Villefranche, perto de Monte Carlo, que alastra sobre 40 dunams.   

 Foto por: Luerna no Flickrampliar foto )
    

 Foto por: PMO no Flickr   (ampliar foto )
    
A propriedade tem uma história interessante no mundo do super-ricos.    Foi originalmente construído para amantes do rei belga Leopold, e os proprietários anteriores incluem o falecido bancário magnata Edmund Safra, Bill Gates da Microsoft e Fiat magnata Gianni Agnelli.

  
  Recentes (false) rumores disse que acaba de ser comprada por um dos homens mais ricos do mundo, o bilionário Chelsea Football dono do clube , Roman Abramovich . "The 41-year-old e seu óleo herdeira namorada Daria Zhukova, 25, caiu no amor com a villa palaciana durante uma visita privada. "
  
 "Absolutamente, positivamente, não é verdade", insiste o porta-voz de Abramovich de Moscou. "Ele já é dono de uma casa na França, por que ele quer um outro?"   ... Talvez porque quando você está no valor de cerca de US $ 22 bilhões, você pode muito bem fazer o que quiser. 
 


    Roman Abramovich é dono de US $ 30 milhões Chateau de la Croe apenas abaixo da estrada de La Leopolda, o refúgio onde o duque de Windsor fugiu com Wallace Simpson em 1938. Roman Abramovich também tem propriedades em Knightsbridge, Sussex e Rússia, assim como aviões particulares e super-iates. 

Le Monde

Volta do feriado será melhor de manhã e final da noite


No Sistema Anchieta-Imigrantes, a "Operação Subida" começa nesta segunda-feira às 11h da manhã e vai até meia-noite

São Paulo - A manhã e o fim da noite desta segunda-feira são os melhores períodos para voltar à capital após o feriadão, segundo as concessionárias das principais estradas do Estado. O tempo frio de domingo, no entanto, foi um incentivo para os turistas fazerem as malas antes e já retornarem a São Paulo.
No Sistema Anchieta-Imigrantes, a "Operação Subida" começa nesta segunda-feira às 11h e vai até meia-noite. Com isso, as duas pistas da Rodovia dos Imigrantes e a pista norte da Anchieta ficam reservadas para os carros que voltam a São Paulo, enquanto apenas a pista sul da Anchieta será destinada a quem segue no sentido litoral. A estimativa é de que entre 215 mil e 330 mil veículos voltem à capital
A previsão da Autoban, que administra as Rodovias Anhanguera e Bandeirantes, é de que os veículos se concentrem na faixa de horário entre 15h e 21h. Estima-se que aproximadamente 660 mil passem pelas duas rodovias durante o feriado.
O pior horário para voltar pela Rodovia Régis Bittencourt será entre as 16h e 22h, de acordo com a concessionária Autopista. A estimativa é de que o trânsito seja 25% pior do que em dias normais. No Sistema Castello Branco-Raposo Tavares, a melhor opção também é viajar até as 16h ou após as 22h.
Para os motoristas que tiverem de pegar a Fernão Dias, é aconselhável evitar o período entre 14h e 23h. Na Rodovia Presidente Dutra, a concessionária NovaDutra estima que o horário de pico será entre 16h e 20h. Para melhorar a fluidez, a pista expressa da rodovia entre o km 231 e o km 210 passará a atender só quem volta pelo sentido São Paulo. A previsão é de que 7.440 veículos passem por hora pela rodovia nesta segunda-feira. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Exame

Boeing, Airbus e Embraer vão colaborar em biocombustíveis


Companhias querem acelerar a disponibilidade de combustíveis de aviação que reduzem emissões de carbono

Boeing, Airbus e Embraer aliaram-se para trabalhar com governos e produtores de biocombustíveis para acelerar a disponibilidade de combustíveis de aviação que reduzem emissões de carbono.
As três fabricantes assinaram um memorando de entendimento durante a Cúpula de Aviação e Meio Ambiente em Genebra, informou a Boeing em comunicado.
"Duas das maiores ameaças à nossa indústria são o preço do petróleo e o impacto do tráfego aéreo comercial no nosso meio ambiente", afirmou o presidente-executivo da Boeing, Jim Albaugh, em comunicado Uma nova legislação europeia que entrou em vigor em 1o de janeiro torna obrigatório que as companhias aéreas que atuam na região comprem créditos de emissão de carbono.
Entretanto, uma guerra comercial está sendo travada por Estados Unidos, China e Índia, os três maiores emissores de carbono do mundo, que questionam a jurisdição legal da União Europeia de cobrar a taxa durante todo o percurso dos voos que entram e saem da UE.

Exame

Petrobras coloca refinarias nos EUA e no Japão à venda, diz jornal


Segundo Valor Econômico, empresa pode vender refinarias nos países, além de participação na Edesur, distribuidora de energia na Argentina

São Paulo - Para dar prioridade a investimentos no pré-sal na Bacia de Santos, a Petrobrasdecidiu acelerar a escolha de quais ativos fora do país serão vendidos, com o intuito de levantar 14,8 bilhões de dólares. Segundo informações do jornal Valor Econômico, a estatal se prepara para vender suas refinarias em Okinawa, no Japão, e Pasadena, nos Estados Unidos.
A empresa também irá se desfazer dos 48,5% da Edesur, distribuidora de energia elétrica da Argentina que tem dado prejuízo e está com caixa negativo.
De acordo com a reportagem, a Petrobras ainda não definiu o critério de venda dos blocos de exploração e produção nos Estados Unidos, nem definiu quais empresas que serão convidadas a avaliar essas participações. Na sede da companhia, no Rio, o assunto ainda é tratado com sigilo.
A intenção da companhia, segundo o Valor, não é sair dos Estados Unidos apenas para fazer caixa, mas sim para encontrar parceiros que ajudem a financiar os projetos de produção na região e financiar o plano de investimentos da Petrobras de 236,5 bilhões de dólares até 2016.

Exame

domingo, 8 de julho de 2012

Você paga caro pelo seu condomínio?


Ter piscina ou não pode ser um fator pouco relevante para o valor final; entender os custos envolvidos é essencial para avaliar se o preço é justo

São Paulo - Os valores pagos em condomínios são definidos de acordo com diversos critérios, como a quantidade de moradores, funcionários e os itens de lazer. Entender quais são as despesas envolvidas é mais eficiente para avaliar se o valor pago é justo ou não do que as suposições simplistas de que a mensalidade é cara demais para um prédio que não tem piscina.
Apesar de os itens de lazer contarem pontos na venda do imóvel, este não é o principal fator de influência dos preços, mas sim o rateio, uma vez que quanto mais moradores pagam, menor será o valor que cada um vai pagar.
A localização dos imóveis também pode influenciar o preço, sobretudo pelo tipo de empreendimento e pelo custo de vida próprios de cada lugar. Segundo pesquisa da Lello, da área de administração de condomínios no estado de São Paulo, o valor do condomínio chega a variar até 117% na cidade de São Paulo. "Jardins e Morumbi são regiões em que há muitos empreendimentos com poucos apartamentos e muitos serviços, o que demanda maior número de funcionários e mais gastos com manutenção", exemplifica Angélica Arbex, gerente da Lello.
Despesas fixas
Todo condomínio tem despesas fixas mensais, mas algumas podem não ser tão evidentes. A maior despesa é com o quadro de funcionários. "Este custo ocupa em média de 55% a 64% dos gastos totais", explica Omar Anauate, diretor de condomínio da Associação Administradora de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic).
Dentro do custo com pessoal, incluem-se também encargos como INSS e FGTS e benefícios, como alimentação e décimo terceiro. Existem também encargos envolvidos em serviços prestados ao condomínio, como o ISS (Imposto sobre Serviço).
Depois dos gastos com pessoal e encargos, as maiores despesas são as contas de água e energia. E em seguida, a manutenção do prédio, que pode incluir custos mensais de conservação de elevadores, piscinas, revisão de para-raios e outros.
Os gastos administrativos também compõem as despesas fixas. São os custos bancários, o pagamento da administradora do condomínio e a isenção do síndico. "Cerca de 75% dos prédios isentam o síndico do pagamento do condomínio", comenta Anauate.
Por fim, entram na conta também gastos eventuais e gerais. Os gerais seriam os valores despendidos com cartório, correio, materiais de limpeza, etc. E nos eventuais, entram gastos com imprevistos, como o conserto de um portão quebrado, ou uma reforma, que também envolve despesas com materiais de construção.  
Área de lazer
Os itens de lazer como piscinas, academias e quadras podem valorizar o imóvel, mas não são os maiores fatores de impacto no preço e seus custos mensais são incluídos nos gastos com manutenção e com funcionários. "A piscina não tem um custo mensal alto, ela eleva o padrão do prédio, mas a água não é trocada com tanta frequência, então gastos com funcionários, com energia e água são muito mais relevantes para o valor do condomínio do que as despesas de uma piscina".
Vale ressaltar que se a área de lazer for como um clube - e não incluir apenas uma piscina, ou uma quadra simples, com baixos custos de manutenção - este item pode ser mais relevante para a taxa condominial do que outros. Segundo a Lello, o gasto médio mensal total nos chamados prédios-padrão, com 64 apartamentos e valor de condomínio individual de 400 reais, é de 25.000 reais, enquanto o de condomínios do tipo clube, é de 150.000 reais.
Tabelas de despesas
A Aabic realiza mensalmente uma pesquisa com 400 condomínios para verificar as despesas médias dos condomínios na cidade de São Paulo. Ainda que a pesquisa aborde apenas uma cidade, independentemente da região, os dados podem mostrar qual é a divisão média de gastos de um condomínio e como eles variam conforme o tamanho do apartamento. Veja a seguir o resultado da pesquisa do mês de abril. 
Prédio com apartamentos de um dormitório 
Tipo de despesaValor (R$)
Pessoal8.287
Encargos4.084
Benefícios671
Água2.120
Energia1.066
Manutenção1.828
Material de Construção228
Administração2.551
Gerais719
Eventuais1.519
Total23.075


Prédios com apartamentos  de dois dormitórios
Em apartamentos com mais de um domitório, a Aabic faz uma divisão entre padrão A e B. O padrão B seria um condomínio com uma área comum pequena, ou sem área comum, com menos segurança e com apenas uma vaga ou sem garagem. O padrão A seria de um condomínio com mais segurança e com uma área comum maior que tenha uma piscina e/ou salão de festas e.ou quadra esportiva. 
Tipo de despesaPadrão A / valor (R$)Padrão B/ valor (R$)
Pessoal10.1289.864
Encargos4.7374.707
Benefícios495517
Água2.7312.945
Energia1.2161.281
Manutenção2.0262.026
Material de Construção279291
Administração2.4302.405
Gerais575543
Eventuais1.6871.889
Total26.30426.468
Prédios com apartamentos de três dormitórios 
Tipo de despesaPadrão A / valor (R$)Padrão B/ valor (R$)
Pessoal14.89713.312
Encargos5.5134.894
Benefícios651651
Água3.4262981
Energia1.6331.385
Manutenção2.6182.468
Material de Construção396348
Administração2.5612.446
Gerais9451054
Eventuais1.9991.653
Total34.6403.1191


Prédios com apartamentoa de quatro dormitórios
Tipo de despesaPadrão A / valor (R$)Padrão B/ valor (R$)
Pessoal12.64011.004
Encargos6.0295.798
Benefícios894753
Água3.4013.423
Energia1.8771.674
Manutenção2.6842.300
Material de Construção423353
Administração2.4332.392
Gerais647658
Eventuais2.8742.447
Total33.90230.802

Como chegar ao seu primeiro milhão


O passo a passo para traçar a estratégia e os melhores investimentos para acumular patrimônio de valor alto

São Paulo - Atingir o primeiro milhão é um marco simbólico para muita gente que quer enriquecer. Mas como traçar o caminho para chegar até lá? Ninguém deve se enganar: para a maioria das pessoas, tornar-se milionário é bem difícil, mas não impossível. Não existe fórmula mágica, mas para quem tem capacidade de poupança, a meta é alcançável, desde que se tenha estratégia e disciplina.
Podem parecer palavras vazias, mas não são. "Se você fizer a lição de casa e investir 300 reais por mês durante 15 anos, você terá investido 54.000 reais. É muito diferente de investir 54.000 reais de uma vez só, uma única vez. No primeiro caso, se você aplicou em renda variável e o mercado cair, você vai comemorar, pois os mesmos 300 reais compram mais papéis", diz o consultor financeiro e gerente geral do Instituto Nacional dos Investidores (INI), Mauro Calil.
Investir periodicamente com disciplina dilui os riscos no tempo e facilita para o investidor atingir a rentabilidade média desejada. Para Mauro Calil, é possível tornar-se milionário entre 15 e 30 anos, dependendo da capacidade de poupança, do perfil dos investimentos escolhidos e do tempo estipulado pela pessoa. "É importante ter aplicações financeiras diferenciadas, que rendam de 1% a 3% ao mês na média. É claro que esse valor é alto, mas ele não é constante. Mas quando o sujeito olha para trás, vê que a alcançou", diz Calil.
Veja a seguir o passo a passo para chegar ao seu primeiro milhão:
1. Defina o objetivo do seu milhão
Antes de sair em busca do seu primeiro milhão - ou da sua independência financeira, mesmo que ela dependa mais ou menos do que essa quantia - o poupador deve definir por que almeja esse dinheiro. O objetivo bem definido o ajuda a perseverar. Para que servirá esse dinheiro? Para parar de trabalhar? Para ter uma vida confortável? Ou para viver como um rei? Para abrir um negócio e fazer mais milhões? Será apenas o primeiro milhão ou o primeiro de muitos?
Ao definir o objetivo, o poupador deve determinar também qual o padrão de vida que deseja ter e em quanto tempo. Pode ser que a pessoa queira se aposentar jovem, desejando acumular um milhão de reais em 15 anos; ou então pode ser que só deseje ter essa quantia quando tiver mais de 60 anos, para poder se aposentar sem depender da Previdência Social. Caso não deseje parar de trabalhar mesmo ao acumular um milhão de reais, será possível ter um padrão de vida mais alto, somando os rendimentos do trabalho e das aplicações financeiras.
2. Fuja das fórmulas mágicas
Não se iluda acreditando em fórmulas mágicas que o façam alcançar um milhão de reais em pouco tempo. A rentabilidade das suas aplicações financeiras ajudará a multiplicar seu dinheiro, mas é o acúmulo de patrimônio a parte principal. "Todo mundo quer ser rico amanhã, e por conta disso acaba acreditando em técnicas fabulosas. Infelizmente, não é o que acontece. Uma pessoa pode ir bem no trade de renda variável num dia, acumulando uma rentabilidade de 30%, e no outro dia perder tudo. Nos simuladores de ações, pode chegar até a 200% ao ano, mas com a emoção de investir com dinheiro de verdade a coisa muda de figura", lembra Mauro Calil.

3. Poupe religiosamente
Antes de começar a jornada para o primeiro milhão, o investidor precisará, obviamente, de capacidade de poupança. Esta varia de acordo com a renda e as despesas de cada um. Alguém que tenha renda própria, mas more com os pais, provavelmente terá alta capacidade de poupança ainda que o rendimento mensal seja baixo. Um casal jovem com filhos pequenos talvez tenha uma capacidade menor.
O valor poupado mensalmente deve se manter constante dentro da medida do possível, isto é, ser sempre o mesmo em cada fase da vida, sendo revisto quando mudarem as regras do jogo e entrarem em cena novas despesas fixas ou um salário mais alto. "A pessoa deve definir que vai sempre poupar, no mínimo, x por cento do salário. Na minha opinião, dever ser no mínimo 10%", diz Mauro Calil.
4. Calcule o montante a acumular e trace uma estratégia
Para definir sua estratégia de investimentos, o poupador deve perseguir determinada rentabilidade e, anualmente, rever seu plano de acordo com a conjuntura econômica. Devem ser levadas em conta a inflação e a trajetória da taxa de juros - a primeira "come" os seus rendimentos; a segunda, quando alta, torna a renda fixa mais rentável.
O aspirante a milionário pode tanto calcular quanto precisa poupar mensalmente para atingir seu objetivo em um período pré-determinado, quanto pode estipular a sua poupança mensal e, em seguida, calcular em quanto tempo consegue atingir o objetivo. O ideal é fazer as contas já usando a rentabilidade real, descontada a inflação, uma vez que um milhão daqui a 30 anos provavelmente valerá bem menos que um milhão hoje. Se a inflação vem sendo de algo como 0,5% ao mês e se deseja um juro real de 0,4% ou 0,5% ao mês, a rentabilidade bruta deverá ser de algo em torno de 1% ao mês, na média, algo possível de se conseguir em bons investimentos de renda fixa.
Assim, para alguém de 30 anos de idade que queira atingir seu primeiro milhão em outros 30 anos, será preciso poupar 1.246,65 reais por mês, para um retorno real de 0,4% ao mês. No cálculo inverso, alguém de 30 anos que comece a poupar 1.000 reais por mês atingirá o primeiro milhão aos 64 anos, com a mesma rentabilidade. Quem obtiver rentabilidades reais maiores com seus investimentos, vai conseguir atingir o objetivo em ainda menos tempo.
O juro real de 0,4% ao mês é um pouco mais do que aquele pago pela Nota do Tesouro Nacional-série B mais longa vendida atualmente. Esse título público é indexado à inflação, e paga um juro real prefixado. A NTN-B com vencimento em 2045 hoje à venda paga um juro real de 4,43% ao ano, algo como 0,36% ao mês.
Outra maneira de fazer o seu planejamento é aumentar a sua poupança anualmente em uma proporção igual ou maior à da alta da inflação. Essa é a orientação do educador financeiro Reinaldo Domingos, e faz parte do seu método DSOP de educação financeira. "Se a inflação for de 5%, deve-se aumentar a poupança do ano seguinte ao menos em 5%. Mas o ideal é aumentá-la em uma proporção ainda maior", diz Domingos.
Segundo sua metodologia, para se viver de renda, é preciso que o rendimento com as suas aplicações financeiras seja pelo menos igual ao dobro da quantia usada para manter o padrão de vida que se deseja ter. Assim, consome-se metade do rendimento e se mantém investida a outra metade.

Os melhores investimentos para quem quer atingir o primeiro milhão:
Tesouro Direto:
O Tesouro Direto é o investimento mais seguro. Existem papéis de diferentes prazos, pós-fixados à Selic (LFTs), prefixados (NTN-Fs e LTNs) e os papéis com uma parte prefixada e outra indexada ao IPCA (NTN-Bs). Estes últimos são os títulos mais longos, que permitem investimentos de longo prazo e já remuneram um juro real, uma vez que protegem o investimento da inflação. O título mais longo à venda atualmente vencemem 2045.
Os papéis prefixados requerem um pouco mais de habilidade do investidor, uma vez que especulam com a possibilidade de queda da Selic e não protegem o capital da inflação. São opções mais arriscadas que a NTN-B quando a perspectiva é de queda de juros. Ambos os títulos, porém, podem levar a algumas perdas quando vendidos antes do vencimento. O mais seguro é ficar com eles até o vencimento.
As LFTs remuneram apenas ligeiramente acima da poupança, mas podem ser boas opções para quem está começando a trajetória de acumulação. Mas é fundamental que a taxa de administração cobrada pela corretora seja baixa - de preferência nula. Atualmente, as corretoras Banif, Convenção, Socopa, Spinelli e Título isentam todos os clientes dessa taxa.Veja como investir no Tesouro Direto.
CDBs e LCIs de bancos pequenos e médios:
Entre os CDBs de pequenos e médios bancos, aqueles com liquidez diária já remuneram 100% do CDI. Com liquidez no vencimento é possível conseguir taxas bem maiores, superando 110% do CDI, dependendo da instituição. Além de investir por meio de corretoras, o poupador pode investir diretamente por meio do Sofisa Direto ou do CDB Direto. O Sofisa também dispõe de um CDB atrelado ao IPCA, que preserva o capital do investidor ao longo do tempo.
Instituições financeiras pequenas e médias também oferecem Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), que são espécies de CDBs isentos de IR. Nos grandes bancos, essas aplicações normalmente requerem aportes muito elevados para a pessoa física. Em instituições menores, esses papéis são mais acessíveis, e oferecem remunerações em geral mais altas que a poupança. No Sofisa Direto, a LCI mais curta rende 90% do CDI, mais do que os 70% da Selic oferecidos pela poupança atualmente. LCIs também são vendidas em corretoras.
No caso dos CDBs e das LCIs, porém, o investidor não deve aplicar mais do que 70.000 reais em uma única instituição financeira. Esse é o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante os depósitos em caso de quebra da instituição financeira. Em ambos os papéis, o risco é de quebra do banco, que por ser de menor porte, é mais suscetível aos humores do mercado.
Ações que pagam bons dividendos:
De acordo com Mauro Calil, o investidor não deve apostar em promessas, apenas em ações de empresas que pagam altos dividendos. Muitos desses papéis podem não ser os campeões de valorização no longo prazo, mas garantem uma renda periódica que pode ser reinvestida e, no futuro, até consumida.

Empresas que pagam bons dividendos são aquelas que não precisam mais investir tanto em sua atividade produtiva, e cujos dividendos reduzem o impacto de eventuais quedas nos preços das ações. Muitas delas têm demanda inelástica, que se mantém mesmo em tempos de crise, como as empresas do setor elétrico e as fabricantes de cigarros.
Outra vantagem dos dividendos é que normalmente eles já embutem a inflação. Seja porque o lucro das empresas já é corrigido pelo indicador - caso das companhias do setor elétrico, cujas tarifas são corrigidas pela inflação - seja porque a demanda é tão estável que a inflação pouco afeta os lucros. Assim, é possível calcular o lucro com os dividendos como sendo o seu lucro real. Ainda assim, para não ter erro, uma boa dica, segundo especialistas,é escolher empresas com dividend yield acima de 10%. Mesmo para uma inflação de 6,5%, o atual teto da meta, a rentabilidade real ainda seria de 3,5%.
Fundos imobiliários:
Ainda dentro da renda variável, outra possibilidade de geração de renda e multiplicação do patrimônio são os fundos imobiliários. Suas cotas são negociadas em Bolsa como se fossem ações, e devem ser compradas pelo home broker de uma corretora. Mauro Calil acredita que eles possam ser considerados a porção conservadora do investimento dentro da renda variável, desde que o investidor aplique em fundos voltados para a geração de renda por meio do aluguel.
A pessoa física é isenta de IR sobre os aluguéis, pagando imposto apenas sobre o lucro obtido com a valorização das cotas quando estas forem vendidas, segundo a tabela regressiva do IR. Esses fundos geralmente investem em imóveis corporativos ou recebíveis imobiliários. Assim como no caso das ações pagadoras de dividendos, o atrativo aqui não é a possibilidade de valorização dos imóveis e das cotas, mas sim de se obter um bom lucro com aluguéis. Veja como escolher um bom fundo imobiliário.
Opte sempre pelo menor custo
Se a ideia é fazer o seu bolo crescer, fuja dos custos altos. Girar demais a carteira ou investir em fundos com altas taxas de administração pode comer boa parte dos lucros e dificultar ainda mais o processo de enriquecimento.
Tesouro Direto: prefira as corretoras que não cobram taxa de administração e carregue os títulos até o final, principalmente se forem prefixados ou atrelados à inflação.
Fundos de investimento: se o fundo for de renda fixa conservadora, fuja daqueles que cobram taxa de administração superior a 1% ao ano. No caso dos fundos de dividendos, prefira aqueles com taxa de administração em torno de 2% ao ano e que não cobrem taxa de performance.
Ações e fundos imobiliários: prefira as corretoras com a combinação mais barata entre taxa de corretagem e custódia. Para investimentos de longo prazo e com pouco giro de carteira, prefira as corretoras com isenção de taxa de custódia. Avalie se realmente vai sair mais barato concentrar todos os seus investimentos numa mesma corretora. E ao evitar girar muito a carteira, mesmo que os ativos sejam vendidos em um momento de baixa, a alta de todo o período do investimento pode, ainda assim, compensar.
IR: sempre que possível, permaneça em um título ou fundo de investimento até ter direito à menor alíquota de IR na hora de realizar o lucro. No caso das ações, use os eventuais prejuízos para abatimento do IR cobrado sobre os lucros superiores a 20.000 reais por mês nessa modalidade de investimento.

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