domingo, 1 de julho de 2012

Google apresenta tablet Nexus 7

São Paulo - Colocando fim aos rumores, o Google apresentou nesta quarta-feira o Nexus 7, seu primeiro tablet próprio.
O tablet, fabricado pela Asus, possui tela de 7 polegadas com resolução de 1280 x 800 pixels e revestimento Gorilla Glass, processador quad-core Tegra 3, bateria de 4325mAh que garante 9 horas de reprodução de vídeo em HD e pesa somente 340 gramas.
O tablet também virá equipado com uma GPU de 12 núcleos, 1GB de RAM, 8GB ou 16GB de espaço interno, câmera frontal de 1,2 MP, sensores como giroscópio e acelerômetro e NFC. Não há opções com 3G ou 4G. O Nexus 7 será o primeiro aparelho com o novo sistema Android 4.1 Jelly Bean embarcado.
O aparelho também trará um novo formato para consumo de conteúdos de mídia. Música, filmes, livros, revistas, apps e games estarão presentes no novo tablet por meio da loja Google Play. O Youtube e o Google Maps também ganharam um novo formato para otimizá-los ao Nexus 7.
O Nexus 7 chegará ao mercado por US$ 199 (versão 8GB), e a versão de 16GB será vendida por US$ 249. Os primeiros a adquirirem o tablet ganharão um bônus de US$ 25 para compras na Google Play.  O aparelho será comercializado a partir de meados de julho, inicialmente nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália.

INFONotícias


Fábrica da Airbus nos EUA deve criar 2.500 empregos


Fontes afirmam que a fabricante de aviões europeia está prestes a anunciar os planos de erguer fábrica nos Estados Unidos, o que deve gerar 2,5 mil empregos no país

Washington - A Airbus deve criar cerca de 2.500 empregos de construção civil para levantar uma nova linha de montagem da empresa no valor de 600 milhões de dólares em Mobile, no Alabama, e de 400 a 500 empregos em tempo integral assim que a produção começar em 2017, disse uma fonte familiar aos planos neste sábado.
A fabricante de aviões europeia, de propriedade da EADS, está prestes a anunciar os planos de erguer a fábrica para seu avião de passageiros A320, que irá começar a produzir quatro aviões por mês em 2017, segundo várias pessoas familiares aos planos.
O anúncio pode ser feito já na segunda-feira.
Em longo prazo, a instalação também deve atrair um número de fornecedores importantes para a região, como fabricantes de motores de jatos e empresas que produzem componentes-chaves para aeronaves que exigem controle de qualidade local, disseram as fontes.
Historicamente, as instalações de fabricação aeroespacial resultam em pelo menos duas vezes o emprego direto na fábrica. Mas as oportunidades iniciais de emprego em Mobile vão ficar centralizadas nos negócios de construção, com algumas pessoas estimando a criação de cerca de 2.500 empregos nos próximos três ou quatro anos, disse uma das fontes.
A Airbus se ofereceu para construir a fábrica de montagem ali para adoçar a oferta da EADS para um contrato de 35 bilhões de dólares de avião de reabastecimento militar que ela venceu primeiro em 2008, mas então perdeu para a Boeing Co durante uma competição disputada no ano passado.
Um funcionário local disse à Reuters na sexta-feira que a fábrica iria criar um número significativo de empregos diretos, e poderia atrair muitas empresas que forneceriam componentes para os novos aviões de passageiros.

REUTERS Business

Óculos do Google: do laboratório para a realidade

São Francisco - O Google espera lançar em menos de dois anos uma versão ao consumidor de seus óculos eletrônicos capazes de transmitir imagens e sons e realizar tarefas de computação, ainda que não tenha definido o preço para o aparelho.
O Google Glass será vendido ao consumidor por preço "significativamente" abaixo dos 1,5 mil dólares que a empresa está cobrando pelas versões de teste que colocará à venda para programadores a partir do começo do ano que vem, anunciou o cofundador da empresa, Sergey Brin.
Ele demonstrou os óculos em uma conferência anual do Google para programadores, quarta-feira em San Francisco, oferecendo mais informações sobre a tecnologia futurista que o Google havia anunciado em abril. Na ocasião, o Google também exibiu seu primeiro tablet, que chegará às lojas na metade de julho por 199 dólares, em meio a um disputado mercado liderado pelo Kindle Fire, da Amazon, e pelo iPad, Apple.
O Google Glass consiste de uma tela eletrônica do tamanho de um selo postal montada do lado esquerdo de uma armação de óculos; o aparelho pode gravar vídeos, acessar emails e mensagens e obter informações na web.
Em uma demonstração audaciosa da tecnologia, diversos paraquedistas equipados com os óculos saltaram de um dirigível e pousaram no topo do Moscone Center, de San Francisco, transmitindo um vídeo ao vivo do que estavam fazendo para a plateia.
Jornalistas fizeram fila para experimentar os óculos que Brin estava usando, e com eles puderam assistir a um vídeo de fogos de artifício, exibido na pequena tela. A perspectiva do vídeo muda à medida que o usuário mexe a cabeça.
O Google Glass pesa menos que alguns modelos de óculos de sol e contém um chip de rede sem fio e as demais tecnologias tipicamente encontradas em um celular inteligente -exceto o rádio de telefonia celular, disseram executivos do Google.
A bateria é menor que a de um celular, mas o Google está trabalhando para conseguir que ela dure um dia inteiro.
Brin afirmou que antecipa que os óculos estejam disponíveis para consumidores menos de um ano depois do lançamento do modelo de teste.
O Google ainda está testando diversos aspectos do produto, entre os quais um sistema de navegação via tela e a reprodução de mensagens de texto por voz, disse Brin.
Em resposta a uma pergunta, ele afirmou que não há planos de veicular qualquer tipo de publicidade no aparelho.

INFONotícias

Microsoft Word 2013 permitirá editar arquivos PDF

São Paulo - A próxima versão do programa de edição de textos Microsoft Word permitirá abrir e alterar o conteúdo de arquivos no formato PDF, de acordo com os sites especializados Liveside e The Verge.
O software da Microsoft dispensará a instalação de outros programas como o Acrobat Reader para acessar os documentos no formato PDF.
Outro recurso que acompanhará o editor Word é o marcador de páginas digital. O software mostrará o mesmo trecho que o usuário estava quando fechou o programa.
O Office 2010, última versão do pacote, chegou às lojas em junho de 2010. A Microsoft planeja liberar a versão de testes do pacote Office 2013 durante a primeira semana de julho de 2012.

INFONotícias

FBI investiga traders envolvidos na manipulação da Libor


A taxa do mercado financeiro de Londres é uma das principais referências de juros no mundo

Reino Unido - Os agentes do FBI investigam 14 traders do Barclays que estão no centro do escândalo envolvendo a manipulação de taxas de empréstimo, reportou o Sunday Times. Agentes em Washington conduzem um inquérito junto a funcionários do banco acusados, na semana passada, de distorcerem artificialmente a taxa London Interbank Offered Rate (Libor), uma das principais referências de juro no mundo.
A Libor, referência de juro no mercado interbancário em Londres, é usada para financiamentos de imóveis e automóveis, dívida corporativa e derivativos. A Libor é calculada pela Thomson Reuters, sob a supervisão da Associação de Banqueiros Britânicos e é baseada em dados enviados diariamente por 16 bancos. A Libor mede as taxas que os grandes bancos emprestam entre si. Outro índice que está sendo investigado é Euribor, taxa semelhante a Libor definida por um grupo de cerca de 43 bancos.
Segundo o Sunday Times, o Departamento de Fraudes Sérias do Reino Unido está conduzindo o inquérito entre os envolvidos, mas os Estados Unidos têm a missão de levar o caso para a Justiça.
Nenhum porta-voz do Barclays comentou a notícia. O executivo-chefe do Barclays, Bob Diamond, diz manter o apoio dos investidores, citando uma lista de seus 20 principais acionistas, sem dar seus nomes, diz o Sunday Times.
Já o Sunday Telegraph reportou que dois dos principais acionistas do Barclays pediram a saída de Diamond e Marcus Agius, o presidente do banco, com base em informações de acionistas. Um dos 20 maiores acionistas do Barclays acusou o conselho do banco de agir como agentes do executivo, ao invés de governar o grupo e pediu a susbstituição de ambos, diz o Telegraph, que descreveu sua fonte como um "nome respeitado na cidade de Londres".
Outro acionista disse ser inevitável a saída de Diamond, uma visão partilhada por uma das mais graduadas figuras de um dos principais rivais do Barclays, afirma o Sunday Telegraph.
Diamond, entretanto, comenta em seu círculo privado que está determinado a permanecer e melhorar a imagem do banco em consequência dessa crise, acrescenta o jornal. As informações são da Dow Jones.

 AGÊNCIA ESTADO

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quarta-feira, 27 de junho de 2012

3 soluções para o trânsito de São Paulo, doa a quem doer


O vai e vem do trânsito paulistano e seus mais de sete milhões de veículos conseguem acabar com o dia de qualquer um. Mudar este cenário, porém, vai doer a muita gente

São Paulo - Hoje, o cidadão paulistano saiu para trabalhar e encontrou mais de 100 quilômetros de vias congestionadas, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A cifra soa absurda para motoristas de outras cidades, mas já é vista com certa naturalidade pelos paulistanos, embora dosada com variados graus de indignação. O recorde do ano foi de 295 quilômetros, às 19h da sexta-feira 1º de junho.
O resultado é o prejuízo calculado em 56 bilhões de reais para a economia da cidade neste ano, segundo um estudo da Fundação Getúlio Vargas.
São 7,3 milhões de veículos trafegando nos mais de 17 mil quilômetros de vias pavimentadas da cidade. As soluções são discutidas há décadas, mas como exigem vontade política aliada a mudança de hábito dos cidadãos, as transformações geralmente resumem-se a tímidas alterações cirúrgicas lá e cá.
Confira três soluções - dentre as várias existentes - indicadas por especialistas que poderiam mudar o cenário nas vias urbanas de São Paulo, com gasto relativamente pequeno se comparado a obras viárias faraônicas. Antes de causar algum sorriso, porém, elas causariam muita dor.
1 Pedágio urbano
Dói para quem: todos os motoristas de veículos particulares, especialmente os de menor renda Resolve para quem: o governo, que arrecada
Se tem assunto que arrepia qualquer brasileiro é a criação de novas tarifas - ou o aumento das que já existem. A criação do pedágio urbano, porém, teria efeitos "imediatos" no trânsitoda capital paulista, na avaliação do presidente do Instituto Brasileiro de Segurança no Trânsito (IST) e professor da Universidade de Brasília, David Duarte.
Os motoristas de plantão podem começar a se preocupar. Apesar de já ser discutido há mais de duas décadas, o pedágio urbano ganha contornos cada vez mais reais. Projeto do deputado estadual Carlos Apolinário (DEM) passou na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal no dia 25 de abril, mas ainda tem que passar por outras comissões antes de seguir para o plenário.
O deputado Apolinário prevê que a cobrança de 4 reais para acessar a área do chamado centro expandido durante a semana traria uma redução de 30% na quantidade de veículos nas ruas, mas para o consultor em engenharia de tráfegos e transporte Horácio Figueira, este valor teria que ser maior para obter esse efeito.
Na avaliação dele, as pessoas pagariam os 88 reais por mês atraídas pela ideia de ter a rua só para elas. "Mesmo que você tenha redução, você não vai nem perceber", acredita o especialista. Em Londres, onde a prática começou em 2003, o valor atual cobrado é de 10 libras.
Aumentar o valor, no entanto, seria entregar "as ruas aos ricos", argumenta Figueira. Assim, a equação é difícil de resolver. Deve ser por isso que existe pouca certeza se o pedágio urbano realmente sairá do papel. A única garantia é que não será em ano de eleição.
2 Mais corredores de ônibus
Dói para quem: todos os motoristas de veículos particulares Resolve para quem: usuários de transporte público
Nenhum cidadão consciente se opõe a um melhor transporte público. Mas quando a melhora não se dá apenas debaixo da terra, no metrô, mas exige retirar centenas de quilômetros de faixas hoje ocupadas por carros e entregá-las exclusivamente aos ônibus, a resistência tende a ser maior.
"Congestionamento para mim é inevitável, mas congestionamento de ônibus é imperdoável". A máxima é do especialista em trânsito Horácio Figueira e serve como síntese de pensamento de muitos que se dedicam a estudar a mobilidade urbana.
Nos cálculos de Figueira, para tornar as viagens dos ônibus mais fluidas, seria necessário mais do que triplicar o tamanho da malha de 120 quilômetros de corredor que a cidade tem hoje. Ele pede mais 400 quilômetros (veja abaixo sugestões do especialista).
A título de comparação, nos últimos cinco anos, foram inaugurados menos de quatro quilômetros. Na impossibilidade de fazer o corredor, que demanda o reforço do pavimento, até mesmo faixas exclusivas têm bom resultado no curto prazo, pois são de fácil implantação.
Esta transformação mudaria a configuração das vias de maior movimento da cidade, colocando ônibus até onde hoje há apenas duas faixas, deixando uma exclusiva para os coletivos. Seria uma saída para aumentar a velocidade média nos corredores, de apenas 15 km/h, uma vez que os coletivos alternam trechos com e e sem reserva de espaço.
Mas se já seria ruim perder uma faixa, o que diria o motorista que perdesse duas - onde houvesse três - para que os ônibus pudessem fazer ultrapassagem e não ficassem presos com o vai e vem de passageiros de outros ônibus? A sugestão de Figueira é que isso ocorresse pelo menos nos horários de pico em vias como a Rebouças, para ficar em apenas um exemplo.
"Se é mais rápido chegar de transporte público, as pessoas naturalmente vão optar por este tipo de mobilidade", afirma David Duarte, da Universidade de Brasília.
Os motoristas, por consequência, avistariam da janela de seus carros, parados, os ônibus seguindo em grande velocidade.

"A implantação de corredores não precisa ser de quilômetros, duas quadras antes de um semáforo já justifica", opina Horácio Figueira, defensor da ideia.
3 Corte de incentivos à venda de veículos
Dói para quem: as montadoras e, em última instância, a cadeia que gira em torno delas, incluindo os funcionários Resolve para quem: usuários de transporte público e motoristas de veículos particulares
Desincentivar a venda massiva de carros - exatamente o oposto da política industrial do governo em épocas de crise - não vai mudar as vias paulistanas do dia para a noite. Mas, para os especialistas, há potencial a médio prazo para a medida.
Todos os dias, mais de 600 novos carros começam a circular na capital paulista. O problema é que os automóveis velhos são aposentados em ritmo muito menor.
"O grande regularizador do trânsito em São Paulo é o Ministério da Fazenda", sintetiza o consultor em engenharia urbana e ex-colaborador da Companhia de Engenharia de Tráfego, Luiz Célio Bottura.
Diante de dificuldades de competitividade do setor e para ajudar a alavancar a economia, o governo federal já reduziu o IPI de automóveis tanto no auge da crise de 2009 e novamente no mês passado, com resultados imediatos no número de emplacamentos.
Por outro lado, é dificil esperar que o governo pare de estimular setor que movimenta 1 de cada 10 reais da economia brasileira, considerando toda a cadeia. Se a indústria passasse a produzir menos, seriam inevitáveis também demissões.
Enquanto essa equação não se resolve, fica a pergunta de até quando será possível manter o atual modelo e o peso da indústria automobilística na economia brasileira. "A gente apostou todas as fichas na solução individual. Só que a solução individual é o caos social", afirma David Duarte, do IST.

Exame

Hungria rebaixa idade penal para 12 anos


A mudança será aplicada a partir de 2013 em casos de crimes contra a vida e a integridade física


Budapeste - O Parlamento húngaro aprovou uma reforma do código penal que rebaixa a idade penal de 14 para 12 anos em casos de crimes contra a vida e a integridade física.
A nova legislação, que foi aprovada na noite desta segunda-feira com os votos dos deputados do conservador Fidesz, o partido governista, entrará em vigor a partir de 2013, informou a imprensa local hoje.
O escritório local da Unicef, por sua vez, reprovou essa decisão do parlamento húngaro. Em comunicado, a organização aponta que com esta legislação a Hungria 'viola gravemente o Acordo de Direitos de Menores da ONU'.
Diferentes organizações civis também protestaram contra a aprovação dessa lei. O principal argumento usado pelos que não apoiam a redução da idade penal é que as crianças envolvidas neste tipo de crime, geralmente, também são vítimas da falta de estrutura familiar.
Desta forma, os coletivos contrários a redução penal na Hungria, além da anulação desta medida, também cobram do Executivo mais medidas disciplinares e de ajuda.
A nova legislação contempla que as crianças a partir de 12 anos poderão ser condenados com um máximo de quatro anos de internamento em centros específicos para menores.
O novo código penal também endurece a lei contra injúrias aos símbolos nacionais, como a chamada 'Santa Coroa', que foi usada pelos reis húngaros e que ainda hoje é considerada um símbolo da história da Hungria pela direita e pelos nacionalistas, apesar do país ter se tornado uma república desde 1918.
Essa modificação, que se une à proteção que o código oferece ao hino, a bandeira e o escudo nacionais, foi proposta pelo partido ultranacionalista Jobbik e respaldada pelo Fidesz.

Exame