terça-feira, 24 de janeiro de 2012

E se você pudesse mudar o mundo? TI torna possível

Tecnologia da Informação permite que empresas e governos saiam do campo da imaginação e viabilizem melhorias em diversos setores da economia por uma sociedade melhor.
A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta: até 2050 dois terços da população mundial viverão nos grandes centros. São Paulo e Rio de Janeiro estão na lista das 30 cidades com maior contingente populacional, que somará mais de 9 bilhões.
Os números assustam e mostram que virá uma série de desafios. Para onde vai o lixo gerado? Haverá comida e água para todos? A infraestrutura das cidades vai comportar essa massa? E o sistema de saúde e de educação? Essas são apenas algumas perguntas que acionam o alerta vermelho indicando a necessidade de construir um futuro melhor a partir de agora. Foi dada a largada!

Nos últimos anos, avanços foram observados em diversos setores da economia, como saúde, infraestrutura, saneamento e educação, especialmente nos países mais desenvolvidos. Mas ainda há um longo caminho pela frente para garantir excelência aos cidadãos e possibilitar crescimento sustentável em escala global. 

Nesse cenário, a tecnologia da informação (TI) surge como protagonista. Ela pode sanar problemas reais da sociedade e revolucionar a vida das pessoas, apontam especialistas do setor. Mas sozinha não é capaz de mudar nações. É preciso aliar criatividade e inteligência. “TI não apenas transforma o mundo, como também abre novas perspectivas e amplia o leque de oportunidades”, resume Pedro Bicudo, sócio-diretor da consultoria TGT Consult. 

Bruno Arrial dos Anjos, analista sênior de Mercado da Frost & Sullivan, explica de que forma uma nação aproveita as oportunidades que TI traz. São três estágios. O primeiro é o acesso, depois vem o uso, e, por último, a colheita dos  frutos. “De acordo com relatório do Banco Mundial, o Brasil está na 56ª posição entre 138 países em acesso à TI. Quando o tópico é uso, o País cai para o 110º lugar. Há muito que ser feito”, reconhece.

Segundo ele, o ponto nevrálgico para mudar o panorama é apostar em gestão. “Planejar o futuro das cidades é o caminho que deve ser seguido. O que vivemos hoje é fruto de anos e anos de ações não planejadas. TI é alavanca.” No País, a criação de um polo regional tecnológico aceleraria os passos para melhorias em diversas áreas formando um ciclo virtuoso, acrescenta.

E explica. “Se o Brasil construir data centers, será referência em terceirização de TI e cloud computing, fortalecerá a economia e levará empresas de telecom a aperfeiçoar a qualidade de rede, aprimorar a energia e a sustentabilidade etc. Isso beneficia toda a região, atrai investimentos e promove melhorias.” Índia e Malásia já implementaram essa estratégia, completa.

Outro benefício dessa atividade, destaca, é o investimento em educação e pesquisa para formar recursos humanos qualificados. Marcos regulatórios também fazem parte do quadro para fomentar a cadeia de valor. 
Já Bicudo acredita que o governo tem papel fundamental na corrida rumo a um mundo melhor e deve tratar tecnologia como um bem disponível para todos, independentemente da classe social. “TI ainda é vista como luxo, algo muito caro. É necessário inverter esse pensamento”, diz.

No entanto, Arrial dos Anjos acredita que esse quadro está mudando e a TI passando a fazer parte da agenda pública. Em solo nacional, ele cita como exemplo Minas Gerais, que centralizou a administração do governo estadual em uma cidade digital para modernizar a gestão pública, aumentar a eficiência dos serviços prestados e atender a mais pessoas em menos tempo, contemplando requisitos de qualidade.

“Tecnologia da informação é reconhecida como estratégica para vários governos ampliarem competitividade e é considerada tão vital quanto energia e telecomunicações”, opina. “Competitividade gera crescimento econômico, que, por sua vez, amplia a qualidade de vida”, completa.

A movimentação do governo cresceu, diz Fernando Faria, diretor de Soluções de Governo, Saúde e Educação da Oracle para a América Latina, porque setores como finanças, varejo e telecomunicação têm implementado tecnologias para se transformarem nos últimos dez anos e estão mais maduros. “Hoje, o cidadão demanda mudanças na forma como se relaciona com os órgãos públicos e o governo tem percebido que TI é aliada na promoção de transparência e eficácia”, aponta.

A indústria está em linha. Segundo ele, a Oracle tem uma abordagem chamada e-Government, conjunto de iniciativas para o setor público, que busca mudar a interação entre governo, empresas e cidadão. “Temos nos preocupado em ajudar o setor público a aprimorar essa relação e torná-la mais inteligente. A vertical é importante agente transformador”, assinala.

Um governo que conseguiu mudar a interação com ajuda da Oracle, diz, foi o de Nova York. Há nove anos, a cidade passou a contar com um telefone único para atendimento ao cidadão, o 311, e vem aprimorando serviços diversos. “O modelo foi expandido para Madrid e estamos começando a discuti-lo no Brasil, que deverá, por meio da tecnologia, fazer com que solicitações sejam mais rápidas, evitando ainda o deslocamento para resolver questões com o setor público e diminuir gargalos”, afirma. 

Na opinião de Faria, o investimento em cidades é ponto central para mudar a forma como as pessoas vivem e trabalham hoje e a estratégia da Oracle está apoiada nessa máxima. “Temos atuado na modernização de portos, aeroportos e ferrovias e na mobilidade para reduzir deslocamentos desnecessários”, detalha. “Por exemplo, serviços públicos realizados em casa podem diminuir em 35% o tráfego em cidades. Comprovamos a partir de iniciativas em outros países”, completa.

Metrópoles à beira do caos? 
“Cidade tem pontos de lentidão e mais de 200 quilômetros de congestionamento.” Nos grandes centros, não é raro ouvir notícias como essas, somente em São Paulo o congestionamento gera custo anual de 35 bilhões de reais, segundo projeções da IBM. As cidades consomem 75% da energia mundial e são responsáveis por mais de 80% das emissões de dióxido de carbono e 95% despejam esgoto não tratado em rios, lagoas e oceanos. E com as previsões da ONU sobre a mudança da população do campo para as metrópoles o quadro deverá ser pior. 

Por outro lado, as nações têm mostrado foco na melhoria da infraestrutura, incluindo ainda malhas rodoviárias, ferroviária, portuária, aérea, ampliação do acesso a banda larga, internet, estrutura de saúde etc. No Brasil, a Copa, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016, têm impulsionado as ações. 

Relatório recente da Ericsson em conjunto com a consultoria de gestão Arthur D. Little intitulado “Índice de Cidades com Sociedades Conectadas da Ericsson” avalia as 25 das maiores cidades do mundo de acordo com a habilidade de transformar Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) em benefícios sociais, econômicos e ambientais em diferentes áreas como saúde, educação, economia, meio ambiente, eficiência e melhoria na interação com cidadãos. 

A conclusão é que as três cidades com melhor desempenho são Seul, Cingapura e Estocolmo. Cingapura, por exemplo, está impulsionando a inovação em saúde digital, e é pioneira na gestão de congestionamentos de trânsito. Enquanto isso, Seul utiliza TIC para realizar iniciativas ecológicas e de alta tecnologia, aponta o documento.

Na lista, São Paulo e Nova Déli são citadas como as que contam com iniciativas para reduzir desigualdade socioeconômica. A cidade paulista, 15ª colocada no ranking, tem trabalhado, por exemplo, em programas de inclusão digital. Já na indiana, a população foi beneficiada ao poder realizar transações financeiras de baixo valor por meio de telefones celulares.

“As cidades bem-sucedidas têm excelente desempenho ao atrair ideias, capital e pessoas capacitadas. Isso requer progresso econômico constante, bem como em contexto social e ambiental”, afirma Patrik Regardh, do Laboratório da Sociedade Conectada da Ericsson. Segundo Erik Almqvist, diretor do Arthur D. Little, à medida que as pessoas têm necessidades básicas atendidas, a atenção se volta para vida equilibrada, boas instalações de transporte, saúde e ambiente limpo.

Dados da consultoria IDC apontam que, em 2011, os investimentos em tecnologia para o desenvolvimento em cidades inteligentes, conceito que usa a TI para facilitar e automatizar a interação entre cidadão e o governo, movimentou 34 bilhões de dólares em todo o mundo. Esse montante, segundo a consultoria, deverá saltar 18% ao ano até 2014, quando somará 57 bilhões de dólares.

A IBM trabalha nesse contexto nos últimos três anos. Mas desde sua existência contribuiu para mudar a vida das pessoas, quando, por exemplo, criou há 30 anos o primeiro computador pessoal, afirma Pedro Almeida, diretor de Cidades Inteligentes da IBM Brasil. Cidades inteligentes é tema estratégico na companhia e a receita desse setor, globalmente, deve chegar a 10 bilhões de dólares até 2015.

“Empunhamos essa bandeira e em 2010 criamos uma divisão no Brasil para cuidar do assunto. A área está focada em quatro pilares: segurança, transporte, infraestrutura e energia e estamos ingressando em saúde e educação”, diz Almeida. Boas práticas com outras nações estão sendo trocadas para que possam ser replicadas por aqui.

Na opinião dele, uma cidade ideal é aquela que tem capacidade de gestão e pode pensar de forma antecipada. “Ferramentas analíticas ajudam nesse sentido”, indica. No Brasil, ele aponta que segurança, transporte e educação são áreas críticas que precisam de mudanças urgentes.

Arrial dos Anjos acredita que Business Analytics (BA) vai ser cada vez mais usado nos próximos anos, coletará dados de pessoas em todo o mundo e será caminho para eliminar desafios diversos. “As informações ajudariam a melhorar ruas e tráfego”, afirma. Tecnologias de coleta de dados vão gerar bilhões de informações sobre o fluxo de pessoas, veículos e necessidades das metrópoles. Em alguns anos, entender o que acontece com a população e dar início a iniciativas de melhoria estará a um clique. “O grande atrativo de TI é que ela possibilita eficiência”, completa.

Recentemente, o Rio de Janeiro deu um importante passo rumo à construção de uma cidade inteligente. Trata-se do Centro de Operações, projeto desenvolvido pela IBM que demandou investimentos da ordem de 11 milhões de reais. O local foi preparado para detectar e administrar situações de emergência, como chuvas intensas que podem causar alagamentos. Auxiliará ainda na gestão dos grandes eventos que o Rio de Janeiro sediará, Copa do Mundo e Olimpíadas.

Outro exemplo, diz Almeida, é o controle dos ônibus de Salvador. O Grupo Evangelista, responsável por 35% da frota da cidade, implementou sistema de inteligência de negócios com tecnologia IBM para monitorar em tempo real os veículos. O sistema permite que o Grupo desenvolva rotas mais eficientes do ponto de vista de uso de combustível e ajude nas tomadas de decisão.

A IBM também busca despertar nas pessoas a vontade de construir um futuro melhor, afirma o executivo. O SmartCamp, que reúne empreendedores, investidores e mentores do mundo todo, tem como foco acelerar o desenvolvimento de soluções para oferecer melhores serviços aos cidadãos. 

Neste ano, entre os finalistas do Brasil, um dos projetos, batizado de Opará, investe na rastreabilidade de frutas, desde o campo até o supermercado. O sistema reduz atrasos e desperdícios, além de ajudar produtores a identificar origem de produtos que não podem mais ser consumidos. 

Almeida aponta ainda que outra área que a IBM quer ajudar a aprimorar é a de Energia. Segundo ele, hoje, em média, as companhias do setor registram 15% de perda e roubo de energia, percentual que pode ser poupado para as próximas gerações. “Smart grid (rede inteligente), que mapeia a energia remotamente pode eliminar esse desafio. Ajudamos a CPFL Energia a implementar a tecnologia e certamente veremos muitas melhorias”, pontua.

Para a Microsoft, cuidar das cidades e torná-las sustentáveis é vital. O assunto ganhou importância na organização e uma área foi criada em 2010 para endereçar essas questões. Sob o nome de Competitividade Nacional, ela atua por meio de três pilares: educação e capacitação, inovação e cidades sustentáveis. “Olhamos as 13 prioridades do governo nacional e focamos em seis delas”, diz Roberto Prado, diretor de Competitividade Nacional da Microsoft. 

Globalmente, a Microsoft promove ainda a Imagine Cup, que inspira jovens a mobilizar suas habilidades, imaginação e criatividade para o desenvolvimento de inovações tecnológicas que podem fazer diferença no mundo. Neste ano, uma equipe de estudantes de Curitiba ganhou a competição ao criar um jogo em que uma cidade virtual é transformada a partir do trabalho voluntário de seus habitantes. Lá, os problemas desaparecem conforme as pessoas realizam ações como não deixar o lixo acumular, diminuir o trânsito e acabar com a falta de água.

No campo da saúde, iniciativa recente no Brasil foi a aliança estabelecida entre a Microsoft e a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) que passará a usar Kinect, controle baseado em gestos do videogame Xbox, para auxiliar na reabilitação de pessoas com deficiência. “Podemos ajudar milhares de pessoas. Não é uma caridade, é uma forma de impactar na vida desses cidadãos”, avalia Prado.

A Dell também tem viabilizado tecnologias para aprimorar o atendimento aos pacientes. O Mobile Clinical Computing permite que médicos e profissionais de saúde acessem dados clínicos em estações diversas (desktop, notebook, smartphone). “Com essa mobilidade, é possível aumentar em até 25% a produtividade das operações dos hospitais e aprimorar a atenção ao paciente”, explica Francisco Carrieri, Business Developer para Saúde da Dell.

Máquinas como o supercomputador Watson, da IBM, que responde a perguntas, já estão aí e podem tornar-se assistentes de profissionais como médicos, ajudando no diagnóstico de doenças. Prova de que melhorias já saltam da ficção para o mundo real.

Bicudo, da TGT Consult, aponta que nos Estados Unidos já é comum o monitoramento de pacientes a distância. “Caso um idoso precise tomar um remédio em determinado horário e esquece, um alerta é emitido para a central de controle e uma pessoa liga para lembrá-lo”, explica. Segundo ele, monitoramento remoto tem duplo benefício: além de reduzir custos, oferece mais qualidade de vida ao paciente.

Algo parecido tem sido feito pelo laboratório Fleury, que de acordo com Arrial dos Anjos, da Frost & Sullivan, está em fase experimental de uma solução de monitoramento de pacientes que, por exemplo, têm problemas cardíacos. Qualquer variação no coração, um alerta é emitido e o médico aciona a pessoa. “A evolução da tecnologia Machine to Machine é caminho sem volta. Hospitais podem tirar proveito dela”, projeta.

Educação na linha de frente
Outro setor de atenção e essencial para a melhoria do futuro é o de educação. Nos próximos dez anos, o governo nacional afirmou que o investimento público em educação deverá ficar entre 7% e 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Nessa esteira, a TI tem potencial de impulsionar o ensino. Bicudo afirma que é preciso não só inserir tecnologia, mas também criar novos modelos. “Se os livros que os alunos recebem hoje fossem digitais, imagina a economia de papel que teríamos? A vida está cada vez mais baseada em interações digitais”, reflete.

A Positivo Informática tem sua história atrelada à melhoria da educação no País. Desde 1989, a companhia desenvolve soluções para o setor e prova que tecnologia + educação é capaz de impulsionar o aprendizado. O projeto Aprendendo com Tecnologia é exemplo.

Em José de Freitas, a 48 quilômetros da capital, soluções como lousas interativas com câmeras, mesas educacionais e laboratórios de informática com software próprio foram implementadas em 11 escolas públicas. O projeto foi fruto da parceria entre a fabricante, a prefeitura municipal e o governo estadual do Piauí. Cerca de 2,2 mil alunos, do primeiro ao quinto ano do Ensino Fundamental, e 180 educadores foram beneficiados na cidade desde 2009.

Os resultados foram observados rapidamente. “Em 2007, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do município nas escolas estaduais era de 3,3. Em 2009, passou para 4,4. Já nas escolas municipais, era 2,8 e saltou para 3,4”, contabiliza Melissa Rosa, coordenadora pedagógica da Positivo Informática responsável pelo projeto. 

Segundo ela, tecnologia educacional é capaz de melhorar a qualidade da educação e o projeto comprova. “Antes, o professor falava e o aluno ouvia. Agora, há troca de informações. A relação aluno/professor mudou, ambos estão mais interessados e as aulas ficaram mais ricas”, observa. Alunos que estão próximos de abandonar a escola ficaram motivados e tiveram um salto na aprendizagem, relata. 

O Aprendendo com Tecnologia foi avaliado ainda pela Fundação Carlos Chagas que aplicou provas para verificar ganhos nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática dos alunos do segundo ao quinto ano do Ensino Fundamental. Ao mesmo tempo, o instituto aplicou provas para um grupo de alunos com características semelhantes aos de José de Freitas. Como resultado, identificou ganhos de aprendizado em Português de 6,5 pontos em José de Freitas e de 0,2 pontos no outro grupo. “Aprender por meio da TI muda a postura da criança”, avalia Melissa.

Seguindo o exemplo de escolas da Itália, EUA, Canadá, China, Reino Unido, México, entre outros países, a Dell adotou no Brasil, em 2009, a solução Sala de Aula Conectada. O projeto está em andamento no interior de São Paulo. Em parceria com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, 23 escolas públicas da cidade de Hortolândia, cerca de 6 mil alunos e cem professores já trabalham nesse novo modelo, que conta com lousa digital interativa, pranchetas digitais, projetores interativos, impressoras, netbooks para alunos, computador etc.

Avaliação da Unesco aponta que o rendimento em matemática dos alunos participantes em Hortolândia melhorou 20%, sete vezes mais do que grupos não-participantes da ação. Além disso, 44% dos estudantes disseram que as aulas com tecnologia são mais interessantes.

Educação, saúde, empreendedorismo e voluntariado são os focos da HP para impactar positivamente na vida das pessoas. “Uma empresa de TI, que possui produtos de ponta e 370 mil funcionários em todo o mundo tem potencial de inovar nas comunidades por meio da tecnologia”, afirma Tarsila Arnone, gerente de Inovação Social da HP Brasil. 

Tasila define a HP como uma empresa que vai além da preocupação com os resultados financeiros e está focada no bem-estar das populações. “Não doamos dinheiro porque visamos mudanças e impactos positivos de longo prazo e TI é oportunidade social”, pontua.

Impulsionar estudantes universitários é uma das bandeiras da companhia. O HP Catalyst, que como o nome diz, é catalisador de projetos inovadores de estudantes nas áreas de ciências, matemática, tecnologia e engenharia que utilizam TI para melhorar o ensino. Tarsila explica que estudantes submetem ideias e as melhores são premiadas e recebem produtos da HP para executar o projeto. Em 2010, a Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro foi eleita pelo projeto Blended On Line – Colaboração para a Educação Global de Engenharia, que criou um método de ensino a distância.

A executiva afirma que esse é apenas um dos programas que a HP tem para garantir crescimento econômico e sustentável das comunidades. O HP Life é outro, realizado globalmente, com o objetivo de fazer com que alunos, empresários potenciais e pequenos proprietários de empresas utilizem o poder da TI para estabelecer e ampliar os negócios. “São treinamentos individuais e ferramentas on-line que abordam as necessidades educacionais das pessoas, melhoram e reforçam habilidades e permitem que elas progridam”, explica. Até hoje, foram mais de 500 mil profissionais capacitados em 50 países.

Internet = oportunidade
Considerada por muitos um divisor de águas na história da humanidade, a internet aproximou nações, agilizou trabalhos, ajudou a derrubar políticos, disseminou informações rapidamente... “A web possibilitou e universalizou o acesso ao conhecimento. É uma mudança impactante e no momento não temos como dimensionar na era em que vivemos”, avalia Bicudo. A popularização do PC, aponta Arrial dos Anjos, foi igualmente importante e o casamento entre os dois elementos têm possibilitado grandes mudanças na sociedade.

Cássio Tietê, diretor de Estratégia e Novos Negócios da Intel Brasil, concorda com os analistas. Para ele, a universalização da informação tem guiado o mundo nos últimos anos e possibilitado saltos antes inimagináveis. “Ajudamos a fazer com que o computador se tornasse importante peça na vida das pessoas. O mundo interconectado levanta essa questão e permite o livre compartilhamento de ideias”, assinala.

Democratizar a TI é, segundo Tietê, missão infindável da Intel. “Trabalhamos para ter dispositivos cada vez mais acessíveis e para que a banda larga esteja disponível a todos por um custo adequado. Temos defendido, por exemplo, o modelo pré-pago de banda larga e em breve teremos novidades nessa área”, adianta. 

Vai contribuir para ampliar os horizontes a nuvem, acredita. “Computação em nuvem vai ser uma realidade e as interações entre homem e dispositivos inteligentes vão transcender os teclados e aí teremos outros patamares de colaboração.” Não esquecendo da aplicação nos negócios, o executivo cita que a nuvem também fará com que companhias, especialmente as pequenas, possam a alcançar mercados que não conseguiriam sem a web.

Seguindo esse mesmo pensamento está a Google, que aposta na internet para possibilitar crescimento. Para isso, iniciou o programa Conecte Seu Negócio, que incentiva a entrada de pequenos negócios na web, permitindo que eles desenvolvam o primeiro site da empresa de maneira simples, contribuindo para ampliar as oportunidades no mercado de atuação. 

Iniciativa realizada em 11 países, em solo nacional, em seis meses de existência contabiliza 19 mil companhias que criaram seus sites, em uma média de 250 por dia. “A Google acredita que micros e pequenas empresas no País são motor fundamental de desenvolvimento da economia. Nosso compromisso é ajudá-las a melhorar seus resultados e a crescer”, afirma Susana Ayarza, diretora de Marketing B2B para Google América Latina.

A possibilidade de manter uma página on-line amplia os horizontes e quebra barreiras físicas. Empresas, de ateliê de doces a estúdio fotográfico, deixam de ser locais para serem globais. Elas podem melhorar a produtividade, diminuir custo e ampliar a taxa de crescimento, prossegue Susana. “Muitas oportunidades surgem. Há grande quantidade de companhias fora da web e queremos mudar esse quadro.”

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que entre 2000 e 2010, o número de micro e pequenas companhias aumentou de 4,2 milhões para 6,1 milhões indicando a força que esses negócios têm no País. Susana lembra ainda que PMEs com presença na internet apresentam 10% a mais de produtividade em comparação com as que não fazem parte desse mundo. “É terreno de oportunidades”, ressalta.

Web como forma de conhecer problemas de outras nações, compartilhar ideias e colaborar para um futuro melhor é pilar da Polycom, que atua no setor de comunicações unificadas (UC). A partir de parceria criada com a ONG Global Nomads Group (GNG), a companhia criou o “Agents of Change Program” que, por meio de videoconferência, promove diálogos interculturais entre jovens para abordar os desafios vividos em cada uma das comunidades. Em 12 anos de existência, mais de 1 milhão de pessoas foram conectadas em 45 países em todos os continentes. 

Ruanda, na África, e Estados Unidos, com culturas diferentes, puderam falar sobre seus problemas, preocupações, desejos para o futuro e até mesmo desmistificam estereótipos que vivem no imaginário sobre como se vestem e vivem. “Estudantes percebem que não importa como você se parece, que língua fala ou onde vive, todos querem o mesmo: alegria, prosperidade e paz”, diz vídeo de apresentação da GNG. É a internet unindo pessoas e nações.

Talvez, diz Arrial dos Anjos, da Frost & Sullivan, o mundo dos Jetsons [desenho animado criado em 1962 que mostra um mundo repleto de recursos inovadores como pílula que substitui refeição e naves que transportam pessoas] esteja longe de acontecer. 

A evolução da tecnologia da informação é inegável, basta olhar para trás. Exemplos como celular, internet, tecnologias que processam dados mais rapidamente, aparelhos que auxiliam no setor de saúde e tantos outros apontam que mudar o mundo é possível. A boa notícia é que com TI, o caminho é mais curto. 

“TI é alavanca para desenvolver a economia de países, refletindo diretamente na vida dos cidadãos”, opina ele. “Podemos ir muito além. O planeta pede socorro e TI está aí para ajudar. Se a usarmos bem, vamos dar um grande passo e novas tecnologias surgirão para fazer mais e melhor”, comenta Prado, da Microsoft. Para Bicudo, da TGT Consult, somente um ponto pode destruir todas as perspectivas. “Nosso grande desafio é encontrar uma solução definitiva para o aquecimento global”, finaliza. 

Megatendências que vão transformar o mundo
A Frost & Sullivan define as megatendências como elementos que impactam significativamente a sociedade, diferentes indústrias e empresas. Elas são chave para construir o futuro, viabilizar processos de inovação e mudar a produção e o planejamento de tecnologias. Abaixo, veja algumas das 36 megatendências que vão pautar a sociedade até 2020.

Urbanização: migração para as cidades vai impactar na mobilidade, no trabalho e nas sociedades.

Cidades e infraestruturas inteligentes: eficiência energética e eliminação de emissões de gases prejudiciais serão a premissa básica dessas iniciativas.

Geração Y: comportamento desse grupo vai influenciar desenvolvimento de produtos, tecnologia e estratégias de marketing.

Mulheres ganham espaço: cerca de 25 das 500 empresas que fazem parte da lista Fortune Global serão lideradas por mulheres. Elas terão mais decisões no desenvolvimento dos negócios.

Força da classe média: crescimento desse segmento da sociedade terá impacto em serviços e produtos e no poder de compra.

Geo-socialização: a próxima plataforma de rede social vai contar com serviços geográficos mudando a forma de interação entre as pessoas.

Novas economias emergentes: México, Argentina, Polônia, Egito, África do Sul, Turquia, Indonésia, Filipinas, Vietnã e Irã serão os motores do crescimento econômico.

Terceirização: ganhará novos destinos como América Latina e Ásia Central.

Zonas de comércio: acordos, especialmente na Ásia, África e América Latina, deverão aumentar desenvolvimento e plataformas de comércio eletrônico.

Nuvens inteligentes: deverão sanar problemas específicos, integradas à infraestrutura existente de empresas.

Satélites: cerca de 900 novos estão navegando com sistemas que comportam tecnologias como machine to machine.

Mundo virtual: vai governar o mundo na educação, saúde, negócios e relações pessoais. Avatares vão simular vida real e interagir com vida virtual.

Robôs: tecnologia robótica e inteligência artificial vão ajudar na manufatura, serviços militares, segurança e transporte.

Eletrônicos: 3D HDTV, controle de vídeo por meio da mente são exemplos de tecnologias que estarão no mercado.
Tecnologias inovadoras: as emergentes serão observadas nas áreas de nanomateriais, lasers e materiais inteligentes.

Infraestrutura, energia, água e transporte: 41 bilhões de dólares serão destinados para essas áreas, resultando em melhoria na eficiência.

Fábricas do futuro: inteligentes e verdes, elas vão operar sem intervenção humana.

Saúde: com medicamentos mais inteligentes, hospital virtual, cyber doutores, indústria passará por mudança radical.

Energia: energias renováveis e energia nuclear vão responder por mais de um terço da geração até 2020.

Mobilidade: evolução da tecnologia vai acelerar interação entre mundo físico e virtual por meio de interconexões entre dispositivos móveis, sensores e máquinas.
ComputerWorld

Ladrões roubam duas vezes mesma lanchonete na Câmara dos Deputados e levam mais de R$10 mil e muitos chocolates

Uma das lanchonetes da Câmara dos Deputados foi furtada na semana passada, por pelo menos dois ladrões que levaram uma quantia entre R$ 10 mil a R$ 12 mil.
Em outro dia, os bandidos voltaram e levaram uma máquina de cartão de crédito e chocolates.
O Departamento de Polícia Legislativa (Depol) da Câmara investiga o caso e trabalha com a suspeita de que os ladrões conheciam a rotina do estabelecimento, pois não houve arrombamento.
Os invasores teriam entrado de noite, ou de madrugada, e já encontraram uma das janelas laterais da lanchonete do Anexo 3 aberta.
Segundo a assessoria da Câmara dos Deputados, o sistema de circuito interno de TV do local foi desconectado.
As únicas imagens que existem registram o lado externo e a ação de pelo menos duas pessoas, que teriam levado as moedas em vários sacos plásticos. Mas as imagens não têm nitidez.
Eles fugiram numa moto, depois de subir as escadas que dão acesso à Esplanada dos Ministérios.
Essas imagens foram encaminhadas para perícia da Polícia Civil do Distrito Federal.
Funcionários contaram também que foram levadas moedas do caixa, de onde foi retirado a máquina de cartão de crédito e muitas unidades de chocolate.
A gerência da lanchonete, que é terceirizada para uma firma particular, informou que as janelas da lanchonete sempre ficam fechadas por causa do ar-condicionado.
Com informações de O Globo

Projeto prevê emissão de certificado digital mais barato para PMEs

Proposta em tramitação na Câmara dos Deputados quer redução de 30% na venda da certificação para pequenos negócios.

Tramita na Câmara dos Deputados Federal o Projeto de Lei 2647/11, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), que estabelece cobrança diferenciada do valor pago por micro e pequenas empresas para utilizar a tecnologia de Certificados Digitais da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). Pelo texto, o valor cobrado desses negócios não poderá ser superior a 30% do especificado para médias e grandes companhias.
Os certificados digitais da ICP-Brasil permitem que empresas de qualquer porte possam interagir com os órgãos públicos das três esferas de Poder, de forma remota, sem a necessidade de deslocamento físico. Atualmente, a tecnologia também tornou possível a informatização dos processos judiciais, garantindo autenticidade e integridade dos documentos compartilhados pela internet.
“Esse contexto evidencia que uma empresa brasileira, de qualquer porte, não pode prescindir de um Certificado Digital”, afirma Bezerra. “No entanto, para grande parte das micro e pequenas empresas, os preços cobrados podem até inviabilizar o negócio”, completa o autor.
O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso seja aprovado, seguirá para o Senado e se passar vai à sanção presidencial.
*Com informações da Agência Câmara
ComputerWorld

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

As compras de empresas não vão parar

 O setor de educação passou, em 2011, por uma onda de aquisições sem precedentes no Brasil — foram, ao todo, 2,4 bilhões de reais investidos em 27 negócios. Em setembro, a Anhanguera chocou o mercado ao anunciar a compra da Uniban por 510 milhões de reais­.
Aquele era, afinal, o maior negócio da história do setor no Brasil. Mas esse choque todo logo se provaria bobagem. Em dezembro, a Kroton adquiriu a paranaense Unopar por muito mais dinheiro: 1,3 bilhão de reais. De novo, empresários do setor e investidores não conseguiram esconder seu espanto.
Unopar? 1,3 bilhão? Nas últimas semanas, EXAME fez uma radiografia do setor em busca das universidades que podem ser alvo de aquisição em 2012. Pode-se concluir, sem medo de errar: as compras não vão parar. 
Há, claro, aquisições em estágios distintos. A mais avançada delas é a venda de uma participação de 37% da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), de São Paulo, para o fundo inglês Actis, por 180 milhões de reais.
Com 38 000 alunos na capital paulista e um faturamento de 250 milhões de reais, a rede, que até então estava alheia à onda de consolidação, deve se lançar ao mercado como uma nova compradora — ainda que de empresas menores. Assim como a Unicsul, outras redes da capital paulista também estão procurando compradores.
O banco de investimento Itaú BBA tem o mandato de venda da Universidade São Judas Tadeu, com duas unidades e 17 000 alunos. Por enquanto, há quatro interessados nessa disputa. E o Santander já iniciou o processo de venda da Unicid, que tem apenas um campus e 15 000 alunos no bairro do Tatuapé, na zona leste da cidade. A Unicsul nega que esteja à venda e as outras duas empresas alegaram não ter porta-voz para comentar o assunto.
Dos negócios em andamento, nenhum é tão aguardado — e causará tanto impacto no mercado — quanto a possível venda da Uninove, a sexta maior universidade do país, com 111 000 alunos e um faturamento de 431 milhões de reais. De acordo com o preço médio pago por aluno em aquisições desse tipo, a compra da Uninove custaria algo entre 600 milhões e 800 milhões de reais.
Quem assumir o controle da rede passa a brigar pela liderança na capital paulista, mercado em que nenhuma das três consolidadoras — Anhanguera, Kroton e Estácio — está bem posicionada. Ou seja, é um negócio com alto potencial de competição, o que pode levar os preços para cima.
Segundo EXAME apurou, os donos da Uninove já deram ao BTG Pactual o mandato para encontrar potenciais compradores. Procurada, a empresa disse que não está à venda.
Mas se é no Sudeste que está o maior número de alvos, o Nordeste tem uma das instituições de ensino superior que mais crescem no país — a Mauricio de Nassau, do empresário Janguiê Diniz, de 47 anos. Fundado em 2003 em Recife, o grupo de 14 faculdades, com 50 000 alunos, já é o 11º maior do país e vem crescendo num ritmo de 20% ao ano.
Diniz já recebeu uma dezena de propostas nos últimos dois anos, mas só agora contratou um banco para ajudar na escolha do comprador: o assessor da venda é o Goldman Sachs. Oficialmente, Diniz nega que tenha colocado sua rede à venda. “Quero abrir 20 faculdades e adquirir mais umas dez. Foi uma promessa de Ano-Novo”, afirma ele. 
A onda de consolidação dos últimos anos deu origem a três líderes claros no mercado de ensino superior. Anhanguera, Kroton e Estácio têm perfis semelhantes (têm investimento de fundos de private equity). A Anhanguera tem, hoje, 347 000 alunos, enquanto a Kroton e a Estácio têm 264 000 e 248 000, respectivamente.
É natural que se pergunte: quando os três líderes vão conversar uns com os outros? Uma fusão entre dois dos três maiores grupos criaria um líder incontestável — e quem ficar de fora corre o risco de ser relegado à condição de eterna segunda força. O negócio mais esperado (e mais provável que aconteça) é a união da Estácio de Sá com a Anhanguera. Ambas têm operações muito parecidas, mas em lugares diferentes.
A Estácio é forte no Rio de Janeiro e no Nordeste. A Anhanguera tem presença maior em São Paulo, no Sul e no Centro-Oeste. O namoro entre as duas­ empresas começou há um ano e meio. Segundo EXAME apurou, os representantes dos fundos que comandam as duas empresas (o Pátria, pela Anhanguera, e a GP, pela Estácio) já fizeram reu­niões para discutir os benefícios de uma eventual fusão.
“Os negócios são complementares, concorremos para valer apenas em Niterói, mas não há e nunca houve nenhuma conversa entre as duas empresas”, afirma Ricardo Scavazza, presidente da Anhanguera. Segundo ele, a empresa dedicará 2012 à absorção das 12 universidades adquiridas recentemente e resistirá à tentação de gastar mais dinheiro — tentação, como já se viu, não há de faltar.
Exame

O Tico e o Teco do investidor

As ilusões, neuras e lapsos da mente de quem busca multiplicar o capital

Victor Affaro
Para ser bem-sucedido na proteção e ampliação do seu patrimônio, qualquer investidor deve ser minimamente versado em economia e finanças, e acompanhar os setores onde estão as ações do seu interesse. Mas um ramo recente da economia tem mostrado que há outro grande campo a desvendar: as próprias emoções. Como seres humanos, somos às vezes reféns de processos mentais – que tanto podem nos ajudar a tomar decisões rápidas como nos condenar a erros catastróficos. Pode ser o apego a um papel que só nos dará prejuízo, o otimismo baseado em fatos irreais, a generalização a partir de um caso muito particular... A seguir, alguns exemplos de processos mentais perigosos ao bolso, e como se prevenir.
O MAU HUMOR
AQUELA NUVENZINHA NEGRA QUE VOLTA E MEIA PAIRA SOBRE NÓS TAMBÉM AFETA OS INVESTIMENTOS
Assim como o otimismo exacerbado pode trazer prejuízos, as emoções negativas exercem forte influência sobre os investidores. Segundo estudos da psicóloga Jennifer Lerner, professora do centro de liderança em Harvard, eventos aparentemente irrelevantes ocorridos antes da tomada de decisão podem levar tudo a perder. Por causa de uma discussão com o marido ou a mulher no café da manhã ou um congestionamento para chegar ao escritório, seu suado dinheirinho pode ir para o ralo. “A tristeza pode fazer com que você reduza o valor do seu bem (ação, imóvel, cota de fundo) além do que seria razoável apenas para fechar negócio logo e obter uma mudança de humor”, afirma Jennifer. Movimento similar pode ocorrer com o comprador que paga caro por um bem cujo valor está em alta. Se o mal-estar tiver raízes mais profundas, o risco é maior. “A extrema insatisfação com alguma coisa pode nos fazer perder grandes oportunidades”, diz a psicóloga Vera Rita de Mello Ferreira, especialista em finanças comportamentais e autora do livro Cabeça de investidor e decisões econômicas.
Victor Affaro 
O SENTIMENTO DE POSSE
AO SENTIR-SE DONO DE UM PAPEL, O INVESTIDOR CORRE O RISCO DE FICAR CEGO A RISCOS E OPORTUNIDADES
A posse é uma grande geradora de prazer – e de perigos – para o cérebro humano. Atos como experimentar uma camisa ou fazer o test drive de um carro muitas vezes são o gatilho para que nossa mente tenha faíscas de deleite por se sentir “dona” daquilo que desejamos. No mercado financeiro, o lado perigoso dessa emoção ocorre quando o vínculo com um papel passa a atrapalhar o discernimento. “Chegada a hora de se desfazer dos papéis, alguns investidores só conseguem se lembrar das dificuldades que enfrentaram para comprá-los”, diz Vera. O sentimento predominante na mente do investidor é a injustiça, já que o comprador não está nem aí para a história de vida de quem está do outro lado da mesa da negociação. Sem enxergar a autossabotagem, muitos acreditam que no futuro irá aparecer um interessado disposto a pagar mais. E o papel vai derretendo...
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O OTIMISMO EXAGERADO
VOCÊ É AUTOCONFIANTE? CUIDADO, ESTE PODE SER O PRIMEIRO PASSO PARA PERDER MUITO
Entre os riscos no caminho de um investidor está o de ganhar muito dinheiro. Com o sucesso, é provável que o medo e a cautela cedam espaço ao otimismo e à autoconfiança – dois dos maiores inimigos de quem investe. A mentalidade de vencedor nos faz esquecer o medo, e com ele a precaução de coletar informações suficientes para tomar decisões. Passa-se a confiar muito na intuição e em superstições. “O excesso de confiança faz o aplicador subestimar os riscos associados aos diversos investimentos, superestimar o potencial de alta e o preço da aquisição”, diz o livro Finanças comportamentais, do economista Aquiles Mosca. Em um estudo com 1.053 profissionais do mercado financeiro, em 1999, o psicólogo e prêmio Nobel Daniel Kahneman revelou que o otimismo é um traço do investidor: 74% deles prestavam muito mais atenção nas ações nos períodos de alta, e só 7% priorizavam as baixas. “Estes 74% sofrem do viés de otimismo e geralmente são os mesmos que realizam saques ao primeiro sinal de realização do mercado”, diz Mosca. Segundo estudo feito pelos acadêmicos Brad Barber e Terrance Odean em 2002, a internet depositou ainda mais poder nas mãos dos otimistas. Com ferramentas de análise e informações, eles se sentem ainda mais capazes de decidir sozinhos.
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A PATROA CUIDA MELHOR
EM TEMPOS DE INCERTEZA, A PREOCUPAÇÃO DAS MULHERES COM O AMANHÃ SEGUE SENDO O PORTO SEGURO
Nas últimas décadas, o mercado financeiro intercalou momentos de exuberância com a sensação de abismo. Surpreendentemente, nada disso afetou o humor das investidoras não profissionais. Seja qual for o cenário, elas se mantêm estáveis, quase sempre na direção contrária ao risco. “Estudos acadêmicos mostram que as mulheres exibem maior prudência que os homens na gestão de seus portfólios”, diz Mosca. O apego à segurança é um traço fiel ao gênero, independentemente de classe social, educação ou tamanho da família. Segundo os biólogos evolucionistas, o fato de as mulheres terem uma responsabilidade maior que os homens no processo reprodutivo as conduz a uma postura de maior cautela frente ao risco. Enquanto os homens ficam enfeitiçados com o desafio, elas geralmente focam no que podem perder se sua aposta der errado.
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A SÍNDROME DO "DEIXA ESTAR"
O PREJUÍZO GERADO POR APATIA DO INVESTIDOR NÃO DóI TANTO QUANTO OS OUTROS. MAS É PREJUÍZO
Um dos artifícios do cérebro para nos distanciar da sensação de perda consiste em minimizar o peso da inércia sobre os maus resultados. Segundo essa lógica, o prejuízo causado por uma decisão consciente tem um peso muito maior do que aquele causado por inércia. Na psicologia econômica, esse comportamento é conhecido como viés de status quo. Trata-se de fechar os olhos para um perigo iminente. “Ele expressa nossa dificuldade para tomar decisões, como se dessa forma fôssemos capazes de evitar o risco, missão impossível quando nossas ações se desenrolam rumo ao futuro que ninguém conhece”, diz o livro A cabeça do investidor.
ÉpocaNegócios

O brasileiro está mais disposto a pagar pela qualidade


Para Eduardo Ragasol, presidente da Nielsen Brasil, empresa de pesquisa de mercado, o aumento da sofisticação do consumidor será um dos principais motores do crescimento do varejo

Reprodução Internet
Para Eduardo Ragasol, da Nielsen Brasil, uma pesquisa precisa oferecer informações para que as empresas possam tomar decisões
O consumidor brasileiro está cada vez mais exigente em suas escolhas. Seja na compra de alimentos ou de eletrônicos, a qualidade e a garantia estão falando cada vez mais alto. E isso é uma boa notícia para os varejistas. Na opinião do mexicano Eduardo Ragasol, presidente da Nielsen Brasil, esta sofisticação do consumo será um dos motores para o crescimento econômico do país.
Além de mostrar que o brasileiro quer mais qualidade, as pesquisas de mercado feitas pela Nielsen têm mostrado às empresas os hábitos, motivações, atitudes e padrões de compra dos consumidores. Ragasol está na Nielsen desde 1988 e assumiu a presidência da empresa no Brasil em 2009. Ele conversou com Época NEGÓCIOS sobre o comportamento do consumidor brasileiro.

A Nielsen divulgou diversas pesquisas recentes sobre o Brasil. Uma delas, por exemplo, aponta que o brasileiro é o 4º mais confiante do mundo. Quais são os motivos para tanta confiança? 
Em 2012, o brasileiro vai continuar com índice alto de confiança. Não vemos uma mudança nesse patamar. Há menos desemprego e o nível salarial tem crescido nos últimos anos. Além disso, o brasileiro está confiando mais no governo e nas instituições. O governo de Dilma Rousseff está se fortalecendo.
No varejo como será o cenário neste ano e quais serão as tendências de consumo?
O cenário em geral é positivo para os fabricantes e varejistas. Esperamos um crescimento, mas um crescimento moderado. Por volta de 2,5% no volume do total de vendas no varejo. Isso vai gerar oportunidades de negócios sempre que eles forem mais competitivos, gerando condições melhores de qualidade e preço. O crescimento será especialmente no setor alimentar. O supermercado de porte médio é o que mais está aumentando. O mercado de farmácias também está mostrando crescimento. E o motor dessa evolução tem sido a inovação e a procura por novos produtos e nichos de mercado. Também tem o aumento da sofisticação do consumidor.
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Varejistas são ótimos para organizar as lojas, de acordo com Ragasol
Quando o senhor fala em sofisticação do consumidor, podemos então dizer que o consumidor está procurando por mais qualidade? O preço não é mais um diferencial?
O preço continua influenciando, a diferença é que hoje o consumidor está mais disposto a pagar pela qualidade. Os produtos de maior crescimento nos últimos dois anos têm sido aqueles cujas marcas garantem qualidade.
Essa mudança de comportamento tem a ver com o crescimento da classe C?
O consumidor identificado como classe C procura por produtos de qualidade, mas ainda não tem todo o dinheiro para pagar altíssima qualidade. É uma classe emergente, onde vemos um nível de bem-estar que está bem acima do que foi há duas décadas. E isso é uma ótima notícia para a indústria e para o varejo.

E o que o senhor pode falar das outras classes socias? A classe D também está começando a ter acesso a serviços e ao consumo. Será um novo impulso para o consumo no Brasil nos próximos cinco anos, se a economia continuar na direção certa. As classes A e B vão demandar maior sofisticação, vão exigir produtos de maior qualidade. Temos serviços de grande qualidade, mas estão concentrados em grandes cidades. Fora delas, os serviços ainda são fracos.
Este ano a Nielsen começará a medir a audiência de TV, concorrendo com o IBOPE. A parceria com a empresa brasileira na medição online continua?
Sim, essa parceria está sólida. Não há problema nenhum. Pelo contrário.
Há espaço para concorrer na medição de TV?
O Brasil é um país livre, sempre há espaço. Nada impede a concorrência. Qualquer um pode concorrer.
Por que a Nielsen não faz pesquisa política?
Existem profissionais focados nessas pesquisas. Achamos que essa é uma área que já está bem preenchida por outros concorrentes.
ÉpocaNegócio

Convênio incentiva pequenos negócios de moda e design

 Inserir as micro e pequenas empresas brasileiras no mercado de alto valor agregado da moda. Esse é objetivo do convênio que o Sebrae assinou com o Instituto Nacional de Moda e Design (In-Mod) nesta sexta-feira, durante o São Paulo Fashion Week (SPFW), na capital paulista.
Participaram da assinatura o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, o diretor-técnico da instituição, Carlos Alberto dos Santos, e o presidente do In-Mod, Paulo Borges.
Por meio do projeto Contextualizar na Moda, o convênio vai promover a inovação nas micro e pequenas empresas do setor, incentivar a conquista de novos mercados, articular e fortalecer a rede de parceiros e estimular a cultura do empreendedorismo nas empresas participantes. A meta é quebrar o tabu de inacessibilidade desse mercado para os pequenos negócios.
“A moda é um segmento da economia criativa em que o Sebrae tem investido muito e traz oportunidades não apenas para pequenas empresas do segmento têxtil e confecção. O convênio com o In-Mod vai nos permitir aproximar os pequenos negócios também dos ramos de calçados e acessórios e com foco no mercado do design, o que é altamente inovador”, afirma o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto.
O In-Mod é o realizador do SPFW e do Fashion Rio, dois dos maiores eventos de moda do país. O SPFW, que acaba de completar 15 anos, está entre as cinco semanas de moda mais importantes do mundo, além de ser o mais representativo do setor no Hemisfério Sul. A primeira edição deste ano acontece até a próxima terça-feira (24).
O convênio prevê cinco linhas de atuação, que serão desenvolvidas nos principais eventos do calendário da moda no Brasil: São Paulo Fashion Week (SPFW), Fashion Rio, Rio-à-Porter, Revista Mag! e Movimento Hot Spot. Estão programadas consultorias, capacitações, palestras e participações dos empreendedores em feiras, workshops e exposições de eventos do setor.

A estimativa, segundo a gerente de Atendimento Coletivo – Indústria do Sebrae, Kelly Cristina Sanches, é de que o projeto alcance cerca de 8 mil empresas de todo o país. “Queremos sensibilizar, informar, educar, difundir conhecimentos e possibilitar a troca de experiências entre os empreendimentos, contribuindo para o fortalecimento e a competitividade dos pequenos negócios desse segmento”, afirma.
O projeto é a concretização de uma intensa negociação realizada ao longo de dois anos. Os trabalhos começam já nesta edição do SPFW, com a assinatura do convênio.
As empresas apoiadas pelo projeto participarão, a partir das próximas edições, de um grupo restrito de convidados com acesso aos ambientes de exposição e desfiles, para conhecer e imergir no ambiente da moda. Nas próximas edições dos eventos do Calendário Oficial da Moda, no segundo semestre de 2012, já serão realizadas exposições de produtos dessas empresas.
Oportunidade
No Fashion Rio, a principal ação é a inserção de conteúdos, entrevistas e reportagens customizadas para as micro e pequenas empresas na programação da TV do evento.
Já o Rio-à-Porter aumenta as oportunidades dos pequenos empreendimentos, que ficam frente a frente com as maiores grifes e polos de moda durante a Bolsa de Negócios. Esse evento conta já com a participação de cerca de 200 compradores nacionais e outros 30 internacionais convidados, além de uma média de mais de 10 mil visitantes.
O Movimento Hot Spot, um festival de artes integradas, pretende identificar, expor e premiar talentos inovadores em diferentes segmentos, com eventos que convergem criatividade, tecnologia e economia.
Pelo projeto, o evento representa um ambiente favorável à profissionalização de talentos empreendedores. Por fim, o movimento vai criar uma empresa júnior para viabilizar no mercado as melhores ideias identificadas e premiadas.
Nas edições da revista Mag!, o leitor encontrará informações sobre as empresas atendidas pelo projeto e o catálogo dos produtos. A publicação, há mais de cinco anos no mercado, é lançada em edições bimestrais com artigos sobre arte, comportamento, música, tendências, literatura, estilo, arquitetura e moda.
Exame

Incrível projeto de energia solar

Cinquenta e duas casas, entre residenciais e comerciais, formam o bairro ancorado em Freiburg, na Alemanha, que se tornou referência em boa vida e impacto ambiental mínimo. Situado em uma das regiões mais ensolaradas do país, o vilarejo de Sonnenschiff é capaz de produzir quatro vezes mais energia do que consome.
A auto-suficiência é atingida através do seu projeto de energia solar, que utiliza painéis fotovoltaicos posicionados estrategicamente para aproveitar ao máximo a incidência dos raios de sol. Além de aproveitar a luz natural, com amplas aberturas para deixar o sol entrar nos ambientes internos, as casas ecológicas também contam com tecnologia para economizar água.
Os telhados possuem sistemas de captação de água da chuva, que depois é utilizada na irrigação de jardins e nas descargas de vasos sanitários, diminuindo ainda mais o impacto no ambiente.
Exame

Incrível projeto de energia solar no mundo

Apesar das claras vantagens ecológicas, projetos de energia solar têm um calcanhar de Aquiles: eles dependem da existência de luz natural para produzir eletricidade. Mas um sistema de geração em Sevilha, na Espanha, mandou para escanteio essa fraqueza. Trata-se da Gemasolar, a primeira usina de energia solar concentrada (ESC) em escala comercial do mundo, que gera energia durante a noite ou em dias nublados.
A produção de eletricidade sem a presença de luz solar resulta de uma inovadora tecnologia que usa sal fundido para estocar calor e operar 24h. Com capacidade instalada de 19,9 megawatts, a central já fornece energia para 25 mil lares na região de Andaluzia. 
Exame

sábado, 21 de janeiro de 2012

Davos quer buscar novo ajuste ao capitalismo

Genebra - O Fórum de Davos, um dos grandes encontros econômicos mundiais, é realizado na próxima semana com a intenção de buscar um novo ajuste ao capitalismo como motor da economia mundial e encontrar fórmulas criativas contra a crise.
Organizado pelo Fórum Econômico Mundial (FEM), a reunião entre os dias 25 e 29 de janeiro em Davos, na Suíça, chega no momento de maior incerteza econômica das últimas décadas, especialmente na Europa, e pretende transformar o capitalismo.
O capitalismo, em sua forma atual, já não se encaixa no mundo. Não soubemos aprender das lições da crise de 2009. Precisamos de uma transformação global, disse nesta quarta-feira em entrevista coletiva Klaus Schwab, fundador e diretor-executivo do FEM.
Temos que encontrar novas linhas de pensamento e deixar a maneira habitual de fazer as coisas, disse Schwab.
O economista e empresário alemão que fundou o FEM em 1971 insistiu que o capitalismo tem que ser reformado, algo que defende há anos, e argumentou que o problema atual não é a falta de capital, mas a falta de talento humano, uma questão que definirá a competitividade futura da economia.
A importância de Davos reside principalmente no poder de convocação que alcançou o FEM, que reunirá no espaço de quatro dias cerca de 40 chefes de estado e de governo.
Em uma evidente mostra de que a crise na zona do euro está no centro das discussões sobre o futuro, a chanceler alemã, Angela Merkel, pronunciará o discurso inaugural.
Estarão presentes, entre outros, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, o presidente do México, Felipe Calderón, o presidente do Peru, Ollanta Humala, e o presidente do Panamá, Ricardo Martinelli.
A delegação brasileira será presidida pelo ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota.
Do mundo econômico, haverá especial interesse em escutar o que tem a dizer o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, seu antecessor, Jean-Claude Trichet, a diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, e o secretário americano do Tesouro, Timothy Geithner.
Também está prevista a presença do vice-presidente para Assuntos Econômicos e Monetários da UE, Olli Rehn, o vice-presidente e comissário de concorrência, Joaquín Almunia, o ministro alemão de Finanças, Wolfgang Schauble, e o novo ministro espanhol de Economia e Competitividade, Luis de Guindos.
Junto a eles, 1.600 homens e mulheres de negócios representantes das empresas que formam e mantêm o Fórum, assim como sindicalistas e integrantes de ONGs. 
Le Monde

Cão de O Artista é indicado a prêmios em Hollywood

Los Angeles - O cachorro Uggie, que ofuscou seus companheiros de tela no filme mudo "O Artista" - vencedor no domingo de três Globos de Ouro -, também está sendo reconhecido em Hollywood ao ser indicado nesta quarta-feira a dois prêmios Coleira de Ouro.
Uggie recebeu duas indicações como Melhor Cachorro em um Filme por suas atuações em "Água para Elefantes" (com Reese Witherspooon e Robert Pattinson) e "O Artista", um filme mudo francês que está gerando muita expectativa na corrida pelo Oscar, que será entregue em fevereiro.
Os fãs do terrier, que desatou numerosos "Ooooh" durante a última entrega dos Globos de Ouro, poderão ter a oportunidade de ver Uggie receber um prêmio hollywoodiano por seu papel em "O Artista".
O filme conta, com a estética dos filmes dos anos 1920, a tragédia de um ator de cinema mudo que se torna obsoleto com a transição para o cinema sonoro.
Uggie competirá pela estatueta de osso com Cosmo ("Beginners"), Denver ("50/50") e Hummer ("Young Adult").
Os indicados da primeira edição do prêmio Coleira de Ouro, organizado pela revista canina Dog News Daily, foram anunciados no Teatro Egípcio em Hollywood pelo próprio Uggie e pela atriz de "The Artist" Penelope Ann Miller.
Para os prêmios, que serão entregues em 13 de fevereiro em Los Angeles, também foram indicados mascotes em categorias como Melhor Cão em Filme Estrangeiro e Melhor Cão em Série de TV.
"O Artista", dirigido pelo francês Michel Hazanavicius, ganhou no domingo o Globo de Ouro de Melhor Comédia, Melhor Ator de Comédia (para Jean Dujardin) e Melhor Trilha Sonora.
Uggie roubou a cena quando subiu ao palco para receber o principal prêmio junto ao restante do elenco, desfilou pelo tapete vermelho e deu entrevistas, latindo para o microfone.
Exame

Como recuperar um dia improdutivo em alguns minutos

O relógio no computador denuncia que o tempo voou, você não viu e a maior parte do expediente passou bem longe das tarefas mais importantes do dia – seja porque você ficou numa reunião mal resolvida ou, simplesmente, se perdeu com tarefas, digamos, não tão relevantes assim. Mas, calma, o dia ainda não está de todo perdido. De acordo com especialistas, com foco, uma pitada de disciplina e administração do tempo, é possível salvar um expediente que tinha de tudo para ser o mais improdutivo de todos os tempos. 1. Faça uma pausa Até agora nenhuma atividade fluiu dos seus dedos ou neurônios? Então, o ideal é fazer uma pausa e respirar um pouco. “Vá tomar um café, isso aumenta o nível de glicose no sangue e permite uma organização melhor das informações”, diz Christian Barbosa, da Triad Consulting. Atenção: esse “break” deve ter de 5 a 10 minutos. No máximo. Alguns minutos para além desse limite já entram na zona de procrastinação.
2. (Re)Planeje-se É hora de ter uma visão do todo. Por isso, segundo Luciano Meira, diretor de conteúdo e facilitação da FranklinCovey Brasil, o ideal é fazer o planejamento semanal de todas as suas atividades. Com isso, em dias fadados à improdutividade, sua única tarefa seria reestruturar a semana, adequando as tarefas menos emergenciais para os dias que se seguem. “Você ganha a visão do todo. Isto dá mais tranquilidade”, diz o especialista. “Se eu não tenho a visão total, estou fadado ao desequilíbrio”. “No mínimo, a pessoa tem que planejar os próximos três dias. Se ela ficar restrita apenas ao dia seguinte, entrará no ciclo das atividades urgentes, sem pensar no que é importante”, afirma Barbosa. 3. Separe joio do trigo Para fazer isso com eficácia e decidir quais tarefas atacar primeiro é preciso aprender a separar quais são as tarefas urgentes daquelas que são “apenas” importantes. “Tarefas urgentes são aquelas que você deve fazer imediatamente. São coisas que trazem pressão e estresse”, descreve Barbosa. “Já as atividades importantes demandam tempo e sempre trazem resultados positivos”.
Exemplo: um cliente envia um e-mail informando que determinado produto não foi entregue. Enquanto outro informa que gostaria de agendar uma reunião para discutir algumas ideias para o projeto que deve ser concluído em algumas semanas. Ambas requisições são importantes, mas o primeiro caso é urgente. Neste caso (e neste dia), dê prioridade para o primeiro caso. Para mapear com rapidez quais são essas áreas críticas, Meira aconselha algumas estratégias. Primeiro, cheque sua caixa de e-mails. “Mas não é para olhar todas as mensagens. Leia apenas aquelas que, realmente, são relevantes”, diz. Para isso, o especialista segue uma prática simples. No Microsoft Outlook é possível criar filtros que alteram a cor da mensagem dependendo do emissor. “Coloque, por exemplo, a cor vermelha para todos os e-mails que vierem do chefe ou de clientes muito importantes. Com isso, você bate o olho e já sabe o que precisa ler”, afirma. Se você passou o dia fora do escritório, por exemplo, entre em contato com pessoas chave do projeto que você está tocando para saber quais são as pendências que dependem de uma rápida ação de sua parte. 4. Foque no que é urgente e desconecte-se É hora de focar ao máximo. Para isso, nada melhor do que desligar todos os meios de distração – leia-se (em alguns casos): redes sociais e e-mail. Está quase off-line? Então, uma a uma, destine toda a sua atenção para as questões urgentes do dia. Se ainda sobrar tempo, priorize as questões mais importantes que ficaram pelo caminho. Se não der tempo de terminá-las, organize-se para os dias que se seguem. Com o máximo de otimismo e realismo. Nada de atolar a agenda do dia seguinte só porque o atual não foi tão produtivo assim. “Só a ansiedade de ter uma lista imensa de coisas para fazer já acaba com a sua vida”, afirma Barbosa. “Uma coisa que as pessoas precisam entender: o mundo não vai acabar. A vida continua. Tudo pode ser resolvido. Relaxa”.
Exame