domingo, 19 de fevereiro de 2012

Kuwait ganha aeroporto futurista sustentável

O Aeroporto Internacional do Kuwait vai aumentar significativamente sua capacidade e estabelecer um centro aéreo regional no novo Golfo por meio de um projeto sustentável.
O objetivo estratégico do projeto vai ser acompanhado por um edifício terminal, o qual visa fornecer conforto para os passageiros, além de definir um marco ambiental para os aeroportos internacionais.
O design do edifício equilibra o espaço com simplicidade, facilidade de uso e tem uma estrutura inspirada em formas e materiais locais. Ele terá poucas mudanças de nível. O terminal tem um plano de trevo, com três alas de portões de embarque. Cada fachada mede 1,2 km com uma extensão a partir de um espaço central com 25 metros de altura. Já a estrutura de concreto fornece massa térmica e o telhado tem painéis solares para coletar energia.
Ele deve ter um telhado único com aberturas envidraçadas capazes de filtrar a luz do dia, enquanto desviam a radiação solar direta. A cobertura estende a sombra para proteger uma praça de entrada. Ela é suportada por colunas de concreto com formas orgânicas, inspiradas no movimento dos barcos à vela, tradicionais do Kuwait.
Com essa grande reforma, o Kuwait pretende receber a certificação LEED Gold (Leadership in Energy and Environmental Design) e se tornar o primeiro aeroporto do mundo a atingir este nível de certificação ambiental. Esse selo verde representa que a construção é conhecida e aceita internacionalmente segundo práticas sustentáveis.
O local de desembarque terá a área de bagagens cercada por cascatas de água para resfriamento. O paisagismo em torno do aeroporto terá um oásis ao redor do prédio com as espécies nativas de deserto ao longo da estrada de acesso.
O plano diretor foi feito pelo escritório de arquitetura inglês Foster and Partners. Inicialmente, o aeroporto irá acomodar 13 milhões de passageiros por ano, número que pode aumentar para 25 milhões e até acomodar 50 milhões de passageiros com maior desenvolvimento.
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Vídeo mostra como serão as telas sensíveis no futuro

 A fabricante de vidros Corning deixou todos boquiabertos no ano passado ao produzir um vídeo que mostrava uma visão de futuro em que as mais variadas superfícies de vidro se tornavam a base para aplicações de alta tecnologia que transformavam o dia a dia das pessoas.
O sucesso foi tão grande - o vídeo teve mais de 17 milhões de visualizações no YouTube - que a empresa resolveu lançar uma continuação neste mês.
Em "A Day Made of Glass 2" ("Um dia feito de vidro 2"), paredes, portas, espelhos e pranchas portáteis transparentes se transformam em eletrônicos interativos, sensíveis ao toque, conectados e dotados de projetores, com a acesso a todo tipo de informações em texto, imagem e vídeo.
Na visão da Corning, estas aplicações transformariam as nossas casas, escolas e ambientes de trabalho e laser - tudo com tecnologias que já estão em desenvolvimento hoje e estarão ao alcance de todos em um "futuro próximo".
E, claro, tudo baseado em vidro - já que este é o produto principal da companhia. "Estamos trabalhando com outros nas tecnologias que vão ajudar a tornar a visão de futuro da Corning uma realidade", diz a área de perguntas e respostas do site da empresa.
Enquanto isso não acontece, veja os vídeos e conheça o futuro high tech de vidro projetado pela empresa:
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Governo começará a testar modelo de internet grátis

 O Governo Federal iniciou testes para criar um modelo de banda larga ao estilo "0800", em que o provedor do serviço online paga pela conexão do usuários.
A ideia é ter um modelo de internet com tarifação invertida, ou seja, pago pelo site que será conectado para serviços como acesso a bancos, compras ou atendimento ao consumidor.
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, diz que o conceito não foi importado de outros países e que será um modelo "tupiniquim". "A ideia é tentar desenvolver uma conexão de internet em que a pessoa entra para fazer uma reclamação, pedir atendimento em call center, compras ou operação em um banco. Isso possibilitaria que o cliente dessa empresa fizesse uma conexão que não seria tarifada para ele, e sim para a empresa que franqueou a ligação", explica.
A região administrativa do Varjão, no Distrito Federal, com cerca de 9 mil habitantes, foi o local escolhido para a realização dos primeiros testes, que serão operacionalizados pelo Ministério das Comunicações, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI).
Paulo Bernardo explica que a novidade não vai substituir o serviço telefônico gratuito, mas poderá baratear o custo de atendimento ao consumidor para as empresas.
"Se der certo, pode ser uma alternativa, a empresa que tem um call center, onde instala milhares de pessoas para atender, pode colocar um portal para fazer um autoatendimento. Acho que pode funcionar e ser até mais barato".
O ministro deu como exemplo o caso dos bancos, que poderão franquear o acesso à internet dos correntistas que quiserem fazer transações pela rede. "Os bancos têm muito interesse no uso do home banking, porque economiza e melhora a parte operacional."
A advogada Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) avalia que essa gratuidade é importante para que o consumidor tenha acesso a esses serviços, principalmente porque hoje os brasileiros já pagam tarifas elevadas de telefonia.
Ela alerta, no entanto, que o custo de implantação do serviço não pode ser repassado ao consumidor. "Hoje,o consumidor já paga uma das tarifas mais altas entre inúmeros países. É uma questão de acompanhamento efetivo por parte do governo, para que o consumidor não tenha essa gratuidade e acabe pagando tarifas mais caras por conta disso".
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Google terá novo laboratório `secreto´

 O Google iniciou a construção de uma nova unidade de pesquisa, com espaços que terão proteção contra ondas externas de rádio e podem ser utilizados para testes avançados de projetos residenciais.
A nova unidade de pesquisa também será utilizada para testes sobre o uso de gases raros e de revestimentos ópticos inovadores.
Estas pesquisas englobam os novos conceitos apresentados pelo Google sob a marca "Android@Home", que permitiria aos usuários do sistema operacional a utilizar dispositivos móveis para controlar a luz, música e outros aparelhos domésticos.
Segundo o site Mercury News, o Google também estaria modificando um laboratório como parte do seu programa "Project X" onde estaria desenvolvendo sigilosamente tecnologias ópticas de precisão, além de câmaras de testes com padrões de som e radiação.
Os planos do Google também preveem a inclusão de um "Google Experience Center", que irá oferecer salas de reunião e um espaço com o histórico de realizações da empresa, destinado a grandes clientes, podendo acomodar até 900 pessoas.
Os projetos fazem parte de um plano de 800 mil metros quadrados de reformas no campus da empresa em Mountain View, nos Estados Unidos, e não serão abertos ao público e sim funcionarão para integrar as equipes de trabalho e realizar projetos de pesquisa sigilosos.
As novas unidades de pesquisa do Google também reforçam a intenção da empresa de obter novas formas de receita além dos anúncios em buscas e fazem parte da iniciativa de abrir lojas próprias e lançar seu primeiro hardware voltado para entretenimento residencial.
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MS exibe oficialmente novo logo do Windows 8

O próximo sistema operacional da Microsoft, o Windows 8, já tem um logo oficial.
A empresa mostrou ao mundo o símbolo do sistema, cuja versão de testes deve chegar até o final dessa semana. E o logo teve uma mudança profunda em relação ao dos antecessores Windows 7 e Vista.
A janela (que sempre mostrou as cores azul, amarelo, verde e vermelho) agora é totalmente azul claro. As linhas arredondadas que formavam o logo deram lugar a linhas simétricas.Alguns usuários podem achar o novo logo um pouco retrô por conta dessas características.
Sam Moreau, um dos responsáveis pelo novo design do logo e diretor de experiência do usuário Windows, disse que a empresa buscou criar algo clássico, contudo, com traços modernos. "O novo logo reflete as grandes mudanças que o Windows terá com a nova versão, como a apresentaçao da interface Metro", disse em comunicado.
O estúdio contratado pela Microsoft para fazer o novo logo foi a Pentagram. A empresa inglesa é uma das mais tradicionais do mundo e já fez logos conhecidos, como o do game Guitar Hero e o design do famoso laptop de 100 dólares (One Laptop per Child).
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Buffett define um investimento lucrativo e seguro

Maior investidor da história explica por que prefere ativos produtivos - como empresas, fazendas ou imóveis - ao ouro ou papéis de renda fixa

Em um raro artigo publicado na revista "Fortune", o megainvestidor Warren Buffett explicou, de uma forma bastante detalhada, sua preferência histórica pela classe de ativos produtivos - como empresas, fazendas ou imóveis - em detrimento das outras duas categorias de investimento existentes.
Na definição de Buffett, há basicamente três categorias de investimento. A primeira inclui os papéis financeiros que possuem algum valor monetário. Um título público do governo brasileiro, por exemplo, tem um valor de face que serve de referência para sua troca por dinheiro. O mesmo vale para debêntures (títulos de dívida de empresas), papéis imobiliários, CDB de bancos e outros instrumentos financeiros de renda fixa.
Em geral, o mercado costuma enxergar essas opções de investimento como de baixo risco porque a volatilidade do valor de face costuma ser muito baixa ou até igual a zero. Para Buffett, entretanto, uma aplicação pode ter volatilidade zero e, ainda assim, representar um risco enorme.
Mesmo que um governo nunca pare de pagar principal e juros de um título público, explica Buffett, quem compra esse papel corre o sério risco de ter o poder de compra destruído ao longo dos anos - o que, na visão do bilionário, é sinônimo de péssimo investimento.
Em primeiro lugar, ele afirma que não é por que um título público paga 5% de juros que a pessoa estará necessariamente enriquecendo. De tempos em tempos, qualquer economia do mundo tem de enfrentar pressões inflacionárias. Se o aumento dos preços superar o percentual de juros pago por um título, esse investidor, na prática, perderá dinheiro.
Além da inflação, o investidor que quiser calcular da forma correta o ganho real obtido com um título financeiro de renda fixa também deverá descontar os impostos sobre os lucros. Buffett explica que nos últimos 47 anos, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos pagaram juros médios de 5,7% ao ano, o que parece satisfatório. Mas considerando a inflação média anual de 4,3% e a carga tributária de 25% dos ganhos para investidores pessoas físicas, o ganho real nesse período foi zero.
É por isso que ele não considera atrativos investimentos com base monetária neste momento - apesar de eles sempre aparecerem entre os preferidos em tempos de crise. O bilionário diz que quase só compra títulos americanos como forma de obter um pequeno rendimento enquanto decide o que fazer com os recursos no longo prazo. O dinheiro aplicado em um investimento líquido como os títulos pode ser resgatado a qualquer momento, sempre que surge uma oportunidade melhor.
Outra possibilidade é buscar títulos de renda fixa quando existe um potencial de ganho atípico, seja porque o mercado passa a desconfiar injustificadamente de determinado emissor ou porque os juros estão tão altos que gerarão um ganho interessante em valor de mercado quando as taxas voltarem a recuar.
Não é isso, entretanto, que pode ser observado neste momento. O banqueiro Shelby Cullom Davis dizia que os bônus costumam ser vendidos como algo que oferece retorno sem risco, mas que nos preços atuais só entregam risco sem retorno. A afirmação vale especialmente para a realidade dos países ricos, ainda que os juros reais tenham declinado para patamares historicamente baixos também no Brasil.
De acordo com Buffett, o segundo tipo de investimento são os ativos que não produzem nada, mas que mesmo assim são comprados por pessoas que acreditam que um terceiro estará disposto a pagar mais por ele no futuro. As tulipas holandesas foram um exemplo desse tipo de investimento no século 17.
Hoje, o principal ativo dessa categoria seria o ouro. O metal é considerado como uma espécie de porto seguro pelos investidores porque costuma se valorizar principalmente em momentos de guerra ou pânico nos mercados. Buffett, entretanto, vê dois problemas no ouro: a real demanda pelo metal para a produção de joias ou decorações é baixíssima e não há um fator de correção claro ao longo do tempo - em volume, uma onça será sempre uma onça.
O que motiva a atual corrida pelo ouro, portanto, é a crença de que o metal sempre vai se valorizar. Após quase uma década de valorização constante, essa tese acaba se validando por ela mesma. O ouro sobe, mais investidores se juntam à festa e as cotações continuam em alta. Mas isso não dura para sempre, como provam os tristes fins das bolhas da internet e dos imóveis nos EUA na década passada.
Buffett faz uma conta convincente para mostrar que o ouro também não vai se valorizar para sempre. Ele afirma que todo o estoque mundial do metal representa cerca de 170.000 toneladas métricas. Se todo o ouro do planeta fosse depositado no mesmo lugar, caberia em um cubo com lados de 20,7 metros - ou seja, algo com folga acomodável em um campo de futebol. Considerando que a onça de ouro custa cerca de 1.750 dólares, esse cubo valeria nada menos do que 9,6 trilhões de dólares.
Com o mesmo dinheiro, no entanto, um investidor poderia comprar todas as terras cultiváveis dos Estados Unidos mais 16 empresas do tamanho da Exxon Mobil (a mais lucrativa do mundo atualmente) e ainda sobraria 1 trilhão de dólares para escolher outros ativos. "Você pode imaginar algum investidor que escolheria a primeira opção em vez da segunda?", pergunta o bilionário.
Daqui a um século, as terras já terão produzidos bilhões de toneladas de milho, trigo, algodão e outras culturas. A Exxon Mobil provavelmente já terá pagado trilhões de dólares em dividendos. O ouro, entretanto, continuará a ocupar o mesmo espaço no campo de futebol. Ainda que haja alguma valorização, Buffett duvida que seja comparável à dos demais ativos.
É por esse motivo que o bilionário defende a terceira categoria de investimentos: a dos ativos produtivos, que incluem empresas, terras e imóveis. O sonho de qualquer investidor é encontrar ativos que não sofrerão depreciação ao longo do tempo mesmo sem exigir grandes investimentos e produzirão fluxos de caixa que sejam corrigidos ao menos pela inflação. Empresas como a Coca-Cola e a IBM, as fazendas e os imóveis têm conseguido passar nesse teste.
Buffett tem uma explicação simples para o fenômeno. No futuro, a população dos Estados Unidos deve consumir mais bens do que hoje. E as empresas americanas devem continuar a entregar os bens demandados com eficiência e algum lucro.
Durante o século 20, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York saltou de 66 para 11.497 pontos. É por isso que Buffett planeja continuar a aumentar suas participações em empresas de primeira linha. "Acredito que, sob qualquer período longo de tempo, essa será a categoria de investimentos que se provará vencedora entre as três que examinamos. Ainda mais importante, essa será também, de longe, a categoria mais segura", escreveu ele.
Exame

As cidades mais caras do mundo para se viver em 2012

Zurique assumiu o primeiro lugar, tirando Tóquio do posto no ranking da Economist Intelligence Unit; São Paulo é a 28ª metrópole mais cara do mundo

 A cidade de Zurique assumiu, pela primeira vez em 20 anos, o posto de mais cara do mundo para se viver, segundo um estudo bianual elaborado pela Economist Intelligence Unit.
A cidade suíça registrou um aumento de 34% no custo de vida e tomou o primeiro lugar deTóquio, que figurava no topo na última edição do ranking. Genebra também deu um salto significativo – 30% - e assumiu a terceira posição. 
Segundo os responsáveis pelo estudo, o “encarecimento” da Suíça se deve a uma movimentação de investidores buscando a estabilidade do franco suíço como porto seguro em meio às turbulências econômicas na Europa. Apesar da crise, as cidades europeias continuam entre as mais caras do mundo para se viver – 24 das 50 metrópoles mais caras do mundo estão na Europa Ocidental.
Mesmo não estando entre as dez mais caras para se viver, São Paulo ocupou o 28º lugar no ranking, à frente de cidades como Vancouver, Los Angeles, Moscou e Nova York
O índice é medido em mais de 130 países, utilizando uma cesta de produtos e serviços, que inclui mais de 160 itens, como roupa, moradia e transporte, entre outros.
Exame