terça-feira, 19 de junho de 2012

ONG francesa traz documento contra Belo Monte na Rio+20

Rio de Janeiro - Os índios da etnia Kaiapó receberam hoje (18) da organização não governamental francesa Planète Amazone documento com cerca de 350 mil assinaturas contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que será instalada no Rio Xingu.
As assinaturas foram coletadas na Europa, pela internet - a maior parte delas na França e na Bélgica, segundo os organizadores. O documento foi lançado no ano passado e permanece no site.
De acordo com o representante da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia (Coiab), Marcos Apurinã, que recebeu o documento com as assinaturas, o protesto dos europeus se somará ao dos brasileiros.
"Vamos levar tudo para a presidente Dilma [Rousseff] em breve", declarou. "É especialmente para ela. Para dizer que os índios brasileiros não estão sozinhos", afirmou durante a Cúpula dos Povos, evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
"Ela precisa saber que está assinando documentos para a ONU [Organização das Nações Unidas] dizendo que os povos indígenas estão bem, mas não estamos bem. Pelo contrário", completou em referência ao impacto da obras. Segundo Apurinã, a barragem vai afetar "completamente o modo vida" dos índios.
O representante da ONG francesa, Ildo Tikuna, explicou que a petição foi um pedido expresso do cacique Raoni Kaiapó para divulgar os problemas na Amazônia. "O impacto da barragem é de nível mundial em termos de desmatamento e emissão de gases de efeito estufa", afirmou.
A entidade também acredita que pode reforçar a mobilização para que a obra seja reavaliada pelo Brasil. "Como o governo federal não está ouvindo nenhuma das etnias, o objetivo da petição é fazer barulho para que os povos sejam atendidos e divulgar isso [a construção de Belo Monte] lá fora".

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Software de roubo de contas bancárias ganha sofisticação

São Francisco  - Dois dos softwares mais difundidos e mais perigosos para roubo de dinheiro de contas bancárias online foram melhorados e agora podem fazer transferências automáticas de fundos, sem que um hacker os comande diretamente, informaram pesquisadores.
As mais recentes variantes dos difundidos programas SpyEye e Zeus já foram usadas para roubar até 13 mil euros por transação de uma única conta, e estão começando a ser utilizadas mais amplamente, de acordo com pesquisadores da Trend Micro, uma companhia japonesa de segurança na computação que tem diversos bancos entre seus clientes.
Tom Kellerman, vice-presidente da Trend Micro, disse à Reuters que os pesquisadores de sua companhia já identificaram ataques com as novas versões dos programas contra uma dúzia de instituições financeiras na Alemanha, Itália e Reino Unido. Isso é preocupante porque os bancos europeus em geral contam com tecnologias de defesa superiores às dos bancos dos Estados Unidos, e Kellerman declarou ser "inevitável" que as novas variantes cruzem o Atlântico.
Os novos softwares têm o potencial de causar uma dramática escalada nos montantes roubados de contas, e na corrida armamentista iniciada há anos entre os bancos e quadrilhas de crime computadorizado muitas vezes sediadas na Europa Oriental.
"Isso tem imensas implicações", especialmente à medida que mais norte-americanos começarem a usar serviços bancários em seus celulares, disse Kellerman. "Essas ferramentas de ataque prenunciam uma nova era de assalto a bancos".
Como outras empresas de segurança, a Trend Micro lucra ao vender software e serviços a instituições e consumidores preocupados com espionagem e captura de contas online.
Ainda que criados e controlados por grupos diferentes, o SpyEye e o Zeus podem ser instalados em computadores que visitam sites fraudulentos ou páginas legítimas infectadas por hackers. Os dois são vendidos na florescente economia hacker, e podem ser adaptados ou melhorados com módulos adicionais, como as modificações recentemente descobertas.
Os programas já usam uma técnica chamada "web injection" para gerar novos campos de preenchimento quando a vítima se conecta ao site de certos bancos ou outros serviços relevantes. Em lugar de solicitar o número de conta e senha, por exemplo, o site atacado passa a solicitar essas informações e mais o número do cartão bancário. Os dados digitados são encaminhados ao hacker que pode usá-los para transferir dinheiro à conta de um cúmplice.
As transferências podem ser demoradas e o hacker precisa calcular quanto pode ser enviado sem despertar suspeita. Transferências múltiplas e de menor valor são preferíveis, mas requerem mais tempo.
O novo software permite que o criminoso roube enquanto dorme, e pode aumentar significativamente o número de contas invadidas e a velocidade dos roubos.

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Oracle lançará novos produtos de computação em nuvem em junho

 Larry Ellison, o bilionário presidente-executivo da fabricante de softwares Oracle, disse que a companhia lançará uma nova série de produtos de software e serviços de computação baseados na "nuvem" na primeira semana de junho.
A Oracle, que gera a maior parte de sua receita com a venda de software que as empresas instalam em seus próprios data centers, está bem atrás da Salesforce.com no que diz respeito ao negócio de distribuição de produtos via Internet.
A Oracle gera cerca de 1 bilhão em receita anual de software baseado na web, disse Ellison nesta quarta-feira em uma conferência. Isso representa um terço do que sua rival projeta para o ano atual.
Os novos produtos na nuvem incluem uma plataforma para construir e rodar aplicativos, banco de dados e software de gestão de negócio, disse Ellison.

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Projeto do trem-bala sofrerá novos atrasos

São Paulo - O projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) que ligará Rio, São Paulo e Campinas sofrerá novos atrasos. Terminou nesta quinta-feira a data limite para a publicação do edital do empreendimento, conforme previsto no balanço mais recente da segunda fase Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).
Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o novo modelo de concessão está sendo elaborado em conjunto com os Ministérios dos Transportes, Fazenda e Planejamento, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
De acordo com o Ministério dos Transportes, o edital está passando pelos últimos ajustes. Antes de ser publicado, porém, ainda terá de passar por audiência pública.
O governo publicou na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União o decreto que cria a Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A (Etav), estatal que ficará responsável pelo trem-bala. Com capital social inicial de R$ 50 milhões, a empresa ainda deverá passar por trâmites como constituição de assembleia e criação dos conselhos de administração e fiscal.
Ainda não há previsão sobre quando a empresa passará a atuar. No início deste mês, o ministro dos Transportes, Paulo Passos, confirmou que o ex-diretor-geral da ANTT Bernardo Figueiredo aceitou convite para presidir a Etav.
Sem o edital publicado, o leilão do empreendimento, que, pelo mesmo cronograma do PAC 2, deveria ocorrer até o final de novembro deste ano, também deve atrasar.
O TAV deve ter 511 quilômetros de extensão e um custo de R$ 33,2 bilhões. A licitação terá duas fases. Na primeira, será feita a seleção da tecnologia e da empresa responsável pela montagem da estrutura, operação e manutenção do sistema. Na segunda, serão licitados o fornecimento da infraestrutura e o direito de exploração comercial das estações e áreas adjacentes.

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Internet já é segunda em receita publicitária no Brasil, diz pesquisa

 A internet superou os jornais, no primeiro trimestre deste ano, e se tornou a segunda mídia com maior receita publicitária no Brasil, de acordo com um relatório elaborado pelo Interactive Advertising Bureau (IAB Brasil).
No total, a web ficou com 11,98% da fatia total da publicidade do primeiro trimestre de 2012.
Segundo o estudo, o meio fechou o ano de 2011 com faturamento de 3,33 bilhões de reais - crescimento de 37,3% em relação a 2010. Desses, 1,45 bi foram investidos em publicidade display enquanto outros 1,88 bi foram colocados em ferramentas de busca - crescimentos de 19,24% e 55%, respectivamente.
A TV aberta liderou o ranking em 2011 com 59,4% de participação. Os jornais aparecerem na segunda posição, com 11,1% de share, seguido da internet, com 11%, e das revistas com 6,7%. Considerando apenas a mídia display, a participação da web em 2011 cai para 5,11%.
Segundo um outro relatório da  Projeto Inter-Meios, o investimento publicitário na internet no primeiro trimestre deste ano foi de 330,4 milhões reais, aumento de cerca de 25% sobre o mesmo período do ano passado.
De acordo com a IAB Brasil, a internet deve fechar o ano de 2012 com 13,7% de participação no mercado publicitário.
No Estados Unidos, a participação da web na publicidade é de cerca de 19,9% enquanto no Reino Unido é de 31,8%.

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Startup de brasileira recebe aporte de US$ 8 mi

A startup Lemon, que tem a empreendedora brasileira Bel Pesce, de 24 anos, no time de sócios, recebeu uma rodada de investimento de 8 milhões de dólares. A notícia é do site especializado em tecnologia Techcrunch. O aporte foi liderado pela Maveron, que é um fundo de capital de risco do CEO da Starbucks Howard Schultz. O investimento será usado para contratar novos engenheiros e fazer ações de marketing.
A Lemon ajuda a organizar recibos e rastrear gastos, tudo baseado na nuvem. Segundo a reportagem, a escolha do investidor foi baseada na experiência da própria Starbucks no desenvolvimento de seu aplicativo de pagamentos através de smartphones.
Agora, a empresa quer evoluir o aplicativo para a função de "carteira digital". A nova função permite organizar os dados de todos os cartões que o usuário carrega na carteira. Por enquanto, funciona mais como uma forma segura de guardar esses dados e não para realizar pagamentos através da plataforma.
Em entrevista ao Techcrunch, o CEO da Lemon Wences Casares disse, no entanto, que a ideia é criar um ambiente em que os vários cartões possam operar.
A brasileira na equipe de empreendedores da Lemon é formada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), com passagens pela Microsoft, Google e Deutsche Bank. Bel escreveu um livro recentemente para contar sua experiência no Vale do Silício.

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Vaticano pediu reserva de domínio personalizado

 O Vaticano está entre as quase 2.000 instituições que enviaram a ICANN (Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números) pedido para o registro de domínios personalizados. O Estado solicitou o registro do domínio ".catholic".
Além do Vaticano, uma empresa turca pediu a reserva do domínio ".halal", palavra árabe que designa os comportamentos permitidos pelo islã.
Os novos domínios poderão substituir os tradicionais ".com.", ".net", ".org", entre outros.
Segundo comunicado, a ICANN recebeu 1.930 pedidos de registro - 166 deles não estão no alfabeto latino.
 Entre os domínios  estão ".google", ".porn", ".cloud", ".gay", ".buy", ".green",  ".mcdonalds", ".microsoft", entre outros.
As empresas brasileiras Ipiranga, UOL, Itaú, Vivo, Bradesco e Globo também estão na lista.
Foram recebidos pedidos rivais para 231 nomes de domínio, sendo o ".app" o mais popular, com 13 candidaturas, seguido por ".inc", com 12, e ".home", com 11.
A ICANN deve avaliar as solicitações até o final do ano. Nos casos em que houver disputa, será realizado leilão, se as duas partes tiverem justificativas legítimas.
O registro de cada novo domínio irá custar US$ 185 mil. A manutenção anual sairá por outros US$ 25 mil.
A ICANN deve liberar o uso dos novos domínios a partir do primeiro semestre de 2013, em lotes de 500.

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