sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Como achar um fundo imobiliário de baixo risco

Fundos bem geridos, com imóveis sem vacância nem inadimplência, podem garantir retornos bem superiores aos da renda fixa

 Com a provável queda dos juros para 9,5% neste ano, será difícil ganhar um bom dinheiro com investimentos financeiros sem correr algum risco. O rendimento líquido das aplicações de renda fixa atreladas à Selic ou ao CDI (principais taxas de juros do país) deve ficar em torno de 7,5% neste ano - considerando um juro médio de 10%, uma alíquota de Imposto de Renda de 20% sobre os ganhos e taxas de administração/ transação de 0,5% ao ano. Isso quer dizer que alguém que investir 100 reais em LFT (título público que segue a Selic) ou um fundo DI com uma taxa de administração honesta ganhará 7,50 reais ao final de 12 meses.
Uma forma interessante de obter uma rentabilidade superior sem correr o alto risco da bolsa são os fundos imobiliários. No ano passado, os aluguéis distribuídos por essas aplicações corresponderam em média a 9,16% do valor das quotas, segundo um estudo da consultoria Uqbar. O que torna o investimento interessante é que os aluguéis recebidos são isentos de Imposto de Renda.
Outra vantagem é que, em tese, os investidores também lucrarão com alguma correção no valor das quotas do fundo que são negociadas na BM&FBovespa. No Brasil, o valor dessas quotas não representa o preço de aquisição dos imóveis incluídos no fundo, mas está bastante atrelado a um percentual do valor dos aluguéis. Como todos os anos os contratos de locação são reajustados por um índice de inflação (em geral, IPCA ou IGP-M), é de se esperar que as quotas tenham uma valorização de cerca de 5% neste ano, engordando os ganhos do investidor.
O problema do investimento em fundos imobiliários é que não dá para contar com isso. O valor das quotas também varia de acordo com a oferta e a demanda do mercado, que estão sujeitas a uma maior ou menor aversão ao risco. Outra condição imprescindível para que o fundo se valorize é que não haja problemas como inadimplência ou vacância dos imóveis. Segundo um levantamento da consultoria Economática, nove fundos imobiliários apresentaram rentabilidade negativa no ano passado devido principalmente a problemas nas distribuições mensais dos aluguéis.
Para tentar ajudar o investidor a escolher um fundo com baixa probabilidade de inadimplência ou vacância, EXAME.com conversou com o diretor de fundos imobiliários da Rio Bravo, José Diniz, e com a gerente de fundos imobiliários, Anita Spichler. Abaixo, os especialistas dão seis dicas para o investidor ficar mais protegido nesse segmento:
1 - Diversificação
Fundos com imóveis locados para diversos inquilinos são os mais indicados para os investidores que querem correr baixo risco. O fundo do shopping Higienópolis, por exemplo, recebe um percentual do aluguel de centenas de lojas. Se uma delas deixar de pagar, portanto, é provável que o quotista do fundo nem perceba porque não haverá impacto no pagamento mensal de dividendos.
Já o fundo Rio Bravo Renda Corporativa investe em lajes corporativas de quatro edifícios localizados em São Paulo: JK Financial Center, Jatobá, Parque Paulista e New Century. O fundo ainda tem 40 milhões de reais em caixa de sua última oferta pública de novas quotas. O dinheiro será usado para comprar escritórios em mais dois ou três edifícios. Como foram feitas 15 propostas de aquisição, é bem provável que até o final de julho o fundo já esteja recebendo novos aluguéis.
Quando isso acontecer, o JK Financial Center, que é o principal imóvel do fundo, responderá por um pouco mais de 50% do valor dos aluguéis. Mesmo que alguém possa achar isso um sinal de baixa diversificação, é importante lembrar que, nesse edifício, há uma fila de espera de inquilinos. Se uma empresa sair hoje, entra outra no lugar imediatamente. É por isso que o fundo nunca teve inadimplência nem vacância desde sua constituição.
Já imóveis que possuem apenas um imóvel oferecem risco maior. Alguns dos fundos que tiveram rentabilidade negativa no ano passado tinham esse problema.
2 - Tipo do imóvel
Os imóveis mais seguros para o investidores são os shopping centers bem-localizados devido à enorme diversificação dos inquilinos. Em seguida, aparecem os prédios de escritórios de alto padrão, que estão com taxas de vacância próximas a zero. O momento positivo para o mercado de escritórios favorece muito esses fundos.
No Rio Bravo Renda Corporativa, os contratos permitem uma revisão dos aluguéis a cada três anos para refletir melhor a oferta e a demanda. No JK Financial Center, os reajustes do ano passado foram em média de 22%. Se um inquilino deixa o imóvel, isso acaba sendo algo positivo porque é possível colocar outro cobrando mais.
Ainda na escala de risco, em seguida aparecem os galpões industriais. Há grande demanda das empresas por condomínios logísticos nas proximidades de São Paulo. O momento também é bastante favorável, portanto. Mas como esses imóveis são construídos ao longo de rodovias, não há tantas barreiras de entrada para competidores quanto em um fundo que compra imóveis na região da avenida Faria Lima, em São Paulo.
Outros fundos imobiliários que podem ser considerados arriscados são aqueles que investem em residências, hotéis e hospitais. Todos costumam ter mais chance de inadimplência nos aluguéis.
3 - Risco dos inquilinos
Quanto maior e mais lucrativa é a empresa que aluga um imóvel, menor o risco de inadimplência. Mas para conseguir fechar os contratos com empresas com baixíssimo risco de crédito, é necessário investir em imóveis de altíssimo padrão. O Rio Bravo Renda Corporativa só compra escritórios em prédios classificados com nota A pelas consultorias imobiliárias especializadas. Isso é fundamental para que o fundo possa ter inquilinos como o BNDES, os bancos BNP Paribas e ING, a consultoria Roland Berger, a Droga Raia e a seguradora Swiss Re.
Considerando que esses inquilinos serão obrigados a pagar uma multa de três meses de aluguéis se quiserem encerrar o contrato antes do término e que são empresas que trazem fianças ou garantias bancárias de que pagarão em dia, o risco acaba sendo muito baixo.
O maior qualidade dos imóveis e o consequente menor risco de inquilinos têm efeito até sobre o preço das quotas. O Rio Bravo Renda Corporativa distribui hoje aluguéis correspondentes a 8,95% do valor da quota ao ano (a quota fechou a quinta-feira a 1,70 enquanto a distribuição de aluguéis em janeiro foi de 0,01267 real por quota). Já no fundo Daycoval Renda Itaplan, os aluguéis costuma representar entre 9,5% a 10% ao ano do valor das quotas. A diferença é o prêmio que o investidores exigem para investir em um fundo somente com imóveis A ou escolher um que tem A e B.
4 - Localização
Um fundo com baixo risco possui imóveis localizados em áreas onde há vocação para esse determinado tipo de empreendimento. O Rio Bravo Renda Corporativa, que só trabalha com escritórios de altíssimo padrão, tem imóveis no Itaim, Vila Olímpia, Berrini e Paulista. Agora podemos comprar alguma laje no Rio de Janeiro. O fundo se concentra onde as empresas de primeira linha querem estar e onde não há nem vai haver grande oferta. Não possui nada na Barra Funda ou em Alphaville, onde as taxas de vacância e potenciais áreas de novas construções são maiores (veja abaixo o percentual de imóveis sem inquilinos nos principais bairros da cidade de São Paulo, segundo pesquisa da consultoria Colliers).
Região de São PauloTaxa de vacância no quarto trimestre
Berrini0,40%
Chácara Santo Antônio  0%
Faria Lima0,60%
Itaim1,10%
Marginal Pinheiros5,60%
Paulista0,40%
Vila Olímpia0,50%
Nos melhores bairros, para que os fundos imobiliários sofram, seria necessário que o crescimento do PIB brasileiro caísse para algo próximo a zero por dois ou três anos. Só nesse cenário é que faltariam inquilinos para os imóveis ou os fundos seriam obrigados a rever os aluguéis para baixo. Mas o momento parece ser bem diferente. O Rio Bravo Renda Corporativa conseguiu rever os aluguéis para cima em todas as renegociações.
5 - Valor das quotas
Olhar apenas o quanto a distribuição de aluguéis representa do valor da quota é uma forma simplista de aplicar em fundos imobiliários. O investidor deve verificar se a relação entre o risco e o retorno dos fundos está ajustada. O fundo do shopping Higienópolis costuma ser citado como exemplo do que há de melhor nesse mercado. O investidor que compra as quotas do fundo pelos preços atuais, no entanto, vai receber em dividendos cerca de 6% a 7% ao ano. Isso é abaixo da média do mercado, mas o fundo é dono de um imóvel também acima dos padrões.
O oposto também é verdadeiro. A Rio Bravo vai lançar em breve dois fundos imobiliários de galpões industriais. Serão condomínios logísticos localizados em rodovias, mas a menos de 40 km da cidade para não pagar pedágio. Nesses fundos, acreditamos que o retorno em dividendos será de 10,5% a 11% ao ano. Além do maior risco de vacância em regiões periféricas, o investidor também vai cobrar um prêmio para comprar imóveis que estão em fase de incorporação. Quem visitar esses locais hoje vai encontrar apenas terrenos em fase de terraplanagem.
O investidor, portanto, ainda não sabe exatamente como os galpões ficarão. Ainda não há um contrato de aluguel de longo prazo já assinado com uma empresa. É totalmente diferente do Rio Bravo Renda Corporativa, que só compra imóveis já construídos e locados para grandes empresas.
6 - Liquidez
Quem investe em fundos imobiliários também precisa estar atento à liquidez. Caso contrário, o investidor poderá ser obrigado a comprar quotas com ágio e vendê-las com deságio, reduzindo o lucro final do negócio. Na média do mercado, 0,5% das quotas de cada fundo imobiliário são negociadas por mês na BM&FBovespa. Em alguns fundos, esse percentual é maior. O Rio Bravo Renda Corporativa possui cerca de 1.700 quotistas e gira em torno de 1,5% das quotas ao mês. Principalmente os investidores que desejam comprar um grande volume de quotas devem estar atentos à liquidez do fundo se quiserem correr menos riscos.
Exame

É hora de dizer adeus à marca Sony Ericsson

Companhia japonesa compra participação da parceira sueca. A partir de agora, divisão passa a se chamar Sony Mobile Communications

A fabricante japonesa Sony finalizou nesta quinta-feira a compra da marca Sony Ericsson, até então mantida em parceria com a sueca Ericsson - especializada em telecomunicações. De acordo com a companhia, o valor total da transação, que acabou com uma parceria de mais de 10 anos, foi de 1,47 bilhão de dólares. A aquisição também terá impacto no nome da divisão de dispositivos móveis, que passa a se chamar Sony Mobile Communications.
"Nossos esforços estão voltados para a integração e convergência da área de telefonia móvel com outros eletrônicos, como smartphones, tablets, TVs e computadores", afirmou a companhia em comunicado oficial. Todas as patentes da divisão devem ficar nas mãos da Sony. Aquelas que forem exclusivas da Ericsson poderão ser utilizadas a partir de uma licença especial, já definida entre as partes.
Com a aquisição, aprovada pela Comissão Europeia em janeiro, a companhia japonesa ganha liberdade total para remodelar interfaces e revisar as estratégias para a comercialização de seus produtos. Atualmente, a grande aposta na linha de dispositivos móveis da empresa está na série Xperia, que utiliza o sistema operacional Android, do Google.
Exame

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Apple prepara versão menor do iPad, diz jornal

Fornecedores disseram ao ‘Wall Street Journal’ que empresa testa nova versão do aparelho com tela de cerca de oito polegadas 
Apple prepara iPad menor
 A Apple prepara um versão menor do iPad, segundo jornal The Wall Street Journal. A empresa está selecionando fornecedores na Ásia para testar um tablet com tela de cerca de 8 polegadas. Lançado no ano passado, o iPad 2 tem uma tela de 9,7 polegadas.
A ideia é ampliar a oferta da empresa e oferecer alternativas a concorrentes como o Galaxy Tab, da Samsung, e ao Kindle Fire, da Amazon, de telas menores. O jornal cita executivos de fornecedores da Apple, que preferiram não ser nomeados.
A resolução da tela menor deve ser similar à do iPad 2. Entre os fabricantes de tela que trabalham com a Apple estão a AU Optronics, de Taiwan, e a LG Display, da Coreia do Sul. Segundo fornecedores, ainda não está definido se a Apple lançará realmente o produto. A fabricante do iPad preferiu não comentar o assunto.
O iPad 3 deve ser lançado na primeira semana de março, segundo fontes de mercado. O novo aparelho terá uma tela de tamanho similar ao atual, com uma resolução melhor. A conexão será de telefonia celular quarta geração (4G), tecnologia que já está funcionando nas operadoras americanas AT&T e Verizon Wireless.
A rede 4G da Verizon, maior operadora do mercado americano, cobre mais de 200 milhões de pessoas, enquanto que a rede da AT&T, a segunda maior, está disponível para mais de 70 milhões de pessoas.
"O Galaxy Note, da Samsung, com 5,3 polegadas, e o Kindle Fire, da Amazon, com 7 polegadas, têm vendido bem", disse ao Wall Street Journal a analista Diana Wu, da Capital Securities, em Taipei. "Isso significa que os consumidores querem um tablet menor que as 9,7 polegadas do iPad. As características do iPad são bastante boas, mas o preço será um fator importante no mercado de massa, especialmente em grandes mercados emergentes como a China e a Índia."
Participação. Segundo a consultoria IDC, o iPad ficou com 61,5% do mercado mundial de tablets no terceiro trimestre de 2011, abaixo dos 68,3% do trimestre anterior.
O iPad 2 foi lançado em 2 de março do ano passado. Os dois modelos do tablet da Apple venderam 40,5 milhões de unidades em 2011 O Galaxy Tab, da Samsung, existe em três versões: 7 polegadas, 8,9 polegadas e 10 polegadas. Com tela de 7 polegadas, o Kindle Fire, da Amazon, custa US$ 199 nos Estados Unidos, comparados aos US$ 499 do iPad mais barato.
Steve Jobs, cofundador da Apple que morreu no ano passado, chegou a criticar tablets de tela menor, dizendo que eram "grandes demais para competir com um smartphone e pequenos demais para competir com o iPad". Em outubro de 2010, Jobs sugeriu que os fabricantes de tablets com tela de 7 polegadas incluíssem "lixas para que os usuários pudessem lixar os dedos" para usar o teclado virtual.
Estadão

Como fazer um fluxo de caixa perfeito

A expressão “fechar o caixa” faz parte do vocabulário de quase todo comerciante. Antes de baixar as portas e ir para casa, é preciso conferir tudo que foi pago e recebido e checar com o dinheiro do caixa.
Sendo de comércio ou não, toda pequena empresa deve seguir a mesma premissa e ter o fluxo de caixa como companheiro do final do expediente. “O controle de caixa é o registro das transações financeiras de um negócio”, define Maurício Galhardo, especialista em finanças e sócio-diretor da consultoria Praxis Education.
Aparentemente simples, esta ferramenta é indispensável para quem quer manter as contas em ordem. Uma planilha (veja aqui um modelo de Planilha de Fluxo de Caixa fornecido pelo Sebrae/SP) pode ajudar na tarefa cotidiana de checar as contas. “O fluxo de caixa é o melhor instrumento de controle da empresa”, diz Ricardo Curado, consultor financeiro do Sebrae/SP.
Entre saídas e entradas de dinheiro, todo empreendedor precisa saber o que estes números significam. “O diagnóstico que o fluxo de caixa dá é apenas da situação financeira da empresa e não a situação econômica. Não é possível saber se a empresa tem lucro ou prejuízo, por exemplo”, ensina Adriano Gomes, professor de finanças da ESPM.
Como fazer
Um fluxo de caixa perfeito é aquele que leva dedicação e disciplina dos empresários. O primeiro passo é separar as saídas de dinheiro em pelo menos três categorias: fornecedores, despesas e outras saídas.
Dentro dos pagamentos com despesas, os especialistas sugerem a divisão em outras três categorias. “As despesas podem ser administrativas, como papelaria, correio, telefone, internet e salários, comerciais, onde entram gastos com marketing e comissões de vendedores, e financeiras, como juros, multas e IOF”, explica Gomes. Em “outras saídas”, coloque o que a empresa pagou para amortização de empréstimos, pagamento de tributos e investimentos.
Do outro lado do fluxo, ficam as entradas, que costumam vir principalmente do que a empresa recebe das vendas. “A venda de um ativo ou um novo aporte também devem entrar neste quesito”, afirma o professor da ESPM.
Esta operação deve ser feita diariamente e depois de calcular o valor das entradas menos o das saídas, somando ao saldo inicial, o empresário tem acesso ao saldo final do dia. Este número deve bater com o que há nas contas bancárias. “Se não bater, o que está errado é o fluxo de caixa. O banco nunca erra”, brinca Galhardo.
Atenção: saldo negativo não significa prejuízo. Os especialistas alertam para a diferença entre saldo e lucro ou prejuízo. “A empresa ficou em déficit de caixa. Prejuízo ou lucro é resultado de vendas menos custos e despesas”, diz Gomes.
Por outro lado, se o saldo for negativo com frequência, vale prestar atenção nas movimentações financeiras da empresa. “Normalmente, significa que está saindo mais dinheiro do que entrando. Tem que fazer o demonstrativo de resultados”, ensina Curado.
Fluxo de caixa projetado
Com cada vez mais crédito circulando e mais gente pagando a prazo, as empresas são capazes de fazer projeções com a ajuda do fluxo de caixa. Isto significa que é possível colocar na planilha em qual data – mesmo no futuro – deve entrar ou sair dinheiro. “É como ter a bola de cristal para prever o futuro financeiro do negócio e tomar decisões hoje”, compara Galhardo.
Se você já sabe que daqui 30 dias vai precisar pagar as contas do fornecedor, pode se programar e deixar de gastar ou investir para poupar e não precisar apelar para os bancos. As empresas que praticam o controle do caixa há mais tempo já têm uma curva de caixa e sabem como é o movimento mês a mês, facilitando o planejamento. “O fluxo serve como uma grande bússola financeira para indicar as melhores datas para receber e pagar”, define Gomes.
Esta projeção serve para mostrar se existe um descasamento das operações, ou seja, entre pagar o fornecedor e receber do cliente há um período muito longo e não dá tempo do dinheiro entrar. Para resolver este problema, os especialistas indicam uma boa gestão de estoque, uma negociação maior com os fornecedores e menos prazo para os clientes pagarem.
O fluxo de caixa é uma ferramenta para avaliar a gestão financeira da sua empresa e colocar o dono no comando das finanças. Por isso, a orientação é dedicar um pouco de tempo todos os dias para fazer estas contas. “Não encerre o dia ou vá embora sem fechar o caixa”, ensina Curado.
Para Galhardo, fazer um fluxo de caixa “mais ou menos” gera resultados medíocres e não ajuda na hora de tomar decisões. “Faça o fluxo de caixa de centavos, até contas de papelaria tem que buscar. Se der diferença, entra no detalhe e esgota até saber de onde vem a diferença”, ensina. Segundo ele, esta é a melhor forma de saber se existe algum tipo de desvio ou se os processos estão mal feitos.
Exame

Roubini, do apocalipse à Apoteose

Economista que previu crise já está no Rio 
 Doutor Apocalipse na Praça da Apoteose? É um cenário possível, dado que o célebre economista Nouriel Roubini está no Rio para curtir o carnaval carioca. Roubini tem o apelido de "dr. Doom" (dr. Apocalipse) por ter previsto a crise global.
O economista anunciou que está no Rio pelo seu twitter. Na sua empresa de análises econômicas em Nova York, a única informação é a de que tem uma agenda apertadíssima no Rio. Fontes econômicas, no entanto, revelaram que a função precípua da visita é mesmo a folia momesca, embora com algum espaço para encontros profissionais.
Além de seus supostos poderes proféticos (previsões mais recentes foram menos felizes), Roubini também ganhou fama pelo seu lado bon vivant. Aparentemente, a perspectiva de hecatombes econômicas não arranha em nada a sua alegria de viver, e o economista de 52 anos, solteirão, dono de um grande apartamento em Nova York, é conhecido pelas festas que promove e pela exuberante e sortida companhia feminina de que desfruta.
Recentemente, na festa de encerramento (promovida pelo Brasil) do Fórum Mundial, em Davos, Roubini causou sensação ao chegar acompanhado de uma loura deslumbrante e ensaiar passos de samba (talvez já mirando o carnaval). Pelo visto, a agenda no Rio deve ser mesmo intensa. 
Estadão

Lucro ajustado da BM&FBovespa cai 4,2% no 4º trimestre

Lucro da BM&FBovespa cai 4,2%
Ganho no período somou R$ 352,7 milhões; No ano, lucro somou R$ 1,048 bi, queda de 8,4% ante 2010
A BM&FBovespa registrou lucro líquido ajustado de R$ 352,7 milhões no quarto trimestre do ano, queda de 4,2% ante os R$ 368 milhões registrados no mesmo período de 2010. No ano, a empresa acumulou lucro de R$ 1,048 bilhão, recuo de 8,4% na comparação com 2010. Ajustado, o lucro líquido do ano somou R$ 1,545 bilhão, queda de 2,6%.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) ajustado atingiu R$ 307,1 milhões no quarto trimestre do ano passado, queda de 2,5% ante os R$ 314,9 milhões apurados no mesmo período de 2011. A margem Ebitda registrou recuo de 1,3 ponto porcentual, para 65,2%. No ano, o Ebitda somou R$ 1,319 bilhão, queda de 2,7% e margem de 69,3%.
Dividendos
O Conselho de Administração da BM&FBovespa aprovou hoje o pagamento de dividendos de R$ 0,11754690 por ação (valor estimado). Os dividendos serão pagos em 30 de abril de 2012. Terão direito ao pagamento os acionistas com posição em 29 de março e os papéis serão negociados ex-direito a partir do dia 30 de março.
Estadão

Cai o lucro dos grandes bancos no quarto trimestre


 Antonio Cruz/ABr
Os cinco maiores bancos do país - Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander - tiveram lucro líquido total de R$ 11,86 bilhões no quarto trimestre de 2011. A queda em relação ao mesmo período de 2010 foi de 9,2%, a primeira nesse tipo de comparação desde o primeiro trimestre de 2009, logo após o estouro da crise financeira internacional. Em relação ao terceiro trimestre, o recuo no lucro consolidado foi de 6,3%.
O aumento da inadimplência, especialmente das pessoa físicas, é um dos principais fatores que explica a piora nos resultados. Segundo dados do Banco Central sobre todo o sistema, os atrasos subiram de 5,7% em dezembro de 2010 para 7,3% no fim do ano passado.
  
Se entre outubro e dezembro de 2010 a despesa com provisão para devedores duvidosos consumiu 20,1% da margem financeira gerada pelos cinco bancos, no trimestre final de 2011 esse índice foi de 31,3%.
Considerando os créditos com atraso superior a 60 dias sobre o total da carteira de pessoas físicas e jurídicas, o Itaú foi o que registrou o maior indicador entre os cinco principais bancos. O índice ficou em 5,9% no último trimestre, contra 5% no mesmo período de 2010. A segunda maior alta foi do Santander, de 4,7% para 5,5%.
A inadimplência já havia crescido nos trimestres anteriores, por causa do cenário de desaceleração da economia. E a expectativa dos bancos era que a escalada chegasse ao pico nos últimos três meses de 2011 e perdesse fôlego neste ano.
Entretanto, o que se desenhou nas divulgações de resultados é diferente. As provisões para devedores duvidosos, que visam proteger as carteiras de crédito de calotes futuros, continuam altas e os próprios bancos reconheceram que o aumento dos atrasos pode não estar no fim.
"As provisões adicionais dos bancos estão bem acima do total de créditos vencidos. Se por um lado isso mostra conservadorismo, por outro indica que as instituições estão prevendo um cenário ruim pela frente", diz Luís Miguel Santacreu, analista da Austin Rating.
O Itaú Unibanco estima que ao longo deste ano ainda vai ocorrer alguma deterioração nos empréstimos. "A inadimplência ainda deve escorregar um pouquinho (...) no primeiro semestre, mas deve recuar na segunda metade do ano", afirmou o presidente, Roberto Setubal, no anúncio dos dados.
Fora do grupo dos cinco maiores bancos, o PanAmericano também considera que a inadimplência será um desafio em 2012. "Janeiro é sazonalmente um mês difícil, em que as pessoas têm vários compromissos financeiros. Ainda que o nível da inadimplência já tenha sido maior no passado, o atual não é bom, tem de baixar", disse José Luiz Acar Pedro, presidente do banco (ver mais na página C12).
A carteira de crédito dos cinco bancos avançou 21,3% na comparação com dezembro de 2010, movimento puxado pela Caixa, que elevou o saldo de empréstimos em 42%. Sem o banco federal, a expansão dos demais teria sido de 17,9%, inferior à verificada pelo Banco Central no sistema financeiro todo, de 19%, como mostra da cautela em relação à economia e à deterioração da qualidade do crédito. Para este ano, a expectativa de aumento das carteiras varia de 15% a 22%.
Mas não foi apenas a inadimplência que afetou os resultados no trimestre. Houve particularidades. No Bradesco, as despesas administrativas e de pessoal pesaram no resultado, em função da agressiva estratégia do banco de aberturas de agências, após a perda do contrato de administração do Banco Postal para o BB.
A banco abriu, de julho a dezembro, 1.009 agências. Foram contratados, ao longo de 2011, 9,5 mil funcionários. "Mas o maior impacto [dos gastos com expansão da rede de agências] já ocorreu", disse o vice-presidente, Domingos Abreu.
O BB sofreu impacto do prejuízo do Banco Votorantim, no qual possui participação de 50%, e do resultado do fundo de pensão dos funcionários, a Previ. A perda do Votorantim no trimestre foi de R$ 656 milhões (ver mais nesta página).
O Santander realizou provisões extraordinárias de quase R$ 1 bilhão para processos trabalhistas em decorrência de sua integração com o Real. Já o Itaú teve um resultado mais forte no quarto trimestre de 2010, por causa de uma reversão de provisão para crédito, o que prejudicou a comparação.
Valor Econômico