segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O Tico e o Teco do investidor

As ilusões, neuras e lapsos da mente de quem busca multiplicar o capital

Victor Affaro
Para ser bem-sucedido na proteção e ampliação do seu patrimônio, qualquer investidor deve ser minimamente versado em economia e finanças, e acompanhar os setores onde estão as ações do seu interesse. Mas um ramo recente da economia tem mostrado que há outro grande campo a desvendar: as próprias emoções. Como seres humanos, somos às vezes reféns de processos mentais – que tanto podem nos ajudar a tomar decisões rápidas como nos condenar a erros catastróficos. Pode ser o apego a um papel que só nos dará prejuízo, o otimismo baseado em fatos irreais, a generalização a partir de um caso muito particular... A seguir, alguns exemplos de processos mentais perigosos ao bolso, e como se prevenir.
O MAU HUMOR
AQUELA NUVENZINHA NEGRA QUE VOLTA E MEIA PAIRA SOBRE NÓS TAMBÉM AFETA OS INVESTIMENTOS
Assim como o otimismo exacerbado pode trazer prejuízos, as emoções negativas exercem forte influência sobre os investidores. Segundo estudos da psicóloga Jennifer Lerner, professora do centro de liderança em Harvard, eventos aparentemente irrelevantes ocorridos antes da tomada de decisão podem levar tudo a perder. Por causa de uma discussão com o marido ou a mulher no café da manhã ou um congestionamento para chegar ao escritório, seu suado dinheirinho pode ir para o ralo. “A tristeza pode fazer com que você reduza o valor do seu bem (ação, imóvel, cota de fundo) além do que seria razoável apenas para fechar negócio logo e obter uma mudança de humor”, afirma Jennifer. Movimento similar pode ocorrer com o comprador que paga caro por um bem cujo valor está em alta. Se o mal-estar tiver raízes mais profundas, o risco é maior. “A extrema insatisfação com alguma coisa pode nos fazer perder grandes oportunidades”, diz a psicóloga Vera Rita de Mello Ferreira, especialista em finanças comportamentais e autora do livro Cabeça de investidor e decisões econômicas.
Victor Affaro 
O SENTIMENTO DE POSSE
AO SENTIR-SE DONO DE UM PAPEL, O INVESTIDOR CORRE O RISCO DE FICAR CEGO A RISCOS E OPORTUNIDADES
A posse é uma grande geradora de prazer – e de perigos – para o cérebro humano. Atos como experimentar uma camisa ou fazer o test drive de um carro muitas vezes são o gatilho para que nossa mente tenha faíscas de deleite por se sentir “dona” daquilo que desejamos. No mercado financeiro, o lado perigoso dessa emoção ocorre quando o vínculo com um papel passa a atrapalhar o discernimento. “Chegada a hora de se desfazer dos papéis, alguns investidores só conseguem se lembrar das dificuldades que enfrentaram para comprá-los”, diz Vera. O sentimento predominante na mente do investidor é a injustiça, já que o comprador não está nem aí para a história de vida de quem está do outro lado da mesa da negociação. Sem enxergar a autossabotagem, muitos acreditam que no futuro irá aparecer um interessado disposto a pagar mais. E o papel vai derretendo...
   Divulgação 
O OTIMISMO EXAGERADO
VOCÊ É AUTOCONFIANTE? CUIDADO, ESTE PODE SER O PRIMEIRO PASSO PARA PERDER MUITO
Entre os riscos no caminho de um investidor está o de ganhar muito dinheiro. Com o sucesso, é provável que o medo e a cautela cedam espaço ao otimismo e à autoconfiança – dois dos maiores inimigos de quem investe. A mentalidade de vencedor nos faz esquecer o medo, e com ele a precaução de coletar informações suficientes para tomar decisões. Passa-se a confiar muito na intuição e em superstições. “O excesso de confiança faz o aplicador subestimar os riscos associados aos diversos investimentos, superestimar o potencial de alta e o preço da aquisição”, diz o livro Finanças comportamentais, do economista Aquiles Mosca. Em um estudo com 1.053 profissionais do mercado financeiro, em 1999, o psicólogo e prêmio Nobel Daniel Kahneman revelou que o otimismo é um traço do investidor: 74% deles prestavam muito mais atenção nas ações nos períodos de alta, e só 7% priorizavam as baixas. “Estes 74% sofrem do viés de otimismo e geralmente são os mesmos que realizam saques ao primeiro sinal de realização do mercado”, diz Mosca. Segundo estudo feito pelos acadêmicos Brad Barber e Terrance Odean em 2002, a internet depositou ainda mais poder nas mãos dos otimistas. Com ferramentas de análise e informações, eles se sentem ainda mais capazes de decidir sozinhos.
   Divulgação 
A PATROA CUIDA MELHOR
EM TEMPOS DE INCERTEZA, A PREOCUPAÇÃO DAS MULHERES COM O AMANHÃ SEGUE SENDO O PORTO SEGURO
Nas últimas décadas, o mercado financeiro intercalou momentos de exuberância com a sensação de abismo. Surpreendentemente, nada disso afetou o humor das investidoras não profissionais. Seja qual for o cenário, elas se mantêm estáveis, quase sempre na direção contrária ao risco. “Estudos acadêmicos mostram que as mulheres exibem maior prudência que os homens na gestão de seus portfólios”, diz Mosca. O apego à segurança é um traço fiel ao gênero, independentemente de classe social, educação ou tamanho da família. Segundo os biólogos evolucionistas, o fato de as mulheres terem uma responsabilidade maior que os homens no processo reprodutivo as conduz a uma postura de maior cautela frente ao risco. Enquanto os homens ficam enfeitiçados com o desafio, elas geralmente focam no que podem perder se sua aposta der errado.
   Divulgação 
A SÍNDROME DO "DEIXA ESTAR"
O PREJUÍZO GERADO POR APATIA DO INVESTIDOR NÃO DóI TANTO QUANTO OS OUTROS. MAS É PREJUÍZO
Um dos artifícios do cérebro para nos distanciar da sensação de perda consiste em minimizar o peso da inércia sobre os maus resultados. Segundo essa lógica, o prejuízo causado por uma decisão consciente tem um peso muito maior do que aquele causado por inércia. Na psicologia econômica, esse comportamento é conhecido como viés de status quo. Trata-se de fechar os olhos para um perigo iminente. “Ele expressa nossa dificuldade para tomar decisões, como se dessa forma fôssemos capazes de evitar o risco, missão impossível quando nossas ações se desenrolam rumo ao futuro que ninguém conhece”, diz o livro A cabeça do investidor.
ÉpocaNegócios

O brasileiro está mais disposto a pagar pela qualidade


Para Eduardo Ragasol, presidente da Nielsen Brasil, empresa de pesquisa de mercado, o aumento da sofisticação do consumidor será um dos principais motores do crescimento do varejo

Reprodução Internet
Para Eduardo Ragasol, da Nielsen Brasil, uma pesquisa precisa oferecer informações para que as empresas possam tomar decisões
O consumidor brasileiro está cada vez mais exigente em suas escolhas. Seja na compra de alimentos ou de eletrônicos, a qualidade e a garantia estão falando cada vez mais alto. E isso é uma boa notícia para os varejistas. Na opinião do mexicano Eduardo Ragasol, presidente da Nielsen Brasil, esta sofisticação do consumo será um dos motores para o crescimento econômico do país.
Além de mostrar que o brasileiro quer mais qualidade, as pesquisas de mercado feitas pela Nielsen têm mostrado às empresas os hábitos, motivações, atitudes e padrões de compra dos consumidores. Ragasol está na Nielsen desde 1988 e assumiu a presidência da empresa no Brasil em 2009. Ele conversou com Época NEGÓCIOS sobre o comportamento do consumidor brasileiro.

A Nielsen divulgou diversas pesquisas recentes sobre o Brasil. Uma delas, por exemplo, aponta que o brasileiro é o 4º mais confiante do mundo. Quais são os motivos para tanta confiança? 
Em 2012, o brasileiro vai continuar com índice alto de confiança. Não vemos uma mudança nesse patamar. Há menos desemprego e o nível salarial tem crescido nos últimos anos. Além disso, o brasileiro está confiando mais no governo e nas instituições. O governo de Dilma Rousseff está se fortalecendo.
No varejo como será o cenário neste ano e quais serão as tendências de consumo?
O cenário em geral é positivo para os fabricantes e varejistas. Esperamos um crescimento, mas um crescimento moderado. Por volta de 2,5% no volume do total de vendas no varejo. Isso vai gerar oportunidades de negócios sempre que eles forem mais competitivos, gerando condições melhores de qualidade e preço. O crescimento será especialmente no setor alimentar. O supermercado de porte médio é o que mais está aumentando. O mercado de farmácias também está mostrando crescimento. E o motor dessa evolução tem sido a inovação e a procura por novos produtos e nichos de mercado. Também tem o aumento da sofisticação do consumidor.
 Getty Images
Varejistas são ótimos para organizar as lojas, de acordo com Ragasol
Quando o senhor fala em sofisticação do consumidor, podemos então dizer que o consumidor está procurando por mais qualidade? O preço não é mais um diferencial?
O preço continua influenciando, a diferença é que hoje o consumidor está mais disposto a pagar pela qualidade. Os produtos de maior crescimento nos últimos dois anos têm sido aqueles cujas marcas garantem qualidade.
Essa mudança de comportamento tem a ver com o crescimento da classe C?
O consumidor identificado como classe C procura por produtos de qualidade, mas ainda não tem todo o dinheiro para pagar altíssima qualidade. É uma classe emergente, onde vemos um nível de bem-estar que está bem acima do que foi há duas décadas. E isso é uma ótima notícia para a indústria e para o varejo.

E o que o senhor pode falar das outras classes socias? A classe D também está começando a ter acesso a serviços e ao consumo. Será um novo impulso para o consumo no Brasil nos próximos cinco anos, se a economia continuar na direção certa. As classes A e B vão demandar maior sofisticação, vão exigir produtos de maior qualidade. Temos serviços de grande qualidade, mas estão concentrados em grandes cidades. Fora delas, os serviços ainda são fracos.
Este ano a Nielsen começará a medir a audiência de TV, concorrendo com o IBOPE. A parceria com a empresa brasileira na medição online continua?
Sim, essa parceria está sólida. Não há problema nenhum. Pelo contrário.
Há espaço para concorrer na medição de TV?
O Brasil é um país livre, sempre há espaço. Nada impede a concorrência. Qualquer um pode concorrer.
Por que a Nielsen não faz pesquisa política?
Existem profissionais focados nessas pesquisas. Achamos que essa é uma área que já está bem preenchida por outros concorrentes.
ÉpocaNegócio

Convênio incentiva pequenos negócios de moda e design

 Inserir as micro e pequenas empresas brasileiras no mercado de alto valor agregado da moda. Esse é objetivo do convênio que o Sebrae assinou com o Instituto Nacional de Moda e Design (In-Mod) nesta sexta-feira, durante o São Paulo Fashion Week (SPFW), na capital paulista.
Participaram da assinatura o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, o diretor-técnico da instituição, Carlos Alberto dos Santos, e o presidente do In-Mod, Paulo Borges.
Por meio do projeto Contextualizar na Moda, o convênio vai promover a inovação nas micro e pequenas empresas do setor, incentivar a conquista de novos mercados, articular e fortalecer a rede de parceiros e estimular a cultura do empreendedorismo nas empresas participantes. A meta é quebrar o tabu de inacessibilidade desse mercado para os pequenos negócios.
“A moda é um segmento da economia criativa em que o Sebrae tem investido muito e traz oportunidades não apenas para pequenas empresas do segmento têxtil e confecção. O convênio com o In-Mod vai nos permitir aproximar os pequenos negócios também dos ramos de calçados e acessórios e com foco no mercado do design, o que é altamente inovador”, afirma o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto.
O In-Mod é o realizador do SPFW e do Fashion Rio, dois dos maiores eventos de moda do país. O SPFW, que acaba de completar 15 anos, está entre as cinco semanas de moda mais importantes do mundo, além de ser o mais representativo do setor no Hemisfério Sul. A primeira edição deste ano acontece até a próxima terça-feira (24).
O convênio prevê cinco linhas de atuação, que serão desenvolvidas nos principais eventos do calendário da moda no Brasil: São Paulo Fashion Week (SPFW), Fashion Rio, Rio-à-Porter, Revista Mag! e Movimento Hot Spot. Estão programadas consultorias, capacitações, palestras e participações dos empreendedores em feiras, workshops e exposições de eventos do setor.

A estimativa, segundo a gerente de Atendimento Coletivo – Indústria do Sebrae, Kelly Cristina Sanches, é de que o projeto alcance cerca de 8 mil empresas de todo o país. “Queremos sensibilizar, informar, educar, difundir conhecimentos e possibilitar a troca de experiências entre os empreendimentos, contribuindo para o fortalecimento e a competitividade dos pequenos negócios desse segmento”, afirma.
O projeto é a concretização de uma intensa negociação realizada ao longo de dois anos. Os trabalhos começam já nesta edição do SPFW, com a assinatura do convênio.
As empresas apoiadas pelo projeto participarão, a partir das próximas edições, de um grupo restrito de convidados com acesso aos ambientes de exposição e desfiles, para conhecer e imergir no ambiente da moda. Nas próximas edições dos eventos do Calendário Oficial da Moda, no segundo semestre de 2012, já serão realizadas exposições de produtos dessas empresas.
Oportunidade
No Fashion Rio, a principal ação é a inserção de conteúdos, entrevistas e reportagens customizadas para as micro e pequenas empresas na programação da TV do evento.
Já o Rio-à-Porter aumenta as oportunidades dos pequenos empreendimentos, que ficam frente a frente com as maiores grifes e polos de moda durante a Bolsa de Negócios. Esse evento conta já com a participação de cerca de 200 compradores nacionais e outros 30 internacionais convidados, além de uma média de mais de 10 mil visitantes.
O Movimento Hot Spot, um festival de artes integradas, pretende identificar, expor e premiar talentos inovadores em diferentes segmentos, com eventos que convergem criatividade, tecnologia e economia.
Pelo projeto, o evento representa um ambiente favorável à profissionalização de talentos empreendedores. Por fim, o movimento vai criar uma empresa júnior para viabilizar no mercado as melhores ideias identificadas e premiadas.
Nas edições da revista Mag!, o leitor encontrará informações sobre as empresas atendidas pelo projeto e o catálogo dos produtos. A publicação, há mais de cinco anos no mercado, é lançada em edições bimestrais com artigos sobre arte, comportamento, música, tendências, literatura, estilo, arquitetura e moda.
Exame

Incrível projeto de energia solar

Cinquenta e duas casas, entre residenciais e comerciais, formam o bairro ancorado em Freiburg, na Alemanha, que se tornou referência em boa vida e impacto ambiental mínimo. Situado em uma das regiões mais ensolaradas do país, o vilarejo de Sonnenschiff é capaz de produzir quatro vezes mais energia do que consome.
A auto-suficiência é atingida através do seu projeto de energia solar, que utiliza painéis fotovoltaicos posicionados estrategicamente para aproveitar ao máximo a incidência dos raios de sol. Além de aproveitar a luz natural, com amplas aberturas para deixar o sol entrar nos ambientes internos, as casas ecológicas também contam com tecnologia para economizar água.
Os telhados possuem sistemas de captação de água da chuva, que depois é utilizada na irrigação de jardins e nas descargas de vasos sanitários, diminuindo ainda mais o impacto no ambiente.
Exame

Incrível projeto de energia solar no mundo

Apesar das claras vantagens ecológicas, projetos de energia solar têm um calcanhar de Aquiles: eles dependem da existência de luz natural para produzir eletricidade. Mas um sistema de geração em Sevilha, na Espanha, mandou para escanteio essa fraqueza. Trata-se da Gemasolar, a primeira usina de energia solar concentrada (ESC) em escala comercial do mundo, que gera energia durante a noite ou em dias nublados.
A produção de eletricidade sem a presença de luz solar resulta de uma inovadora tecnologia que usa sal fundido para estocar calor e operar 24h. Com capacidade instalada de 19,9 megawatts, a central já fornece energia para 25 mil lares na região de Andaluzia. 
Exame

sábado, 21 de janeiro de 2012

Davos quer buscar novo ajuste ao capitalismo

Genebra - O Fórum de Davos, um dos grandes encontros econômicos mundiais, é realizado na próxima semana com a intenção de buscar um novo ajuste ao capitalismo como motor da economia mundial e encontrar fórmulas criativas contra a crise.
Organizado pelo Fórum Econômico Mundial (FEM), a reunião entre os dias 25 e 29 de janeiro em Davos, na Suíça, chega no momento de maior incerteza econômica das últimas décadas, especialmente na Europa, e pretende transformar o capitalismo.
O capitalismo, em sua forma atual, já não se encaixa no mundo. Não soubemos aprender das lições da crise de 2009. Precisamos de uma transformação global, disse nesta quarta-feira em entrevista coletiva Klaus Schwab, fundador e diretor-executivo do FEM.
Temos que encontrar novas linhas de pensamento e deixar a maneira habitual de fazer as coisas, disse Schwab.
O economista e empresário alemão que fundou o FEM em 1971 insistiu que o capitalismo tem que ser reformado, algo que defende há anos, e argumentou que o problema atual não é a falta de capital, mas a falta de talento humano, uma questão que definirá a competitividade futura da economia.
A importância de Davos reside principalmente no poder de convocação que alcançou o FEM, que reunirá no espaço de quatro dias cerca de 40 chefes de estado e de governo.
Em uma evidente mostra de que a crise na zona do euro está no centro das discussões sobre o futuro, a chanceler alemã, Angela Merkel, pronunciará o discurso inaugural.
Estarão presentes, entre outros, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, o presidente do México, Felipe Calderón, o presidente do Peru, Ollanta Humala, e o presidente do Panamá, Ricardo Martinelli.
A delegação brasileira será presidida pelo ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota.
Do mundo econômico, haverá especial interesse em escutar o que tem a dizer o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, seu antecessor, Jean-Claude Trichet, a diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, e o secretário americano do Tesouro, Timothy Geithner.
Também está prevista a presença do vice-presidente para Assuntos Econômicos e Monetários da UE, Olli Rehn, o vice-presidente e comissário de concorrência, Joaquín Almunia, o ministro alemão de Finanças, Wolfgang Schauble, e o novo ministro espanhol de Economia e Competitividade, Luis de Guindos.
Junto a eles, 1.600 homens e mulheres de negócios representantes das empresas que formam e mantêm o Fórum, assim como sindicalistas e integrantes de ONGs. 
Le Monde

Cão de O Artista é indicado a prêmios em Hollywood

Los Angeles - O cachorro Uggie, que ofuscou seus companheiros de tela no filme mudo "O Artista" - vencedor no domingo de três Globos de Ouro -, também está sendo reconhecido em Hollywood ao ser indicado nesta quarta-feira a dois prêmios Coleira de Ouro.
Uggie recebeu duas indicações como Melhor Cachorro em um Filme por suas atuações em "Água para Elefantes" (com Reese Witherspooon e Robert Pattinson) e "O Artista", um filme mudo francês que está gerando muita expectativa na corrida pelo Oscar, que será entregue em fevereiro.
Os fãs do terrier, que desatou numerosos "Ooooh" durante a última entrega dos Globos de Ouro, poderão ter a oportunidade de ver Uggie receber um prêmio hollywoodiano por seu papel em "O Artista".
O filme conta, com a estética dos filmes dos anos 1920, a tragédia de um ator de cinema mudo que se torna obsoleto com a transição para o cinema sonoro.
Uggie competirá pela estatueta de osso com Cosmo ("Beginners"), Denver ("50/50") e Hummer ("Young Adult").
Os indicados da primeira edição do prêmio Coleira de Ouro, organizado pela revista canina Dog News Daily, foram anunciados no Teatro Egípcio em Hollywood pelo próprio Uggie e pela atriz de "The Artist" Penelope Ann Miller.
Para os prêmios, que serão entregues em 13 de fevereiro em Los Angeles, também foram indicados mascotes em categorias como Melhor Cão em Filme Estrangeiro e Melhor Cão em Série de TV.
"O Artista", dirigido pelo francês Michel Hazanavicius, ganhou no domingo o Globo de Ouro de Melhor Comédia, Melhor Ator de Comédia (para Jean Dujardin) e Melhor Trilha Sonora.
Uggie roubou a cena quando subiu ao palco para receber o principal prêmio junto ao restante do elenco, desfilou pelo tapete vermelho e deu entrevistas, latindo para o microfone.
Exame