quarta-feira, 11 de abril de 2012

Setor portuário brasileiro acende o sinal amarelo

É pelo setor portuário que cerca de 90% da carga que sai ou chega ao Brasil passa. Nos últimos anos, com o crescimento da economia dos países chamados de Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) houve um forte aumento do tráfego de produtos no comércio no hemisfério sul e os portos brasileiros viveram um verdadeiro boom de demanda por serviços de transporte marítimo. Tanto que hoje há problemas de infraestrutura, armazenamento e de qualificação de mão de obra, que está levando o País a uma verdadeira Caça aos profissionais que trabalham tanto em terra quanto no mar.
A armadora Aliança, pertencente ao Grupo Hamburg Süd deve estrear em águas brasileiras uma nova embarcação, é o Santa Max, com 9 mil TEU de capacidade. De acordo com o representante da empresa, Gustavo Costa, somente alguns portos podem receber esse navio que tem cerca de 300 metros de comprimento. “A falta de infraestrutura dos portos nacionais impede essa embarcação de atender a Região Nordeste, não há capacidade de receber um navio desse tamanho por lá porque não houve investimentos em expansão”, relatou.
O professor doutor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Rui Carlos Botter, que é especialista em logística e transporte, disse durante evento na Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), em São Paulo, que o País conta com cerca de 20 portos com infraestrutura que classificou como razoável. “Em 1983 estive no Japão e naquela época aquele país que é uma pequena parte do que temos no Brasil, já contava com mais de 700 pontos de atracagem, desses 60 já tinham o tamanho que tem o de Santos, que é maior que temos por aqui”, comparou.
Segundo o Botter, um dos maiores problemas que o Brasil enfrenta é o das filas para ancorar. Essa fase do ciclo de carga ou descarga é o responsável por pelo menos metade do tempo de uma embarcação que chega ao País. Isso gera custos e derruba a produtividade desse modal, que é um dos pilares para a competitividade de indústrias como a da mineração. Companhias como a Vale e até mesmo a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) buscam soluções com a FDTE para melhorar a performance nessa questão. A primeira em diversos pontos do planeta e a CSN no porto de Sepetiba para agilizar o escoamento da produção de minério de ferro, que segundo a empresa, deverá elevar os resultados da companhia nos próximos anos.
Costa lembra que para um navio maior atracar no Brasil é preciso de um grande trabalho de sincronização para alcançar a janela de disponibilidade e reduzir ao máximo o tempo de parada de um navio. Além disso, o terminal onde há a parada deve garantir a estrutura de equipamentos para descarregamento da embarcação e envolve uma dragagem para aumentar o calado, novos trilhos para suportar os berços, entre outros aspectos.
Porém, outro problema que inviabiliza a entrada nos portos brasileiros é a questão humana. “Há uma carência muito grande de mão de obra especializada. Hoje, os salários estão inflacionados de forma que um oficial pode trabalhar um mês comigo, troca por um outro concorrente para receber um salário muito mais alto e no mês seguinte recebe uma proposta para receber o dobro”, descreveu Costa. “Nos últimos cinco anos os salários dobraram para o pessoal embarcado”, completou ele indignado. Segundo seu relato a tripulação brasileira hoje é a mais cara do mundo, custa até 20% a mais que a alemã, antiga detentora dessa posição, mas mesmo assim, falta pessoal.
Para tentar amenizar esse problema, a FDTE promoveu um encontro para lançar ao mercado novos cursos de especialização com um programa de qualificação dos profissionais que atuam na gestão logística portuária e na gestão do transporte marítimo e fluvial. As turmas iniciam as aulas em maio em dois cursos: Gestão Portuária e Gestão do Transporte Marítimo e Fluvial. A entidade indica que esses cursos são voltados aos profissionais graduados e atuantes na área de Logística. Os cursos têm como proposta apresentar e discutir as principais características, atividades e demandas do sistema portuário e a interface com outros modais de transporte.
Ademais, segundo se especula no mercado, a proximidade do início das operações dos empreendimentos da LLX, o Superporto do Açú e do Sudeste tem causado apreensão entre os operadores do setor. Com a falta atual de trabalhadores especializados a tendência é de que o problema fique mais latente com esses dois novos projetos. E de acordo com uma fonte do mercado, há um mote que todos estão indo rumo ao sol, em uma analogia ao logotipo das empresas de Eike Batista e a imagem que é utilizada em sua identidade visual.
“Com projetos daquela envergadura a empresa não vai esperar seis meses até começar a formar sua mão de obra, vai é correr atrás dos mais experientes, fato que deve elevar novamente os salários dos trabalhadores especializados”, analisou a fonte.

Fonte: Transporta Brasil

10 SOLUÇÕES PARA MELHORAR O BRASIL (QUE FUNCIONARAM NA CHINA)

INSTITUCIONALIZOU-SE À CULTURA  DA "DEMÊNCIA COLETIVA”  NO POVO BRASILEIRO.
O Primeiro Ministro da China, Wen Jiabao, visitou o Brasil recentemente pela primeira vez e surpreendeu pelo conhecimento que tem sobre nosso país, segundo ele, devido o aumento da amizade e dos negócios entre Brasil e China, vem estudando nossa cultura, nosso povo, desenvolvimento e nosso governo nos últimos 5 anos e, por isso aproveitou a visita de acordos comerciais para lançar algumas sugestões que, segundo ele, foram responsáveis pelas mudanças e pelo crescimento estrondoso da China nos últimos anos.

Durante uma de suas conversas com a Presidente Dilma e seus ministros, Wen foi enfático no que ele chama de "Solução para os países emergentes", que é o caso do Brasil, China, Índia e outros países que entraram em grande fase de crescimento nos últimos anos, sendo a China a líder absoluta nessa fila.
O que o ministro aponta como principal ponto para um país como o Brasil desponte a crescer fortemente?
Mudanças imediatas na administração do país, sendo a principal delas, a eliminação de fatores hipócritas, onde as leis insistem em ver o lado teórico e não o prático e real de suas consequências, sendo que, para isso o país terá que sofrer mudanças drásticas em seus pontos de vista atuais, como fez a China nos últimos 20 anos, sendo os 10 principais os que se seguem:


1) PENA DE MORTE PARA CRIMES HEDIONDOS COMPROVADOS:
Fundamento: Um governo tem que deixar de lado a hipocrisia quando toca neste assunto, um criminoso não pode ser tratado como celebridade, criminosos reincidentes já tiveram sua chance de mudar e não mudaram, portanto, não merecem tanto empenho do governo, nem a sociedade honesta e trabalhadora merece conviver com tamanha impunidade e medo, citou alguns exemplos bem claros: Maníaco do parque, Lindeberg, Suzane Richthofen, Beira Mar, Elias Maluco, etc. Eliminando os bandidos mais perigosos, os demais terão mais receio em praticarem seus crimes, isso refletirá imediatamente na segurança pública do país e na sociedade, principalmente na redução drástica com os gastos públicos em segurança. A longo prazo isso também reflete na cultura e comportamento de um povo.
Quantos reincidentes estão soltos assaltando e matando inclusive policiais. Basta!
E os intocáveis; "menores"  sabedores da impunidade são, muitas vezes, piores que adultos. Uma lei onde no seu artigo 1º;  Menor que cometer crimes previsto no Código Penal, deixará de ser "menor infrator"  e passará  a ser punido como adulto. Alguém duvida que irá diminuir crimes cometidos por "menores"?

2) PUNIÇÃO SEVERA PARA POLÍTICOS CORRUPTOS:
Fundamento: É estarrecedor saber que o Brasil tem o 2º maior índice de corrupção do mundo, perdendo apenas para a Nigéria, porém, comparando os dois países o Brasil está em uma situação bem pior, já que não pune nenhum político corrupto como deveria, o Brasil é o único país do mundo que não tem absolutamente nenhum político preso por corrupção, portanto, está clara a razão dessa praga (a corrupção) estar cada vez pior no país, já que nenhuma providência é tomada, na China, corrupção comprovada é punida com pena de morte ou prisão perpétua, além é óbvio, da imediata devolução aos cofres públicos dos valores roubados. O ministro chinês fez uma pequena citação que apenas nos últimos 5 anos, o Brasil já computou um desvio de verbas públicas de quase 100 bilhões de reais, o que permitiria investimentos de reflexo nacional. Ou seja, algo está errado e precisa ser mudado imediatamente.

3) QUINTUPLICAR O INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO:
Fundamento: Um país que quer crescer precisa produzir os melhores profissionais do mundo e isso só é possível quando o país investe no mínimo 5 vezes mais do que o Brasil tem investido hoje em educação, caso contrário, o país fica emperrado, aqueles que poderiam ser grandes profissionais,acabam perdidos no mercado de trabalho por falta da base que deveria prepara-los, com o tempo, é normal a mão de obra especializada passar a ser importada, o que vem ocorrendo a cada vez mais no Brasil, principalmente nos últimos 5 anos quando o país passou a crescer em passos mais largos.
Nos últimos doze anos houve aumentos de impostos e desinvestimento na educação, desestímulo à tecnologia e inovação.


4) REDUÇÃO DRÁSTICA DA CARGA TRIBUTÁRIA E REFORMA TRIBUTÁRIA IMEDIATA:
Fundamento: A China e outros países desenvolvidos como os EUA já comprovaram que o crescimento do país não necessita da exploração das suas indústrias e empresas em geral, bem pelo contrário, o estado precisa ser aliado e não inimigo das empresas, afinal, é do trabalho destas empresas que o país tira seu sustendo para crescer e devolver em qualidade de vida para seus cidadãos, a carga tributária do Brasil é injusta e desorganizada e enquanto não houver uma mudança drástica, as empresas não conseguirão competir com o mercado externo e o interno ficará emperrado como já é.

5) REDUÇÃO DE PELO MENOS 80% DOS SALÁRIOS DOS POLÍTICOS BRASILEIROS:
Fundamento: Brasil tem os políticos mais caros do mundo, isso ocorre pela cultura da malandragem instalada após a democrácia desorganizada que tomou posse a partir dos anos 90 e pela falta de regras no quesito salário do político. O político precisa entender que é um funcionário público como qualquer outro, com a função de empregar seu trabalho e seus conhecimentos em prol do seu país e não um "rei" como se vêem atualmente, a constituição precisa definir um teto salarial compatível com os demais funcionários públicos e a partir dai, os aumentos seguirem o salário mínimo padrão do país, na China um deputado custa menos de 10% do que um deputado brasileiro. A revolta da nação com essa balbúrdia com o dinheiro público, com o abuso de mega-salários, sem a devida correspondência em soluções para o povo, causa ainda mais prejuízos ao estado, pois um povo sentindo-se roubado pelos seus líderes políticos, perde a percepção do que é certo, justo, honesto e honrado.

6) DESBUROCRATIZAÇÃO IMEDIATA:
Fundamento: O Brasil sempre foi o país mais complexo em matéria de negociação, segundo Wen, a China é hoje o maior exportador de manufaturados do mundo, ultrapassando os EUA em 2010 e sem nenhuma dúvida, a China e os EUA consideram o Brasil, o país mais burocrata, tanto na importação, quanto exportação, além é claro, do seu mercado interno, para tudo existem dezenas de barreiras impedindo a negocição que acabam em muitas vezes barrando o desenvolvimento das empresas e refletindo diretamente no desenvolvimento do país, isso é um caso urgente para ser solucionado.

7) RECUPERAÇÃO DO APAGÃO DE INVESTIMENTOS DOS ÚLTIMOS 50 ANOS:
Fundamento: O Brasil sofreu um forte apagão de investimentos nos últimos 50 anos, isso é um fato comprovado, investimentos em infraestrutura, educação, cultura e praticamente todas as demais áreas relacionadas ao estado, isso impediu o crescimento do país e seguirá impedindo por no mínimo mais 50 anos se o Brasil não tomar atitudes fortes hoje. O Brasil tem tudo para ser um grande líder mundial, tem território, não sofre desastres naturais severos, vive em paz com o resto do mundo, mostrou-se inteligente ao sair ileso da grande crise financeira de 2008, porém, precisa ter a coragem de superar suas adversidades políticas e aprender investir corretamente naquilo que mais necessita.

8) INVESTIR FORTEMENTE NA MUDANÇA DE CULTURA DO POVO:
Fundamento: A grande massa do povo brasileiro não acredita mais no governo, nem nos seus políticos, não respeita as instituições, não acredita em suas leis, nem na sua própria cultura, acostumou-se com a desordem governamental e passou a ver como normal as notícias trágicas sobre corrupção, violência, etc, portanto, o Brasil precisa investir na cultura brasileira, iniciando pelas escolas, empresas, igrejas, instituições públicas e assim por diante, começando pela educação patriótica, afinal, um grande povo precisa amar e honrar seu grande país, senão é invevitável que à longo prazo, comecem surgir milícias armadas na busca de espaço e poder paralelo ao governo,ainda mais, sendo o Brasil um país de proporções continentais como é.
Institucionalizou-se à cultura  da "demência coletiva”  no povo brasileiro.

9) INVESTIR EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA IMEDIATAMENTE:

Fundamento: Proporcionalmente, o Brasil investe menos de 8% do que a China em ciência e tecnologia, isso começou a ter forte reflexo no país nos últimos 5 anos, quando o Brasil passou a crescer e aparecer no mundo como um país emergente e que vai crescer muito a partir de agora, porém, não tem engenharia de qualidade, não tem medicina de qualidade, tecnologia de qualidade, não tem profissionais com formação de qualidade para concorrer com os países desenvolvidos que encontram-se mais de 20 anos a frente do Brasil, isso é um fato e precisa ser visto imediatamente, pois reflete diretamente no desenvolvimento de toda nação.


10) MENORIDADE PENAL E TRABALHISTA A PARTIR DE 16 ANOS 
(o mundo está envelhecendo...):
Fundamento: O Brasil é um dos poucos países que ainda possuem a cultura de tratar jovens de 15 a 18 anos como crianças, não responsáveis pelos seus atos, além de proibi-las de oferecer sua mão de obra, isso é erro fatal para toda a sociedade, afinal, o Brasil, assim como a grande maioria dos paises, estão envelhecendo e precisam mais do que nunca de mão de obra renovada, além do que, essa contradição hipócrita da lei, serve apenas para criar bandidos perigosos, que ao atingirem 18 anos, estão formados para o crime, já que não puderam trabalhar e buscaram apenas no crime sua formação. Na China, jovens tem permissão do governo para trabalhar normalmente (não apenas como estagiários como no Brasil) a partir dos 15 anos, desde que continuem estudando e, sim, respondem pelos seus crimes normalmente, como qualquer adulto com mais de 18 anos.


Este texto foi retirado do Blog do jornalista Joelmir Beting da Rede Bandeirantes, segundo Joelmir, o texto não está na íntegra, já que não foi permitida a sua divulgação nos meios de comunicação, também, segundo o assessor que permitiu o "vazamento" do relatório da conversa com o primeiro ministro chinês, o governo brasileiro optou por não divulgar estas informações por não se tratarem da real missão do primeiro ministro ao Brasil, que era apenas para tratar de assuntos comerciais entre os dois países, mas como diz Joelmir, para bom entendedor, apenas isso basta, ou seja, não há interesse do governo em divulgar esses fatos, pois, para o PT e demais governantes, do jeito que o Brasil se encontra é exatamente o jeito que eles sempre sonharam, um país que reina a impunidade política e o povo não tem vez nem voz, até porque, essa cultura que o Sr. Wen tanto cita, é exatamente o que poderia causar problemas na atual política brasileira, portanto, um povo acomodado e que apenas assiste de camarote o corrupto sacar dinheiro do seu próprio bolso, é o sonho de qualquer criminoso do colarinho branco.
Joelmir Beting
Jornalista

 

domingo, 8 de abril de 2012

Não Negocie sem antes Avaliar



RECUPERAÇÃO DE UMA EMPRESA

Quando fui chamado pela primeira vez na minha vida para recuperar uma empresa, levei várias surpresas das quais até hoje me lembro com muita saudade.
Eu avaliava empresas, ou seja, compreendia perfeitamente o DNA financeiro de uma empresa. O fato de que anteriormente eu não tivesse a experiência de tentar recuperar uma empresa, não implicava que estaria impedido de fazê-lo pela primeira vez.  Se você caçava antes leões, porque seria um problema caçar antílopes?
O que as pessoas sabem é que quando uma empresa está torrando seu dinheiro lentamente, cedo ou tarde ela estará inadimplente.
Em quanto tempo o valor dela começará a se diluir?  Esta é uma pergunta que, se não é contestada com suficiente antecipação, o perigo iminente de desaparecer se faz presente.  O valor do qual estamos falando não se restringe ao valor contábil dos ativos da empresa, e sim, ao poder que a empresa tem de gerar lucros, em palavras mais precisas, gerar generosamente sobras de caixa.
O pai do dono da empresa foi a pessoa que me contratou.  Era um homem muito calmo, paciente e sábio, muito diferente do filho, jovem impaciente, pressionado com decisões de curto prazo, mas inteligente.  O problema era que a empresa não parava de consumir suas reservas, e eles pensavam que cedo ou tarde, a falência se apresentaria nos seus portões.
Na época eu estava terminando de preparar um trabalho teórico sobre finanças e não desejava perder a concentração, mas o desafio era sem dúvidas um mar de novas emoções.
Na noite anterior aceitei o convite e no dia seguinte parti para a empresa para começar a conhecer seus pormenores. Transitando até chegar à fábrica, uma só pergunta rondava na minha cabeça.  Porque a empresa gerava perdas?  A pergunta em princípio me parecia idiota.  Se esse era o problema que teríamos que resolver, portanto para que fazer de novo a pergunta?
Comecei a buscar uma outra pergunta que fosse a chave para resolver o meu problema.  Como fazer para virar a situação?  A resposta era óbvia.  Aumente a receita e reduza as coisas que se precisam para manter essa receita.  Pronto, já tinha a solução! Agora era só chegar à empresa, ver o que estava acontecendo com as vendas, e olhar em qual nível os custos e as despesas andavam.  Fantástico, tudo parecia simples.  Pela primeira vez estava enfrentando um novo desafio e já contava com uma solução bem provável.  Seria mesmo fácil.
Mais tarde me lembraria de aquela história de quadrinhos onde um personagem aviário, um condor dos Andes, chamado de “Condorito”, fazia o papel de resolver um problema que consistia em buscar uma forma de como neutralizar os submarinos inimigos que afundavam embarcações. Resolveu ele que se pudesse aumentar a temperatura do mar até os 80 graus Célsius, as tripulações dos submarinos não agüentariam, subiriam até a superfície e ali já seriam um alvo fácil. Os militares reclamariam da dificuldade do aumento da temperatura do mar, mas nosso amigo falou que ele encontrou a solução, ou seja, o que fazer.  O problema agora seria dos técnicos em como fazê-lo.
Eu achava também, assim como “Condorito” na estória de que seria aumentar as vendas e reduzir custos e despesas. Esse era o caminho, mas infelizmente não seria assim tão simples.  E os problemas começariam a se apresentar.  O primeiro não tardou muito a aparecer.
Chegando à portaria para me identificar, um caminhão estava na minha frente.  Esperei um pouco até sua passagem, mas ele não se movia.  Desci para ver o que estaria acontecendo, e tive a surpresa de ver o motorista perdendo a paciência esperando sua entrada na fábrica, e comentando de forma acalorada com o policial da portaria de que era uma mercadoria em devolução.  Parecia que o motorista era amigo da empresa que fazia essa devolução.
Retornei a meu carro, esperei o desenlace da portaria, pensei que a solução de vender mais estava longe de ser acionada com essa devolução, e torcia para que estas coisas não fossem rotineiras.  Identifiquei-me e prossegui às dependências da empresa.
Fui recebido efusivamente pelo pai e mais tarde o filho se apresentou para iniciar uma conversa informal sobre o estado da empresa.
Após ter escutado as explicações de ambos sobre vários pontos da empresa, passei a lhes dizer que o elemento mais importante a se controlar seria algo chamado de Fluxo de Caixa.  Algo parecido com a respiração de um ser vivo.  Se você tem Fluxo de Caixa você respira; se você não tem Fluxo de Caixa simplesmente você não respira.
Na realidade o Fluxo de Caixa era o dinheiro que pode ser tirado da empresa sem afetar sua funcionalidade.  Se em cada período você tira da Receita, as despesas que você precisa fazer para manter essas vendas, e tira também os pagamentos a vencer e os investimentos que pretende fazer, restaria apenas o dinheiro que sobraria para reinvestir no futuro ou ser retirado da empresa como dividendos.  Se esses dividendos são negativos, significaria que sua empresa corre perigo.  Se forem positivos, fique feliz que sua empresa tem valor e você poderá viver muito bem dela.
O filho me respondeu que se isso era tudo o que se teria a fazer, recuperar uma empresa seria uma coisa fácil.  Eu concordei mas não perdi a ocasião de lhe contar a história de nosso amigo “Condorito”.
Expliquei-lhe que se não aumentassem as vendas de forma crescente e lucrativa, a empresa continuaria a apresentar um Fluxo de Caixa negativo, e não tardariam a atingir a inadimplência. De outro lado, se não conseguissem reduzir as despesas, eliminando as desnecessárias, e reduzir os custos, comprando em melhores condições a matéria-prima, continuariam operando em terrenos perigosos.
O filho achou que o problema estaria resolvido com a conversa de duas horas que tivemos.  O pai achou que eu deveria trabalhar uma temporada com o filho.  E eu achei que poderia acompanhar uma vez por semana “treinando” os dois, pai e filho, para revisar e controlar esse Fluxo de Caixa, mas só durante um período de três meses.  E para deixar o filho mais a vontade, prometi que se não conseguisse recuperar a empresa, me demitiria absorvendo totalmente a culpa.
O desafio estava lançado.  O filho não perdeu um segundo em aceita-lo e o pai sentiu que o momento da verdade havia começado.
Na primeira semana tive que estar presente duas vezes.  Familiarizei-me com a operação da empresa e começamos a montar o fluxo de caixa.  A receita foi construída com novas formas de vendas e um estrito controle da qualidade para reduzir as devoluções.
Na segunda semana continuamos resgatando idéias de vendedores experientes e técnicos em produtos que ajudavam a apresentar novos serviços.  As vendas começavam a prometer melhores resultados.
Na terceira semana atacamos os custos. Buscamos matérias-primas de menores preços sem perder a qualidade e reduzimos todos os custos indiretos possíveis. O pai se mostrava satisfeito com os resultados atingidos até esse momento.  Todo o tempo sorria.
No final do mês metralhamos as despesas. Toda despesa que não fosse vital era descartada. Renegociamos com os bancos os empréstimos, passando de taxa de juros estratosféricas à taxas mais suportáveis.  Serviços que não se usavam e eram pagos foram também eliminados.
Na semana seguinte implantamos um sistema para recuperar parte da carteira perdida dos clientes de forma que pudéssemos cobrar dívidas antigas sem deixar de entregar pedidos importantes para eles.
Conseqüentemente, na medida em que passavam os dias, o Fluxo começava a se mostrar azul, e o sorriso do pai atingia de orelha a orelha cada vez que eu ia lhe perguntar alguma coisa.
Eu não perdia oportunidade de lhes explicar o porquê de determinadas coisas.  Seu funcionamento, seu relacionamento com outras áreas, seu cálculo, os resultados esperados.
No final do segundo mês a situação estava controlada.  O Fluxo atingia números azuis, mesmo que não fossem grandes, mas pelo menos eram positivos.
Venceu a razão, a constância e a paciência.
Eu estava me demitindo, e pai e filho encontravam mais pontos em comum que antes não desfrutavam.
Quando saí da portaria da empresa pela última vez, sabia que novas portas estariam se abrindo. Também confirmava que era possível colocar de novo nos trilhos uma empresa viável.

COMO RECUPERAR SUA EMPRESA

A falência de uma empresa é a morte de uma organização social, e não interessa a ninguém, e a Lei no 11.101, de 2005, proporciona alternativas para se manter funcionando uma empresa insolvente. 
 Não adianta, entretanto, se dispor de recursos legais para manter viva uma empresa, caso não se supere as dificuldades que a levaram a essa situação, sendo necessário associar a assistência jurídica com procedimentos administrativos que permitam a recuperação desejada.
 Pode-se assumir que na maior parte das vezes a insolvência não é desejada pelo empresário, muito pelo contrário, ele deve ter despendido o melhor dos seus esforços para que isso não acontecesse.
 O Art. 145, de referida Lei, dispõe que: "O juiz homologará qualquer outra modalidade de realização do ativo, desde que aprovada pela assembléia-geral de credores, inclusive com a constituição de sociedade de credores ou dos empregados do próprio devedor, com a participação, se necessária, dos atuais sócios ou de terceiros".
 Essa é uma disposição sábia, pois a figura do empresário é imprescindível para se viabilizar uma empresa e, a critério do julgador, a Lei permite que os antigos administradores sejam mantidos.  Uma empresa sem empresário é um avião sem piloto.
 Pode-se perguntar: qual a possibilidade de se recuperar uma empresa dirigida pelos que a levaram à insolvência?
 Essa é uma pergunta preconceituosa por encerrar nela o julgamento e condenação do empresário, como sendo ele o responsável para insolvência da empresa.  Fazer essa pergunta é o mesmo que atribuir sempre ao piloto a queda de um avião.
 Na maior parte das vezes esse empresário construiu a empresa com muito esforço e competência, mas não conseguiu superar as dificuldades determinadas por ter sua empresa, reduzido poder de compra e de venda, suportar uma carga tributária asfixiante e uma burocracia absurda, tendo uma relação com seus empregados eivada de preconceitos e potencialmente conflitante, sustentada por uma legislação trabalhista irreal e uma carga previdenciária insuportável.  
 Esse empresário não é um incompetente, é, isso sim, um herói que lutou bravamente contra tudo e contra todos, e lutou quase sozinho, pois seus colaboradores empregados não têm o sentido de "pertencimento" e o único risco que correm é o de perder o emprego.
 Certamente que recuperar uma empresa, mantida essa situação, é inviável, e como não se tem poder para alterar os óbices inerentes ao que se costuma chamar de "custo Brasil", só resta o caminho de modificar o que pode ser modificado, ou seja, a relação da empresa com seus colaboradores.
 A viabilidade de uma empresa insolvente, e as potencialmente insolventes por não operarem com lucro, passa pelo estabelecimento de uma relação moderna entre os que dirigem a organização e os que são responsáveis pelos processos inerentes a ela, sejam eles de transformação ou administração.
 A empresa deve ser uma equipe e os que trabalham nela ou para ela, parceiros.  Ser parceiro, significa correr riscos, mas também usufruir os resultados.  Ser parceiro, é ser tratado como adulto, ser respeitado, ter segurança, ter autonomia para decidir sobre o que lhe diz respeito e ter um sentido globalizante (sem feudos), e integrado (holístico).  A relação de parceria é, entretanto, incompatível com a de emprego.
 O empresário deve conduzir a empresa no meio onde ela está inserida, despreocupado com a operacionalidade dela, despreocupação essa que somente a verdadeira parceria pode assegurar.
 O papel de empresário é buscar negócios, atender de forma personalizada aos clientes, visitar fornecedores, conseguir inovações tecnológicas, atualizar-se, participar de associações empresariais, lutar para superar os obstáculos gerados pelo governo, e tantas coisas mais que ele geralmente não faz, por estar voltado para dentro de sua empresa, participando de reuniões improdutivas e preocupado com a necessidade de interferir no sistema operacional, sendo suas únicas atividades externas as de buscar dinheiro para suprir de recursos uma organização que não consegue sobreviver sem aportes externos de dinheiro.
 Recuperar uma empresa é geralmente possível, mas essa é uma tarefa que o empresário sozinho não pode realizar, mas pode ser feita no sistema de parceria.
Carlos Reinaldo Mendes Ribeiro

Como recuperar uma empresa em dificuldades

São muitas as empresas em dificuldades neste momento. Quando a economia entra em recessão, a maior parte começa por perder alguns clientes e sofrer prejuízos. Se não reagem antecipadamente, é quase certo que estas empresas entram numa espiral negativa: reduzem custos, endividam-se excessivamente e comprometem o futuro. Veja como pode inverter esta tendência.
É preciso estancar o problema
Nunca é tão importante conhecer os seus números por dentro e por fora como quando enfrenta uma situação de crise. O primeiro passo para recuperar uma empresa em dificuldades é reduzir custos de atividades que não precisa.
Neste ponto, ajuda ter um bom sistema de controle de gestão para identificar custos desnecessários mas se a sua empresa é pequena, será relativamente fácil pensar numa série de coisas de que não precisa realmente para manter a sua empresa a funcionar. Basta percorrer as contas de custos fixos numa série mensal e analisar as principais rubricas em detalhe para encontrar imediatamente o que pode fazer para reduzir custos.
As rubricas de custos mais questionáveis, se quer realmente tirar a sua empresa de uma situação difícil, são as despesas com automóveis, as despesas de representação, viagens e outras despesas supérfluas.
Cortar nestes custos tem uma dupla vantagem: não só reduz os custos com atividades sem grande valor acrescentado, como também reduz os custos com a tributação que incide sobre eles. São 10% adicionais que pode poupar.
Estancar o problema numa situação de crise, passa por reduzir a estrutura de custos de forma a voltar a equilibrar a conta de exploração. Se o problema é o mercado, então tem de gastar menos para voltar aos lucros.
Tem de dar o exemplo
Imagine o seguinte episódio real numa PME: a empresa acumula prejuízos há mais de seis meses seguidos, o proprietário decide cortar em despesas com publicidade e alguns serviços de apoio. Ao mesmo tempo, transmite aos seus 25 colaboradores que a empresa está a atravessar um período difícil e todos terão que fazer contenção de custos. Passado um mês decide comprar um novo Audi Q7. Ninguém o leva a sério no seu esforço de recuperar a empresa. Este empresário é um pateta e faria um bom serviço se se dedicasse a outra atividade que não passasse por gerir empresas, pessoas e recursos produtivos.
Dar o exemplo tem um efeito motivador nas pessoas. A maior parte dos colaboradores está disposta a fazer um esforço genuíno para ajudar a empresa se isso significar manter os seus postos de trabalho.  É fazer passar uma mensagem de que é possível fazer mais com menos e continuar a ser competitivo. As pessoas acreditam no que vêem.
Antes de despedir, pondere alternativas
Despedir pessoas pode ser uma daquelas decisões inevitáveis que qualquer gestor tem de tomar para manter uma empresa em funcionamento. Mas existem duas alternativas que minimizam os seus efeitos negativos: o outplacement e o layoff.
O outplacement é uma solução que funciona quando a empresa quer subcontratar uma determinada área, como por exemplo a logística, e quer evitar que os seus colaboradores percam o emprego. É possível transferir uma série de operações da empresa para o exterior, através de um serviço de outsourcing, ao mesmo tempo que os colaboradores continuam a trabalhar,  em alguns casos praticamente sem alterações (exceto quanto ao contrato de trabalho).
Foi o que fez uma empresa industrial que manteve os seus empregados de armazém nos mesmos postos de trabalho mas cedeu todas as operações logísticas a uma empresa externa.
O layoff é definido pelo Código de Trabalho como "a redução temporária do período de trabalho ou suspensão do contrato de trabalho, por iniciativa da entidade patronal, durante um período de tempo, na condição de tal medida se mostrar indispensável para a viabilidade econômica da empresa".
Esta é uma solução que funciona bem na maior parte dos casos mas que não pode ser implementada de qualquer maneira. Existe uma série de formalismos previstos na lei que a empresa terá de respeitar. Além disso, é possível combinar a redução do período de trabalho com formação profissional (financiada ou não).
Não comprometa o futuro da empresa
Muitas empresas confundem uma situação de crise com uma situação em que não têm condições estruturais para competir num mercado dinâmico. Por outras palavras, atravessar um período difícil pode não ser o mesmo que estar fora da jogada permanentemente.
Há uma função que nunca deve deixar de desenvolver: a capacidade para inovar. É como deixar de pedalar uma bicicleta. Pode não perder a velocidade imediatamente mas mais cedo ou mais tarde, vai acabar por cair.
O mesmo acontece nas empresas. Nunca pode deixar de estar perto dos seus clientes, procurar entender os seus anseios e necessidades para ser capaz de conceber novos produtos. Por isso é que muitas empresas falham, porque não percebem que nas situações de crise, é frequente as regras de jogo mudarem. Deixam de arriscar, deixam de criar novas soluções para os novos problemas, tentam insistir num modelo que, de repente, já não funciona.

sábado, 7 de abril de 2012

3 empresas abrem vagas em TI

São Paulo - Três empresas abriram vagas na área de TI. Veja abaixo os requisitos e o link para enviar os dados pessoais:
Tivit - A empresa abriu três vagas de analista de negócios sênior. Os profissionais deverão atuarão com background do projeto, CRM, migração do sistema Siebel para Salesforce, levantamento de requisitos, custos do projeto e documentação. A Tivit requer experiência em CRM, coordenação de pequenos projetos, análise e desenvolvimento de sistemas, levantamento de requisitos e necessidades e ensino superior completo na área de TI.
Cidade: Curitiba/PR
Acesse a página com os detalhes sobre esta vaga.
Soma - A empresa de desenvolvimento humano abriu 12 vagas para analista de sistemas de informação. A empresa requer ensino superior completo na área de TI, experiência em Maven para controle de dependências, cvs e de versões, Tomcat 6.0.2 e JBossSeam 2.2.0.
Cidade: Brasília/DF
Acesse a página com os detalhes sobre esta vaga.
Cummins Brasil - Há duas vagas abertas para supervisor de TI na empresa de automação industrial. O salário varia entre 7.500 e 10 mil reais mensais. A empresa requer ensino superior completo em TI, inglês intermediário e experiência na área. Todos os requisitos estão no site da vaga (veja abaixo).
Cidade: Guarulhos/SP
Acesse as páginas com os detalhes sobre esta vaga (clique aqui para ver a segunda página).
Para enviar os dados profissionais para as empresas é obrigatório criar um cadastro no site, que é gratuito.
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BMW revela supercarro i8 Concept Spyder

São Paulo - A BMW revelou oficialmente novas imagens do futurista i8 Concept Spyder, o terceiro modelo visionário da família i, depois dos conceitos i3 e i8. O protótipo, que será apresentado durante o Salão de Pequim, no final de abril, dá uma ideia do que esperar dos veículos ecológicos nos próximos anos.
O híbrido plug-in usa um motor a combustão de 1,5 litros e um motor elétrico, que juntos entregam 349 cavalos de potência. No visual, o esportivo chama atenção pelas portas com abertura em compasso, apenas dois lugares e ausência de capô, tudo contribuindo para um design mais leve. De acordo com a empresa alemã, a aceleração de 0 a 100 é realizada em 5 segundos e a velocidade máxima, limitada eletronicamente, chega a 250 km/h.
Concebido para dar ao proprietário mais economia de combustível com menos emissões do que um veículo padrão, o Spyder Concept i8 vem com três modos de condução: o "normal", que otimiza o uso de ambos os motores para conseguir a melhor relação entre baixo consumo de energia e performance; o modo "Eco Pro", que potencializa a economia, tanto de eletricidade como de gasolina; e o "sport", que potencializa a performance.
Segundo a BMW, é possível viajar até 30 quilômetros apenas no modo elétrico ao passo que no ciclo combinado o consumo de combustível fica em torno de 3 litros por 100 km. A bateria de íons de lítio que alimenta o motor elétrico pode ser recarregada em menos de duas horas numa tomada doméstica comum.
O vídeo abaixo mostra o novo supercarro da BMW em ação (este vídeo não será exibido em iPad e alguns tablets Android).

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