sábado, 7 de abril de 2012

Nokia ridiculariza a Apple com vídeos sobre o iPhone

São Paulo -- Depois de passar um bom tempo na defensiva, a Nokia parece ter resolvido atacar a rival Apple numa campanha publicitária viral. O site Smartphone Beta Test não traz o nome de nenhuma empresa, mas inclui vídeos com referências veladas à Apple.
Uma contagem regressiva nele aponta para o lançamento do smartphone Nokia Lumia 900 nos Estados Unidos, marcado para a próxima sexta-feira.
O nome Smartphone Beta Test tenta dar a impressão de que todos os smartphones atuais são aparelhos de teste, enquanto o verdadeiro produto final, o Lumia 900, estaria a caminho. Nos vídeos, pessoas discutem características de um smartphone supostamente falho. Elas agem de forma arrogante, no estilo "o usuário que se vire".
São vídeos propositalmente toscos, feitos de modo a dar a impressão de que foram gravados com uma câmera oculta. E o smartphone é mostrado sempre borrado, de modo que não fique claro de que aparelho se trata. Um dos vídeos aborda o conhecido problema da antena do iPhone 4, que tem a recepção prejudicada dependendo da maneira como o usuário o segura.
Death Grip
A falha ganhou o apelido de Death Grip (algo como "empunhadura mortal") nos Estados Unidos, nome que sugere que segurar o iPhone 4 da maneira errada "mataria" a ligação. Na prática, é muito raro haver perda da ligação por causa do Death Grip, um problema que não chega a incomodar a maioria dos usuários. Mas a Nokia aproveita a falha para atacar a rival. Outros vídeos abordam a suposta pouca durabilidade do iPhone e o fato de sua tela brilhante não oferecer boa visualização sob luz solar.

Uma busca no sistema de registro de domínios dos Estados Unidos mostra que o endereço smartphonebetatest.com pertence à empresa Domains By Proxy, baseada no Arizona. Trata-se de uma companhia especializada em registrar endereços da internet mantendo oculto o nome do cliente que solicitou o registro.
Segundo os números do Gartner Group, a Nokia continua líder no mercado geral de celulares. Mas ela perdeu a liderança nos smartphones e viu sua participação despencar em todos os segmentos do mercado. Hoje, considerando apenas os smartphones, a número um é a Apple.
Entre o último trimestre de 2010 e o mesmo período de 2011, o sistema operacional Symbian, da Nokia, caiu de 32% para 12% de participação. Já o Windows Phone, da Microsoft, que a Nokia emprega na nova linha Lumia, caiu de 3,4% para 1,9% no mesmo período. Ambos ficam muito atrás do Android, com 51% de participação no quarto trimestre, e do iOS, da Apple, com 24%.
Com a linha Lumia, que teve dois modelos lançados no Brasil em março, a Nokia tenta recuperar o terreno perdido para Apple e Samsung. O Lumia 900, que a Nokia apresente nos Estados Unidos nesta sexta-feira, será vendido em parceria com a operadora AT&T. Será o primeiro aparelho com Windows Phone da empresa feito para as redes celulares LTE, de quarta geração.
A Nokia é mais forte em países como China, Índia, Brasil e Rússia, os quatro maiores mercados para a empresa (em ordem decrescente de importância). No Brasil, seu faturamento cresceu 26% em 2011, atingindo 1,9 bihão de euros no ano. A Nokia também mantém boa presença na Europa, mas quase sumiu do mercado americano. Como se trata de um mercado obviamente estratégico, a empresa aposta alto no Lumia 900.  Confira, a seguir, o vídeo (em inglês) que faz referência ao Death Grip.

INFONotícias

Após demitir 2 mil, Yahoo! anuncia saída de executivo Blake Irving

SÃO PAULO - O chefe da divisão de produtos da Yahoo está deixando a empresa, à frente de uma grande reorganização com o objetivo de retomar a luta da empresa de internet para crescer.
A partida de Blake Irving, que um porta-voz do Yahoo confirmou, vem depois de a empresa ter anunciado seus cortes mais profundos de empregos em vários anos no início desta semana, com demissões de 2 mil funcionários.
Na terça-feira, o presidente-executivo da empresa Scott Thompson fará uma reunião com os funcionários sobre a nova estrutura de gestão da empresa, disse uma fonte da companhia à Reuters no início desta semana.
De acordo com uma fonte do Yahoo, Irving estava fora da empresa, e m férias, durante toda a semana, mesmo com o futuro de sua equipe e seu papel estando incertos.
Uma das empresas pioneiras da internet, o Yahoo viu a sua queda de receita nos últimos anos em meio à concorrência do Google Inc e Facebook.
Irving, ex-executivo da Microsoft, foi contratado em 2010 pelo ex-CEO do Yahoo, Carol Bartz, para supervisionar a área de consumidor do Yahoo e produtos de publicidade.
Bartz foi demitido por telefone em setembro e substituído alguns meses depois com Thompson, o ex-presidente do PayPal.
A notícia da partida de Irving foi relatada pela primeira vez pelo blog de tecnologia AllThingsD.com.
INFONotícias

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Celpa, do Grupo Rede, pede recuperação judicial


A Celpa é uma das distribuidoras com pior desempenho do Grupo Rede Energia e tinha uma dívida de curto prazo de 1,4 bilhão de reais


São Paulo - A Celpa, distribuidora de energia elétrica do Estado do Pará controlado pelo Grupo Rede Energia, entrou com pedido de recuperação judicial, informou a companhia em fato relevante nesta terça-feira.
"A despeito dos esforços da administração junto a credores e potenciais investidores, o pedido de recuperação judicial mostrou-se inevitável diante do agravamento da situação de crise econômico-financeira da Celpa e do imperativo de proteger a continuidade dos serviços públicos por ela prestados", informa a empresa.
Segundo o comunicado a medida visa proteger o valor dos ativos da Celpa, atender aos interesses dos credores, na medida dos recursos disponíveis e manter a continuidade das atividades da companhia.
A Celpa é uma das distribuidoras com pior desempenho do Grupo Rede Energia e segundo o balanço patrimonial fechado em setembro de 2011, tinha uma dívida de curto prazo de 1,4 bilhão de reais e de longo prazo também no mesmo valor.
Uma fatia de 54 por cento do acionista majoritário da Rede Energia, Jorge Queiroz Jr, está a venda em uma operação da qual o grupo AES e a a chinesa State Grid já desistiram, diante dos riscos regulatórios e do preço pedido pela participação.
A CPFL ainda estaria conversando com o grupo, segundo fontes, mas analistas chegaram a afirmar que a venda desmembrada dos ativos de distribuição poderia atrair mais interessados.
A Rede Energia também convocou uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para 19 de março, na qual serão discutidas contratações de assessorias especializadas para propor alternativas à superação da crise econômico-financeira da companhia.
O pedido de recuperação judicial ocorre no momento em que empresas do setor de distribuição discutem os efeitos das novas regras do terceiro ciclo de revisão tarifária em suas receitas, com expectativa de que haja redução.
A Celpa, no entanto, não deu detalhes, sobre se esse fator teria ajudado a motivar o pedido de recuperação judicial.
Exame

Como investir em um fundo-abutre


Fundo aberto a pessoas físicas que planeja lucrar com a recuperação de empresas com sérias dificuldades financeiras deve iniciar captação de recursos nas próximas semanas

São Paulo - Investidores dispostos a diversificar por meio de aplicações de altíssimo risco e com bom potencial de rentabilidade têm como opção os fundos que investem diretamente em empresas, ou Fundos de Investimento em Participações. Embora restritas, já existem algumas oportunidades para o investidor pessoa física que tenha uma boa quantia para aplicar. É o caso do fundo-abutre que vai ser lançado pela Corporate Consulting, consultoria especializada na gestão e reestruturação de empresas em crise.
Ainda sem registro na CVM - o que só deve ocorrer daqui a mais ou menos um mês - o futuro fundo captará 20 milhões para investir em até 30 empresas em recuperação judicial ou em processo de expansão. "A ideia do fundo é entrar em empresas estressadas, onde é melhor que o capital não fique nas mãos de gestores que as levaram à crise", explica Luiz Alberto Paiva, sócio-diretor da Corporate Consulting.
Este será o primeiro fundo montado pela Corporate. A consultoria já conduziu 136 processos de recuperação judicial de empresas localizadas nos estados de São Paulo e da região Sul do Brasil. Até agora, a atividade da consultoria concentrava-se em assumir a gestão e a reestruturação das companhias, captando recursos de instituições financeiras e outros fundos. Dentro desta modalidade são atualmente 18 empresas. Agora, a ideia é fazer o mesmo com recursos próprios e de outros investidores interessados. "Isso vai reduzir os custos de captação", observa Paiva.
Três empresas já foram aprovadas para receber recursos do novo fundo. A engarrafadora de água mineral Lindoyana, localizada em Águas De Lindoia (SP), e a Metalúrgica Monte Castelo, de Erechim (RS), estão em recuperação judicial. A terceira empresa é a centenária metalgráfica Trivisan, localizada no Paraná, uma das maiores fabricantes de latas para o setor de tintas. A questão dessa companhia não é uma recuperação judicial, mas sim um plano de expansão para modernizar seu parque industrial.
Essas são apenas as primeiras empresas a serem contempladas pela nova empreitada. A intenção da Corporate é reduzir o risco da aplicação por meio da diversificação, selecionando até 30 empresas, de diferentes setores, mas sempre com faturamento entre 30 e 50 milhões de reais. A maioria, no entanto, deve ser do setor industrial. Os investimentos irão desde um aporte minoritário até o controle com participação máxima de 60%. "Emitiremos um relatório mensal de cada negócio para os cotistas acompanharem o trabalho. Hoje nós assumimos a gestão inteira da companhia, sua direção e sua área financeira", explica Paiva.
Como investir
O fundo da Corporate será aberto a qualquer tipo de investidor, mas o tíquete de entrada é bastante alto, de 500.000 reais. Na prática, o valor do aporte inicial acaba restringindo o público aos investidores qualificados - aqueles que têm ao menos 300.000 reais em aplicações financeiras. Principalmente se for levado em conta que um fundo desse tipo deve ser uma alternativa de diversificação, dado o alto risco e suas restrições de liquidez.
Cada cotista vai se tornar, na realidade, um debenturista, pois receberá em debêntures a sua parte das cotas. A remuneração é fixada em 120% do CDI para quem ficar até o final do prazo de investimento, que é de cinco anos. Este não é um percentual impossível de se conseguir por meio do investimento direto em debêntures, por exemplo, mas o fundo promete ainda repartir entre os cotistas 20% de sua rentabilidade ao final do período. É possível resgatar o investimento antes do término do prazo, mas evidentemente a rentabilidade ficará comprometida. A taxa de administração é de 2% ao ano. 
"Após atingir o patrimônio de 20 milhões, o fundo será fechado. Após o prazo de cinco anos, provavelmente será possível migrar os recursos para um novo fundo, uma vez que pretendemos abrir outros no futuro", diz o sócio-diretor da Corporate. Ele ressalta que, apesar de o fundo ainda não estar aberto para captação, os interessados já podem entrar em contato com a Corporate e deixar seu desejo catalogado.
Exame

Hora do planeta: apagar as luzes, mas ligar os smartphones


A aposta do evento em redes sociais é uma ideia talvez não tão brilhante quanto a tela em que ela aparece, esta sim, voraz por energia

Paris - Para incentivar os terráqueos a apagarem suas luzes, no sábado, e salvar um pouco o planeta, os organizadores do a "Hora do Planeta" apostam nas redes sociais, uma ideia talvez não tão brilhante quanto a tela em que ela aparece, esta sim, voraz por energia.
A cada ano, de Sydney a Los Angeles, governos, empresas e população, cada vez mais numerosos, mergulham na escuridão por uma hora para demonstrar sua vontade em combater o aquecimento global, um apelo do WWF.
O novo ato está programado para sábado às 20h30 locais para fazer melhor do que o ano passado, quando 5.200 cidades em 135 países participaram.
A intenção é prolongar a ação para além dos 60 minutos simbólicos, os organizadores incentivam os mais motivados a acompanhar as redes sociais: seguir as novidades no Facebook, compartilhar seus compromissos no Twitter ou produzir vídeos para posar no Youtube.
Esta é a armadilha: todas as tecnologias geram também sua quota de CO2, necessária na utilização de smartphones, tablet ou PC, vorazes por energia.
A cada incursão na web, emitimos CO2 indiretamente: a de combustíveis fósseis queimados para produzir e recarregar nossos dispositivos, mas também para alimentar inúmeros servidores que armazenam os dados.
Difícil é medir com precisão este impacto, mas um estudo realizado em 2008 pela empresa Bio Intelligence Service atribuiu ao setor de tecnologia cerca de 2% das emissões de gases do efeito estufa em todo o mundo, o equivalente ao setor aéreo.
Um simples envio, recebimento e armazenamento de e-mails por um empregado de uma empresa francesa de 100 pessoas gera, por exemplo, 13,6 toneladas equivalentes de CO2, segundo a Agência Ambiental para Gestão de Energia (ADEME).
Por comparação, as emissões anuais por habitante na França é de 6 toneladas.
Em 2009, o Times havia provocado polêmica ao afirmar, a partir do trabalho de um pesquisador de Harvard, que duas buscas no Google geram em média 14g de CO2, tanto quanto o ato de aquecer uma chaleira. A empresa afirmou imediatamente que, de acordo com seus próprios cálculos, uma pesquisa não "pesa" mais do 0,2g.
Em outubro, o Facebook anunciou a escolha de uma cidade do norte da Suécia, Luleaa, para construir seu primeiro centro de armazenamento de dados na Europa, o terceiro no mundo.
O clima ameno é um atrativo da cidade na medida em que "o esfriamento dos servidores é um grande problema para os centros de armazenamento de dados", explicou a empresa, que foi alvo de críticas do Greenpeace.
No Twitter, plataforma que vê passar 340 milhões de mensagens de no máximo 140 caracteres por dia, cada mensagem "pesa" cerca de 0,02 g de CO2, informou no ano passado, Raffi Krikorian, diretor da infra-estrutura do site, em um comentário postado na internet. "Nós podemos fazer melhor", assegurou.
Os organizadores da Hora do Planeta reconhecem que pensaram muito antes de decidir investir na tela em nome da luta contra o aquecimento global.
"No geral, acreditamos que a capacidade de construir uma campanha digital e de se envolver com pessoas de todo o planeta é um dos pontos fortes da tecnologia", disse Andy Ridley , co-fundador e diretor-executivo da operação.
"É importante notar que o objetivo da Hora do Planeta não é o quanto as emissões serão evitadas durante aquela noite, acrescenta, mas sim para envolver os indivíduos, organizações e governos no sentido de um objetivo maior para garantir um futuro sustentável ..."
Le Monde

Renova pede R$ 1 bi ao BNDES para 15 parques eólicos


Empréstimo servirá para a construção de parques eólicos cuja energia foi contratada nos leilões de 2010 e 2011

São Paulo - A Renova Energia entrou com pedido de empréstimo de aproximadamente RS 1 bilhão junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e social (BNDES) para o financiamento à construção de 15 parques eólicos cuja energia foi contratada nos leilões de 2010 e 2011 e que vão consumir RS 1,4 bilhão de investimentos.
Segundo o presidente da companhia, Ricardo Delneri, a expectativa da companhia é assinar o contrato até agosto. O cronograma da companhia prevê que a construção dos parques se inicie em setembro.
Delneri também disse que a Renova cadastrou 211 MW em projetos para os próximos leilões de energia nova (A-3 e A-5, marcados para junho e agosto). Ele ressaltou porém que a carteira de projetos está cheia e que a empresa atualmente está focada na expansão do contratos com o mercado livre.
Exame

CPFL investirá R$ 13,8 mi em projeto de geração solar


Os painéis serão instalados em uma área de 13,7 mil metros quadrados, na Subestação Tanquinho, em Campinas

São Paulo - A CPFL Energia informou nesta quarta-feira que vai investir R$ 13,8 milhões em um projeto de geração solar com painéis solares fotovoltaicos. Conforme a companhia, a iniciativa foi aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em dezembro passado e atualmente está em fase pré-projeto, especificação para contratação de fornecedores.
Os painéis serão instalados em uma área de 13,7 mil metros quadrados, na Subestação Tanquinho, em Campinas (SP), onde deve ser gerado aproximadamente 1,6 gigawatts-hora (GWh) por ano. A previsão é de que o projeto entre em operação até fevereiro do ano que vem.
O projeto foi cadastrado no Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) Estratégico "Arranjos Técnicos e Comerciais para Inserção da Geração Solar Fotovoltaica na Matriz Energética Brasileira" lançado no ano passado pela Aneel visando fomentar a tecnologia fotovoltaica no Brasil.
A CPFL pretende utilizar diferentes tipos de painéis na Subestação Tanquinho, considerando as tecnologias tradicionais de silício mono e poli cristalinos e tecnologias promissoras, os chamados "filmes finos", que têm sido utilizadas em países com clima semelhante ao Brasil, por se adequarem melhor a localidades onde a temperatura é mais elevada. Também serão testados arranjos de painéis fixos e móveis (que acompanham o sol), e a integração da energia solar com a energia eólica, por meio da inclusão de um aerogerador de pequeno porte. Segundo a companhia, a ideia é verificar qual tecnologia se comporta melhor nas condições climáticas brasileiras.
A empresa pretende, ainda, com o projeto, estudar o impacto da conexão desse tipo de geração para o consumidor final em termos de qualidade, segurança, confiabilidade e viabilidade econômica, de olho no potencial de crescimento da energia distribuída no País, uma vez que o governo vem trabalhando na regulamentação desse segmento.
A CPFL Energia destacou que investe, anualmente, perto de R$ 32 milhões em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento no âmbito do Programa P&D da Aneel e que atualmente possui 55 projetos em andamento, por meio de contratos que perfazem R$ 140 milhões.