quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

BMW defende no Planalto mudança na política de IPI


Presidente da montadora no país afirma que a empresa tem planos de construir uma fábrica no Brasil, mas aguarda uma definição sobre a tributação

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presidente da BMW no Brasil, Henning Dornbusch, esteve hoje (29/12) com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para pedir uma mudança na política do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) deautomóveis importados para empresas que tenhamplanos de se instalar no Brasil. Dornbusch afirmou que a empresa tem planos de construir uma fábrica e já procura locais, mas a decisão ainda não foi tomada porque a empresa aguarda uma "definição de uma política com relação às empresas que estão entrando com novos investimentos no país".
O presidente da empresa não recebeu uma resposta de Gleisi além de que o governo está estudando o tema. "O governo está analisando. Não somos a única empresa que leva a mesma preocupação para o governo. O governo está ciente disso e está trabalhando para uma solução. Temos que aguardar", disse o executivo.
Dornbusch afirmou que a decisão de montar uma fábrica no Brasil ainda não está 100% confirmada por conta da alta no IPI. "Primeiro queremos definir com relação ao governo qual será a política para novos investimentos. Após definido isso, a BMW irá se pronunciar sobre onde serão, qual estado onde serão alocados os novos recursos", disse. "A questão básica é: os novos investimentos que entram no Brasil têm prazo de maturação para gerar receitas. Durante esse período, como você lida com esse fluxo operacional? Esse é o grande entrave hoje que as empresas têm no Brasil quando vêm se instalar", avaliou.
Há cerca de duas semanas, no entanto, o presidente-executivo da BMW mundial, Norbert Reithofer, disse em entrevista à agências internacionais que a intenção da empresa é aumentar sua presença nos mercados emergentes e a decisão de montar uma fábrica no Brasil estaria, sim, tomada.
Época NEGÓCIOS

Por que você nunca pode parar de aperfeiçoar seu negócio


Os empresários mais bem-sucedidos, assim como os melhores atletas, sabem: é preciso trabalhar duro e aprender mais rápido que o cara ao lado

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Não basta praticar. É preciso praticar sempre e bem
A rotina nas empresas mostra que o ditado que prega “a prática leva à perfeição” não é verdadeiro. Para valer é preciso adicionar uma palavra: “Prática perfeita leva à perfeição”. Quem cunhou esta frase foi o treinador de futebol americano Vince Lombardi. Há também uma citação atribuída ao violinista Jascha Heifetz: “Se eu não praticar um dia, percebo. Dois dias, os críticos percebem. Três dias, o público percebe”.
Quando se trata da sobrevivência de uma empresa, as citações acima são verdades absolutas. Atletismo e artes não são metáforas perfeitas para um negócio, mas não são ruins. Em todos os três, o talento só vai te levar até certo momento. Daquele ponto em diante, é uma questão de determinação e habilidade.
A revista americana Inc. listou uma série de dicas para que você, sua empresa e os funcionários atinjam todo esse potencial por meio do treinamento constante.
Comprometer-se com a excelência. É preciso querer ser o melhor. Ser bom não é suficiente. Pessoas que querem entrar na disputa entre os melhores abraçam a prática. Eles não lamentam uma concorrência acirrada. Elas procuram isso.
Trabalho duro. Tem que estar disposto a se esforçar e fazer sacrifícios necessários. Os maiores atletas são os mais trabalhadores.
Construir a verdadeira autoestima. E isso não é sinônimo de arrogância. É uma combinação de habilidades físicas e mentais, aprendidas durante a prática dos conceitos certos. A confiança em si mesmo permite que você realize o melhor de suas habilidades porque sabe o que funciona e o que não funciona.
Concentração. Se tiver total concentração, você terá o controle de si mesmo. Grandes atletas mantêm seu equilíbrio e concentração, estejam eles à beira da vitória ou encarando a derrota. O mesmo vale para o mundo dos negócios. É uma questão de se concentrar para atingir a melhor execução.
Estar fisicamente muito bem. A fadiga automatiza suas habilidades e seu julgamento, deixando-o cego para buscar soluções criativas. É o atleta mais bem condicionado, e não o mais talentoso, que geralmente ganha quando as coisas ficam difíceis.
Lidar bem com a pressão. Para ser um campeão, você tem que aprender a lidar com o estresse e a pressão. Mas se você estiver preparado mentalmente e fisicamente, você não precisa se preocupar.
O mundo dos negócios está cheio de histórias de empresários que pensavam que tinham atingido o topo e poderiam levar suas empresas sem ter de se preocupar em melhorar seus produtos ou serviços. É incrível como esses empreendedores descobriram rápido que seus mercados podem migrar para outras companhias ou, pior, desaparecer. 

Época NEGÓCIOS 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Dez problemas que espantam talentos das grandes empresas


Burocracia, falta de um projeto, chefes medíocres e falta de visão e de acompanhamento estão entre elas

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Seja uma empresa de alta tecnologia ou um conglomerado mais estabelecido, as grandes empresas têm dificuldade em manter os seus melhores e mais brilhantes executivos na casa. Arevista Forbes fez uma lista das dez principais razões pelas quais as companhias não conseguem reter talentos. Quer descobrir se é o seu caso? Confira abaixo as dicas. 

1. A burocracia da grande empresa. Esta é provavelmente a razão número 1 citada por empregados desencantados. No entanto, esse normalmente é um motivo que mascara o verdadeiro motivo. Ninguém gosta de regras que não fazem sentido. Mas, quando os talentos reclamam, é geralmente um sinal de que eles se sentem como se não tivessem participação nas regras. Eles simplesmente receberam a ordem de acompanhar e seguir o programa. 

2. Não encontrar um projeto que acenda a paixão de um talento. As grandes empresas têm muitas divisões. Portanto, elas geralmente não têm pessoas perguntando a seus funcionários de destaque se eles estão desfrutando de seus projetos atuais ou se querem trabalhar em algo novo, no qual estejam realmente interessados e que poderia ajudar a empresa. As pessoas de Recursos Humanos costumam estar muito ocupadas com outras coisas para chegar a este ponto. Os melhores talentos não são movidos por dinheiro e poder, mas pela oportunidade de fazer parte de algo grande, que possa talvez mudar o mundo, e pelas quais estejam realmente apaixonados. 

3. Péssimos relatórios anuais de desempenho. Você ficaria espantado com a forma como muitas empresas não fazem um trabalho eficaz na avaliação de desempenho anual dos funcionários. Ou, quando têm essa ferramenta, fazem de maneira apressada, por meio de um formulário preenchido rapidamente e enviado para o RH. A impressão que fica para o empregado é que o chefe – e, portanto, a empresa – não está realmente interessado no seu futuro a longo prazo. E se você é talentoso o suficiente, por que ficar? 

4. Falta discutir o desenvolvimento de carreira. Aqui está um segredo para a maioria dos chefes: a maioria dos funcionários não sabe o que estará fazendo em 5 anos. Cerca de menos de 5% das pessoas poderiam responder a essa pergunta. No entanto, todo mundo quer ter uma discussão com você sobre o futuro. A maioria dos chefes nunca pergunta até onde eles querem chegar na carreira. Uma boa prática é separar um tempo para discutir anualmente com os empregados – fora das reuniões de revisão de desempenho – o planejamento de sucessão ou de desenvolvimento de carreira. Se um talento sabe que você acha que há um caminho para ele daqui para frente, eles estarão mais propensos a ficar por perto. 

5. As empresas que tentam construir uma incubadora em torno de seu talento, dando-lhes novos projetos emocionantes para trabalharem, devem ser aplaudidas. mas além disso, as empresas devem se preocupar manter esses projetos até que sejam concluídos. Os melhores talentos odeiam ser “empurrados com a barriga”. Se você se comprometer com um projeto liderado por eles, você tem de dar a chance de eles entregarem o que realmente prometeram. 

6. Não prestar acompanhamento ou dizer-lhes como fazer seus trabalhos. Embora não seja possível “ir levando” os grandes talentos, é um erro tratá-los como “intocáveis”, quando estiverem conduzindo um projeto. Não quer dizer que seja necessário interferir no projeto de alguém ou dizer-lhe o quê fazer. No entanto, os melhores talentos requerem acompanhamento e não se importam de serem responsabilizados pelos seus projetos. Portanto, mantenha pontos de contato regulares com seus funcionários de destaque nesse processo. Eles vão apreciar suas ideias, observações e sugestões – desde que eles não virem uma pregação. 

7. Grandes talentos gostam de outros grandes talentos. Como são os funcionários que convivem com seus maiores talentos? Muitas organizações mantêm algumas pessoas na folha de pagamento que, racionalmente, não deveriam estar lá. Você ouvirá uma ladainha de justificativas explicando por que elas estão lá, se questionar. “É muito difícil encontrar um substituto...” “Agora não é o momento...” Se você quer manter suas melhores pessoas, certifique-se que elas estão cercadas por outras grandes pessoas. 

8. A falta de visão. Isto pode parecer óbvio, mas você considera o futuro de sua organização emocionante? Que estratégia está executando? Qual é a visão que você quer que esta pessoa talentosa cumpra? Será que eles têm uma palavra a dizer, ou algo a acrescentar nesta visão? Se a resposta for não, há trabalho a fazer – e rápido. 

9. Não ter a menta aberta. As melhores pessoas querem compartilhar suas ideias e serem ouvidas. No entanto, muitas empresas têm uma visão de que elas estão tentando jogar contra e, muitas vezes, encaram opiniões opostas à sua estratégia como um aborrecimento ou um sinal de que o funcionário não está jogando no mesmo time. Se seus melhores talentos estão deixando a empresa e estão em desacordo com a estratégia, resta à empresa um monte de pessoas dizendo “sim” ou as mesmas coisas uns aos outros. É preciso ser capaz de ouvir pontos de vista diferentes, sempre incorporando as melhores partes dessas sugestões. 

10. Quem é o chefe? Se algumas pessoas que se reportavam ao mesmo patrão saíram recentemente, provavelmente esta não é uma coincidência. Consultores com frequência recebem o pedido de “consertar” alguém que é um grande vendedor, um engenheiro, ou dirigente que está levando a equipe à loucura. Infelizmente, o coaching executivo costuma funcionar em apenas um terço desses casos. A melhor saída, então, é tentar encontrar outra posição para eles na organização – ou, ao menos, não superestimar o talento que você deseja manter. 

A retenção de talentos nunca é uma via de mão única. Os melhores têm que assumir alguma responsabilidade quanto à organização. No entanto, com a escassez de talentos – o que só vai aumentar nos próximos cinco anos – organizações inteligentes são aquelas que saem na frente nesses dez tópicos. 
ÉpocaNegócios

Sete passos para se tornar mais produtivo

Dicas práticas para aumentar seu potencial e explorar grandes projetos. O importante é se planejar

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Começar o ano com resoluções para equilibrar a vida pessoal e profissional é fácil. Difícil é manter o pique durante o ano. Para garantir que 2012 pode (e deve) ser mesmo o ano para se chegar mais longe, o especialista Jeff Haden ofereceu sete dicas de como aumentar a produtividade pessoal a cada dia aos leitores da revista americana Inc.com.

1. Estou ocupado, hoje só amanhã Não há nada pior do que tentar se concentrar em uma tarefa e ser interrompido a cada cinco minutos. Interrupções acabam com a concentração e “matam” a produtividade. Portanto, avise aos colegas de trabalho que você está planejando um dia para cuidar de um certo projeto. Se você mantém contato com clientes, faça o mesmo – sempre com o cuidado de nomear alguém para cuidar de assuntos em caso de emergência. Libere sua agenda totalmente e diga que vai responder aos e-mails e ligações no dia seguinte. Além de se dedicar completamente ao projeto, existe o benefício de que ao tornar essa informação pública, você se sentirá obrigado a fazer isso em um dia.
2. Ter um objetivo é tudo
Não planeje o seu dia para cuidar de um projeto baseado em métricas do tipo “vou trabalhar enquanto der” ou “não vou parar até me sentir bem produtivo”. Antes de se lançar ao projeto, calcule quanto tempo será necessário para finalizar a tarefa e aí, sim, faça sua programação. Se concluir que vai precisar de três dias, programe-se de acordo para equilibrar as outras tarefas, sempre lembrando-se de avisar sua equipe. Ao saber que vai trabalhar muitas horas, sua mente vai assimilar a informação e, com isso, o tempo passará rápido.
3. Trocando as horas
Ao sair da rotina e mudar seu horário de trabalho, a sua perspectiva de tempo também vai se alterar. Começar às cinco horas ou às seis da tarde para varar a noite representa uma mudança que pode ser muito benéfica para abordar um projeto com uma nova perspectiva.
4. Eu mereço? Não, só depois
Aquilo que seus pais faziam quando você era criança, oferecendo prêmios somente depois de ver uma tarefa concluída pode ser uma boa maneira de começar o projeto. Digamos que você gosta de ouvir música enquanto trabalha. Experimente tirar a música ou ouvi-la por apenas duas horas. Assim, quando o seu entusiasmo estiver precisando de uma injeção de ânimo, você poderá ouvir música novamente e se sentir reenergizado. Quaisquer coisas que você use para animar seu dia, seja tomar um café mais demorado, deixe para (bem) depois. Assim, quando chegar a hora, você se sentirá realmente premiado.
5. Bateria se carrega antes de acabar a carga
O princípio é o mesmo usado por atletas. Esperar para beber água até que a sede seja insuportável não é produtivo. O mesmo se aplica ao trabalho. Então, faça uma boquinha um pouco antes do horário habitual ou de sentir muita fome. Quanto às grandes refeições, é bom se planejar. Em vez de tirar uma hora para o almoço, prepare a comida com antecedência para que você possa parar e comer quando chegar a hora. Experimente também se alongar ou caminhar um pouco, após horas sentado na cadeira diante do computador. Com isso, o seu corpo não vai acusar o desconforto e não ficará tão dolorido, o que poderá diminuir sua motivação.
6. Quem faz paradinha é jogador de futebol
Em vez de fazer intervalos, pense que eles também devem ser produtivos. O importante é manter o pique, o fluxo de trabalho. Nada de parar para assistir à TV ou navegar pela internet. Alguns minutos de inatividade são suficientes para quebrar o ciclo de trabalho produtivo. Os intervalos devem ser usados com atividades ligadas ao projeto. Por exemplo: anote o que você ainda tem que de fazer, quem precisa ser informado, etc. E volte a trabalhar.
7. Só acaba quando termina
Parar de trabalhar porque você está cansado ou entediado pode ser negativo. Lembre-se que você é capaz de fazer muito mais do que imagina. Se a única coisa entre você e o trabalho pronto é falta de motivação, você precisa passar por essa barreira. Em um dia normal, é comum pensar “pronto, só consigo chegar até aqui”. Com o tempo, isso se transforma em hábito, o que pode acabar com suas chances de explorar mais seu potencial. Ir além é algo que todo mundo pode desenvolver. Vai doer? Sim, um pouco, mas ultrapassar limites vai te ajudar a se tornar mais produtivo a cada dia. 
ÉpocaNegócios

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Na busca por profissionais de TI, vale até fazer luau

Como as empresas estão enfrentando o apagão de mão de obra na cada vez mais essencial área de tecnologia da informação
A Viva Experiências se firmou na internet, há dois anos, vendendo vales-presente pouco convencionais, de reservas em restaurantes a salto de paraquedas. Mas, ao contrário do que o nome sugere, o início de sua história não foi uma experiência tão boa.

Na inauguração, em outubro de 2009, seu proprietário, André Susskind, montou um quiosque num shopping na zona sul de São Paulo para divulgar o site. Até aí, tudo certo. Internautas de fato tentaram comprar. Mas o serviço de tecnologia da informação (TI) contratado para criar o site falhou: o primeiro pedido levou mais de um mês para ser finalizado. Resultado: o faturamento no período ficou mais de 50% abaixo do previsto.
O caso não é único. No mundo, uma infinidade de negócios - especialmente em e-commerce - depende de TI e está ameaçada pela falta de gente qualificada. O problema tende a se aprofundar no Brasil, caso a previsão da Faculdade Getúlio Vargas (FGV) se concretize: em quatro anos, haverá déficit de um milhão de profissionais.
Fernando de Souza Meirelles, fundador do Centro de Tecnologia Aplicada da FGV, explica que não necessariamente cargos deixarão de ser ocupados. Nesse "apagão de mão de obra capacitada", como define, há dois vieses: o de profissionais despreparados e, aí sim, o das vagas abertas sem ninguém para assumir.
A corrida para preenchê-las no Peixe Urbano criou uma situação inusitada para o diretor de tecnologia da empresa, Alexander Ferraz Tabor. Há dois anos, quando estava de olho em possíveis talentos num evento em São Paulo, viu um desconhecido à sua frente tentando acessar, sem sucesso, o site de vendas coletivas. "Entrei no sistema pelo meu computador na mesma hora para tentar deixá-lo mais veloz", conta. O episódio reforçou o que ele já sabia: os acessos cresciam mais do que o suportado e era preciso ampliar o quadro de seis programadores da época.
Churrasco
Dificuldades para achar gente gabaritada o bastante são dribladas à exaustão. Dois recrutadores do Peixe Urbano trabalham estritamente para aumentar o time atual de TI de 60 funcionários, dos quais 50 são programadores. Até luau e churrasco com universitários são feitos. Outra tática é oferecer recompensa de R$ 1,5 mil por indicações de profissionais que passem ao menos seis meses na empresa. O próximo passo é captar no exterior brasileiros que queiram voltar à terra natal.
Os mais estabelecidos no mercado também encontram nos jovens solução paliativa. Por meio de um programa de aceleração de carreira, a Microsoft treina universitários com a ideia de retê-los. "Das vagas criadas hoje, perto de 40% são ocupadas por pessoal sem os conhecimentos técnicos necessários", diz Alexandre Ullman, gerente de recursos humanos da multinacional no Brasil.
Nenhuma solução foi mais radical que a encontrada pela We do Logos, startup que conecta designers a empresas. No início, o próprio fundador, Gustavo Mota, cuidava sozinho do site. Quando o tráfego cresceu, o empresário teve de contratar um especialista, que também não deu conta do recado. Mota, então, terceirizou o serviço de TI para a Digital Craft. Não foi suficiente. Hoje, as duas empresas são sócias. "Tecnologia é a alma do negócio. Ficava mais em conta."
Esse déficit, em parte, reflete um gargalo histórico nas escolas e nas universidades. Além da baixa qualidade do ensino básico público, investir na área de Exatas nunca foi prioridade das grandes faculdades. Por exigirem laboratórios, esses cursos são mais caros e, fora isso, as ciências humanas tendem a ter mais apelo. Afinal, trabalhar o dia inteiro e, à noite na escola, conseguir se concentrar em matérias como cálculo exige bem mais que disposição.
Outro ponto sensível é o fato de o ensino técnico ser preterido pelos estudantes em favor da universidade. Para Marco Stefanini, presidente da consultoria de TI Stefanini, essa opção pode ser equivocada: "Às vezes, uma pessoa com formação técnica pode ser mais bem remunerada". Segundo ele, a presidente Dilma já reconheceu a importância do assunto. Há dois meses, sancionou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, iniciativa que pretende gerar 8 milhões de vagas em cursos técnicos de vários setores até 2014.
A ausência de base técnica é justamente um dos principais obstáculos para o crescimento do setor de TI, diz a analista Virginia Duarte, do Observatório Softex. "Se nada mudar, setores brasileiros de serviços e softwares de TI devem perder receita de até R$ 115 bilhões até 2020." Na internet, velocidade é ouro.
Estadão

Uma nova migração no mercado financeiro

Em 2011, mais de 200 mil profissionais foram demitidos em Wall Street, principal centro financeiro do mundo. Muitos deles estão vindo para o Brasil para trabalhar em bancos ou montar um negócio do zero
 - Gilberto Tadday/AE

Era uma manhã de setembro com temperatura amena em Nova York quando milhares de pessoas tomaram o Zuccotti Park, gritando palavras de ordem e levando cartazes com frases contra o capitalismo.
"Definitivamente, Wall Street está perdendo o sex appeal", pensou Thomas Grimm, diretor de um fundo de investimentos americano. Com uma carreira de onze anos no mercado financeiro mais importante do mundo, Grimm não é do tipo que reprova os manifestantes do "Occupy Wall Street" (Ocupe Wall Street). Mas, no momento, o que esse americano está fazendo é exatamente o contrário: ele e a esposa, a advogada brasileira Denise Hirao, estão fechando o apartamento em Manhattan e arrumando as malas para deixar Wall Street para trás. O destino? Brasil.
Profissionais de grandes centros financeiros, como a City de Londres e Wall Street, estão vindo para o País para trabalhar nos bancos e companhias do mercado nacional ou para montar suas próprias empresas. Não há estatísticas de quantos são. Mas não é difícil encontrá-los.
"Importamos dois", conta Daniela Bretthauer, analista-chefe da Raymond James. Outras instituições, tanto estrangeiras quanto brasileiras, estão aproveitando essa migração de profissionais que fogem da crise nos Estados Unidos e Europa.
Não é para menos. A maior parte das grandes companhias do mercado financeiro americano e britânico anunciou demissões em massa. A mais recente foi na semana passada: o Morgan Stanley está cortando 1,6 mil vagas no mundo, 580 só na sua base, em Nova York. HSBC e Bank of America já haviam informado baixa de 30 mil empregados, cada. Contas preliminares mostram que, só em 2011, mais de 200 mil profissionais de Wall Street foram demitidos.
"Mesmo que você não seja demitido agora, não dá para continuar lá sabendo que pode ser incluído nos próximos cortes", diz João Valli, ex-analista de empresas de bens de consumo do Merrill Lynch, em Londres. Natural de Brasília, Valli decidiu deixar a City e voltou para montar uma butique de investimentos na capital federal(leia abaixo).
Expansão
O mercado financeiro brasileiro ainda está a anos luz do que é Wall Street. Mas é isso que está atraindo esses profissionais: o espaço para crescimento.
"Ao contrário dos Estados Unidos e da Europa, nosso mercado de capitais está em expansão", diz Alberto Kiraly, vice-presidente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Um dos indicadores desse crescimento são as captações de investimento de empresas brasileiras por meio de títulos de renda fixa. "Elas dependem só do desempenho do mercado doméstico, por isso refletem o que acontece aqui, sem contaminação da crise externa", explica Kiraly. Até novembro, a oferta desses títulos somava R$ 77,7 bilhões - R$ 2,3 bilhões a mais que no mesmo período de 2010.
"O mercado de renda variável, que inclui a emissão de ações, também deve crescer", diz Kiraly. Em 2011, os investimentos nessa área se intimidaram com a crise na Europa. Por isso, esperam na gaveta 67 ofertas públicas que valem juntas R$ 28 bilhões, todas em análise na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). "Ao primeiro sinal de estabilidade, os investidores devem voltar e as ofertas serão concretizadas", diz Kiraly.
Outro indicador do desenvolvimento do mercado é o investimento direto estrangeiro. Em 2011, ele deve passar a marca de US$ 65 bilhões, o que ajuda financiar o déficit em conta corrente de US$ 53 bilhões.
Milionários
Mas há uma estatística em especial que faz brilhar os olhos de muitos estrangeiros e brasileiros expatriados: 19 pessoas se tornam milionárias a cada dia no Brasil, desde 2007, segundo estudo apresentado em Miami, na conferência Private Banking Latin America 2011, há um mês. "Ninguém quer ficar de fora de um mercado assim", diz o executivo da Anbima.
Nesse ambiente, bancos e empresas precisam ter profissionais altamente especializados nas áreas financeiras e de negócios. "Várias companhias têm me pedido para buscar profissionais de Wall Street, tanto estrangeiros como brasileiros", diz Angélica Wiegand, da empresa de headhunters CTPartners Brasil.
"Não temos nenhum índice, mas vimos notando pessoas em grandes bancos internacionais pedindo transferência para o Brasil", diz Rodrigo Soares, da empresa Hays, especializada em recrutamento internacional.
A chegada desses migrantes tem sido bem recebida pelo mercado nacional. "São profissionais muito gabaritados, o que é muitas vezes difícil encontrar por aqui", diz Angélica.
Mas nem sempre tudo está a favor dos que voltam. "Contratamos gente de fora porque os salários de profissionais brasileiros inflacionaram muito nos últimos anos", diz Daniela, da Raymond James. "Então, fica mais barato trazer pessoal de fora", diz ela.
Estadão

domingo, 1 de janeiro de 2012

SOLUÇÕES ESTRATÉGICAS PARA AMPLIAR ESPAÇO NO MERCADO

As organizações, hoje, enfrentam ambientes complexos e variáveis, que são definidos por seus clientes, proprietários e pela comunidade na qual operam. Clientes definem o que a empresa deve fazer para eles continuarem comprando seus produtos. Proprietários definem os objetivos primários da empresa que, freqüentemente, refletem considerações de riqueza, mas podem refletir metas socialmente relacionadas. A comunidade define as leis e convenções sociais que a empresa deve reconhecer para interagir com seus stakeholders, que são os clientes, os funcionários, os fornecedores, os proprietários e a própria comunidade.

O ambiente de negócio mudou. São poucos os executivos que ignoram a rapidez com que as pressões competitivas se intensificaram nos últimos anos.

As estratégias para conquistar participação de mercados, têm se tornadas complexas e numerosas. Grandes corporações têm encontrado dificuldades para implementá-las, mesmo contando com as contribuições de seus ativos intangíveis.

Em praticamente todos os setores industriais, os mercados tornam-se globais, com concorrentes em escala mundial oferecendo bens e serviços de alta qualidade com baixos custos. No setor serviços – todo produto gera um serviço; que gera um benefício; que gera uma solução e é isso que o cliente deseja – clientes são cada vez mais exigentes em termos da velocidade na entrega e na exatidão, levaram as empresas, muitas vezes, a tentar desmantelar antigos processos burocráticos.

Indústrias de serviços que anteriormente operavam com determinadas regulamentações e repassavam todos os custos para os clientes, hoje enfrentam um ambiente diferente. Melhorar a eficiência dos processos e reestruturar-se tornaram o objetivo para todas a organizações.

Há, portanto muitas preocupações por parte de executivos quanto à implementação de estratégias como medidas de desempenho gerencial; principalmente agora na era do conhecimento para criar uma cadeia de valor para o cliente. Implementar novos conceitos no comportamento dos custos, suas causas (direcionadores de custos), centro de custos,  sistemas de alocação de custos, custeio baseado em atividades e decisões sobre preços mix dos produtos e serviços.

Tem-se observado no mundo empresarial enorme dificuldades em mensuração de desempenho, no gerenciamento das informações no tocante a processos referente a custos, precificação, finanças e clientes, só para citar alguns. Soluções existem e não são fáceis de implementá-las. Associar o Balanced Scorecard (BSC) que é "sistema de gestão e avaliação que visa o desempenho de uma célula de negócio sob quatro perspectivas, a financeira, a do cliente, a do processo empresarial interno e a aprendizagem e crescimento", com o Custeio Baseado em Atividade (ABC) que "proporciona uma visão econômica mais precisa dos processos, produtos, serviços, clientes, revela lucros e perdas que foram encobertos pelos sistemas tradicionais de contabilidade e custos das empresas"; essa associação, BSC com ABC como soluções de gestão – medidas de desempenho - que muitas organizações estão buscando implementar para crescer e permanecer competitivas no mercado global.

No entanto, empresas que implementam um novo sistema de medidas de desempenho, na maioria das vezes, não associam as medidas às suas estratégias. E assim sendo, não conseguem  identificar os processos críticos para que a estratégia fosse bem sucedida. Sendo assim, amplia-se o alcance do BSC, vinculando suas medidas à estratégia organizacional.

A elaboração do BSC parte do pressuposto que haja uma estratégia e objetivos financeiros bem definidos, pois estes servirão de foco principal para os objetivos e medidas de todas as perspectivas do BSC. E ainda, o BSC é um sistema de gestão baseado em indicadores que impulsionam o desempenho, proporcionando a organização uma visão do negócio atual e futura, de forma abrangente. Traduz, também, a missão e a estratégia em objetivos e medidas organizadas nas quatro perspectivas citadas acima.

O que se tem observado no Brasil, é um crescente interesse das empresas pelas técnicas de custeio baseado em atividades (ABC), particularmente aquelas do setor industrial, notadamente em resposta aos movimentos de globalização e quebras de dispositivos protecionistas e de reserva de mercado, que foram recentemente introduzidos no cenário político-econômico.

Uma vez que a técnica de ABC apóia-se nas atividades e processos como verdadeiros elementos organizacionais de transformação, a criação de valor e geração de custos, torna-se útil um exame e análise a respeito das técnicas disponíveis para lidar com esses conceitos. Portanto, torna-se bastante natural, a compreensão de que para poder utilizar a técnica de ABC com a máxima eficiência, é necessário antes de tudo empreender esforços para diagnosticar, mapear, medir e gerenciar os processos de negócio que se pretende melhorar através da gestão de custos por atividades.

Em poucas palavras, pode-se afirmar que o ABC é uma espécie de instrumento revelador, a ferramenta que é empregada para apontar os custos e suas verdadeiras causas, ou seja, relacionando-os com as atividades e processos utilizados na execução de determinadas operações de negócio. 

Tenho realizado pesquisas e trabalhos de observação nas empresas, com a intenção de diagnosticar e recuperar empresas, fundamentando essa associação BSC com ABC como Soluções Estratégicas para as dificuldades das empresas aqui mencionadas.

por Delano Amaral
Sócio DELAM-Consultoria e Treinamento Empresarial Ltda.

sábado, 31 de dezembro de 2011

77% das empresas perderam dados em 2010, diz estudo

 Uma pesquisa mostra que 77% das empresas tiveram perda de dados durante o ano de 2010. Evitar esta falha é uma das maiores preocupações da segurança de TI, mostra o estudo da empresa Check Point Software Technologies, especializada em segurança na internet e de redes.
A popularidade do e-mail associada às redes de dados e computação de alta velocidade, aplicativos com base em web 2.0 e computação móvel aumentaram os riscos da perda de dados em ambientes empresariais, mostra o estudo.
Em média, o custo de uma falha de dados é de 7,2 milhões de dólares. Só o e-mail representa 20% das ameaças relacionadas a conteúdo de risco legal, financeiro ou regulamentar. Estes dados foram apurados durante o ano de 2011 pela Check Point com empresas em diversos países.
A previsão de crescimento dos dados corporativos é de 650% nos próximos cinco anos. Dispositivos com conexão USB, e-mail e notebooks serão os maiores desafios de segurança de TI para as empresas. O maior deles, segundo a pesquisa, será administrar a complexidade da segurança dos dados da companhia.
O estudo também mostra os quatro maiores desafios de segurança de TI. Administrar a complexidade da segurança é o maior desafio para 51% das empresas que participaram da pesquisa. Outras 35% das companhias disseram que aplicar as políticas de segurança é o maior desafio. Evitar as falhas de dados promovidos por hackers externos (29%) e evitar o roubo de dados por funcionários ou outras pessoas internas (23%) também estão na lista.
INFONotícias

Receita quer agilizar troca de dados do RIC e do CPF

A Receita Federal pretende agilizar a troca de informações do Registro de Identificação Civil (RIC) e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).
O RIC permite que cada cidadão tenha um número nacional. As cédulas de identificação estão sendo substituídas por um cartão magnético, com impressão digital e chip, que incluirá foto, assinatura e informações como nome, sexo, data de nascimento, filiação e naturalidade, entre outros dados.
Pela proposta da Receita, todas as vezes em que for emitido o RIC, o sistema automaticamente consultará a base de dados do Fisco para saber se o contribuinte está no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). Se estiver, os dados serão incluídos também no RIC. Se for um cidadão sem registro no CPF, o cadastro no RIC permitirá a inclusão na base de dados da Receita. As novidades foram anunciadas durante entrevista do secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, à Agência Brasil.
Hoje, a inclusão no CPF pode ser feita nas agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal ou dos Correios ao custo máximo de R$ 5,70. Há a alternativa de fazer o registro em entidades públicas conveniadas, como as unidades de atendimento ao cidadão, sem pagar nada.
"Toda as vezes em que for emitido um RIC, será gravado ali também o número do CPF. Isso amplia a possibilidade do atendimento do CPF de forma gratuita e com toda a segurança que o RIC oferece", disse o subsecretário de Arrecadação e Atendimento da Receita Federal, Carlos Roberto Occaso.
A Receita Federal pretende também reduzir o tempo médio de espera dos contribuintes nas centrais de atendimento do Fisco. A Receita, que iniciou o ano com uma meta de 15 minutos, garante que hoje já existe uma nova marca para todo o atendimento presencial, que é 13 minutos. "Achamos que chegamos a um ponto ótimo. Estamos querendo aperfeiçoar agora os serviços que estão fora de uma curva aceitável. Vamos trabalhar para melhorar os serviços que estão acima desse tempo", disse Occaso.
INFONotícias

Gente perfeccionista morre mais cedo

Muita gente vê, nos perfeccionistas, um quê de qualidade, e não de defeito, né? O pessoal que conduz entrevistas de emprego que o diga. Seja como for, a parte negativa da coisa existe e está bem clara: o seu perfeccionismo, além de dar nos nervos de quem está ao seu redor, pode te matar.
A constatação vem de um estudo feito por pesquisadores de universidades do Canadá e da Noruega, que, depois de analisarem os níveis de perfeccionismo de 450 voluntários, ficaram de olho neles por seis anos e meio, observando como ia a saúde de cada um e, bem, se eles não morriam. Eis que, como deu para ver, o risco de morte era maior entre os que apresentavam sinais fortes de perfeccionismo neuroticismo (é, gente difícil).
Já os mais desencanados, adeptos do “deixa a vida me levar”, é claro, tendiam a viver mais e melhor. Olha só, Zeca Pagodinho tinha razão. Espero que você nunca tenha duvidado.
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Ficar entediado no trabalho pode matar

Ficar entediado no trabalho pode matar
Sentir-se entediado durante o expediente aumenta “significativamente” o risco de sofrer um enfarte agudo do miocárdio (EAM), segundo pesquisadores da Suécia e dos EUA.
Apesar de a amostragem do estudo ser bastante específica (apenas homens de até 65 anos, de Estocolmo, que enfartaram entre 1974 e 1976), a propensão ficou clara e, segundo os especialistas, merece ser levada em conta: quanto mais tediosa era a profissão do cara (o guia foi uma pesquisa feita na Suécia em 1977, que listou características de 118 ocupações e definiu as mais chatas), maiores as chances de ele ir parar no hospital com o coração em frangalhos.
Curiosamente, trabalhar demais e levar uma vida agitada não se mostraram prejudiciais nesse sentido — a não ser que associados a outros fatores que deixassem a pessoa insatisfeita.
Não é a primeira vez que o CIÊNCIA MALUCA fala sobre como o tédio pode ser fatal.
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Fator humano ganha maior peso nos cursos de MBA

Gestão de pessoas, carreira, valores e crenças passam a ser tão importantes quanto módulos de cálculos e de projetos nos cursos de educação executiva

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No lugar das habilidades técnicas, valores
Cálculos, metas, índices, resultados. Depois de um longo período em que tudo o que importava eram as competências mensuráveis, os cursos de MBA estão sendo reformulados e, agora, ganham foco maior no chamado “comportamental”. Para tanto, vale incluir disciplinas que discutam em sala de aula desde a boa e velha gestão de pessoas até mesmo valores e crenças pessoais.

O movimento, na avaliação de Silene Magalhães, gerente-coordenadora dos programas de pós-graduação da Fundação Dom Cabral, é um reflexo do colapso econômico mundial de 2008. “Com a crise houve um mergulho das principais escolas que fazem educação executiva sobre o papel do MBA na educação dos executivos – tão orientados para o resultado financeiro que contribuíram para o episódio. Daí essa preocupação dos cursos em atingirem um equilíbrio maior entre o que é ferramental e o comportamental.”

Em uma discussão de grupo com dirigentes de empresas feita pela Trevisan Escola de Negócios, um presidente reclamou que, apesar de sua equipe ser formada por ótimos técnicos, eles não tinham valores alinhados aos da empresa. “Essa foi uma demanda unânime apontada pelas companhias que ouvimos”, conta Olavo Henrique Furtado, coordenador dos cursos de pós-graduação e MBA da Trevisan. “Em função da crise, as empresas também começaram a questionar o preço dos cursos, já que seus profissionais não conseguiram prever o evento.”
Esses dois fatores fizeram com que a Trevisan reformulasse todos seus cursos, agora estruturados em três eixos: capacitação técnica; habilidades para ação do executivo e do gestor; e valores, crenças e atitudes.
Mas será possível um MBA transmitir valores a um alto executivo? Furtado diz que o processo não é bem assim. “Escola não é família, isso vale tanto pra graduação quanto para a pós. O papel da instituição de ensino é ajudar o executivo a mapear seus valores e verificar como eles podem se encaixar na empresa onde trabalha. Se os valores do profissional não batem com os da empresa, não dá.”

Licinio Motta, diretor geral da unidade de Pós-Graduação da ESPM-SP, concorda: as escolas estão caminhando cada vez mais para o desenvolvimento das “soft skills”, o que significa a gestão de pessoas, do indivíduo e a capacidade de inovação. “A grande tendência é falar em carreira e apoio ao desenvolvimento da carreira. Não adianta só dar os melhores livros e cases, se não dermos coaching ou criarmos possibilidades de gerar networking.”

Entre muitas opções de MBA, a FGV estreia este ano um curso que, na verdade, propõe-se ser a antítese dos programas clássicos. O objetivo, segundo a entidade, é privilegiar as capacidades práticas e reflexivas dos participantes. “Trata-se de um mestrado internacional que abraçou as economias emergentes sob uma perspectiva baseada no intercâmbio transcultural e na aprendizagem, ao invés da transferência unilateral de conhecimento”, explica Flávio Carvalho de Vasconcelos, diretor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (EBAPE/ FGV).
Dentro destas tendências, aparecem cursos focados na gestão de pessoas, em liderança, e programas que levam em conta o fator humano, como a construção da carreira. Já para atender a demandas do mercado mais imediatas, geradas pelo aquecimento de setores específicos da economia, surgem MBAs voltados para a gestão do esporte e do marketing digital. Em geral, as aulas começam do meio do ano pra frente, mas as inscrições já estão abertas, uma vez que o processo seletivo costuma demorar meses. Confira algumas opções:

Business School São Paulo (BSP)

MBA em Gestão de Pessoas e Liderança: O curso promete combinar a aplicação de conteúdos estruturados em técnicas modernas de gestão com competências interpessoais e habilidades comportamentais para que os alunos formem equipes de alto desempenho, alinhadas às estratégias e aos objetivos das organizações

Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) 
MBA Executivo ESPM: Além das matérias obrigatórias, como marketing, finanças, operações e processos, a instituição fez adaptações ao curso, que agora conta também com um cardápio de disciplinas comportamentais. Um teste no processo de aprovação avalia o modelo de comportamento do candidato – se ele é mais ligado a pessoas ou prefere trabalhar sozinho, por exemplo. A orientação é feita por meio de uma devolutiva com um professor. Eventos para a promoção de network também foram reforçados na repaginação do curso

Fundação Dom Cabral (FDC) 
MBA Empresarial: A repaginação do curso oferecido pela fundação teve como objetivo transformar o programa de sala de aula em um programa “de vivência”. Por isso, entram na grade atividades em viagens a lugares como Ouro Preto e Inhotim, em Minas Gerais. O curso foi organizado em três pilares principais: indivíduo na sociedade (com um conjunto de disciplinas, de filosofia a estratégia da gestão), humanidades e um mapa do mundo dos negócios. O MBA inclui até mesmo um projeto de autogestão da saúde, com acompanhamento durante todo o curso, e trabalha o tema da sustentabilidade

Fundação Getúlio Vargas (FGV)
International Masters in Practicing Management (IMPM): O principal curso para educação de executivos da FGV e na verdade um antiMBA. Co-fundado há 15 anos por Henry Mintzberg, influente pensador da administração, o mestrado internacional é realizado por cinco instituições acadêmicas: McGill (Canadá), Lancaster (Inglaterra), IIMB (Índia), Renmin University of China (China) e, agora, a EBAPE/FGV (Brasil). Em vez de discutirem os estudos de caso e os modelos clássicos, os alunos compartilham experiências e se engajam com diferentes tipos de gestão e tradições acadêmicas ao longo de um ano e meio, em temporadas de duas semanas em cada um dos países que sediam as instituições parceiras

Anhembi Morumbi 
MBA em Gestão e Marketing de Entidades Esportivas: Com a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 sendo sediadas no Brasil, o setor irá demandar profissionais qualificados. De olho nesta demanda, a universidade montou um MBA para preparar executivos com as competências e habilidades necessárias para a gestão esportiva

Trevisan Escola de Negócios 

MBA Marketing da Era Digital: A instituição identificou uma forte demanda das empresas na gestão de seus vários canais de comunicação online e montou um curso especializado no tema. Outros MBAs que buscam atender novos movimentos de mercado são os de Gestão de Marcas, Gestão Educacional, Gestão e Marketing Esportivo e Governança Corporativa.
ÉpocaNegócios

China testa trem-bala capaz de fazer 500 quilômetros por hora


O veículo em fase de teste é inspirado nas espadas antigas chinesas


Trem-bala em teste na China
A nova série de trem conhecido pelas iniciais CRH tem seis carros e potência de 22.000.800 quilowatts - mais do que o dobro do trem-bala que faz a linha Pequim-Xangai (na foto)
O governo da China começou hoje (26) a testar um trem-bala mais veloz do que o utilizado atualmente. O trem-bala em teste é capaz de atingir até 500 quilômetros por hora, tornando-se assim um dos mais rápidos do mundo. O veículo em fase de teste é inspirado nas espadas antigas da China.
A nova série de trem-bala conhecido pelas iniciais CRH (China Railway de Alta Velocidade, em inglês) tem seis carros e uma potência de 22.000.800 quilowatts - mais do que o dobro do trem-bala que faz a linha Pequim-Xangai.
O veículo em teste foi projetado e fabricado pela Locomotive Sifang, uma subsidiária da China Railway Construction CSR, com sede na cidade de Qingdao, no Leste do país, na província de Shandong. O material utilizado no trem envolve plástico reforçado com fibra de carbono. De acordo com especialistas, esse tipo de transporte é o ideal para os países em desenvolvimento econômico.
No Brasil, o projeto envolvendo o trem-bala é o do Trem de Alta Velocidade Rio-São Paulo (TAV RJ-SP) também conhecido como TAV Brasil, que conta com o apoio do governo federal, e tem o objetivo de interligar Campinas, São Paulo e o Rio de Janeiro. O trem fará um percurso de 518 quilômetros.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) marcou para 10 de março de 2012 a retomada do processo de licitação para a implantação do TAV. Pelo novo cronograma, a previsão é que a segunda fase do leilão seja realizada no segundo trimestre de 2013, um ano após o leilão da primeira etapa, e que o TAV comece a operar em 2018.
*Com informações da agência estatal de notícias de Cuba, Prensa Latina.

Trem-bala e Itaquerão mostram que PT e PSDB são iguais no gasto público


Há críticas pesadas às duas obras que, no final das contas, terão dinheiro público

Geraldo Alckmin, o governador de SP, e a presidente Dilma
Alckmin e Dilma: dinheiro público colocado em obras polêmicas
 O (quase) desfecho das duas novelas envolvendo o Trem-bala e o Itaquerão é muito parecido. Dinheiro público será colocado em obras cujo benefício à sociedade é questionável.
A construção do trem-bala, que vai ligar Campinas ao Rio de Janeiro, passando por São Paulo, é uma obsessão do governo Dilma. No começo, a história oficial dizia que não haveria recursos públicos – “apenas” financiamento via BNDES a juros subsidiados, de pai para filho.
Agora, após o fracasso do leilão, o governo federal, administrado pelo PT, arrumou um jeito de atrair a iniciativa privada. "A União é fiadora dessa equação e vai assumir o risco", afirmou, nesta semana, Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Traduzindo: se o valor da obra superar as estimativas do governo (estimativas, aliás, que já foram questionadas pelas empreiteiras), o Tesouro – recheado de impostos – banca a diferença.
Em São Paulo, sob o comando do PSDB, o discurso sempre foi de que o governo estadual não entraria com um centavo na construção de nenhum estádio. A missão dos cofres públicos seria pagar as obras de infraestrutura (transporte, saneamento etc) necessárias para viabilizar a realização da Copa do Mundo.
Passados inúmeros meses de discussões sobre o valor do Itaquerão, a Odebrecht e o Corinthians bateram o martelo em relação ao custo da obra: R$ 820 milhões. Existem ainda R$ 420 milhões em isenções fiscais da Prefeitura.
Agora, o governador Geraldo Alckmin muda de ideia e resolve bancar R$ 50 milhões (a Odebrecht diz que pode chegar a R$ 70 milhões) para a instalação de uma arquibancada móvel no estádio, possibilitando que a abertura da Copa seja em São Paulo.
Nos dois casos, os governantes de plantão calcularam a relação custo-benefício apenas do ponto de vista político. Rafael Cortez, cientista político da Tendências Consultoria, lembra que obras de grande porte, como o trem-bala, têm forte apelo eleitoral. “É difícil para a sociedade ter a dimensão exata do que poderia ser feito com o dinheiro público que será canalizado para o trem-bala. No final das contas, o que ficará é a imagem da obra pronta.”
No caso do Itaquerão, a ampliação da capacidade do estádio não vai trazer benefícios diretos para a zona leste de São Paulo, mas o simbolismo da abertura da Copa na cidade tem um peso político importante. “O governo estadual não quis correr o risco de ser apontado como o culpado por São Paulo não ser a abertura do evento na véspera das eleição de 2014”, explica Cortez.
Nos dois casos, as críticas de curto prazo seriam suplantadas pelo resultado final. O cálculo político falou mais alto que a lógica econômica, e a conta será paga pelos contribuintes.

Exame