domingo, 29 de janeiro de 2012

3 coisas que só um contador pode fazer por sua empresa

 Primeira empresa, plano de negócios, contratações, estoque, equipamentos, investimentos e muitas outras coisas para pensar. Em meio a tantas decisões, alguns impostos, levantamentos ou registros podem passar despercebidos e gerar problemas futuros para os empreendedores.
Para evitar que o empresário se perca, especialistas ouvidos por Exame.com destacam o contador como o profissional essencial a todo negócio, alguém que pode auxiliar nas questões burocráticas, mas também nas tomadas de decisão.
Como destaca a professora do Núcleo de Empreendedorismo da ESPM Rosemary Lopes, outros profissionais podem ser necessários em alguns momentos, como advogados, para fazer contratos, definir tipos de sociedade e formas de deixar a empresa. “Mas nenhum deles é tão importante quanto o contador, com quem o empresário vai interagir mesmo que não queira, ainda que se esqueça dele”, brinca.
Segundo o presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Juarez Domingues Carneiro, o profissional de contabilidade não é mais o profissional que cuida apenas das contas. “Sua atuação não se limita mais aos aspectos puramente técnicos, mas também está presente no assessoramento e consultoria em gestão, bem como no desenvolvimento e crescimento das empresas.” Veja em quais momentos este profissional é indispensável para sua empresa.
Abertura
Abrir um negócio envolve minúcias muitas vezes desconhecidas. Além de ter claros os objetivos e a área de atuação da empresa, é preciso  pensar em como será a constituição societária, o tipo jurídico da empresa, onde estará alocada, além do capital social e o planejamento financeiro. 
O vice-presidente do CFC, Enory Luiz Espinelle, afirma que, em todas essas situações, o contador deve estar presente. “Ele também ajuda a estruturar o contrato ou estatuto social da empresa e organiza a parte contábil”, diz.
Espinelle explica que há dois tipos de contabilidade hoje em dia: a societária e a fiscal. A primeira, segundo ele, cuida de atos práticos e registros e dão sustentação para demonstrações contábeis de prestação de contas. A outra diz respeito a todo o processo de informações das obrigações fiscais, das atividades da empresa, da incidência de tributos, débitos e créditos e da apuração de impostos devidos. “Tudo deve ser pensado pelo contador”.
A professora Rosemary Lopes ressalta essas atribuições. “Normalmente, é o profissional que orienta sobre o formato jurídico que a empresa deve adotar. Além disso, ajuda a definir quais os procedimentos, licenças e autorizações precisa obter, como registrar a empresa e qual o melhor regime tributário”, ressalta da professora.
Em operação
Além de fazer balanços mensais e anuais das contas da empresa e lembrar o pagamento de contas, o profissional de contabilidade deve estar por dentro de possíveis modificações na legislação brasileira. “Acontece de o governo decidir mudar a forma como faz o recolhimento de impostos ou a cobrança de tributos”, afirma Rosemary. O contador também pode auxiliar nas discussões sobre alterações societárias.
Também são atribuições do contador da empresa, que pode ser um funcionário ou uma empresa de contabilidade que presta o serviço, os controles financeiros, de planejamento, fluxo de caixa e orçamentos. “É fundamental ter um controle da gestão baseado em informações, organização financeira, prestações de contas, balancetes mensais e demonstrações contábeis anuais”, avalia Espinelle.
Encerramento
O contador pode alertar, ainda, para os passos necessários para fechar o negócio, prazos e exigências. Ao optar por essa decisão, o empresário precisa de um balanço de encerramento das atividades, inventário, pagamento de credores e levantamento de recebíveis.
Além disso, é preciso definir como se dará o compartilhamento de bens. “Gerado todo o processo de liquidação, será feito o distrato comercial a ser levado à junta comercial, as declarações fiscais de encerramento e baixas em órgãos em que a empresa mantem registro”, explica Espinelle. 
Exame

IOF sobe 12,14% mesmo com ações para conter crédito

Mesmo adotando medidas para conter o crescimento do financiamento no ano passado, o governo não conseguiu controlar todo o ímpeto da tomada de crédito, que acabou avançando no país em 2011. Com isso, o governo se beneficiou de uma forte arrecadação de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que cresceu 12,14% no ano passado, para um total de R$ 32,564 bilhões.
A arrecadação proveniente das operações de crédito de pessoas físicas merece destaque. Houve um aumento de 44,09% do recolhimento de IOF no ano passado (R$ 11,244 bilhões) ante 2010 (R$ 7,803 bilhões). Quase toda a diferença de arrecadação desse imposto de um ano para o outro, um total de R$ 3,525 bilhões, foi resultado do aumento do crédito para pessoa física, de R$ 3,441 bilhões.
O recolhimento só não foi maior porque as ações do governo tiveram um efeito mais claro sobre o crédito para Pessoa Jurídica e na entrada de capitais externos. O crescimento dos financiamentos para PJ avançaram 5,49% no ano passado, um ritmo bem mais lento, passando de R$ 9,360 bilhões para R$ 9,874 bilhões.
No caso dos fluxos de capital externo, o aumento da alíquota do IOF fez com que a arrecadação desse imposto caísse 15,67% nas entradas de moeda, passando de R$ 5,544 bilhões para R$ 4,676 bilhões.
"O governo adotou medidas para conter o consumo e elas não tinham cunho arrecadatório. São decorrentes das políticas macro para reduzir o ritmo da atividade econômica", disse o secretário da Receita Federal, Carlos Barreto.
Exame

As ações que mais perderam e ganharam na semana

 O Ibovespa caiu levemente nesta sexta-feira, mas encerrou o período com a quarta semana seguida de alta. A valorização de 1% elevou o desempenho no ano para 10,8%, aos 62.904 pontos. Os investidores estão mais otimistas sobre a possibilidade de uma solução para o calote organizado da Grécia.
Além disso, o mercado se animou com a última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que deixou aberta a possibilidade de redução da taxa Selic, hoje em 10,5% ao ano, abaixo de 10%. As taxas dos contratos de depósitos interfinanceiros (DI) se ajustaram e já precificam um juro de um dígito ao final deste ano.
Oi
As ações da Telemar Norte Leste, que faz parte do grupo Oi, tiveram a pior performance do índice na semana. A Oi convocou na quinta-feira uma assembleia para o dia 27 de fevereiro com o objetivo de decidir os detalhes do seu plano de reestruturação. A proposta foi apresentada em maio pela Telemar Participações.
“Esperamos que a fusão seja aprovada, e uma estrutura simplificada deve levar à redução de custos, aumento de liquidez e permitir que a companhia anuncie uma política de dividendos formal”, disseram os analistas Valder Nogueira, Bruno Mendonca e Gregorio Tomassi, do Banco Santander, em um relatório.
Braskem
A Braskem subiu 11% na semana. A empresa captou hoje 250 milhões de dólares em títulos com vencimento em 2021, a uma taxa de 5,75%, disse uma pessoa próxima à operação para a Bloomberg. A maior petroquímica da América Latina acumula uma valorização de 24% apenas em janeiro.
EmpresaCódigoPreço (R$)Var. Sem. (%)Var. Ano (%)EmpresaCódigoPreço (R$)Var. Sem. (%)Var. Ano (%)
Telemar Norte LesteTMAR544,66-9,14-0,27BraskemBRKM515,911,1124,22
HypermarcasHYPE310,5-8,723,53RossiRSID39,887,3923,5
LightLIGT327,22-6,94-5,49BrookfieldBISA36,36,9627,27
ViverVIVT448,64-4,83-5,25B2WBTOW310,326,8314,67
FibriaFIBR314,8-3,276,71BM&FBovespaBVMF310,894,7111,12
ItaúsaITSA411,66-3,163,37GafisaGFSA34,494,188,98
EletrobrasELET624,81-2,9-7,6HeringHGTX341,73,7328,47
EmbraerEMBR311,8-2,880,34Banco do BrasilBBAS327,053,6414,14
NaturaNATU338,29-2,825,6SabespSBSP356,13,547,82
ItaúITUB436,11-2,676,27CyrelaCYRE316,813,5113,27
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