quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Inflação pelo IGP-10 desacelera a 0,19% em dezembro, diz FGV

São Paulo - A inflação medida pelo Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) desacelerou a 0,19 por cento em dezembro, após alta de 0,44 por cento em novembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta quinta-feira.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,03 por cento, contra alta anterior de 0,48 por cento. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,65 por cento, frente a 0,31 por cento. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve elevação de 0,53 por cento, ante 0,39 por cento.
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

iTunes chega ao país com mais de 20 milhões de músicas

O CD pode estar com os dias contados - ao menos sofrerá uma pesada concorrência com a chegada da iTunes Store no Brasil. Com um catálogo de mais de 20 milhões de canções já em seu lançamento, o dispositivo, pertencente à Apple, permitirá que usuários de iPad, iPhone, iPod, Mac e PC possam comprar e baixar músicas online. "Sabemos que o brasileiro é um grande apreciador de música, portanto, começamos com uma oferta e especial, além de fáceis condições de uso em todos os aplicativos", comentou Oliver Schusser, diretor sênior da iTunes, que veio especialmente para o lançamento, ontem à noite.
O cardápio, de fato, será variado. De quebra, o usuário terá a oportunidade de fazer uma escolha digital no catálogo de Roberto Carlos, até então inédito em sua totalidade. "Basta escolher um álbum inteiro ou apenas algumas faixas de preferência, que formarão uma biblioteca particular", observou Schusser que, na conversa com a reportagem, estava acompanhado de Marisa Monte.
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"Sou uma ferrenha consumidora de música pela internet", disse a cantora e compositora que, em novembro, utilizou seu website e as redes sociais pela primeira vez para divulgar seu oitavo álbum solo de estúdio, "O Que Você Quer Saber de Verdade". "É uma forma importante de quebrar barreiras entre seu trabalho e o fã, além de permitir um feedback mais imediato."
O trabalho de Marisa está disponível, assim como de outros artistas brasileiros (como Ivete Sangalo) e estrangeiros (The Beatles, Rihanna, Coldplay, entre outros). Schusser lembrou ainda que todas as músicas do iTunes virão em iTunes Plus, ou seja, formato livre de DRM (gestão de direitos digitais). "Nossa grande preocupação é enfrentar a pirataria, que ainda é muito grande na Europa e América como um todo."
A maioria das canções vai custar US$ 0,99 (cerca de R$ 1,82, no câmbio de hoje) e boa parte dos álbuns sairá por US$ 9,99 (aproximadamente R$ 18,37). Será preciso um cartão de crédito válido e com endereço de cobrança no Brasil.
A iTunes Store do Brasil permitirá também a chance de alugar ou comprar mais de mil filmes dos maiores estúdios, muitos em alta definição (HD). O cardápio também oferece títulos nacionais de grande apelo, como "Tropa de Elite". "Os preços vão variar de acordo com o ineditismo do filme", afirma Schusser. O site é www.itunes.com/brasil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

As 12 principais gafes em festas de fim de ano nas Empresas

As comemorações de fim de ano nas empresas começam a ocupar a já agitada agenda de dezembro. Com comida e bebida à vontade, a tentação é grande para descontar todo o estresse do trabalho na festa. Isso até pode ter justificativas, mas não é recomendado.
Com uma carreira e uma imagem profissional a zelar (e colegas de trabalho que se lembrarão de seus deslizes) fique atento para suas atitudes. “Prevalece o bom senso, todos os excessos serão penalizados e nunca serão favoráveis para o profissional”, afirma Licia Egger, consultora de imagem e etiqueta corporativa.
“Numa festa as pessoas se soltam e mostram mais de sua personalidade. Os chefes aproveitam essas oportunidades para avaliações que normalmente não são feitas no dia a dia”, diz Lígia Marques, consultora em etiqueta e marketing pessoal.
Agora, não é para se engessar e não se divertir na festa. Mas é preciso ter bom senso. Confira abaixo o que você não deve fazer nos encontros da empresa.
1 Beber além da conta
Se a empresa oferece bebida alcoólica não significa que você deva beber como se não houvesse amanhã. “A bebida deixa as pessoas emotivas, desinibidas ou sinceras demais. Não pode esquecer que as pessoas que podem te demitir, exonerar ou promover estão no mesmo ambiente que você”, diz Romaly de Carvalho, professora de etiqueta empresarial da Fundação Getúlio Vargas.
Uma das principais gafes listadas pelas especialistas, a dica é: para cada dose de bebida tome uma de água.
2 Falar mal da festa
Para as especialistas, é importante lembrar que o momento é de confraternização e não de enumerar se gostou ou não da decoração, da comida ou da escolha do local.
 3 Falar mal das pessoas presentes na festa
Se a única razão de falar mal do colega de trabalho (ou pior, do chefe) é para dar risadas, procure um assunto melhor. Para evitar a saia justa da pessoa escutar e você não saber o que fazer, evite.
4 Abusar do decote e comprimento da roupa (no caso das mulheres)
“Sempre passamos uma mensagem aos outros através da roupa. Que essa mensagem, então, seja a melhor possível”, afirma Lígia. Saia muito curta, roupas muito justas, decotes e transparência são itens proibidos.
Para Licia, as mulheres querem ficar muito bonitas e se esquecem de que a festa é uma confraternização de trabalho e não uma balada.
5 Levar lembrancinhas da festa, mesmo quando elas não são lembrancinhas
Tem garrafas de whisky ou vinho sobrando? Se não for presente da empresa, não leve para casa. Para as especialistas, você não quer que o seu chefe veja você levando para casa vasos de flores, enfeites da mesa ou recolhendo os salgadinhos ou docinhos restantes.
6 Se fechar em uma “panelinha”
“A festa é um momento para circular, fazer networking e conhecer outras pessoas que você não convive diariamente”, afirma Romaly.
7 Tratar o chefe como se fosse um amigo íntimo
Não só o chefe como colegas de trabalho. Se a cultura organizacional da sua empresa já mostra que essa liberdade não existe é preciso respeitar e preservar a hierarquia na festa.
“Quer se aproximar, seja educado e agradeça a festa. Se o chefe continuar a conversa fique o tempo que quiser, sempre entendendo que essa possibilidade deve vir dele e não sua”, explica Licia.
8 Flertar de maneira constrangedora
Beijos, abraços e paqueras acontecem. Mas evite ser caloroso e provocante demais.
9 Subir na mesa
Você pode ter mil motivos para querer subir na mesa e mostrar que você está feliz. Mas jamais faça isso, além dos motivos óbvios (cair e contribuir para mais uma gafe), você não quer ser lembrado como “a pessoa que subiu na mesa na festa da empresa”.
10  Encher o prato com comida demais
Para Romaly, deselegante não é repetir 30 vezes e sim encher o prato como se a comida fosse acabar.
11 Sensualizar durante a dança
Dançar não é proibido, mas deve ser feito com postura, diz Lígia. Dançar axé e funk pode ficar constrangedor se você ultrapassa os limites e começar a se “esfregar” no colega de trabalho.
12 Tirar fotos ou filmar momentos constrangedores
Para Licia, é normal querer registrar o que está acontecendo na festa, mas não com a intenção de filmar ou tirar foto de um colega em uma situação constrangedora e depois mostrar para todos.
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8 jeitos de implodir suas chances na entrevista de emprego

São Paulo – Apesar do suspense dos mercados globais, o Brasil deve seguir em 2012 com uma defasagem severa de profissionais com qualificação suficiente. Mesmo assim, há quem (apesar de um currículo interessante) não consiga encantar nenhum headhunter.
As razões podem estar na maneira como a pessoa se porta na entrevista de emprego. De acordo com especialistas, mesmo entre profissionais mais experientes e que pleiteiam cargos mais executivos, os erros são comuns. Confira quais são:  
1. Bancar ser a última bolacha do pacote
O Brasil vive um momento de ouro para os profissionais com qualificação de tirar o fôlego. Ter um currículo anos luz acima da média, contudo, não pode ser justificativa para dar pano para a presunção na hora da entrevista de emprego. “É uma questão de oferta e procura. Quando você sabe que a demanda está alta, você tende a se valorizar mais. O cuidado é que tem aumentado a soberba por parte dos candidatos”, afirma Luiz Visconte, sócio da Vicky Block Associados. Cada vez mais, as empresas valorizam determinados perfis profissionais que em nada combinam com falta de humildade. “Quando você se coloca como a última bolacha do pacote, é o mesmo que dizer para o outro que ele não é tão bom quanto você”, diz o especialista. “O candidato precisa baixar a guarda e mostrar que está lá, realmente, por vontade de estar”.
2. Fugir dos fatos
Agora, qual é o limite entre ser presunçoso e encantar o recrutador com suas qualificações ou conquistas? Com dados e fatos. Ponto final. O problema, segundo Visconte, é que muitos candidatos se perdem em uma porção de adjetivos abstratos sobre eles mesmos. E isso só contribui para que o fique uma imagem presunçosa. “Quando você tem realizações que são compatíveis com o seu discurso não ficará a impressão de que você está tentando mostrar que é melhor do que a pessoa do outro lado”, diz o sócio da Vicky Block Associados. Ao contrário. Os fatos irão “vender o peixe” sozinhos - sem que você tenha que se desdobrar para impressionar.
Por isso, a dica é “descrever suas conquistas e como elas se aplicam para o cargo em questão de uma maneira clara e concisa”, afirma Frédéric Ronflard, diretor da Robert Walters Brazil.
3. Ser ignorante nos assuntos da empresa
Aparecer na entrevista sem ter a mínima noção sobre os negócios da companhia já é um deslize sério para candidatos a oportunidades juniores. Para quem pleiteia um cargo mais elevado na hierarquia, essa postura vira falta gravíssima. “A entrevista é um processo de mão dupla. Da mesma forma que a empresa avalia o candidato, ele deve checar se a proposta faz ou não sentido para ele”, diz Visconte. E, para isso, é preciso preparo prévio. Ao demostrar algum conhecimento sobre assuntos relacionados a empresa, o candidato denuncia que, realmente, se interessou pela oportunidade. Fato que garante alguns pontos na avaliação final.
4. Trocar de papeis
Agora, de acordo com Ronflard, essa postura não deve ser pretexto para bancar o entrevistador. Lembre-se: esse não é o momento para colocar o recrutador na parede – como se o cargo, e não você, fosse o candidato em questão. “O profissional deve conduzir a si mesmo como se estivesse determinado a conseguir o emprego em questão”, diz o especialista. “Nunca feche a porta de uma oportunidade”. Sinal vermelho para os ansiosos de plantão que, de cara, querem saber tudo sobre o pacote de salários. “Você envia um sinal ruim sobre sua verdadeira motivação”, explica. “Além disso, você terá outros momentos (e a pessoa certa) para discutir esse assunto quando o interesse mútuo crescer”.
5. Acabar com a reputação da ex-companhia (ou atual)
Falar mal do emprego ou chefes anteriores além de antiético pode render pontos negativos para a avaliação final do headhunter. “Há entrevistados que, para não assumir seus atos, acabam recriminando outros”, diz Visconte. Além de imaturidade, isso pode apontar o quanto não confiável é o candidato em questão.
“Isso também pode gerar uma leitura ruim sobre sua real motivação para mudar de emprego”, diz Ronflard. Em outras palavras, talvez você só queira fugir da atual empresa.
6. Fugir de perguntas nebulosas
Diante de questões que apontem para um erro ou um tropeção anterior na carreira, o jeito é encarar com o máximo de honestidade possível – sem colocar em xeque a reputação de terceiros. “Quanto mais de frente com o problema, melhor. Menos dúvidas sobram para o recrutador“, diz Visconte. “Se ele conseguir mostrar que essa experiência o ajudou a fechar um ciclo profissional, melhor”.
7. Não ser formal o suficiente
Mais e mais, as empresas estão apostando em entrevistas de emprego mais confortáveis para os candidatos. O problema é que muitos candidatos não percebem que há limites e agem como se estivessem em um happy hour com amigos. “Não há nenhum problema em ser simpático e caloroso durante a entrevista, desde que isso não ultrapasse os limites do profissionalismo”, diz Rodland. “Você pode parecer próximo ao recrutador, sem ser intrusivo, por exemplo”. A dica do especialista para isso é simples: “seja sempre um pouco mais formal do que o recrutador”.
8. Deixar o celular ligado (e atender)
Pode parecer básico, mas acredite: muitos candidatos a cargos executivos não conseguem desgrudar do celular nem mesmo durante uma entrevista de emprego. E, sim, há quem atenda uma ligação nessas condições. Some-se a isso chegar atrasado e, pronto, terá um prato cheio para acabar com todas as chances de conseguir o cargo.
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MINI One automático chega ao Brasil

São Paulo - Parece que a MINI está realmente disposta a aumentar sua clientela no Brasil. Depois de fisgar os motoristas menos abonados com o MINI One com câmbio manual, a marca acaba de lançar no país a versão equipada com transmissão automática.
A versão de entrada do compacto tem um motor 1.6 de 98 cv e oferece vários itens de série, como ar-condicionado, direção elétrica, rodas de liga leve, seis airbags, freios com sistema anti-travamento (ABS), controle dinâmico de estabilidade, faróis de neblina e computador de bordo.
Como forma de divulgar a chegada do novo modelo, a MINI vai vender uma unidade no site de compras coletivas Groupon pela metade do preço de tabela.
A campanha terá início nesta segunda-feira, 12 de dezembro, e o carro será vendido por 39.475 reais, exatamente metade do valor de tabela – que é de 78.950 reais.
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Como encontrar uma boa ideia de negócio

São Paulo – Uma ideia pode parecer excelente na cabeça do empreendedor. A confirmação, no entanto, só vem quando ela sai do papel. Este é o processo mais difícil de quem quer abrir um negócio. É preciso provar que a oportunidade é mesmo viável.
Especialista em startups e fundador da Aceleradora, Yuri Gitahy diz que o primeiro passo é descobrir se você tem um perfil empreendedor e, então, partir para o projeto. Fazer cursos juda a analisar se aquela ideia pode mesmo virar negócio um dia.
Para o consultor do Sebrae-SP, Jorge Pereira, conhecer melhor os processos do negócio, daquilo que fica atrás do balcão e que o cliente não vê. Confira a seguir dicas de como identificar e encontrar uma boa ideia de negócio.
1. Busque um mercado
Ter demanda é a premissa básica de quem empreende, seja uma startup de alta tecnologia ou um comércio. Para encontrar uma oportunidade, é preciso saber o que as pessoas precisam e procuram. Procure conhecer os mercados fornecedor, concorrente e consumidor. “Tem que trocar ideias, sair e ver o que falta”, diz Pereira.
2. Converse muito
Guardar para si uma ideia não é a melhor decisão. O melhor é compartilhar o projeto com as pessoas certas e ouvir a opinião delas para saber como aperfeiçoá-lo. Gitahy comenta que é difícil que alguém copie sua ideia apenas ouvindo o projeto. “O segredo para reduzir essa chance a zero é convencer qualquer um de que você é a melhor pessoa para executar o projeto”.
Comece a falar sobre seu projeto com pessoas mais próximas e de confiança, como familiares e amigos. Embora eles não sejam tão críticos, isso te ajudará a praticar a apresentação. Siga para conhecidos e experientes no mercado relacionado à ideia, como um ex-chefe. Eles te darão sugestões de como aprimorá-la.
Depois de pesquisar bem, fale com algumas pessoas que topem fazer parte do seu negócio. O nível de interesse delas servirá de indicador para saber se a ideia tem chances. Já com a prática da apresentação, participe de um meetup. O especialista em startups comenta que, se o projeto continuar viável, inscreva-se para participar de sessões de open pitch para apresentá-lo. “Se seu trabalho estiver bem feito, um investidor irá procurá-lo por conta própria para saber mais”, diz Gitahy.
3. Afinidade não é tudo
Afinidade não é o fator principal na hora de escolher seu negócio, mas ajuda na hora de pesquisar e se aprofundar no assunto. Segundo o consultor do Sebrae/SP, quem abre um negócio que gosta costuma ter mais sucesso do que quem só busca retorno financeiro.
4. Pesquise no mundo
Conhecer diferentes mercados e países traz a informação de que a mesma ideia já existe de alguma forma em outro lugar, o que faz com que o seu negócio seja um concorrente atrasado, segundo Gitahy.
Uma característica importante em boas ideias é como ela vai gerar valor. Criar uma inovação ajuda a se destacar da concorrência e abrir mercados, mas pode também aumentar os custos. Por isso, às vezes, compensa aproveitar um modelo de sucesso lá fora e adaptar à realidade local. “Você não tem como saber exatamente que sua ideia é uma inovação até que você consiga colocá-la em prática e testar seus resultados”, alerta Gitahy.
5. É viável e escalável?
Mais do que inspirador, seu negócio deve ser é viável e escalável. A viabilidade do processo de produção, custos e receita devem estar no plano de negócios.
Já a ideia de ser escalável depende do equilíbrio de produção e demanda. É importante estabelecer o limite financeiro e operacional para cada etapa. Mesmo com tais limites, o negócio não deixa de ser escalável, apenas requer um período para aumentar o capital de giro e fazer novos investimentos.
6. Administre o tempo
Quando a ideia for amadurecida e o plano de negócios estiver pronto, o tempo se torna um fator importante. “Em startups, o tempo é crucial e cada dia conta para chegar a um produto que gere receita. Isso acontece porque durante a procura de uma inovação é importante ter algo que sustente os custos da empresa sem fugir demais da proposição inicial”, comenta Gitahy.
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Pequenas empresas estão menos otimistas com 2012

Os donos de pequenas e médias empresas estão um pouco menos otimistas com o primeiro trimestre de 2012 do que estavam no mesmo período do ano passado. A informação é do Índice de Confiança de Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN), elaborado pelo Insper em parceria com o Santander.
Segundo o professor, a inflação impacta mais nestes negócios do que uma crise internacional. “Com exceção do trimestre passado, 2011 foi um ano de acomodação da expectativa e foi também o que aconteceu neste trimestre”, explica José Luiz Rossi Junior, professor do Insper.
A expectativa das pequenas e médias empresas para o próximo trimestre é que a economia e o seu ramo de atividade sofram uma desaceleração. Com isso, elas já esperam faturar e contratar menos. “A visão das empresas é de que o curto prazo vai ser turbulento e que a economia vai passar por um momento negativo. Mas, no médio e longo prazo, elas acham que vai melhorar”, diz Rossi.
Mesmo nesta percepção, os empreendedores esperam aumentar o lucro e os investimentos até março do próximo ano. Comércio e indústria mantiveram o índice de confiança estável e o setor de serviços apresentou queda. “Estamos vivendo um momento de desaceleração heterogênea, que é menos intensa e não afeta todos os setores”, ressalta Mauricio Molan, economista-chefe do Santander.
Nesta edição, o índice registrou 73,7 pontos, em uma escala de 0 a 100, contra 73,7 do último levantamento. Na divisão regional, o Centro-Oeste apresentou a maior queda do nível de confiança. “A gente acredita que possa ser algo sazonal”, afirma Rossi. Nordeste e Sul também apresentaram redução no otimismo, enquanto Sudeste e Norte tiveram um pequeno aumento.
Elaborado a cada três meses, o estudo envolve 1,2 mil empresas das cinco regiões do país, com faturamento de até 30 milhões de reais por ano. Comércio, indústria e serviços foram os ramos analisados no levantamento.
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