terça-feira, 13 de março de 2012

Opinião: quatro recursos que queremos ver no iPad 4

Apesar das novidades, modelo mais recente do tablet não trouxe tudo o que era esperado; veja o que deveria ser incluído na próxima versão

Apesar de a Apple ter lançado há pouquíssimo tempo o novo iPad, nunca é cedo demais para começar a pensar sobre o futuro, ou seja, o iPad 4. Por mais impressionante que o dispositivo pareça, a empresa deixou um gosto de “quero mais” entre seus consumidores. Mesmo trazendo novidades como Retina Display e suporte à conexão 4G LTE, muitos desejos dos usuários ficaram de fora da lista. Veja alguns recursos que gostaríamos que a próxima geração do tablet trouxesse.
1. SiriO novo iPad possui suporte para comandos de voz, e isso é muito bom. Mas isso realmente se compara a ter um assistente pessoal capaz de aprender seus padrões de voz e produzir respostas baseadas no tom de voz normal do usuário? É excelente termos um tablet que possui ferramentas de ditado, porém também gostaríamos que esse aparelho desse rotas, marcasse compromissos e fosse responsável por outros aspectos importantes em nossas vidas. 
2. Um dock com tecladoMesmo que o iPad se torne realmente o símbolo da era “pós-PC”, ele poderia utilizar algumas capacidades do computador pessoal. É por isso que gostaríamos de ver a Apple seguir o caminho de algumas companhias como a Asus e a Novera e oferecer uma dock de laptop opcional para o iPad, que permita utilizar o aparelho como se fosse um computador. 
Apesar de as chances de a companhia fazer isso serem pequenas, especialmente porque equipamentos híbridos do tipo PC/tablet ainda não são muito comuns no mercado, seria um bônus muito interessante, principalmente no mundo corporativo. 
3. Versões menores e mais baratasO tamanho do iPad não está necessariamente ruim, visto o sucesso do produto no mercado, então a Apple não tem razão para mudá-lo. Ao mesmo tempo, não dá para negar que tablets com telas de sete polegadas possuem vantagens distintas, principalmente pela habilidade de guardá-los em bolsas ou mesmo em casacos. E ainda que a Apple não tenha sofrido financeiramente ao manter os preços que sugeriu desde o início, não há dúvidas de que um tablet de 300 dólares da empresa iria vender assustadoramente e acabaria com todas as chances do Kindle no mercado. 
4. Conectividade Wi-Fi 802.11u com suporte para Certified PassPointIsso seria uma novidade e tanto, já que o PassPoint foi anunciado há pouco tempo pela Wi-Fi Alliance, porém não houve tempo para que os fabricantes pudessem acompanhar o progresso do recurso, que seria mais útil nos EUA, pelo menos por enquanto. 
Para quem não sabe, a tecnologia PassPoint cria uma base de dados de hotspots Wi-Fi e permite ao usuário acessar à Internet de qualquer lugar que faça parte do programa. O que é melhor ainda é que não é necessário fornecer nenhum login ou informações ou de cobrança, já que o programa possui suporte para autenticação baseada em SIM (Subscriber Identity Module, ou módulo de identidade do inscrito, em tradução livre).
Isso permitiria que diferentes operadoras pudessem firmar acordos e fazer com que seus  usuários se conectassem a hotspots de uma empresa ou outra, independente de qual seja a sua, e sem fornecer nenhum tipo de login. Se essa tecnologia fosse integrada com sucesso ao iPad, ele seria um caso móvel de absoluto sucesso.
Macworld 




segunda-feira, 12 de março de 2012

Aposentar-se com R$ 2.500 ao mês é mais difícil do que parece


Diretor do Itaú diz que quase todos os brasileiros vão receber muito menos que o teto de R$ 3.916,20 do INSS e explica o que fazer para garantir uma renda mais gorda

São Paulo - A legislação brasileira estabelece que o teto das aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aos trabalhadores da iniciativa privada é de 3.916,20 reais por mês, mas, para Osvaldo Nascimento, diretor-executivo do Itaú para previdência e investimentos de pessoas físicas, o que a imensa maioria dos brasileiros vai receber é muito menos do que isso. Devido aos diversos redutores estabelecidos pela mesma legislação, pouquíssima gente vai ganhar mais do que 2.500 reais quando se aposentar.
Para entender os motivos que levam ao achatamento das aposentadorias, é preciso compreender, em primeiro lugar, as regras do INSS para a concessão dos benefícios. A legislação brasileira estabelece que homens e mulheres podem se aposentar com ao menos 35 e 30 anos de contribuição à Previdência, respectivamente. O benefício pode ser concedido mesmo para uma trabalhadora de apenas 45 anos que trabalhou e contribuiu desde os 15, já que não há uma idade mínima para aposentadoria como em outros países.
Nesse caso, entretanto, a aposentadoria será reduzida pelo chamado fator previdenciário. Na prática, o fator previdenciário pune quem para de trabalhar muito cedo porque, quanto mais jovem é a pessoa, maior será a redução. Nesse caso, o tempo também joga contra os assalariados. Para tornar a definição de jovem mais objetiva, o cálculo do fator previdenciário leva em consideração a expectativa média de vida dos brasileiros. Então, quanto mais as pessoas vivem (e a cada ano elas vivem mais), maior será o fator de redução dos benefícios.
A outra opção para se aposentar no Brasil é por idade. Brasileiras com mais de 60 anos têm direito ao benefício ao parar de trabalhar enquanto o limite para os brasileiros é de 65 anos. No entanto, todas as pessoas que se aposentam por idade e contribuíram menos de 30 anos com a Previdência Social terão um redutor no benefício.
A regra mais difícil de ser atendida para obter uma aposentadoria pelo teto, no entanto, é a que estabelece a forma de cálculo do benefício. Só tem direito a uma aposentadoria de 3.916,20 reais quem tiver arcado com o pagamento do valor máximo mensal de contribuição ao INSS (hoje 430,78 reais para trabalhadores da iniciativa privada) durante 80% da vida ativa.
Isso significa que mesmo quem ganha um salário alto hoje não ganhará o teto do INSS se tiver recebido uma remuneração baixa durante muitos anos. "É por tudo isso que pouquíssimos trabalhadores vão se aposentar com uma renda superior a 2.500 reais por mês se não complementarem a aposentadoria", diz Nascimento.
Reformas
Para o executivo do Itaú, o futuro não deve reservar surpresas positivas a quem confiar apenas nos benefícios do INSS. A Câmara acaba de aprovar uma reforma previdenciária que estabelece que novos servidores públicos perderão o direito à aposentadoria integral e também passarão a receber no máximo o teto do INSS para os trabalhadores da iniciativa privada. Quem quiser ganhar mais do que isso quando pendurar as chuteiras terá de contribuir com um dos três fundos (um do Executivo, um do Legislativo e outro do Judiciário) que serão constituídos para engordar a aposentadoria dos novos servidores.
Os fundos têm regras atrativas. Para cada real que o trabalhador poupar, o governo será obrigado a contribuir com outro real. O benefício vale para contribuições equivalentes a até 8,5% do salário. A criação dos fundos é uma compensação para os novos servidores públicos, já que hoje a aposentadoria integral garante uma aposentadoria tranquila para muitos funcionários públicos. Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser aprovado pelo Senado e depois sancionado pela presidente Dilma.
Nascimento, do Itaú, acredita não apenas que esse projeto vai virar lei como também que haverá outras reformas da Previdência nos próximos anos. O passo seguinte do governo deve ser a criação de uma idade mínima para a aposentadoria no Brasil de forma a equiparar a legislação local com a de diversos países desenvolvidos. Isso é necessário para evitar que a longevidade da população mundial quebre o sistema de previdência. "As pessoas vão viver cada vez mais. Já há cientistas desenvolvendo órgãos artificiais para substituir partes do corpo humano que sejam afetadas por doenças", diz.
Em algum momento, o executivo do Itaú também prevê que as mulheres percam o direito a se aposentar mais cedo que os homens. Esse direito foi garantido às mulheres com a justificativa de que elas fazem dupla jornada de trabalho, uma na empresa e outra em casa. Mas cada vez maior é o numero de homens que também ajuda a cuidar da casa e dos filhos. Como a expectativa de vida das mulheres é superior em praticamente todos os países do mundo, elas demandam mais dos cofres da Previdência. "Acredito que haverá a equalização da idade mínima da aposentadoria em algum momento no futuro."
Outra mudança vista como provável pelo executivo é a redução do teto de 3.916,20 reais por mês. Em moeda americana, a aposentadoria máxima brasileira corresponde hoje a mais de 2.200 dólares. "Nem o Social Security americano garante um valor alto como esse para eles", diz.
O valor elevado das aposentadorias brasileiras traz duas consequências. O governo brasileiro acaba gastando mais com idosos do que com educação ou infraestrutura e há um claro desincentivo aos produtos de previdência complementar - o que é exatamente o oposto do modelo americano.
Renda extra
Mesmo que não haja mudanças nas regras atuais, poupar para a aposentadoria costuma ser uma medida previdente. Muita gente que consegue a proeza de se aposentar pelo teto do INSS não conseguirá manter o atual padrão de vida quando parar de trabalhar. O problema é que as pessoas não tratam a previdência como algo urgente. "Dos cerca de 20 milhões de clientes do Itaú, só 800.000 possuem um plano de previdência complementar."
Os melhores planos de aposentadoria são semelhantes ao que deve começar a valer para os novos servidores públicos. Chamados de patrocinados, esses planos preveem que a empresa participe da contribuição para a previdência do funcionário sempre que ele também concorde em poupar parte do salário. No caso dos servidores públicos, a ajuda do governo será de até 8,5% do salário do servidor, mas esse percentual varia de empresa para empresa.
Os bancos participam desse jogo com os planos de previdência complementar, conhecidos como PGBL e VGBL, que não são tão vantajosos quanto os fundos patrocinados. O grande trunfo desses produtos são as vantagens tributárias. Os planos PGBL são indicados para quem entrega a declaração completa do Imposto de Renda porque permitem adiar o pagamento do tributo e fazer o dinheiro que iria para o governo render juros durante muitos anos. Se o investimento for de longo prazo, a alíquota quando a pessoa tiver de pagar o imposto também será bem menor do que se o tributo fosse pago agora.
Já nos planos VGBL a vantagem tributária é menor, mas também existe. Fundos de renda fixa ou multimercados normais são tributados com o come-quotas, uma antecipação do pagamento do IR cobrada a cada seis meses. Já nos fundos VGBL, não há come-quotas. Isso significa que o dinheiro rende juros antes de ser recolhido pelo Fisco (clique aqui e veja os detalhes das regras). É importante lembrar que a vantagem tributária dos VGBL só existe para investimentos com prazo de oito anos ou mais. Resgates antecipados causam prejuízo para o investidor.
Outra vantagem dos VGBL é os benefícios na transmissão de herança. Quando o poupador morrer, o dinheiro que ficará para os herdeiros escolhidos não irá para o inventário - escapando do pagamento de honorários advocatícios.
A compra dos planos de previdência, no entanto, deve ser muito bem estudada para que o investidor não acabe pagando mais impostos do que o necessário. Fazer a escolha correta é tão importante que o Itaú resolveu juntar em uma única diretoria as áreas de previdência e investimentos para pessoa física. "Só queremos vender planos de previdência para quem terá benefícios ao adquiri-los. Se não é esse o caso, aconselhamos o cliente a comprar outro fundo de investimento", diz Nascimento.
Exame

Transição para economia verde pode ser atrasada por crise


É a opinião do secretário-geral da Rio+20, que acredita que conferência pode ficar em segundo plano para líderes de alguns países devido a problemas econômicos internos

Brasília - O secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio 20), Sha Zukang, disse hoje (9) que a crise internacional pode atrasar a implementação de uma economia verde em alguns países.
"Ainda não conseguimos nos livrar da sombra das crises financeiras. A transição para uma economia verde, principalmente para os países em dificuldade, vai precisar de um compromisso maior, muito forte, e mais ajuda dos desenvolvidos. É uma questão internacional que pode criar, talvez, um atraso na implementação da economia verde", disse Zukang em entrevista coletiva no Ministério do Meio Ambiente. Ele visita o Brasil para tratar da logística da Rio 20, que será realizada em junho.
Para o secretário-geral, a conferência pode ficar em segundo plano para líderes de alguns países devido a assuntos internos. Ele citou, como exemplo, o período eleitoral nos Estados Unidos. "Em ano de eleições, as grandes figuras políticas estão muito preocupadas com o pleito para tratar de outros assuntos. Mas digo a eles que não se preocupem. Sustentabilidade é uma questão que deve unir oposição e situação. O desenvolvimento sustentável é o futuro que queremos", comentou.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que as eleições em outros países não devem atrapalhar a presença de chefes de estado na Rio 20. Até o momento, 79 delegações confirmaram presença. Entretanto, o objetivo é que a conferência seja de decisões concretas e não apenas de debate. "Não é uma conferência para carimbar documentos e dizer que aprovamos. Queremos caminhos concretos, de resultados", destacou.
O secretário ainda comentou a declaração do secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jerome Valcke, de que o Brasil precisaria de um "chute no traseiro" para agilizar as obras da Copa de 2014.
"Quando se tem um país que organiza três grandes eventos - Rio 20, Copa do Mundo e Olimpíadas - as críticas são naturais. Não é nada de anormal", disse lembrando que quando o seu país, a China, sediou as Olimpíadas, recebeu diversas delegações que também criticaram as obras. "É o trabalho deles", acrescentou.
Exame

As previsões dos anos 50 para a TI e ciência de hoje



São Paulo - Um artigo científico escrito na década de 50, intitulado como "Cheer Up! World Will Be Wonderful Fifty Years From Now" (Sorria! O Mundo Será Maravilhoso Daqui 50 Anos), se dedicou a colher previsões de como seria o futuro a partir do então místico ano 2000.
Como esperado, o artigo revelou que os futuristas da época tinham a visão de que o mundo estaria mais próximo do contexto do clássico "Os Jetsons" do que de fato está. Originalmente publicado pelo jornal diário Delta-Democrat Times (fundado em 1938 e em atividade até hoje), o texto foi revisitado pelo blog Paleofuture, da respeitada Smithsonian Magazine.
EXAME.com selecionou algumas previsões dos cientistas da época no que diz respeito à tecnologia e ciência. Bom, algumas ainda estão longe de se tornarem reais, enquanto outras parecem interessantemente concretizadas, ao menos em partes.
Confira abaixo:
Viajar da Terra para outros planetas será normal
Para começar a onda de previsões, uma que ainda está bem longe de se concretizar, mesmo já tendo iniciativas com esse objetivo. Especialmente por parte do bilionário Richard Branson, fundador da Virgin Galactic - braço da companhia aérea que se dedica à exploração espacial. A previsão no artigo veio através do cientista Wernher von Braun que trabalhou no desenvolvimento de foguetes para a Alemanha (sim, na época nazista) e Estados Unidos.
Estações espaciais em órbita da Terra
Sim, de acordo com o Herr Braun, para que humanos pudessem viajar com tranquilidade entre os planetas, seria necessária a construção satélites artificiais. Eles seriam espécie de luas, por exemplo, na atmosfera terrestre e que serviriam de base para os viajantes.
Ainda no espaço, os humanos que estiverem passeando por lá estariam acompanhando tudo o que acontece nos arredores da Terra com uma visão privilegiada, para dizer o mínimo. Então, poderiam aproveitar para vigiar o planeta, de olho em atividades anormais que pudessem perturbar a paz terrena.
Energia solar será a fonte do futuro
Uma previsão mais pé no chão, especialmente considerando que energia solar já é vista como alternativa real aos combustíveis fósseis. Ou seja, ela tem seu espaço, mas ainda não está condições de abastecer o mundo inteiro. No artigo, o responsável por essa previsão foi o então presidente da Universidade de Harvard, James Bryant Conant.
E ele foi além da energia solar: além de prever que se transformaria em fonte de energia, Dr. Conant declarou que, até o ano 2000, a energia nuclear se provaria um fracasso. Mais um ponto de polêmica em sua previsão pois este tipo de energia ainda é amplamente usada. Apesar dos riscos (os cidadãos de Fukushima, no Japão, que o digam) tal fonte deve continuar em uso por um bom tempo.
A maior parte das doenças humanas já terá cura
Tudo bem que a humanidade ainda enfrenta desafios nesse sentido, especialmente com doenças como câncer, por exemplo, ainda sem cura. É impossível não reconhecer que a medicina atual tem condições de lidar com esta doença, contribuindo para garantir que se mantenha sobre controle.
Em suma: a qualidade de vida de alguém que enfrenta qualquer doença que seja, atualmente, mesmo que ainda sem cura, é muito melhor que há 50 anos. 
INFONotícias

Ecad admite erro ao cobrar por vídeos ´embedados´

São Paulo - O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) manifestou-se pela primeira vez, neste sábado, sobre as críticas que vem recebendo desde que iniciou a cobrança de direitos autorais por vídeos ´embarcados´em blogs.
Há uma semana, blogs que ´embedam´ vídeos de músicas do YouTube em suas páginas foram acionados pelo Ecad para que recolham os direitos autorais de uso das canções.
A atitude causou uma rápida reação do Google que, em nota, afirmou que o Ecad não tem o direito de efetuar tal cobrança e classificou a atitude do escritório arrecadatório como uma "ameaça à liberdade na internet".
O Google apoia sua argumentação no fato de existir um acordo assinado entre as partes em que o Ecad se compromete a não cobrar terceiros por vídeos embedados.
Em sua resposta, o Ecad classificou a cobrança como "um erro de interpretação operacional" e um fato "isolado". Em nota, o Ecad, admite o acordo com o Google e revela que o termo assinado possui uma cláusula que permitiria ao escritório cobrar sim direitos autorais de blogs, porém com aviso prévio ao Google, o que não ocorreu.
O escritório defende que agiu em favor dos artistas. Veja abaixo a íntegra do comunicado do Ecad.

 - Ecad, tendo em vista a manifestação do Google Brasil/Youtube, vem a publico esclarecer que:

1 - O Ecad nunca teve a intenção de cercear a liberdade na internet, reconhecidamente um espaço voltado à informação, à difusão de músicas e demais obras criativas e à propagação de ideias.
A instituição também não possui estratégia de cobrança de direitos autorais voltada a vídeos embedados. Explica que, desde 29 de fevereiro, as cobranças de webcasting estavam sendo reavaliadas e que o caso noticiado nos últimos dias ocorreu antes disso. Mesmo assim, decorreu de um erro de interpretação operacional, que representa fato isolado no universo do segmento. Em 2011, foram distribuídos 2,6 milhões de reais do segmento de mídias digitais beneficiando 21.156 compositores, músicos, artistas, produtores de fonogramas e editoras musicais.
2 - Há cerca de dois anos, Ecad e Google mantém firmada uma carta de intenções que norteia o relacionamento entre as organizações. No documento está definido que é possível o Ecad fazer a cobrança das músicas provenientes de vídeos embedados desde que haja notificação prévia ao Google/Youtube.  Como o Ecad não enviou tal notificação, fica claro que este não é o objetivo do escritório. Se fosse, a necessária notificação prevista na carta de intenções teria sido providenciada.
3 - Reafirmamos que a principal diretriz do Ecad é o reconhecimento e a difusão da música brasileira através da representação dos milhares de titulares de direitos  associados às nove associações de gestão coletiva musical que representamos.
INFONotícias

Ecad diz que é legal cobrar blogs por vídeos do YouTube

São Paulo - O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) afirmou, em nota divulgada à imprensa, que possui embasamento jurídico para cobrar direitos autorais de blogs que republicam vídeos do YouTube. 
Segundo o Ecad, a reprodução online se encaixa no artigo 5º inciso II da Lei de Direitos Autorais 9.610/98. "A transmissão ou emissão é a difusão de sons ou de sons e imagens por meio de ondas radioelétricas; sinais de satélite; fio, cabo ou outro condutor; meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético, o que contempla também a internet", define o texto. 
Ontem, o jornal O Globo divulgou que o blog Caligrafitti recebeu uma cobrança do Ecad no valor de  352,59 reais mensais. O Caligraffiti é um blog sobre design, arte, tecnologia e cultura com média de 1500 acessos ao dia. O blog não gera receita. 
Além dele, o blog A Leitora, de Mariana Frioli, também recebeu a cobrança, conforme apontou o jornal Estado de S.Paulo. Mariana foi notificada por meio de um estagiário do Ecad via telefone. O valor da cobrança recebida por ela também foi de 352,59 reais.
Apesar disso, o escritório afirma que seu foco não é taxar pequenos blogs e sites.  "O que ocorre é o trabalho rotineiro de monitoramento dos usuários que executam músicas publicamente para que haja uma conscientização de que a retribuição autoral por execução pública musical é um direito dos compositores, intérpretes e músicos, que deve ser feita sempre que a música protegida for executada publicamente", diz a nota. 
Segundo o Ecad, em 2011, foram arrecadados e distribuídos 2,6 milhões de reais em direitos autorais por execução em mídias digitais. O número indica um aumento de 119% em relação a 2010, ano que a cobrança no segmento começou.
INFONotícias

Google vai responder ao Ministério da Justiça

São Paulo - O Google informou, por meio de nota enviada à imprensa, que irá atender ao pedido do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça.
Ontem, o DPCD anunciou que notificou a empresa para que ela forneça detalhes sobre as mudanças na política de privacidade implantada no último dia primeiro. 
Segundo o Google, a nova política não altera nenhuma configuração existente de privacidade ou o modo como as informações pessoais são compartilhadas.  "Não coletaremos informações adicionais sobre os usuários. Não venderemos seus dados pessoais. E continuaremos a utilizar a melhor segurança do mercado para manter suas informações a salvo", diz o texto. 
A empresa informou ainda que o usuário pode editar ou desativar seu histórico de pesquisas, seuhistórico do YouTube, controlar a forma como o Google exibe anúncios relacionados aos seus interesses e navegar na web de forma anônima por meio do Chrome.
Entenda o caso
No dia primeiro deste mês, o Google implantou sua nova política de privacidade. Com o novo regulamento, um único documento vale para mais de 60 serviços da empresa. Antes, cada um dos serviços possuía uma regra própria. O objetivo do Google é simplificar o entendimento delas e evitar problemas judiciais. 
O Google pretende ainda, com a nova política, ter mais liberdade para compartilhar os dados dos usuários entre seus serviços. Assim, dados do Gmail poderão ser acessados pelo Google+, ampliando a correlação entre eles.
Segundo o Ministério da Justiça, o pedido de esclarecimento foi feito com base na legislação de defesa do consumidor e no direito constitucional à privacidade. O Google deverá informar como se deu a revisão da política de privacidade e como ele recebeu reclamações e sugestões de seus usuários.
O DPDC também quer saber como o usuário poderá autorizar ou negar o uso de suas informações pelos serviços e se o conteúdo privado das contas de e-mail serão usados para fins publicitários.
Antes, o Supremo Tribunal da Espanha já havia solicitado Tribunal Europeu de Justiça (ECJ) que cobrasse esclarecimentos do Google.
O Google terá prazo de dez dias para prestar os esclarecimentos.
INFONotícias