segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Brasil Mercado de Habitação 'Til Booming 2017

Propriedades residenciais em Fortaleza, Ceará, um estado do nordeste do Brasil e abriga um dos jogos de Copa do Mundo em 2014.
Os investidores preocupados com um mercado imobiliário superaquecido chineses precisam apenas ligar para o Brasil. Este mercado imobiliário tem pernas. Eo recente cinco anos boom imobiliário tem uns bons cinco anos mais, antes os valores das casas parar de apreciar.
"A melhor maneira de participar do boom imobiliário como um investidor neste momento para investir em fundos imobiliários no Brasil", disse Marcus Vinicius de Oliveira, diretor-executivo do real estate Consul empresa de valorização patrimonial.
Esse tipo de comentário é bossa jazz suave para os ouvidos dos gestores de fundos como o Joel Wells, que co-gerencia a 356 milhões dólares Alpine Emerging Markets Real Estate Fund (AEMEX). O fundo tem uma série de construtoras brasileiras e desenvolvedores comerciais. Mas apesar das perspectivas positivas de longo prazo, geralmente para o mercado de habitação no Brasil, uma economia mais lenta e uma crise da dívida soberana na Europa tem que minar linha de história mais positiva sobre booms de mercados emergentes de habitação, inclusive no Brasil ensolarado. Poço fundo está abaixo o ano 28% até à data.
Os preços da habitação ter esfriado nos últimos meses, mas estão aumentando ano a ano. Taxas de juros estão caindo para um dígito, mais uma vez a inflação começa a facilidade por causa da desaceleração econômica global tendo seus efeitos sobre o Brasil. Isso não impediu que o fato de que a classe média do Brasil é agora a maioria da população para a primeira vez e eles têm dinheiro para queimar.
Há mais a crescer do Brasil imobiliário do que o programa habitacional de baixa renda do governo Minha Casa, Minha Vida, que leva grande parte do interesse do mercado em nomes como Gafisa (GFA) e Realty Cyrela (CYRE3).Principais empresas de private equity estão investindo em empresas de hospitalidade rumores de ter uma lista de investidores como Warren Buffettpersegui-los para uma participação possível. Operadores de shopping centers, como BR Malls (BRML3) estão levantando capital em ofertas secundárias, e os investidores estão o excesso de subscrições de novas questões.
Então, qual é o prazo 2017? Brasil está construindo para fora para o 2104 FIFA World Cup. Isso é o futebol para o futebol não-fãs, eo Brasil está construindo novos estádios, mas também hotéis e habitação. Em 2016, os Jogos Olímpicos de Verão de vir ao Rio de Janeiro. Oliveira em Patrimonial pensa demanda tanto de habitação e propriedades comerciais permanecerão relativamente elevadas até as coisas lento após essas partes são mais.
"Há uma margem psicológico que o Brasil goza de imóveis, no momento, devido às descobertas de petróleo na costa do Rio, a Copa do Mundo e as Olimpíadas, o que torna o Brasil muito atraente para os investidores estrangeiros no momento. Mas depois de 2017 o Brasil vai ainda ter descobertas de petróleo, mas a Copa do Mundo e Olimpíadas será feito com e investimento estrangeiro no Brasil vai desacelerar como resultado ", disse Oliveira, acrescentando que as classes média e baixa teria gasto mais de 10 anos aquisição de propriedades e oferta pode superar a demanda em 2017.
Globalmente, este tem sido um ano terrível para os construtores de casa brasileira. Gafisa caiu mais de 63% ano a data de término 13 de dezembro.PDG Realty, que comercializa over-the-counter, em Nova York , caiu em 43%.
Investidores que pensam que esta tendência é obrigado a reverter, especialmente quando os riscos sistêmicos apresentados por os EUA ea Europa começam a diminuir, pode considerar equities Brasil imobiliaria, ou REITs global, vale a pena comprar. Mas até aquele momento, ações como Gafisa não são para investidores que procurem preservar o capital ou mesmo eek um bips poucos ganhos de capital. É um passeio selvagem. Até que a economia mundial parece mais equilibrado, e que depende de Bruxelas e Washington , por enquanto, os fundamentos do Brasil imobiliário parece que vai ser construído em palha quando eles provavelmente nunca foi tão bom.

FENG SHUI: DICAS PARA ENERGIZAR SEU AMBIENTE E TER MAIS PRAZER NO TRABALHO

Muitos de vocês que estão lendo este artigo, devem estar sentados na mesa de trabalho ou de estudo, em sua empresa ou residência.
Independente do seu tipo de trabalho ou cargo, você fica entre 6 e 8 horas por dia, neste local, pensando, executando, sonhando (é obvio que você sonha suas metas pessoais e planos futuros), planejando, falando, elaborando, trabalhando, prosperando e empreendendo.
Ufa! Quanta energia você gasta e recebe em sua mesa de trabalho.
Mas, será que seu desempenho no trabalho está satisfatório?
Você se sente bem na sua mesa de trabalho?
Você tem "tesão" pelo seu trabalho? E pelo local que você está?
Muitas vezes, nossa insatisfação no trabalho ou baixo rendimento, pode ser explicado pelo Feng Shui, analisando a mesa de trabalho - sua localização, organização, arrumação e etc.
O Feng Shui pode melhorar o seu rendimento no trabalho, mas você terá que se empenhar para ser o profissional que almeja - prospero, ficiente e atualizado.
Veja abaixo as dicas práticas de Feng Shui :
Dicas para energizar sua mesa de trabalho limpeza geral.
Se você já leu este item em outros artigos, então por que ainda não fez uma faxina geral em sua mesa? Abra todas as gavetas e portas de armário (vale para todos os móveis que você usa) e jogue tudo o que não serve fora. A prioridade é em cima da mesa. Caso você não saiba, sujeira é energia negativa, energia estagnada. Limpeza geral, já!
Organização e ordem eu não tenho que ensinar como você deve administrar o fluxo de trabalho em sua mesa. Mas, com certeza com a "zona", a "bagunça" que sua mesa está, onde você nem consegue achar o telefone debaixo dos papéis, aí está difícil. Aprenda a Organizar melhor sua mesa e seus documentos de trabalho. Uma mesa trabalho desorganizada, irá refletir em desempenho profissional de baixa qualidade. Para o Feng Shui, desorganização e bagunça, são sinônimos de energia estagnada.

Cuidado com os alinhamentos evite a todo custo, ter sua mesa alinhada com a porta de entrada da sala. Como é pela porta da sala que entra e circula a Energia Chi, quando uma mesa de trabalho fica de frente a esta porta, ela recebe muita energia e, deixara quem ali trabalha energizado, muito agitado e nervoso. O trabalho não rende. Esta sempre com algum tipo de dor. Os aparelhos eletrônicos sempre quebram, e por aí vai. Isto ocorre porque a mesa e quem ali trabalha, recebe muita energia CHI. Solução mais comum é mudar a mesa de local.
Proteja-se das energias negativas muitas vezes nosso desempenho no trabalho vai mal, porque tem alguém nos "suga energia". Para ajudar a se proteger, você pode colocar sobre a mesa, um Bagua de Proteção de mesa, bem de frente a você. Podemos colocar também sobre a mesa um vaso com flores naturais vermelhas ou brancas. As flores captam as Energias negativas. Quando secar, troque.

Ativando a prosperidade existe na sua mesa, a Área da Prosperidade, fácil de achar.
Sente-se normalmente em sua mesa, como se fosse trabalhar.
A Área da Prosperidade, é o canto superior esquerdo de sua mesa.
Nesta área, você vai colocar seus Símbolos de Prosperidade..
Por exemplo: flores amarelas, um sol amarelo, um objeto dourado, etc
Se precisar Ter mais idéias de símbolos, leia os nossos artigos anteriores sobre Prosperidade.

Ativando o amor sim, é possível ativar a área Amorosa e Relacionamentos Afetivos, na mesa de trabalho. Para se descobrir, siga as orientações abaixo:
Sente-se normalmente na mesa de trabalho, como se fosse trabalhar.
A área do Amor, é o canto superior direito de sua mesa.
Nesta área, você pode colocar foto de você com a pessoa amada. Um casal apaixonado. Um par de gatos ou anjos. Flores Vermelhas. Flores Rosas.
Para quem tem coragem, um Coração Vermelho Enorme.
Melhore sua auto-estima coloque na sua mesa de trabalho algumas imagens que lhe traga boas lembrança e energias.
Alguns exemplos:
Foto da família ou namorado(a).
Escudo do time de futebol.
Troféu ou medalha do esperte que gosta de praticar.
Foto da ultima viagem ou da próxima.
Bem, agora é só ler e aplicar e, ótimo trabalho.
Vera Caballero & Franco Guizzetti

domingo, 18 de dezembro de 2011

Apple divulga fotos oficiais da sua maior loja no mundo

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Apple Store foi inaugurada na última semana na Grand Central Station, em Nova York, e conta com mais de 300 funcionários

 Na última sexta-feira, a Apple inaugurou a sua maior Apple Store na Grand Central Station, em Nova York.
Os primeiros 4000 visitantes foram presenteados com uma camiseta da Apple e logo nas primeiras horas, após a inauguração, centenas de pessoas tomaram conta do espaço onde a loja está instalada.
O aluguel do espaço custará anualmente cerca de 1 milhão de dólares aos cofres da Apple.
A loja conta com 315 empregados e um espaço de mais de 2100 metros quadrados, onde ocupa a metade do andar superior do vestíbulo da estação, uma das mais transitadas do mundo.
A  Apple tem 361 'Macstores' em 11 países e outras quatro em Nova York, entre elas a loja subterrânea e com entrada em forma de cubo situada na Quinta Avenida.
Exame

Londres remodela ônibus vermelhos de 2 andares

Novos modelos são mais ecológicos e possuem uma abertura traseira que permite que o passageiro saia a qualquer momento

Os novos modelos de ônibus de dois andares de Londres
Londres - Os tradicionais ônibus vermelhos de dois andares de Londres ganharão um novo modelo a partir de 20 de fevereiro, anunciaram nesta sexta-feira as autoridades municipais.
Os novos veículos serão inspirados nos populares 'Routemasters', que permitiam subir e descer do ônibus em qualquer momento por sua parte traseira, que é aberta, e foram retirados da circulação em dezembro de 2005 por problemas de segurança e substituídos por outros modelos vermelhos de dois andares, mas fechados.
Alguns dos antigos ônibus, reproduzidos em souvenires, seguem percorrendo determinadas rotas, mas só com fins turísticos.
Os novos modelos de ônibus londrinos, apresentados nesta sexta-feira na Trafalgar Square, são mais aerodinâmicos, menos poluentes e são os primeiros com design exclusivo para Londres nos últimos 50 anos.
O retorno dos velhos 'Routemasters' em sua versão ecológica foi uma das promessas eleitorais do prefeito de Londres, o conservador Boris Johnson, assunto pelo qual enfrentou duramente seu antecessor, Ken Livingston, na campanha.
O anterior prefeito trabalhista os retirou devido aos inúmeros acidentes registrados quando as pessoas subiam e desciam com os veículos em andamento.
Em 2005 a maioria dos velhos modelos foi substituída por outros ônibus também de dois andares e vermelhos, mas fechados, que têm a porta controlada pelo motorista e não necessitam de cobrador para vender as passagens. 
Exame

Como a Hermès luta para não cair nas garras da Louis Vuitton

Família Hermès, dona da grife, cria holding para barrar o avanço da LVMH sobre as ações da companhia

Hermès
Louis Vuitton Moët Hennessy (LVMH), maior grupo de artigos de luxo do mundo e dona de marcas como Givenchy, Fendi, Guerlain e Moët & Chandon, já jurou de pés juntos que não tem a intenção de comprar o controle da Hermès. Mesmo assim, a grife francesa conhecida por seus luxuosos lençóis de seda preferiu não arriscar e anunciou recentemente a criação de uma holding que blinda a companhia das garras de sua arquirrival.
Diante do avanço gradual da LVMH sobre a empresa, comprando ações aos poucos, cerca de 100 membros da família Hermès reagiram e criaram a H51, holding que vai agrupá-los sob um único guarda-chuva e servir de porta-voz dos interesses de todos – e de anteparo para as pretensões da concorrente.

A holding da família Hermès detém 50,2% da companhia e garante, até 2031, aos acionistas envolvidos a preferência pela compra das ações, caso alguém tenha a intenção de se desfazer delas. Apenas o principal acionista da grife, Nicolas Puech, com 6% de participação, ficou fora da jogada. Ele, no entanto, nunca manifestou interesse em vender suas ações. 

Em outubro do ano passado, a LVMH comprou 17% das ações da Hermès sem dar muito alarde. Na ocasião, a grife investiu 1,4 bilhão de euros na aquisição e justificou o negócio como uma participação estratégica em uma das “joias” da indústria de luxo no mundo. Em meados deste ano, a participação cresceu para quase 22%.

Babado

Em uma entrevista recente ao jornal americano The Wall Street Journal, Patrick Thomas, CEO da Hermès, afirmou que as duas companhias estão nos extremos da cultura e da indústria de luxo. O executivo é o primeiro membro não familiar a administrar a companhia, mas defende que o combate à LVMH não se trata de uma luta econômica e sim cultural.

“A companhia já passou pela mão de seis gerações da Hermès. Tentamos fazer os produtos mais bonitos da indústria de luxo e temos bons resultados econômicos. Por isso, devemos proteger esse patrimônio”, disse o executivo ao WSJ. 

A criação da H51, no entanto, não foi bem vista por todos os acionistas da Hermès, principalmente, os minoritários, que alegaram que a holding iria diminuir a liquidez das ações da companhia. O caso foi parar na Justiça, mas a decisão foi favorável à família Hermès.

O interesse da LVMH na luxuosa grife francesa faz muito sentindo. Criada em 1837, a Hermès, no ano passado, somou vendas de 3,41 bilhões de dólares, alta de 25,4% na comparação com o ano anterior. No auge da crise financeira mundial, enquanto grandes marcas derrapavam nas passarelas, a companhia conseguiu aumentar quase 10% suas vendas.
Le Monde

BMW no Brasil: Hyundai, Volvo e Audi que se cuidem

Modelos da BMW fabricados no Brasil iriam competir diretamente com as opções dessas rivais

BMW X6
 Há uma possibilidade da presença dos carrões da BMW se tornarem mais frequentes nas ruas do Brasil a partir de 2016. É que o executivo-chefe da montadora alemã, Norbert Reithofer, disse que a empresa está próxima da decidir onde pretende construir uma nova fábrica da companhia. E o Brasil está no páreo.
Os carros de luxo da marca são o sonho de consumo de muita gente, mesmo tendo os preços bem longe do patamar dos modelos mais populares por aqui. De janeiro a novembro, mais de 10.000 unidades de seus vários modelos foram vendidas no país, de acordo com a Abeiva, o equivalente a 5,68% do mercado de carros importados.
“Iniciar a produção de modelos no Brasil tornaria o produto mais barato e muito mais competitivo”, afirma Fernando Trujillo, analista da consultoria automotiva CSM. “As vendas triplicariam com a redução de preço dos modelos, causada pela economia da empresa com logística e produção.”
Competição acirrada
A estimativa é que a companhia inicie suas operações no Brasil em 2016 com a produção de 18.000 unidades por ano do modelo Série1, o esportivo de luxo mais em conta de seu portfólio. Como base de comparação, a Fiat produz 30.000 unidades por ano do Palio, seu popular esportivo. Atualmente, o Série1 é vendido por cerca de 99.000 reais.
“Esse preço cairia para cerca de 80.000 reais e o tornaria mais competitivo com modelos importados, como o Veloster, da Hyundai, o C3, da Volvo, vendidos a 76.000 e 80.000 reais cada, respetivamente”, diz Trujilo. De janeiro a novembro, 1.340 Série1 foram vendidos no país. A estimativa é que esse número triplique a partir da produção no Brasil.
“Nesse possível cenário, as vendas dos concorrentes cairiam quase que pela metade”. O modelo A1, da Audi, vendido a 90.000 reais também teria queda das vendas com o início da fabricação do modelo da BMW por aqui.
Não é só a BMW que está atraída pelo aquecido mercado automotivo no Brasil. Outras fabricantes, como JAC Motors, Chery e Hyundai, já anunciaram ter intenção de iniciar parte da fabricação de seus produtos por aqui. Os consumidores brasileiros agradecem.

BMW decide localização de fábrica no Brasil

Anteriormente, havia sido anunciado que uma decisão seria divulgada ainda este ano

BMW 118i
Munique - O executivo-chefe da montadora alemã BMW, Norbert Reithofer, disse que a companhia está perto de uma decisão final sobre a localização da nova fábrica que pretende construir no Brasil. Anteriormente, havia sido anunciado que uma decisão seria divulgada ainda este ano.
Falando sobre as operações globais da montadora, Reithofer disse que o ímpeto de crescimento observado este ano deve continuar em 2012. "Nós ainda estamos otimistas sobre o segmento de carros de luxo nos EUA, e também esperamos um crescimento na China nos seis primeiros meses de 2012".
Ele também afirmou que o mercado europeu provavelmente crescerá levemente no ano que vem, uma análise mais otimista do que a expressada por outras montadoras. Mas Reithofer reconheceu que essa previsão é baseada na suposição de que a crise econômica não piore ainda mais. As informações são da Dow Jones.
Exame

'Empresa que elege mais políticos recebe mais recursos do BNDES'

Para pesquisadores, as conexões políticas ajudam nos empréstimos, mas o banco público não é mais hospital de empresas
As empresas que usam doações de campanha para construir boas relações políticas são as que têm mais acesso aos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Agora existe até uma conta para medir essa conexão: para cada deputado, governador, senador e até presidente da República eleito com seu apoio, uma empresa recebe do BNDES em média US$ 28 milhões na forma de empréstimos ou por meio de financiamentos a projetos de infraestrutura dos quais participa.
A conclusão e o cálculo - fruto de um exercício matemático feito com base nas informações de 289 companhias abertas e da Justiça Eleitoral - fazem parte de um estudo feito por quatro pesquisadores da área de administração: os professores Sérgio Lazzarini (Insper), Aldo Musacchio (Harvard), Rodrigo Bandeira-de-Melo (Fundação Getúlio Vargas) e Rosilene Marcon (Univali).
O objetivo dos pesquisadores é lançar a discussão sobre dúvidas que com frequência rondam o BNDES, dono do cofre mais cobiçado pelos empresários do País: as conexões políticas das empresas influem nas decisões do banco? A instituição funciona como hospital de empresas em dificuldades? O banco aplica seus recursos com eficiência? A estratégia de criar "campeões nacionais" ajuda no desenvolvimento do País?
Nesta entrevista, dois dos pesquisadores, Lazzarini e Bandeira-de-Melo, apresentam as principais conclusões do grupo de acadêmicos.
Vocês afirmam no estudo que empresas com boas relações políticas recebem mais empréstimos do BNDES. Como vocês chegaram a essa conclusão?
Sérgio Lazzarini: Montamos uma base de dados com 289 empresas de capital aberto. Mapeamos, nas eleições de 2002 e 2006, quem foram os candidatos que receberam contribuições para suas campanhas, quantos se elegeram e quantos não foram eleitos. Depois cruzamos esses dados com os financiamentos liberados pelo BNDES às empresas doadoras. Assim, conseguimos conectar diretamente as empresas que receberam recursos do banco aos candidatos eleitos.
As empresas que doaram mais foram as que receberam mais do BNDES?
Rodrigo Bandeira-de-Melo: Não é quem doa mais. É quem consegue eleger mais candidatos. Quem aposta nos candidatos certos. Essas empresas têm maior probabilidade de receber recursos do BNDES. Essa lógica funciona nas duas direções: quem financia candidatos que não se elegem recebe menos recursos do banco.
Vocês conseguem dimensionar o ganho das empresas que elegem mais candidatos?
Lazzarini: Para cada candidato que ajudou a eleger, a empresa recebe, em média, US$ 28 milhões em empréstimos do BNDES. Já o apoio para cada candidato que não se elegeu significa que a empresa deixa de conseguir US$ 24 milhões. Isso é uma média das empresas analisadas.
É assim tão simples? O deputado que a empresa elegeu vai ao BNDES e volta com um cheque de US$ 28 milhões para a empresa que o apoiou?
Bandeira-de-Melo: Não existe essa relação direta. O político não vai bater no banco e dizer: 'empresta para tal firma'. Os dados indicam é que uma empresa que se conecta mais com políticos eleitos tem probabilidade maior de receber recursos do BNDES. A relação é indireta. Ao doar, a empresa pode ser mais acionada pelo governo para participar de projetos públicos, como a Hidrelétrica de Belo Monte, por exemplo. O mesmo vale para ações de política industrial, para setores que o governo elege como favoritos, como os frigoríficos.
As empresas ganham mais quando estão alinhadas com o interesse do governo?
Lazzarini: As empresas doam tanto para os partidos da base do governo quanto para a oposição. Esses alinhamentos políticos são muito complexos, e podem ser federais ou estaduais. A burocracia pública não se renova totalmente a cada governo. O estudo mostra que o mais importante é eleger candidatos. Não precisam ser da base do governo. Nas duas eleições que analisamos (2002 e 2006), foram consideradas as doações feitas a candidatos a presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.
Quais são os setores que mais investem na construção de relacionamento político?
Bandeira-de-Melo: Nos 18 setores que analisamos, descobrimos que, em média, 40% das empresas fazem doações a campanhas políticas. No segmento de papel e celulose, esse porcentual sobe para 70%.
Essa relação do BNDES com as empresas muda de governo para governo?
Lazzarini: No governo Fernando Henrique Cardoso, o BNDES foi o agente das privatizações. O banco participou de diversos leilões de estatais, com certa polêmica. Lula adotou o "capitalismo de Estado", no qual o governo é o agente que induz os projetos econômicos. Houve ênfase na criação de "campeões nacionais", com o surgimento de grandes empresas e processos de fusão, como Oi e Brasil Telecom e Perdigão e Sadia.
Como vocês enxergam essa determinação de criar os campeões nacionais?
Lazzarini: Essas empresas já eram boas, poderiam se financiar sozinhas, captar recursos privados sem o apoio do governo. A discussão recente sobre a fusão entre Carrefour e Pão de Açúcar é um exemplo claro. Ela teria a participação da BNDESPar, o braço de investimentos do banco, que saiu do negócio após uma chuva de críticas. O Abilio Diniz (sócio do Pão de Açúcar)declarou que foi um erro ter envolvido o BNDES, admitiu que poderia ter captado recursos de outra forma. Isso demonstra claramente que investimentos podem ser executados sem o banco.
Isso significa que o banco empresta mal?
Lazzarini: O banco está com as melhores empresas do Brasil, não é hospital de empresas. Por essa lógica, não empresta mal. Mas também é possível pensar sob a ótica do desenvolvimento. Será que ao emprestar para um empresário que não precisa desse apoio o banco não deixa de alocar recursos para outras áreas mais prioritárias, como saneamento básico, educação e infraestrutura? Será que o banco está deixando de emprestar dinheiro para o pequeno empresário do ramo de tecnologia? Se estiver fazendo isso, o modelo atual é de empréstimos ruins do ponto de vista social.
Quem poderia se virar sozinho, por exemplo?
Lazzarini: Será que, em vez de apoiar tanto o setor frigorífico, patrocinando fusões e aquisições no Brasil e no exterior, com efeitos duvidosos, não teria sido melhor investir em grupo de empresários envolvidos com a alta tecnologia genética bovina? Essa seria uma escolha que agregaria mais tecnologia ao País.
Então não é importante dominar o mercado mundial de carne?
Bandeira-de-Melo: Não. As empresas podem fazer isso por conta própria, se forem competentes.
No levantamento, frigoríficos aparecem como grandes doadores de campanha?
Bandeira-de-Melo: Alguns sim, outros não.
Eles recebem muito dinheiro do BNDES...
Lazzarini: Os que são mais ativos politicamente, sim.
Os grandes empresários vivem dizendo que não existe recurso de longo prazo fora do BNDES...
Lazzarini: Nossa pesquisa mostra que as empresas continuariam investindo sem o BNDES, que os projetos sairiam. São investimentos em ativos fixos, de longa maturação.
As hidrelétricas Belo Monte, Jirau e Santo Antonio, que são projetos monstruosos, conseguiriam ser feitos sem o financiamento do BNDES?
Lazzarini: Não totalmente sem o BNDES, mas com presença menor do banco.
No passado, o BNDES ficou marcado por socorrer empresários quebrados. O banco ainda pode ser chamado de hospital de empresas?
Lazzarini: Nosso estudo mostra que, ao contrário do que muita gente diz, o banco não é um hospital de empresa que distribui recursos indiscriminadamente. Pelo contrário: a gente encontra evidências de que os financiamentos são direcionados para empresas que têm bom resultado operacional. O BNDES tem um corpo técnico que vai avaliar esses projetos e a capacidade de pagamento das companhias.
Mas ajudar empresas em dificuldades não está dentro do escopo dele?
Lazzarini: Não. As discussões sobre política industrial no mundo dizem o seguinte: você pode até selecionar vencedores, mas precisa se livrar dos perdedores.
No Brasil, o relacionamento com governo tem uma importância maior para as empresas do que em outros países?
Bandeira-de-Melo: Isso acontece no mundo inteiro. Nos Estados Unidos, estudos mostram que as ações de empresas que contratam ex-funcionários do governo se valorizam. As empresas americanas investem o equivalente a 1% do que aplicam em pesquisa e desenvolvimento em campanhas políticas. No Brasil, as empresas investem o equivalente a quase 5% de sua verba de pesquisa em doações de campanha.
Estadão