segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Uma nova migração no mercado financeiro

Em 2011, mais de 200 mil profissionais foram demitidos em Wall Street, principal centro financeiro do mundo. Muitos deles estão vindo para o Brasil para trabalhar em bancos ou montar um negócio do zero
 - Gilberto Tadday/AE

Era uma manhã de setembro com temperatura amena em Nova York quando milhares de pessoas tomaram o Zuccotti Park, gritando palavras de ordem e levando cartazes com frases contra o capitalismo.
"Definitivamente, Wall Street está perdendo o sex appeal", pensou Thomas Grimm, diretor de um fundo de investimentos americano. Com uma carreira de onze anos no mercado financeiro mais importante do mundo, Grimm não é do tipo que reprova os manifestantes do "Occupy Wall Street" (Ocupe Wall Street). Mas, no momento, o que esse americano está fazendo é exatamente o contrário: ele e a esposa, a advogada brasileira Denise Hirao, estão fechando o apartamento em Manhattan e arrumando as malas para deixar Wall Street para trás. O destino? Brasil.
Profissionais de grandes centros financeiros, como a City de Londres e Wall Street, estão vindo para o País para trabalhar nos bancos e companhias do mercado nacional ou para montar suas próprias empresas. Não há estatísticas de quantos são. Mas não é difícil encontrá-los.
"Importamos dois", conta Daniela Bretthauer, analista-chefe da Raymond James. Outras instituições, tanto estrangeiras quanto brasileiras, estão aproveitando essa migração de profissionais que fogem da crise nos Estados Unidos e Europa.
Não é para menos. A maior parte das grandes companhias do mercado financeiro americano e britânico anunciou demissões em massa. A mais recente foi na semana passada: o Morgan Stanley está cortando 1,6 mil vagas no mundo, 580 só na sua base, em Nova York. HSBC e Bank of America já haviam informado baixa de 30 mil empregados, cada. Contas preliminares mostram que, só em 2011, mais de 200 mil profissionais de Wall Street foram demitidos.
"Mesmo que você não seja demitido agora, não dá para continuar lá sabendo que pode ser incluído nos próximos cortes", diz João Valli, ex-analista de empresas de bens de consumo do Merrill Lynch, em Londres. Natural de Brasília, Valli decidiu deixar a City e voltou para montar uma butique de investimentos na capital federal(leia abaixo).
Expansão
O mercado financeiro brasileiro ainda está a anos luz do que é Wall Street. Mas é isso que está atraindo esses profissionais: o espaço para crescimento.
"Ao contrário dos Estados Unidos e da Europa, nosso mercado de capitais está em expansão", diz Alberto Kiraly, vice-presidente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Um dos indicadores desse crescimento são as captações de investimento de empresas brasileiras por meio de títulos de renda fixa. "Elas dependem só do desempenho do mercado doméstico, por isso refletem o que acontece aqui, sem contaminação da crise externa", explica Kiraly. Até novembro, a oferta desses títulos somava R$ 77,7 bilhões - R$ 2,3 bilhões a mais que no mesmo período de 2010.
"O mercado de renda variável, que inclui a emissão de ações, também deve crescer", diz Kiraly. Em 2011, os investimentos nessa área se intimidaram com a crise na Europa. Por isso, esperam na gaveta 67 ofertas públicas que valem juntas R$ 28 bilhões, todas em análise na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). "Ao primeiro sinal de estabilidade, os investidores devem voltar e as ofertas serão concretizadas", diz Kiraly.
Outro indicador do desenvolvimento do mercado é o investimento direto estrangeiro. Em 2011, ele deve passar a marca de US$ 65 bilhões, o que ajuda financiar o déficit em conta corrente de US$ 53 bilhões.
Milionários
Mas há uma estatística em especial que faz brilhar os olhos de muitos estrangeiros e brasileiros expatriados: 19 pessoas se tornam milionárias a cada dia no Brasil, desde 2007, segundo estudo apresentado em Miami, na conferência Private Banking Latin America 2011, há um mês. "Ninguém quer ficar de fora de um mercado assim", diz o executivo da Anbima.
Nesse ambiente, bancos e empresas precisam ter profissionais altamente especializados nas áreas financeiras e de negócios. "Várias companhias têm me pedido para buscar profissionais de Wall Street, tanto estrangeiros como brasileiros", diz Angélica Wiegand, da empresa de headhunters CTPartners Brasil.
"Não temos nenhum índice, mas vimos notando pessoas em grandes bancos internacionais pedindo transferência para o Brasil", diz Rodrigo Soares, da empresa Hays, especializada em recrutamento internacional.
A chegada desses migrantes tem sido bem recebida pelo mercado nacional. "São profissionais muito gabaritados, o que é muitas vezes difícil encontrar por aqui", diz Angélica.
Mas nem sempre tudo está a favor dos que voltam. "Contratamos gente de fora porque os salários de profissionais brasileiros inflacionaram muito nos últimos anos", diz Daniela, da Raymond James. "Então, fica mais barato trazer pessoal de fora", diz ela.
Estadão

domingo, 1 de janeiro de 2012

SOLUÇÕES ESTRATÉGICAS PARA AMPLIAR ESPAÇO NO MERCADO

As organizações, hoje, enfrentam ambientes complexos e variáveis, que são definidos por seus clientes, proprietários e pela comunidade na qual operam. Clientes definem o que a empresa deve fazer para eles continuarem comprando seus produtos. Proprietários definem os objetivos primários da empresa que, freqüentemente, refletem considerações de riqueza, mas podem refletir metas socialmente relacionadas. A comunidade define as leis e convenções sociais que a empresa deve reconhecer para interagir com seus stakeholders, que são os clientes, os funcionários, os fornecedores, os proprietários e a própria comunidade.

O ambiente de negócio mudou. São poucos os executivos que ignoram a rapidez com que as pressões competitivas se intensificaram nos últimos anos.

As estratégias para conquistar participação de mercados, têm se tornadas complexas e numerosas. Grandes corporações têm encontrado dificuldades para implementá-las, mesmo contando com as contribuições de seus ativos intangíveis.

Em praticamente todos os setores industriais, os mercados tornam-se globais, com concorrentes em escala mundial oferecendo bens e serviços de alta qualidade com baixos custos. No setor serviços – todo produto gera um serviço; que gera um benefício; que gera uma solução e é isso que o cliente deseja – clientes são cada vez mais exigentes em termos da velocidade na entrega e na exatidão, levaram as empresas, muitas vezes, a tentar desmantelar antigos processos burocráticos.

Indústrias de serviços que anteriormente operavam com determinadas regulamentações e repassavam todos os custos para os clientes, hoje enfrentam um ambiente diferente. Melhorar a eficiência dos processos e reestruturar-se tornaram o objetivo para todas a organizações.

Há, portanto muitas preocupações por parte de executivos quanto à implementação de estratégias como medidas de desempenho gerencial; principalmente agora na era do conhecimento para criar uma cadeia de valor para o cliente. Implementar novos conceitos no comportamento dos custos, suas causas (direcionadores de custos), centro de custos,  sistemas de alocação de custos, custeio baseado em atividades e decisões sobre preços mix dos produtos e serviços.

Tem-se observado no mundo empresarial enorme dificuldades em mensuração de desempenho, no gerenciamento das informações no tocante a processos referente a custos, precificação, finanças e clientes, só para citar alguns. Soluções existem e não são fáceis de implementá-las. Associar o Balanced Scorecard (BSC) que é "sistema de gestão e avaliação que visa o desempenho de uma célula de negócio sob quatro perspectivas, a financeira, a do cliente, a do processo empresarial interno e a aprendizagem e crescimento", com o Custeio Baseado em Atividade (ABC) que "proporciona uma visão econômica mais precisa dos processos, produtos, serviços, clientes, revela lucros e perdas que foram encobertos pelos sistemas tradicionais de contabilidade e custos das empresas"; essa associação, BSC com ABC como soluções de gestão – medidas de desempenho - que muitas organizações estão buscando implementar para crescer e permanecer competitivas no mercado global.

No entanto, empresas que implementam um novo sistema de medidas de desempenho, na maioria das vezes, não associam as medidas às suas estratégias. E assim sendo, não conseguem  identificar os processos críticos para que a estratégia fosse bem sucedida. Sendo assim, amplia-se o alcance do BSC, vinculando suas medidas à estratégia organizacional.

A elaboração do BSC parte do pressuposto que haja uma estratégia e objetivos financeiros bem definidos, pois estes servirão de foco principal para os objetivos e medidas de todas as perspectivas do BSC. E ainda, o BSC é um sistema de gestão baseado em indicadores que impulsionam o desempenho, proporcionando a organização uma visão do negócio atual e futura, de forma abrangente. Traduz, também, a missão e a estratégia em objetivos e medidas organizadas nas quatro perspectivas citadas acima.

O que se tem observado no Brasil, é um crescente interesse das empresas pelas técnicas de custeio baseado em atividades (ABC), particularmente aquelas do setor industrial, notadamente em resposta aos movimentos de globalização e quebras de dispositivos protecionistas e de reserva de mercado, que foram recentemente introduzidos no cenário político-econômico.

Uma vez que a técnica de ABC apóia-se nas atividades e processos como verdadeiros elementos organizacionais de transformação, a criação de valor e geração de custos, torna-se útil um exame e análise a respeito das técnicas disponíveis para lidar com esses conceitos. Portanto, torna-se bastante natural, a compreensão de que para poder utilizar a técnica de ABC com a máxima eficiência, é necessário antes de tudo empreender esforços para diagnosticar, mapear, medir e gerenciar os processos de negócio que se pretende melhorar através da gestão de custos por atividades.

Em poucas palavras, pode-se afirmar que o ABC é uma espécie de instrumento revelador, a ferramenta que é empregada para apontar os custos e suas verdadeiras causas, ou seja, relacionando-os com as atividades e processos utilizados na execução de determinadas operações de negócio. 

Tenho realizado pesquisas e trabalhos de observação nas empresas, com a intenção de diagnosticar e recuperar empresas, fundamentando essa associação BSC com ABC como Soluções Estratégicas para as dificuldades das empresas aqui mencionadas.

por Delano Amaral
Sócio DELAM-Consultoria e Treinamento Empresarial Ltda.

sábado, 31 de dezembro de 2011

77% das empresas perderam dados em 2010, diz estudo

 Uma pesquisa mostra que 77% das empresas tiveram perda de dados durante o ano de 2010. Evitar esta falha é uma das maiores preocupações da segurança de TI, mostra o estudo da empresa Check Point Software Technologies, especializada em segurança na internet e de redes.
A popularidade do e-mail associada às redes de dados e computação de alta velocidade, aplicativos com base em web 2.0 e computação móvel aumentaram os riscos da perda de dados em ambientes empresariais, mostra o estudo.
Em média, o custo de uma falha de dados é de 7,2 milhões de dólares. Só o e-mail representa 20% das ameaças relacionadas a conteúdo de risco legal, financeiro ou regulamentar. Estes dados foram apurados durante o ano de 2011 pela Check Point com empresas em diversos países.
A previsão de crescimento dos dados corporativos é de 650% nos próximos cinco anos. Dispositivos com conexão USB, e-mail e notebooks serão os maiores desafios de segurança de TI para as empresas. O maior deles, segundo a pesquisa, será administrar a complexidade da segurança dos dados da companhia.
O estudo também mostra os quatro maiores desafios de segurança de TI. Administrar a complexidade da segurança é o maior desafio para 51% das empresas que participaram da pesquisa. Outras 35% das companhias disseram que aplicar as políticas de segurança é o maior desafio. Evitar as falhas de dados promovidos por hackers externos (29%) e evitar o roubo de dados por funcionários ou outras pessoas internas (23%) também estão na lista.
INFONotícias

Receita quer agilizar troca de dados do RIC e do CPF

A Receita Federal pretende agilizar a troca de informações do Registro de Identificação Civil (RIC) e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).
O RIC permite que cada cidadão tenha um número nacional. As cédulas de identificação estão sendo substituídas por um cartão magnético, com impressão digital e chip, que incluirá foto, assinatura e informações como nome, sexo, data de nascimento, filiação e naturalidade, entre outros dados.
Pela proposta da Receita, todas as vezes em que for emitido o RIC, o sistema automaticamente consultará a base de dados do Fisco para saber se o contribuinte está no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). Se estiver, os dados serão incluídos também no RIC. Se for um cidadão sem registro no CPF, o cadastro no RIC permitirá a inclusão na base de dados da Receita. As novidades foram anunciadas durante entrevista do secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, à Agência Brasil.
Hoje, a inclusão no CPF pode ser feita nas agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal ou dos Correios ao custo máximo de R$ 5,70. Há a alternativa de fazer o registro em entidades públicas conveniadas, como as unidades de atendimento ao cidadão, sem pagar nada.
"Toda as vezes em que for emitido um RIC, será gravado ali também o número do CPF. Isso amplia a possibilidade do atendimento do CPF de forma gratuita e com toda a segurança que o RIC oferece", disse o subsecretário de Arrecadação e Atendimento da Receita Federal, Carlos Roberto Occaso.
A Receita Federal pretende também reduzir o tempo médio de espera dos contribuintes nas centrais de atendimento do Fisco. A Receita, que iniciou o ano com uma meta de 15 minutos, garante que hoje já existe uma nova marca para todo o atendimento presencial, que é 13 minutos. "Achamos que chegamos a um ponto ótimo. Estamos querendo aperfeiçoar agora os serviços que estão fora de uma curva aceitável. Vamos trabalhar para melhorar os serviços que estão acima desse tempo", disse Occaso.
INFONotícias

Gente perfeccionista morre mais cedo

Muita gente vê, nos perfeccionistas, um quê de qualidade, e não de defeito, né? O pessoal que conduz entrevistas de emprego que o diga. Seja como for, a parte negativa da coisa existe e está bem clara: o seu perfeccionismo, além de dar nos nervos de quem está ao seu redor, pode te matar.
A constatação vem de um estudo feito por pesquisadores de universidades do Canadá e da Noruega, que, depois de analisarem os níveis de perfeccionismo de 450 voluntários, ficaram de olho neles por seis anos e meio, observando como ia a saúde de cada um e, bem, se eles não morriam. Eis que, como deu para ver, o risco de morte era maior entre os que apresentavam sinais fortes de perfeccionismo neuroticismo (é, gente difícil).
Já os mais desencanados, adeptos do “deixa a vida me levar”, é claro, tendiam a viver mais e melhor. Olha só, Zeca Pagodinho tinha razão. Espero que você nunca tenha duvidado.
SuperInteressante

Ficar entediado no trabalho pode matar

Ficar entediado no trabalho pode matar
Sentir-se entediado durante o expediente aumenta “significativamente” o risco de sofrer um enfarte agudo do miocárdio (EAM), segundo pesquisadores da Suécia e dos EUA.
Apesar de a amostragem do estudo ser bastante específica (apenas homens de até 65 anos, de Estocolmo, que enfartaram entre 1974 e 1976), a propensão ficou clara e, segundo os especialistas, merece ser levada em conta: quanto mais tediosa era a profissão do cara (o guia foi uma pesquisa feita na Suécia em 1977, que listou características de 118 ocupações e definiu as mais chatas), maiores as chances de ele ir parar no hospital com o coração em frangalhos.
Curiosamente, trabalhar demais e levar uma vida agitada não se mostraram prejudiciais nesse sentido — a não ser que associados a outros fatores que deixassem a pessoa insatisfeita.
Não é a primeira vez que o CIÊNCIA MALUCA fala sobre como o tédio pode ser fatal.
SuperInteressante

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Fator humano ganha maior peso nos cursos de MBA

Gestão de pessoas, carreira, valores e crenças passam a ser tão importantes quanto módulos de cálculos e de projetos nos cursos de educação executiva

 Shutterstock
No lugar das habilidades técnicas, valores
Cálculos, metas, índices, resultados. Depois de um longo período em que tudo o que importava eram as competências mensuráveis, os cursos de MBA estão sendo reformulados e, agora, ganham foco maior no chamado “comportamental”. Para tanto, vale incluir disciplinas que discutam em sala de aula desde a boa e velha gestão de pessoas até mesmo valores e crenças pessoais.

O movimento, na avaliação de Silene Magalhães, gerente-coordenadora dos programas de pós-graduação da Fundação Dom Cabral, é um reflexo do colapso econômico mundial de 2008. “Com a crise houve um mergulho das principais escolas que fazem educação executiva sobre o papel do MBA na educação dos executivos – tão orientados para o resultado financeiro que contribuíram para o episódio. Daí essa preocupação dos cursos em atingirem um equilíbrio maior entre o que é ferramental e o comportamental.”

Em uma discussão de grupo com dirigentes de empresas feita pela Trevisan Escola de Negócios, um presidente reclamou que, apesar de sua equipe ser formada por ótimos técnicos, eles não tinham valores alinhados aos da empresa. “Essa foi uma demanda unânime apontada pelas companhias que ouvimos”, conta Olavo Henrique Furtado, coordenador dos cursos de pós-graduação e MBA da Trevisan. “Em função da crise, as empresas também começaram a questionar o preço dos cursos, já que seus profissionais não conseguiram prever o evento.”
Esses dois fatores fizeram com que a Trevisan reformulasse todos seus cursos, agora estruturados em três eixos: capacitação técnica; habilidades para ação do executivo e do gestor; e valores, crenças e atitudes.
Mas será possível um MBA transmitir valores a um alto executivo? Furtado diz que o processo não é bem assim. “Escola não é família, isso vale tanto pra graduação quanto para a pós. O papel da instituição de ensino é ajudar o executivo a mapear seus valores e verificar como eles podem se encaixar na empresa onde trabalha. Se os valores do profissional não batem com os da empresa, não dá.”

Licinio Motta, diretor geral da unidade de Pós-Graduação da ESPM-SP, concorda: as escolas estão caminhando cada vez mais para o desenvolvimento das “soft skills”, o que significa a gestão de pessoas, do indivíduo e a capacidade de inovação. “A grande tendência é falar em carreira e apoio ao desenvolvimento da carreira. Não adianta só dar os melhores livros e cases, se não dermos coaching ou criarmos possibilidades de gerar networking.”

Entre muitas opções de MBA, a FGV estreia este ano um curso que, na verdade, propõe-se ser a antítese dos programas clássicos. O objetivo, segundo a entidade, é privilegiar as capacidades práticas e reflexivas dos participantes. “Trata-se de um mestrado internacional que abraçou as economias emergentes sob uma perspectiva baseada no intercâmbio transcultural e na aprendizagem, ao invés da transferência unilateral de conhecimento”, explica Flávio Carvalho de Vasconcelos, diretor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (EBAPE/ FGV).
Dentro destas tendências, aparecem cursos focados na gestão de pessoas, em liderança, e programas que levam em conta o fator humano, como a construção da carreira. Já para atender a demandas do mercado mais imediatas, geradas pelo aquecimento de setores específicos da economia, surgem MBAs voltados para a gestão do esporte e do marketing digital. Em geral, as aulas começam do meio do ano pra frente, mas as inscrições já estão abertas, uma vez que o processo seletivo costuma demorar meses. Confira algumas opções:

Business School São Paulo (BSP)

MBA em Gestão de Pessoas e Liderança: O curso promete combinar a aplicação de conteúdos estruturados em técnicas modernas de gestão com competências interpessoais e habilidades comportamentais para que os alunos formem equipes de alto desempenho, alinhadas às estratégias e aos objetivos das organizações

Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) 
MBA Executivo ESPM: Além das matérias obrigatórias, como marketing, finanças, operações e processos, a instituição fez adaptações ao curso, que agora conta também com um cardápio de disciplinas comportamentais. Um teste no processo de aprovação avalia o modelo de comportamento do candidato – se ele é mais ligado a pessoas ou prefere trabalhar sozinho, por exemplo. A orientação é feita por meio de uma devolutiva com um professor. Eventos para a promoção de network também foram reforçados na repaginação do curso

Fundação Dom Cabral (FDC) 
MBA Empresarial: A repaginação do curso oferecido pela fundação teve como objetivo transformar o programa de sala de aula em um programa “de vivência”. Por isso, entram na grade atividades em viagens a lugares como Ouro Preto e Inhotim, em Minas Gerais. O curso foi organizado em três pilares principais: indivíduo na sociedade (com um conjunto de disciplinas, de filosofia a estratégia da gestão), humanidades e um mapa do mundo dos negócios. O MBA inclui até mesmo um projeto de autogestão da saúde, com acompanhamento durante todo o curso, e trabalha o tema da sustentabilidade

Fundação Getúlio Vargas (FGV)
International Masters in Practicing Management (IMPM): O principal curso para educação de executivos da FGV e na verdade um antiMBA. Co-fundado há 15 anos por Henry Mintzberg, influente pensador da administração, o mestrado internacional é realizado por cinco instituições acadêmicas: McGill (Canadá), Lancaster (Inglaterra), IIMB (Índia), Renmin University of China (China) e, agora, a EBAPE/FGV (Brasil). Em vez de discutirem os estudos de caso e os modelos clássicos, os alunos compartilham experiências e se engajam com diferentes tipos de gestão e tradições acadêmicas ao longo de um ano e meio, em temporadas de duas semanas em cada um dos países que sediam as instituições parceiras

Anhembi Morumbi 
MBA em Gestão e Marketing de Entidades Esportivas: Com a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 sendo sediadas no Brasil, o setor irá demandar profissionais qualificados. De olho nesta demanda, a universidade montou um MBA para preparar executivos com as competências e habilidades necessárias para a gestão esportiva

Trevisan Escola de Negócios 

MBA Marketing da Era Digital: A instituição identificou uma forte demanda das empresas na gestão de seus vários canais de comunicação online e montou um curso especializado no tema. Outros MBAs que buscam atender novos movimentos de mercado são os de Gestão de Marcas, Gestão Educacional, Gestão e Marketing Esportivo e Governança Corporativa.
ÉpocaNegócios