quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Os carros que mais (e menos) desvalorizam

Antes de escolher qual carro comprar, que tal levar em conta a depreciação do modelo na hora da venda? Veja a lista dos modelos à venda no Brasil que mais perdem valor após um ano de uso

   Divulgação
Celta, da Chevrolet: depreciação de 9,7% na revenda depois de um ano
Carro é investimento? Para alguns, é como se fosse. Ainda que nada rentável, é considerado um bem da família. Por isso, o valor de revenda é um detalhe a ser considerado na hora de escolher um modelo. Neste quesito, o campeão brasileiro é o Celta, da Chevrolet. O carro registrou a menor depreciação entre todos os veículos à venda no país: 9,7% após doze meses de uso. No outro extremo, na lista dos carros que mais desvalorizam, está o Carnival, da coreana Kia, que perde 25,5% de seu valor um ano depois de comprado.
A agência Autoinforme realizou um estudo no mês de novembro para identificar os carros que mais desvalorizam após doze meses de uso. Abaixo, listamos os 30 com menor depreciação e também os 30 que mais perdem valor. Confira. Será que o seu veículo está em um dos rankings?    
Os 30 carros que desvalorizam menos
RankingModelo
Marca
EspecificaçãoDepreciação (%)
1Celta (N. Ger.) (Flexpower)ChevroletLife 1.0 VHCE 8v 4p9,7
2Celta (N.Ger. ) (Flexpower)Chevrolet
Spirit 1.0 VHCE 8v 4p
9,7
3Mille Economy (Flex)FiatFire 1.0 8v 4p
10,1
4
Palio Economy (Flex)
FiatFire 1.0 8v 4p10,1
5
Palio Economy (Flex)
Fiat
Fire 1.0 8v 2p
10,3
6Mille Economy (Flex)
Fiat
Fire 1.0 8v 2p
10,4
7Celta (N. Ger. ) (Flexpower)ChevroletLife 1.0 VHCE 8v 2p10,8
8Celta (N. Ger. ) (Flexpower)ChevroletSpirit 1.0 VHCE 8v 2p10,8
9Mille Economy (Flex)FiatWay 1.0 8v 4p11,1
10Mille Economy(Flex)FiatWay 1.0 8v 2p11,3
11Strada Cab. dupla (Flex)FiatWorking 1.4 8v 2p11,3
12Gol (G5/NF) (TotalFlex)Volkswagen1.0 8v 4p11,4
13Palio (Flex)FiatELX 1.4 8v 4p11,6
14Strada Cab. estendida(Flex)FiatAdventure Locker 1.8 8v 2p11,7
15Strada Cab. estendida(Flex)FiatTrekking 1.4 8v 2p11,7
16Uno Furgão Fiorino (Flex)FiatFire 1.3 8v 4p11,8
17Palio (Flex)FiatELX 1.0 8v 4p11,9
18Strada Cab. estendida(Flex)FiatTrekking 1.8 8v 2p11,9
19Strada Cab. estendida(Flex)FiatWorking 1.4 8v 2p11,9
20Gol (G5/NF) (TotalFlex)VolkswagenPower 1.6 8v 4p11,9
21Strada Cab. Dupla (Flex)FiatAdventure 1.8 8v 2p12
22Strada Cab. dupla (Flex)FiatAdventure Locker 1.8 8v 2p12
23Gol (G5/NF) (TotalFlex)Volkswagen1.6 8v 4p12
24Palio (Flex)FiatELX 1.0 8v 2p12,1
25Strada Cab. Simples (Flex)FiatWorking 1.4 8v 2p12,1
26
EcoSport (Flex)
FordXLT Freestyle 1.6 8v 4p12,2
27New Fit (Flex)HondaLX-AT 1.4 16v 4p12,2
28Strada Cab. estendida (Flex)FiatFire 1.4 8v 2p12,3
29Strada Cab. simples(Flex)FiatFire 1.4 8v 2p12,3
30Strada Cab. simples(Flex)FiatTrekking 1.4 8v 2p12,3
Fonte: Depreciação de veículos/Estudo Autoinforme Molicar


Os 30 modelos de veículo que mais desvalorizam
RankingModelo
Marca
EspecificaçãoDepreciação (%)
1CarnivalKiaEX-AT 3.8 V-6 24v Gas. 4p25,5
2Omega SedanChevrolet
CD 3.6 SFI V-6 (Aut. ) Gas. 4p
25
3PassatVolkswagenTurbo 2.0 FSI (Comf. Tiptr. ) Gas. 4p
24
4
Passat Variant
VolkswagenTurbo 2.0 FSI (Comf. Tiptr.) Gas. 4p23,7
5
Vera Cruz
Hyundai
4X4 - CVT 3.8 V-6 Gas. 4p
23,2
6Magentis
Kia
Sedan EX-AT 2.0 16v Gas. 4p
23,1
7Santa Fé 4X4-ATHyundai2.7 V-6 (7 Lug.) Gas. 4p22,8
8Mohave EXKia4X4 - AT 3.8 V-6 Gas. 4p22,5
9Touareg 4X4Volkswagen3.6 V-6 24v (Tiptr.) Gas. 4p22,5
10Passat VariantVolkswagen4motion 3.2 V-6 FSI 24v (Tiptr.) Gas. 4p22,5
11TiguanVolkswagen4motion 2.0 TSI (Tiptr.) Gas. 4p22,4
12Accord SedanHondaEX-AT 3.5 V-6 24v Gas. 4p22,2
13RAV-4 4X4Toyota2.4 16v Gas. 4p22,2
14EdgeFordSEL 4WD 3. 5 V-6 (AT) Gas. 4p22,1
15Mohave EXKia4X4 - AT 3. 0 TB-IC Dies. 4p21,2
16SportageKia4X4 - AT EX 2.7 V-6 Gas. 4p20,7
17SorentoKia4X4 - MT EX 2.5 16v Dies. 4p20,7
18Passat CCVolkswagen4motion 3.6 V-6 FSI (Tiptr.) Gas. 2p20,7
19Jetta VariantVolkswagen2.5 (Tiptr.) Gas. 4p20,5
20C4 Pallas (Flex)CitroenGLX 2.0 16v 4p20,5
21SorentoKia4X4 - AT EX 3.8 V-6 24v Gas. 4p20,2
22SorentoKia4X4 - AT EX 2.5 16v Dies. 4p20,2
23TucsonHyundai
GLS 4X2 - AT 2.0 16v Gas. 4p
20
24Accord SedanHondaLX - AT 2.0 16v Gas. 4p19,9
25Camry SedanToyotaXLE 3.5 V-6 Gas. 4p19,9
26SportageKia4X4 - AT LX 2.0 16v Gas. 4p19,8
27C4 PallasCitroenExclusive 2.0 16v (Aut.) 4p19,8
28SportageKia4X2 - AT EX 2.0 16v Gas. 4p19,5
29C4 PicassoCitroen2.0 16v Gas. 4p19,4
30JettaVolkswagen2.5 (Tiptr.) Gas. 4p19,2
Fonte: Depreciação de veículos/Estudo Autoinforme Molicar
ÉpocaNegócios

Governo pressiona aéreas para evitar problemas de cancelamento de voos

A pouco mais de dez dias do Natal, governo cobra informações das empresas e se prepara para uma greve de pilotos e equipes de solo
Prenúncio do caos]
A pouco mais de dez dias para o Natal, o Ministério da Justiça resolveu pressionar as companhias aéreas a adotar maior transparência e melhor atendimento para os consumidores que quiserem comprar, cancelar ou remarcar bilhetes. O cenário pode ficar ainda mais complicado com a ameaça de greve de pilotos, comissários e equipes de solo, segundo o diretor substituto do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, Amaury Oliva.
A Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac) ameaçou ontem cruzar os braços no próximo dia 22 se a pauta de correção salarial da categoria não for atendida. Ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Fentac defende aumento de 10% nos salários, mais um reajuste de 14% no valor dos pisos salariais. As empresas oferecem vencimentos 3% maiores e aumento de 6% nos pisos, em linha com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) neste ano.
"Claro que essa situação de greve nos preocupa e fim do ano tem bastante remarcação e cancelamento de viagem. A gente espera que as empresas não precisem acionar um plano B", afirmou Oliva. "Não queremos que o Procon dispute o consumidor com as empresas aéreas." A notificação do DPDC foi encaminhada para TAM, Gol, Azul, Webjet e Avianca, as cinco maiores do mercado nacional. O departamento resolveu atacar o tema depois de verificar que as empresas adotam procedimentos diferentes, sem informações completas ao consumidor. Como a venda da passagem e o contato com a companhia se dá na maioria das vezes pela internet, algumas vezes o valor da multa só é informado quando o consumidor precisa resolver o seu problema.
Conflitos
A falta de informações acaba transformando em brigas muitos pedidos de cancelamento ou remarcação de passagens. "Nosso intuito é criar uma política para evitar esses conflitos. O Ministério da Justiça vai traçar um plano de ação assim que receber as informações." As empresas têm de informar seus procedimentos ao DPDC em até dez dias.
Representantes do DPDC devem acompanhar fiscais da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em aeroportos durante o fim de ano, segundo Oliva, para fiscalizar o atendimento recebido pelos viajantes. "A Anac tem atribuição e competência para monitorar esse setor. O Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência sempre participa, está presente para evitar conflitos em atuação articulada com a agência." O foco do pedido de informações encaminhado às áreas é descobrir como as companhias tratam o consumidor e sobre que pontos os passageiros precisariam ser informados e não são. Segundo Oliva, "os procedimentos às vezes não estão claros". Ele citou que "são bastante diferentes as multas por cancelamento ou remarcação e as promoções não têm regras tão claras". Um dos testes visa a descobrir se as aéreas cobram uma parcela do valor do bilhete para mudar o dia ou anular a viagem.
Oliva não soube dizer se o ministério usará os dados das empresas para emitir multas ou preparar um plano de ação voltado para períodos de maior movimento nos aeroportos, como o fim de ano e o carnaval.
Estadão

IBGE estima queda na venda de veículos no varejo

Preços mais altos, possível redução do crédito e demanda saturada explicam o resultado
Venda de veículos em queda
O horizonte pode não ser bom para as vendas no varejo de automóveis, graças a preços mais altos, a uma possível redução do crédito e à demanda saturada, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As vendas varejistas de automóveis e motos, partes e peças recuaram 2,8% em outubro em relação a setembro. A queda foi ainda maior na comparação com outubro de 2010, de 4%, conforme a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC).
"Primeiro, o governo aumentou o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de importados, porque as próprias montadoras estavam importando automóveis para a venda aqui no Brasil. Então o governo inibiu isso com o aumento de IPI e o custo aumentou", apontou Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. "Em segundo lugar, acho que houve muitas vendas em 2009 e 2010, então há uma saturação no mercado", acrescentou.
Pereira contou ainda que há indícios de um aumento na inadimplência em financiamentos de automóveis, o que poderia levar a uma redução nessa modalidade de crédito. "Tenho escutado informações de que há um aumento da inadimplência do pagamento de mensalidades. Isso pode levar à redução de crédito. E como é uma atividade muito sensível ao crédito, pode ter uma piora nas vendas de automóveis. Temos que pagar para ver", disse.
Estadão