sábado, 21 de janeiro de 2012

Quatro das dez maiores empresas do mundo são estatais

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Quando a respeitada revista “The Economist” não consegue mais do que lamentar o avanço do capitalismo de Estado, podemos suspeitar que o livre mercado esteja, de fato, ameaçado.
Com o revolucionário russo Vladimir Ilitch Lenin na capa da sua atual edição, o semanário mostra o avanço, mundo afora, das empresas estatais de países emergentes – e dos governos que as dirigem. Em seguida, expõe os principais problemas desse modelo e afirma que ele tende a ruir no longo prazo. Mas o fato é que, com todas as suas distorções, esse modelo está ganhando espaço justamente por causa da crise dos países onde reina o livre mercado.
Poder do Estado
A revista apresenta alguns dados que mostram o poder do capitalismo de Estado:
- Das dez empresas de capital aberto do mundo que mais faturam, quatro são estatais: as chinesas Sinopec, Corporação Nacional de Petróleo da China e State Grid e a japonesa Japan Post (veja abaixo reprodução de gráfico publicado na revista);
- As dez maiores empresas de petróleo e gás do mundo, medidas pelo tamanho das reservas, são estatais;
- Juntas, as companhias controladas pelo Estado têm um valor de mercado correspondente a 80% do mercado de ações chinês, 62% do russo 38% do brasileiro, considerando o índice de ações MSCI, calculado pelo banco Morgan Stanley;
- Dos investimentos estrangeiros diretos em países emergentes previstos para 2012 e 2013, um terço tende a ir para empresas estatais.
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E o avanço do Estado em territórios tradicionalmente liberais não para. No dia em que a “Economist” publica essa reportagem, a rede pública de TV britânica informa que o Fundo Soberano da China comprou 9% da Thames Water, a maior empresa de tratamento e fornecimento de água do Reino Unido.
Fraquezas do novo modelo
É mais do que sabido que o capital estatal é menos eficiente que o privado. Mesmo assim, a “Economist” reforça esse argumento, explicando que as estatais costumam crescer mais devagar do que as empresas privadas e seus custos tendem a aumentar mais rapidamente. Acrescenta que o capital público promove menos inovações.
Mesmo assim, as companhias gigantes controladas pelo Estado, como a Corporação Nacional do Petróleo da China, acabam “roubando” a cena no mercado local, atraindo grandes investimentos e profissionais de talento, sobrando pouco para o setor privado. “Pode levar muitos anos para as fraquezas desse modelo se tornarem óbvias.”
É verdade. Principalmente enquanto não encontrarmos uma solução razoável para a crise provocada pela radical liberalização (ou desregulamentação) do mercado financeiro – cujas fraquezas, essas sim, já estão mais do que evidentes desde pelo menos 2008, com a quebra do banco Lehman Brothers.
A revista espera que, no longo prazo, os problemas do modelo chinês apareçam com força e provoquem a normalização da economia de mercado. “Ao transformar empresas em órgãos do governo, o capitalismo de Estado simultaneamente concentra o poder e gera corrupção. Ele introduz critérios comerciais em decisões políticas e decisões políticas em negociações comerciais.”
Mas por que esperar que esse modelo entre em colapso num momento em que os países que teoricamente defendem o livre mercado crescem pouco, engalfinham-se em guerra cambial e ameaçam, ainda que veladamente, aumentar o protecionismo comercial?
Estadão

Sarney, Dirceu e Jaqueline são agraciados com algemas de ouro, prata e bronze no 'Baile do Pega Ladrão!'

Proposta dos organizadores é manter a mobilização contra a corrupção e a impunidade mesmo neste período de festas e férias

Os políticos premiados no 'Baile Pega Ladrão!' - Divulgação
O Troféu Algemas de Ouro de 2011 "consagrou" o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT), e a deputada Jaqueline Roriz (PMN). Os foliões que compareceram ao tradicional Clube dos Democráticos, na Lapa, para participar do 'Baile do Pega Ladrão!', realizado na madrugada desta sexta-feira, 20, no Rio, foi a entrega do  vaiaram entusiasticamente os vencedores da votação realizada no Facebook, que teve sete mil eleitores.  
Foram entregues as algemas de ouro, prata e bronze, respectivamente, a Sarney, que teve 59,5% dos votos, a Dirceu, com 18,8%, e à deputada Jaqueline Roriz, com 8,4%, filmada recebendo dinheiro de propina e que foi absolvida pela Câmara dos Deputados no ano passado.
O baile foi animado pelo conjunto vocal Anjos da Lua, de Eduardo Gallotti, que apresentou repertório inspirado na corrupção e na impunidade napolítica brasileira, como 'Se gritar pega ladão!', de Bezerra da Silva; 'Pecado Capital', de Paulinho da Viola; 'Lama', de Mauro Duarte; 'Homenagemao malandro', de Chico Buarque; 'Saco de feijão', de Francisco Santana; e 'Onde está a honestidade?', de Noel Rosa.
O 'Baile do Pega Ladrão!' e o 'Troféu Algemas de Ouro', foram organizados pelo Movimento 31 de Julho, que tem realizado atos contra acorrupção nos últimos meses. As iniciativas contaram com apoio de diversos movimentos do Rio e de outras cidades do País.
A proposta dos organizadores é manter a mobilização contra a corrupção e a impunidade mesmo neste período de festas e férias. O Movimento 31 de Julho planeja realizar um show na Zona Sul do Rio, depois do Carnaval, com a participação de artistas que apóiam a causa do combate à corrupção e à impunidade.
A agenda política dos grupos contra a corrupção inclui a realização de atos pela aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições municipais desteano, pela agilização do julgamento do Mensalão pelo STF, em solidariedade à ministra Eliana Calmon (CNJ) e em apoio à liberdade de imprensa.
Estadão

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Onde buscar rentabilidade em 2012

O corte de 0,5% na Selic anunciado na quarta-feira pelo Banco Central lembrou aos investidores que 2012 não vai ser um ano fácil. A Bolsa deve continuar volátil, embora haja perspectivas de recuperação das perdas no ano passado; a renda fixa não vai mais entregar os altos rendimentos de 2011, com expectativa de uma Selic a 9,5% no fim do ano; e a inflação também não deve ajudar muito – vai cair, reduzindo a rentabilidade dos investimentos atrelados a ela, mas ainda assim se mantendo em um patamar alto.
Para onde correr? Essa é a grande questão do investidor. Veja a seguir sete alternativas para o investidor moderado buscar um diferencial de rentabilidade neste ano:
CDBs de bancos médios
Os CDBs dos bancos médios são o caminho para ganhar mais que o CDI numa aplicação pós-fixada bastante segura. Mesmo acompanhando a taxa de juros, esse título de renda fixa privada costuma pagar mais que 100% do CDI, mantendo a rentabilidade sempre um pouco acima daquela de CDBs de bancos grandes e títulos públicos pós-fixados.
Por meio do Sofisa Direto, por exemplo, é possível abrir uma conta pela internet e investir em CDBs que remuneram entre 102% e 105% do CDI para prazos de até um ano. Para conseguir essa remuneração, porém, é preciso ficar até o final do investimento. A aplicação não é isenta de IR, mas entre os produtos de renda fixa que são taxados, o CDB é o mais barato. Não há taxas de administração, ao contrário dos fundos e do Tesouro Direto, que conta pelo menos com as taxas obrigatórias da CBLC.
O mais importante é observar que o investimento só é realmente seguro caso o investidor aplique menos de 70.000 reais em uma única instituição. Até esse limite, o CDB de banco médio é tão seguro quanto a caderneta de poupança ou qualquer CDB de banco grande, pois o valor investido é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) caso a instituição não honre com seus compromissos.
Aplicações isentas de IR
Para um período que pode variar de três a até seis meses, melhores do que os CDBs que remuneram acima do CDI são as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), disponíveis para qualquer investidor pessoa física. Mesmo que remunerem de 85% a 90% do CDI, por serem isentas de IR, sua rentabilidade líquida acaba sendo equivalente à de um CDB que paga mais de 105% do CDI, com a vantagem do prazo menor. Isso porque a alíquota de IR para aplicações de menos de três meses é de 22,5%. Mas para conseguir essa rentabilidade, é preciso ficar até o fim do prazo.
As LCIs, oferecidas pela Caixa ou em corretoras como a XP, também são garantidas pelo FGC em até 70.000 reais. A desvantagem é seu alto valor unitário, que varia de 30.000 a 50.000 reais.
Investidores qualificados – com mais de 300.000 reais em aplicações financeiras – têm mais opções isentas de IR a seu dispor. Para o curto e o médio prazo, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), com rentabilidade semelhante à das LCIs. Para o longo prazo existem os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que podem ser inclusive atrelados ao IPCA ou ao IGP-M, o que dá uma boa turbinada nos investimentos. Nenhum dos papéis, porém, conta com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
 Títulos atrelados à inflação
Os títulos atrelados à inflação não prometem mais rentabilidade tão brilhante quanto em 2011 – quando fizeram os mais bem-sucedidos fundos de renda fixa do país render na casa dos 17%. Embora a previsão seja de um arrefecimento da inflação até o fim do ano, o indicador ainda assim não chegará ao ponto de ser considerado baixo.
Para Bruno Carvalho, especialista em renda fixa da XP Investimentos, produtos atrelados à inflação são particularmente interessantes para quem vai investir visando o longo prazo. “Previsões para períodos muito longos tendem a estar erradas. Aplicando em um ativo atrelado à inflação, você preserva seu patrimônio independentemente do cenário”, diz.
Ele recomenda as Notas do Tesouro Nacional – série B, título público indexado ao IPCA, e debêntures e CRIs indexados ao IPCA ou ao IGP-M. Lembrando que os títulos públicos têm mais segurança e liquidez que os privados. O mais recomendado, porém, é ficar com eles até o fim do prazo, a fim de preservar o total da rentabilidade. A venda antes do prazo pode levar o investidor a ter rentabilidade zero.
Fundos imobiliários
Os fundos imobiliários trazem boas perspectivas de rentabilidade em um cenário onde juros e Bolsa talvez não apeteçam tanto os investidores. Para o consultor financeiro Mauro Calil, o desempenho desses fundos deve ser acima da média, embora com menos brilho que em 2012, quando alguns fundos renderam na casa dos 30%. Ele acredita ainda que parte dos investidores de fundos imobiliários deve realizar o lucro de 2012 para comprar ações descontadas na Bolsa.
Para Gilberto Poso, superintendente executivo de gestão de patrimônio do HSBC, o investidor deve priorizar os fundos cujo objetivo é gerar renda com aluguéis, e não lucrar pela valorização dos imóveis em carteira. “O mercado já teve uma valorização muito alta nos anos anteriores”, lembra Poso. Foram justamente os fundos de renda os campeões de retorno no ano passado.
Fundos imobiliários devem ser escolhas para prazos mais longos, pois a liquidez é baixa. Mas eles são uma boa alternativa dentro da renda variável, além de trazerem um quê de renda fixa no que diz respeito aos aluguéis. Além disso, esses rendimentos mensais são isentos de IR, cobrado apenas sobre a valorização das cotas e no momento em que o investidor as vende.
Fundos de capital protegido
O ano começou bem para a Bolsa brasileira, e as previsões para o fim do ano são bastante otimistas. Mas embora a maior parte dos analistas espere um desempenho do Ibovespa superior ao da renda fixa, a alta do índice não passaria de uma recuperação do grande tombo de 2011. Como os temores internacionais também não foram completamente afastados, os fundos de capital protegido despontam.
 A performance média dos fundos de capital protegido no ano passado foi de apenas 1,0%. Mas houve, no mercado, quem conseguisse render mais de 18%. Especialistas têm boas perspectivas para os fundos de capital protegido em 2012. O Santander, um dos expoentes no segmento, prometeu novidades para este ano, e o HSBC está com um fundo desse tipo aberto para captação. “É uma alternativa interessante para o investidor moderado, principalmente os mais inexperientes ou os que têm mais receio em relação ao mercado acionário”, afirma Gilberto Poso, superintendente executivo de gestão de patrimônio do HSBC.
Os fundos de capital protegido investem em renda variável e renda fixa de forma a ganhar tanto na alta quanto na baixa da Bolsa. Fundos de ações, como o do HSBC, têm como benchmark o Ibovespa, o que significa que eles se valorizam quando o índice sobe, mas só até um determinado teto; caso o índice caia abaixo de determinado valor, pelo menos a quantia investida está garantida.
Ações que pagam bons dividendos
Boas pagadoras de dividendos continuarão a brilhar na Bolsa, apesar de já estarem um pouco caras, devido à grande procura do ano passado. Mesmo assim, para quem quer simplesmente se proteger da volatilidade atrás dos dividendos, essas empresas continuarão atrativas. Para quem não quer investir diretamente nos papéis, há os fundos de dividendos, que no ano passado tiveram rendimento médio de 3%. Mas houve quem conseguisse render 23%.
O setor elétrico e o de telefonia continuarão sendo as bolas da vez. Estudo do HSBC Global Research divulgado recentemente mostra que Equatorial Energia (EQTL3), Telemar Norte Leste (TMAR5), Telemar (TNLP4), Transmissão Paulista (TRPL4), Telemar (TNLP3) e AES Tietê (GETI4) serão as oito empresas que mais pagarão dividendos em 2012. William Castro Alves, analista da XP Investimentos, destaca a AES Tietê, presente tanto na carteira de dividendos quanto na carteira principal da corretora.
Mas ações de outros setores também entram nessa cesta. Alguns papéis do setor financeiro, por exemplo, reúnem boas perspectivas de valorização e um alto dividend yield, como é o caso de Banco Pine e Banco ABC Brasil – respectivamente a nona e a décima empresas que vão pagar mais dividendos este ano, segundo o HSBC – e Redecard e Cielo. Em entrevista recente a EXAME.com, o economista-chefe da corretora que mais acertou no ano passado, Clodoir Vieira, da Souza Barros, lembrou ainda a Ambev.
Ações ligadas ao consumo e ao crédito
Para 2012, analistas preveem pelo menos a recuperação das perdas do ano passado na Bolsa. É unânime que os setores mais atrativos são aqueles ligados ao mercado interno, principalmente o setor bancário. “Ações de bancos é algo para se ter em carteira. Entre os bancos grandes, destacamos Itaú e Banco do Brasil. Em bancos menores, o Panamericano e o Banco Pine”, diz William Castro Alves, analista da XP Investimentos.
A expectativa dos especialistas é que os bons índices de empregabilidade e o aumento da renda do brasileiro reduzam a inadimplência e aumentem a oferta de crédito no mercado, beneficiando os dois lados – a dos bancos e a do consumo. Nessa outra ponta, continuarão se destacando papéis como Redecard e Cielo – que ano passado se limitaram a se recuperar de grandes perdas em 2010 – e a já citada Ambev.
O setor de construção também se tornou atrativo, uma vez que os papéis sofreram no ano passado e se tornaram baratos. A preferida da XP neste momento é a Brookfield, que fez boas entregas no último trimestre de 2011, embora não tenha feito todos os lançamentos previstos.
Exame

10 notícias para lidar com os mercados nesta sexta-feira

Aqui está o que você precisa saber:
1 - MMX nega interesse em ser vendida para a Ferrous. A MMX, a mineradora de Eike Batista, negou que haja interesse de ser vendida para a Ferrous Resources. A curtíssima resposta da empresa, por meio de sua assessoria de imprensa, afirma apenas que “a MMX não tem qualquer interesse no projetado negócio.”
2 - Governo poderá gastar R$ 2,2 trilhões este ano. O Diário Oficial da União publica na edição de hoje (20) o Orçamento para 2012. A lei aprovada pelo Congresso Nacional no final de dezembro do ano passado foi sancionada ontem (19), sem vetos, pela presidenta Dilma Rousseff.
3 - Fitch rebaixa Gafisa e Tenda por enfraquecimento financeiro. O volume de devoluções de vendas pela Tenda deverá aumentar significativamente, explica analista. Segundo a agência de classificação de risco, a empresa apresentou uma acentuada redução das margens operacionais e uma piora dos indicadores de crédito. 
4 - Bolsas da Ásia encerram em elevação; Hong Kong 0,8%. A alta foi embalada principalmente pelos bons números nas bolsas europeias e em Wall Street, além dos fatores locais. A Bolsa de Hong Kong teve o maior fechamento em mais de três meses, também em virtude das esperanças de contínua recuperação da economia global.
5 - Hungria garante que banco central continuará independente. Após as críticas lançadas pela UE, o premiê húngaro, Viktor Orbán, anunciou nesta sexta-feira que desistiu de fundir o banco central com uma nova entidade supervisora.
6 - Receita do Google fica abaixo de expectativas. A receita líquida do Google saltou em mais de 27 por cento no quarto trimestre, mas ficou aquém das expectativas do mercado, fazendo suas ações recuarem com força após o fechamento do pregão nesta quinta-feira.
7 - Intel tem lucro alinhado com previsões de Wall Street. A companhia teve receita trimestral em linha com as expectativas de Wall Street em meio à falta de unidades de disco rígido e à menor produção de PCs em um mercado já atingido por uma economia instável e uma preferência crescente por tablets.
8 - Lucro da IBM sobe e supera estimativas. A IBM afirmou nesta quinta-feira que seu lucro no quarto trimestre, excluindo itens extraordinários, foi de 4,71 dólares por ação.
9 - UE reservará fundo de resgate para países com pacto fiscal. Bloco reservará o acesso aos recursos do Mecanismo de Resgate Permanente (MEE) aos países que ratificarem o pacto fiscal.
10 - Banco do Brasil conclui compra de banco da Flórida. Instituição brasileira terminou de pagar os US$ 6 milhões do valor da aquisição e transferiu os certificados de 100% das ações.
Bônus - Bolsas europeias oscilam nesta sexta-feira. O principal índice da Bolsa de Valores de Milão, o FTSE-MIB, abriu a sessão desta sexta-feira com alta de 0,38%, aos 15.710,96 pontos.
Exame

Como precificar meus produtos?

Como precificar meus produtos? Respondido por Dalton Viesti, especialista em gestão
Para obter resultados positivos, tanto na lucratividade como na competitividade, é imprescindível que usar todas as ferramentas financeiras e mercadológicas possíveis. Inicialmente você deve apurar os custos. Antes de qualquer cálculo, separe-os por atividades, como produtos fabricados, produtos revendidos e serviços.
Os custos se dividem em diretos, indiretos, fixos e variáveis. Liste, primeiro, os custos diretos e variáveis, que são essenciais para compor a margem de contribuição. Esta margem avalia seu ganho sobre tudo o que se gasta na aquisição de bens e serviços que são consumidos diretamente pelo cliente e que variam conforme o consumo deste cliente, como matérias-primas, embalagens e mercadorias.
Depois se apura os custos fixos e indiretos que são usados para fazer a empresa funcionar, após tirar da margem de contribuição chegamos ao lucro bruto. Custos fixos são os gastos que, independe de vender ou não, você terá que pagar, pois fazem parte de sua estrutura, como aluguel, impostos da empresa, salários e energia.
Apurado seus custos a pergunta a ser feita é qual o valor e quantidade devo vender para cobrir os custos diretos e indiretos. Um cálculo matemático!
Após fazer este cálculo e definido o preço de venda para obter a lucratividade, vamos ao próximo passo, verificar se com este nível de preço iremos vender as quantidades projetadas no seu cálculo financeiro.
Para isso, verifique os preços que estão sendo oferecidos no mercado para produtos e serviços similares ao seu, considere também seu diferencial, ou seja, algo que você oferecerá e os concorrentes não, e avalie qual é o preço que deveria cobrar para ter sucesso comercial. Se mudar, não se esqueça de rever as quantidades a serem vendidas.
Em geral, os custos de uma empresa iniciante são maiores, por isso nem sempre estes números são próximos. O esforço daqui para frente é corrigir seus custos, enxugá-los, renegociar com seus fornecedores a ponto de que cheguem a satisfazer as duas condições que colocamos no início: competitividade e lucratividade.
Lembre-se que experiência e vontade são muito importantes, mas conhecimento técnico é vital para realizar um trabalho competente e com menos chances de erro na hora de precificar.
Exame

Celulares podem ganhar tela com célula solar



Um pesquisador do Centro de Nanotecnologia de Londres desenvolveu uma solução que poderá resolver o problema da curta vida útil das baterias de celular: embutir células solares na tela dos aparelhos.
Segundo o pesquisador, Arman Ahnood, somente 36% da luz produzida pelos displays OLED é projetada e o restante é desperdiçado. E esta sobra que “vaza” pelas bordas do visor pode ser aproveitada com células solares, embutidas dentro da própria tela.
O sistema desenvolvido pelo pesquisador atualmente tem uma eficiência de 11%, produzindo um total de 5 miliwatts (mW) em um dispositivo com tela de 3,7 polegadas, mas ainda é inferior ao que um smartphone necessita.
Segundo pesquisas, um smartphone comum utiliza até centenas de miliwatts e até 68.6 miliwatts em um estado suspenso. Mas Ahnood afirma que a eficiência pode aumentar significativamente, ao ponto onde o sistema possa ampliar a vida da bateria em algumas horas.
O próximo passo das pesquisas será utilizar novos designs e materiais para que a eficiência energética chegue até 90%, o que já permitiria estender a vida útil da bateria em uma única recarga.
Exame

Três dicas para vencer desafios do ambiente de TI

Profissionais contam como resolveram problemas de virtualização de desktops, redes de comunicação sem fio e desempenho.
São três as estratégias usadas por um grupo profissionais para lidar com os desafios de ambientes de TI, cada vez mais complexos. Ou seja, avaliar o software em relação às vulnerabilidades antes de comprar, mudar de fornecedor e não de expectativas e fazer mudanças de forma frugal.

1- Avaliar o software quanto às suas vulnerabilidades: é a filosofia adotada na Universidade de West Virginia. A instituição pede, cada vez mais, aos fornecedores de software para submeter os seus produtos propostos a um exame de avaliação de vulnerabilidades, antes de comprá-los.
“Faz parte do processo contratual”, explica Alex Jalso, diretor-assistente de segurança da informação na universidade. O responsável utiliza o software IBM AppScan Enterprise como ferramenta de avaliação de vulnerabilidades, de análise e de correção de fragilidades de código.
Jalso diz que o procedimento de análise permite à instituição ter um olhar mais profundo sobre o código. Como é de propriedade intelectual do fornecedor, a universidade compromete-se a trabalhar sob sigilo e não divulgar quaisquer questões que possam surgir.
A organização ainda não convenceu todos os seus fornecedores de software, mas caminha nessa direção. A AppScan também é usada pela universidade para analisar eventuais falhas de segurança em aplicações web desenvolvidas internamente antes de entrarem em produção.
Qual é a importância desse aspecto? Jalso diz que se trata de antecipar a identificação de pontos fracos no software, capazes de se tornarem um caminho de ataque para hackers e malware.
Há uma série de questões jurídicas a considerar, também, como não violar as diretrizes de proteção de dados relacionadas com várias normas (HIPAA, PCI e FerpaA). A universidade considera não ser pedir demais a um fabricante que sujeite o seu software a um teste de vulnerabilidade – e na realidade, nem mesmo fazer isso várias vezes conforme ocorram mudanças na base do código, diz Jalso.

2- Mudar de fornecedor em vez de alterar expectativas: Ross Elliott é gestor da rede para as escolas públicas de Brick Township, em Nova Jersey, um distrito com 12 escolas e 10 mil alunos. O departamento de TI para o distrito escolar oferece acesso à Internet com fio e sem fio para alunos e professores.
Mas a parte mais aberta da rede sem fio mostrou sinais de tensão e congestionamento quando o número de alunos usuários aumentou, no início de 2011. Como efeito colateral, a firewall Astaro e o serviço da Comcast “não funcionavam bem juntos”, explica Elliott. Segundo ele, a configuração de firewall, baseada num “proxy” pode ter sido fator importante.
Contudo, o responsável também estava insatisfeito com o suporte fornecido. O nível de disponibilidade da rede sofria queda e em junho a rede sem fio começou a ter desempenho fraco e “o departamento de TI foi bombardeado com telefonemas”, conta.
O departamento da escola foi capaz de resolver os problemas de rede durante o verão, atualizando a largura de banda e adaptando firewall da SonicWall. E Elliott diz que podem ser necessárias mais mudanças no acesso à rede da escola para suportar os que são realizados por meio de dispositivos móveis.
A Columbia Grammar and Preparatory School, em  Nova York, tinha cerca de 450 computadores Macintosh para uso em salas de aula, e não estava feliz com o desempenho dos servidores da Apple, há muito tempo. Por isso, mudou para servidores Windows, obtendo  melhores desempenhos no apoio aos computadores Macintosh, de acordo com Adam Gerson, codiretor de tecnologia da escola. Embora seja um fã dos Mac, numa “escola Mac”, não deixou que isso o impedisse de experimentar uma alternativa  aos servidores da Apple.
3-Correção rápida: como em muitos sistemas escolares nos Estados Unidos, os professores realizam cada vez mais procedimentos de rotina online em vez de usarem papel. É o caso do grupo de cinco escolas do Belchertown School District, em Massachusetts.
Professores e alunos vão a plataformas online para obter material das aulas ou outro tipo de suporte. O distrito começou a usar uma aplicação chamada PowerSchool, configurada com Cisco UCS a executar desktops virtuais VMware View, ligados a uma plataforma de armazenamento NetApp FAS2020.
Mas de acordo com Scott Karen, diretor de tecnologia para o distrito escolar, haveria indícios de problemas de excessiva latência relativa à configuração das máquinas virtuais, quando muitos estudantes tentavam autenticar-se e usar o sistema ao mesmo tempo. Além disso, quando os professores usavam as plataformas nas salas de aula, em simultâneo, deparavam-se com a lentidão das mesmas, e a ocorrência de erros de arquivo.
A falta de capacidade de “caching” nos velhos sistemas NetApp FAS era um problema, diz Karen. E adotar um sistema da NetApp maior e mais recente não era atraente do ponto de vista orçamental, para o distrito escolar.
No entanto, como participante regular do grupo de usuários locais da VMware,  Karen descobriu uma solução mais econômica. Decidiu adotar um sistema de dois nós Avere FXT para optimizar as capacidades de leitura e registo.
Foi rapidamente colocado a funcionar, trouxe a latência para um nível tolerável, e constituiu uma lição sobre virtualização de desktops.
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DONO DO MEGAUPLOAD É PRESO NA NOVA ZELÂNDIA

Alemão é preso com mais três diretores do site; ele chegou a se refugiar em casa com uma espingarda
SYDNEY – O fundador da Megaupload, Kim Schmitz, e três diretores do portal de downloads tiveram a prisão preventida decretada na Nova Zelândia nesta sexta, 20. Enquanto isso, os Estados Unidos tramitam suas extradições por pirataria na internet.
A Justiça americana afirma que a Megaupload faz parte de uma rede mundial de pirataria na internet, controlada por uma organização criminosa, e que causou danos aos direitos autorais no valor de pelo menos US$ 500 milhões.
Os quatro presos permanecerão sob custódia policial em Auckland até a próxima segunda-feira, quando será realizada uma nova audiência judicial para decidir o pedido de liberdade mediante o pagamento de fiança, segundo ditou o juiz David McNaughton, dos tribunais de North Shore.
O inspetor Grant Wormald, da unidade de Crime Financeiro e Organizado da Polícia neo-zelandesa, explicou à imprensa que o FBI (polícia federal americana) entrou em contato com eles em 2011 e que a operação foi complicada, porque entre outros acontecimentos, Schmitz não facilitou sua prisão ao se esconder na sua própria casa. Ele teria se refugiado com uma espingarda de cano curto em uma sala-cofre, segundo nota da France Presse.
Ao perceber que a polícia havia invadido a mansão, o criador do site se trancou em uma sala-cofre com uma espingarda de cano curto.
“Não foi algo tão fácil como chamar na porta”, afirmou o detetive. O grupo detido pelas autoridades zelandesas é formado pelos alemães Kim Schmitz, Mathias Ortmann e Finn Batato e o holandês Bram van der Kolk.
Wormald disse que Schmitz, de 37 anos, e Van der Kolk, de 29, têm permissão de residência na Nova Zelândia, enquanto Ortmann, de 39, e Batato, de 38, figuram na Imigração como “visitantes”.
Schmitz, também conhecido pelo apelido Kim Dotcom, e Ortmann fundaram a Megaupload, uma sociedade com sede em Hong Kong e que conta com 150 milhões de usuários registrados e volume de visitas diárias que ronda os 50 milhões.
Ortmann desempenhava o cargo de diretor, Batato dirigia a unidade de marketing e o holandês era supervisor de programação.
O alemão Sven Echternach, de 39 anos, chefe de desenvolvimento de negócios, o eslovaco Julius Bencko, de 35, desenhista, e o estoniano Andrus Nomm, de 32, responsável da divisão de software, estão em paradeiro desconhecido e procurados pelo FBI.
As prisões na Nova Zelândia fazem parte de uma operação internacional liderada pelos Estados Unidos contra este portal de downloads que incluiu o fechamento da Megaupload em território americano e batidas em nove nações, entre elas Holanda e Canadá.
Uma equipe de mais de 70 agentes neozelandeses inspecionou nesta sexta-feira a mansão de US$ 30 milhões onde Schmitz morava em Auckland com sua família e outros nove imóveis na mesma cidade.
A Polícia confiscou 18 carros de luxo, incluído um Rolls-Royce Phantom Drophead Coupé e um Cadillac 1959 rosa, além de vários automóveis Mercedes.
Os investigadores calcularam o confisco de bens avaliados em cerca de US$ 4,8 milhões, aos quais se somam outros US$ 8 milhões que foram depositados em contas abertas em diversos bancos da Nova Zelândia.
Schmitz, apaixonado por corridas de carros e mulheres, além dos computadores, gostava de alardear que era um dos dez homens mais ricos da Nova Zelândia, segundo a imprensa local.
A Polícia americana calcula que, com a Megaupload e outros portais associados, estes “piratas da internet” ganharam pelo menos US$ 175 milhões.
A Justiça na Nova Zelândia já antecipou que não deve apresentar acusações formais contra os detidos, embora tenha admitido que a Megaupload infringiu as leis de propriedade intelectual do país. Se fosse aberto um processo judicial na Nova Zelândia, a extradição que tramita nos Estados Unidos demoraria a acontecer.
Estadão